BOXER RCT30

OCCAR exerce opção prevista no contrato de 2025 e encomenda mais 69 blindados de combate de infantaria sobre rodas; Alemanha receberá 35 unidades adicionais e Países Baixos, outras 34

A ARTEC, joint venture formada pela KNDS Deutschland e pela Rheinmetall, recebeu da agência europeia de aquisições OCCAR uma nova encomenda para o fornecimento de 69 veículos de combate de infantaria sobre rodas BOXER RCT30 destinados às Forças Armadas da Alemanha e dos Países Baixos.

A nova compra corresponde ao exercício de uma opção prevista no contrato assinado em 2025 para 222 sistemas, elevando para 291 veículos o total contratado pelos dois países.

A Bundeswehr, que havia encomendado inicialmente 150 BOXER RCT30, receberá agora mais 35 unidades, aumentando sua futura frota para 185 veículos.

Já o Exército Real dos Países Baixos receberá 34 unidades adicionais. Com a ampliação, a força neerlandesa passará a contar com 106 BOXER RCT30.

Cooperação industrial entre Alemanha e Países Baixos

A aquisição conjunta reforça a cooperação militar e industrial entre Berlim e Haia, que já possuem programas comuns envolvendo diferentes sistemas terrestres.

O CEO da KNDS Deutschland, Florian Hohenwarter, destacou que a parceria entre a empresa e o Exército neerlandês se estende há décadas e inclui programas como o Leopard 2 e o próprio BOXER.

Segundo Hohenwarter, a aquisição conjunta aumenta os volumes de produção e permite acelerar entregas, ao mesmo tempo em que produz efeitos positivos sobre treinamento, logística e interoperabilidade.

“A aquisição conjunta de um sistema e os maiores volumes de produção resultantes não apenas permitem entregas mais rápidas. Isso também tem um impacto direto e positivo sobre treinamento e logística e garante interoperabilidade entre as forças armadas”, afirmou.

BOXER RCT30 será base das novas “Forças Médias”

O BOXER RCT30 foi desenvolvido para atuar como um dos principais sistemas das novas “Medium Forces” — Forças Médias — da Alemanha.

O conceito procura combinar a mobilidade estratégica e operacional de um veículo sobre rodas com um nível de poder de fogo normalmente associado a veículos de combate de infantaria mais pesados.

Na Bundeswehr, o veículo recebeu a designação “Schakal”.

A plataforma combina o chassi modular BOXER, já em serviço ou contratado por sete países, com a torre não tripulada RCT30, derivada da utilizada no veículo de combate de infantaria PUMA.

A configuração permite que o blindado engaje alvos em movimento mesmo enquanto o próprio veículo está se deslocando.

Canhão de 30 mm e capacidade contra drones

O principal armamento do BOXER RCT30 é um canhão automático de 30 mm, integrado à torre remotamente controlada.

Segundo a KNDS, o sistema também foi concebido para enfrentar drones e aeronaves, ampliando a capacidade de defesa contra ameaças aéreas de baixa altitude.

A importância dessa função cresceu significativamente nos últimos anos, à medida que pequenos veículos aéreos não tripulados passaram a desempenhar papel central em missões de reconhecimento, correção de artilharia e ataque.

A combinação de sensores, estabilização e armamento automático permite ao BOXER RCT30 desempenhar simultaneamente funções de combate terrestre e defesa aproximada contra determinadas ameaças aéreas.

MELLS amplia capacidade anticarro

Além do canhão de 30 mm, o veículo é equipado com o sistema anticarro MELLS — Mehrrollenfähiges Leichtes Lenkflugkörpersystem, um sistema leve de mísseis guiados de emprego múltiplo.

O armamento oferece ao BOXER RCT30 capacidade para enfrentar carros de combate principais, ampliando significativamente seu poder ofensivo contra veículos pesadamente blindados.

Com o MELLS, o “Schakal” pode atuar não apenas contra infantaria, posições fortificadas e veículos leves, mas também contra ameaças blindadas de primeira linha.

Seis soldados

O BOXER RCT30 possui capacidade para transportar seis soldados, além de sua própria tripulação.

Na estrutura das futuras Medium Forces alemãs, o veículo será o principal sistema de armas da infantaria mecanizada.

A proposta é criar unidades capazes de deslocar-se rapidamente por longas distâncias utilizando a elevada mobilidade rodoviária do BOXER, mantendo ao mesmo tempo proteção, sensores e poder de fogo suficientes para operações de combate de alta intensidade.

Esse conceito ocupa uma posição intermediária entre forças leves, com grande mobilidade mas proteção limitada, e brigadas pesadas equipadas com carros de combate e veículos de infantaria sobre lagartas.

