Trump impõe tarifas de até 100% sobre drones e componentes importados pelos EUA

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Medida atinge com tarifa máxima drones acima de 25 kg, modelos equipados com câmeras térmicas e componentes considerados críticos; governo norte-americano afirma que dependência de fornecedores estrangeiros representa risco à segurança nacional e pretende estimular produção dentro dos Estados Unidos

WASHINGTON — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma proclamação estabelecendo tarifas de até 100% sobre drones e componentes importados, em uma nova iniciativa para reduzir a dependência norte-americana de fornecedores estrangeiros, especialmente da indústria chinesa, e ampliar a capacidade doméstica de produção de sistemas aéreos não tripulados.

A medida, anunciada pela Casa Branca em 13 de agosto, não estabelece uma tarifa uniforme de 100% para todos os drones. A alíquota máxima será aplicada aos equipamentos considerados mais sensíveis do ponto de vista da segurança nacional, incluindo drones com peso máximo de decolagem superior a 25 kg, modelos equipados com capacidade de imageamento térmico, suas estações de acoplamento e determinados componentes críticos.

Drones menores e que não possuam determinadas capacidades consideradas sensíveis estarão sujeitos, em princípio, a uma tarifa adicional de 25%, assim como outros tipos de componentes.

China é o principal alvo da medida

Embora a proclamação estabeleça critérios técnicos e não seja apresentada formalmente como uma tarifa exclusiva contra a China, a decisão é amplamente vista como mais uma etapa da ofensiva de Washington para reduzir a presença da tecnologia chinesa no mercado norte-americano de drones. O Financial Times classificou a iniciativa como uma medida voltada diretamente para enfrentar a predominância chinesa no setor.

A China possui uma posição dominante na produção mundial de drones comerciais. A DJI, maior fabricante mundial do setor, vende mais da metade dos drones comerciais utilizados nos Estados Unidos, segundo dados citados pela Reuters. A empresa e a também chinesa Autel já vinham sendo atingidas por sucessivas restrições impostas por órgãos norte-americanos.

A nova tarifa deverá elevar substancialmente o custo de entrada de determinados produtos chineses no mercado dos EUA. Ao mesmo tempo, Washington espera tornar economicamente mais atraentes drones e componentes produzidos dentro do território norte-americano.

O argumento central da administração Trump é que a atual dependência de fornecedores estrangeiros criou uma vulnerabilidade estratégica justamente em uma área tecnológica que ganhou enorme importância nos conflitos recentes.

Guerra na Ucrânia colocou drones no centro da estratégia militar

A Casa Branca afirmou que os sistemas aéreos não tripulados se tornaram uma tecnologia fundamental para os conflitos modernos e serão essenciais para futuras operações das Forças Armadas norte-americanas. A administração considera particularmente preocupante que drones utilizados tanto pelo setor comercial quanto pelo próprio aparato militar dos Estados Unidos continuem dependendo de componentes produzidos no exterior.

A experiência de guerras recentes, especialmente na Ucrânia, demonstrou que drones relativamente baratos podem ser empregados em escala para reconhecimento, ataque, correção de tiro de artilharia, guerra eletrônica e destruição de veículos blindados, sistemas de defesa aérea e infraestrutura.

Para Washington, isso significa que a capacidade de fabricar rapidamente milhares ou mesmo milhões de drones e seus componentes deixou de ser apenas uma questão comercial e passou a fazer parte da base industrial necessária para sustentar uma guerra de alta intensidade.

A Casa Branca afirma que a produção norte-americana precisa ser ampliada rapidamente para atender às necessidades econômicas e de segurança nacional do país.

Investigação concluiu que EUA estão excessivamente dependentes do exterior

A decisão foi tomada após uma investigação conduzida pelo secretário de Comércio, Howard Lutnick, com base na Seção 232 do Trade Expansion Act de 1962, legislação que permite ao presidente restringir importações consideradas capazes de ameaçar a segurança nacional dos Estados Unidos.

Segundo a conclusão apresentada ao presidente, a penetração de fabricantes estrangeiros no mercado norte-americano de sistemas aéreos não tripulados tornou-se substancial e os Estados Unidos estão excessivamente dependentes de fontes externas tanto para drones quanto para seus componentes.

