Dilma Rousseff: dos avanços sociais à grande recessão — e os projetos estratégicos que marcaram a Defesa

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Dilma

Primeira mulher a ocupar a Presidência da República, Dilma Rousseff governou o Brasil entre janeiro de 2011 e agosto de 2016. Seu período no Planalto começou sob baixo desemprego e continuidade da expansão social dos anos Lula, atravessou uma forte desaceleração econômica e terminou em meio à mais profunda recessão brasileira em décadas e a um processo de impeachment. Paralelamente, seus governos foram decisivos para programas como Gripen, KC-390, PROSUB, SISFRON, Guarani e ASTROS 2020

Quando Dilma Rousseff recebeu a faixa presidencial em 1º de janeiro de 2011, tornou-se a primeira mulher a governar o Brasil. Eleita em 2010 com 55,75 milhões de votos, chegava ao Palácio do Planalto como sucessora política de Luiz Inácio Lula da Silva e com a promessa explícita de preservar o núcleo social e econômico do projeto iniciado oito anos antes. Quatro anos depois, seria reeleita em uma disputa muito mais apertada, com 54,5 milhões de votos, para um segundo mandato que não conseguiria concluir.

Os cinco anos e oito meses de Dilma no poder formam um período de contrastes particularmente fortes na história recente brasileira. Houve expansão de programas de transferência de renda, habitação, saúde e ensino técnico, manutenção de um mercado de trabalho aquecido durante boa parte do primeiro mandato e redução de indicadores de desigualdade. Ao mesmo tempo, o ritmo de crescimento da economia diminuiu sucessivamente, as contas públicas se deterioraram, a inflação disparou em 2015 e o país entrou em uma recessão que acabaria por eliminar milhões de postos de trabalho.

Na Defesa, o contraste foi semelhante. O Brasil manteve ou colocou em marcha alguns dos mais ambiciosos programas militares desde o fim do regime militar, mas a partir de 2014 e, sobretudo, em 2015, a deterioração fiscal passou a comprometer cronogramas e investimentos.

A trajetória de Dilma Rousseff durante o Regime Militar

Durante o Regime Militar, Dilma Rousseff iniciou ainda jovem sua militância política contra a ditadura instaurada em 1964, integrando organizações clandestinas de esquerda que defendiam a luta armada, inicialmente o Comando de Libertação Nacional (COLINA) e, posteriormente, a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Atuando principalmente em atividades políticas e organizacionais na clandestinidade, foi presa em janeiro de 1970 por órgãos da repressão e levada à Operação Bandeirante (Oban) e ao DOPS de São Paulo, onde foi submetida a sessões de tortura, incluindo choques elétricos, pau de arara e agressões físicas.

Condenada pela Justiça Militar, permaneceu presa até o fim de 1972, tendo também seus direitos políticos suspensos. Após deixar a prisão, transferiu-se para o Rio Grande do Sul, retomou os estudos e concluiu o curso de Economia, reconstruindo sua atuação política posteriormente dentro da legalidade. Décadas depois, sua condição de ex-presa política e vítima de tortura se tornaria um elemento marcante de sua trajetória pública e, já como presidente da República, Dilma sancionaria a lei que criou a Comissão Nacional da Verdade para investigar graves violações de direitos humanos cometidas durante a ditadura.

O primeiro mandato: continuidade com mudanças na política econômica

Dilma em julgamento durante o Regime Militar

Dilma assumiu procurando conservar dois pilares que haviam contribuído para a popularidade do governo anterior: crescimento do emprego e ampliação do consumo das famílias. Mas o cenário internacional já era menos favorável que aquele que o Brasil havia encontrado em boa parte da década de 2000.

A resposta do governo foi aumentar a intervenção sobre determinados componentes da economia. Houve redução dos juros, expansão do crédito de bancos públicos, desonerações tributárias para dezenas de setores, incentivos à indústria, tentativa de reduzir os preços da energia elétrica e políticas para estimular o investimento privado. Em 2014, o próprio balanço publicado pelo Senado registrava desonerações para mais de 50 setores da economia.

Esse conjunto de medidas ficaria conhecido no debate econômico como “Nova Matriz Econômica”. Seus defensores argumentavam que era necessário reagir à crise internacional, evitar desemprego em massa e estimular a indústria. Seus críticos sustentavam que subsídios, crédito direcionado, controle de preços administrados e deterioração fiscal reduziram a previsibilidade da política econômica e produziram desequilíbrios que apareceriam com força posteriormente.

Os números mostram que, independentemente da interpretação, o crescimento perdeu força.

O PIB desacelera

Segundo a série revisada das Contas Nacionais do IBGE, o Produto Interno Bruto cresceu 4,0% em 2011, mas apenas 1,9% em 2012. Houve recuperação para 3,0% em 2013, seguida por praticamente estagnação em 2014, quando a expansão ficou em apenas 0,5%. Em 2015 veio a ruptura: o PIB encolheu 3,5%.

Ano Crescimento real do PIB IPCA
2011 4,0% 6,50%
2012 1,9% 5,84%
2013 3,0% 5,91%
2014 0,5% 6,41%
2015 -3,5% 10,67%

Fontes: IBGE, Contas Nacionais e Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor.

