Operadores de drones ucranianos ‘destroem’ brigada blindada dos EUA em exercício na Alemanha

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Combined Resolve 26-07 (1)

Militares ucranianos empregaram drones de reconhecimento, bombardeiros e FPV para localizar e neutralizar rapidamente veículos blindados norte-americanos durante o Combined Resolve; tropas dos EUA precisaram ser “ressuscitadas” no exercício para que a batalha simulada pudesse continuar

HOHENFELS — Operadores de drones ucranianos conseguiram, em um exercício militar realizado na Alemanha, neutralizar virtualmente uma brigada blindada do Exército dos Estados Unidos, expondo dificuldades das forças norte-americanas para enfrentar a combinação de pequenos drones de reconhecimento e ataque que se tornou uma das características dominantes da guerra na Ucrânia.

O episódio ocorreu durante o exercício Combined Resolve 26-07, realizado entre abril e maio no Joint Multinational Readiness Center (JMRC), em Hohenfels, na Baviera. Cerca de 3.500 militares norte-americanos, principalmente da 3rd Armored Brigade Combat Team da 1st Cavalry Division, participaram do treinamento.

Segundo reportagem do Wall Street Journal, a brigada norte-americana recebeu a missão de atacar posições defendidas pela força de oposição do centro de treinamento, reforçada por operadores ucranianos da unidade Nemesis, especializada em sistemas não tripulados e com extensa experiência de combate contra as forças russas.

O resultado inicial foi contundente.

Autoridades norte-americanas informadas sobre o exercício e um participante disseram ao jornal que os operadores ucranianos conseguiram “eliminar” a brigada blindada dos EUA na simulação. Não houve destruição real dos veículos: nos exercícios, um drone que consegue aproximar-se suficientemente de um alvo pode receber dos avaliadores a atribuição de uma destruição simulada.

O ritmo das perdas virtuais foi tão elevado que veículos norte-americanos considerados destruídos tiveram de ser enviados novamente para o campo de batalha — uma espécie de “respawn” militar — para que o treinamento pudesse continuar.

 

Blindados levantavam poeira e eram rapidamente detectados

Um dos principais problemas enfrentados pelos norte-americanos foi a dificuldade de esconder grandes formações mecanizadas de um inimigo equipado com numerosos sensores aéreos baratos.

Segundo um participante ouvido pelo WSJ, os veículos pesados empregados pelas tropas dos EUA levantavam nuvens de poeira durante seu deslocamento, tornando-se alvos fáceis para os pequenos drones de reconhecimento ucranianos. Depois que um veículo era localizado, outros drones eram enviados para realizar o ataque simulado.

O procedimento reproduzia precisamente a chamada cadeia “detectar-identificar-atacar” desenvolvida durante mais de quatro anos de guerra na Ucrânia.

Drones de reconhecimento procuravam as formações norte-americanas. Em seguida vinham aparelhos capazes de lançar cargas explosivas e drones FPV (First Person View), controlados por operadores que recebem imagens em tempo real e conduzem o aparelho diretamente até o alvo.

Na guerra real, a combinação transformou grandes áreas do campo de batalha ucraniano. Blindados, caminhões, peças de artilharia, postos de comando e até pequenos grupos de soldados podem ser detectados e atacados poucos minutos depois de serem identificados.

O Ministério da Defesa da Ucrânia afirma que suas unidades especializadas estão desenvolvendo uma doutrina baseada na criação de uma “kill zone” com profundidade de 10 a 15 quilômetros, na qual sistemas não tripulados devem detectar e atacar forças adversárias antes que consigam aproximar-se das posições da infantaria. A 412ª Brigada Separada de Sistemas Não Tripulados Nemesis integra essa estrutura.

Americanos tinham sistemas de guerra eletrônica e antidrones

A derrota simulada chama atenção porque a brigada norte-americana não estava completamente despreparada.

Segundo uma autoridade do Exército ouvida pelo WSJ, as tropas dispunham de equipamentos padrão de guerra eletrônica e defesa contra drones. Mesmo assim, inicialmente tiveram dificuldades para impedir que os pequenos aparelhos ucranianos localizassem e atacassem seus veículos.

O exercício também fazia parte de um esforço muito mais amplo do Exército dos EUA para adaptar suas formações às novas condições do campo de batalha.

Documentos oficiais revelam que a 3rd Armored Brigade Combat Team empregou durante o Combined Resolve mais de 400 sistemas aéreos não tripulados distribuídos entre seis comandos. A força também testou sensores acústicos, infravermelhos, de radiofrequência e radar conectados a sistemas de inteligência artificial destinados a reduzir o tempo entre a detecção de uma ameaça e sua destruição.