A investigação também concluiu que equipamentos produzidos por determinadas entidades estrangeiras podem representar riscos de segurança, incluindo vulnerabilidades cibernéticas, enquanto a capacidade industrial doméstica não seria suficiente para atender plenamente às necessidades estratégicas do país.

A investigação da Seção 232 sobre drones e componentes havia sido aberta pelo Departamento de Comércio em julho de 2025, como parte de uma série de avaliações de segurança nacional envolvendo setores considerados estratégicos.

Países aliados terão tarifas menores

A proclamação também cria condições diferenciadas para alguns dos principais aliados comerciais dos Estados Unidos.

Drones e componentes originários da União Europeia, Japão, Liechtenstein, Coreia do Sul, Suíça e Taiwan ficarão sujeitos a uma tarifa de 15%, desde que praticamente todo o hardware, software e tecnologia empregados no produto tenham origem nesses países ou nos próprios Estados Unidos.

Produtos provenientes do Reino Unido terão tarifa de 10%, também de acordo com as condições estabelecidas pela administração norte-americana.

A estrutura cria, na prática, uma diferença significativa entre produtos provenientes de países considerados parceiros estratégicos e aqueles oriundos de fornecedores que não estejam cobertos pelos acordos preferenciais.

Tarifas começam a valer em 21 dias

As principais tarifas entrarão em vigor 21 dias após a assinatura da proclamação. Para componentes considerados menos sensíveis, a administração concederá um período maior de adaptação: as novas alíquotas somente começarão a ser aplicadas 180 dias depois da assinatura.

Produtos e componentes que recebam autorização específica do Pentágono para serem excluídos da chamada Covered List da Federal Communications Commission (FCC) também poderão contar com o período de transição de 180 dias.

A diferenciação busca impedir uma interrupção imediata das cadeias produtivas norte-americanas, muitas das quais ainda dependem de motores elétricos, controladores de voo, sistemas de comunicação, câmeras, sensores, baterias e outros componentes fabricados no exterior.

FCC já havia endurecido restrições contra drones estrangeiros

A tarifa se soma a medidas regulatórias adotadas anteriormente.

Em dezembro de 2025, a FCC incluiu drones estrangeiros e determinados componentes críticos em sua Covered List, utilizada para identificar equipamentos considerados capazes de representar riscos inaceitáveis à segurança nacional. A decisão passou a impedir que novos modelos abrangidos pela medida recebessem autorização da FCC, requisito necessário para a importação e comercialização de grande parte dos dispositivos sem fio nos Estados Unidos.

A decisão, entretanto, não proibiu o uso de drones que já haviam sido adquiridos nem retirou automaticamente do mercado modelos que haviam recebido autorização anteriormente.

DJI e Autel estão entre as empresas chinesas mais afetadas pelas restrições. A DJI contesta as alegações de que seus equipamentos representem ameaça à segurança e abriu uma ação judicial contra a decisão da FCC, sustentando que avaliações independentes demonstram a segurança de seus produtos.

Governo quer atrair linhas de produção para os EUA

A administração Trump também pretende utilizar as tarifas como instrumento para forçar a transferência da produção para território norte-americano.

A proclamação autoriza o secretário de Comércio a criar um programa de onshoring destinado a empresas dispostas a realizar novos investimentos na fabricação de drones e componentes nos Estados Unidos.

O objetivo é criar incentivos para que fabricantes estrangeiros ou empresas norte-americanas atualmente dependentes da Ásia estabeleçam linhas de montagem e cadeias de fornecedores dentro do país.

A estratégia acompanha outras medidas adotadas por Trump em setores considerados estratégicos, como semicondutores, aço, alumínio, cobre e produtos farmacêuticos, utilizando tarifas e benefícios condicionados à produção doméstica como ferramentas de política industrial.

Empresas norte-americanas reagiram com alta na Bolsa

O mercado respondeu rapidamente ao anúncio. Ações de fabricantes norte-americanos de drones subiram nas negociações anteriores à abertura das bolsas nesta sexta-feira (14).

