Acordo nuclear com a Arábia Saudita expõe dois pesos e duas medidas de Trump e acende alerta para corrida atômica

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Salman e Trump

Washington abre caminho para que Riad enriqueça urânio e reprocesse combustível nuclear, enquanto exige que o Irã abandone essas mesmas capacidades; ausência das salvaguardas mais rigorosas da AIEA aumenta temores de proliferação no Oriente Médio

Os Estados Unidos e a Arábia Saudita assinaram um acordo de cooperação nuclear civil que permitirá ao reino construir reatores com tecnologia norte-americana e abre caminho para o enriquecimento doméstico de urânio e o reprocessamento de combustível irradiado. A decisão coloca em evidência a diferença entre o tratamento concedido por Donald Trump a um aliado estratégico e as exigências impostas ao Irã sobre as mesmas tecnologias de uso dual.

O acordo, assinado em 22 de julho pelo secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, e pelo ministro saudita da Energia, príncipe Abdulaziz bin Salman, terá duração aproximada de 30 anos e poderá movimentar dezenas de bilhões de dólares. O entendimento é juridicamente conhecido como um Acordo 123, referência à seção da Lei de Energia Atômica norte-americana que regula a transferência internacional de materiais, equipamentos e tecnologia nuclear.

O Departamento de Energia apresentou o pacto como uma parceria destinada a atender às necessidades energéticas sauditas, ampliar as exportações norte-americanas e reforçar a segurança regional. O governo afirma que o acordo respeita elevados padrões de segurança e não proliferação, além de colocar empresas dos Estados Unidos no centro do futuro programa nuclear do reino.

O ponto mais sensível: enriquecimento de urânio

A principal controvérsia não está na construção de usinas nucleares. Diversos países sem armas atômicas operam reatores para geração de eletricidade sob fiscalização internacional. O problema é a possibilidade de a Arábia Saudita dominar etapas sensíveis do ciclo do combustível, especialmente o enriquecimento de urânio e o reprocessamento de material irradiado.

O enriquecimento pode produzir combustível de baixo teor para reatores, mas a mesma infraestrutura — centrifugadoras, instalações de conversão e conhecimento técnico — pode ser ampliada para produzir urânio altamente enriquecido. O reprocessamento, por sua vez, permite separar plutônio presente no combustível utilizado. Os dois processos possuem aplicações civis legítimas, mas também constituem as principais rotas para a obtenção de material físsil destinado a armas nucleares.

O pacto não representa uma transferência imediata de centrífugas ou uma autorização para fabricar bombas. Segundo as informações disponíveis, qualquer instalação de enriquecimento dependeria de estudos adicionais e poderia funcionar sob forte participação de empresas norte-americanas. Ainda assim, o texto remove uma barreira política mantida durante anos por Washington e reconhece a possibilidade de Riad desenvolver partes do ciclo nuclear dentro do próprio território.

Arábia Saudita não aceitará o “padrão-ouro” dos Emirados

A diferença torna-se evidente quando o acordo saudita é comparado ao tratado nuclear firmado entre os Estados Unidos e os Emirados Árabes Unidos em 2009. Abu Dhabi renunciou expressamente ao enriquecimento de urânio e ao reprocessamento de combustível, comprometendo-se a importar o combustível necessário para suas usinas.

Esse modelo ficou conhecido como “padrão-ouro” da não proliferação. Os Emirados também aceitaram o Protocolo Adicional da Agência Internacional de Energia Atômica, que concede aos inspetores maior acesso a informações, instalações e locais não declarados, inclusive por meio de inspeções realizadas com pouca antecedência.

A Arábia Saudita recusou-se durante quase duas décadas a assumir os mesmos compromissos. O novo acordo não exige que o reino abandone o enriquecimento e o reprocessamento nem que coloque em vigor o Protocolo Adicional. Essa concessão representa uma ruptura com o padrão que Washington anteriormente apresentava como referência para a cooperação nuclear no Oriente Médio.

Riad é signatária do Tratado de Não Proliferação Nuclear e possui desde 2009 um acordo abrangente de salvaguardas com a AIEA. Isso obriga o país a declarar materiais e instalações nucleares e permite o acompanhamento das atividades conhecidas. Sem o Protocolo Adicional, entretanto, a Agência dispõe de instrumentos mais limitados para investigar possíveis instalações clandestinas ou atividades nucleares não declaradas.