A média simples de expansão do PIB no primeiro mandato foi, portanto, de aproximadamente 2,35% ao ano, muito inferior ao ritmo observado nos anos mais favoráveis do governo Lula.

A inflação também permaneceu persistentemente elevada. O IPCA terminou 2011 exatamente em 6,50%, limite superior da meta vigente naquele momento, recuou para 5,84% em 2012 e voltou a subir gradativamente. Em 2014 chegou a 6,41%. No ano seguinte, já no segundo mandato, saltou para 10,67%, maior resultado desde 2002.

Parte da aceleração de 2015 decorreu da correção de preços administrados, especialmente energia elétrica e combustíveis, que haviam sido represados anteriormente, além da forte desvalorização do real. O FMI posteriormente apontaria a combinação entre correção dos preços regulados, aperto monetário, desaceleração do crédito, incerteza política e problemas internos acumulados como elementos da recessão.

Emprego foi o grande ativo social do primeiro mandato

Se o crescimento econômico decepcionava, o mercado de trabalho ajudou durante vários anos a sustentar a popularidade do governo.

Pela PNAD Contínua, cuja série nacional começa em 2012, a taxa média de desemprego chegou a 6,8% em 2014. Em 2015, porém, já havia subido para 8,5%. No trimestre encerrado em abril de 2016 — semanas antes do afastamento de Dilma — atingiu 11,2%, correspondendo a aproximadamente 11,4 milhões de desempregados.

Foi justamente essa mudança no mercado de trabalho que tornou a recessão socialmente mais perceptível. Durante anos, mesmo com PIB pouco dinâmico, salários, crédito e ocupação haviam preservado o consumo das famílias. Quando emprego e renda passaram a cair simultaneamente, o amortecedor desapareceu.

Indicadores de distribuição de renda ainda registraram melhora até 2015. Dados posteriormente consolidados pelo IBGE mostram que o índice de Gini do rendimento domiciliar per capita recuou de 0,540 em 2012 para 0,524 em 2015 — quanto menor o indicador, menor a desigualdade. A tendência seria revertida nos anos seguintes.

Ao mesmo tempo, o rendimento médio real de todas as fontes atingiu um pico de cerca de R$ 2.177 em 2014, nos valores utilizados pela série do IBGE, e caiu 3,1% em 2015, para aproximadamente R$ 2.110. Ou seja: a distribuição ainda apresentava melhora estatística, mas a renda já começava a sofrer os efeitos da recessão.

Brasil Sem Miséria e a ampliação da rede social

O principal programa social criado especificamente no primeiro mandato foi o Brasil Sem Miséria, lançado em junho de 2011 para alcançar famílias que continuavam abaixo da linha de extrema pobreza e, em muitos casos, sequer apareciam nos cadastros governamentais.

O programa combinava transferência de renda, “busca ativa” de famílias extremamente pobres e acesso a serviços públicos e oportunidades produtivas. Segundo a contabilização oficial do governo, complementações feitas dentro do Bolsa Família permitiram que 22 milhões de pessoas ultrapassassem, do ponto de vista da renda, a linha administrativa de extrema pobreza. A ressalva é importante: o indicador significava ultrapassar um limite monetário estabelecido pelo programa, não a eliminação de todas as dimensões da pobreza.

Outra grande frente foi o Minha Casa, Minha Vida, criado ainda no governo Lula, mas ampliado fortemente por Dilma. Em junho de 2011, o governo lançou sua segunda fase com previsão de contratação de 2 milhões de moradias e R$ 125,7 bilhões em investimentos entre 2011 e 2014. Em maio de 2016, o governo informava que, considerando todo o programa desde sua criação em 2009, mais de quatro milhões de unidades haviam sido contratadas e cerca de 2,6 milhões entregues.

Na educação profissional, o Pronatec, lançado em 2011, buscou ampliar maciçamente cursos técnicos e de qualificação. A meta governamental de oito milhões de matrículas até 2014 foi atingida, segundo os registros oficiais do programa.

Na saúde, o Mais Médicos, criado em 2013, transformou-se em uma das políticas mais visíveis da administração Dilma. Em 2015 eram 18.240 médicos em 4.058 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas, com cobertura estimada pelo Ministério da Saúde em aproximadamente 63 milhões de pessoas.

Portanto, do ponto de vista social, o primeiro mandato prolongou — e em algumas áreas ampliou — a arquitetura de políticas iniciada na década anterior. O problema é que boa parte dessas conquistas estava associada também à capacidade do país de manter emprego, renda e financiamento público. A recessão de 2015 atingiria justamente esses três componentes.

Ciência sem Fronteiras: internacionalização em escala inédita

Outro programa emblemático do primeiro governo Dilma Rousseff foi o Ciência sem Fronteiras (CsF), lançado em dezembro de 2011 com o objetivo de acelerar a internacionalização da ciência brasileira e ampliar a formação de estudantes e pesquisadores em universidades e centros de excelência no exterior. Coordenada pelo Ministério da Educação e pelo então Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio da CAPES e do CNPq, a iniciativa estabeleceu inicialmente a meta de 101 mil bolsas entre 2011 e 2015 — 75 mil financiadas pelo governo federal e aproximadamente 26 mil previstas em parceria com empresas. O programa priorizava áreas consideradas estratégicas, especialmente engenharias, ciências exatas, tecnologia, biotecnologia, saúde e setores associados à inovação industrial.

