Gerald Bull: o engenheiro dos supercanhões de Saddam Hussein, morto numa execução jamais esclarecida
Prodígio canadense da balística sonhava lançar satélites ao espaço por meio de gigantescas peças de artilharia, mas terminou projetando para o Iraque o maior canhão da história; o Mossad é apontado como principal suspeito por seu assassinato em Bruxelas, embora nenhuma autoria tenha sido oficialmente comprovada
Na noite de 22 de março de 1990, Gerald Vincent Bull chegou ao edifício onde morava no bairro de Uccle, em Bruxelas. O engenheiro canadense, então com 62 anos, carregava uma pasta e uma elevada quantia em dinheiro. Quando tentou entrar em seu apartamento, foi atingido por cinco disparos à curta distância.
A pasta e o dinheiro não foram levados. Os assassinos recolheram os vestígios que poderiam identificá-los e desapareceram sem deixar uma pista conclusiva. Para os investigadores, tratava-se de uma execução profissional, provavelmente conduzida por um serviço de inteligência. Ninguém jamais foi formalmente acusado.
Bull não era um cientista comum. Era um dos maiores especialistas em artilharia e balística de seu tempo, responsável por canhões de alcance excepcional, munições avançadas e experiências destinadas a lançar cargas científicas para além da atmosfera terrestre.
No momento de sua morte, entretanto, trabalhava para o governo de Saddam Hussein no Projeto Babilônia, tentativa iraquiana de construir um “supercanhão” com calibre de um metro e um cano de aproximadamente 156 metros. A arma poderia, segundo diferentes estimativas, lançar projéteis a centenas ou até mil quilômetros de distância — ou servir como etapa inicial para colocar pequenas cargas no espaço.
O projeto transformara Bull num homem perigoso. Para o Iraque, ele era um recurso estratégico. Para Israel, poderia estar entregando a Saddam uma arma capaz de atingir seu território com explosivos convencionais ou, potencialmente, cargas químicas, biológicas ou nucleares.
Desde então, o serviço secreto israelense, o Mossad, permanece como o principal suspeito pelo assassinato. A hipótese é considerada plausível por investigadores e antigos integrantes da comunidade de inteligência, mas nunca foi judicialmente demonstrada. Israel não assumiu a operação e o homicídio continua oficialmente sem solução.
Um prodígio da engenharia canadense
Nascido em North Bay, na província canadense de Ontário, em 9 de março de 1928, Gerald Bull demonstrou desde cedo uma habilidade incomum para matemática, aerodinâmica e engenharia.
Em 1951, aos 23 anos, concluiu o mestrado e o doutorado no instituto aeronáutico da Universidade de Toronto em apenas três anos. Tornou-se um dos mais jovens doutores em engenharia aeronáutica do país e passou a trabalhar em instalações canadenses de pesquisa militar.
Bull estudava os fenômenos que ocorriam quando projéteis atravessavam a atmosfera em velocidades extremas. A artilharia, para ele, não era apenas uma tecnologia de guerra. Era um meio potencialmente barato de realizar pesquisas atmosféricas e alcançar o espaço.
Sua ambição era substituir ao menos parte do trabalho dos foguetes por um sistema reutilizável. Em vez de descartar caros estágios propulsores a cada lançamento, um enorme canhão poderia acelerar uma carga até a alta atmosfera, onde um pequeno foguete completaria a trajetória orbital.
A ideia parecia extravagante, mas possuía suficiente base científica para atrair os governos do Canadá e dos Estados Unidos.
O Projeto HARP e o sonho de disparar satélites

Em 1962, Bull passou a dirigir o High Altitude Research Project, conhecido como HARP, uma iniciativa apoiada por autoridades canadenses, pelo Exército dos Estados Unidos e pela Universidade McGill.
O programa estudava o uso de canhões de grande calibre para lançar instrumentos científicos, sondas e pequenos foguetes à alta atmosfera. A principal instalação foi construída em Barbados, onde grandes peças navais foram adaptadas para disparos quase verticais sobre o Atlântico.
O maior equipamento utilizava dois canos navais de 16 polegadas unidos, formando uma peça com aproximadamente 30 metros. Os projéteis, chamados Martlet, eram transportados dentro de sabotagens descartáveis que os protegiam durante a aceleração inicial.
