O mito da garagem: quem realmente financiou o Vale do Silício
Jobs e Wozniak
Contratos da Marinha dos EUA, mísseis Polaris, bolsas da NSF e capital familiar construíram a indústria de tecnologia americana. A garagem entrou depois — como cenário
Em 1989, o estado da Califórnia fixou uma placa de bronze diante de uma garagem de madeira no número 367 da Addison Avenue, em Palo Alto. Marco Histórico nº 976. O texto oficial chama o lugar de “berço do Vale do Silício”: ali, em 1939, William Hewlett e David Packard teriam começado a Hewlett-Packard com 538 dólares e uma furadeira de bancada.
Tudo isso é verdade. E, ainda assim, o conjunto é enganoso — porque a placa registra o cenário e omite a estrutura.
Hewlett e Packard eram engenheiros formados em Stanford, orientados por Frederick Terman, então o professor mais bem conectado da engenharia elétrica americana. Foi Terman quem os aproximou de contatos industriais, quem sugeriu que abrissem a empresa em Palo Alto em vez de irem para a Costa Leste e quem ajudou a viabilizar o crédito inicial. Terman passaria a Segunda Guerra dirigindo o Radio Research Laboratory, em Harvard — o centro americano de contramedidas eletrônicas, financiado pelo esforço de guerra — e voltaria a Stanford para criar, em 1951, o Stanford Industrial Park, arrendando terras da universidade a Varian, Lockheed, General Electric e à própria HP.
A HP não cresceu vendendo osciladores de áudio para a Disney sonorizar Fantasia. Cresceu com instrumentação eletrônica para clientes militares, primeiro na guerra, depois na Guerra Fria. A garagem foi o primeiro endereço. Não foi a explicação.
O dinheiro que fundou o Vale usava uniforme
A história econômica da região do sul da Baía de São Francisco começa quase meio século antes da HP, e começa com a Marinha.
Em 1909, Cyril Elwell fundou em Palo Alto a Federal Telegraph Company, sustentada por encomendas navais de radiotelegrafia — foi ali que Lee de Forest trabalhou no aperfeiçoamento do tubo de vácuo. A Marinha permaneceu como âncora: Moffett Field, inaugurado em 1933 como base de dirigíveis rígidos, transformou-se em polo de aeronáutica e, depois, na sede do Ames Research Center da NASA.
O salto de escala veio com os mísseis. A Lockheed instalou sua Missiles and Space Division em Sunnyvale em 1956, ao lado de Moffett Field, para desenvolver o Polaris — o míssil balístico lançado de submarino que se tornaria a perna mais sobrevivível da tríade nuclear americana. Por décadas, a Lockheed foi a maior empregadora do condado de Santa Clara. Enquanto o mito celebra dois rapazes numa garagem, a base material do Vale era um complexo de milhares de engenheiros trabalhando em guiagem inercial para armas nucleares embarcadas.
O semicondutor entra nessa lógica, não fora dela. A Fairchild Semiconductor, fundada em 1957 pelos “oito traidores” que deixaram o laboratório de William Shockley, foi capitalizada pela Fairchild Camera and Instrument — empresa de Sherman Fairchild, que fabricava, entre outras coisas, câmeras de reconhecimento aéreo para as Forças Armadas. E o primeiro mercado real do circuito integrado não foi civil: foi a guiagem do Minuteman II e o Apollo Guidance Computer.
As estimativas sobre a fatia militar e espacial da produção inicial de circuitos integrados variam conforme a fonte e o ano de referência — trabalhos clássicos de história da tecnologia apontam que, no início dos anos 1960, o governo dos EUA absorvia a quase totalidade da produção, com o programa Apollo respondendo sozinho por parcela majoritária em 1963. Os números exatos são disputados; a ordem de grandeza não é. Sem demanda garantida pelo Estado, o circuito integrado não teria escala para baratear.
O mesmo padrão vale para o software e a interface. O oN-Line System de Douglas Engelbart no SRI — que produziu o mouse, o hipertexto operacional e a edição colaborativa demonstrados em 1968 — foi financiado pela ARPA, pela NASA e pela Força Aérea. A ARPANET, que virou internet, era um programa do Departamento de Defesa.