O comandante da brigada, coronel Michael E. Ziegelhofer, explicou durante o exercício que a intenção era combinar diferentes sensores e acelerar a transmissão das informações aos comandantes.

A própria documentação do Exército reconhece, entretanto, o problema central revelado pela Ucrânia: o campo de batalha está se tornando cada vez mais transparente.

O tenente-coronel Michael Andrew Cryer, comandante do 1st Battalion, 4th Infantry Regiment, afirmou que preservar a capacidade de realizar manobras ofensivas tornou-se um dos principais desafios porque uma força pode ser observada praticamente “a qualquer hora, em qualquer lugar”, tornando extremamente difícil permanecer escondida.

Tropas norte-americanas melhoraram durante o exercício

A história, porém, não terminou com a derrota inicial.

O cenário foi repetido durante aproximadamente duas semanas, e as forças norte-americanas começaram a modificar seu comportamento. Os soldados passaram a dispersar melhor os veículos, melhorar a camuflagem e utilizar de forma mais eficiente os sistemas de guerra eletrônica, reduzindo a facilidade com que eram localizados pelos drones.

No meio do exercício, os ucranianos também trocaram de lado.

Os operadores da Nemesis passaram a trabalhar com os norte-americanos, ensinando técnicas de emprego ofensivo dos drones. Segundo a autoridade do Exército citada pelo jornal, a eficácia das tropas dos EUA melhorou significativamente depois dessa mudança.

Esse é precisamente um dos objetivos de exercícios como o Combined Resolve: permitir que unidades sejam derrotadas em ambiente simulado, identifiquem as vulnerabilidades e desenvolvam novas táticas antes de enfrentarem o mesmo problema em uma guerra real.

O general da Força Aérea Alexus Grynkewich, comandante militar da OTAN, disse ao WSJ que esse tipo de experiência com os ucranianos oferece treinamento que dificilmente poderia ser reproduzido nos Estados Unidos. Segundo ele, a mudança observada nas forças da Aliança depois de exercícios contra os ucranianos é significativa.

Ucrânia acumulou experiência impossível de reproduzir em treinamento

A diferença fundamental está na experiência.

Os operadores ucranianos passaram mais de quatro anos lutando diariamente contra um adversário tecnologicamente sofisticado, num ambiente em que drones e guerra eletrônica evoluem em ciclos de semanas ou mesmo dias.

Além de pilotar os aparelhos, as equipes aprenderam a reparar drones no campo, modificar frequências de comunicação, adaptar cargas explosivas, alterar antenas, desenvolver contramedidas e responder continuamente às mudanças introduzidas pelas forças russas.

A Nemesis é uma das unidades especializadas nesse tipo de guerra. O Ministério da Defesa ucraniano incluiu oficialmente a 412ª Brigada entre as formações que integram a iniciativa Drone Line, concebida para transformar sistemas não tripulados em elemento permanente da estrutura de combate, em vez de tratá-los apenas como apoio ocasional às tropas convencionais.

A guerra também criou uma enorme escala industrial. A Ucrânia produz milhões de drones por ano e realiza milhares de ataques com sistemas não tripulados diariamente, segundo dados reunidos pela Reuters.

Nenhum exercício de algumas semanas consegue reproduzir completamente essa experiência.

O tanque não morreu, mas precisa mudar a forma de combater

O resultado em Hohenfels inevitavelmente alimenta o debate sobre o futuro das forças blindadas.

A guerra na Ucrânia demonstrou que tanques e veículos de combate que se movimentam ou permanecem concentrados sem proteção contra drones podem ser rapidamente identificados. A combinação de UAVs de reconhecimento, minas, artilharia, mísseis anticarro e drones FPV tornou extremamente arriscadas as grandes concentrações de blindados.

Isso não significa necessariamente o desaparecimento do tanque.

Oficiais norte-americanos argumentam que a extrema vulnerabilidade observada na Ucrânia também resulta da natureza relativamente estática da atual guerra. Em um conflito caracterizado por operações de manobra em grande velocidade, os blindados poderiam recuperar parte de sua vantagem tradicional.

A posição ucraniana tende a ser mais pessimista. O ex-comandante das Forças Armadas da Ucrânia Valeriy Zaluzhniy argumenta que a combinação atual de sensores e drones tornou extremamente difícil executar grandes manobras sem que as concentrações de tropas sejam detectadas e atacadas. Tanto Ucrânia quanto Rússia procuram novas tecnologias e táticas capazes de romper novamente essa transparência do campo de batalha.

O próprio Exército norte-americano já reconheceu publicamente a dimensão do desafio. Em análises publicadas pelo serviço, oficiais da 1st Armored Division defendem que praticamente todas as tarefas táticas das formações blindadas precisam ser reconsideradas diante da ameaça persistente dos drones.

