Da potência industrial à perda de densidade: como o Brasil viu a indústria cair de 48% para 24,7% do PIB

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Engesa EE-T1 Osório

País construiu uma das estruturas produtivas mais diversificadas do mundo em desenvolvimento, mas perdeu espaço em manufaturas, tecnologia e cadeias de fornecedores. Recuperação exige mais do que subsídios: estabilidade, investimento, inovação, educação técnica, infraestrutura e metas industriais verificáveis

Em 1985, a indústria brasileira vivia o ponto culminante de um processo de transformação iniciado décadas antes. O país produzia automóveis, aviões, navios, aço, máquinas, equipamentos elétricos, produtos químicos, combustíveis, eletrodomésticos e bens de consumo duráveis. A participação do conjunto das atividades industriais havia alcançado aproximadamente 48% do Produto Interno Bruto.

Quase quatro décadas depois, em 2024, essa parcela estava reduzida a 24,7% do PIB. A diferença de 23,3 pontos percentuais significa que o peso relativo da indústria na economia caiu praticamente pela metade. Os dados são da Confederação Nacional da Indústria, que acompanha a participação setorial com base nas contas nacionais.

A retração não significa que todas as fábricas desapareceram ou que o Brasil deixou de produzir bens industriais. A economia e a produção cresceram em valores absolutos durante o período. O que ocorreu foi uma perda relativa de importância, acompanhada pela redução da densidade de determinadas cadeias produtivas, pela maior dependência de componentes importados e pela especialização em segmentos associados a recursos naturais.

O resultado é uma indústria ainda grande e diversificada, mas menos capaz de comandar o crescimento, difundir tecnologia e sustentar uma presença internacional compatível com o tamanho da economia brasileira.

O que está incluído nos 48% e nos 24,7%

A comparação exige uma distinção importante. Os percentuais referem-se à indústria total, que inclui quatro grandes conjuntos de atividades:

  • indústria de transformação;
  • indústria extrativa, como mineração e petróleo;
  • eletricidade, gás, água, saneamento e gestão de resíduos;
  • construção civil.

Portanto, os 48% registrados em 1985 não correspondiam exclusivamente às fábricas de automóveis, máquinas, produtos químicos ou eletroeletrônicos.

Em 2024, somente a indústria de transformação representava 14,4% do PIB, empregava aproximadamente 7,8 milhões de trabalhadores formais e respondia por 62,4% dos investimentos empresariais em pesquisa e desenvolvimento. A indústria total, ao incluir construção, extração mineral e serviços industriais de utilidade pública, alcançava os 24,7%.

As comparações históricas também são afetadas por mudanças metodológicas, revisões das contas nacionais e variações dos preços relativos. O IEDI registrou, por exemplo, que uma mudança no ano de referência das contas nacionais reduziu a participação calculada da indústria em 2005 de 37,9%, na série antiga, para 30,3% na nova série. Isso ajuda a explicar por que diferentes estudos apresentam valores distintos para o pico da indústria de transformação em 1985.

A magnitude exata varia conforme a série utilizada, mas a direção é inequívoca: a indústria perdeu peso de forma intensa e persistente desde meados da década de 1980.

Crise na indústria brasileira

Como o Brasil construiu uma indústria quase completa

A industrialização brasileira foi resultado de uma estratégia de longo prazo baseada na substituição de importações, no investimento público, na proteção temporária do mercado interno e na atração de empresas estrangeiras.

O processo ganhou força depois da crise mundial de 1929, quando a dificuldade de importar produtos estimulou a produção nacional. Nas décadas seguintes, o Estado criou ou fortaleceu empresas em setores considerados fundamentais, como siderurgia, petróleo, mineração, energia e química.

A partir dos anos 1950, o Plano de Metas acelerou a instalação das indústrias automobilística, elétrica, mecânica e de bens duráveis. O BNDE — posteriormente BNDES — financiou infraestrutura, máquinas, insumos básicos e projetos industriais que exigiam capital elevado e prazos de maturação longos.

Na década de 1970, o II Plano Nacional de Desenvolvimento procurou completar as cadeias de bens de capital e insumos básicos. Foram apoiados projetos em siderurgia, petroquímica, fertilizantes, metais não ferrosos, celulose, equipamentos pesados e geração de energia.

Esse modelo teve custos. A proteção prolongada reduziu a pressão competitiva em alguns segmentos, produtos nacionais podiam ser caros e o sistema dependia de crédito público, controle das importações e planejamento governamental.

Mas também criou uma estrutura industrial que poucos países de renda média possuíam. O Brasil desenvolveu empresas, centros tecnológicos, escolas de engenharia, fornecedores de peças, fabricantes de máquinas e uma força de trabalho industrial numerosa.

Entre 1967 e 1980, o produto real da indústria de transformação mais do que triplicou. O país deixou de ser essencialmente um exportador de produtos agrícolas e passou a produzir praticamente todas as categorias industriais presentes nas economias desenvolvidas.

Na década de 1970, a indústria naval brasileira viveu o seu período de maior ouro e expansão, alcançando o posto de segunda maior construtora naval do mundo. Impulsionada por fortes incentivos estatais, como o Fundo da Marinha Mercante e encomendas para a frota nacional, o setor gerou milhares de empregos e produziu grandes navios de carga e petroleiros

 

A crise dos anos 1980 interrompeu o ciclo

O ápice industrial coincidiu com o esgotamento do modelo que havia sustentado sua expansão.

O segundo choque do petróleo, a elevação dos juros internacionais e a crise da dívida externa atingiram uma economia dependente de financiamento estrangeiro. O governo reduziu investimentos, empresas adiaram projetos e a inflação acelerou.

Durante a década de 1980, a produção industrial apresentou queda média próxima de 2% ao ano, desempenho muito inferior ao observado no pós-guerra. Em vez de modernizar máquinas, desenvolver produtos e ampliar capacidade, grande parte das empresas concentrou esforços na sobrevivência em um ambiente de inflação, instabilidade cambial e baixo crescimento.

A indústria chegou a 1985 com grande peso no PIB, mas também com equipamentos envelhecidos, produtividade desigual, dependência tecnológica e dificuldade de financiamento. O percentual elevado refletia a estrutura produtiva construída nas décadas anteriores, não necessariamente uma posição sustentável diante das mudanças que começavam a ocorrer na economia mundial.

A abertura comercial trouxe modernização e perdas

No início da década de 1990, o Brasil reduziu tarifas e barreiras às importações em ritmo acelerado. A abertura expôs empresas nacionais à concorrência de produtos estrangeiros depois de décadas de mercado protegido.

Parte da indústria reagiu com modernização. Empresas importaram máquinas, reduziram estoques, reorganizaram linhas de produção, eliminaram atividades ineficientes e elevaram a produtividade. Estudos do BNDES identificaram ganhos de eficiência e competitividade em vários segmentos.

Mas o choque também provocou fechamento de empresas, redução do emprego e substituição de fornecedores nacionais por componentes importados. Cadeias que antes eram quase totalmente produzidas no país passaram a depender mais do exterior.

Uma análise publicada pelo BNDES concluiu que a abertura não agiu isoladamente. A combinação entre concorrência externa, baixo dinamismo do mercado interno e investimento insuficiente estimulou uma especialização passiva: cresceram principalmente setores com capacidade exportadora ou menos expostos às importações, enquanto atividades tecnologicamente mais complexas perderam espaço.

A abertura era necessária para romper a acomodação criada pela proteção excessiva. O problema foi realizá-la sem um conjunto suficientemente forte e duradouro de políticas de inovação, crédito, infraestrutura, qualificação e inserção internacional.

A estabilização não foi acompanhada por um novo projeto produtivo

O Plano Real encerrou a hiperinflação e criou condições indispensáveis para o planejamento empresarial. Ao mesmo tempo, durante diferentes períodos, juros elevados e valorização cambial baratearam produtos importados e tornaram a produção brasileira menos competitiva.

A indústria passou a enfrentar uma combinação difícil: crédito caro, carga tributária complexa, infraestrutura deficiente e concorrência de países que mantinham políticas industriais, moedas competitivas e financiamento de longo prazo.

A estabilidade monetária resolveu um dos maiores obstáculos da década anterior, mas não foi convertida automaticamente em uma estratégia de modernização industrial.

As políticas setoriais adotadas nas décadas seguintes foram frequentemente alteradas, interrompidas ou substituídas a cada governo. Empresas que planejavam investimentos com retorno em dez ou 20 anos encontravam um ambiente no qual regras tributárias, regimes de incentivo, exigências de conteúdo local e condições de financiamento podiam mudar em poucos exercícios.

Commodities, câmbio e a especialização em recursos naturais

Nos anos 2000, o crescimento da China elevou fortemente a demanda e os preços de minério de ferro, petróleo, soja, carnes e outros produtos nos quais o Brasil possuía vantagens competitivas.

O aumento das exportações gerou divisas, melhorou as contas externas e ajudou a financiar o crescimento do consumo. Entretanto, a entrada de dólares e os juros elevados contribuíram, em alguns períodos, para a valorização do real.

A literatura econômica relaciona a combinação entre exportações de commodities e câmbio valorizado ao risco de “doença holandesa”: atividades baseadas em recursos naturais continuam competitivas, enquanto indústrias sujeitas à concorrência internacional perdem rentabilidade e mercado. Estudos brasileiros encontraram evidências de que a maior participação das commodities nas exportações esteve associada à apreciação cambial e à redução da competitividade de setores manufatureiros.

