EUA atacam Guarda Revolucionária do Irã após morte de militares americanos na Jordânia
Ofensiva atingiu instalações de defesa aérea, vigilância costeira e depósitos de mísseis e drones; dois militares dos Estados Unidos morreram, um permanece desaparecido e outros quatro precisaram ser hospitalizados
WASHINGTON — As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma nova rodada de ataques contra alvos militares no Irã, incluindo unidades da Guarda Revolucionária Islâmica envolvidas numa ofensiva com mísseis balísticos e drones contra tropas americanas estacionadas na Jordânia.
O ataque iraniano, ocorrido em 17 de julho, matou dois militares dos Estados Unidos e deixou outro desaparecido. Quatro integrantes das forças americanas foram evacuados para hospitais jordanianos, mas posteriormente receberam alta. Outros militares avaliados com ferimentos leves retornaram ao serviço.
A resposta foi executada na noite seguinte e representou a oitava noite consecutiva de bombardeios americanos contra o território iraniano, dentro da nova escalada entre Washington e Teerã.
Guarda Revolucionária foi alvo direto
Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, o CENTCOM, os ataques atingiram instalações iranianas de vigilância costeira, sistemas de defesa aérea, capacidades militares marítimas e depósitos utilizados para armazenar mísseis e drones.
O comunicado também informou que forças da Guarda Revolucionária responsáveis pelo lançamento dos ataques contra os militares americanos na Jordânia foram deliberadamente atingidas. O CENTCOM não especificou quais unidades, comandantes ou bases foram alvejados.
“Ativos militares americanos também atacaram forças da Guarda Revolucionária Islâmica que lançaram ataques contra militares dos Estados Unidos na Jordânia”, afirmou o comando.
A formulação indica que a operação teve caráter retaliatório, mas também integrou a campanha mais ampla dos Estados Unidos para reduzir a capacidade iraniana de realizar ataques com mísseis, drones, sistemas costeiros e embarcações no entorno do Estreito de Hormuz.
Ataque iraniano combinou mísseis e drones
O CENTCOM informou que os militares mortos participavam da defesa contra uma ofensiva combinada de mísseis balísticos e veículos aéreos não tripulados lançada pelo Irã.
As identidades das vítimas não foram divulgadas imediatamente, em respeito ao prazo necessário para a comunicação formal aos familiares. As circunstâncias do desaparecimento do terceiro militar também permanecem sob sigilo.
A Guarda Revolucionária afirmou ter atacado uma instalação americana na região de Al Azraq e alegou ter destruído aeronaves militares. Essas declarações foram divulgadas pela imprensa estatal iraniana, mas não foram confirmadas pelo governo dos Estados Unidos.
A Jordânia ativou seus sistemas de defesa aérea durante as salvas iranianas. O país tem procurado interceptar projéteis que atravessem seu espaço aéreo, afirmando que as ações têm como objetivo proteger sua população, seu território e suas infraestruturas.
Oitava noite consecutiva de bombardeios
Os ataques de 18 de julho deram continuidade a uma ofensiva americana iniciada depois do colapso de um acordo provisório de cessar-fogo firmado aproximadamente um mês antes.
Estados Unidos e Irã voltaram a intensificar suas operações militares, ampliando ataques contra bases, radares, portos, instalações energéticas, pontes, túneis, depósitos e sistemas associados ao controle do Estreito de Hormuz.
Na rodada anterior, ataques americanos atingiram áreas próximas a Bandar Abbas e a outras localidades da província de Hormozgan. Pontes e túneis utilizados nos acessos ao litoral também foram danificados, segundo informações divulgadas por autoridades e meios de comunicação iranianos.
O CENTCOM afirmou que as operações têm como objetivo degradar sistematicamente as capacidades militares iranianas. Mais de 50 mil militares americanos permanecem destacados no Oriente Médio e, segundo o comando, estão em elevado estado de vigilância.
Irã amplia ataques contra países do Golfo
A ofensiva iraniana não ficou restrita à Jordânia. Mísseis e drones também foram lançados contra instalações associadas aos Estados Unidos no Kuwait e no Bahrein.
O Kuwait informou ter interceptado projéteis iranianos, mas reconheceu que instalações petrolíferas, elétricas e de dessalinização sofreram danos. Trabalhadores dos setores de energia e emergência ficaram feridos durante os ataques e nas operações de resposta.
A Guarda Revolucionária também declarou ter atacado o Camp Arifjan, importante centro logístico americano no Kuwait, uma instalação de radar na Base Aérea Ali Al Salem e locais associados à presença aérea dos Estados Unidos no Bahrein.
Parte das afirmações iranianas sobre os danos provocados permanece sem confirmação independente. Os governos dos países atingidos, contudo, confirmaram repetidas interceptações e a ocorrência de impactos contra infraestruturas dentro de seus territórios.
A ampliação dos ataques contra Estados árabes que abrigam forças americanas aumenta o risco de envolvimento direto de novos países no conflito. Jordânia, Kuwait e Bahrein são parceiros militares de Washington, mas procuram evitar que seus territórios sejam transformados em frentes permanentes de uma guerra entre Estados Unidos e Irã.