A escala do programa não tinha precedentes na política brasileira de mobilidade acadêmica. Em junho de 2014, o governo informava que 83.184 bolsas já haviam sido concedidas, de uma meta inicial de 101 mil. Naquele mesmo ano, Dilma anunciou uma segunda etapa que previa mais 100 mil bolsas a partir de 2015, embora a deterioração das contas públicas e a crise econômica acabassem impedindo que essa expansão fosse executada como originalmente anunciada. O Ciência sem Fronteiras envolveu acordos com universidades, governos e instituições de países como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Alemanha, França, Austrália, Espanha e outros importantes centros de pesquisa.

Mais do que financiar períodos de estudo no exterior, a proposta procurava aproximar a formação universitária brasileira dos ambientes internacionais de pesquisa, tecnologia e inovação. Entre seus objetivos estavam aumentar a presença de estudantes e pesquisadores brasileiros em instituições estrangeiras de excelência, fortalecer a internacionalização das universidades nacionais, estimular a inovação nas empresas e atrair pesquisadores estrangeiros para trabalhar no Brasil. Uma avaliação posterior da CAPES reconheceu que o Ciência sem Fronteiras teve impacto relevante sobre a internacionalização da pós-graduação brasileira, embora o programa tenha se tornado também objeto de críticas quanto ao custo, à concentração de bolsas na graduação-sanduíche, à distribuição entre áreas do conhecimento e à capacidade de converter a experiência internacional dos estudantes em ganhos permanentes para universidades, centros de pesquisa e empresas brasileiras.

Historicamente, o Ciência sem Fronteiras permanece como uma das iniciativas mais ambiciosas do governo Dilma na área de educação, ciência e tecnologia. Sua concepção refletia uma visão segundo a qual a modernização econômica brasileira exigia não apenas ampliar o número de universitários, mas expor uma geração de estudantes e pesquisadores brasileiros aos principais centros científicos e tecnológicos mundiais e posteriormente incorporar esse conhecimento ao país. Apesar das controvérsias sobre custos e resultados de longo prazo, o programa representou uma experiência de mobilidade acadêmica internacional em uma escala que o Brasil não havia realizado anteriormente.

De 2014 para 2015: a ruptura

Dilma venceu a eleição presidencial de 2014 por margem estreita. O resultado aprofundou a polarização política que já vinha crescendo desde as manifestações de 2013 e coincidiu com sinais cada vez mais evidentes de deterioração econômica e das contas públicas. O próprio balanço do Senado ao fim de 2014 registrava simultaneamente os programas sociais e as críticas relativas à inflação, juros, baixo crescimento e situação fiscal.

No início do segundo mandato, o governo mudou abruptamente a orientação econômica. Joaquim Levy assumiu o Ministério da Fazenda com uma proposta de ajuste fiscal. Preços administrados foram corrigidos, despesas foram contingenciadas e o Banco Central manteve uma política monetária restritiva para enfrentar a inflação.

O resultado ocorreu num ambiente muito pior do que o previsto.

O PIB despencou 3,5% em 2015. O IBGE registrou naquele ano retração econômica em todas as unidades da Federação, algo inédito na série de Contas Regionais iniciada em 2002.

Ao mesmo tempo, a situação fiscal se agravava. O setor público consolidado registrou em 2015 déficit primário de R$ 111,2 bilhões, equivalente a 1,88% do PIB, contra déficit de 0,58% do PIB em 2014. A Dívida Bruta do Governo Geral encerrou dezembro de 2015 em 65,5% do PIB, aumento de 9,3 pontos percentuais em apenas um ano pela metodologia usada pelo Banco Central naquele relatório.

A crise não pode, entretanto, ser explicada por um único fator.

Em sua avaliação de 2016, o FMI concluiu que a recessão brasileira refletia principalmente problemas domésticos acumulados, mas destacou também os efeitos da deterioração dos termos de troca e da menor demanda internacional. O organismo mencionou ainda condições financeiras mais apertadas, desaceleração do crédito, incerteza política, queda do investimento e do consumo e erros anteriores de política econômica.

A crise política e a Operação Lava Jato adicionaram outro elemento de incerteza. Grandes empresas brasileiras reduziram investimentos, a Petrobras atravessou um processo de desalavancagem e a disputa entre Executivo e Congresso praticamente paralisou a capacidade do governo de construir uma agenda econômica estável.

Assim, duas interpretações que durante anos foram tratadas como excludentes podem coexistir: decisões de política econômica tomadas especialmente entre 2011 e 2014 contribuíram para desequilíbrios posteriores, mas a dimensão da recessão de 2015–2016 também foi agravada pelo choque político, pela retração dos investimentos, pelo ambiente financeiro, pela queda das commodities e pela própria intensidade do ajuste realizado em 2015. A avaliação posterior do FMI apontou explicitamente para essa combinação de fatores.