Regra mais dura para o Irã

O contraste com o Irã é o aspecto politicamente mais explosivo da decisão. O governo Trump sustenta que Teerã não deveria conservar uma capacidade autônoma de enriquecimento, argumentando que essa infraestrutura permitiria ao país reduzir rapidamente o tempo necessário para produzir material destinado a uma arma nuclear.

O acordo nuclear de 2015, conhecido como JCPOA, não eliminava totalmente o enriquecimento iraniano, mas limitava seu teor a 3,67%, restringia o estoque de urânio enriquecido, reduzia o número de centrífugas e submetia o programa a um regime de monitoramento ampliado. O Irã também passou a implementar provisoriamente o Protocolo Adicional, concedendo à AIEA poderes de verificação superiores aos previstos nas salvaguardas convencionais.

Trump retirou unilateralmente os Estados Unidos do JCPOA em 2018 e restabeleceu sanções econômicas contra Teerã. O acordo começou posteriormente a desmoronar, e o Irã deixou de aplicar o Protocolo Adicional em 2023. Washington passou a defender restrições ainda mais severas, incluindo a suspensão ou a eliminação do enriquecimento iraniano.

A contradição é direta: a tecnologia considerada inaceitável nas mãos do Irã passa a ser negociável quando o beneficiário é a Arábia Saudita. Para os críticos, o critério deixa de ser estritamente técnico e passa a depender da posição estratégica do país — adversário ou aliado dos Estados Unidos.

Essa abordagem enfraquece o argumento de que o enriquecimento constitui, por si só, um risco intolerável. Teerã poderá alegar que está sendo obrigado a renunciar a um direito que Washington reconhece a um de seus principais rivais regionais, mesmo sem as mesmas exigências de inspeção que fizeram parte do acordo iraniano de 2015.

Declarações de Mohammed bin Salman ampliam preocupação

Os temores não decorrem apenas da rivalidade entre Riad e Teerã. Em 2018, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman declarou que a Arábia Saudita buscaria uma arma nuclear caso o Irã desenvolvesse a sua. A afirmação estabeleceu publicamente uma relação direta entre o programa saudita e o equilíbrio estratégico regional.

O reino afirma que seu objetivo é exclusivamente pacífico. A energia nuclear permitiria diversificar a matriz elétrica, reduzir o consumo doméstico de petróleo e gás e liberar mais hidrocarbonetos para exportação. Também ajudaria a sustentar a expansão industrial e tecnológica prevista pelos programas de modernização econômica do país.

Ainda assim, a aquisição de conhecimento, infraestrutura e capacidade industrial para enriquecer urânio transformaria a Arábia Saudita em um possível Estado nuclear de limiar: um país sem armas atômicas, mas tecnicamente capaz de encurtar o caminho até elas caso sua liderança tomasse essa decisão.

O risco de uma reação em cadeia

Uma corrida nuclear não significa necessariamente que vários países começarão imediatamente a fabricar ogivas. O primeiro efeito poderá ser uma disputa por capacidades de limiar, na qual diferentes governos procuram dominar o ciclo do combustível, formar especialistas, construir instalações e manter opções estratégicas abertas.

Caso a Arábia Saudita obtenha uma capacidade própria de enriquecimento, outros países da região poderão questionar por que deveriam continuar dependentes do combustível importado. O resultado seria a multiplicação de instalações sensíveis em uma área marcada por guerras, rivalidades, mudanças de regime e ataques contra infraestruturas energéticas.

A exceção saudita também poderá ter repercussões fora do Oriente Médio. Rússia e China poderiam utilizar o precedente para justificar transferências semelhantes a seus parceiros, enquanto outros Estados passariam a exigir condições equivalentes nos futuros acordos nucleares. Especialistas alertam que a expansão de entendimentos bilaterais poderá reduzir a centralidade da AIEA e fragmentar o sistema internacional de salvaguardas.

Washington aposta em controle por proximidade

Os defensores do acordo apresentam um argumento diferente. A Arábia Saudita está determinada a desenvolver a energia nuclear e poderia recorrer à China ou à Rússia caso os Estados Unidos recusassem a cooperação. Nessas condições, a presença de empresas norte-americanas daria a Washington maior influência sobre o programa, acesso às instalações e capacidade para impor controles técnicos.

