Celso Amorim defende 2,5% do PIB para a Defesa e alerta para risco de ações militares dos EUA na América Latina
Assessor especial da Presidência e ex-ministro da Defesa afirma estar preocupado com a expansão da atuação militar norte-americana contra organizações criminosas na região. Declarações ocorrem no momento em que Washington procura levar para operações terrestres a campanha que já realizou dezenas de ataques contra embarcações no Caribe e no Pacífico
O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, manifestou preocupação com a possibilidade de os Estados Unidos ampliarem para operações terrestres sua campanha militar contra organizações criminosas na América Latina. Diante da mudança do ambiente estratégico regional, o ex-ministro da Defesa voltou a defender que o Brasil aumente gradualmente os recursos destinados às Forças Armadas até aproximadamente 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
As declarações foram dadas em entrevista ao Valor Econômico, repercutida pelo InfoMoney. Segundo Amorim, a possibilidade de militares norte-americanos atuarem diretamente contra organizações classificadas por Washington como terroristas em países latino-americanos deve ser acompanhada atentamente pelo Brasil. “Não quero ser alarmista, mas você olha essa situação e você se preocupa”, afirmou.
A avaliação ocorre justamente quando o governo Donald Trump amplia o emprego das Forças Armadas dos Estados Unidos no combate ao narcotráfico e a organizações criminosas transnacionais no Hemisfério Ocidental. Nos últimos meses, Washington passou a tratar vários desses grupos dentro de uma lógica semelhante à utilizada contra organizações terroristas internacionais.
EUA querem levar campanha militar do mar para terra
A preocupação manifestada por Amorim encontra respaldo em recentes declarações públicas do governo norte-americano. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou durante visita ao Panamá que Washington trabalha com países da região para realizar operações militares conjuntas em terra contra grupos criminosos.
Segundo a Associated Press, a administração Trump procura ampliar para o ambiente terrestre uma campanha que começou com ataques militares contra embarcações suspeitas de transportar drogas no Caribe e no Pacífico Oriental. Mais de 200 pessoas morreram em mais de 60 ataques marítimos realizados no período, enquanto os Estados Unidos classificaram 20 organizações criminosas latino-americanas como organizações terroristas estrangeiras.
Hegseth afirmou que o modelo pretendido para as futuras ações terrestres produziria efeito semelhante ao observado contra as embarcações. O governo norte-americano anunciou entendimentos para aumentar a cooperação com Equador, Colômbia e Honduras, embora a Guatemala tenha negado que tenha concordado em permitir operações militares conjuntas em seu território.
No caso colombiano, Washington chegou a mencionar a possibilidade de operações conjuntas contra grupos como o Exército de Libertação Nacional (ELN) e dissidências das antigas FARC. O governo norte-americano sustenta que organizações envolvidas no narcotráfico e classificadas como terroristas devem ser tratadas como ameaças à segurança nacional dos Estados Unidos.
Amorim já havia levado preocupação ao Congresso
A manifestação desta semana não é isolada. Em audiência realizada em 12 de agosto na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, Amorim já havia advertido para o risco de ações militares unilaterais norte-americanas no continente.
Na ocasião, o assessor mencionou material divulgado pelo governo dos Estados Unidos que apresentava uma interpretação atualizada da Doutrina Monroe e defendia a predominância norte-americana no Hemisfério Ocidental. Amorim relacionou esse novo conceito estratégico à recente utilização do poder militar dos EUA na região.
O ex-chanceler também explicou por que o governo brasileiro resiste à classificação de facções criminosas nacionais como organizações terroristas. Segundo ele, essa classificação poderia, dentro da atual doutrina norte-americana, ser utilizada como fundamento para justificar ações militares externas.
“O fato de [uma organização] ser classificada como terrorista dá poder aos Estados Unidos para agir militarmente”, disse Amorim aos deputados, citando como exemplos as ações realizadas no Caribe e no Pacífico.