Isso não significa que o sucesso do agronegócio, da mineração ou do petróleo seja responsável isoladamente pela desindustrialização. Esses setores são produtivos, geram exportações e demandam máquinas, fertilizantes, software, logística e serviços especializados.

O problema aparece quando o país exporta recursos naturais, mas importa parte crescente dos equipamentos, componentes eletrônicos, princípios ativos, produtos químicos, máquinas e sistemas utilizados para produzi-los.

Uma estratégia industrial moderna não deve combater as commodities. Deve utilizar a escala da agricultura, da mineração, da energia e do petróleo para desenvolver máquinas, biotecnologia, química, automação, equipamentos offshore, softwares e materiais de maior valor agregado.

A concorrência chinesa alterou o mercado mundial

A entrada da China na Organização Mundial do Comércio, em 2001, modificou a estrutura industrial global.

A combinação de mão de obra qualificada, infraestrutura, crédito, escala, fornecedores integrados e políticas governamentais permitiu que a China se tornasse dominante em eletrônicos, máquinas, produtos químicos, equipamentos de telecomunicações, painéis solares, baterias e veículos elétricos.

Para o Brasil, a relação trouxe dois movimentos simultâneos. A China tornou-se o principal comprador de commodities brasileiras e, ao mesmo tempo, um fornecedor crescente de bens manufaturados.

A partir dos anos 2000, a estrutura industrial brasileira tornou-se mais especializada em atividades que já possuíam grande peso, sem avanço equivalente da intensidade tecnológica. Estudos do BNDES identificaram que essa especialização começou na primeira metade da década de 1990 e se aprofundou posteriormente.

A indústria brasileira não perdeu apenas espaço na produção de artigos simples. A regressão atingiu segmentos de média e alta tecnologia, justamente aqueles que concentram pesquisa, engenheiros, patentes e maior potencial de crescimento da produtividade.

O Custo Brasil tornou-se uma desvantagem acumulativa

Produzir no Brasil envolve obstáculos que se reforçam mutuamente.

O sistema tributário anterior à reforma aprovada em 2023 reunia impostos federais, estaduais e municipais com bases parcialmente sobrepostas, créditos incompletos e grande insegurança jurídica. A OCDE avaliou que essa estrutura distorcia decisões de produção, criava litígios e elevava os custos administrativos das empresas.

A infraestrutura também reduz a competitividade. Rodovias em condições inadequadas, malha ferroviária insuficiente e baixa eficiência portuária aumentam o custo de transportar matérias-primas e produtos acabados. No levantamento de competitividade da CNI para 2023–2024, o Brasil ficou na 15ª posição em infraestrutura entre 18 economias analisadas.

O custo do crédito afeta especialmente empresas que precisam financiar máquinas, estoques, pesquisa e exportações. Uma indústria não pode ser modernizada apenas com capital de giro de curto prazo ou empréstimos com taxas incompatíveis com o retorno de projetos de longa maturação.

Somam-se a isso deficiências na educação básica, escassez de técnicos em determinadas especialidades, baixa integração entre universidades e empresas e dificuldades para pequenas companhias incorporarem automação e tecnologia digital.

O resultado apareceu no ranking de competitividade industrial da CNI: o Brasil ficou em último lugar entre 18 países, com desempenho fraco em ambiente econômico, educação, infraestrutura, integração internacional, inovação empresarial e ambiente de negócios. O levantamento é produzido por uma entidade representativa da indústria, mas os gargalos identificados coincidem em grande parte com diagnósticos da OCDE e do Banco Mundial.

A recessão de 2014 a 2016 aprofundou a perda

A crise econômica iniciada em meados da década passada atingiu uma indústria que já apresentava baixo investimento e produtividade estagnada.

A queda da demanda, o endividamento das empresas, a incerteza política e a redução dos investimentos públicos provocaram forte retração em máquinas, construção, automóveis, bens duráveis e outros setores dependentes do crédito.

Entre 2013 e 2023, enquanto a agropecuária cresceu em média 3,3% ao ano e os serviços avançaram 0,8%, a indústria de transformação encolheu 1,8% ao ano.

A perda prolongada de produção possui efeitos que não são recuperados rapidamente. Quando uma fábrica fecha, desaparecem também fornecedores, equipes de engenharia, ferramenteiros, técnicos, laboratórios e relações comerciais acumuladas durante anos.

Reabrir uma unidade não significa reconstruir automaticamente todo o conhecimento que existia ao redor dela.

Por que a perda industrial preocupa

A indústria não é o único setor capaz de gerar produtividade, inovação ou bons empregos. Serviços digitais, finanças, logística, engenharia e pesquisa também podem produzir grande valor.

Mas boa parte desses serviços sofisticados cresce em associação com a atividade industrial. Fábricas demandam software, manutenção, projetos, telecomunicações, transporte, design, certificação e desenvolvimento tecnológico.

Segundo a CNI, cada R$ 1 produzido pela indústria de transformação gera R$ 2,69 na economia brasileira, considerando seus efeitos diretos e indiretos. O segmento também responde por 62,4% do investimento empresarial em pesquisa e desenvolvimento e por 47,6% das exportações brasileiras de bens e serviços.

A perda de densidade industrial reduz a autonomia do país em áreas estratégicas. A pandemia demonstrou a dependência externa de princípios ativos farmacêuticos, equipamentos médicos, componentes eletrônicos e insumos essenciais.

Em setores de defesa, energia, telecomunicações e saúde, a capacidade produtiva também possui dimensão de soberania. Um país pode importar grande parte do que consome em condições normais, mas descobrir sua vulnerabilidade quando há guerra, sanções, pandemia ou interrupção logística.

O crescimento de 2024 não encerrou a desindustrialização

A indústria brasileira teve um ano positivo em 2024. O PIB nacional cresceu 3,4%, a indústria avançou 3,3%, a transformação cresceu 3,8% e a construção aumentou 4,3%. A expansão manufatureira foi favorecida principalmente pelas indústrias automotiva, de equipamentos de transporte, máquinas elétricas, alimentos e móveis.

A taxa de investimento subiu de 16,4% para 17% do PIB. Ainda assim, permaneceu baixa diante das necessidades de infraestrutura, modernização produtiva e transição energética do país.

O desempenho mostrou que existe capacidade de reação quando demanda, crédito e investimento melhoram. Mas um ano de crescimento não reconstrói quatro décadas de perda relativa.

Mesmo depois da recuperação, a participação industrial permaneceu em 24,7%, e a indústria de transformação representava somente 14,4% do PIB.

Recuperar a indústria não significa voltar a 1985

Uma política de reindustrialização não deve tentar reproduzir a estrutura produtiva dos anos 1980.

O mundo atual é marcado por inteligência artificial, automação, transição energética, cadeias globais, serviços incorporados aos produtos e competição por tecnologias estratégicas. O objetivo não deve ser maximizar a participação industrial a qualquer custo, mas elevar a produtividade, a complexidade e o conteúdo tecnológico da produção.

Também não seria realista imaginar que o Brasil deva fabricar internamente todos os componentes que consome. Nenhum país moderno é autossuficiente em todas as cadeias.

A prioridade deve ser identificar setores nos quais o Brasil possui mercado, conhecimento, recursos naturais ou necessidades estratégicas capazes de sustentar empresas competitivas.

Estabilidade e crédito de longo prazo

A primeira condição para uma recuperação industrial é um ambiente macroeconômico previsível.

Inflação controlada, responsabilidade fiscal e estabilidade regulatória reduzem o risco e permitem juros estruturalmente menores. O crédito subsidiado pode apoiar inovação e projetos estratégicos, mas não consegue compensar indefinidamente um ambiente no qual o custo geral do capital permanece elevado.

BNDES, Finep, bancos privados e mercado de capitais precisam oferecer instrumentos adequados para inovação, exportações, máquinas, eficiência energética e implantação de fábricas pioneiras.

O Plano Mais Produção, braço financeiro da Nova Indústria Brasil, previa originalmente cerca de R$ 300 bilhões para projetos entre 2023 e 2026. Até maio de 2026, o BNDES informava ter aprovado R$ 287,4 bilhões em operações relacionadas à política, concentradas principalmente em produtividade, exportações, inovação e descarbonização.

O volume de crédito, entretanto, não deve ser a única medida de sucesso. É necessário acompanhar quantas tecnologias foram desenvolvidas, quantos fornecedores nacionais foram qualificados, quanto aumentaram as exportações e qual ganho de produtividade foi obtido.

Concluir a reforma tributária

A implementação da reforma dos tributos sobre o consumo pode representar uma das maiores mudanças estruturais para a indústria.

A substituição do sistema fragmentado por impostos de base ampla, cobrança no destino e créditos financeiros tende a reduzir a tributação em cascata, simplificar cadeias e diminuir disputas entre estados.

A reforma precisa preservar o princípio de não tributar investimentos e exportações e assegurar a devolução rápida de créditos. Uma indústria exportadora não pode carregar impostos domésticos incorporados ao preço de seus produtos.

A transição também exigirá atenção. Sistemas antigos e novos coexistirão durante vários anos, criando o risco de custos adicionais caso regulamentação, tecnologia e administração tributária não estejam coordenadas. A OCDE considera a reforma uma oportunidade para remover distorções que há décadas prejudicam o investimento e o comércio interno.

Transformar infraestrutura em política industrial

Ferrovias, portos, energia, saneamento e telecomunicações não são apenas serviços de apoio. São parte da competitividade industrial.