Em novembro de 1966, o canhão lançou um projétil de aproximadamente 84 quilos a cerca de 180 quilômetros de altitude — muito acima da linha de Kármán, convencionalmente utilizada para marcar o início do espaço. O objetivo seguinte seria utilizar um foguete de três estágios para colocar uma carga de cerca de dez quilos em órbita.
O HARP, porém, dependia de financiamento público e de prioridades políticas que mudavam rapidamente. Canadá e Estados Unidos encerraram o apoio ao programa em 1967, quando a corrida espacial já estava concentrada em foguetes convencionais e missões tripuladas.
Bull nunca aceitou plenamente o fim do projeto. O sonho do canhão espacial passaria a orientar praticamente toda a sua carreira posterior.
Da pesquisa estatal ao mercado internacional de armamentos

Sem o respaldo que desejava dos governos norte-americano e canadense, Bull criou a Space Research Corporation, ou SRC. A empresa possuía instalações próximas à fronteira entre Canadá e Estados Unidos e passou a oferecer sistemas de artilharia, munições e consultoria balística no mercado internacional.
Seu produto mais importante foi o GC-45, um obuseiro de 155 milímetros com tubo de 45 calibres. A combinação entre cano alongado, novo desenho de projétil e munição com redução do arrasto permitia atingir alvos muito além do alcance das peças ocidentais então utilizadas.
Tecnologias derivadas deram origem ao G5 sul-africano, ao GHN-45 produzido na Áustria e a outros sistemas adquiridos por países do Oriente Médio, Ásia, África e América Latina. Versões relacionadas às ideias de Bull tornaram-se algumas das peças de campanha de maior alcance da década de 1980.
A carreira internacional também aproximou o engenheiro de regimes submetidos a sanções.
No fim da década de 1970, sua empresa forneceu tecnologia, munições e componentes de artilharia à África do Sul, então submetida a um embargo internacional devido ao regime do apartheid. Bull declarou-se culpado nos Estados Unidos por violar as restrições às exportações e cumpriu seis meses de prisão em 1980.
A condenação marcou uma ruptura pessoal. Bull acreditava ter sido abandonado pelos mesmos governos que conheciam ou haviam se beneficiado de parte de suas atividades internacionais. Depois da prisão, transferiu o centro de seus negócios para Bruxelas e passou a demonstrar cada vez menos preocupação com as consequências políticas de seus clientes.
Saddam Hussein encontra o engenheiro de que precisava
A aproximação com o Iraque ocorreu durante a guerra contra o Irã, iniciada em 1980.
Bagdá necessitava de artilharia capaz de superar em alcance os sistemas iranianos e de atingir concentrações de tropas, posições fortificadas e áreas logísticas à retaguarda. As armas derivadas dos projetos de Bull ofereciam exatamente essa vantagem.
O Iraque recebeu centenas de obuseiros de 155 milímetros relacionados à família GC-45, incluindo o GHN-45 austríaco e o G5 sul-africano. Essas peças deram às forças de Saddam uma das maiores e mais modernas concentrações de artilharia pesada do Oriente Médio.
Bull também colaborou no desenvolvimento de sistemas iraquianos de maior calibre, entre eles os projetos autopropulsados Al-Fao, de 210 milímetros, e Majnoon, de 155 milímetros. Seu conhecimento abrangia canhões, projéteis, propelentes, aerodinâmica e integração industrial, tornando-o muito mais valioso do que um simples fornecedor estrangeiro.
A relação funcionava porque cada lado via nela um objetivo diferente.
Saddam Hussein desejava alcance estratégico, prestígio tecnológico e meios de atingir adversários sem depender integralmente de aviões ou mísseis importados. Bull desejava financiamento suficiente para finalmente construir o canhão espacial que os governos ocidentais haviam abandonado.
Dessa combinação nasceu o Projeto Babilônia.
Baby Babylon: o protótipo construído no deserto
O programa teria começado formalmente em 1988, com financiamento iraquiano estimado em US$ 25 milhões. A SRC deveria desenvolver inicialmente um protótipo, testar sua estrutura e solucionar os problemas de vedação e pressão antes da construção da arma definitiva.