2016 e o impeachment

A economia permaneceu em forte retração em 2016. No ano completo, o PIB brasileiro cairia 3,3%, depois dos 3,5% de 2015, compondo uma contração acumulada de aproximadamente 6,7% no biênio. É necessário, porém, fazer uma distinção histórica: Dilma foi afastada temporariamente em 12 de maio e perdeu definitivamente o mandato em 31 de agosto de 2016. Portanto, o resultado anual de 2016 também inclui mais de sete meses de Michel Temer no exercício da Presidência, inicialmente como interino e depois como titular.

O processo de impeachment foi aberto a partir de acusações relacionadas à edição de decretos de créditos suplementares sem autorização legislativa e ao atraso de repasses referentes às subvenções do Plano Safra ao Banco do Brasil, operações que ficaram conhecidas no debate político como “pedaladas fiscais”.

A Câmara autorizou a continuidade do processo por 367 votos a 137. Em 12 de maio, o Senado aprovou por 55 votos a 22 a abertura do julgamento, afastando Dilma por até 180 dias. Em 31 de agosto de 2016, sob a presidência do então presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, o Senado decidiu por 61 votos a 20 condená-la por crime de responsabilidade e retirar seu mandato. Em votação separada, foram preservados seus direitos políticos.

Dilma e seus defensores sustentaram que não havia crime de responsabilidade e classificaram seu afastamento como golpe parlamentar. Os defensores do impeachment argumentaram que o processo seguiu o procedimento constitucional e que as operações fiscais configuraram infrações suficientes para a perda do mandato. Essa divergência continua fazendo parte da disputa política e historiográfica sobre o período; juridicamente, o resultado institucional foi a condenação pelo Senado e o encerramento antecipado do mandato.

Defesa: um período de projetos de longo alcance

Apesar de normalmente ser lembrado pela economia e pela crise política, o governo Dilma ocupa um lugar importante na história recente das Forças Armadas.

Em 2012, o Brasil apresentou seu primeiro Livro Branco de Defesa Nacional, juntamente com a atualização da Política Nacional de Defesa e da Estratégia Nacional de Defesa. No mesmo período, a Lei nº 12.598 estabeleceu normas especiais para compras e desenvolvimento de produtos militares e criou mecanismos de incentivo às Empresas Estratégicas de Defesa, incluindo o Regime Especial Tributário para a Indústria de Defesa.

É necessário, entretanto, distinguir continuidade de criação. Alguns dos maiores programas associados ao período Dilma haviam sido iniciados no governo Lula. O mérito de sua administração foi, em vários casos, manter os projetos, executar fases industriais decisivas e assumir contratos que comprometeriam o Estado brasileiro por décadas.

PROSUB: infraestrutura para uma nova geração de submarinos

Na Marinha, o maior programa era o Programa de Desenvolvimento de Submarinos — PROSUB, originado na parceria estratégica com a França firmada durante o governo Lula.

Durante Dilma, porém, o programa passou da fase contratual para uma escala industrial muito mais concreta. Em 2013 foi inaugurada em Itaguaí (RJ) a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas — UFEM, parte do complexo destinado à construção dos novos submarinos brasileiros. O objetivo do PROSUB era capacitar o país a projetar e construir quatro submarinos convencionais e, posteriormente, o primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear.

As entregas operacionais ocorreriam somente anos depois, mas foi durante os governos Dilma que avançaram a infraestrutura industrial, a qualificação de empresas brasileiras e boa parte do processo de transferência tecnológica.

Gripen: a decisão histórica do F-X2

Na Força Aérea, provavelmente a decisão militar de maior repercussão do governo Dilma ocorreu em 18 de dezembro de 2013, quando o Brasil selecionou o Saab Gripen NG como vencedor do programa F-X2 para substituir os antigos caças Mirage 2000 e, progressivamente, parte da frota de F-5.

Em 27 de outubro de 2014, o governo brasileiro e a Saab assinaram o contrato para desenvolvimento e produção de 36 caças, sendo 28 monopostos e oito bipostos. O negócio foi avaliado em cerca de 39,3 bilhões de coroas suecas e incluiu um amplo programa de cooperação industrial e transferência tecnológica para empresas brasileiras.

Saab F-39E Gripen

A escolha do Gripen teria consequências muito além da aquisição de aeronaves prontas. Engenheiros brasileiros passaram a trabalhar no desenvolvimento do caça e a Embraer assumiu papel estratégico no programa, incluindo participação no desenvolvimento da variante biposto.

As primeiras aeronaves operacionais chegariam apenas anos depois, mas a decisão política e contratual fundamental ocorreu integralmente sob Dilma.

KC-390: o maior avião militar desenvolvido no Brasil

Roll-out do KC-390

Outro projeto herdado do período Lula, mas que alcançou seus principais marcos de desenvolvimento durante Dilma, foi o KC-390, atual C-390 Millennium.

Desenvolvido pela Embraer sob encomenda da FAB, o cargueiro teve seu primeiro protótipo apresentado em 2014 e realizou o voo inaugural em 3 de fevereiro de 2015. A aeronave foi concebida para transporte de tropas e cargas, lançamento de paraquedistas, evacuação aeromédica, combate a incêndios e reabastecimento em voo.