Exército dos EUA está tentando acelerar a mudança

Washington já iniciou uma transformação de grande escala baseada nas lições da guerra da Ucrânia.

O Exército planeja ampliar drasticamente o número de sistemas não tripulados disponíveis às unidades e integrar drones, guerra eletrônica, sensores distribuídos e novas redes de comando às formações terrestres. Em 2025, o serviço já discutia equipar cada uma de suas doze divisões ativas com aproximadamente 1.000 drones de diferentes tipos.

O objetivo não é apenas possuir drones, mas utilizá-los em quantidade suficiente para que façam parte de praticamente todas as operações — reconhecimento, ataque, comunicações, transporte e aquisição de alvos.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos procuram soluções mais eficientes para destruir pequenos UAVs. Em 2026, o Exército iniciou o Project Flytrap, exercício multinacional voltado especificamente para acelerar o desenvolvimento de capacidades antidrones dentro da OTAN.

O problema revelado em Hohenfels, contudo, sugere que tecnologia isoladamente não basta.

Os norte-americanos já possuíam drones, sistemas de guerra eletrônica, sensores avançados e equipamentos antidrones. O que os ucranianos levaram ao exercício foi algo que não pode ser comprado imediatamente: milhares de horas de experiência adquiridas enfrentando diariamente um adversário que também utiliza drones e guerra eletrônica em grande escala.

Outros exércitos da OTAN já tiveram experiência semelhante

Os Estados Unidos não foram os primeiros aliados a descobrir isso.

Segundo o WSJ, tropas ucranianas também obtiveram resultados muito favoráveis em exercícios anteriores envolvendo forças britânicas, suecas, estonianas e de outros países europeus.

A Alemanha chegou à mesma conclusão por outro caminho. Em março, Berlim anunciou que militares ucranianos seriam utilizados como instrutores para ajudar o Bundeswehr a preparar-se para um possível conflito de alta intensidade. O treinamento inclui artilharia, engenharia, operações blindadas, drones e comando e controle.

Não se trata, portanto, apenas de aprender a pilotar pequenos quadricópteros.

A experiência ucraniana envolve uma nova organização do campo de batalha: sensores baratos distribuídos em grande número, operadores próximos das unidades de linha de frente, rápida transmissão de coordenadas, guerra eletrônica permanente, reparo descentralizado e a capacidade de substituir equipamentos perdidos em questão de horas.

Uma derrota simulada com uma mensagem real

A expressão de que os ucranianos “destruíram uma brigada blindada americana” precisa ser entendida no contexto correto.

Nenhum tanque ou veículo norte-americano foi realmente destruído e nenhum militar foi morto. Tratava-se de um exercício no qual observadores atribuíam baixas virtuais quando os drones conseguiam aproximar-se o suficiente para reproduzir um ataque que, em combate, provavelmente produziria danos ou destruição.

Mas isso não diminui a importância do resultado.

Uma brigada blindada norte-americana equipada com Abrams, Bradley, sistemas de guerra eletrônica, drones próprios e uma sofisticada estrutura de comando descobriu que uma força relativamente pequena de operadores experientes poderia transformar sua movimentação em uma sucessão rápida de alvos.

E talvez a parte mais importante do Combined Resolve tenha ocorrido depois da derrota.

Os americanos mudaram suas táticas, aprenderam a dispersar-se, esconder-se e empregar melhor a guerra eletrônica. Em seguida, os próprios ucranianos passaram a ensinar como utilizar os drones ofensivamente.

O exercício mostrou, portanto, duas realidades simultâneas.

A primeira é preocupante para Washington: as forças terrestres dos Estados Unidos ainda precisam adaptar-se profundamente ao tipo de guerra que já existe na Ucrânia.

A segunda é justamente a razão pela qual exercícios como o Combined Resolve são realizados: descobrir essas falhas em Hohenfels é infinitamente menos custoso do que descobri-las pela primeira vez em um campo de batalha real.■

OSINT / LIÇÕES APRENDIDAS
DRONES DA UCRÂNIA VS. FORÇAS BLINDADAS DOS EUA
Um regimento ucraniano de drones “destruiu” uma brigada blindada dos Estados Unidos durante um exercício da OTAN na Alemanha.