O primeiro equipamento ficou conhecido como Baby Babylon.
O canhão possuía calibre de 350 milímetros e cano com aproximadamente 45 metros de comprimento. Inicialmente montado na horizontal para ensaios, foi depois instalado numa encosta na região de Jabal Hamrayn, ao norte de Bagdá, com inclinação de cerca de 45 graus.
O protótipo realizou disparos experimentais, mas apresentou problemas, especialmente nas junções entre os segmentos do cano. Mesmo assim, demonstrou que era possível construir uma peça de dimensões extraordinárias com componentes fabricados em diferentes países e posteriormente montados no Iraque.
Baby Babylon não era uma arma prática para o campo de batalha. Era grande, imóvel e facilmente localizável por satélites. Sua função principal era validar conceitos para o verdadeiro objetivo do programa.
Big Babylon: um canhão com 156 metros

O Big Babylon teria dimensões sem precedentes.
O projeto previa um cano de aproximadamente 156 metros, composto por 26 grandes seções de aço e com calibre interno de um metro. A ponta da arma alcançaria uma altura comparável à de um edifício de várias dezenas de andares.
As estimativas sobre seu desempenho variam. Avaliações técnicas indicavam que o sistema poderia lançar um projétil de cerca de 600 quilos a aproximadamente mil quilômetros ou acelerar uma carga de maior massa, equipada com foguetes auxiliares, em direção ao espaço.
O canhão poderia servir para pesquisas espaciais, lançamento de pequenos satélites ou ataque a alvos terrestres. Também foi associado a projetos antissatélite: uma carga disparada em trajetória suborbital poderia liberar material destinado a danificar ou cegar sensores espaciais.
Após a Guerra do Golfo, o general Hussein Kamel, genro de Saddam e dirigente da indústria militar iraquiana, declarou que cientistas haviam considerado o emprego do supercanhão para lançar uma carga que dispersaria material aderente sobre satélites de reconhecimento. Segundo ele, o sistema também poderia, teoricamente, transportar um dispositivo nuclear.

Uma arma assustadora, mas cheia de limitações
O impacto psicológico do supercanhão era talvez maior do que sua utilidade militar.
Por ser instalado numa posição fixa, Big Babylon teria um setor de tiro limitado e seria vulnerável a ataques aéreos ou mísseis. Depois do primeiro disparo, sua localização seria evidente. Também não poderia mudar rapidamente de alvo como um lançador móvel de mísseis.
A aceleração extrema imposta pelo disparo restringiria o tipo de carga transportada. Sistemas eletrônicos delicados, mecanismos complexos de orientação e determinadas ogivas teriam de ser especialmente reforçados para sobreviver.
Mesmo assim, a arma oferecia vantagens preocupantes. Um projétil de artilharia viaja numa trajetória balística simples, sem motor, comunicação ou sistema de orientação que possa ser interferido. Para as defesas da época, interceptar uma granada disparada em alta velocidade seria mais difícil do que acompanhar um avião ou, em determinadas condições, um míssil. A comunidade de inteligência norte-americana debatia justamente se o sistema era militarmente inferior aos mísseis ou se sua dificuldade de interceptação justificava o investimento iraquiano.
Israel também precisava considerar o pior cenário, não apenas o mais provável. Uma arma iraquiana capaz de lançar grandes projéteis em direção a cidades israelenses teria valor estratégico mesmo com precisão limitada, sobretudo se carregasse agentes químicos ou biológicos.
Uma cadeia industrial espalhada pela Europa
Bull estruturou o programa de forma compartimentada.
Empresas de vários países recebiam contratos para produzir tubos, suportes, mecanismos de recuo, sistemas hidráulicos e grandes peças forjadas. Muitos fornecedores eram informados de que os componentes seriam utilizados numa instalação petroquímica.
As seções do cano foram fabricadas em aço de alta resistência no Reino Unido. Outros elementos vieram da Alemanha, Espanha, Suíça, Itália, Grécia e de diferentes indústrias europeias. Segundo a investigação do programa Frontline, empresas de pelo menos oito países participaram da cadeia de fornecimento.
O modelo dificultava que uma única empresa percebesse a dimensão completa da arma. Bull e seus colaboradores funcionavam como integradores, reunindo componentes civis ou de uso ambíguo num sistema militar estratégico.
