Comando Militar do Nordeste celebra oito décadas de história

Recife (PE) – O Comando Militar do Nordeste (CMNE) chega aos 80 anos, com respeito ao seu legado de realizações e os olhos voltados para o futuro. Palco da origem mais remota do Exército Brasileiro, durante as batalhas dos Guararapes para expulsão de invasores estrangeiros, no século XVII, esse tradicional Comando Militar de Área, sediado na cidade do Recife, capital pernambucana, é responsável pela coordenação e emprego da Força Terrestre em oito estados nordestinos: Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

A evolução histórica do CMNE passou por diferentes etapas. A primeira delas teve início em 24 de julho de 1946, com a criação do IV Exército, sua primeira denominação, consequência do Decreto-Lei 9.494 daquele ano. Essa iniciativa se deu por conta da reorganização da estrutura militar no País, após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Em 1985, uma nova reestruturação concedeu a denominação atual do Comando Militar do Nordeste, sempre localizado no Recife. O Quartel-General está sediado na Mata do Curado, uma ilha verde na capital de Pernambuco, sendo área de preservação ambiental de Mata Atlântica e refúgio de uma série de espécies animais e vegetais.

Missões operacionais e de apoio à população

O CMNE tem sob sua subordinação três Regiões Militares (RM): 6ª RM, sediada em Salvador (BA); 7ª RM, localizada no Recife (PE); e 10ª RM, com sede em Fortaleza (CE). Também integram sua estrutura duas Brigadas de Infantaria Motorizadas, 7ª e 10ª, localizadas em Natal e Recife, respectivamente, além do 1º Grupamento de Engenharia, sediado em João Pessoa (PB).

Toda essa estrutura organizacional proporciona o suporte às missões operacionais voltadas para a defesa da Pátria em sua área de responsabilidade, bem como na destacada atuação em atividades direcionadas ao apoio à população, notadamente sua parcela mais vulnerável.

No primeiro aspecto, ressalta-se o controle e a segurança terrestre da maior extensão litorânea do Brasil, porta de entrada e saída para o Atlântico Sul, importante posição geográfica. A formação e adestramento de tropas na região Nordeste também é uma missão relevante desempenhada pelo CMNE, com vistas à formação de reserva estratégica para a Força e manutenção da sua prontidão. Nesse ponto, vale citar a formação dos combatentes de Caatinga, tropa especializada para atuação em um ambiente operacional inóspito e único no País, com formação em Petrolina (PE).

Na vertente de apoio social, o Comando Militar do Nordeste (CMNE) atua na coordenação técnica da Operação Carro-Pipa, iniciativa voltada ao abastecimento de água potável em municípios do semiárido nordestino. Paralelamente, equipes de Engenharia realizam trabalhos de infraestrutura viária, focados na manutenção e melhoria de rodovias da região. As Organizações Militares mantêm-se em condições de pronto emprego para prestar apoio emergencial a órgãos de Defesa Civil em situações de calamidade pública, como enchentes e deslizamentos.

Homenagens marcam solenidade comemorativa

Todos esses aspectos estiveram evidenciados na solenidade comemorativa dos 80 anos do CMNE, no último dia 24 de julho. A solenidade reuniu autoridades civis e militares e foi presidida pelo Comandante de Operações Terrestres, General de Exército Kleber Nunes de Vasconcellos, antigo Comandante do CMNE.

O General de Exército Francisco Carlos Machado Silva, Comandante Militar do Nordeste, destacou a trajetória histórica do CMNE, a relevância das organizações militares subordinadas e o comprometimento dos homens e mulheres que integram a Força Terrestre na região, ressaltando a importância da união, da prontidão operacional e da permanente integração com a sociedade nordestina para o cumprimento das missões constitucionais do Exército Brasileiro.

Encerrando a solenidade, o desfile da tropa destacou a disciplina, a coesão e o elevado nível de preparo operacional das Organizações Militares do Comando Militar do Nordeste.■

FONTE: Agência Verde-Oliva/CCOMSEx



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Antunes 1980
Antunes 1980
13 dias atrás

No terreno com essa característica de vegetação, o calibre 7,62mm do FN FAL não é mais efetivo que os novos IA em 5,56mm?
Há dados que mostram que o calibre menor desvia bastante em galhos e troncos mais finos.

Última edição 13 dias atrás por Antunes 1980
Henrique A
Henrique A
Responder para  Antunes 1980
13 dias atrás

Mostre esses dados.
Outra coisa: o combate de infantaria costuma ser até no máximo 200m, num terreno de vegetação é ainda mais curto.
No Vietnã houve ganhos consideráveis quando substituiram o 7.62 (M14) pelo o 5.56 (M16) por pelo menos dois motivos: como os combates eram a curta distância e de curta duração (emboscadas) soldados armados com o 5.56 conseguiam disparar mais tiros com grupos mais precisos e por ser um cartucho menor e mais leve podiam levar mais mun ou diminuir a carga da tropa.

O ideal é armar o GC todo com armas 5.56 e no nível Pel usar armas 7.62 (MAG) para apoiar os GC.

Antunes 1980
Antunes 1980
Responder para  Henrique A
13 dias atrás

Fontes e Estudos para Consulta
Para aprofundar a leitura sobre o comportamento balístico de projéteis em vegetação e alvos intermediários, você pode consultar:

  • Ballistic Studies – Brush Gun Test: Testes práticos detalhados analisando desvio, capotamento (tumbling) e grupo de impacto de diversos calibres ao atravessar vegetação e arbustos.
  • DTIC / US Military Ballistic Studies: No portal de relatórios técnicos do Departamento de Defesa dos EUA (Defense Technical Information Center), há relatórios históricos e ensaios balísticos sobre a transição do 7,62mm para o 5,56mm e o efeito de alvos intermediários (intermediate barriers).
Volpi
Volpi
Responder para  Antunes 1980
13 dias atrás

É…..escutei hoje aqui no meu trabalho…..” Contra dados não há argumentos “

Skyhawk
Skyhawk
Responder para  Henrique A
13 dias atrás

Ouvi dizer que os americanos no Vietnã estavam levando uma surra no início do conflito por empregar o M-14 (7.62×51) semiautomático, enquanto os vietcongs usavam o AK-47 no modo automático com concentração (chuva) de balas. Quando os americanos introduziram os M-16, isso nivelou e pendeu para o lado americano por usar um calibre mais leve e controlável que o 7.62x39mm.

Henrique A
Henrique A
Responder para  Skyhawk
13 dias atrás

Eu li a respeito da introdução nas forças do Vietnã do Sul do M16 e o incremento do poder de combate foi imenso, até o moral da tropa aumentou.
A grande melhora foi disparar no modo totalmente automático mantendo relativa precisão e o grande aumento na quantidade de cartuchos que podiam ser levados.

Henrique A
Henrique A
Responder para  Henrique A
13 dias atrás

Outra coisa: no Vietnã normalmente a M60 não ficava no GC (rifle squad) mas num weapon squad sob as ordens do comandante do Pel assim quando havia apenas o M14 por este ter um recuo muito forte o GC não tinha uma arma capaz de fazer fogo totalmente automático eficaz, com o M16 isso mudou.

Heinz
Heinz
13 dias atrás

Orgulho em servir!
1 Cia de infantaria, BRASIL, CAATINGA!