Exercício
COMBINED RESOLVE
Local
Hohenfels, Alemanha
Data
Abril – Maio de 2026

O confronto

Força Azul
~3.500 MILITARES DOS EUA
3ª Equipe de Combate de Brigada Blindada
1ª Divisão de Cavalaria
Fort Hood, Texas

Reforço da força de oposição
412º “NEMESIS”
Regimento das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia

O que aconteceu
A POEIRA ENTREGOU A POSIÇÃO

Os veículos blindados pesados levantavam grandes nuvens de poeira durante o deslocamento. Os drones de reconhecimento os localizaram rapidamente.
“DESTRUÍDOS” MAIS RÁPIDO DO QUE O EXERCÍCIO CONSEGUIA REGISTRAR

Drones FPV e UAVs de ataque neutralizaram veículos em um ritmo superior à capacidade do cenário de treinamento de absorver as perdas.
UNIDADES PRECISARAM SER “RESSUSCITADAS”

As perdas simuladas foram tão elevadas que formações norte-americanas tiveram de ser regeneradas e devolvidas ao campo para que o exercício pudesse continuar.
A BRIGADA FOI “DESTRUÍDA”

Autoridades norte-americanas familiarizadas com o exercício descreveram o resultado nesses termos.

A diferença por trás de tudo
Produção anual de drones

UCRÂNIA
~3.500.000

ESTADOS UNIDOS   ~300.000
O general David Petraeus classificou essa diferença como impressionante.

NÃO FOI UMA HUMILHAÇÃO — FOI UMA TRANSFERÊNCIA DE CONHECIMENTO
Ao longo de duas semanas, as unidades norte-americanas se adaptaram: passaram a dispersar melhor seus veículos, melhorar a camuflagem e empregar guerra eletrônica de forma mais eficiente a cada rotação.
No meio do exercício, os ucranianos trocaram de lado e passaram a ensinar às tropas dos EUA como empregar drones ofensivamente.

Não foi a primeira vez
Hedgehog 2025: operadores ucranianos de drones derrotaram, em exercício, um grupo de batalha da OTAN composto por vários milhares de militares, incluindo tropas britânicas e estonianas.

FONTE: THE WALL STREET JOURNAL

MacDonald / Seligman / Michaels — 12 de agosto de 2026
Quadro original: @alternative_war / CGT Analytics


Nota: os números, descrições e comparações reproduzem as informações apresentadas no quadro original. As “destruições” referem-se a baixas simuladas durante exercício militar.



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Renato
27 dias atrás

Velho esse exercito yankees é muita propagada.

wagner
wagner
Responder para  Renato
27 dias atrás

Imagina dentro do Irã no campo real de batalha?Irã no fim do combate, teria sucata para reciclar por 100 anos.

Última edição 27 dias atrás por wagner
Matheus
Matheus
Responder para  wagner
26 dias atrás

Os ucranianos também estão utilizando, inclusive com emprego de enxames de UAS.

Heinz
Heinz
Responder para  wagner
25 dias atrás

Os dois lados utilizam essa tática, é brutal…

deadeye
deadeye
Responder para  Renato
27 dias atrás

As forças armadas dos EUA não tem experiência “near peer”, sempre estão acostumados a operador com superioridade aerea e com vantagem em terra incontestável.

O mesmo vale para os outros exércitos europeus da OTAN, Rússia e Ucrânia tem mais experiencia em guerra convencional do que a OTAN nos ultimos 40 anos.

Carlos
Carlos
Responder para  deadeye
27 dias atrás

Os EUA andam em busca do atraso e dinheiro para isso não lhes falta dinheiro. Ouve o que diz o ex-Chefe de Estado Maior da Armada, Almirante Gouveia e Melo no vídeo com o titulo “TECNOLOGIA MILITAR PORTUGUESA EM DRONES”, e uma noticia recente “DRONES PORTUGUESES CONQUISTAM O MUNDO, mas sobre os americanos nada sei sobre o exército mas a USNAVY valida os seus meios, técnicas e procedimentos no CEOM em Portugal e podes ouvir o que dizem o RDML Kelly C. Ward, comandante do CTF-66 da 6ª esquadra e o embaixador dos EUA, John Arrigo nos vídeos com os títulos “Interview: CTF-66 Demonstration in Portugal – U.S. Navy RDML Kelly C. Ward DVIDS” e “Interview: Demonstration with CTF-66 in Portugal – U.S. Ambassador to Portugal John Joseph Arrigo DVIDS”. O que o Almirante Gouveia e Melo fala, são coisas que não são do domínio público e a notícia é referente a um contrato de milhões entre o governo britânico e a Tekever. Para teu conhecimento a Tekever tem duas usinas em Portugal, quatro no Reino Unido, duas em França e uma na Ucrânia. O AR3 é o drone de ISR com maior relevância na Ucrânia, também lembro que a Tekever já lançou o AR6 que é o único a transportar 200 kg e voar 500 km. Também a empresa portuguesa Beyond Vision tem um drone seu escolhido pelas forças de defesa do Japão para aquisição num concurso futuro. Espero que continues a rir do AR4 da Tekever e se não sabes qual é, eu relembro que é aquele que mergulhou no mar.

