Irã afirma ter destruído 11 aeronaves e dezenas de instalações militares dos EUA em 15 dias

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Imagens de satélite mostram radar AN FPS-117 destruído

Imagens de satélite mostram que um ataque recente do Irã destruiu um radar de alerta antecipado de longo alcance ANFPS-117 na Base Aérea Ahmed Al-Jaber, no Kuwait

Balanço divulgado pelo IRGC inclui radares Patriot, aviões-tanque, drones, depósitos de munição e centros de comando; números não foram confirmados por Washington nem verificados de forma independente

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã — IRGC — afirmou ter destruído ou danificado dezenas de aeronaves, radares, sistemas de defesa aérea e instalações logísticas dos Estados Unidos durante os ataques realizados contra bases americanas no Oriente Médio em julho.

O balanço foi apresentado pelo general Hossein Mohebbi, porta-voz do IRGC, em entrevista à agência iraniana Tasnim. Segundo ele, as forças iranianas teriam destruído 11 aviões de combate e helicópteros americanos no solo, além de 17 drones, oito aviões de reabastecimento, um F-15, um P-8 de patrulha marítima e um C-17 de transporte estratégico.

As alegações não foram acompanhadas de imagens individualizadas, coordenadas dos alvos ou números de matrícula das aeronaves. O Pentágono e o Comando Central dos Estados Unidos — CENTCOM — também não confirmaram publicamente a relação divulgada por Teerã.

Existe ainda uma divergência sobre o período contabilizado. A lista fornecida pelo IRGC menciona 15 dias, entre 8 e 22 de julho, enquanto a versão em inglês publicada pela Tasnim registra ataques entre 6 e 22 de julho. Outras publicações iranianas e internacionais reproduziram o intervalo entre 8 e 22 de julho.

Defesa aérea e radares

De acordo com o balanço apresentado pelo IRGC, os ataques iranianos teriam atingido os seguintes sistemas de comando, vigilância e defesa aérea dos Estados Unidos:

  • 7 centros de comando e controle;
  • 3 sistemas de comunicações por satélite;
  • 6 radares de sistemas Patriot;
  • 3 radares de controle e monitoramento aéreo e naval;
  • 8 sistemas de radar de detecção e alerta antecipado;
  • 7 radares de defesa contra mísseis;
  • 3 sistemas de radar identificados pelo IRGC como “EPS”;
  • 2 radares identificados como “EPS 117”;
  • 5 radares de longo alcance;
  • 2 radares de defesa aérea;
  • 1 complexo de radar tático.

Mohebbi sustentou que os ataques teriam enfraquecido as baterias Patriot a ponto de permitir que mísseis e drones iranianos alcançassem determinados alvos sem serem interceptados. A afirmação não foi comprovada de forma independente.

Relatos recentes, contudo, indicam que as forças americanas consumiram grande quantidade de interceptadores Patriot e de outras munições de defesa aérea durante a guerra. Autoridades dos Estados Unidos passaram a considerar a disponibilidade desses estoques antes de autorizar novas operações militares de grande escala contra o Irã.

Instalações de apoio e logística

O IRGC também afirmou ter concentrado parte dos ataques em estruturas destinadas a sustentar as operações aéreas e navais americanas. A intenção, segundo o porta-voz, teria sido reduzir a capacidade dos Estados Unidos de manter aeronaves, armamentos e unidades em combate.

A lista iraniana inclui:

  • 6 centros de manutenção de caças e helicópteros;
  • 3 centros de apoio e logística;
  • 12 reservatórios de combustível;
  • 17 depósitos de armas, munições e peças de reposição para aeronaves e navios;
  • 6 abrigos ou depósitos fortificados para mísseis.

A destruição de reservatórios, oficinas e depósitos pode afetar uma força militar mesmo quando suas principais aeronaves sobrevivem aos ataques. Sem combustível, peças, munições e equipamentos de manutenção, a quantidade de meios disponíveis para novas missões pode diminuir rapidamente.

O IRGC, entretanto, não esclareceu quais bases teriam abrigado cada instalação nem se todos os locais foram completamente destruídos ou apenas danificados.

