L119 Light Gun

Licenciamento permitirá fabricar uma unidade inicial para testes e desenvolver uma variante do sistema de artilharia de 105 mm adaptada às necessidades das Forças Armadas ucranianas

A BAE Systems assinou um acordo de licenciamento com um parceiro estratégico da indústria de defesa da Ucrânia para apoiar a fabricação local do obuseiro leve L119 Light Gun.

O acordo foi firmado durante o Farnborough International Airshow e prevê o fornecimento de informações técnicas e apoio especializado da BAE Systems, necessários para a produção de uma primeira peça de artilharia destinada a testes.

A parceria também deverá sustentar o desenvolvimento de uma variante do L119 especificamente voltada ao emprego pelas Forças Armadas da Ucrânia.

Obuseiro de 105 mm

Projetado pela BAE Systems, o L119 é um sistema de artilharia rebocada de 105 mm, desenvolvido para combinar mobilidade, confiabilidade e capacidade de apoio de fogo.

Segundo a empresa, o modelo já demonstrou sua eficácia operacional e é valorizado pela facilidade de deslocamento, característica importante para unidades que precisam mudar rapidamente de posição no campo de batalha.

O nome do parceiro ucraniano envolvido no acordo não foi divulgado no comunicado.

Produção soberana na Ucrânia

A BAE Systems afirmou que o licenciamento faz parte de sua estratégia de longo prazo de apoio à Ucrânia e de cooperação com a indústria local.

O objetivo é fortalecer a capacidade soberana de defesa do país, reduzindo a dependência exclusiva de equipamentos fabricados no exterior e criando condições para que a própria indústria ucraniana possa produzir, manter e sustentar sistemas de artilharia.

A iniciativa busca ainda ampliar a resiliência industrial, desenvolver mão de obra especializada e estabelecer capacidade produtiva capaz de atender às necessidades das Forças Armadas ucranianas durante um período prolongado.

Conhecimento britânico e experiência operacional ucraniana

Giles Ambrose, diretor de Engenharia, Tecnologia e Estratégia da BAE Systems Weapon Systems UK, afirmou que uma capacidade de defesa robusta depende de parcerias industriais estratégicas e confiáveis.

Segundo o executivo, o acordo reúne a experiência da BAE Systems em sistemas de artilharia e o conhecimento do parceiro ucraniano sobre as necessidades operacionais do país.

Ambrose destacou que o apoio à Ucrânia não se limita ao fornecimento de equipamentos, mas envolve também a criação de competências, infraestrutura e capacidade industrial para sustentar os meios de defesa no longo prazo.

Investimentos na produção de artilharia

O novo acordo sucede outros investimentos da BAE Systems no setor de artilharia no Reino Unido.

A empresa trabalha na recuperação da capacidade britânica de produção e no fornecimento à Ucrânia de canos de artilharia de 105 mm e 155 mm, concebidos no Reino Unido e produzidos em Sheffield.

Com o licenciamento do L119, a BAE Systems amplia sua cooperação com a indústria ucraniana, passando do fornecimento de componentes e equipamentos para a criação de uma base local de fabricação e desenvolvimento de sistemas de artilharia.■



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Mauricio R.
16 dias atrás

E a fabricação local aqui, vai sair ou vai ficar pra depois?

Claudio Moreno
Claudio Moreno
Responder para  Mauricio R.
16 dias atrás

As empresas com a capacidade industrial de produção do tubos e demais assessórios já estão no Short List, uma de BH, duas de São Paulo e uma do PR (muito bem corada, tem nome alemão, fica a dica)

Também o ARG de SP tá na ponta da lista. Superou o ARG do RJ que já dá manutenção e fabricação de morteiros leves e pesados para o EB.

Sgt Moreno

Santos
Santos
Responder para  Claudio Moreno
16 dias atrás

Até agora só falou dum processo burrocrático que se arrasta há um tempão. Começar a produzir que é bom, nada.

A Ucrânia em alguns meses capaz de ja estar fabricando, antes do BR.

Última edição 16 dias atrás por Santos
Mcruel
Mcruel
Responder para  Santos
16 dias atrás

É que a Ucrânia está em guerra com a Russia, enquanto nós estamos de mãos dadas com a burocracia.

Felipe M.
Felipe M.
Responder para  Santos
16 dias atrás

Esse processo faz parte. Pelo menos há alguma iniciativa de algo que já deveríamos produzir há tempos.

Santos
Santos
Responder para  Felipe M.
15 dias atrás

Sim, a iniciativa é louvável e é claro que deve haver algum processo, o que eu disse é que aqui esse processo burrocrático demora uma eternidade e a Ucrania receber e implementar armas do mundo todo num tempo curtíssimo só evidencia que quem quer dá um jeito.