Última edição 27 dias atrás por Carlos
Atirador
Atirador
Responder para  Carlos
27 dias atrás

A última apresentação que vi de drone português ela decolou e caiu na água, devem ter melhorado muito nesses 6 meses

Carlos
Carlos
Responder para  Atirador
27 dias atrás

Isso aconteceu à 12 anos “Falha do Drone da Marinha Portuguesa”, muitos se riram mas agora ninguém parabeniza

Atirador
Atirador
Responder para  Carlos
23 dias atrás

Tem menos de um ano, inclusive tem materia aqui

wagner
wagner
27 dias atrás

Nesse novo campo,os drones conduzidos por fibra optica os sistemas de neutralização eletronica sao ineficazes,o pé rapado do hezbohla estava queimando os tanques da IDF no sul do libano.

lucena
27 dias atrás

Com o advento dos drones, houve uma espécie de equalização tática no campo de batalha em exércitos de primeiro mundo de países ricos com exércitos de países pobres.
.
Ucrânia, Irã e o Líbano com o hezbolah …exemplos para ser visto quando estes são travados com exércitos bem equipados…como o de Israel,Arábia Saudita,EUA e o da Rússia .

João
Responder para  lucena
27 dias atrás

Na verdade, não.
As potências terão essa capacidade de drones extremamente ampliada em relação aos outros.

O Exército dos EUA estão transformando todas as suas 34 Brigadas.
Terão somente unidades combinadas, apoio logístico leve, e sistemas de drones, inteligência e guerra eletrônica ampliadas dentro delas.
Os efetivos das Bda deverão ser reduzidos de uma média de 4.500 homens pra 1.900.

Os drones quebraram paradigmas e deram “vida” aos exércitos mais pobres, mas os ricos têm elevada capacidade de modificação e adaptação, além de poderem fabricar muito e muito rápido.

José Joaquim da Silva Santos
José Joaquim da Silva Santos
Responder para  João
26 dias atrás

Mas a miniaturização e a “baratização” dos insumos agora tambem permite aos países mais pobres ter os meios de levar a guerra ao inimigo na forma de munições vagantes como o Shahed ou outros drones ucranianos ambos fazendo ataque estratégico. Um Shahed 136 pode ser modificado e alcançar Miami lançado de Roraima, o Irã até agora só não fez isso pq os EUA estão a milhares de km. “o que vale para a Ucrania vale para o Irã”.

José Joaquim da Silva Santos
José Joaquim da Silva Santos
Responder para  João
26 dias atrás

Tudo que se move ou voa no TO da Ucrania é destruído, pra qualquer lado, é por isso que a linha de contato está congelada a mais de um ano, quem perdeu território não recupera mais e quem quer pegar mais não vai conseguir.

Heinz
Heinz
Responder para  José Joaquim da Silva Santos
25 dias atrás

“é por isso que a linha de contato está congelada a mais de um ano, quem perdeu território não recupera mais e quem quer pegar mais não vai conseguir.” Isso não é verídico, tendo em vista que há avanços tanto pelo lado russo como pelo ucraniano

sub urbano
sub urbano
27 dias atrás

A interferencia eletronica, jamming, nessa guerra da Ucrania é um negócio surreal. Tem um canal q chama-se lampainfo no you tube q quase toda semana tem um equipamento novo de jamming contra drones.

Um exercito comum como o brasileiro e afins teria uma quantidade de baixas gigantesca lutando uma guerra assim contra a Ucrania ou a Russia. Até os americanos sofreriam muito antes de se adaptarem e os dólares começassem a fazer efeito.

sub urbano
sub urbano
Responder para  sub urbano
27 dias atrás

Em tempo, o ultimo video desse canal mostra obuseiros D-30 da artilharia russa pulverizando uma posição de operadores de drones ucranianos. A posição foi localizada utilizando se um drone para reconhecimento.

Serve para uma reflexão interessante, como q em uma guerra armamentos antigos, nesse caso obuses D-30 com mais de 40 anos de idade podem ser eficientes contra armas muito modernas como os drones.

ln(0)
ln(0)
Responder para  sub urbano
27 dias atrás

Eles desperdiçam muita munição. No ocidente tem os operadores avançados que enviam as coordenadas da posição a ser atacada, o que torna o ataque preciso e com o uso mínimo de munição. Na Rússia eles não tem estes operadores, então os ataques tem menos precisão e gastam muito mais munição. Talvez com o uso massificado de drones essa situação tenha mudado.

Matheus
Matheus
Responder para  ln(0)
26 dias atrás

Isso mudou desde 2023, meu caro!!!!