Presença norte-americana no entorno brasileiro entra no radar
Outra questão acompanhada por Brasília é a crescente cooperação militar dos Estados Unidos com países sul-americanos. Amorim também manifestou preocupação com um acordo que permite presença temporária de militares norte-americanos no Paraguai, país que possui uma extensa fronteira terrestre com o Brasil.
Segundo o assessor presidencial, o problema não é uma eventual cooperação militar bilateral em si, mas o contexto mais amplo de expansão das operações norte-americanas na América Latina e da possibilidade de ações terrestres contra grupos definidos por Washington como ameaças à sua segurança.
Amorim defendeu que o Brasil não adote uma política de confronto com os Estados Unidos, mas estabeleça limites claros em temas relacionados à soberania e à segurança regional.
Defesa deveria chegar a 2,5% do PIB, afirma Amorim
É nesse cenário que Amorim voltou a defender o aumento do orçamento militar brasileiro. Na entrevista, propôs que os investimentos em Defesa sejam gradualmente elevados para 2,5% do PIB, argumentando que um país das dimensões e responsabilidades estratégicas do Brasil necessita de Forças Armadas adequadamente equipadas.
O assessor afirmou também que o Brasil não deveria permanecer investindo apenas algo próximo de 1% do PIB em Defesa, segundo sua caracterização atual dos gastos do país.
A defesa de maiores recursos para o setor não é nova em sua trajetória. Quando era ministro da Defesa, em 2013, Amorim já sustentava perante o Senado que o Brasil deveria destinar pelo menos 2% do PIB à área militar, aproximando-se do nível observado em outras grandes economias emergentes.
A diferença agora está no ambiente estratégico utilizado para justificar a proposta. A questão deixou de envolver somente modernização tecnológica, proteção da Amazônia ou capacidade de dissuasão tradicional e passou a incluir também uma preocupação mais imediata com a militarização das políticas de segurança no próprio entorno sul-americano.
Washington tornou a América Latina prioridade de segurança
A mudança de orientação norte-americana ficou particularmente evidente em março, quando o assessor de Segurança Interna da Casa Branca, Stephen Miller, declarou diante de comandantes militares latino-americanos que, na avaliação da administração Trump, os cartéis não poderiam ser derrotados exclusivamente por instrumentos policiais ou judiciais e exigiriam o emprego do poder militar.
Na mesma ocasião, Hegseth prometeu ampliar os recursos destinados ao Comando Sul dos Estados Unidos, responsável pelas operações militares norte-americanas na América Latina e no Caribe. Brasil e México não enviaram representantes para o encontro.
Agora, com Washington buscando transformar a campanha marítima em operações terrestres ao lado de governos aliados, o debate sobre soberania e presença militar estrangeira ganha uma dimensão concreta. Especialistas ouvidos pela Associated Press alertam que o aprofundamento da intervenção norte-americana poderá produzir resistência política em países da região, inclusive entre governos alinhados com Trump.
Para Amorim, o novo cenário reforça a necessidade de o Brasil acompanhar a evolução da situação sem abandonar a diplomacia, mas também sem negligenciar sua própria capacidade militar.
A mensagem do assessor presidencial combina, portanto, duas vertentes: evitar uma escalada ou confronto com Washington, mas aumentar a capacidade brasileira de dissuasão e defesa diante de uma América Latina na qual os Estados Unidos demonstram disposição crescente para empregar diretamente suas Forças Armadas.■
FONTES: Valor Econômico/InfoMoney, Agência Câmara, Associated Press, Reuters e Senado Federal.

Quem te avisa, teu amigo é.
Da maneira errática da equipa Trump,agir reforçando as vossas forças armadas, é melhor, que ficar a ver a procissão passar esperando um milagre.
Ano de eleição.
Esse cara é um embusteiro que jogou a Diplomacia brasileira no lixo!!! Estão com medo porque o amiguinho foi preso? Devemos elevar o orçamento não por causa do Trump e sim porque há tempos já deveríamos ter uma Defesa condizente com a importância geoestratégica do Brasil. É o de sempre, a água começa a bater na b…..!! Eles se preocupam! Defesa não se improvisa, é só olhar todos os Projetos Estratégicos como andam. Talvez tirando as FCT que estão no prazo, o resto está sobrevivendo.