A AeroVironment, Red Cat Holdings, Ondas e Kratos Defense registraram ganhos, enquanto a Unusual Machines, fabricante norte-americana de componentes de drones que possui ligações empresariais com Donald Trump Jr., chegou a subir cerca de 14% no pré-mercado.

A reação reflete a expectativa de que as novas tarifas tornem os produtos fabricados nos Estados Unidos mais competitivos diante dos sistemas importados.

O efeito sobre usuários civis, entretanto, poderá ser diferente. Agricultura, construção civil, cinematografia, inspeção de infraestrutura, segurança pública e serviços de emergência nos Estados Unidos utilizam amplamente drones estrangeiros, especialmente equipamentos chineses, devido à combinação de preço, disponibilidade e desempenho.

A substituição dessa cadeia deverá exigir investimentos significativos. Analistas ouvidos pelo Financial Times avaliam que a transição para fornecedores norte-americanos ou de países aliados poderá representar custos elevados para empresas e órgãos públicos que hoje dependem da tecnologia chinesa.

Drones passam a ser tratados como indústria estratégica

Mais do que uma nova tarifa comercial, a decisão mostra como Washington passou a tratar os drones de maneira semelhante a outros setores considerados fundamentais para a segurança nacional.

A administração Trump argumenta que os Estados Unidos não podem depender de potenciais adversários para fornecer equipamentos e componentes que poderão ser necessários em larga escala durante uma guerra. A preocupação abrange não apenas drones militares de grande porte, mas também pequenos sistemas comerciais que, como demonstrado nos conflitos recentes, podem ser rapidamente adaptados para emprego militar.

Com a tarifa máxima de 100% sobre os sistemas considerados mais sensíveis, a alíquota de 25% sobre modelos menores, taxas preferenciais para aliados e incentivos para instalação de fábricas nos Estados Unidos, Washington procura acelerar uma reorganização da cadeia mundial de drones.

A consequência mais imediata deverá ser o aumento da pressão sobre fabricantes chineses. No prazo mais longo, contudo, o objetivo declarado da Casa Branca é muito mais ambicioso: criar uma indústria doméstica capaz de produzir em escala os drones e componentes que os Estados Unidos consideram indispensáveis para os conflitos do futuro.■



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amarante
amarante
28 dias atrás

A mão laranja do mercado

LUIZ
LUIZ
Responder para  amarante
28 dias atrás

Economia liberal foi pra o saco.

Peter Nine Nine
Peter Nine Nine
Responder para  LUIZ
28 dias atrás

A economia liberal é uma coisa que funciona aliada a princípios indomáveis e estratégicos.

MMerlin
MMerlin
Responder para  LUIZ
27 dias atrás

Realmente está imposição de taxações trará um impacto negativo tanto de econômico quanto tecnológico para o mercado americano.

Como competir tecnologicamente com um país que forma uma quantidade recorde de engenheiros.

Como competir com um país que consegue produzir equipamentos e componentes com custos a 1/7 do valor de outros locais com custos mínimos de transporte.

Impossível.
E isto não vale apenas para os EUA.
Vale para Europa.
Vele principalmente para o Brasil.

Boa parte dos produtos que consumismos vem daquele pais.
E não me restringo a produtos ligados à tecnologia.

Atualmente, nosso principal modal de relacionamento econômico com a China é a agricultura.
Mas este pais tem como planejamento (de Estado) reduzir a dependência estrangeira deste setor em 25% até 2030.
Até 2050 reduzir até 95%.
Tecnologia e dinheiro eles tem para isso.
Nosso pais já está se preparando para isto? Dúvida.

Lembrando que, na China, plano de Estado vem acompanhado de comprometimento.

MMerlin
MMerlin
Responder para  MMerlin
27 dias atrás

Complementando.