O Brasil precisa reduzir o custo de transportar um contêiner, aumentar a confiabilidade do fornecimento elétrico, ampliar a capacidade dos portos e oferecer conectividade digital às pequenas e médias empresas.

Concessões privadas, parcerias público-privadas e investimento estatal devem ser combinados de acordo com as características de cada projeto. O fundamental é estabelecer uma carteira de longo prazo, com licenciamento previsível e regras que não sejam alteradas a cada mandato.

A expansão da energia renovável oferece uma vantagem particular. Hidrelétricas, eólicas, solares, biomassa e biocombustíveis podem atrair indústrias interessadas em reduzir emissões e atender às exigências ambientais de seus mercados.

Fazer da descarbonização uma vantagem produtiva

O Brasil possui condições para desenvolver cadeias de aço de baixo carbono, combustíveis sustentáveis de aviação, hidrogênio, biometano, química renovável, baterias, equipamentos eólicos e sistemas de captura de carbono.

A transição verde, contudo, não produzirá industrialização automaticamente. O país poderá limitar-se a exportar minério, eletricidade ou hidrogênio, importando as máquinas e tecnologias utilizadas na cadeia.

A política industrial deve estimular pesquisa, engenharia e fabricação local de equipamentos, sem impor índices de nacionalização artificiais que elevem custos e protejam fornecedores ineficientes.

O apoio pode ser condicionado a metas progressivas de produtividade, exportação, inovação, redução de emissões e formação de fornecedores.

Usar compras públicas com metas verificáveis

O Estado brasileiro compra medicamentos, equipamentos hospitalares, veículos, sistemas de comunicação, material ferroviário, soluções de defesa e produtos para educação e infraestrutura.

Essas encomendas podem criar demanda inicial para novas tecnologias e permitir que empresas alcancem escala. O instrumento é utilizado por grandes economias, especialmente em defesa, saúde, energia e tecnologia.

Mas compras públicas não devem se transformar em reserva permanente de mercado. Contratos precisam estabelecer preço, desempenho, transferência de conhecimento, exportações, prazos e avaliações independentes.

Empresas que recebem apoio devem mostrar resultados. Incentivos sem metas, prazo de encerramento e avaliação podem perpetuar baixa produtividade e transferir custos ao consumidor.

Integrar a indústria brasileira ao comércio mundial

Reindustrialização e abertura comercial não são objetivos incompatíveis.

A indústria precisa importar máquinas, sensores, componentes e tecnologia. Ao mesmo tempo, deve ampliar sua presença no exterior e integrar-se a cadeias internacionais em posições de maior valor agregado.

A redução de tarifas deve ser gradual, previsível e acompanhada por acordos comerciais, financiamento às exportações, infraestrutura e medidas de adaptação para trabalhadores e regiões afetadas.

Abrir unilateralmente um mercado com infraestrutura cara, crédito escasso e tributação complexa pode destruir empresas antes que consigam modernizar-se. Por outro lado, manter proteção indefinida reduz a pressão por produtividade.

A solução é uma abertura negociada e vinculada a uma agenda interna de competitividade.

Reaproximar escolas, universidades e fábricas

A recuperação industrial dependerá da formação de técnicos, engenheiros, programadores, operadores de robôs, soldadores especializados e profissionais de manutenção.

O ensino técnico precisa acompanhar os polos produtivos regionais. Regiões automotivas necessitam de mecatrônica, eletrônica de potência e software embarcado; estaleiros demandam soldagem, tubulação e projeto naval; o agronegócio precisa de automação, drones, máquinas e biotecnologia.

Universidades e institutos de pesquisa devem ser incentivados a trabalhar com empresas sem abandonar a pesquisa básica. Laboratórios compartilhados, bolsas industriais e centros de desenvolvimento podem reduzir a distância entre a produção científica e a inovação comercial.

A formação não termina com o diploma. Trabalhadores precisarão ser requalificados continuamente diante da automação e da inteligência artificial.

Digitalizar as pequenas e médias empresas

A modernização não pode ficar restrita às grandes corporações.

Pequenos fornecedores frequentemente operam com equipamentos antigos, gestão manual, baixo acesso a crédito e pouca capacidade de investir em automação. Como fazem parte das cadeias das grandes empresas, sua baixa produtividade afeta todo o sistema.

Programas de extensão tecnológica podem levar diagnóstico, software, sensores, eficiência energética, treinamento e financiamento a essas empresas.

A Nova Indústria Brasil destinou recursos à transformação digital de micro, pequenas e médias empresas, mas o êxito dependerá de assistência técnica prática e de acompanhamento dos ganhos obtidos, não apenas da compra de máquinas.

Uma política de Estado, não de governo

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) foi construída durante o primeiro governo Vargas em um contexto de desenvolvimento calcado no Estado Nacional. Foto: Construção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), 1941. Arquivo Nacional

O Brasil já lançou diferentes políticas industriais nas últimas décadas. Muitas perderam recursos, foram substituídas ou encerradas antes que seus efeitos pudessem ser avaliados.

A recuperação exige continuidade institucional, mas continuidade não significa manter programas ineficientes.

Uma política industrial de Estado deve possuir:

  • metas públicas e mensuráveis;
  • horizonte de longo prazo;
  • avaliações periódicas;
  • coordenação entre governo, empresas e universidades;
  • mecanismos para encerrar incentivos que não produzam resultados;
  • transparência sobre custos e beneficiários;
  • estímulo à concorrência e à entrada de novas empresas.

As seis missões da Nova Indústria Brasil — agroindústria, saúde, infraestrutura e mobilidade, transformação digital, bioeconomia e defesa — oferecem uma estrutura possível. O desafio é transformar objetivos amplos em projetos capazes de elevar produtividade, exportações e conteúdo tecnológico até 2033.

O país não precisa escolher entre fazenda, mina e fábrica

O debate sobre desindustrialização é frequentemente apresentado como uma disputa entre indústria e agronegócio ou entre manufatura e mineração.

Essa oposição é falsa.

Uma agricultura avançada depende de fertilizantes, defensivos, máquinas, satélites, sensores, genética e software. A exploração de petróleo demanda navios, plataformas, válvulas, equipamentos submarinos e sistemas digitais. A mineração utiliza caminhões autônomos, processamento mineral, engenharia e energia.

O caminho mais promissor é utilizar as vantagens brasileiras em alimentos, minerais, petróleo, biodiversidade e energia para construir cadeias industriais e tecnológicas ao redor delas.

O Brasil não recuperará a indústria tentando proteger toda empresa existente nem esperando que o mercado resolva sozinho gargalos acumulados durante 40 anos.

A reconstrução exigirá uma combinação: estabilidade macroeconômica, concorrência, investimento, planejamento, educação, inovação e cobrança rigorosa de resultados.

A queda de 48% para 24,7% do PIB resume o tamanho da perda relativa. Mas não determina o futuro. O país ainda possui mercado interno, empresas competitivas, universidades, recursos naturais, energia renovável e uma base industrial capaz de sustentar uma nova etapa.

A questão central não é recriar a indústria de 1985. É construir a indústria de que o Brasil precisará em 2035 e 2050.■



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José Gregório
José Gregório
14 dias atrás

Reaproximar escolas, universidades e fábricas é o mais difícil, nossas escolas e universidades foram aparelhadas pelos vermelhos, que não querem nada com trabalho e pesquisa, vivem em greve, só querem plano de cargos e salários sem fazer força, a maioria das públicas vive sem apresentar nenhum avanço tecnológico para o país, é tudo faz de conta, quanto às escolas, bem, ainda estão discutindo se devem colocar um terceiro banheiro para trans…infelizmente os canhotos acabaram com a educação, afinal um país de mentecaptos é mais fácil de convencer com promessa de picanha, abóbora e café da manhã grátis.

José
José
Responder para  José Gregório
13 dias atrás

Toda a hora alguns tem que politizar e falar besteira. Isso é papo de gado acéfalo que não gosta de universidades públicas! Quem não gosta de ciências e pesquisa é a direita. Que no desgoverno do presidiário quase faliu nosso sistema educacional acabando com a maioria das pesquisas e afugentando nossos cientistas.

João
João
Responder para  José
13 dias atrás

Parece q desconhece as universidades…
Professores tem desistido de aplicar avaliações e estimular pesquisas. Mal sabem ler.

Nativo
Nativo
Responder para  José Gregório
13 dias atrás

Ok
Ness país de mentecaptos, a solução apresentada por quem se diz de direita, são escolas que s ensinam a dizer amém ou prestar continência.

Lucas
Lucas
Responder para  Nativo
13 dias atrás

Um dos problemas é que em vez de termos no Congresso a bancada do ensino, da ciência, tecnologia, indústria, temos a bancada do agro e todo o atraso que representam.
E mesmo assim, tem de agradecer ao Estado com seus financiamentos e com a fantástica EMBRAPA.

João
João
Responder para  Lucas
13 dias atrás

Não. O agora não é contra a industrialização.
Inclusive, é quem mais briga por infraestrutura q é benéfica a ambas as áreas.

Gabriel BR
Gabriel BR
Responder para  Lucas
13 dias atrás

A canhotada FALIU a EMBRAPA!

João
João
Responder para  Nativo
13 dias atrás

Não, ensinam estudar.
Só ver os resultados dos alunos. Simples assim.

Nativo
Nativo
Responder para  João
13 dias atrás

Nem vão aprender nada além de amém, com a outra turma da direita.