Infraestrutura operacional

Na categoria de infraestrutura diretamente relacionada às operações militares, o balanço iraniano relaciona:

  • 6 hangares para drones MQ-9;
  • 1 hangar de preparação de caças F-15;
  • 1 hangar contendo oito drones novos;
  • 2 centros de comando;
  • 1 plataforma de reabastecimento de porta-aviões;
  • 1 hangar destinado a aeronaves P-8;
  • 4 plataformas de lançamento do sistema HIMARS;
  • 5 hangares de aviões de combate;
  • 4 complexos de defesa aérea Patriot;
  • 6 plataformas de lançamento de mísseis;
  • 1 estação de bombeamento de combustível;
  • 2 centros de telecomunicações e sinais;
  • 1 centro de informações e dados;
  • 1 instalação descrita pelo IRGC como centro de processamento de dados ligado à inteligência artificial e à Amazon;
  • 1 depósito para embarcações operadas remotamente;
  • 1 píer de combustível;
  • 4 abrigos para aviões de combate;
  • 6 pátios de voo e estacionamento de aeronaves.

Algumas descrições apresentadas pelo IRGC são genéricas e não permitem determinar quais equipamentos estavam efetivamente presentes nos locais atacados. Também não está claro se “complexos Patriot”, “radares Patriot” e outros sistemas de defesa aérea foram contabilizados separadamente ou se existem sobreposições na lista.

O mesmo problema ocorre com o alegado centro relacionado à Amazon. O porta-voz não apresentou informações que permitam identificar a instalação ou esclarecer a natureza da suposta ligação com a empresa americana.

Aeronaves que teriam sido destruídas

O IRGC apresentou ainda uma relação dos meios aéreos que, segundo Teerã, foram destruídos ou incapacitados durante os ataques:

  • 11 aviões de combate e helicópteros atingidos no solo;
  • 17 drones de reconhecimento e operação, dos quais oito seriam novos;
  • 1 caça F-15 localizado dentro de um abrigo;
  • 1 aeronave de patrulha marítima P-8;
  • 1 avião de transporte estratégico C-17;
  • 8 aviões de reabastecimento em voo;
  • 4 helicópteros pesados;
  • 6 mísseis mantidos como reserva.

A forma como os dados foram apresentada gera dúvidas sobre a contagem final. O IRGC não explicou se o F-15, o P-8, o C-17, os oito aviões-tanque e os quatro helicópteros estão incluídos nas 11 aeronaves inicialmente mencionadas ou se constituem perdas adicionais.

A soma dos modelos específicos ultrapassa o total geral de 11 aeronaves. A ausência de uma metodologia detalhada impede determinar se houve duplicação, erro de tradução ou classificação de aeronaves danificadas e destruídas em categorias diferentes.

Washington não confirmou a relação

Até o momento, o Pentágono não publicou uma resposta detalhada ao balanço divulgado pelo IRGC. Os comunicados recentes do CENTCOM têm se concentrado nos ataques americanos contra centros de comando, radares, sistemas de defesa aérea, posições de lançamento de mísseis e instalações navais iranianas.

Os Estados Unidos reconheceram mortes e ferimentos provocados por ataques iranianos em bases no Iraque e na Jordânia. Uma atualização do banco de dados do Pentágono indica que o conflito já causou centenas de baixas entre militares americanos, embora mudanças recentes na classificação das operações tenham gerado controvérsia sobre a forma como os números são apresentados.

O reconhecimento de baixas humanas e de ataques bem-sucedidos, contudo, não confirma automaticamente as perdas materiais descritas pelo IRGC.

Imagens anteriores confirmaram danos maiores que os admitidos

Embora a lista referente aos ataques de julho permaneça sem comprovação, análises independentes de imagens de satélite já demonstraram que os ataques iranianos causaram danos consideráveis às instalações americanas desde o começo da guerra.