A possível construção de reatores AP1000 beneficiaria especialmente a Westinghouse e sua cadeia de fornecedores. Para a administração Trump, o acordo combina objetivos comerciais, competição estratégica com Pequim e Moscou e fortalecimento da aliança com Riad.

O dilema está no preço cobrado por essa influência. Ao aceitar condições que sucessivos governos norte-americanos consideraram insuficientes, Washington corre o risco de legitimar justamente as tecnologias cuja disseminação tentou conter durante décadas.

Congresso terá oportunidade de bloquear o pacto

O acordo será encaminhado ao Congresso dos Estados Unidos, que terá 90 dias de sessão para analisá-lo. Caso não seja aprovada uma resolução de rejeição dentro desse período, o pacto poderá entrar em vigor. Mesmo que a oposição consiga aprovar uma resolução, seria necessária uma maioria de dois terços para superar um eventual veto presidencial.

Parlamentares democratas já pediram audiências e acusaram a administração de adotar dois critérios: um para o Irã e outro para a monarquia saudita. Republicanos favoráveis ao acordo argumentam que ele fortalecerá a parceria bilateral e evitará que Riad entregue seu programa nuclear a concorrentes estratégicos dos Estados Unidos.

O debate ultrapassa, portanto, a construção de algumas usinas. A decisão determinará se o compromisso tradicional de impedir a expansão do enriquecimento e do reprocessamento continuará sendo uma regra de não proliferação ou se passará a ser uma concessão negociável entre aliados.

Ao oferecer à Arábia Saudita uma possibilidade que nega ao Irã, Trump pode obter contratos bilionários e maior influência sobre Riad. Mas também estabelece um precedente perigoso: no novo Oriente Médio, a tecnologia nuclear sensível poderá deixar de ser uma linha vermelha e transformar-se em instrumento de poder, barganha e dissuasão.■



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Guacamole
Guacamole
16 dias atrás

Aos amigos tudos.
Aos inimigos, a Lei.

E o Brasil, o que é para os Estados Unidos?

Dagor Dagorath
Dagor Dagorath
Responder para  Guacamole
16 dias atrás

Lembrando que a Arábia Saudita não é uma democracia e já esteve por trás do terrorismo islâmico junto ao Paquistão.

LUIZ
LUIZ
Responder para  Dagor Dagorath
16 dias atrás

Esses são os ditadores do bem $$$$$$$$

LtRasczak
LtRasczak
Responder para  LUIZ
16 dias atrás

Lembra dos rebeldes Moderados?

Hamom
Hamom
Responder para  LtRasczak
15 dias atrás

“Em 23 de julho,Trump, afirmou que a implementação de um acordo de cooperação em energia nuclear civil entre os EUA e a Arábia Saudita dependeria da normalização das relações entre a Arábia Saudita e Israel. 

A inclusão dessa condição rígida por Trump em cima da hora interrompeu diretamente o progresso da implementação do acordo.

A Arábia Saudita já havia deixado clara sua posição:

A menos que Israel concorde com o estabelecimento de um Estado palestino independente, a Arábia Saudita não estabelecerá relações diplomáticas com Israel, e o governo israelense descartou explicitamente essa possibilidade.”
….
*Quando Israel foi criado em 1948,
a existencia de dois estados — um judeu e outro árabe/palestino — já estava formalmente prevista no plano aprovado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em novembro de 1947,

Última edição 15 dias atrás por Hamom
Afonso Bebiano
Afonso Bebiano
Responder para  Dagor Dagorath
16 dias atrás

Esteve? Não está mais?

Dagor Dagorath
Dagor Dagorath
Responder para  Afonso Bebiano
16 dias atrás

Digamos que dei uma suavizada no meu comentário.

deadeye
deadeye
Responder para  Dagor Dagorath
16 dias atrás

Além disso, a Arábia Saudita financiou o programa nuclear do Paquistão.