NBS
NBS
Responder para  José Gregório
13 dias atrás

Uma opinião profundamente carregada pela ideologia da direita sobre o suposto “aparelhamento” das instituições de ensino constitui, por si só, um risco para a sociedade. Muitos pregam o enfraquecimento ou até o fim da educação pública, mas, ironicamente, apenas para os pobres, pois os filhos dos ricos continuam estudando. Essa acusação é apenas uma forma de fugir dos fatos. São essas instituições que formam médicos, engenheiros, professores e pesquisadores e que produzem grande parte da ciência nacional, apesar do financiamento insuficiente e das sucessivas tentativas de desmonte.
Greves não significam rejeição ao trabalho, mas reivindicação por condições dignas, estrutura, salários e continuidade das atividades acadêmicas. Planos de carreira não são privilégios: são instrumentos para atrair e manter profissionais qualificados. Reduzir o debate educacional à existência de banheiros inclusivos revela mais preconceito do que preocupação com a aprendizagem, pois boa parte dos problemas da educação decorre justamente de seu enfraquecimento estrutural.
O orçamento público representa escolhas políticas. No entanto, grande parte do Congresso restringe investimentos em educação e saúde em nome das exigências do “mercado”, enquanto repete previsões apocalípticas sobre a dívida pública e o risco de o país quebrar. Na prática, preservam-se o rentismo e os interesses das parcelas mais ricas, enquanto os pobres, os trabalhadores e os serviços públicos são apresentados como responsáveis pelos problemas fiscais.
Respeitar estudantes trans não impede a pesquisa, a inovação, o ensino de matemática ou a formação profissional. O verdadeiro atraso está em atacar professores, desprezar a ciência e transformar minorias em inimigos imaginários. Um país não se torna mais inteligente alimentando o ódio ideológico, mas investindo em educação, ciência, trabalho, diversidade e conhecimento.

Santamariense
Santamariense
Responder para  NBS
13 dias atrás

O Conselho Nacional de Educação, desde 2010, recomenda e preconiza que não sejam reprovados alunos entre o 1⁰ e o 3⁰ anos do ensino fundamental.
Aqui no RS, agora em 2026 o governo do estado aprovou e implantou diretriz em que o aluno, a partir do 4⁰ ano do ensino fundamental, pode avançar para a série seguinte mesmo se for reprovado em até quatro disciplinas, por meio do sistema de progressão parcial.
E vocês querem dizer que o ensino público, que começa lá na base, no início da formação, é qualificado? Ora, por favor…não pensem que todo mundo é igual a vocês.

Última edição 13 dias atrás por Santamariense
Lucas
Lucas
Responder para  Santamariense
13 dias atrás

É melhor as crianças, normalmente carentes, serem aprovadas desse jeito do que serem reprovadas uma, duas vezes e largar a escola para ajudar o pai na obra em que trabalha.
Ou vender balas no sinal.

Alex-RJ
Alex-RJ
Responder para  Lucas
13 dias atrás

Imposto jogdo no lixo.

Leandro
Leandro
Responder para  Lucas
13 dias atrás

Não seria melhor simplesmente melhorar a qualidade do ensino para que isso não aconteça? Porque os indicativos de qualidade da educação tomam por base o número de aprovados.

Lucas
Lucas
Responder para  Leandro
13 dias atrás

Certamente.
Mas é um segundo passo.

Leandro
Leandro
Responder para  Lucas
13 dias atrás

Estamos nesse segundo passo tem MUITO tempo. O problema é que a meta do governo é sempre melhorar os indicadores, mas nunca efetivamente mehoram a educação porque os indicadores, baseados em aprovação, estão sempre altos.

Este país é uma enganação.

Mesma coisa os programas sociais. Eles são medidos pela quantidade de pessoas beneficiadas ao invés de quantidade de pessoas que passaram pelos programas e saíram, porque não existe uma rede de apoio, um protocolo inexoravelmente ligado à esses programas para requalificação profissional e inserção no mercado de trabalho.

Ou seja, esses programas não terão fim.

Lucas
Lucas
Responder para  Leandro
13 dias atrás

Alguma coisa melhorou.
Em 1970, o analfabetismo no Brasil alcançava 33,6 % da população.
Hoje, 4,9%.
Devemos lembrar que ainda somos um país relativamente pobre com todas as mazelas inerentes a isso.

João
João
Responder para  Lucas
13 dias atrás

Minha avó com a 4ª série escreve e interpreta melhor q os universitários de hoje….
Um fato lamentável….

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  Lucas
12 dias atrás

E claro que o analfabetismo “melhorou”, ninguém e mais reprovado por não saber ler.

Ai fica fácil enganar um cidadão com esses dados mequetrefes. E pelo jeito está funcionando.

Atirador 33
Atirador 33
Responder para  Leandro
13 dias atrás

Assino embaixo do seu comentário, essa segunda etapa tem muitos, mas muitos anos, tanque que paises com indicadores inferiores aos nossos nos anos 70 ja são potências econômicas e educacionais.

Enquanto isso nosso Brasil avança para trás, somos uma fábrica de produção de analfabetos funcionais.

Mas manter o povo na ignorância, é mais fácil para se manterem no poder.

João
João
Responder para  Leandro
13 dias atrás

Fora, as máscaras.
Trocar o nome de alfabetização pra primeiro ano, pra mascarar resultados pífios.

João
João
Responder para  Lucas
13 dias atrás

Pois é….
Há 5, CINCO, administrações, que os passos estão pra trás…..

Deadeye
Deadeye
Responder para  Leandro
13 dias atrás

Eu posso ser enviesado porque fiz o Ensino Médio no IFSP. Porém existe ensino de elite no Brasil e publico, e eles se em encontram nos Institutos Federais, ETECs e FATECs da vida.

Deadeye
Deadeye
Responder para  Deadeye
13 dias atrás

Adendo que faltou citar: Tais instituições de Ensino tem altas aprovações em Universidades e as médias mais altas no ENEM

João
João
Responder para  Deadeye
13 dias atrás

Vc vai realmente comprar os institutos e escolas federais com as outras públicas?????

Sério mesmo????

Deadeye
Deadeye
Responder para  João
13 dias atrás

Sim. Por que ele é o modelo publico que funciona, não sabe interpretar o que disse?

O erro é o modelo dos IFs e das ETECs e FATECs não ser o padrão. Acho que a sua __________

EDITADO

Deadeye
Deadeye
Responder para  João
13 dias atrás

Sim. O erro é eles não serem a REGRA ou você sabe interpretar de forma inferida?

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
Responder para  Deadeye
12 dias atrás

Acredito que o principal fator não seja o ensino nos IFs e ETECs ser muito melhor que nas demais escolas públicas, mas o fato deles selecionarem seus estudantes por meio de um vestibulinho que separa os alunos mais inteligentes e/ou estudiosos dos demais. Nas demais escolas não há essa seleção e muita gente puxa a nota para baixo.
Eu sempre estudei em escola pública e fiz curso técnico em ETEC e achei o nível dos professores bem parecido. Já o nível dos alunos da ETEC era um pouco mais alto.

João
João
Responder para  Leandro
13 dias atrás

Perfeito

Santamariense
Santamariense
Responder para  Lucas
13 dias atrás

Isso…daí chegam ao final do 3⁰ ano sem saber ler duas palavras na sequência…analfabetismo funcional institucionalizado. E sendo aprovadas assim, também vão trabalhar na obra depois de “formadas”, pois não vão ser capazes de algo melhor.

Última edição 13 dias atrás por Santamariense
Lucas
Lucas
Responder para  Santamariense
13 dias atrás

Pelo menos ele pode, bem ou mal, aprender algo e ser, quem sabe, um mestre de obras.
Se desistir e abandonar, certamente será sempre auxiliar de pedreiro.
Muitos professores, educadores, sociólogos, profissionais da educação em geral já estudaram esse assunto e chegaram a essa conclusão.
Não seremos nós que apresentaremos a solução.

João
João
Responder para  Lucas
13 dias atrás

Estudaram?
Sério?

Se deleitam na estrutura muito mal formada por eles, pra surfar na beneces de estudos e bolsas, enquanto os pobres não tem um ensino digno.

Faca-me o favor….

Carlos
Carlos
Responder para  Santamariense
13 dias atrás

Não sei se tu sabe, mas algumas escolas têm a tal de “folhinha “. Professor nao escreve e alunos nao copiam, ja vem impresso. Tem como tirar algo de bom disso?

Última edição 13 dias atrás por Carlos
MMerlin
MMerlin
Responder para  Lucas
13 dias atrás

Meu canário…

A que ponto chegamos…

Última edição 13 dias atrás por MMerlin
Lucas
Lucas
Responder para  MMerlin
13 dias atrás

Acredite.
Já foi pior.

MMerlin
MMerlin
Responder para  Lucas
13 dias atrás

“Acredite. Já foi pior.”

Certo.
Então porque já foi pior não é preciso melhorar.
Então porque já foi pior não existe falhas que precisam ser corrigidas.
Então porque já foi pior é melhor não ter um ensino rigoroso e de qualidade com os alunos porque senão eles acabam indo para a estatística da evasão escolar.

E é exatamente por este de pensamento que vemos docente e alunos desmotivados com o ensino público, uma vez desvaloriza os primeiros e destimula os segundos.