As garagens que não foram garagens
Apple. Steve Wozniak já desmentiu a lenda em entrevistas repetidas: nada foi efetivamente projetado ou fabricado na garagem de Los Altos — o trabalho de engenharia aconteceu em sua bancada na HP e em salas emprestadas. O que transformou uma dupla de hobbistas em empresa foi Mike Markkula, ex-gerente de marketing da Intel que chegou via indicação de Don Valentine, então na Sequoia. Markkula entrou com aporte pessoal e garantiu uma linha de crédito no Bank of America, além de escrever o plano de negócios; Regis McKenna cuidou da comunicação. As cifras variam entre fontes — o número mais citado é de US$ 250 mil no total, divididos entre participação acionária e empréstimo, com repartições diferentes conforme o relato.
Google. O algoritmo PageRank nasceu em Stanford dentro do Digital Library Initiative, programa financiado pela National Science Foundation com participação de DARPA e NASA. A garagem de Menlo Park, alugada de Susan Wojcicki, só entra na história em setembro de 1998 — depois do cheque de US$ 100 mil de Andy Bechtolsheim, cofundador da Sun Microsystems, emitido para uma empresa que ainda não existia juridicamente.
Amazon. Jeff Bezos não largou tudo no vácuo: era vice-presidente sênior do fundo quantitativo D. E. Shaw quando saiu, em 1994, e capitalizou a empresa com dinheiro dos pais. O valor mais documentado é de cerca de US$ 245 mil em 1995, embora a cifra de US$ 300 mil circule com frequência — discrepância que convém sinalizar em vez de arredondar.
Microsoft. Nunca teve garagem. Teve a Lakeside School, escola privada de Seattle cujo clube de mães comprou o terminal de teletipo que deu a Bill Gates acesso a computação em tempo compartilhado no fim dos anos 1960 — privilégio quase inexistente para um adolescente na época. Teve Harvard. Teve um pai advogado corporativo e uma mãe em conselhos de grandes instituições. A empresa foi fundada em Albuquerque, no Novo México, ao lado da MITS, fabricante do Altair.
A função política do mito
Nenhum desses fatos diminui o talento envolvido. Wozniak projetou o Apple II com uma economia de componentes que continua sendo estudada; Page e Brin resolveram um problema de relevância que outros haviam abordado mal. A questão não é mérito — é atribuição.
O mito da garagem executa uma operação específica: converte vantagem estrutural em gênio individual. Universidade de elite, contratos federais, capital familiar, redes de contato e infraestrutura regional construída com dinheiro público desaparecem da narrativa; sobram dois rapazes e uma bancada. Feita a conversão, o argumento político se escreve sozinho — se eles fizeram tudo sozinhos, o Estado só atrapalha, e o que se deve ao poder público é, no máximo, que saia do caminho.
É exatamente a tese que Mariana Mazzucato desenvolve em O Estado Empreendedor (2013): praticamente toda tecnologia que torna o iPhone um iPhone tem origem em pesquisa financiada com recursos públicos. GPS é do Departamento de Defesa. A internet, da ARPA. A tela capacitiva multitoque descende de linhas de pesquisa acadêmicas financiadas por agências federais. A Siri saiu do projeto CALO, da DARPA, tocado no SRI — o mesmo instituto de Engelbart. Mazzucato tem críticos, e a crítica mais consistente aponta que o Estado financia muitos fracassos junto com os acertos e que a integração comercial é, ela própria, uma competência escassa. O contra-argumento é justo. Não devolve a garagem ao centro da história.
O rodapé que ninguém coloca na placa
Há uma segunda coisa que o mito esconde, e essa não é sobre crédito — é sobre custo.
O condado de Santa Clara concentra a maior densidade de sítios do programa Superfund da EPA em todo o território dos Estados Unidos, herança direta dos solventes clorados usados na limpeza de bolachas de silício. O caso emblemático é o vazamento de tricloroetileno de um tanque da Fairchild em San Jose, descoberto em 1981, associado a um agrupamento de defeitos congênitos no bairro de Los Paseos. Boa parte da contaminação está sob terrenos hoje ocupados por escritórios de empresas de software que nunca fabricaram nada.