Tenho uma empresa que produz equipamentos de comunicação com segurança para indústria.
Algumas fabricantes automotivas estrangeiras são meus clientes.
Principalmente as fábricas em outros países.
Boa parte delas já solicitou ajustes contratuais.
O motivo?
Planejamento de médio prazo para alterar o modelo de fabricação no país para linhas de montagens modelo CKD e SKD.
Levando a linha de desenvolvimento e produção para os países de origem e deixando conosco apenas a montagem.

gordo
gordo
Responder para  amarante
28 dias atrás

Não vai ser taxando que ele vai resolver um problema estrutural dos EUA. A impressão que tenho é que esse movimento tem o propósito especulativo, gerando bons lucros no mercado de ações para alguns privilegiados. A realidade do setor industrial dos EUA vai se impor. Por sinal a indústria dos EUA perdeu tração justamente por causa desses movimentos especulativos na bolsa e bancos, isso vem desde os anos 80 e essa gente tem força no establishment. Trump se criou vendendo ideias, e dando prejuízo para sócios. A conta dessa gestão vai chegar.

Cristiano ciclope
Cristiano ciclope
28 dias atrás

Eu sempre achei que ser liberal era o estado não meter o bedelho na economia de mercado, mas acho que me enganei!

Dr. Mundico
Dr. Mundico
Responder para  Cristiano ciclope
28 dias atrás

Aqui não estamos falando de “economia de mercado” ou coisa parecida.
Quando o assunto é defesa nacional e produção de armas em larga escala, quem manda é o Estado.
Isso vale em qualquer país do mundo.

Deadeye
Deadeye
Responder para  Dr. Mundico
28 dias atrás

Simplesmente tarifar importações não fazem a industria aparecer. O Brasil taxa GPUs em 60% e não temos produção disso.

Você precisa tarifar e ter uma politica industrial…como Coreia do Sul e Japão fizeram.

Dr. Mundico
Dr. Mundico
Responder para  Deadeye
28 dias atrás

Não estamos falando de automóveis, geladeiras ou telefones celulares mas sim de drones para uso militar, ou seja armas!
A única intenção dos EUA é incentivar produção e tecnologia locais para não ficar dependente de fornecedores estrangeiros.
Só isso.

deadeye
deadeye
Responder para  Dr. Mundico
27 dias atrás

E não vai funcionar.

Jadson S. Cabral
Jadson S. Cabral
Responder para  Dr. Mundico
26 dias atrás

)Essas sanções não têm a ver diretamente com defesa. É apenas um país tentando passar a rasteira na indústria do competidor porque não consegue competir de igual pra igual.

Paulo
Paulo
28 dias atrás

Quem tem mais de 60 anos deve se lembrar da politica de ” reserva de mercado ” para informática arquitetada no final dos anos 70 e nos anos 80 aqui no BR. Empresas nacionais foram beneficiadas com mercado fechado para produtos importados. Foi o auge do polo industrial de Manaus. Todas as empresas de informática tinham uma montadora lá.
A Itautec era a mais vistosa, mas havia outras, muitas outras, que já não existem mais, incluindo a Itautec. O problema dessa política é que ela cria uma ” leniencia ” no empresário que vê seu produto imune à concorrência, e acaba se descuidando da qualidade e eficácia dele. Por outro lado o empresário nacional não tinha a cultura de produzir tecnologia, e arriscar capital em inovação, que aliás nem sempre dá certo. Às vezes dá muito errado, como a gente assiste no mundo. Uma coisa acabou se somando à outra, e a reserva de mercado, acabou entregando produtos tecnologicamente defasados à preços altíssimos.

Jadson S. Cabral
Jadson S. Cabral
Responder para  Paulo
26 dias atrás

No fim das contas o que aconteceu foi o Brasil ficar décadas atrasado.
Enquanto o mundo via tecnologia nova surgir todos os dias na briga entre Apple, ibm e tantas outras fabricantes (pra ficar só no computador), a gente tava sempre usando computadores defasados, cópias de tecnologia velha de anos atrás.
Tudo aqui era cópia barata de algo importado, que quando achávamos que era novidade, já existia algo 10 anos a frente lá fora.

Diogo de Araujo
28 dias atrás

E aqui queremos tudo de prateleira, na contramão do pensamento americano. Quem será que está certo?

Adriano Madureira
Adriano Madureira
28 dias atrás

Esse palhaço realmente acredita na eficácia de suas tarifas?!