Mas o que importa são as os índices.
Se o Estado consegue oferecer um ensino forte, de qualidade com estrutura robusta, onde os alunos consigam chegar ao fim do ensino médio com conhecimento e boas chances de entrar numa universidade e, o principal, se posicionar bem no mercado, bem, isso não importa muito.
Sabendo ler e escrever está valendo.

Meu canário…

João
João
Responder para  Lucas
13 dias atrás

É melhor o ensino ser de QUALIDADE

Pedro
Pedro
Responder para  Lucas
13 dias atrás

E acha que vão fazer o que se formando sem saber nem escrever? Se o objetivo é ter um diploma sem saber fazer nada, não precisa nem ir pra escola, melhor distribuir os diplomas por correio. Pelo menos não gastamos dinheiro com essa “educação”.

NBS
NBS
Responder para  Santamariense
13 dias atrás

É verdade que essa é a norma, mas é importante compreender o contexto em que a decisão foi tomada. Ela está relacionada à ampliação do ensino fundamental para nove anos e ao reconhecimento de que a alfabetização não ocorre no mesmo ritmo para todas as crianças. Já existia uma cultura de reprovação, muitas vezes tratada equivocadamente como demonstração de rigor. Entretanto, o papel do professor é ensinar, e seu sucesso deve estar relacionado à capacidade de promover a aprendizagem, e não ao número de reprovações. A intenção da norma não era simplesmente aprovar todos os alunos, mas garantir avaliação contínua, identificação das dificuldades, recuperação e apoio pedagógico durante o ciclo.
A educação é uma responsabilidade compartilhada entre municípios, estados e governo federal, embora a gestão das escolas municipais caiba aos respectivos municípios. É nesse ponto que surgem muitos dos problemas. Existem ilhas de excelência quando a população escolhe bons gestores, capazes de investir, planejar e conduzir políticas educacionais eficientes. Ao mesmo tempo, os municípios recebem recursos federais para a merenda escolar, a manutenção do ensino e a valorização dos professores, justamente porque a capacidade administrativa e as prioridades dos gestores locais variam muito.
Para parte da direita brasileira, a educação é tratada menos como prioridade e mais como palco de disputas ideológicas sobre costumes, ensino domiciliar e escolas cívico-militares. Em geral, essas propostas são direcionadas aos pobres, enquanto os filhos das famílias ricas continuam frequentando escolas tradicionais e bem estruturadas. Subordinar o conhecimento científico a crenças particulares, desvalorizar os professores e defender modelos que ampliam as desigualdades não melhora a educação. Esse é um problema que, assim como a segurança pública, exige maior coordenação e responsabilidade do governo federal, embora o atual modelo constitucional limite essa centralização.

Lucas
Lucas
Responder para  NBS
13 dias atrás

Exato.
Esse assunto foi exaustivamente estudado pelos especialistas da área.
Muita gente boa envolvida.

João
João
Responder para  Lucas
13 dias atrás

Parede então q os especialistas estão certíssimos…

Na Coreia do Sul, Alemanha, Taiwan, Singapura, EUA, estão todos errados….

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  NBS
12 dias atrás

E para parte da esquerda, o importante e cumprir a estatística.

E da onde você tirou que para a direita a educação não é importante?

Você citou as escolas cívico militares, para você com sua analise rasa elas servem apenas para jurar bandeira o que um equivoco. O objetivo dessas escolas é reforçar valores como respeito e responsabilidade por meio de maior organização e disciplina (algo que está em falta nos jovens de hoje). Os estudantes dessas escolas possuem um bom desempenho acadêmico (cerca de 10% menos reprovações das outras escolas publicas). Um outro fator importante e que os casos de violência escolar são muito menores que nas outras escolas publicas. Isso e importante porque hoje em dia as escolas publicas possuem altos índices de violência contra os professores e entre os alunos.

Vocês são engraçados, atacam o que está dando certo, mas tentam passar pano para algo que a mais de 20 anos tem dado errado (aprovação automática). Vocês defendem aquilo que indefensável.

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  Santamariense
12 dias atrás

Aqui em São Paulo, desde os anos 90 que é assim.

Vilson Coutinho
Vilson Coutinho
Responder para  NBS
13 dias atrás

Linha de pensamentos dentro da lógica.

João
João
Responder para  NBS
13 dias atrás

Fato é que:
O ensino no Brasil está TERRÍVEL, e quem mais contribuiu pra isso já está na 5ª administração.
Isso é incontestável!

NBS
NBS
Responder para  João
13 dias atrás

Temos que fazer uma defesa insistente da educação. Uma sociedade bem formada é uma sociedade rica em todos os sentidos, e isso inclui o desenvolvimento das habilidades necessárias para que cada pessoa possa exercer plenamente a sua cidadania.

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  NBS
12 dias atrás

Sim exatamente, mas não é empurrando aluno para as próximas series sem entender nada da serie anterior.

Pedro
Pedro
Responder para  NBS
13 dias atrás

Uma opinião é um risco para sociedade?? ah..essa “democracia” linda que vcs pregam.

Hamom
Hamom
Responder para  José Gregório
13 dias atrás

O “identitarismo” é uma desgraça para o país,
e infelizmente o bolsonarista de direita, conservador, pseudo cristão e “azul”; é só mais um identitário colocado para jogar contra outro grupo indentitário de esquerda, Woke, trans, “vermelho”, etc…

E ambos os lados desperdiçam uma energia enorme com disputas nada construtivas para o Brasil.

O ideal seria que todos colocassem sua identidade como brasileiro, acima de todas as outras identidades coloridas com suas picuinhas mesquinhas. Que centrem suas disputas e discursões em coisas objetivas e práticas para o país, não em infinitas polarizações identitárias.

Ter suas próprias preferencias e identidade é algo natural,
o (grande) problema é quando em vez de ser algo pessoal,
se torna o centro do debate político…

Última edição 13 dias atrás por Hamom
Leandro
Leandro
Responder para  Hamom
13 dias atrás

Concordo totalmente.

Pedro
Pedro
Responder para  José Gregório
13 dias atrás

É sempre fascinante ver como a paixão política consegue cegar as pessoas para a realidade dos fatos. Você afirma com bastante convicção que as universidades públicas são um “faz de conta” que não geram avanço tecnológico. É uma opinião no mínimo curiosa, visto que 90% de absolutamente toda a pesquisa científica, médica, agrícola e tecnológica de ponta feita no Brasil sai exatamente dessas instituições públicas (Clarivate Analytics / base Web of Science). Na verdade, apenas 15 universidades públicas são responsáveis, sozinhas, por 60% de toda a ciência produzida em território nacional (Clarivate Analytics). Se fôssemos depender das universidades particulares, que, convenhamos, focam quase que exclusivamente em vender diplomas e colocar o aluno rápido no mercado, simplesmente porque pesquisa de fronteira custa caro e não dá lucro imediato, o Brasil não teria independência tecnológica alguma.

E comparando o Brasil com o exterior, seria interessante olharmos para os números reais, em vez de basear argumentos em achismos. A premissa de que essas instituições esbanjam recursos chega a ser cômica. O Brasil investe, na média, US$ 3.765 por aluno no ensino superior, valor que precisa cobrir desde a sala de aula até a manutenção de laboratórios de pesquisa. Enquanto isso, a média da OCDE é de US$ 15.102 por aluno (Relatório Education at a Glance 2025, OCDE). Em termos gerais, nosso investimento em Pesquisa e Desenvolvimento pena para sair da casa de 1% do PIB. Nossos pesquisadores fazem verdadeiros milagres com o orçamento de fome que recebem.

Quando a gente olha para algumas das potências (China, Coreia do Sul, Japão, países europeus…) a realidade passa bem longe do seu raciocínio. Nesses países, o Estado não trata a pesquisa acadêmica como gasto ou “coisa de esquerdista”, mas como projeto de soberania nacional. A Coreia do Sul, por exemplo, não virou uma potência tecnológica cortando verba de universidade ou demonizando pesquisadores; virou potência com o governo despejando dinheiro no ecossistema educacional. A China faz exatamente o mesmo.

No fim das contas, tentar destruir o ensino superior público por pura birra ideológica não vai salvar o Brasil; só vai garantir que a gente continue sendo um mero consumidor das tecnologias criadas pelos países que, ao contrário de nós, levam a ciência a sério.

Lucas
Lucas
Responder para  José Gregório
13 dias atrás

E a solução seria basear as pesquisas nas Universidades privadas, né?
Aquelas com ensino classe A e onde o pai paga e o filho passa.
É!
Vai funcionar.

João
João
Responder para  Lucas
13 dias atrás

Universidades privadas tem os mesmos professores das públicas… onde complementam o salário.
Além disso, costumam ter infraestrutura de informática e biblioteca, além de laboratórios bem melhores…. Infelizmente…

Pedro
Pedro
Responder para  João
12 dias atrás

Universidades privadas tem os mesmos professores das públicas… onde complementam o salário.”… Teria a fonte dessa informação e qual a porcentagem de professores da pública que complementam o salário dessa forma?

João
João
Responder para  José Gregório
13 dias atrás

Pior…pregam insistentemente que o patrão é ruim, que o trabalho é exploração e q gerar lucro é errado.
Somado a isso, bolsas é mais bolsas sem políticas contundentes de troca das bolsas por empregos, gerando escorados.
Para infraestrutura, ainda vem as políticas “fundamentalistas” ambientais e indígenas, distorcendo toda e qq oportunidade de desenvolvimento e geração de empregos.