O KC-390 tornou-se um dos exemplos mais claros da estratégia de utilizar encomendas das Forças Armadas para sustentar competências tecnológicas e industriais brasileiras. O projeto sobreviveria à crise fiscal, às mudanças de governo e a revisões das encomendas nacionais, transformando-se posteriormente em um dos produtos militares brasileiros de maior projeção internacional.

O programa H-XBR também prosseguiu no período. Contratado no governo anterior, previa a aquisição de 50 helicópteros EC725, posteriormente denominados H225M, destinados à Marinha, ao Exército e à Força Aérea, acompanhados de produção e absorção tecnológica no Brasil.

SISFRON, Guarani e ASTROS 2020: a transformação do Exército

Astros 2020

No Exército Brasileiro, três grandes programas ganharam impulso durante o período.

O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras — SISFRON procurava criar uma gigantesca rede de sensores, comunicações, radares, centros de comando e unidades operacionais para aumentar a capacidade do Estado de vigiar e atuar nos milhares de quilômetros de fronteiras terrestres brasileiras.

O projeto básico foi consolidado em 2012 e, em novembro daquele ano, o Exército celebrou contrato de aproximadamente R$ 839 milhões para a primeira fase do sistema. O projeto-piloto concentrou-se inicialmente na fronteira oeste, especialmente em Mato Grosso do Sul.

O Programa Guarani, iniciado em 2012, tinha outra ambição: substituir progressivamente viaturas antigas e transformar unidades de infantaria motorizada em formações mecanizadas. Seu elemento mais conhecido tornou-se o blindado 6×6 VBTP-MR Guarani, desenvolvido com ampla participação industrial brasileira.

Já o ASTROS 2020 procurava modernizar o sistema de artilharia de foguetes ASTROS, incluindo novos veículos, munições, foguetes guiados e o desenvolvimento de um míssil tático de cruzeiro de longo alcance. O programa foi planejado para avançar a partir de 2011 e transformou-se em uma das principais apostas do Exército em capacidade de fogo de precisão e dissuasão.

Ambição militar encontrou a crise fiscal

O conjunto era excepcionalmente ambicioso para os padrões brasileiros: submarinos convencionais e nuclear, caças de nova geração, cargueiro estratégico, helicópteros, blindados, mísseis, redes de vigilância de fronteiras, defesa cibernética e fortalecimento da indústria nacional.

A lógica estratégica era clara. Em vez de simplesmente importar equipamentos, o governo procurava associar as compras a produção local, nacionalização, transferência de tecnologia e fortalecimento da Base Industrial de Defesa. Estudos ligados ao Ministério da Defesa identificaram PROSUB, Gripen e KC-390 justamente como exemplos dessa tentativa de combinar modernização militar, autonomia tecnológica e política industrial.

O problema foi a capacidade de financiamento.

À medida que a economia desacelerou e a situação fiscal piorou, contingenciamentos começaram a atingir os investimentos militares. Projetos concebidos com cronogramas relativamente rápidos passaram a ser alongados. O fenômeno ficaria particularmente evidente depois de 2015 e continuaria nos governos posteriores.

Assim, o período Dilma deixou um paradoxo na Defesa: foi um dos momentos de maior definição e simultaneidade de projetos estratégicos das três Forças, mas também o início de uma longa fase em que a disponibilidade orçamentária deixou de acompanhar a ambição dos programas.

Um governo de duas fases

O distanciamento histórico permite enxergar com mais clareza que falar em “governo Dilma” como se todo o período fosse homogêneo produz uma imagem incompleta.

Entre 2011 e 2014, o país viveu crescimento econômico modesto, mas ainda manteve desemprego baixo, aumentos de renda, expansão do crédito e ampliação de programas sociais. A desigualdade continuou caindo e políticas como Brasil Sem Miséria, Minha Casa Minha Vida, Pronatec e Mais Médicos aumentaram a presença direta do Estado na vida de milhões de brasileiros.

Ao mesmo tempo, a economia perdia produtividade e capacidade de investimento. O PIB passou de uma expansão de 4,0% em 2011 para apenas 0,5% em 2014. A combinação de política fiscal mais frouxa, desonerações, crédito subsidiado e intervenções em preços tornou-se objeto de críticas crescentes. Quando o governo tentou corrigir parte desses desequilíbrios em 2015, já enfrentava deterioração das expectativas, crise política, retração do crédito e um ambiente internacional menos favorável.

O resultado foi dramático: PIB em queda de 3,5% em 2015, inflação de 10,67%, desemprego crescente e rápida deterioração fiscal. O segundo mandato começou sob a promessa de preservar conquistas sociais, mas terminou antes da metade, absorvido simultaneamente por crise econômica e impeachment.

Na Defesa, entretanto, muitos dos projetos definidos ou impulsionados naquele período sobreviveram à queda do governo. O Gripen brasileiro voaria, o KC-390 entraria em produção e conquistaria clientes externos, os submarinos do PROSUB começariam a entrar em serviço e Guarani e SISFRON continuariam a avançar — ainda que em ritmos mais lentos dos originalmente planejados. Os resultados posteriores mostram a característica peculiar dos grandes programas militares: atravessam governos e não podem ser atribuídos inteiramente a uma única administração.