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Dagor Dagorath
16 dias atrás

… e é bom lembrar que o Irã era uma democracia com valores ocidentais, que sofreu um golpe de estado patrocinado pela CIA e se tornou uma ditadura violenta sob a liderança do Xá Palev

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Guacamole
16 dias atrás

Neste momento, é dificil saber o que o Brasil significa para os EUA. Infelizmente, tem significado o suficiente para os EUA sustentarem uma interenção política

Quando falo em intervenção é algo bem diferente do que aconteceu na Venezuela, mas mas parecido ao que aconteceu aqui antes e 64, quanto os EUA escolhiam os grupos que receberiam recursos (como o instituto IPES) para defender seus interesses

È importante lembrar que Trump fez um comunicado em sua rede social relacionando o julgamento do Bolsonaro à posição polítiica de Washington em relação ao Brasil

Ontem, foi publicado um artigo no site viomundo com a seguinte frase “A discussão, portanto, não é se os EUA vão intensificar a interferência aqui, mas sim de que forma ela se dará.” que destaca 5 possíveis interferências dos EUA, inclusive patrocinar um ataque direto à Lula, que seria o mais radical mas já foi usado antes contra outros presidentes da América Latina

Marcelo
Marcelo
Responder para  Camargoer.
15 dias atrás

Nada mudou aqui no brasil, a CIA continua injetando dinheiro na mídia,políticos de direita e militares para defender seus interesses aqui no brasil.

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  Marcelo
12 dias atrás

Sim a mesma CIA, onde nas eleições passados o diretor venho dar pitaco no então candidato da direita. Vocês tem memoria muito curta.

Marcelo
Marcelo
Responder para  Guacamole
15 dias atrás

A Arábia saudita percebeu que os estados unidos não protegem ninguém.
Vai correr atrás da bomba atômica.

Antunes 1980
Antunes 1980
16 dias atrás

Arábia Saudita jamais ameaçou apagar Israel do mapa, diferentemente do Irã, cuja liderança fez esse tipo de declaração por anos.

Se o Paquistão possui armas nucleares, por que a Arábia Saudita não poderia desenvolver essa capacidade? Sendo uma das maiores potências energéticas do mundo, com enormes reservas de petróleo e gás, é compreensível que busque meios de fortalecer sua capacidade de dissuasão e sua segurança estratégica.

Nativo
Nativo
Responder para  Antunes 1980
16 dias atrás

É uma terra de democracia plena e onde extremista não se criam . PS contém ironia e muita .

JuggerBR
JuggerBR
Responder para  Antunes 1980
16 dias atrás

Suponhamos que Bin Salman morra, quem assume? Alguém ‘simpático’ a Israel ou algum príncipe fundamentalista? E como fica aí a relação com Israel?
Se o Irã com fortes sanções fez o que faz, imagine os sauditas com ‘dinheiro infinito’?

Atirador
Atirador
Responder para  JuggerBR
14 dias atrás

Ali não tem ninguém simpático a israel

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  Antunes 1980
15 dias atrás

“Arábia Saudita jamais ameaçou apagar Israel do mapa, diferentemente do Irã, cuja liderança fez esse tipo de declaração por anos”.

E você inocentemente acredita nessa ameaça…

Seria mais fácil Israel destruir o Irã do que os Iranianos conseguirem isso.

Diz a lenda que Israel possua cerca de 90 ogivas nucleares, embora o governo mantenha a tradicional política oficial de ambiguidade e nunca confirme ou negue a posse dessas armas.

Eles não seriam destruídos jamai,Israel tem tanto puxa-sacos na região, que se não fosse por eles, Israel teria tido bastantes prejuízos e mortes se Estados Unidos, o Reino Unido e a Jordânia não tivessem ajudado Tel-Aviv a interceptar mísseis e drones iranianos.

Os Estados Unidos utilizaram seus caças e navios de guerra para abater dezenas de projéteis no ar.
Assim como o Reino Unido que também enviou jatos militares para interceptar e destruir ameaças aéreas e até a França contribuiu com patrulhas aéreas e apoio de defesa para neutralizar os ataques.
A Jordânia abateu drones e mísseis que cruzaram o seu espaço aéreo, alegando proteção do próprio território.

E países como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos,deram apoio de Inteligência e Logística,fornecendo suporte estratégico de radar e dados de inteligência nos bastidores para rastrear os lançamentos.