Uma investigação do The Washington Post identificou pelo menos 228 estruturas ou equipamentos danificados ou destruídos em 15 instalações utilizadas pelos Estados Unidos no Oriente Médio. Entre os alvos estavam hangares, alojamentos, depósitos de combustível, radares, sistemas de comunicações, equipamentos de defesa aérea e algumas aeronaves.

As conclusões do jornal mostraram que os danos foram mais amplos do que aqueles inicialmente reconhecidos pelo governo americano. Entretanto, o levantamento analisou ataques ocorridos desde fevereiro e não valida especificamente a lista apresentada pelo general Mohebbi para o período de julho.

Imagens de satélite examinadas por outros veículos também confirmaram danos em instalações como a sede da 5ª Frota dos Estados Unidos, no Bahrein, a Base Aérea de Al Udeid, no Catar, e a Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita.

Balanço também faz parte da guerra de informações

A divulgação da lista ocorre em um momento de redução temporária dos ataques entre Estados Unidos e Irã. Teerã informou que manteria suspensas suas ações enquanto Washington preservasse a interrupção dos bombardeios, mas ambos os lados permanecem em estado de alerta.

Nesse contexto, o balanço do IRGC também cumpre uma função política e informacional. Ao apresentar uma relação extensa de perdas americanas, o governo iraniano procura demonstrar capacidade de atingir instalações protegidas, superar sistemas antimísseis e impor custos elevados ao adversário.

Washington, por sua vez, divulga poucos detalhes sobre a disponibilidade de suas aeronaves, os danos em bases e os estoques restantes de munições defensivas, alegando razões de segurança operacional.

As evidências disponíveis confirmam que mísseis e drones iranianos atingiram bases e equipamentos americanos. Não existe, porém, comprovação pública suficiente para confirmar os números específicos apresentados pelo IRGC, especialmente a alegada destruição do F-15, do P-8, do C-17 e dos oito aviões de reabastecimento.■



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José Joaquim da Silva Santos
José Joaquim da Silva Santos
12 dias atrás

Hehe é o modelinho Ucrania: ninguém divulga nada.

LUIZ
LUIZ
Responder para  José Joaquim da Silva Santos
12 dias atrás

Guerra é um aprendizado,aqueles que tinham estratégias de guerras da época da segunda guerra e guerras recentes como do Iraque hoje estão tendo que se atualizar. A Ucrânia com ajuda ocidental partiu primeiro pra guerra moderna usando drones. Os generais russos calcularam mal e colocaram homens e equipamentos numa armadilha. Kd os grandes brindados? Aviões de última geração? Aquela zona de conforto das grandes potências não existe mais.

Comenteiro
Comenteiro
Responder para  LUIZ
12 dias atrás

Acho que até existe. Mas partir para uma guerra total, terra arrasada e tudo o que o arsenal das grandes potências permite, tem um custo alto e parece que não tem muita gente disposta a isso. E não é de hoje, vide a Guerra Fria e os trocentos conflitos regionais por procuração que temos até hoje.

Hamom
Hamom
Responder para  Comenteiro
12 dias atrás

Mas Trump partiu pra guerra total, de imagens por IA…
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É incrível a desfaçatez de Trump, mas ele tem o mérito de mostrar os EUA como eles são de fato; e se orgulham disto…

comenteiro
comenteiro
Responder para  Hamom
12 dias atrás

A iniciativa estava com o Irã e seus vídeos de Lego, lembra?

rui mendes
rui mendes
Responder para  LUIZ
11 dias atrás

Para blindados é preciso boots on ground.
Israel e mesmo Ucrânia e Rússia, continuam a usar mbt’s, junto com drones, munições-suícidas, artilharia de longo alcance, mísseis de cruzeiro, mísseis balísticos, satélites e tudo que as guerras actuais e futuras usam e usarâo, junto com forças aéreas e marinhas de guerra, tudo será usado em guerras de grande intensidade e entre grandes potências.