Esse talvez seja também o resumo histórico mais adequado para os governos Dilma Rousseff. Seu primeiro mandato representou a tentativa de prolongar um modelo econômico e social que havia produzido fortes resultados na década anterior; o segundo expôs os limites desse modelo, erros de política econômica e os efeitos de uma crise política e econômica que se retroalimentou.

Entre os dois extremos ficaram avanços sociais concretos, desequilíbrios igualmente concretos e um legado de projetos estratégicos de Defesa cujos efeitos continuariam sendo sentidos muito depois de Dilma deixar o Palácio do Planalto em 31 de agosto de 2016.■

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José Antônio
José Antônio
23 dias atrás

O Governo Dilma foi vítima de um “pacto para estancar a sangria“, conforme disse o Senador Romero Jucá: um “Grande acordo Nacional, com o Supremo, com tudo” porque sentiam que a Presidenta não iria aliviar a barra dos que estavam caindo nas malhas da justiça. Foi o início do caminho para o que se seguiu depois. O texto acima fala em alguns dos programas que marcaram o seu governo, tal como o “Mais Médicos” e o projeto FX-2, mas houve um outro que precisa ser lembrado e mesmo ressuscitado: O “Ciência sem Fronteiras”. Este programa permitiu que muitos universitários, muitos dos quais sem recursos financeiros, pudessem conhecer a realidade acadêmica e científica de outros países. Uma visão de estadista. Aquilo que a China fez durante algum tempo enviando seus melhores estudantes para as melhores Universidades norte-americanas e europeias. Hoje, a China é o que é. Nós aqui estamos chupando o dedo. Um dia, a história fará justiça à Dilma Rousseff.

amarante
amarante
Responder para  José Antônio
23 dias atrás

“A história será implacável com os que hoje se julgam vencedores” – Dilmãe

Última edição 23 dias atrás por amarante
Pedro
Pedro
Responder para  amarante
23 dias atrás

“”Aqui hoje, estou saudando a mandioca, acho uma das maiores conquistas do Brasil” – Dilma

Alexandre Galante
Responder para  José Antônio
23 dias atrás

Boa lembrança! Vamos acrescentar ao texto. Valeu!

João
João
Responder para  José Antônio
23 dias atrás

Estamos mal demais….

Luís Henrique
Luís Henrique
Responder para  José Antônio
23 dias atrás

Ah claro.
Vc esqueceu da melhor parte dos 2 mandatos da Dilma: o impeachment.

José Antônio
José Antônio
Responder para  Luís Henrique
23 dias atrás

Não. Não esqueci. Lembro muito bem daquele vergonhoso espetáculo em que parlamentares, da estatura de pigmeus, proporcionaram naquele dia. Um deles, inclusive, com requintes de covardia e sadismo, chegou a relembrar e a glorificar notório torturador da Presidenta em épocas sombrias.

Pedro
Pedro
Responder para  José Antônio
23 dias atrás

PresidentA..paro por aqui….

Luís Henrique
Luís Henrique
Responder para  José Antônio
22 dias atrás

Épocas sombrias mesmo.

1) tanto a Dilma como seu primeiro marido faziam parte do grupo terrorista Colina
Depois o Colina se fundiu com a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) e formaram a VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares).

2) a Dilma nunca apertou o gatilho ou detonou uma bomba, menos mal, mas ela trabalhava no apoio logístico e coordenação politica e ideológica.
Ela guardava armamentos, gerenciava o dinheiro roubado, gerenciava a doutrinação ideológica, entre outras coisas.

3) o marido dela Claudio Galeno sequestrou um avião comercial em 1970 e fugiram com o avião para Cuba

4) o maior crime financeiro do grupo foi o roubo do cofre de Adhemar de Barros, cerca de U$ 2,5 MILHÕES, e a Dilma atuou na partilha do dinheiro roubado entre os companheiros terroristas.

5) Tanto o Colina como o VAR-Palmares cometeram atentados a bomba, assaltos armados e morte de militares, civis e estrangeiros.

Vamos lembrar de alguns:

— em 1968 atentado ao quartel do exército que matou um soldado de apenas 18 anos.
Os terroristas lançaram um carro com 20 kg de dinamite.
Feriram gravemente mais 6 militares.

— em 68 também assassinaram um Major do exército da Alemanha ocidental que estava no Brasil. Eles queriam assassinar um oficial boliviano que haia capturado che guevara, confundiram e mataram o oficial alemão

— em 69 após vários assaltos a bancos em Minas Gerais, a polícia civil descobriu alguns esconderijos. Quando foram entrar nesses esconderijos, 2 policiais foram mortos e vários outros ficaram feridos.

Depois desse episódio sombrio, o cerco apertou para o grupo, foi ai que Dilma Roussef mudou de Minas para o Rio de Janeiro.

— em 71 um integrante do grupo discordou dos métodos do grupo e quis deixar. o tribunal revolucionário do próprio grupo decretou sua morte e ele foi morto.