E a montagem — a parte intensiva em mão de obra e em risco — foi exportada cedo. A Fairchild abriu sua planta de encapsulamento em Hong Kong em 1963, inaugurando o modelo de cadeia produtiva transpacífica que definiria a eletrônica pelos sessenta anos seguintes. O Vale do Silício nunca foi só o Vale: era o topo de uma cadeia cuja base ficava do outro lado do oceano.
O que a placa de bronze da Addison Avenue registra, portanto, não é o berço do Vale do Silício. É o cenário escolhido depois, quando a indústria já era grande o bastante para precisar de uma história de origem que não mencionasse a Marinha, a ARPA e o Minuteman.
Fontes e leituras
- Christophe Lécuyer, Making Silicon Valley: Innovation and the Growth of High Tech, 1930–1970 (MIT Press, 2006).
- Stuart W. Leslie, The Cold War and American Science: The Military-Industrial-Academic Complex at MIT and Stanford (Columbia University Press, 1993).
- Margaret O’Mara, The Code: Silicon Valley and the Remaking of America (Penguin Press, 2019).
- Mariana Mazzucato, O Estado Empreendedor: desmascarando o mito do setor público vs. setor privado (ed. bras. Portfolio-Penguin, 2014).
- Leslie Berlin, The Man Behind the Microchip: Robert Noyce and the Invention of Silicon Valley (Oxford University Press, 2005).
- California Office of Historic Preservation — California Historical Landmark nº 976 (HP Garage).
- S. EPA — National Priorities List, Region 9 (sítios Superfund do condado de Santa Clara).
- National Science Foundation — Digital Library Initiative, Phase 1 (Stanford).
- Doug Engelbart Institute — documentação de financiamento ARPA/NASA/USAF do projeto NLS.
- Entrevistas de Steve Wozniak sobre a garagem de Los Altos (várias, a partir de 2014).



O desenvolvimento tecnológico raramente nasce apenas da iniciativa individual ou da espontaneidade do mercado. O Estado desempenha papel central ao financiar pesquisas de alto risco, cujos resultados podem levar décadas para aparecer. Também cria demanda inicial por tecnologias ainda caras, permitindo o aumento da produção e a redução dos custos. Universidades públicas, bolsas de pesquisa e laboratórios governamentais formam profissionais e produzem conhecimento estratégico.
É também um lembrete precioso do poder disruptivo que a sociedade chinesa representa para os interesses do Ocidente americanizado e para as ideologias impulsionadas pelos “donos do mundo”. Um país com rigor e disciplina estratégica na gestão de projetos nacionais tem o poder de criar um novo mundo. É daí que vem o medo da sociedade norte-americana atual, reforçado pelos interesses de Wall Street e do Vale do Silício.
A proeminência atual da China nos mais diversos campos da ciência, tecnologia, economia e etc , mostram a superioridade do sistema baseado no apoio massivo do Estado com seu poder de aglutinação de esforços e financiamento.
E essa situação fica mais evidente quando verificamos a velocidade com que isso está acontecendo.
Há alguns anos usavam variantes do Mig-21.
Hoje, são os únicos com aviões de sexta geração.
É realmente impressionante.
“Feita a conversão, o argumento político se escreve sozinho — se eles fizeram tudo sozinhos, o Estado só atrapalha, e o que se deve ao poder público é, no máximo, que saia do caminho.”
…
Artigo revelador de um engodo vendido como panaceia para muitos países na órbita de Washington, que está sempre promovendo forças politicas que pregam a destruição do poder do estado enquanto governo… e daí para o enfraquecimento e até dissolução do “estado nação” é meio caminho andado…
“Faça o que eu finjo fazer, mas não o que eu faço de verdade”
Stive Jobb, Bill Gates, suas garagem Darpa, complexo militar estadunidense.
Elon Musk sua garagem NASA estado americano.
Agro brasileiro, Embrapa.
DeepSeek,Qwen,Kimi, BYD, Huawei, trem bala universidades do estado chinês.
TSMC estado de Twain
A iniciativa privada a inovação e insignificante,tudo é estado.
Protecionismo na veia, compras governamentais proibindo entrada da concorrência estrangeira para proteger e expandir seu conglomerados e blocos de capitais monopolista e oligopólios.
Só no terceiro mundo que acredita no mundo de Alice, ” Livre Mercado”,” livre concorrência”, etc . No mundo real não há espaço para econococh de porta de YouTube.