Nada como ter um arrogante obtuso no salão oval da Casa Branca…

Para quem disse que iria reviver para os americanos a tal “era de Ouro”, oque vejo é a possibilidade da Era de ouro da depressão…

O número de americanos que estão perdendo suas casas e fazendas devido a hipotecas não pagas aumentou, assim como o número de pessoas morando em carros.aumentou significativamente nos últimos anos.
Estimativas apontam que entre 1 milhão e 2 milhões de pessoas vivem em veículos nos Estados Unidos, impulsionadas pelo alto custo de moradia e pela inflação.

Os Estados Unidos enfrentam uma crise habitacional e financeira acentuada.
Os custos elevados de moradia, a inflação acumulada e as tensões comerciais globais pressionam as famílias e os pequenos produtores.

Os processos de execução hipotecária (foreclosures) registraram uma forte alta.
Os dados mais recentes apontam um salto de 21% no primeiro semestre, totalizando quase 228.000 propriedades notificadas.

Os pedidos de falência de agricultores americanos saltaram quase 50%.
As tarifas protecionistas impostas pelos EUA geraram retaliações comerciais de grandes compradores (como a China sobre a soja), reduzindo drasticamente as receitas de exportação.
Somado aos altos custos de insumos (como fertilizantes) e juros altos, muitos fazendeiros foram forçados a leiloar terras e maquinários para cobrir dívidas operacionais.

Esse Beócio achava que iria ferrar o Canadá com suas tarifas, mas a realidade é que o Canadá está indo bastante bem.

Enquanto o Canadá registrou uma surpresa positiva com a criação de mais de 75 mil vagas e queda no desemprego para 6,4% em julho, os Estados Unidos eliminaram 23 mil postos no mesmo mês, com taxa de desemprego em 4,1%.

Devido a guerra de Taxas, o primeiro-ministro de Ontário, Doug Ford, impôs uma sobretaxa de 25% sobre a energia elétrica exportada da província canadense para os estados americanos de Michigan, Nova York e Minnesota.
A medida, iniciada em março de 2025, foi uma retaliação direta às tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos.

A alta de 25% afetou cerca de 1,5 milhão de residências e empresas nos EUA.
O adicional gerou milhares de dólares por dia para o tesouro de Ontário, valor destinado a apoiar trabalhadores locais afetados pelas tarifas.
Ford ameaçou elevar ainda mais as taxas ou cortar completamente o fornecimento de energia se o conflito comercial se agravasse.

Setor de AlumínioA venda de alumínio canadense para mercados externos (especialmente a Europa) passou a gerar margens mais vantajosas e prêmios mais altos para os produtores do que o mercado dos EUA, revertendo o cenário histórico.

A escalada da guerra envolvendo o Irã cortou o fornecimento tradicional de alumínio para o mercado europeu.
Com a escassez, os prêmios físicos pagos na Europa dispararam para níveis recordes, tornando o continente financeiramente muito atraente.

As exportações de alumínio bruto do Canadá para países europeus, incluindo Holanda, Itália e Grécia, dispararam mais de 50% em termos mensais recentes.
A fatia de mercado europeu nas exportações de Quebec saltou de quase zero para quase um quinto do total.
Paralelamente, o volume de exportações de alumínio do Canadá em direção aos EUA registrou uma queda contínua de cerca de 24% a 25% ano a ano.

Alguns países aceitam baixar a cabeça e beijar a bunda laranja, outros preferem jogar Xadrez com oponente que joga Damas…

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  Adriano Madureira
27 dias atrás

Sim, o americano comum vai penar muito…

Jadson S. Cabral
Jadson S. Cabral
26 dias atrás

Quem perde é o cidadão americano, que deixará de ter acesso a DJI, que é simplesmente o maior e melhor fabricante de drones do mundo, ou no mínimo pagarão muito mais caro.

Tá aí o símbolo do liberalismo. Bom quando sou eu ganhando dinheiro, péssimo quando existe concorrência. Espero que os idiotas brasileiros estejam observando bem para pararem de nos comparar com os EUA, como se o Brasil fosse um país absolutamente fechado e os tudo nos EUA fosse melhor aqui aqui.