Mortes elevam pressão sobre Washington
Com as duas novas mortes, o número de militares americanos mortos no atual conflito com o Irã chegou a 16, segundo levantamento da Associated Press. Um número muito maior de militares sofreu ferimentos em ataques, acidentes e operações realizadas desde o início da campanha, em 28 de fevereiro.
A maior parte das hostilidades tem ocorrido por meio de ataques aéreos, mísseis, drones, operações navais e ações contra bases distantes da linha de frente. Mesmo sem uma grande campanha terrestre, a dispersão das forças americanas pela região deixa bases, centros logísticos, portos e aeródromos expostos às salvas iranianas.
As mortes na Jordânia deverão aumentar a pressão interna sobre o governo de Donald Trump. Parlamentares favoráveis à campanha defendem uma resposta mais dura contra a Guarda Revolucionária, enquanto críticos afirmam que a escalada está ampliando os riscos para os próprios militares americanos destacados no Oriente Médio.
Estreito de Ormuz permanece no centro da disputa
O Estreito de Ormuz tornou-se um dos principais focos da confrontação. A passagem marítima liga o Golfo Pérsico ao Mar Arábico e é fundamental para o transporte internacional de petróleo e gás.
Os Estados Unidos procuram impedir que o Irã utilize forças costeiras, mísseis antinavio, drones, minas e embarcações rápidas para ameaçar navios comerciais. Teerã, por sua vez, considera o controle e a interrupção da navegação instrumentos de pressão contra Washington e seus aliados.
A retomada das operações americanas incluiu medidas de bloqueio naval contra portos iranianos e ataques destinados a enfraquecer radares costeiros, depósitos de armamentos e estruturas de comando ligadas à Guarda Revolucionária.
A diminuição do tráfego marítimo e o risco de novos ataques já provocaram alta nos preços do petróleo, aumento dos seguros e preocupação com o abastecimento energético internacional.■

Por mim continuava, a IRGC ja devia estar em extinção a muito tempo.
O laranjão tem somente meses de sobrevivência política, IRGC será o maior cabo eleitoral dos democratas .
E está sabendo guiar o laranjão para o abismo.
A vida dos USA não está fácil. Sem uma ação terrestre dificilmente terá êxito nesta guerra !
O problema é que a guerra mudou.
Contra o Iraque, os EUA ficaram meses juntando tropas e equipamentos e os iraquianos nada puderam fazer.
Agora, se os americanos juntarem meia dúzia de soldados para discutir NBA, levam um drone em suas cabeças.
Netanyahu viu a oportunidade de levar Trump, um homem vaidoso, megalomaníaco e narcisista, a uma aventura na qual nenhum outro presidente quis se envolver, pois sabia que acabaria metido em um enorme problema. Netanyahu disse exatamente as doces palavras que um narcisista deseja ouvir: promessas de louros, glórias e reconhecimento.
Trump é o retrato moderno de uma liderança sem planejamento, sem o devido preparo e sem a capacidade necessária para lidar com as complexidades do poder. O eleitor desiludido e fragilizado acredita, equivocadamente, que, no capitalismo, os homens de negócios são necessariamente os mais preparados para governar.
É uma interpretação míope do que significa comandar uma grande nação e assumir as responsabilidades decorrentes desse poder. Como Trump, a história está repleta de déspotas e narcisistas que confundiram vaidade pessoal com liderança e conduziram seus países a aventuras desastrosas.
Um eventual desembarque de tropas seria como um ratinho caminhando para a ratoeira. O país é muito grande, possui uma população numerosa e exigiria uma força militar que certamente ultrapassaria 600 mil homens. Hoje, as Forças Armadas dos Estados Unidos não dispõem desse contingente para uma operação dessa dimensão.
Com uma economia carregando uma dívida de aproximadamente 39 trilhões de dólares, já praticamente impagável, a própria aventura atual revela um delírio de império. Não há dinheiro para isso. Parece um falido trocando de carro para fingir que ainda é rico.
O contingente variou muito pouco. O que não tem hoje é espaço pra manobrar o seguinte risco político: perder vida de soldados americanos em confronto. Antes isso tinha um peso, hoje tem outro. No futuro pode ser outro, mas HOJE, é esse. O contingente americano continua sendo imenso. Tem razões sociais pra isso (que não é desse ou daquele governo e também não vou mudar agora), mas não vem ao caso.
A base americana na Jordânia foi bastante afetada.
Teve muitas perdas materiais e humanas.
Os EUA tentaram afastar seus homens e equipamentos de regiões mais próximas do Irã, que já estão bastante danificadas.
Parece que não deu certo.
Pelo menos uma nova emoção nessa novela que o Trump arrumou.
Fontes não ocidentais apontam que o número de mortos no hotel da Jordânia foi muito maior do que o divulgado pela EUA.
“Ofensiva atingiu instalações de defesa aérea, vigilância costeira e depósitos de mísseis e drones; dois militares dos Estados Unidos morreram, um permanece desaparecido e outros quatro precisaram ser hospitalizados”
Númerozinho risível!
É verdade esse bilete…