Mais recentemente nós tivemos “eles” no poder, e o trabalho na economia, na segurança, na educação, em tudo foi péssimo, mas nas roubalheiras foram experts.

essa é a sua presidenta.

José Antônio
José Antônio
Responder para  Luís Henrique
21 dias atrás

O outro lado é que tinha as armas e as usava… ilegalmente desde o golpe.

E atentados a bomba?

Aconteceram sim: no Rio Centro, na Sede da OAB, em bancas de jornais.

Última edição 21 dias atrás por José Antônio
Leandro
Leandro
Responder para  José Antônio
21 dias atrás

Ele não está falando que a ditadura foi boa ou que estavam certos. Ignorando que o controle da violência é (ou deveria ser) de exclusividade do Estado, em teoria se formos nos opor a uma ditadura, ações violentas seria considerada válida.

Porém, Dilma e seus cumpanheiros estavam tentando implantar uma ditadura ainda pior. Eles não lutavam pela liberdade. Eles não roubavam pela liberdade.

E sinceramente, ainda bem que perderam. Infelizmente deixaram esses resquícios malucos que se pintam de democratas santinhos e injustiçados. No passado, colheram o que plantaram. Agora nós, infelizmente, estamos colhendo a divisão que eles plantaram lá atrás no início do século XXI.

Rafa
Rafa
Responder para  José Antônio
23 dias atrás

Credo.

Pedro
Pedro
Responder para  José Antônio
23 dias atrás

De assaltante de banco a presidente de banco..isso que é carreira meteórica.

Lucas hp
Lucas hp
Responder para  Pedro
14 dias atrás

Pqp amei esse comentário akkaka

Lucas hp
Lucas hp
Responder para  Pedro
14 dias atrás

E bem menos arriscado e claro

MARCELO TADEU
MARCELO TADEU
Responder para  José Antônio
22 dias atrás

Mas teve muito estudante que foi passear lá fora as custas do Governo, eu conheço um deles!

José Antônio
José Antônio
Responder para  MARCELO TADEU
21 dias atrás

Pois é. Também teve estudante chinês que foi passear às custas do Governo chinês… Mas a maioria, ao voltar, transformou o país. Aqui, querem manter tudo como está, de preferência entregando as Terras Raras ao inimigo.

Macgarem
Macgarem
23 dias atrás

Governo atual está nível Dilma 2

Cadu
Responder para  Macgarem
21 dias atrás

2027 vai ser o mesmo cenário do governo da Dilma, é de crise. A bomba vai estourar, não vai ter IBGE para fazer mágica com os números.

Thrash Metal
Thrash Metal
23 dias atrás

Festival de negocista econômico comentando a incompetência dos Governos Dilma 1 e 2, o atual desgoverno repete o mesmo plano furado.
A falta de noção do básico em economia gera essas pérolas de comentários dizendo que Dilmanta tá foi “injustiçada 😂

José Antônio
José Antônio
Responder para  Thrash Metal
23 dias atrás

Caro Trash (não foi erro de digitação), a falta de noção do básico em economia, se fosse verdadeira, não justificaria um processo de impeachment nem a pérola deste seu comentário. Tenho a impressão que, então, o ex-presidente, atualmente em prisão domiciliar, deveria ter sofrido processo idêntico pelo mesmo motivo. Na realidade, deveria ter sofrido processo de impeachment, sim, mas pela falta de noções básicas sobre vacinas em época de pandemia.

Pedro
Pedro
Responder para  José Antônio
23 dias atrás

Se falta de noção desse impeachment, o atual e a Dilma não chegariam nem perto de Brasília.

Macgarem
Macgarem
Responder para  Thrash Metal
22 dias atrás

O excesso de teimosia dela.

Fora aquela jumentice de tentar forçar baixar juros na marra que deu tudo errado kkkk

Dr. Mundico
Dr. Mundico
23 dias atrás

Governos populistas sempre caem nessa prática nefasta: tranferir renda marginal através de programas sociais, gerar consumo supérfluo e localizado, oferecer crédito subsidiado para bens de consumo…enfim, o que todo populista adora sair dizendo que “melhorou” a vida dos pobres que continuam vivendo da mão para a boca, sempre a espera do próximo Desenrola.
O governo da Dilma foi um mal entendido que paralisou o país por praticamente dois anos e apenas terminou de enterrar o que já estava podre.

Última edição 23 dias atrás por Dr. Mundico
Abymael
Abymael
Responder para  Dr. Mundico
23 dias atrás

Verdade, melhor é não fazer nada disso e deixar o pobre morrer de fome.

Pedro
Pedro
Responder para  Abymael
23 dias atrás

verdade, se esforçar pra que se da pra viver as custas do Estado.

Daniel
Daniel
Responder para  Abymael
22 dias atrás

Se não houver caixa para pagar tais benefícios, é esse pobre que mais vai sentir mais o efeito negativo da crise gerada pelo desequilíbrio fiscal/monetário.