O suprassumo da tecnologia militar no OM teve que contar com o apoio de vassalos para se proteger de um inimigo inferior…

Última edição 15 dias atrás por Adriano Madureira
Felipe Mendes
Felipe Mendes
16 dias atrás

O objetivo dos EUA, Israel e sunitas é a destruição do Irã. Os iranianos são persas em sua maioria (aspecto racial) e são xiitas (aspecto cultural). O Irã e os iranianos são a pedra no sapato dessas forças, que, aliás, o cercam geograficamente.

jose benedito
16 dias atrás

Desde que tenha condições financeiras e tecnológicas para isso, o Reino Saudita tem todo o direito de ter armas nucleares, isso é uma prerrogativa do país, não há que submeter essa decisão a aprovação de uma nação estrangeira; assim fizeram Israel, Coreia do Norte, India e Paquistão.Comprar esse discurso de que o Irã quer a destruição de Israel é ser juvenil demais, todos sabem que esse discurso é uma falacia do regime para o seu publico interno, e Israel usa isso para fazer o que bem entende no Oriente Médio, o que não faria se a disparidade de forças não lhe fosse tão favoravel. Golã é da Siria, O Libano deveria ter a sua integridade territorial garantida, o Catar nunca ameaçou Israel e foi atacado, etc

Rodrigo
Rodrigo
16 dias atrás

Essa é fácil de entender: Enquanto o país A coloca em sua constituição o dever estatal e religioso da destruição de outro estado, o país B apenas quer desenvolver defesa, tal como Paquistão, e energia.

Mas a galeria do blog não entende isso e vai negativar o comentário, de forma histérica, pois na cabeça deles Irã é do bem. 🙂

Sergio Machado
Sergio Machado
16 dias atrás

Agora que o Irã vai atras da bomba a qualquer custo.

Wagner
Wagner
Responder para  Sergio Machado
16 dias atrás

Irã tem o que os Sauditas,não tem, capacidade intelectual.
Para o Irã sai mais barato.

Claudio Moreno
Claudio Moreno
16 dias atrás

Salve senhores camaradas do Forte e Trilogia.

Que assim seja. Pois então mesmo sendo o Brasil signatário do tratado de não proliferação de armas nucleares, poderemos rasgar esse papel de limpar bunda e partir novamente para o enriquecimento de urânio próprio para artefatos nucleares, acalmar o Trump com um acordo de venda de terras raras com cláusula de melhor preço (não de exclusividade).

Vida que segue.

Não dá mais para ignorar a importância das armas nucleares.

Não podemos usar a eterna desculpa de que o Brasil é irresponsável para ter artefato nuclear disuasorio.

Não existe esse negócio de que não tem dinheiro, tem sim, é está mal empregado em programas populistas para se manter “mais do mesmo”, por décadas.

Custará mais, perder a soberanía de territorios e vidas de brasileiros do que o investimento no estudo, produção e meios de entregar o pacote.

Sgt Moreno

EduardoSP
EduardoSP
Responder para  Claudio Moreno
16 dias atrás

Veja a Constituição Federal, art. 21, inciso XXIII, alínea a.

Claudio Moreno
Claudio Moreno
Responder para  EduardoSP
15 dias atrás

Salve camadara EduardoSP, tenho conhecimento do que Ulysses e cia fizeram com o Brasil na constituição de 1988. Adorado seja o tubarão que comeu este velho safado, coitado do piloto e da senhora Mora que se foram junto com esse canalha.

Constituição é papel, nada que não possa ser mudado. Até porquê, nossa constituição reza educação, saúde, moradia, saneamento básico e outras coisas e o pacote não é entregue.

Então lamento dizer, mas apegar-se a nossa Carta Magna para justificar não termos artefatos nucleares dissuasório é muita ingenuidade (não de sua parte por tenho certeza que eres bem esclarecido), a ingenuidade é da massa de manobra que tem aceitado mais do mesmo só por causa de cartões (e não são de crádito).

Sgtº Moreno

Atirador
Atirador
Responder para  EduardoSP
14 dias atrás

Quanto ao acordo é só denunciá-lo, a constituição pode ser emendada, não é cláusula pétrea, mas a bomba é só uma parte da equação, fica faltando o vetor para entregá-la. P.S. tem até uma tese de doutorado do IME de como fazê-la.

Cassini
Cassini
Responder para  Claudio Moreno
15 dias atrás

Arma nuclear no Brasil?

Primeiro, é preciso ter o básico bem feito: forças armadas com armamentos e equipamentos modernos e em boa quantidade, bem treinadas e de prontidão, alguma capacidade tecnológica para produzir e aprimorar o que se tem por aqui e muita grana para se sustentar tudo isso.

Do contrário, será como o submarino nuclear brasileiro – o sonho de verão que já dura décadas e nunca se concretiza.