Irretocável e concordo com tudinho acima !!!A ideologia dessa turma apodrece tudo que toca. Jogaram a história do Itamaraty no lixo.
Esse aí e o outro anão de jardim que representa o que já foi uma das instituições mais elogiadas até um passado recente, o ITAMARATY, bem visto pelo mundo à fora, devastaram o nome da instituição e o nome do Brasil se aliando a países que trafegam na contra mão. Nossa política sempre foi de neutralidade como é a Índia, e com certeza, não adianta aumentar de um lado o orçamento para a defesa, e do outro lado congelar a verba como aconteceu agorinha mesmo. O ministério da Defesa não foi o único que teve verbas congeladas, mas foi o que teve a maior.
Esse é aquele “diplomata” que numa entrevista relativizou o que acontece com as mulheres no Irã, comparando com a pena de morte nos EUA.
Chega o apresentador não acreditou que ele fez isso. Brasil sil sil……
É o mesmo que relativizava a Venezuela e Cuba…. enfim…
Triste é um monte de militares concordar com ele. Explica o porque da nossa miséria moral, e situação do Brasil.
O motivo disso é unicamente eleitoral,não tem nada de verdadeiro nesse discurso.
E porque seria eleitoral? Pra ganhar voto de milico? Esse governo ja demonstrou por 20 anos que ganha eleição sem precisar de voto da caserna.
Eleitoral? A propria matéria diz que ele defende isso publicamente desde 2013…
Coincidentemente… ou não… 2013 foi o ano dos protestos e ele era Ministro da Defesa desde 2011. Foi MRE de 2003 a 2010 e nesse meio tempo não falava nada relevante em matéria de Defesa.
Celso Amorim é, e sempre foi, contraproducente. Sempre esteve mais interessado em garantir seu quinhão.
Certamente ele como assessor especial da presidência, é escudado quando fala, porque não assumiu essa posição à partir de 22, quando a voz dele seria ouvida até mais do que quando era o min. da defesa quando então era apenas mais um dos quarenta e tantos ministérios, hoje ele é que orienta diversas ações políticas tanto interna como externa.
Leia, por favor, aqui mesmo na Forças Terrestres: https://www.forte.jor.br/2026/08/19/de-2-a-25-do-pib-celso-amorim-defende-ha-mais-de-uma-decada-aumento-dos-recursos-para-a-defesa/
Mas aí fica difícil.
Reclamam que as forças armadas deveriam receber um percentual maior de recursos.
Aí tem alguém do alto escalão concordando com isso há tempos…mas aí não vale porque ele “provavelmente está mentindo”.
Aí não tem como.
Lago Paranoá não chega porta aviões, esqueceu?
PS: sendo pra defender a alta hierarquia de Brasilia o brasileiro ficara satisfeito em reduzir verba militar
O Brasil durante a maior parte de sua História agiu como uma pessoa que tem uma casa vistosa cheia de itens valiosos mas se recusa a gastar em muros, cercas, alarmes, câmeras de vigilância…
É isso mesmo ! É aquela casa que confia na vizinhança e acha que tendo um poodler fazendo barulho, já assusta qualquer intruso.
“¡Venga por mí! Aquí lo espero en Miraflores*. ¡No se tarde en llegar, cobarde!” (*Palacio do Planalto)
— Ninguém dá ordens à Venezuela — Aqui, mandamos os venezuelanos, não manda Trump, nem Santos, nem Michel Temer. (em Brasilia só não teriam a ousadia de desafiar o Temer)
certamente alguns desses militares irão ganhar uma barraquinha de verão em Miami…
Não basta apenas aumentar o percentual de verbas para a Defesa, tem que vincular esses recursos a aquisições, P&D e manutenção.
E tinha que criar uma lei, que proibisse o contingenciamento das verbas dos Min. da Saúde e da Defesa, o resto pode, principalmente a que libera verba para artistas já com nome consagrado para fazer shows.
Promessa eleitoral ou “bafo na nuca” do Trump?