No início da guerra, a artilharia de canhão/tubo não estava exatamente operando da forma tradicional, com baterias e batalhões massificados juntos, mas ainda era muito mais centralizada do que se tornou depois. Tanto a Ucrânia quanto a Rússia entraram nessa guerra com softwares de rastreamento de campo de batalha que incluíam recursos de direção e controle de fogo, assim como uma doutrina aprofundada promovendo o uso de Fogo de Reconhecimento no nível tático, um sistema integrado de sensores e atiradores visando as kill chain mais rápidas para entregar os disparos mais responsivos e precisos após um alvo ser detectado, tipicamente por drones de reconhecimento e depois pelos grupos de artilharia.

Mas, como a guerra se estagnou em março de 2022 e permaneceu assim, as coisas mudaram. Uma delas foi a necessidade de maximizar a dispersão, especialmente no caso dos ucranianos, resultando em canhões individuais não sendo estacionados próximos outros em suas baterias, todos muito independentes, mas ainda ligados a um grande centro de direção de fogo usando seus aplicativos de rastreamento de campo de batalha e outras comunicações táticas, especialmente baseadas na internet (grupos de WhatsApp em nível de brigada).

No início da guerra, os drones de reconhecimento não eram tão frequentes quanto depois, mas ainda estavam por aí. Eles eram a principal ameaça para a detecção de contrabateria. Os radares de contrabaterias usavam radar ativo e, assim, emitiram, delatando suas posições e atraindo a atenção do inimigo. E, embora os sensores acústicos pudessem fornecer uma localização razoavelmente precisa de um canhão inimigo disparando, não era preciso o suficiente para fornecer disparos destrutivos, que eram preferidos em relação aos supressivos.

Com drones de reconhecimento sobrevoando para identificar a artilharia inimiga, eles também poderiam fornecer ajustes enquanto a artilharia amiga, canhões e MLRS, eram disparados, para tentar conseguir eliminar o inimigo. Além disso, munições guiadas de precisão também eram usadas frequentemente, pois podiam aumentar a probabilidade de um acerto.

O que nenhum desses podia fazer bem era atingir alvos em movimento. Então, no início da guerra, a artilharia de canhão e MLRS era muito mais móvel, fazendo o tradicional ‘disparar e sair’. Enquanto estivessem em movimento, mesmo se fossem detectados, era muito difícil serem atingidos, já que a artilharia realmente não é bem adequada para atingir alvos em movimento.

Além disso, outras táticas foram criadas também para reduzir a probabilidade de serem detectados e atingidos. A mais comum era chamada de fogo em carrossel, na qual uma bateria poderia ter um único canhão disparando algumas rodadas em um alvo e depois parar e se mover, e então outro canhão dispararia algumas rodadas e depois pararia e se moveria, e assim por diante. Isso significava que não podiam massificar os disparos, mas aumentava a sobrevivência, tornando mais difícil detectar e sobrecarregar as táticas de contrafogo do inimigo.

Então, por volta do final de 2023 e especialmente em 2024, isso mudou novamente. Sensores acústicos e de radar de contrabateria não eram usados para guiar disparos, mas para fornecer locais para drones de reconhecimento se direcionarem. Com mais drones de reconhecimento disponíveis para patrulhar rotineiramente os ~10 km atrás da área da linha de frente, isso significava que mais peças de artilharia estavam sendo detectadas. Cada lado estava otimizando seu complexo de fogo de reconhecimento para encurtar as kill chain. E, de repente, uma nova classe de munições guiadas de precisão se tornou muito mais disponível para ambos os lados, “drones kamikaze,” também conhecidos como “munições vagantes” e FPVs. Se essas tivessem alcance, poderiam atingir alvos em movimento com facilidade.

Essa mudança no campo de batalha exigiu uma resposta, que foi parar de fazer ‘disparar e sair’, especialmente para a artilharia de canhão/tubo que estava disparando de dentro do alcance de drones inimigos, e em vez disso, adotaram a estratégia de esconder-se, disparando de posições estáticas em pontos de disparo camuflados e bem enterrados.

Esses eram mais difíceis para os drones de reconhecimento inimigos encontrarem, e usando várias formas de cobertura ou contramedidas, como redes para impedir drones de ataque, era mais difícil destruí-los. As tripulações se afastavam de suas armas se não estivessem ativamente disparando, para reduzir o risco para a equipe. E a munição era mantida afastada, caso o canhão fosse detectado e atingido, o dano era reduzido sem preocupação com detonações catastróficas da munição.

Basicamente, é onde estamos agora. A artilharia de canhão AR e AP está principalmente enterrada, altamente camuflada e muito dispersa. Eles ainda fazem disparos em carrossel para reduzir as ameaças de contrabateria, mas é muito perigoso, já que ambos os lados agora estão disparando de dentro da “Kill Zone” criada pela quase onipresença de drones do inimigo.