YUFERFLLO
YUFERFLLO
Responder para  Santos
15 dias atrás

A Ucrânia está torrando o PIB por causa da guerra, além de receber centenas de bilhões em equipamentos, as duas realidades não são nem perto de serem parecidas, se o Brasil gastasse 1.5% do PIB em defesa ai sim poderíamos a começar a exigir muita velocidade, mas com 1% não tem como querermos que as coisas sejam rápidas

Claudio Moreno
Claudio Moreno
Responder para  Santos
15 dias atrás

Se for assim bom para eles…estão morrendo aos montes…precisam mesmo de agilidade.
Quanto ao processo “burocrático”, produzir um obús, morteiro ou qualquer outro equipamento de tubo que será levado ao extremo de suas capacidades técnicas não é coisa para amadores.
A Bernadini com seus muitos anos de experiência com aço, teve sérios problemas na reusinagem dos 76mm para 90mm do Caxias.

Vamos com calma Santos, pois depois se a empresa ficar devendo na qualidade, não haverá santo que resolva uma explosão de tubo, culatra etc.

Sgtº Moreno

Vlademir Baltazar
Vlademir Baltazar
Responder para  Mauricio R.
16 dias atrás

No dia que nascer um novo dedo do Lula vai sair aki! Kkkkk

Emmanuel
Emmanuel
16 dias atrás

Assina com o Brasil também.
Depois um de 120mm, e em seguida, um de 155mm.

Antunes 1980
Antunes 1980
16 dias atrás

Esse equipamento é o mesmo modelo utilizado pelos britânicos na guerra das Falklands?

RDX
RDX
Responder para  Antunes 1980
16 dias atrás

Negativo. Os britânicos utilizaram o L118. O L119 possui cano mais curto e dispara a munição M1, a mesma do M101. O alcance do L119 é bem menor.

Tomcat4.8
Tomcat4.8
Responder para  RDX
15 dias atrás

O alcance máximo do obus L119 (também designado M119 nos Estados Unidos) é de cerca de 14.000 metros com munição comum e pode chegar a 19.000 metros com munições especiais assistidas por foguete. [1, 2]

Dados de Alcance e Munição

  • Munição padrão (Carga máxima): 14.000 metros (14 km).
  • Munição com assistência de foguete (RAP – Rocket Assisted Projectile): Aprox. 19.000 metros (19 km).
  • Calibre: 105 mm, compatível com a linha padrão de munições da OTAN

O alcance máximo do obus L118 Light Gun de 105 mm é de 17.200 metros (17,2 km) com munição padrão, podendo chegar a 20.600 a 21.000 metros (cerca de 21 km) com o uso de munições especiais do tipo base bleed (com gerador de gás na base para reduzir a resistência do ar). [1, 2]

Especificações de Alcance

  • Munição padrão (convencional): 17.200 metros
  • Munição especial (base bleed): Até 20.600 – 21.000 metros
RDX
RDX
Responder para  Tomcat4.8
15 dias atrás

O L119 possui 11,5 km de alcance máximo com a munição M1.
Salvo engano, o L118 possui 15 km de alcance máximo com munição convencional nacional.

Última edição 15 dias atrás por RDX
Claudio Moreno
Claudio Moreno
16 dias atrás

Eis uma peça versátil e eficaz.

Espero que a nossa produção local comece o mais breve possível.

Sgt Moreno

Alecs
Alecs
16 dias atrás

Off topic, mas nem tanto. Talvez os editores se interessem em fazer uma matéria sobre essa publicação: https://www.dw.com/pt-br/como-a-r%C3%BAssia-alicia-estrangeiros-para-lutar-na-ucr%C3%A2nia/a-78083122

Tomcat4.8
Tomcat4.8
Responder para  Alecs
16 dias atrás

Sinistro, levar a galera no engano e mandar assinar contrato em russo é sacanagem. O jovem de Bangladesh teve sorte demais de conseguir voltar pra seu país após ser guerreiro e fugir do hospital, mas os traumas junto aos estilhaços na perna o acompanharão por um belo tempo.

Joao
Joao
16 dias atrás

Fica evidente, q a mun 105, é ate a Art, são importantes, mesmo com drones, para acalmar muitos corações….

RDX
RDX
Responder para  Joao
15 dias atrás

Por que os ucranianos apreciam tanto o L119?

É fácil de ocultar (principal recurso contra drones)
É simples de operar e consertar
É silencioso e o clarão do disparo é reduzido (furtividade principamente contra drones)
É barato (com o preço de cada peça AP é possível comprar 10 L119)
É leve e fácil de reposicionar. Uma viatura 4×4 consegue reposicionar a peça antes de ser alvo da contrabateria inimiga
É uma arma mais precisa que os congêneres da era soviética
Pode ser helitransportado ou lançado por paraquedas

https://www.youtube.com/watch?v=YgL1pewdHVo

RDX
RDX
Responder para  RDX
15 dias atrás

O aumento do alcance dos drones anulou as vantagens das peças AP 155mm
A zona de morte no TO Ucraniano já ultrapassa 30 km. Ou seja, um M109 com 21 km de alcance é um alvo fácil. Mobilidade e blindagem são inúteis contra drones.
É preferível encher a linha de frente com peças baratas e fáceis de ocultar. Quanto mais arborizado o terreno melhor.

Última edição 15 dias atrás por RDX
Tomcat4.8
Tomcat4.8
Responder para  RDX
15 dias atrás

Quem diria que o bom ,leve e camuflável obus de 105 voltaria a ser interessante frente ao todo poderoso obus 155 ?
Ah o tempo, senhor da história e professor.