É uma sociedade 60% bafo no cangote e 40% eleitoral.rs
A rapinagem é do PT. Será que tá difícil de entender?
“Os críticos alinham-se com as mesmas figuras que antes menosprezavam o Irã. Tomara que eu nunca precise combater ao lado — ou contra — gente que se diz brasileira.”
Quando um político faz comentários em defesa do aumento do PIB para DEFESA, reclamam, se nenhum político faz comentários ou discursa em favor do aumento em DEFESA, reclama, antes a classe política engajada do que aqueles que tem discurso de ser vassalo. Ainda bem que está em pauta a DEFESA, porque antes isso nem era mencionado com tanta ênfase. A construção de um orçamento se inicia dessa forma com políticos apoiando a causa, pois sem eles nada acontece, só veja em outubro quais dos candidatos do CN tem essa preocupação também, por que para que isso ocorra é preciso do CN.
Pelo menos um eu sei que tem essa preocupação. É o príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança.
Assino em baixo!
Sgt Moreno
a melhor coisa que o Celso Amorim pode fazer é simplesmente ficar quieto, sair de cena e curtir a aposentadoria regada com os nossos impostos. Será um grande serviço ao país.
Já é pra fazer o L? Dinheiro é a picanha dos generais.
Que bobagem!! E se fosse autorizado hoje esse aumento para 2,5% do PIB, quando isso daria resultados práticos?? E até lá, para os que vêem os EUA invadindo e atacando o Brasil, o que seria feito?? E mesmo com 2,5% do PIB se transformando em caças, navios, MBT’s, etc, não é nem perto de suficiente para evitar um ataque dos EUA. O dia que eles quisessem, bastariam uns 6 B-2, uns 12 B-52, uns 6 Arleigh Burke e uns 6 Virginia. A quantidade AGM-154, AGM-158, Tomahawks, etc, que eles poderiam lançar, sem botar os pés em território brasileiro, deixaria nossas bases, quartéis, usinas de geração de energia, linhas de transmissão, etc, gravemente danificados ou inutilizados. E atente para as quantidades modestas de meios que eu citei. E não coloquei sequer 1 único porta-aviões, que leva mais de 60 caças.
E mais que sabido que o Brasil deve investir mais e melhor em sua Defesa, mas isso já deveria estar acontecendo há décadas. Não é o tipo de coisa que acontece e mostra resultados em poucos anos. E o investimento, para um país desse tamanho, deve ser alto e constante, com o objetivo de dissuadir um agressor, mesmo que mais poderoso. E para isso, não creio que 2,5% do PIB seja suficiente.
O Vietnã recebia ajuda direta da China e URSS que inclusive estão próximos deles geograficamente , quem ajudaria o Brasil ?
O Afeganistão vinha de uma década de experiencia combatendo os soviéticos e lutando entre eles…
O Irã vinha se preparando há décadas para enfrentar os EUA.
O Brasil não se encaixa em nenhuma das situações acima que vc citou …
Eles não precisam botar sequer uma bota no terreno para nos deixar em uma situação mais que terrível.
Tem um século que eles estão falando que precisamos investir 2% do PIB em defesa. Falam, falam, falam, mas nada acontece de concreto; fica apenas no discurso. O Brasil é o país de fazer projetos, mas não executa nem 10% do que se propõe a fazer. É muito discurso bonito e pouca ação.
Pior é que sempre compra material exigindo e pagando obviamente mais caro e depois simplesmente não dá continuidade, no momento é o que está acontecendo com as TAMANDARÉ, com os Gripens, com os submarinos classe RIACHUELO, com os Centauros e muitos outros projetos já passados.
Não basta somente aumentar o orçamento. Os militares precisam gastar com responsabilidade. Ele JÁ POSSUEM um dos maiores orçamentos militares do mundo. Mas mais de 80% dele é gasto em salários e pensões. Aí fica difícil.
O Brasil e toda a América Latina estão sendo chantageados e ameaçados, inclusive militarmente, e os comentários aqui subestimando e ridicularizando a situação porque precisam marcar posição politicamente contra A ou B de quem não gostam. Este é um site frequentado pelas Forças de Defesa do país? Estamos muito mal.