Sem uma solução tática ou técnica para o complexo de fogos de reconhecimento direcionado por drones do inimigo, adicionar massa a uma força atacante sem contramedidas para desmantelar o complexo de fogos de reconhecimento não mitiga a ameaça, apenas aumenta as chances de desencadear um evento de baixas em massa com perdas graves e embaraçosas quando as forças atacantes acabam sendo vítimas.

JuggerBR
JuggerBR
Responder para  Matheus
25 dias atrás

Que bela análise, parabéns.

Iran
Iran
Responder para  Matheus
25 dias atrás

Mas imagino que essa estratégia de manter as artilharias estáticas e escondidas seja mais útil no cenário atual onde a linha está relativamente parada ou avançando lentamente

José Joaquim da Silva Santos
José Joaquim da Silva Santos
Responder para  sub urbano
26 dias atrás

A estratégia de guerra mais eficaz atualmente é a de “levar a guerra ao inimigo” algo que Irã e Ucrânia fazem com maestria, o Brasil tem a mente fossilizada achando que seguir a cartilha de Saddam Hussein é um bom negócio em caso de guerra.

DanielJr
DanielJr
27 dias atrás

O EB está realmente muito a frente. Já começaram a desmantelar as unidades blindadas há anos, essas unidades estão quase prontas para o combate futuro.

Angus
Angus
27 dias atrás

Entre outras finalidades, exercícios simulados são exatamente para serem treinadas táticas e técnicas.

Isso em qualquer lugar do mundo.

Vários exercícios simulados do EB tiveram que ser reiniciados quando uma ação específica, seja do exército vermelho ou azul, tiveram uma consequencia desproporcional.

Isso é normal.

Hamom
Hamom
27 dias atrás

O resultado destes exercícios emite um aviso claro (mais um…), para as academias militares do exercito, FAB e MB não continuarem seguindo a velha cartilha militar dos EUA/OTAN…

Fragatas Tamandaré e mesmo 100 Gripens, por exemplo, servem para lidar com países regionais, mas em caso de agressão de uma grande potencia militar de fora da América do Sul , seriam aniquilados rapidamente se postos em combate frontal.

É hora de nossos militares estudarem com atenção e se inspirarem na atual “escola militar” da Ucrânia/Rússia e Iran. E isto implica na prática em centrar seus esforços e verbas em construir uma defesa aérea móvel, com EW, em camadas, ágil e descentralizada e muitos, muitos drones e mísseis (de cruzeiro e balísticos).

Última edição 27 dias atrás por Hamom
João
Responder para  Hamom
27 dias atrás

Quem disse q a OTAN prega combate frontal é muito menos nós o fazemos?

Hamom
Hamom
Responder para  João
27 dias atrás

Pregar? Os EUA sempre se valeram de superioridade absoluta em poder de fogo aéreo e naval contra adversários mais fracos e atrasados tecnologicamente, isto é: combate frontal, principalmente com poder aéreo e naval para esmagar a resistência de seus países alvos.

O exemplo mais recente é Trump, que com sua “sinceridade” característica, mais de uma vez disse que iria destruir o Iran, ,até destruir sua civilização, fazer a nação persa voltar a idade da pedra …

Obviamente o Pentágono pensava em repetir a velha receita de bombardeios massivos com superioridade aérea absoluta no espaço aéreo iraniano… Só que desta vez Washington chutou o “bloco de ferro” iraniano e agora estão restritos a trocar com o Iran ataques stand-off de drones e mísseis.

“…seriam aniquilados rapidamente se postos em combate frontal.”

Isto foi o que escrevi…
E o que quis dizer foi que se dependermos principalmente de caças e navios de guerra para a defesa do país contra grandes potencias (as únicas que podem de fato ameaçar o Brasil), seria necessário um grande e continuo investimento durante pelo menos três ou quatro décadas(algo nunca feito no Brasil).

Mais rápido e eficiente é primeiro priorizar os investimentos em satélites, defesa aérea, drones e mísseis.

Última edição 27 dias atrás por Hamom
João
Responder para  Hamom
26 dias atrás

Ah, entendi
Vc não sabe o q é combate frontal….

João
27 dias atrás

Parece q está contaminado por vídeos de YouTube….

O exército israelense matou mais de 25.000 terroristas do Hamas.
Eram pra ter morrido 250.000 civis pra isso…

Utilizando tecnologia, treinamento, drones, IA, foram resolutivos.

Idem no Líbano.

Os EUA utilizaram drones, IA, ECM, e meios modernos no Irã.

A única coisa q o Irã fez foi resistir. Acerou um alvo ou outro. Parabéns!!!

Mas só permanece, porque não ocorreu o q EUA e Israel esperavam, q era um levante civil, como na Líbia.

Os treinos junto da Ucrânia não são pra testar.

São pra levantar ensinamentos e comparar linhas de ação.