Essa rede também multiplicou o número de serviços de inteligência interessados em acompanhar seus movimentos.
Por que Israel teria decidido eliminá-lo
Para Israel, Saddam Hussein não era uma ameaça abstrata.
O Iraque participara de guerras contra o Estado israelense, financiava forças hostis e desenvolvia mísseis, armas químicas e um programa nuclear clandestino. Em 1981, a aviação israelense destruíra o reator nuclear de Osirak para impedir que Bagdá adquirisse capacidade atômica.
O Projeto Babilônia acrescentava uma nova possibilidade: um sistema praticamente impossível de deslocar, mas potencialmente capaz de bombardear Israel com projéteis pesados. Bull também possuía conhecimento que poderia ser aplicado aos mísseis e à artilharia de longo alcance iraquiana.
Segundo relatos posteriores, a inteligência israelense teria acompanhado Bull durante meses, monitorando seus contatos, empresas e fornecedores. O objetivo inicial poderia ter sido intimidá-lo e convencê-lo a abandonar o trabalho para Saddam.
O engenheiro, porém, não recuou.
Em 2003, o jornal israelense Haaretz informou que a polícia belga recebera novos elementos apontando para envolvimento direto do Mossad. Autores e antigos integrantes dos serviços de inteligência também atribuíram a operação a uma equipe israelense. Nenhuma dessas alegações, entretanto, resultou numa acusação judicial ou numa admissão oficial de Israel.
A execução no sexto andar
Na noite do crime, Bull estacionou o automóvel e subiu até o sexto andar do edifício onde mantinha seu apartamento.
Seus assassinos aparentemente conheciam sua rotina e sabiam quando ele estaria sozinho. O engenheiro foi atingido por cinco disparos de uma arma com silenciador quando colocava ou se preparava para colocar a chave na porta.
Não houve luta, roubo ou desorganização do local. Cerca de US$ 20 mil permaneceram com a vítima, reforçando a avaliação de que o objetivo era apenas eliminá-la.
A precisão do ataque, a vigilância necessária e a ausência de provas sugeriam uma ação de Estado. O Mossad possuía o motivo mais evidente, mas não era o único possível interessado.
O Irã tinha razões para odiar o homem cujas peças de artilharia ajudaram o Iraque durante a guerra entre os dois países. Bagdá poderia temer que Bull abandonasse o projeto ou revelasse segredos. Redes envolvidas no comércio clandestino de armas também poderiam considerá-lo um risco.
Surgiram ainda especulações envolvendo serviços ocidentais e interesses sul-africanos. Nenhuma hipótese alternativa, porém, produziu evidências públicas suficientes para encerrar o caso. A conclusão historicamente mais rigorosa permanece a mesma: o assassinato é amplamente atribuído ao Mossad, mas não está oficialmente solucionado.
A morte do engenheiro não encerrou imediatamente o escândalo
Menos de três semanas depois do assassinato, em 10 de abril de 1990, agentes alfandegários britânicos detiveram em Teesport oito enormes tubos de aço destinados ao Iraque.
Especialistas do Ministério da Defesa examinaram as peças e os documentos relacionados. O governo britânico concluiu que os tubos eram componentes de uma arma de calibre gigantesco, numa escala muito superior a qualquer sistema convencional.
A apreensão expôs publicamente o Projeto Babilônia. Empresas que acreditavam produzir elementos para instalações petroquímicas descobriram que participavam da construção do maior canhão da história.
Outras peças foram interceptadas ou investigadas em diferentes países europeus. O programa perdeu seu principal engenheiro, sua rede clandestina de fornecimento e a proteção proporcionada pelo sigilo.
A invasão do Kuwait pelo Iraque, em agosto de 1990, eliminou qualquer possibilidade de continuidade com participação ocidental.
O fim do Projeto Babilônia
Depois da derrota iraquiana na Guerra do Golfo de 1991, inspetores das Nações Unidas localizaram instalações, propelentes e componentes associados aos supercanhões.
O Iraque admitiu possuir uma peça de 350 milímetros e desenvolver sistemas maiores. As equipes internacionais destruíram Baby Babylon, elementos do canhão de um metro e estoques de propelente.