Não seria melhor recuperar os drogados dos Estados Unidos? Evidentemente q é um motivo pra invadir países q tem riquezas q lhe interessa,agora o país tem um percentual de brasileiros q apoiam q o Brasil volte a ser colônia,mas em um futuro confronto hj Brasil tem escudos,mas até quando?
E se não bastasse em meio as hostilidades alaranjadas, a milicada recentemente recebeu militares americanos no CIGS(Centro de Instrução de Guerra na Selva) para uma interação amigável entre militares dos dois países.
Receberam cadetes de West Point, tradicional academia militar que forma oficiais dos EUA.
Puderam conhecer a doutrina brasileira de guerra na selva em um dos cenários de combate mais difíceis do planeta,situado em Manaus, onde CIGS e Comando Militar da Amazônia apresentam doutrina, logística extrema e cooperação militar com os Estados Unidos em uma região estratégica para soberania, fronteiras e defesa nacional.
Os cadetes de West Point,participaram de atividades em Manaus, em uma visita voltada ao intercâmbio militar e ao aprendizado sobre operações em ambiente amazônico.
Segundo o Defesa em Foco, a programação aproximou futuros oficiais norte-americanos da doutrina brasileira de guerra na selva, área em que o Exército Brasileiro mantém reconhecimento internacional por causa da experiência acumulada no treinamento de militares para atuar na floresta.
A presença dos futuros oficiais norte-americanos teve caráter institucional e educacional.
Comando militar mostrou a realidade amazônica
Durante a passagem pelo Comando Militar da Amazônia, os cadetes conheceram parte da história, da missão e da estrutura do Exército Brasileiro na região.
O CMA é responsável por uma área estratégica que exige presença permanente, logística complexa e capacidade de operar em ambientes remotos.
Durante a programação, os cadetes tiveram contato com elementos da doutrina brasileira de guerra na selva.
A visita incluiu apresentações, atividades demonstrativas e contato com estruturas do CMA e do CIGS.
Os futuros oficiais observaram como fatores climáticos, geográficos e ambientais influenciam o planejamento e a execução de operações militares na Amazônia.
Que segurança temos de que esta operação conjunta não estará sendo utilisada pelo governo norte-americano para coletar informações sobre o terreno e sobre as forças brasileiras e que podem ser de crucial importância em caso de conflito?
Nada disso amigo,não há oque temer!
isso não passa somente de “coleguismo” entre irmãos de farda, não há nada com que se preocupar, são apenas militares com laços afetivos,não passa de camaradagem militar, uma demonstração afetuosa de “alinhamento doutrinário” entre as forças, como disse o bola de bilhar da Marinha do Brasil..
São apenas nossos militares sendo anfitriões amistosos e solícitos, mostrando o nosso Modus operandi para o país que mais pratica sujeiras ao redor do mundo.
Macaco velho na arte de criar Financiamentos, operações secretas para desestabilizar governos democráticos e colocar fantoches obedientes no lugar.
Oque se esperar de uma raça que sempre esteve envolvida em todos os golpes exitosos e não exitosos que ocorreram no Brasil, e eu não estou falando dos militares americanos.
Esse comentário saiu vários minutos depois do seguinte (provavelmente porque ficou em quarentena) e por isso eu não o havia lido. Por conseguinte, a leitura do comentário que li me fez entender errado a sua mensagem. Por favor, desconsidere minha resposta ao próximo comentário seu. Fui induzido a erro ao não ter podido ler seus dois comentários na sequência.
Não há interesses escusos incluso nessas visitas que os americanos fazem aqui.
Essas Visitas de Comitivas Acadêmicas e de Estudos de : organizações de formação militar dos EUA são realizadas periódicamente a Manaus.
Já nos visitaram turmas da United States Naval Academy, do United States Army War College e agora West point.
Já ocorreram encontros específicos entre instrutores do CIGS e do Jungle Operations Training Center americano (subordinado à 25ª Divisão de Infantaria dos EUA) para alinhar conhecimentos sobre táticas de combate em florestas tropicais.