Aliás quanto mais o país escala na fronteira tecnológica mais protecionismo ele impõe.
China x EUA, quebrou as pernas de formados na escola de Chicago.
Eu tenho privilegio de conhece a China e os EUA…todos os dois modelos tem seus defeitos e virtudes. Mais saber o que eles tem em comum, ambas copiaram o modelo educacional universitário alemão de Humboldt e o aperfeiçoaram: universidade dividida em departamentos, com graduação + mestrado + PhD, laboratórios próprios, e professores avaliados por pesquisas, ensino e publicação. A China importou o sistema de tenure-track americano nos anos 2000. Parque de inovação colados no campus. Na China tb adota há mais de uma década a filantropia universitária (apesar das universidades serem publicas, elas recebem milhoes de doação de ex alunos)
sim foram todas fundadas numa garagem mas coincidentemente a garagem ficava no pentágono
Além de tudo isso citado, tem o fato de que os fundadores dessas empresas, quase na sua maioria vinheram de familias privilegiadas.
Exemplo? a mãe do Bill Gates era amiga pessoal do CEO da IBM, e quem foi um dos primeiros clientes da Microsoft? pois é.
É foda acreditar no mito, de que eram “pobres” ou de classe média, quando muitos fundadores de empresas de tecnologia, estudaram em Harvard, Stanford, MIT, Caltech e outras.
e qual problema disso??? sendo que ela geram milhões de emprego e recursos $$ para os EUA…
Não é problema ser nem citar que o é (privilégio).
O problema é acreditar em algo que não é ou não existe. Pior ainda é propagá-lo, por exemplo, vender balinha no sinal até ficar rico, papo de coach ao estilo Marçal, ou comprar triplex vendendo Avon, pra galera do outro lado.
Agora tem um tal de Tallis assim, fica falando que ficou rico por si próprio, mas não cita os 90 milhões de financiamento da Rocket Money
De qualquer forma, o investimento inicial nessas empresas foi relativamente pequeno para o resultado (empresas bilionárias). Isso é muito mérito de seus fundadores.
Com esse dinheiro o normal seria montar um restaurante, uma academia ou uma loja, que é mais fácil fechar em poucos anos do que enriquecer seus donos.
No Brasil, guardadas as devidas proporções, temos a Weg.
E sobre terem estudado em universidades de ponta nos EUA, milhares estudam todos os anos nelas e pouquíssimos são bilionários. Isso também é mérito deles.
EUA,China são protecionistas, a diferença que a China põe a sociedade e o estado a frente, escolhe que vai ter a ” a história da garagem” e só fica com uma fatia do bolo.
EUA e ao contrário.
Eu tenho privilegio de conhece a China e os EUA…todos os dois modelos tem seus defeitos e virtudes. Mais saber o que eles tem em comum, ambas copiaram o modelo educacional universitário alemão de Humboldt e o aperfeiçoaram: universidade dividida em departamentos, com graduação + mestrado + PhD, laboratórios próprios, e professores avaliados por pesquisas, ensino e publicação. A China importou o sistema de tenure-track americano nos anos 2000. Parque de inovação colados no campus. Na China tb adota há mais de uma década a filantropia universitária (apesar das universidades serem publicas, elas recebem milhões de doação de ex alunos). Tanto nos EUA como na China e muito difícil e rigoroso para entra nas melhores universidades.
Já o Brasil adotou modelo completamente diferente dos dois. Se EUA é mercado e China é Estado planejador, Brasil é Estado gratuito, mas com mercado por fora.
EUA paga quem estuda
China paga o Estado. Mensalidade barata e tabelada.
Brasil: é esquizofrênico. As melhores universidades são públicas e gratuitas. As piores são privadas pagas que absorvem 78% dos alunos. Então: quem tem dinheiro para uma boa escola de ensino fundamental e médio entra nas melhores. Quem não tem, paga pela pior.
Enquanto EUA + China produzem 45% de toda a ciência do mundo. Brasil produz menos de 2%. Resultado: USP investe em pesquisa o que Sanford investe em uma semana.
Tanto no EUA ou na China não existe DCE (alguns aqui ficarão triste), Centro acadêmico ou bares dentro ou próximo as universidades, como no Brasil.
Mais o grande diferencial do EUA e da China e para que serve o diploma?