Macgarem
Macgarem
Responder para  José Gregório
13 dias atrás

Bem por ai mesmo.

NBS
NBS
13 dias atrás

Para falar desse momento sem recorrer a tecnicalidades que possam tornar o tema árido, é necessário lembrar a crise da dívida externa, a redução dos investimentos e a estagnação industrial dos anos 1980. As reformas iniciadas na era Collor foram consolidadas no governo FHC e aprofundaram uma perda industrial que já vinha da década anterior, com a adoção de uma política neoliberal baseada no Estado mínimo, na ampla competição, nas privatizações e na liberalização financeira e da circulação de capitais, seguindo o receituário do Consenso de Washington.
Aqui, faço uma reflexão: os líderes fazem escolhas, e essa era uma escolha natural da direita, que até hoje encontra eco em determinados setores. A história mostrou que essa opção estava errada. Isso também deve servir de reflexão diante da insistência de alguns grupos em defender a mesma estratégia equivocada daquela época.
Enquanto o Brasil abriu rapidamente sua economia e reduziu o papel do Estado na década de 1990, a China seguiu outro caminho. Promoveu uma abertura gradual e controlada, manteve empresas estatais estratégicas, administrou o câmbio, restringiu a livre circulação de capitais e direcionou crédito para a indústria. Também exigiu transferência de tecnologia, investiu em infraestrutura, educação técnica e pesquisa e protegeu setores considerados essenciais.
Assim, enquanto o Brasil perdeu cadeias produtivas e ampliou a dependência de importações, a China utilizou o mercado internacional para fortalecer sua indústria, dominar tecnologias e se transformar em uma potência manufatureira.
Tivemos uma sequência de lideranças ruins em momentos difíceis, diante de um volume imenso de problemas a serem resolvidos, além da atuação sistemática das potências capitalistas do G7 na extração de valor dos países periféricos. Hoje, temos a oportunidade de nos unir a novos parceiros que não são hostis ao Brasil.
O exemplo chinês é disruptivo para o capitalismo moderno: o Estado deve fazer parte do projeto nacional, em vez de permitir que o país se torne refém das grandes corporações e dos bilionários. A disciplina na execução de um bom planejamento produz resultados.

cipinha
cipinha
Responder para  NBS
13 dias atrás

Problema da indústria no Brasil foram:
1) Alta dependência de um mercado fechado e do mercado interno: nunca tentaram ser competitivas internacionalmente, o completo oposto do que fizeram países Asiáticos, sempre houve a cresça que o mercado interno era grande o suficiente para sustentar um industrialização, hoje sabemos que não, uma fabrica automotiva, por exemplo, para ser lucrativa precisa produzir ao menos 200 mil unidade de modelos que compartilhem a mesma estrutura, pensemos no Brasil com um mercado consumidor de 2,5 a 2,7 milhões de veículos, teríamos que possuir uma quantidade ínfima de modelos, isso desconsiderando as importações.

2) Falta de investimento em educação: resumiu essa industrialização a substituição de importação, praticamente nada de inovação. O ensino básico só foi ser universalizado no Brasil no governo neoliberal, malvadão e devorador de criancinhas, do FHC, e ainda temos todo o problema da qualidade e da conclusão do ensino médio.

3) Dependência enorme a subsídios: a indústria hoje sobrevive muito do subsídios, é mais vantajoso ter um enorme departamento de lobby e amizade em Brasília do que investir em P&D.

4) O Brasil ainda é um dos países mais fechados do mundo: inúmeras barreiras tarifarias e não tarifárias, junto com Mercosul que dificulta acordos bilaterais tornam nosso comercio mundial em relação ao PIB menor do que a media mundial.

Nós tivemos uma participação relevante da indústria no nosso PIB, mas ela era em grande parte artificial e dificilmente deixará de ser, uma vez que o Lobby é maior do que P&D e diversos seguimentos só continuam existindo graças a essa redoma que o Estado criou, no dia que deixam de fazer 1% do que estão acostumados, eles vão embora, caso FORD. Outro complicador é que jogaram o peso da carga tributaria todo nas costas desse setor, como era difícil tributar serviços e o lobby da agricultura é forte, sobrou para eles, mas ai fizeram uma bagunça “esse paga tanto, aquele paga menos…” ai vem o caso do perfume que passa a se passar desodorante corporal para pagar menos imposto e outros milhões de produtos mais que fazem o mesmo. Sem contar empresas que usam maquinas e métodos produtivos menos eficazes também para fugirem do peso do leão.

e o que você fala da China esta errado, eles abandonaram o que existia de mais errado na área econômica do comunismo, a planificação (alguém lá de Pequim dizer quanto de cada produto precisa ser produzida a qual preço e vendido por tanto), a criação de zonas econômicas em que o capitalismo era selvagem. Existiu uma inicial parceria entre empresas estatais e multinacionais, principalmente para absorção de tecnologias, mas depois o governo fez uma das maiores privatizações e demissões do mundo. Compara qualquer país ocidental com a China é completo desconhecimento de como funciona a cultura oriental com dinheiro, lá mesmo os mais pobres economizam uma porcentagem enorme de dinheiro, isso é poupança que possibilita manipulação de cambio, investimentos… aqui não é assim, até pela rede de seguridade que temos. Nós não perdemos cadeias produtivas, nós nunca procuramos nos integrar nas cadeias globais, nossa importação e exportações são baixíssimas

E existia um país atrasado, inflacionário e sem credibilidade antes de FHC malvadão, e outro depois dele. Essa política atrasada de desenvolvimentismo a Dilma tentou e só nos legou outra década perdida tal como a dos anos 80

NBS
NBS
Responder para  cipinha
12 dias atrás

Essa é uma visão bem difundida. no mercado .(economia). Como disse, as apostas chineses relatas anteriormente se mostraram mais efetivas do erro que cometemos.

Cipinha
Cipinha
Responder para  NBS
12 dias atrás

Não adianta comparar países orientais com ocidentais, nossa cultura não é a deles. Quero ver quem iria aceitar, em plena redemocratização, você criar zonas econômicas em que a CLT não valesse lá, que você trabalhasse de 12 a 14 horas por dia, que pudesse ser demitido a qualquer momento e sem justa causa e sem indenização, quero ver vc economizar 40 a 50% dos seus rendimentos. São coisas inconcebível para nós, por muito muito menos o Temer foi criticado por uma reforma trabalhista.
Se não bastasse tudo isso, ainda tem a questão da educação, houve uma preocupação grande em criar indústria nacional, estradas o Brasil potência, mas não em educar a população, como isso iria se sustenta.
Temos ainda toda a promiscuidade do setor público e privado aqui, você cria programas temporários e com metas frouxas, quando vê já virou algo para o resto da vida e ninguém nunca cobrou desempenho nenhum (os países orientais tinham metas duras e se não cumprisse o dinheiro secava na hora).
O governo crias programas que muitas vezes não tem nem estudos por trás, só “boa vontade” “construir a indústria naval pela terceira ou quarta vez”, mas ninguém vai procurar entender verdadeiramente o que deu errado aqui e o porquê de dar certo em outros lugares do mundo, usasse um monte de dinheiro público, compras através de estatais e nada para em pé e os mesmos erros são cometidos. Nós fizemos Embraer e Embrapa, mas parece que esquecemos como as coisas precisam andar

Willian
Willian
13 dias atrás

A ilusão do grande crescimento, a queda da década de 80 e 90 do brasil era algo previsível, a política economica do atual governo é a mesma dos milicos de 64 a 85, é a mesma coisa, nacional desenvolvimento, ou como eu gosto de chamar nazi-facismo a brasileira, não muda muita coisa alem dos nomes usados e do tom usado. Sim a política economica do brasil é a mesma porcaria desde vargas, so mudou um pouco anos atras, mas ja voltou com força total.

cipinha
cipinha
Responder para  Willian
13 dias atrás

Isso, o Brasil nos anos 40/50 debateu muito sobre modelos de desenvolvimento e nesse período a influencia do exemplo soviético era forte, um país pobre e atrasado, Rússia, se torna um industrializado com vários planos quinquenais e etc. O desenvolvimentismo nasce dai, é interessante que tínhamos o Eugenio Gudin, um liberal, já naquela época preocupado com educação e com a inflação, um rigor teórico grande, mas os políticos e preferiram um “realismo” do Roberto Simonsen industrial. Talvez aquilo que foi feito lá no passado se justificasse, mas tentar essa burrada novamente no século XXI como a Dilma com bastante fervor, ou que o Lula em parte faz, ou mesmo que o Governo Bolsonaro namorou quando Guedes perdeu parte da sua influencia… o desenvolvimentismo ainda é muito forte aqui

Willian
Willian
Responder para  cipinha
13 dias atrás

Nacional desenvolvimento, positivismo, socialismo, São uns dos grandes responsaveis pelo fracasso do pais, me diga como um pais vai prosperar quando as pessoas acreditam que porque o estado disse é o que vale, algo totalmente diferente dos estados unidos onde eles tem apesar dos trancos e barrancos os três direitos originais dados Por Deus ao Homem, a liberdade, a vida e a propriedade. O brasil precisa simplesmente ser destruido e feito do zero, essa é a unica opção viavel de fato, pois a mente do povo e da elite estão em uma sintonia maléfica e miserável

Hamom
Hamom
13 dias atrás
  • indústria extrativa, como mineração e petróleo;
  • eletricidade, gás, água, saneamento e gestão de resíduos;
  • construção civil.