Pedro
Pedro
Responder para  Dr. Mundico
23 dias atrás

O PIB da Argentina cresceu 2,3% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados do Indec (Instituto Nacional de Estatística e Censos). Esse avanço deu continuidade à recuperação econômica consolidada no ano anterior, quando a atividade fechou 2025 com alta de 4,4%

MARCELO TADEU
MARCELO TADEU
Responder para  Pedro
22 dias atrás

UOL??? fala sério, seria melhor usar o wikipédia como fonte!! Ah mas vai aonde chico?

Rafa
Rafa
23 dias atrás

Um dos piores governos que eu já tive o desprazer de ter que conviver.

José Antônio
José Antônio
Responder para  Rafa
23 dias atrás

Acredito que esse período será também objeto dos Editores. A ver.

amarante
amarante
Responder para  José Antônio
23 dias atrás

Difícil é achar algo para falar do capitão soluço

Pedro
Pedro
Responder para  José Antônio
23 dias atrás

Se for pra colocar reportagem policial sobre o atual, o site vai travar. Só de certidões criminais, foram 88. evidências, 3 mil.

Rafa
Rafa
Responder para  Rafa
23 dias atrás

Estive trabalhando recluso em casa.
No governo Dilma II estava eu e milhões de pessoas procurando emprego.

Harpia
Harpia
23 dias atrás

Não foi a primeira mulher a governar o Brasil. Seguer foi a
Segunda, mas a terceira! Logo após a Imperatriz Dona Leopoldina e Dona Isabel, a Redentora!

sub urbano
sub urbano
23 dias atrás

Proximo capitulo:

Bobonaro: da incompetencia a tentativa de abolição violenta do estado democratico de direito.

Pedro
Pedro
Responder para  sub urbano
23 dias atrás

única abolição violenta sem armas na história.

sub urbano
sub urbano
Responder para  Pedro
23 dias atrás

Só tentaram explodir uma bomba no aeroporto de Brasília

Jave
Jave
Responder para  sub urbano
22 dias atrás

Último capítulo:

Mula 3: Um ex presidiário nunca inocentado na presidência. Corrupção, a ruína das instituições, censura e a falência econômica de uma nação.

Leandro
Leandro
22 dias atrás

Essa aí deixa a meta em aberto para depois dobrar a meta, seja lá qual for, tem a figura oculta atrás de uma criança, que é um cachorro, tem u 360 graus que é totalmente oposto ao sentido que estava indo, é se formar em alguma coisa e ir procurar um senai… a verdadeira mulhersapiens. A presidanta mesmo.

Enfim… depois dos escândalos todos com outros que poderiam ter sucedido o -1d, só tinha sobrado a gandula mesmo. Tão carismática quanto tinta secando, habilidosa e esperta como uma cruza entre tamanduá bandeira e um bicho preguiça. E não vamos esquecer de que era um ser super idônea, afinal de contas, a assinatura dela estava lá na compra da Refinaria de Pasadena, algo que até hoje não foi explicado.

José Antônio
José Antônio
Responder para  Leandro
22 dias atrás

😒

Lucas
Lucas
Responder para  Leandro
22 dias atrás

Tá treinando, hein!
Essa de Pasadena tirou ou do zapp ‘Patriotas inconformados’.

Kkkkkkk

Leandro
Leandro
Responder para  Lucas
21 dias atrás

Kings, você sempre responde tentando me ofender, mas nunca consegue argumentar contra. Até porque nem tem como. Sua indignação é seletiva, como sempre.

E os caras desse grupo que você frequenta aí estariam errados nesse caso?

MARCELO TADEU
MARCELO TADEU
22 dias atrás

Parte deste crescimento se deveu às obras para a Copa do Mundo e para as Olímpiadas no RJ. Estavam em procedimento as grandes concessões aeroportuárias.
E eu só não consigo deixar de pensar nos 7 a 1 da Alemanha!!! kkkkk

Última edição 22 dias atrás por MARCELO TADEU
MARCELO TADEU
MARCELO TADEU
22 dias atrás

A única falta que tenho da Dilma eram os memes que ela produzia diariamente!!! kkkkk

Cadu
21 dias atrás

Essa conseguiu arrebentar o país com força. Uma inapta completa, uma inapta completa, e o que assusta é que ela era economista, imagina se não fosse.

Cadu
21 dias atrás

Sim, o desastre do governo Dilma é de toda menos dela e o PT, inclusive afundado em corrupção.

Jefferson Ferreira
Jefferson Ferreira
14 dias atrás

De fato a política econômica irresponsável de aumento de gastos de forma desenfreada dela de nada teve haver… até hoje estamos pagando em nossas contas de luz as consequências desse desastre que foi esse governo

única qualidade dessa senhora é que não era corrupta como os parças dela mas era totalmente inapta para o cargo ocupou

MAB
MAB
12 dias atrás

Pelo amor… nem desenhando o sujeito entende. O texto está claro, política econõmica inexistente, nem os próximos quiseram permencer no barco afundando. Agora faz sentido o termo “analfabeto funcional”. Nesta época o congresso junto ao STF (o ministro espantalho) inventaram uma situação absurda “presidente está impedida porém com direitos políticos mantidos”, uma verdadeira jabuticada, típica de republiqueta, que faz a alegria da claque analfabeta.