Nada de novo no Front…
Espero que você tenha razão. Tendo em vista a atual paranoia que o atual Presidente deles cultiva em relação a qualquer produto chinês, incluindo até o TikTok, acho que isso me contagiou um pouco.
Como explicado acima, desconsiderem, por favor este 👆 comentário.
Cara, pelo amor de Deus!! Isso acontece há décadas! Você nunca leu sobre isso?? No CIGS são recebidos militares de muitos países, há muitos anos, incluindo os EUA. Que nóia…
A elevação gradual dos investimentos em Defesa para 2,5% do PIB precisa constar de forma clara em um plano de governo e ser tratada como política de Estado, com recursos protegidos de bloqueios e contingenciamentos orçamentários. Em um mundo cada vez mais instável, militarizado e marcado pela erosão das antigas regras internacionais, o Brasil não pode continuar aspirando a maior protagonismo regional e internacional enquanto mantém capacidades militares incompatíveis com suas dimensões territoriais, econômicas e geopolíticas. Se pretende atuar como potência regional, ampliar sua presença diplomática e participar de forma mais decisiva da construção de uma ordem multipolar, precisa dispor também de capacidade real de dissuasão e de defesa de sua soberania.
Essa necessidade torna-se ainda mais evidente quando o tradicional parceiro e aliado norte-americano atravessa um período de profunda instabilidade política e estratégica sob Donald Trump. Um governo errático, imprevisível e disposto a recorrer de forma crescente à coerção econômica e ao emprego do poder militar exige que o Brasil abandone qualquer visão ingênua de dependência automática em matéria de segurança. Países não estruturam sua defesa com base na expectativa de que os aliados de hoje permanecerão aliados amanhã. A autonomia brasileira exige Forças Armadas modernas, uma indústria nacional de defesa fortalecida, domínio tecnológico e capacidade suficiente para tornar extremamente elevado o custo de qualquer tentativa de pressão ou interferência externa.
Esse compromisso, entretanto, não pode ser financiado retirando recursos da saúde, da educação, da assistência social ou de outras políticas essenciais para acomodá-lo artificialmente dentro de um teto fiscal. Será fundamental construir maioria no Congresso para compreender que Defesa e proteção social não são políticas concorrentes. O erro seria repetir a lógica inaugurada pelo teto de gastos do governo Temer, que submeteu durante anos as necessidades do Estado a uma camisa de força fiscal concebida sob forte pressão dos interesses do mercado financeiro. Se o Brasil decidir destinar 2,5% do PIB à Defesa, esse percentual precisa resultar de uma escolha estratégica nacional, acompanhada de planejamento plurianual e de fontes adequadas de financiamento, e não de uma disputa predatória pelos recursos destinados à população.
Aqui cabe também um ponto fundamental: a sociedade precisa permanecer vigilante para que a ampliação desses recursos não se transforme simplesmente em aumento de gastos com pessoal. É necessário rever e acompanhar de forma transparente como esses recursos são empregados e qual parcela efetivamente se destina à modernização, ao reaparelhamento, à pesquisa, à tecnologia e ao fortalecimento da indústria nacional de defesa. Misturar folha de pagamento, previdência, benefícios e investimentos estratégicos em uma mesma rubrica distorce a dimensão real do esforço de defesa do país. Essa prática precisa ser revista de forma justa, responsável e dentro da lei, para que o aumento do orçamento corresponda efetivamente ao fortalecimento da capacidade militar brasileira.
O ponto levantado é de extrema importância. Entretanto, se a sociedade tiver que fazer um sacrifício para a elevação dos investimentos em defesa, é preciso que aqueles que serão os destinatários desta nova distribuição de recursos, tão escassos, tenham um compromisso de lealdade, não só formal como também real, com a defesa do país. Atitudes infantís como as de, por motivos políticos, prestar continência à bandeiras de outros países ou, como visto aqui mesmo, fazer pouco caso das ameaças internacionais que o Brasil vem sofrendo, não são produtivas. A transparência no uso desses recursos deverá ser fundamental.