Claudio Moreno
Claudio Moreno
16 dias atrás

Business! Money, Oil… Isso é o que importa. Se não for os americanos, será a China.

Sgt Moreno

Carlos Campos
Carlos Campos
16 dias atrás

AS fala que vai varrer Israel do Mapa? essa é a questão, Jordania, Egito e EAU tem relações boas com Israel e nao fez mal nenhum à eles.

JuggerBR
JuggerBR
Responder para  Carlos Campos
16 dias atrás

Isso é hj, mas e amanhã? Se daqui uns anos a maré vire e governos hostis à Israel assumam? Essa capacidade comprada dos americanos agora não poderia ser usada contra os sionistas?

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  JuggerBR
16 dias atrás

Pode claro, mas se bater leva, igual o Irã, passou anos dando armas para o Hexbollah e Hamas, agora tá levando na cara, perdeu vários de seus militares, além de perder a influência que já teve, uma hora a munição acaba, e fazer BM não é fácil nem barato, situação do Irã, é que o país foi tomado por fanáticos religiosos

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  Carlos Campos
12 dias atrás

“situação do Irã, é que o país foi tomado por fanáticos religiosos”

Israel está na mesma situação e não proibiram eles de terem armas nucleares.

JuggerBR
JuggerBR
16 dias atrás

Mensagem de Trump ao Irã: se pagarem bem, podem ter a tecnologia que quiserem, só combinar direito.

BraZil
BraZil
16 dias atrás

Os Cristãos já tem, os Budistas já tem, Os Indus já tem, Os Hebreus já tem, Os Islamitas Sunitas Pakistanis já tem. Por que não os Sunitas Árabes? Os Xiitas Persas querem e os Xintoistas fingem que não…Eu, também quero!

Claudio Moreno
Claudio Moreno
Responder para  BraZil
15 dias atrás

Pois é desde os primórdios o sacerdócio envolvido no derramamento de sangue inocente em nome de um deus, ainda que todos preguem a paz, o perdão, razoabilidade, o amor ao próximo etc.

Penso que em algum momento a ONU se dará conta de quem realmente é o verdadeiro inimigo da paz mundial.

Sgt Moreno

Nota:
Não estou fazendo proselitismo anti Deus, só relacionando os fatos com a narrativa do camarada Brazil.

Bosco
Bosco
16 dias atrás

Não vejo dois pesos e duas medidas nesse caso.
Vou desenhar para os antiamericanos entenderem:
1- Os EUA são contra o Irã ter armas nucleares.
2- A China e a Rússia são a favor do Irã ter armas nucleares
3- Os EUA apoia o enriquecimento de urânio de seu aliado Arábia Saudita.
4- Os aliados do Irã (China e Rússia) devem apoiar o direito do Irã de enriquecer seu urânio e inclusive ter armas nucleares e deve defendê-los do opressor EUA
5- A China e a Rússia devem ser contra o projeto de enriquecimento de urânio do aliado americano , a Arábia Saudita, e deve fazer de tudo para que eles não o consigam, inclusive empregar seu poder militar contra esse país do mesmo jeito que os EUA o faz no Irã.

Conclusão:
1- Se os países aliados do Irã não o apoiam militarmente , só lamento.
2- Se os países que são contra a Arábia Saudita não o impedem na base da força, só lamento.
O resto é mimimi.

Zezão
Zezão
Responder para  Bosco
16 dias atrás

Oficialmente, a China e a Rússia são signatários do tratado de não proliferação nuclear (TNP), logo, são contra o Irã possuir armas nucleares.

O regime dos aiatolás obtiveram a tecnologia de enriquecimento de urânio (para fins militares) provavelmente da Coreia do Norte. Só estão sofrendo sanções econômicas porque assinaram o tratado e não cumpriram o acordo, bastava não ter assinado desde o início, como fez a Índia, Paquistão e Israel, ninguém obrigou eles assinarem, não é?

A Coreia do Norte também assinou o TNP, mas não cumpriu, logo, está sancionada economicamente, simples assim.

O Irã poderia sair do tratado e aceitar pacificamente as sanções, como os norte-coreanos, mas não, optaram em cutucar a onça, atacam continuamente Israel, financiando explicitamente terroristas do Hamas e Hezbollah, o que levou a ser bombardeado pelos EUA/Israel.

São burros, fizesse isso depois que tivessem a bomba nuclear, não antes, agora aguentem as consequências!