Parte das seções fabricadas na Europa jamais chegou ao Iraque. Algumas foram preservadas e hoje estão expostas em museus britânicos.
O Royal Armouries, em Fort Nelson, mantém dois tubos de aço que integrariam o Big Babylon. O Imperial War Museums também preserva um segmento, transformando o que seria uma arma estratégica num artefato da história da proliferação militar.
Visionário espacial ou mercador de armas?
A vida de Gerald Bull resiste a interpretações simples.
Para alguns colegas, era um gênio da engenharia, talvez o mais importante especialista em artilharia do século XX. Seu trabalho contribuiu para estudos atmosféricos, projéteis de longo alcance, novas munições e sistemas que influenciaram profundamente a artilharia moderna.
Para seus críticos, era um cientista sem freios políticos ou morais, disposto a trabalhar para qualquer governo que financiasse sua obsessão. A África do Sul do apartheid, a China, o Chile e o Iraque de Saddam Hussein foram alguns dos Estados associados a suas atividades internacionais.
Bull afirmava que seu grande canhão tinha finalidade espacial. Isso era parcialmente verdadeiro: sua obsessão nasceu no HARP e precedia em décadas a parceria com Saddam.
Mas um sistema capaz de lançar satélites também poderia lançar explosivos. O engenheiro conhecia essa dualidade. Ao aceitar o financiamento iraquiano, entregou seu sonho a um regime que enxergava no projeto não apenas uma porta para o espaço, mas uma possível arma de intimidação regional.
O homem que se tornou mais perigoso que sua arma

Big Babylon talvez jamais tivesse funcionado como Saddam imaginava. Era imóvel, vulnerável e tecnicamente arriscado. Mísseis balísticos ofereciam maior flexibilidade e capacidade de sobrevivência.
Gerald Bull, entretanto, era diferente.
O conhecimento acumulado em sua mente podia ser transferido de um projeto para outro. Ele sabia desenvolver canhões, ampliar alcances, aperfeiçoar projéteis, organizar fornecedores e transformar desenhos em sistemas reais. Sua capacidade podia sobreviver ao fracasso de uma única arma.
Foi provavelmente essa combinação de talento, obstinação e ausência de prudência política que selou seu destino.
O supercanhão não chegou a ser concluído. O engenheiro foi morto. Os componentes foram apreendidos ou destruídos. Saddam nunca disparou Big Babylon contra Israel nem colocou um satélite em órbita.
Restou uma história na qual a fronteira entre ciência e armamento desapareceu gradualmente. Gerald Bull começou tentando alcançar o espaço por meio da artilharia e terminou executado diante de sua própria porta, porque governos e serviços secretos passaram a acreditar que aquilo que ele sabia construir era perigoso demais para permanecer em suas mãos.■





Muito obrigado por disponibilizar tão impressionante informação gratuitamente! Salvou meu domingo com uma das melhores leituras no campo da Defesa desde 1º de Janeiro!
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Parabéns, 1.000 vezes Parabéns!
No livro “Mossad – Os carrascos do Kidon” está a narrativa do fato. Vale a pena o livro.
Para quem quiser saber em mais detalhes sobre esse projeto, recomendo esse video em inglês.
https://youtu.be/wEKpA8ITDLE?si=5ItWpiWfZkxmKFZn
É de um Canadense, e tem muitas informações lá sobre o projeto e como se iniciou.
Exelente
Salvo engano, a Engesa quase fabricou o GHN-45.
Esse era o verdadeiro Barbicane, de Julio Verne.
Frederick Forsith em sua ” ficção ” o punho de Deus, põe na conta do serviço secreto de Sadam Hussein a eliminação do Dr Bull.
Sob ordens diretas do ditador. que desejava apagar o rastro de suas relações com ele.
O temperamental Dr andava falando demais.
Tremendo livro!
Erick Frattini em ” Mossad os carrascos do kidon” narra o que realmente houve. Ou teria acontecido.
Ótima leitura, também.
Boa noite…
Interessante.
Ouvi falar desse cientista em um livro de um autor inglês chamado Frederick Forsith, intitulado ” O punho de Deus”.
Terminei de lê-lo na semana passada.