BOXER amplia presença internacional

Com Alemanha e Países Baixos passando a operar ou contratar especificamente a configuração RCT30, quatro países já possuem contratos para essa versão do BOXER, segundo a KNDS.

A família BOXER, porém, possui uma base internacional ainda maior.

A plataforma modular foi concebida para receber diferentes módulos de missão, permitindo configurar o mesmo veículo para transporte de tropas, comando, ambulância, engenharia, reconhecimento e outras funções.

Essa modularidade transformou o BOXER em um dos principais programas de veículos blindados sobre rodas da Europa.

A nova encomenda alemã-neerlandesa também reforça a tendência de aquisições multinacionais de equipamentos padronizados, permitindo reduzir custos unitários, aumentar a escala industrial e simplificar treinamento, manutenção e logística.

Com a opção agora exercida, Alemanha e Países Baixos passam a ter 291 BOXER RCT30 contratados conjuntamente, consolidando o “Schakal” como um dos principais veículos de combate de infantaria sobre rodas da nova estrutura terrestre europeia.■



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Tomcat4.8
Tomcat4.8
1 mês atrás

Voltamos !!!rs
Este blindado é caríssimo mas aparenta ser excepcional tbm principalmente por sua modularidade ímpar.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  Tomcat4.8
1 mês atrás

Como todo produto alemão, assim como o Airbus Tiger, A-400 Atlas e o NH-90,que não é 100% alemão e sim fruto de um consórcio entre
Alemanha em parceria com França, Itália e Países Baixos.

Hcosta
Hcosta
1 mês atrás

Portugal só terá os Leo2 como veículos de lagartas com a compra do Cesar e do Boxer, o que me parece ser algo perfeitamente viável e sem grandes perdas operacionais.

Agora talvez a compra de veículos mais baratos para complementar, como o Patria 6×6, ou usar os Pandur, o que pode implicar a conversão de algumas dezenas para outras funções.

Silva Jardim
Silva Jardim
Responder para  Hcosta
1 mês atrás
Zoe
Zoe
1 mês atrás

Tipo o Braziu! Só que ao contrario.

Raphael
Raphael
Responder para  Zoe
1 mês atrás

Fazendo um paralelo com o EB, nossas forças mecanizadas serão mobiliadas com as versões das viaturas GUARANI em todas as suas versões (transporte de pessoal / C2C / Mrt / Ambulância/ etc…), GUAICURUS, CENTAUROS e caso seja autorizada os ATMOS compondo a artilharia mecanizada! Essa tropa é uma revolução na nossa doutrina.

Zoe
Zoe
Responder para  Raphael
1 mês atrás

O Brasil costuma reduzir as encomendas, não ampliar. Inclusive reduziu dos Guaranis.

Agora é época de eleição, podem vir varias promessas de compras. Mas na hora de pagar, vão atrasar, e vão reduzir as compras.

Silva Jardim
Silva Jardim
1 mês atrás

Falta ao brasil a versão de guerra eletrônica para o centauro ou o Guarani. E defesa aérea móvel. Um míssil do tipo Coyote fabricado por aqui.

Silva Jardim
Silva Jardim
1 mês atrás

Os marines americanos e os LAV25

https://m.youtube.com/shorts/Is9KlDmLjIE

Vídeo curto

Carlos Pietro
Carlos Pietro
1 mês atrás

Que baita máquina. Lindo e imponente veículo.

Klesson Nascimento
Klesson Nascimento
1 mês atrás

A silhueta desta torre de 30mm aparenta ser bem mais baixa que a UT30 do Guarani.
Deve ter componentes e equipamentos melhor distribuídos.

Lap
Lap
1 mês atrás

Esse produto vai ter fábrica em Portugal.

Luís Henrique
Luís Henrique
30 dias atrás

Excelente mas caríssimo.
Preço base de 7 a 9 milhões de euros.
Em contratos recentes saiu por mais de 23 milhões de euros cada no pacote completo.

Os chineses e russos oferecem blindados mais leves com valores entre 1 e 2 milhões. E blindados pesados com valores entre 3 e 4 milhões.

Para países que não querem comprar dos chineses ou russos, ainda tem Patria AMV XP no mínimo pela METADE do preço do Boxer ou quase 3x mais barato.
Tem tb o Mowag Piranha V que custa metade ou menos da metade.
E tem também o Iveco SuperAV AVC que tb custa 3x menos.

Com estes 3 você tem 90% da proteção de um Boxer, 100% do poder de fogo e pagando 3x menos.

O da Iveco talvez fique entre 85 e 90% da proteção porque é anfíbio e um pouco mais leve.
Qualquer um dos 3 valem muito mais à pena que o Boxer.

Última edição 30 dias atrás por Luís Henrique