Incluir estes setores acima como “indústria” fez com que o Brasil tenha alcançado índices de industrialização muito superiores aos do EUA em seu auge na década de 1950…
….
Comparando com os EUA. Segundo o Google:

-Na década de 1950, o setor industrial e de manufatura dos Estados Unidos representava cerca de 27% a 28% do PIB nominal do país

-Na década de 1960, o setor de manufatura e industrial representava em torno de 25% a 26% do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos

Em 1985, o setor de manufatura da economia dos EUA representava cerca de 22% do PIB dos Estados Unidos.

Se você considerar o setor industrial geral (incluindo mineração, construção e utilidades públicas), a fatia total do setor de produção de bens (goods-producing) era substancialmente maior no período.

-Nos anos recentes, o setor industrial geral dos EUA representa cerca de 17,6% do PIB, enquanto a indústria manufatureira isolada responde por cerca de 9,4% a 10% da economia norte-americana.

O peso da manufatura atingiu mínimas históricas recentemente, consolidando a transição de longo prazo dos Estados Unidos para uma economia amplamente dominada pelo setor de serviços (que hoje passa dos 76%)
—–
O conceito de indústria é muito amplo e dependendo dos setores que são incluídos ou excluídos, o cálculo do quanto o “setor industrial” representa no PIB de um país, varia enormemente.

MARCELO TADEU
MARCELO TADEU
13 dias atrás

Exatamente, esse é um problema nacional que deveria ser discutido. Enquanto isso, ficamos perdendo tempo em discutir se o home deve ser homem e a mulher , mulher. Se sou de esquerda ou de direita, o sexo dos anjos, etc.

NBS
NBS
Responder para  MARCELO TADEU
13 dias atrás

Certamente no feudalismo era mais simples em saber o nosso local no mundo.

Jadson S. Cabral
Jadson S. Cabral
13 dias atrás

O Brasil é um país complicado. Acerta às vezes, por pouco tempo, mas logo depois desliza.
São muitos problemas a serem resolvidos, mas o povo desconhece e os políticos só falam em soluções “fáceis” pra ganhar voto, que no fim das contas não resolve nada, isso quando não piora.

Lothiack
Lothiack
13 dias atrás

Video “Brazil Tried to Protect Its Computer Industry” do Asionometry é relevante nessa conversa.
https://www.youtube.com/watch?v=brOtbWIViWM

Emmanuel
Emmanuel
13 dias atrás

Aí você começa a matéria com uma foto do Osório.
Isso vai dar gatilho…

Dr. Mundico
Dr. Mundico
13 dias atrás

De uma coisa não tenham dúvida: isso foi cuidadosamente planejado e executado.
Isso foi fruto de uma agenda divisionista, deletéria e claramente executada através de sabotagem institucional e muita corrupção burocrática.
A partir dos anos 80/90 esse país abriu mão de elaborar e seguir projetos para concentrar-se em “movimentos” e “lutas” fratricidas entre classes, segmentos, orientações, corporações e todo tipo de quebra-cabeça politiqueiro de diretório acadêmico.
Hoje temos “bancadas” para tudo que se possa imaginar, esfacelando o país em debates emocionais especializados em gerar impasses e, após alguma negociação, benesses para alguns…
Não se admira que o poder judiciário funciona como casa legislativa, o poder legislativo funciona como “sócio” na execução do orçamento e o poder executivo reduz-se a distribuir cargos, verbas, obras e gerenciar a cupidez das oligarquias financeiras e bandos sociais.
Estamos chegando a mais um fim de ciclo político-econômico. Assim foi com a Monarquia, golpe da proclamação, República Velha, Vargas, recesso democrático de Dutra até Kubitschek, ditadura positivista, e mais uma queda que já dura 45 anos ladeira abaixo.
Infelizmente o país está condenado a viver nesse eterno carrossel, rodando parado.

Última edição 13 dias atrás por Dr. Mundico
NBS
NBS
Responder para  Dr. Mundico
13 dias atrás

Acredito que já fiz esse comentário em outra postagem do fórum. O nosso país foi construído sob a premissa de que era um lugar para ser explorado e, depois, abandonado em favor do retorno a Lisboa ou a outros países da Europa. Não havia a intenção de construir aqui uma nação. Toda a lógica estava voltada para a exploração econômica.
Isso deixou marcas profundas em nossa sociedade. A elite econômica que se formou não desenvolveu um verdadeiro sentimento patriótico nem compromisso com os elementos que constituem a nacionalidade. A própria República nasceu de um golpe, com o intuito de permitir uma apropriação ainda mais efetiva da máquina estatal. Daí a presença notória de castas familiares nos diversos Poderes da República.
Todos os fatos citados são verdadeiros, mas o que nos surpreende é chegarmos a conclusões distintas. Essa é a riqueza da individualidade, mas também a constatação de que temos uma visão fragmentada da realidade e do mundo, o que dificulta a compreensão do todo. Infelizmente, o comentário ficaria muito extenso, mas fiquei com vontade de explorar melhor as suas constatações.

alexandre
alexandre
13 dias atrás

Não temos um projeto de pais, temos um projeto pra ganhar as proximas eleições, 20 anos de governos populistas perdularios, cobram o seu preço. Maqueiam se os numeros, mas não enganam a realidade, educação sucateada e pouca produção intelectual relevante.As leis economicas estão ai, ignorar com bravatas, nunca resolveu. Varias oportunidades perdidas de sair do subdesenvolvimento.

NBS
NBS
Responder para  alexandre
13 dias atrás

O governo federal tem o papel de coordenar, financiar, regulamentar e avaliar a educação brasileira. Já a educação presente no dia a dia das famílias é conduzida pelos entes municipais, por meio de gestores escolhidos pelo secretário de Educação e pelo prefeito, que podem imprimir à gestão o grau de competência que possuírem. Portanto, sem a devida reflexão, qualquer afirmação em sentido contrário não passa de mera conjectura, sem respaldo nos fatos.
Entendo que alguns temas são importantes demais para ficarem exclusivamente sob a responsabilidade dos municípios. As muitas diferenças de gestão acabam enfraquecendo a unidade das políticas educacionais.

sergio 02
sergio 02
13 dias atrás

O grafico da industria de defesa ali deveria esta escrito Embraer , e KC 390 por que o resto e infimo, e igual os BRICs se tirar o C não sobra nada.

YUFERFLLO
YUFERFLLO
Responder para  sergio 02
13 dias atrás

O da defesa não é apenas a Embraer, a parte dos produtos de defesa não são relacionados com contratos e sim com a exportação no ano, a Embraer pega boa parte, mas 70% são de outras empresas, no primeiro trimestre foram 1 bilhão de dólares e a Embraer foi 227 milhões de dólares, ou seja é uma boa parcela só da Embraer mas não foi apenas a Embraer que cresceu nas exportações

Última edição 13 dias atrás por YUFERFLLO
Lucena
13 dias atrás

Olhando o rastro do prejuízo …. que uma política neoliberal faz no complexo industrial de um país …é impressionante.
.
No bonde da era da informática,automobislistica,ferroviária,…tec..etc….já passou,o governo atual… procura ressuscitar a ferroviária e a de cabotagem….antes tarde do que nunca.
.
Tivemos o pré-sal …. que iria alavancar a indústria naval brasileira …ai veio o neoliberalismo com a lava-jato …e deu no que deu.
.
O destroçou nas industrias de base naval e todo um complexo industrial por trás disso…foi enorme,com muitos desempregados.
.
A PETROBRÁS …uma grande fomentadora do desenvolvimento industrial que ela pode proporcionar …isso sem fala do BNDES …outro patrocinador de desenvolvimento …todos eles são eterno alvos da ganancia do neoliberalismo….os dois pilares que podem desenvolver a indústria brasileira e aumentar a riqueza nacional … e assim … distribuir o resultado do desenvolvimento … com a população do pais…através de politicas de inclusão e de distribuição de renda… que tais ideais desenvolvimentistas… são tão amaldiçoada pelo neoliberalismo financista internacional.
.
Agora ..temos o agronegócio,os minerais de terras-raras .. que podem ser elementos de alavancagem do complexo industrial brasileiro e que até … as indústria bélicas do Brasil irão se beneficiar com isso .
.
Infelizmente … tem gente que só pensa privatizar tudo … achando que os financistas neoliberais do cartel financeiro internacional … estão preocupados no bem estar da população do país….basta vê o que essa gente fez com as industrias de base americana e inglesa….os berços do neoliberalismo internacional …hoje a sua população … na sua maioria,…. está perdendo o poder de consumo e empobrecendo …e batem palmas quando um cara..por enquanto … fica trilionário às custas do futuro deles..rsrsr .
.
E para surpresa de todos …vem o governador do estado mais industrial do Brasil … que só pensa em vender tudo … a preço de banana para seus comparsas …chama um palhaço portenho … que pratica o neoliberalismo lá no país dele …rsrrs …o lobo para convencer as ovelhas que elas estarão bem com o lobo chefiando elas..rsrsr
.
O resultado disso tudo ..muitas industrias estão fechando na Argentina …e a população do local ..rsrsr… está comendo carne de burro e vivendo de biscate para sobreviver.

