Exército dos EUA disparou mais de 1.300 mísseis balísticos táticos contra o Irã, diz autoridade
ATACMS
Emprego intensivo de ATACMS e PrSM nas primeiras semanas do conflito teria praticamente esgotado os estoques norte-americanos dessas armas de precisão
O Exército dos Estados Unidos empregou mais de 1.300 mísseis balísticos táticos durante as primeiras semanas da guerra contra o Irã, segundo uma autoridade norte-americana ouvida sob condição de anonimato pelo jornal The Washington Post. A quantidade representa um dos maiores consumos de armamentos de precisão de longo alcance já registrados pelas forças terrestres dos EUA em uma única campanha militar.
O governo norte-americano não divulgou oficialmente quantos mísseis de cada modelo foram lançados, quais unidades efetuaram os disparos nem a relação completa dos alvos atingidos. A cifra de 1.300 projéteis também não pôde ser verificada de maneira independente e, até o momento, é atribuída a uma única autoridade citada pelo jornal.
ATACMS e PrSM empregados contra alvos iranianos
O arsenal de ataque terrestre de longo alcance do Exército dos EUA é formado principalmente pelo Army Tactical Missile System — ATACMS — e pelo mais moderno Precision Strike Missile, conhecido como PrSM. Ambos podem ser disparados pelos lançadores móveis M142 HIMARS e M270 MLRS.
O ATACMS, cuja entrada em serviço remonta à década de 1990, pode alcançar alvos situados a até aproximadamente 300 quilômetros. O PrSM foi desenvolvido para substituí-lo, oferecendo maior alcance, precisão e capacidade para atingir sistemas de defesa antiaérea, lançadores de mísseis, centros de comando, áreas de concentração de tropas e outras instalações de alto valor.
Cada HIMARS pode transportar um ATACMS ou dois PrSM. Essa diferença permite duplicar a quantidade de mísseis de longo alcance transportada por lançador quando o sistema mais recente é empregado.
O PrSM realizou sua estreia em combate durante a Operação Epic Fury, lançada contra o Irã em 28 de fevereiro. Imagens divulgadas pelo Comando Central dos Estados Unidos mostraram lançadores HIMARS efetuando disparos a partir de posições terrestres no Oriente Médio.
Estoques estariam praticamente esgotados
A informação publicada pelo Washington Post reforça uma reportagem anterior da Reuters segundo a qual os Estados Unidos utilizaram “praticamente todos” os seus estoques globais de ATACMS e PrSM durante os cinco meses de operações contra o Irã. As fontes consultadas pela agência não informaram quantos projéteis de cada modelo ainda permanecem disponíveis.
Uma das pessoas ouvidas pela Reuters afirmou que o Comando Central conseguiu reabastecer suas unidades retirando mísseis armazenados em outras regiões. Essa medida, entretanto, teria transferido para o Oriente Médio armamentos que poderiam ser necessários em uma crise envolvendo adversários como China, Rússia ou Coreia do Norte.
Os mísseis de precisão permitem atacar instalações protegidas sem expor aeronaves tripuladas e suas tripulações às defesas antiaéreas inimigas. A redução dos estoques poderá obrigar os Estados Unidos a recorrer com maior frequência a bombardeiros e caças em futuras operações contra o Irã, aumentando os riscos operacionais.
Campanha consumiu milhares de armas de precisão
Entre 28 de fevereiro e 7 de abril, quando entrou em vigor a primeira trégua, as forças norte-americanas atacaram mais de 13 mil alvos iranianos e enfrentaram mais de 8.500 mísseis, foguetes e drones lançados pelo Irã. Somente no primeiro mês, os EUA teriam disparado mais de 850 mísseis de cruzeiro Tomahawk e empregado mais de mil interceptadores Patriot e THAAD.
Análises do Center for Strategic and International Studies indicam que, após a destruição de parte substancial das defesas antiaéreas iranianas, as forças norte-americanas passaram a empregar bombas e munições de menor alcance, mais numerosas e menos dispendiosas. Os mísseis de longo alcance continuaram sendo utilizados contra alvos distantes ou fortemente protegidos.
Governo Trump nega falta de munições
O presidente Donald Trump rejeitou os relatos de que as Forças Armadas norte-americanas estejam perigosamente próximas de ficar sem munições estratégicas. Segundo ele, os Estados Unidos possuem mais armamentos do que qualquer outro país e a indústria de defesa está ampliando fábricas e acelerando a produção.
O porta-voz-chefe do Pentágono, Sean Parnell, também declarou que as Forças Armadas dispõem de todos os meios necessários para executar operações no momento e no local determinados pelo presidente. A Casa Branca, contudo, não apresentou números que contestassem especificamente o emprego de mais de 1.300 mísseis balísticos táticos nem revelou os estoques restantes de ATACMS e PrSM.
Caso confirmada, a escala de utilização evidencia a dificuldade enfrentada pelos Estados Unidos para sustentar uma guerra prolongada baseada em munições sofisticadas. Embora novos contratos estejam sendo negociados, analistas alertam que recompor os estoques poderá levar anos, devido ao tempo necessário para ampliar linhas de produção, fabricar componentes e entregar os mísseis às unidades operacionais.■
FONTE: The Washington Post, Reuters, U.S. Army e CSIS


Misseis carissimos, 2 milhões de dólares a unidade. Um drone iraniano Shahed faz 70% do q um ATACMs faz e custa 50 mil dolares.