As força americanos estão elevado nível de desenvolvimento.
A transformação será enorme e surpreendente até pra Ucrania.

Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  João
27 dias atrás

Parece que mais gente está contaminada pelo youtube.
Para cada 4 mortos na Palestina, apenas 1 era do Hamas. Aproveitamento milagroso de 3 vítimas para cada alvo, quando o contrário já seria percentual alto de baixas civis.
Ja no Líbano, tomando uma surra.
https://militarywatchmagazine.com/article/israel-largest-tank-losses-40yrs-ambushes-21-merkava
Cada uma…

João
Responder para  Sergio Machado
26 dias atrás

A previsão de morte de civis contra guerrilha em ambiente humanizado é de 1 pra 10.
Está em 1 pra 3.
Guerra é ruim mesmo….

Surra no Líbano? P q perdeu tanques?

Guerra é guerra.

Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  João
26 dias atrás

Traz para nós a fonte dessa tal proporção de 10:1., por gentileza.
Deve ser algo totalmente novo.

Nei
Nei
Responder para  Sergio Machado
25 dias atrás

Guerra infelizmente é ruim sempre. Agora, como diferenciar um terrorista de um civil em um ambiente de guerra total? Acredito que muita gente tomaria decisões erradas em que ou mataria um inocente ou tomaria um tiro por deixar de atacar alguém aparentemente inofensivo.

Como disse, guerra é guerra, sempre inocentes são mortos porque uns seres se dizem ser “autoridades”.

José Joaquim da Silva Santos
José Joaquim da Silva Santos
Responder para  João
26 dias atrás

vai dar certo, confia…espera mais 72h e o estreito vai ser liberado.

João
Responder para  José Joaquim da Silva Santos
26 dias atrás

????

João
Responder para  João
26 dias atrás

Tá misturando muita coisa…
Afeganistão foi um tipo de operação.
Irã é outro tipo.
Ucrânia é outro.

Tá uma miscelânea esse raciocino tipo pato bola macaco.

Max
Max
27 dias atrás

Hoje, no momento, os únicos exércitos que estão sendo eficazes e efetivos são da Ucrânia e do Irã.

José Joaquim da Silva Santos
José Joaquim da Silva Santos
Responder para  Max
26 dias atrás

O que mais admiro hoje nesses dois é a capacidade de levar a guerra ao inimigo, como já falei outras vzs, quando vc só se defende não é tão efetivo. Adivinha uma potencia média que ainda não enxergou isso…

Alfredo Araujo
Alfredo Araujo
27 dias atrás

Assisti um podcast em que um veterano da guerra da Ucrânia, brasileiro, contou que ficar no front não era o pior dos mundos. O pior era o deslocamento entre as safe zones e o front… Era esse o momento em que a maioria das baixas acontecia… Os drones caçam os veículos e as tropas em movimento, atrás do front…
Essa guerra de drones, pune o movimento…

Matheus
Matheus
Responder para  Alfredo Araujo
26 dias atrás

O problema no futuro será ainda maior com o advento do emprego de enxames de drones controlados por IA, apenas EUA e China estão mais avançados nessa área.

Ao contrário do que estamos vendo, essa capacidade poderá dar ao lado que tiver essa tecnologia direcionar cada drone individualmente para cada soldado inimigo, além de continuar caçando os veículos em movimento.

José Joaquim da Silva Santos
José Joaquim da Silva Santos
26 dias atrás

Essa mesma matéria já tinha saido a uns 2 anos…

Macgarem
Macgarem
26 dias atrás

Ucrania, russia e até Ira se tornaram referencia em doutrina de uso de drone.

E pensar que os EUA iniciaram essa brincadeira mas ficaram para trás

LtRasczak
LtRasczak
25 dias atrás

recomendo fortemente retirar o ultimo parágrafo:

Posso acompanhar novos detalhes oficiais do Exército dos EUA sobre o exercício e avisar se forem divulgados números sobre os “kills”, tipos de drones empregados ou mudanças doutrinárias decorrentes do resultado.■”

entrega muito que o texto foi feito por Ia, sem desmerecer, pq com certeza teve supervisão do editor e afins, mas não posso deixar de dizer que é meio ‘broxante’.

Emmanuel
Emmanuel
25 dias atrás

O MBT está para o encouraçado assim como o drone está para o porta aviões.
O primeiro não perdeu o seu valor, mas não é mais justificado o uso massivo de um veículo pesando quase 70 toneladas e que pode ficar fora de combate por outro, que pesa apenas alguns quilos e custa menos de 1/10 do preço daquele outro.
Veículos com grande poder de fogo antiaéreo serão cada mais presentes em formações blindadas, assim como eram utilizados os destroieres nos grandes comboios.