EUA: Sinal de habilidade e rede de contatos. o nome da faculdade abre portas, mas seu portfolio abre mais.
China: Sinal de obediência e mérito dentro do sistema nacional. A formação em uma faculdade mais famosa vai abrir portas e influencia toda sua vida.
Brasil: Diploma e sinal de concurso. é um carimbo para prova publica. O sistema educacional brasileiro não foi desenhado para criar empresa bilionária no campus, foi desenhado para dar diploma gratuito e formar quadro para o serviço publico. Isso explicar pq temos tantos graduados trabalhando de app.
Alguns erros em seu texto: Não é a USP que investe, ela recebe investimentos, e são muitissimo menores que Stanford (com dinheiro privado e muito público juntos).
A USP formou gente empreendedora importante para o país, como Cristina Junqueira (co-fundadora do Nubank), Marcelo Kalim (fundadora do C6 Bank), Ariel Lambrecht e colegas (fundadores da 99), Carlos Sanchez (fundador da EMS), Eduardo Baer (fundador da IFood), Roberto Klabin (sócio da KL & KL Participações). Nas federais há número imenso de outros exemplos como Miguel Krigsner (UFPR, fundador do Boticário), Jorge Moll Filho (UFRJ, fundador da Rede D’Or São Luiz), Cândido Lima (UFC, fundador da Hapvida), Solange Sobral (UFSCar, sócia da multinacional CI&T), etc.
Há uma campanha deliberada contra as nossas próprias instituições, como a falta de reconhecimento e esforço para destruir estas para fins escusos e comerciais de interesse próprio. É pouco, sim, mas para o nosso grau de investimento muitos fazem chover com pouco.
Perfeito comentário. A UFRJ é um celeiro de empreendedores e gestores da melhor qualidade, mesmo com “DCE” (que sim, na China e nos EUA têm, acabo de voltar de Tsinghua, e conheço BEM algumas universidades americanas…) que atrai uma minoria.
Há uma campanha orquestrada, repetida inclusive por nobres colegas foristas aqui deste espaço.
Essa estória de estado mínimo é conversa para trouxa…o maior fomentador de desenvolvimento continua o estado …basta verificar isso com o complexo bélico industrial americano .
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O que seria do SpaceX e do Elon Musk o trilionário, se não fosse o governo americano…depois criticam o BNDES …rsrsr
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Essa turma que adora criticar a presença do estado na economia, quando o estado investe em politicas econômicas de inclusão social na economia e desenvolvimentista …. porém …é a mesma que quer só para eles … o estado para cobrir os escândalos financeiros em bancos e em rombos em ações mau planejada pelo sistema financeiro .
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Quem não se lembra da crise de 2008 …criada pela especulação financeira que derrubou bancos fortes como o Lehman Brothers ? … foi o governo americano ( estado) que botou muita grana no mercado para salvar aqueles que criticam a presença do estado na economia.
O estado como fonte de desenvolvimento sempre que ele quer, desde a revolução industrial do século xviii até hoje. Dizer o contrário é IGNORÂNCIA de História básica, ensinado no fundamental.
A única ressalva é que todo o desenvolvimento técnico industrial não fica só pelo controle do estado, salvo os estados comunistas, a pesquisa, produção, e melhorias são muito compartilhadas com a iniciativa privada , especialmente as duas últimas fases.
Ao estado cabe fortemente os pedidos, sem eles, a história muda de figura.
Muito bom, como tudo da pena do Galante. Lembro que chamam ‘mito’, uma palavra muito carregada de herança histórica, mas que apenas substitui a palavra ‘mentira’, e mentira calculada pra fins de manipulação: propaganda, afinal, aquela que é inimiga da humanidade, como provou Goebbels, um dos capetas-patronos do advertising/marketing. A fórmula é, sempre, transformar o absurdo em mistério apagando as relações materiais e enaltecendo indivíduos tidos como excepcionais. Mas o pior, mesmo, é que nem se trata de invenção mas de um clichê em enésima iteração, o que certamente explica o sorriso no rosto de seus perpetradores. Sorriso sádico de quem se espanta com a boa fé daqueles que são enganados…
As grandes atuais e outras que já sumiram de fato começaram em garagens.
A IBM, Xerox por exemplo não.
A IBM sempre foi forte com o Governo Americano desde antes da SGM.