Uma arma de drones bem organizada, com gambiarras de longo alcance como as do Irã e da ucrania, tem muito poder dissuasorio a um custo baixo. Iranianos tem utilizado drones one way até msm em missões antinavio e antiradar. Ucranianos estao ameaçando fabricas russas a 1000km, 2000km de distancia, muito mais do q seus esquadrões de F-16, MiG29 e SU27.
As guerras modernas com o uso de drines mostrando as grandes potências com suas armas nucleares que nada adianta todo esse arsenal caríssimo.
Obviamente que vc chutou esses “70%”, não é nem perto disso, na verdade um não exclui o outro, os mísseis causam muito mais destruição, são mais difíceis de abater, com eles vc lança e esquece, já os drones tem muito menos poder destrutivo, a não ser que vc acerte bem no alvo, e tem de ser monitorados o tempo todo, nada pode ser desconsiderado, há muita pesquisa em andamento para criar armas anti-drones, é questão de tempo eles ficarem obsoletos.
E a Turquia não permitiu o uso da base aerea de Ircrilink.
Na minha conta foram 62.983 mísseis… Mas o dado não foi confirmado. Não foram gastos nem 1,36% do estoque disponível… Novamente os dados não podem ser confirmados… E não me venham com a história que posso estar falando besteira.
Obs. Uma coisa é certa… Serão repostos e será um ótimo negócio para alguém… Guerra é GRANA… Somente isso.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Tu tá falando besteira, uma besteira enorme, por sinal.
Não sei se foi anunciado ai, mas meia duzia dos mais altos comandantes iranianos, inclusive o líder supremo, estão comendo capim pela raiz. Se Ormuz está fechado para os EUA e seus aliados, está fechado para o Irâ também.
Claro claro…
Vahidi, Mousavi e outros estão desesperados!!!!!!
O Laranjão so ajudou a linha dura iraniana,Ahmad Vahidi era temido dentro do proprio grupo,era mantido afastado. Acordo so sai com sua autorização.
Ahmad Vahidi esta disposto a impor a vontade de Teerã sobre o laranjão.
Até dentro do Pentágono estão desmoralizado o laranjão, isso mostra que há descontentamento.
Se o laranjão acha que vai ter gopi, é melhor ele sair fora dos EUA faltando 2 meses para acabar o mandato vão botar ele na cadeia.
Uma coisa é certa, as indústrias bélicas americanas irao ter pedidos por muitos e muitos anos.
Não vejo como o Irã estaria se fortalecendo após ter 13 mil avos atingindos em ataques de precisão. São alvos militares, fabris e de comando.
E quanto ao aspecto financeiro, você está considerando apenas quanto os EUA gastaram, e não quanto deram de prejuízo.
Qual o tamanho do prejuízo em ter 13 mil alvos atingidos? Um único taque custa milhões de dólares. E uma fabrica destruída, independente o que ela produza? E quantos milhões está perdendo por dia com o fechamento do estreito? (que não é só o petróleo, o comercio exterior como um todo)
Acho que o Irã teve mais prejuízo que os EUA heim…
Mas mesmo que os EUA tenham gastado um pouco mais, quanto impacta esse prejuízo considerando o PIB de cada país?
Aí sim, pode ter certeza que a situação é muito mais desfavorável ao Irã.
O Irã afirma que as perdas de guerra estimadas em US$ 270 bilhões devem ser compensadas, enquanto novas negociações com os EUA se aproximam.O Irã exige indenização pelos danos de guerra causados pelos ataques dos EUA e de Israel contra infraestruturas críticas.
https://www.aljazeera.com/news/2026/4/15/iran-says-270bn-war-loss-must-be-compensated-as-fresh-talks-with-us-loom
Como em toda guerra, temos muitas narrativas, não podemos nos prender apenas nas de um lado
Afinal, em quase toda guerra, ninguém está totalmente certo ou totalmente errado.
No mais, não deixo de concordar com você que o Trump errou feio em se meter nessa.
Apenas não consigo concordar que os EUA estejam esgotando estoques, enquanto o Irã se fortalece…
Afinal os EUA sempre sempre se prepararam para um conflito de muito maior intensidade com potências de primeira linha… não vai ser um conflito local com o Irâ que vai quebrar eles.
Bom para o Brasil.
Em que pese não haver demanda de drones militares (haver há, no hay plata), nossa indústria de drones é bem estabelecida e seus investimentos são assegurados por uma crescente demanda agrícola.
Lembrando que os drones são versáteis e tem potencial de uso dual.
Sorte nossa, porque se dependesse de planejamento e competência nós tava é lascado.
“Os americanos gastaram bilhões de dólares, destruíram relativamente pouco do poder militar iraniano ”
kkkkkkkkkk isso aqui é tão torcedor que nem da pra levar a sério.
Os caras tomara mais de 1.300 mísseis na cabeça e tiveram “relativamente poucas perdas” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, só tu acredita nisso, eles estão em frangalhos, tem sorte de ser um país grande e montanhoso, e uma boa estrutura de mísseis e drones, mas o prejuízo é descomunal!
Eu fico de cara com essas reportagens da imprensa “isenta” da extrema direita. rsss
É tudo baseado no “alguém disse”, “eu acho”, o primo do amigo da biscate do cabo corneteiro ficou sabendo”. rrrr
Aí quando um pronunciamento oficial do governo desmente, é tido como mentira.
Nem dá pra ficar comentando em cima desse tipo de matéria.
Ops! extrema direita = extrema esquerda