NBS
NBS
Responder para  Lucena
13 dias atrás

Justo. É aquela velha estratégia fracassada do passado que a ideologia do presente insiste em vender como novidade. Em São Paulo, no governo Tarcísio, o roteiro é conhecido: sucateia-se a empresa pública, reduz-se o investimento, injeta-se dinheiro do contribuinte e, depois, entrega-se o patrimônio à iniciativa privada com um desconto camarada. Tudo em nome da “eficiência”, claro.
A Enel é um exemplo brilhante dessa competência privada: basta chover um pouco para a cidade mergulhar na escuridão e a população descobrir que a modernização veio sem luz. Com a Sabesp, o mesmo método já começa a mostrar seus resultados.
A promessa é sempre a mesma: a tarifa vai cair, o serviço vai melhorar e o setor privado fará milagres. No fim, a tarifa sobe, o atendimento piora e o lucro melhora bastante. Resta saber: nessa grande festa da eficiência, o que exatamente o povo ganhou além da conta?

Pedro
Pedro
Responder para  NBS
13 dias atrás

Pelo menos ele sabe o que é uma empresa de economia mista..kkkkkkkkkkkkk

Lucas
Lucas
Responder para  Lucena
13 dias atrás

O Brasil perdeu para o Paraguai as fábricas de meias, de chinelos de dedo e outras menos cotadas.
No entanto, está recebendo dezenas de fábricas de carros, eletrônica, máquinas pesadas, químicas e outras
O saldo é vc extremamente positivo.
Até a Brastemp/Consul fechou sua fábrica já Argentina e trouxe para o Brasil.
Na verdade, o Paraguai está no estágio de absorver indústria de baixo valor agregado é que usa mão de obra mais barata que a brasileira.
Como foi o Vietnã para a China m

Pedro
Pedro
Responder para  Lucas
13 dias atrás

O Brasil perdeu posições no ranking global da indústria. Dados compilados pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) com base na ONU mostram que a indústria nacional caiu para a 69ª colocação entre 90 países, registrando o segundo ano seguido de recuo e ficando entre os piores desempenhos do mundo.

Pedro
Pedro
Responder para  Lucena
13 dias atrás

Tem alguns comentários que leio por aqui e tenho dificuldades em acreditar..esse foi um deles..é uma visão tão viciada em ideologia que fica difícil comentar.
a culpa é da Lava Jato então? kkk..verdade..se tivessem deixado o pessoal roubando teria menos problema…sério que vc vai falar da Petrobras e colocar culpa no neoliberalismo?!?! ja ouviu falar em petrolão??
neoliberais 4 anos no poder..esquerda mais e duas décadas..conclusão..a culpa é do neoliberal…….kkkkk.ta certo.
pq um cara ficar trilionário custa o futuro de outras pessoas?? n Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina cresceu 4,4%, superando o ritmo do Brasil, que registrou uma alta de 2,3% no mesmo período. Começa um pouco a pesquisar antes de falar tanta alucinação…não tem lógica nenhuma tudo o que vc falou…extremamente carregado de preconceitos ideológicos e nada da realidade. …..

Última edição 13 dias atrás por Pedro
Rodrigo Maçolla
Rodrigo Maçolla
Responder para  Lucena
13 dias atrás

Nossa quanta asneira e cegueira ideológica em um único comentário que é difícil até de acreditar que alguém tem mesmo a capacidade de ter essas opiniões e produzir tal coisa. .

Abymael
Abymael
13 dias atrás

É um velho paradoxo. Acelera-se a integração econômica com os demais países do mundo e vai se perdendo a capacidade de produzir tudo internamente.
A Rússia de hoje ilustra bem isso (por razões diferentes). Desde 2014 está fazendo um esforço monumental para recuperar as capacidades perdidas desde o fim da URSS. O bloqueio econômico total pós-2022 acelerou ainda mais esse processo.
Na Rússia, o inimigo é externo.
No Brasil, é interno

sub urbano
sub urbano
13 dias atrás

Não tem como fazer ciência e nem desenvolver produtos de alto valor agregado sem grandes investimentos em educação, pesquisa e inovação. O povo brasileiro está acostumado a ver gente ganhando dinheiro com boi e soja. Veja bem, desenvolver um carro elétrico nao é a mesma coisa q plantar mil hectares de soja.

EUA, China, japao e Alemanha tem produtos de alto valor agregado pq investem pesado em educação e tecnologia, pagam bem professores e pesquisadores e gastam uma grana em laboratorios.

Lucas
Lucas
13 dias atrás

Prezado.
Sua análise está enviesada.
O Brasil está importando carros de nova energia, tecnologia que não tem precedentes por aqui.
E, graças ao Governo, está conseguindo atrair esses fabricantes para cá.
Criou uma política inicial de importação para que elas se estabelecessem e depois foi aumentando o imposto de importação para forçar a produção local.
E está dando excelentes resultados.

Pedro
Pedro
Responder para  Lucas
13 dias atrás

excelentes resultados para China. Mesmo nacionalizando os carros no Brasil, as partes mais valiosas (células de bateria e semicondutores) seguem importadas da China.

NBS
NBS
13 dias atrás

Francisco, em uma pesquisa rápida no Google sobre o montante de investimentos da indústria automobilística, encontrei a seguinte informação:
O setor automotivo no Brasil soma aproximadamente R$ 190 bilhões em investimentos previstos nos ciclos de aportes das montadoras até a década de 2030, com horizonte até 2033, impulsionados por novas tecnologias e pelo programa federal de descarbonização.
Quanto às exportações, encontrei esta informação:
“As exportações brasileiras de veículos, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, renderam cerca de US$ 12,9 bilhões no acumulado de 2025.
O Brasil é um grande importador de veículos chineses porque as empresas chinesas que estão investindo no país ainda precisam amadurecer suas cadeias produtivas e seus processos de fabricação. Até onde sei, foi estabelecido um período para que essa integração ocorra.
O Paraguai é um caso específico, pois utiliza uma política tarifária diferenciada para atrair empresas e ser competitivo dentro do Mercosul. Com o avanço da integração do Mercosul, é possível que esse tema seja objeto de diálogo entre os países do bloco.
Não existem economias sem Estado e sem impostos. Nos Estados Unidos e na Europa, a carga tributária também é elevada e, em vários casos, superior à brasileira. A diferença está na forma de tributação, que não se concentra tanto no consumo.
Nesse ponto, voltamos novamente às diferentes visões sobre a maneira como a direita conduziu a política tributária durante toda a República, transferindo grande parte do peso dos impostos para os trabalhadores e para a população mais pobre.

Pedro
Pedro
Responder para  NBS
13 dias atrás

O governo atual adotou cerca de 30 a 38 medidas de criação ou elevação de tributos, elevando a carga tributária brasileira para cerca de 32,3% do PIB. O Brasil concentra a maior parte de sua arrecadação em impostos indiretos embutidos em produtos e serviços (como alimentos, energia e higiene). Como os mais pobres gastam toda a sua renda no consumo básico, eles acabam comprometendo uma fatia proporcionalmente muito maior do que possuem para pagar esses tributos independentemente de quem seja o governo. Governos de esquerda ampliam ou mantêm uma máquina pública inchada que exige alta arrecadação. A inflação gerada por gastos públicos descontrolados governos de esquerda que estão há mais de 2 décadas no poder, ampliam ou mantêm uma máquina pública inchada que exige alta arrecadação. A inflação gerada por gastos públicos descontrolados corrói o poder de compra dos mais pobres.

Última edição 13 dias atrás por Pedro
José Consul
José Consul
13 dias atrás

A matéria contou histórias de erros dos varios governos de até quando acertaram e deixou um vácuo sem sugerir qual será a indústria de que o Brasil precisará em 2035 e 2050

sub urbano
sub urbano
13 dias atrás

Não tem como comparar o Brasil com o Paraguai. Os caras até ontem não tinham uma linha de transmissão direta q levasse energia de Itaipu até a capital deles, qm financiou foi o Brasil com o BNDES. Sabe como eles faziam? Importavam energia do Brasil através do Paraná. É muito bonito cobrar pouco imposto em país pobre, o problema é q nunca vai ter infraestrutura. E outra, a indústria paraguaia é quase todas de maquiladoras, eles não tem indústria de transformação. Não tem comparação desculpe. Qm vai pro Paraguai é empresa pequena, biroscas de fundo de quintal, as chamadas maquilas. É o cara q tem uma fábrica de meias ou injetora de sacolinha de supermercado. Brasil fábrica jatos comerciais, carros, caminhões, siderúrgicas, petroquímica, não tem comparação. É mais mimimi dos seguidores do homem polvora q perdeu a eleição kkk

ASantana
ASantana
13 dias atrás

Esse ano temos eleições. A solução é eleger novemente o mesmo grupo que ganhou 5 das últimas 6 eleições. Não deu muito certo antes, mas agora vai dar…

Gabriel BR
Gabriel BR
13 dias atrás

O Autor colocou mineração e extração de petróleo bruto no PIB industrial , fácil inflar o numero assim!
A indústria real hoje deve estar entre 10 e 12 % do PIB e boa parte delas são empresas estrangeiras no Brasil.
Até antes da redemocratização o PIB industrial era entre 36 e 38% do PIB e tínhamos de fato um dos maiores parques industriais do Planeta…hoje indústria nacional é sinônimo de coisas caras e de baixa qualidade.

Elias José Di Domenico
Elias José Di Domenico
12 dias atrás

Ser empresário no Brasil virou dor de cabeça. O que era pra ser uma posição de admiração da localidade, virou o alvo de ideologias.
E o ataque vem de todos os lados, principalmente o econômico.
Resumo: observem o Paraguai e como o empreendedor é tratado lá.