Última edição 16 dias atrás por Zezão
Bosco
Bosco
Responder para  Zezão
15 dias atrás

Zezão,
Num mundo idealizado você teria razão mas no mundo real não tem.
Apesar de signatários do TNP a China e a URSS ajudaram países como a Coreia do Norte e o Paquistão a terem suas armas nucleares, portanto, não duvide de que eles além de apoiarem, colaboram com o projeto de armas nucleares iranianos.

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  Zezão
12 dias atrás

“São burros, fizesse isso depois que tivessem a bomba nuclear, não antes, agora aguentem as consequências!”

Bom argumento!

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  Bosco
12 dias atrás

“Se os países que são contra a Arábia Saudita não o impedem na base da força, só lamento.
O resto é mimimi.”

Bem errado você não está.

Sergio Machado
Sergio Machado
16 dias atrás

Entendo que com esse movimento os EUA entendam que, na prática, não há como segurar o Irã.
Dá pra troca bombardeio aqui e ali, mas creio que jogaram a toalha.

Bosco
Bosco
Responder para  Sergio Machado
16 dias atrás

Sergio,
Os EUA têm centenas de milhares de bombas da série Mk-80 dotadas de kits de guiagem PV e JDAM .
Por mais mísseis de longo alcance e lançadores de mísseis que o Irã tenha, se não houver como eles barrarem a penetração dos caças e bombardeiros americanos , os EUA têm potencial de levar o Irã à idade da pedra lascada com o bombardeamento contínuo.
E até onde eu sei, os iranianos não têm como barrar a investida aérea americana e por mais que resistam e consigam infligir danos aos países periféricos que abrigam bases americanas, é questão de tempo para que toda a capacidade de reação iraniana seja neutralizada.

Última edição 16 dias atrás por Bosco Jr
Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  Bosco
16 dias atrás

Essa empolgação de Tupiniquins com os EUA e seu modus operandi precisa ser objeto de estudo.
Em tempo:
Estreito de Ormuz antes do conflito: se chamava Ormuz e era gratuito.
Depois do conflito: continua Ormuz, está sob controle iraniano e precisa pagar para passar ou não passa. Quem tenta, leva mecha. De quebra, EUA evacuando bases no OM.
Ponto final.

Bosco
Bosco
Responder para  Sergio Machado
16 dias atrás

“Essa empolgação de Tupiniquins com os EUA e seu modus operandi precisa ser objeto de estudo.”
_
Rss
Já essa empolgação tupiniquim com o modus operandi de ditaduras e terroristas de modo geral há muito tem sido estudada sendo considerada uma patologia psiquiátrica.

comenteiro
comenteiro
Responder para  Bosco
15 dias atrás

Hheheeh. Intervenção psiquiátrica para a esquerda e direita já!

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  Bosco
12 dias atrás

“os EUA têm potencial de levar o Irã à idade da pedra lascada com o bombardeamento contínuo.”

E por que não o fizeram até agora?

Bosco
Bosco
Responder para  Sergio Machado
16 dias atrás

O que temos que entender é que a estratégia americana é baseada na sua aviação ofensiva (baseada em terra e no mar) focada no emprego em larga escala de “bombas guiadas” e na sua capacidade de estabelecer a superioridade/supremacia aérea.
Muito legal os iranianos estarem resistindo e ainda conservarem capacidade ofensiva mas imaginar que isso possa persistir por tempo prolongado a ponto de exaurir a capacidade americana é simplesmente uma tolice.
A capacidade ofensiva de longo alcance iraniana, baseado em seus mísseis balísticos e drones de longo alcance, sem dúvida é extraordinária e superou todas as expectativas, mas sua doutrina defensiva baseada numa defesa passiva nucleada em bunkers subterrâneos e uma IADS frágil, sem investimento na aviação de caça , irá definir o resultado desse conflito ainda que demore mais que inicialmente previsto pelos americanos e israelenses.
Num outro momento talvez houvesse como o Irã ir levando esse conflito mas diferente do Vietnã , não há uma potência que está em condições de abastecer e financiar os iranianos ad aeternum.