BraZil
BraZil
12 dias atrás

Difícil é verificar de forma “independente” em uma guerra. Dito isto, parabéns para a Ucrânia. Ops. Para o IRÃ (risos)

Comenteiro
Comenteiro
Responder para  BraZil
12 dias atrás
Renato
12 dias atrás

Eu me lembro de varias vezes, em que quando se falado algo sobre o Irã rolava aquela zoação dos brasileiros menosprezando o pais. Hoje em dia, os zoadores ficam quietos. Eu entendo o motivo: é que que acontece com quem nunca soube o que é um combate e aprendeu que nunca se deve menosprezar um adversário. kkk

Última edição 12 dias atrás por Renato
Fábio De Souza
Fábio De Souza
12 dias atrás

Em um conflito , sempre vai haver percas de ambos os lados. Porém os Americanos , subestimarão os Iranianos e a sua capacidade de atacar bases Americanas .

Carlos
Carlos
Responder para  Fábio De Souza
12 dias atrás

Exatamente! Uma correção, subestimaram, com M mesmo.

Santamariense
Santamariense
Responder para  Fábio De Souza
11 dias atrás

Perdas**
Subestimaram**

Saldanha da Gama
Saldanha da Gama
Responder para  Fábio De Souza
11 dias atrás

*Perda

Comenteiro
Comenteiro
12 dias atrás

Esses iranianos são uns mau perdedores mesmo. O Trump já falou umas 38 vezes que ganhou essa guerra, acabou com o programa nuclear e dizimou a capacidade militar deles. Uns chatos esses aiatolás.

BraZil
BraZil
Responder para  Comenteiro
12 dias atrás

kkkk alguém tem que falar para eles que eles perderam…

Sergio Machado
Sergio Machado
12 dias atrás

Até o momento há um certo padrão. Quando os EUA param de atacar e começam a falar em cessar fogo é porque a água começou a chegar nas nádegas.
Contudo ao alocar os KC 135 em Israel e caças na Bulgária, efetuar ataques do UK e dos Açores, ficou claro que o Irã foi empurrando os EUA cada vez mais longe do OM.
Curioso é que o Irã sabe que tais conversas de paz nada mais mais são que um reagrupamento e substituição dos equipamentos atingidos. Ainda assim se percebe uma certa “calibrada na mão” de Teerã.
Talvez por saber que o conflito voltará a qualquer momento e é preciso modular a resposta.
Por óbvio, a pausa servirá a todos.

Fabio
Fabio
12 dias atrás

Ficou faltando na lista 7 bicicletas ,3 patinetes e a morte de três guinomos.

Adilson
Adilson
Responder para  Fabio
11 dias atrás

Kkkkkkkkkk 🤣🤣🤣🤣🤣🤣a piada foi boa,mês fez ri, mas é verdade, o Irã tá engolindo os EUA e não adianta torcer prós ianques.

As guerras modernas acabou com as pseudo super potências, agora com drones barato qualquer país topa de frente com eles 😂😂😂😂

sub urbano
sub urbano
12 dias atrás

Os EUA parecem ter se esquecido q a guerra é vencida no campo de batalha e não no twitter. Estão sendo enxotados do oriente médio e ficam insistindo para q o Irã aceite seus termos. É igual aquela cena do Bane no filme do batman: “Do you feel in charge?

João Furlan
João Furlan
12 dias atrás

Pau que bate em Chico…

Lucas
Lucas
12 dias atrás

E parece que a estratégia do Irã está funcionando.
Os americanos pararam com os ataques mais uma vez e já estão falando em negociação.

Rodrigo Silveira
Rodrigo Silveira
12 dias atrás

Dois porta aviões nucleares, 2 F-22, 1 F-47, 5 F-35, e por aí vai…

Adilson
Adilson
Responder para  Rodrigo Silveira
11 dias atrás

Não chegou a tanto,mas que o Irã tá dando uma cóça no tio San isso tá 🤣🤣🤣🤣🤣🤣

O tio patinhas tá arrancando os cabelos do cool kkkkkkkkk

André E.
André E.
12 dias atrás

EUA, inimigos do mundo!

Senhor Maskarado
Senhor Maskarado
9 dias atrás

Ucrânia 🇺🇦 e Irã 🇮🇷 frente a potências

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