Última edição 16 dias atrás por Bosco Jr
Bosco
Bosco
Responder para  Bosco
16 dias atrás

E também, diferente do Vietnã , no Irã não há zonas de exclusão e pesadas restrições.
E mesmo que acabem todos os interceptadores capazes de interceptar mísseis balísticos iranianos, para cada um destes que atinja alvos na maioria aleatórios e sem valor militar, há 1000 bombas Mk-80 atingindo um alvo iraniano com precisão métrica.

Bosco
Bosco
Responder para  Sergio Machado
16 dias atrás

Muito se fala do custo de um PAC-3 MSE ou de um THAAD contra um míssil balístico barato iraniano ou de um AIM-9X contra um Shahed 136 mas ninguém fala da relação de custo de uma bomba Mk-82/83/84 com um kit de guiagem lançada por um caça/bombardeiro reutilizável centenas de vezes com a de um míssil balístico.
É dezenas de vezes mais barato para os EUA lançar suas bombas a partir de aeronaves reutilizáveis do que os iranianos empregarem seus “mísseis” de longo alcance que logicamente são de emprego único.

George A.
George A.
16 dias atrás

Pior que a razão pra isso nem é geopolítica, são os subornos oferecidos pelos sauditas pro genro do Trump e pro seu entorno…

Zezão
Zezão
16 dias atrás

Besteira, não existe dois pesos e duas medidas.

Não há exceção pra Arábia Saudita sair do tratado de não proliferação de armas nucleares (TNP). O Irã também recebeu autorização pra enriquecer urânio, desde que fosse para fins civis (3,67% para usinas térmicas de eletricidade).

O problema no caso dos iranianos é que o regime está enriquecendo para fins bélicos, estando agora nos 60%, segundo relatos da própria ONU.

Enfim, este acordo entre os EUA e a Arábia Saudita prevê um período de estudo de 2 anos pra avaliar a construção de uma usina de enriquecimento (para fins civis) em solo saudita, se o projeto avançar após o estudo, a tecnologia e a supervisão serão inteiramente dos norte-americanos. Caso os EUA mude de ideia e desistam, a Arábia Saudita fica proibida de buscar essa tecnologia com parceiros terceiros (como Rússia, França ou China) por 10 anos.

Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  Zezão
16 dias atrás

e vc acredita que um dos países com mais reserva energética do mundo realmente precisa de energia nuclear ? Curiosamente, é o país árabe que rivaliza a liderança no OM com o Irã.
Com todo respeito, tem cara e cor de equiparação estratégica.

Zezão
Zezão
Responder para  Sergio Machado
16 dias atrás

Não importa se existe algo por trás…

Mesmo assinando o TNP, nenhum país é proibido de enriquecer urânio, desde que seja para fins pacíficos.

Os EUA não tem como impedir, se os norte-americanos não fizessem o acordo, os sauditas iriam atrás da China ou da Rússia, pois não faltará alguém disposto a vender.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
15 dias atrás

E eu que pensava que o príncipe Abdulaziz bin Salman era esperto e diferenciado das últimas velharias que sentaram no trono… 

Donald Trump, condicionou o recém-assinado acordo de cooperação nuclear civil com a Arábia Saudita à normalização diplomática do país árabe com Israel por meio da adesão aos Acordos de Abraão. 
A exigência gerou impasse, pois Riad mantém a posição de que o reconhecimento depende de avanços para o Estado palestino.

Após a fala de Trump, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que uma eventual adesão dos sauditas aos Acordos de Abraão seriam um “avanço histórico” para a paz no Oriente Médio.
Até onde se sabe, o acordo não obriga os Estados Unidos a transferirem tecnologia de enriquecimento de urânio nem a construírem imediatamente uma usina desse tipo na Arábia Saudita.

Para Washington, o acordo traz vantagens estratégicas e econômicas. Além de abrir um mercado bilionário para empresas americanas, ele mantém os Estados Unidos como principal parceiro do programa nuclear saudita, reduzindo o espaço para concorrentes como China, Rússia, França e Coreia do Sul.

Cassini
Cassini
15 dias atrás

E agora, patriotas do país alheio? Como explicar tamanha contradição?

Macgarem
Macgarem
15 dias atrás

Ué Irã de fato mostrou que os países próximos gastaram tubos de dinheiro com ajuda dos EUA e na hora que precisaram os EUA pouco fez.

A corrida por armamento nuclear para combater o Irá vai ser insana porque todo mundo está com o fiofó na mão com medo ninguem vai ajudar e até estão pagando dinheiro para o Ira para não serem atacados kkkk