Dívida dos Estados Unidos ultrapassa US$ 40 trilhões pela primeira vez
Endividamento federal mais do que dobrou em menos de uma década e custo dos juros já supera os gastos do Pentágono; projeções indicam déficits elevados e dívida crescente nos próximos anos
A dívida federal bruta dos Estados Unidos ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 40 trilhões, estabelecendo um novo recorde e ampliando as preocupações sobre a sustentabilidade das contas públicas da maior economia do mundo. Dados divulgados pelo Departamento do Tesouro mostram que o endividamento total alcançou US$ 40,047 trilhões em 18 de agosto de 2026.
Do total, aproximadamente US$ 32,266 trilhões correspondem a títulos do Tesouro mantidos pelo público, categoria que inclui investidores americanos e estrangeiros, bancos, fundos de investimento e o Federal Reserve. Outros US$ 7,782 trilhões correspondem à chamada dívida intragovernamental, formada principalmente por títulos mantidos por fundos e contas do próprio governo federal.
A velocidade do crescimento chama atenção. Os Estados Unidos ultrapassaram US$ 39 trilhões apenas em março de 2026, cinco meses antes do novo recorde, e haviam alcançado US$ 38 trilhões em outubro de 2025.
Dívida dobrou em menos de uma década
Quando Donald Trump iniciou seu primeiro mandato, em janeiro de 2017, a dívida federal americana estava em aproximadamente US$ 19,95 trilhões. Em menos de dez anos, portanto, o volume mais do que dobrou.
Segundo levantamento da Reuters baseado nos dados do Tesouro, cerca de US$ 11,6 trilhões do aumento ocorreram durante os dois períodos de Trump na Casa Branca até agora, enquanto aproximadamente US$ 8,4 trilhões foram adicionados durante os quatro anos da administração de Joe Biden.
Parte relevante da expansão ocorreu durante a pandemia de Covid-19, quando republicanos e democratas aprovaram pacotes extraordinários para sustentar famílias, empresas e governos locais diante da paralisação da economia.
Mas a pandemia explica apenas uma parte do fenômeno. O desequilíbrio estrutural entre receitas e despesas federais permanece mesmo em períodos de crescimento econômico.
De um lado estão gastos crescentes com Social Security, Medicare, Medicaid, benefícios para veteranos, Defesa e outros programas federais. De outro, sucessivas reduções tributárias limitaram o crescimento da arrecadação.
A questão fiscal americana, portanto, é resultado de decisões tomadas ao longo de administrações republicanas e democratas, e não de apenas um governo.
Governo continua gastando muito mais do que arrecada
O problema central está nos déficits anuais.
Somente nos primeiros dez meses do ano fiscal de 2026, o déficit federal já alcançou aproximadamente US$ 1,8 trilhão, ultrapassando o rombo registrado durante todo o exercício fiscal anterior. Apenas em julho, a diferença entre receitas e despesas chegou a US$ 432 bilhões, o quarto maior déficit mensal da história americana.
O Congressional Budget Office (CBO), órgão apartidário responsável pelas projeções fiscais do Congresso, estimava em fevereiro um déficit de aproximadamente US$ 1,9 trilhão para o ano fiscal de 2026, equivalente a 5,8% do PIB. A média histórica dos déficits americanos nos últimos 50 anos foi de 3,8% do PIB.
O problema é que o CBO não prevê uma correção natural desse desequilíbrio.
Mantida a legislação atual, o déficit deverá chegar a US$ 3,1 trilhões em 2036, ou 6,7% do PIB. Entre 2026 e 2035, os déficits acumulados deverão alcançar aproximadamente US$ 23,1 trilhões.
Juros tornam-se uma das maiores despesas dos EUA
Quanto maior a dívida, mais dinheiro Washington precisa destinar simplesmente ao pagamento de juros.
Atualmente, cerca de US$ 1,1 trilhão por ano já é utilizado para financiar o custo dos empréstimos federais. No ano fiscal de 2025, pela primeira vez, o serviço da dívida ultrapassou os gastos do Pentágono. Nos primeiros dez meses de 2026, as despesas com juros também superaram os gastos do Medicare, tornando-se a segunda maior rubrica do orçamento federal, atrás apenas da Social Security.
Essa dinâmica pode transformar-se em um círculo fiscal difícil de interromper: o governo emite mais títulos para financiar déficits, a dívida aumenta e, consequentemente, cresce também a despesa necessária para pagar juros sobre essa dívida.
O CBO calcula que os juros líquidos consumirão cerca de 3,3% do PIB em 2026. Em 2036, essa parcela deverá chegar a 4,6%.
Mercado começa a exigir juros maiores
Outro sinal de preocupação apareceu recentemente no mercado de títulos do Tesouro.
Investidores passaram a exigir rendimentos maiores para comprar títulos americanos de longo prazo, refletindo uma combinação de inflação, enormes necessidades de financiamento do governo e dúvidas sobre a trajetória fiscal. Os juros dos títulos de 30 anos chegaram nesta semana aos níveis mais elevados em quase duas décadas.
Taxas maiores para os Treasuries não afetam apenas Washington. Elas servem de referência para grande parte do sistema financeiro e podem elevar os custos de hipotecas, financiamentos de automóveis, empréstimos empresariais e investimentos.
Diante da pressão, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou em 19 de agosto que o governo dobrará determinadas operações de recompra de títulos de longo prazo, aumentando-as de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões por operação. A iniciativa busca melhorar a liquidez e aliviar as pressões sobre as taxas mais longas, mas não resolve o problema estrutural do endividamento.
Dívida pública pode superar recorde da Segunda Guerra
É importante diferenciar os US$ 40 trilhões de dívida federal bruta do indicador considerado mais relevante pelos economistas: a dívida mantida pelo público.
Por essa medida, o CBO estima que o endividamento chegará ao equivalente a 101% do PIB americano em 2026. Mantida a trajetória atual, deverá ultrapassar o recorde histórico de 106% registrado imediatamente após a Segunda Guerra Mundial por volta de 2030 e alcançar 120% do PIB em 2036.
Em termos nominais, o CBO projeta que a dívida mantida pelo público poderá subir dos atuais US$ 32 trilhões para aproximadamente US$ 56 trilhões em 2036. A dívida federal bruta, que inclui também obrigações entre órgãos governamentais, poderia chegar a cerca de US$ 64 trilhões.
No horizonte de 30 anos, o quadro é ainda mais preocupante: a dívida mantida pelo público poderia atingir 175% do PIB em 2056 caso as atuais políticas de receitas e despesas permaneçam essencialmente inalteradas.
Novo teto da dívida já está no horizonte
O Congresso americano estabeleceu atualmente o limite legal de endividamento em US$ 41,1 trilhões, após elevá-lo em julho de 2025. Com a dívida bruta já acima de US$ 40 trilhões, o país está novamente se aproximando do teto.
O CBO considera que o limite deverá ser alcançado em algum momento de 2027, enquanto o Bipartisan Policy Center calcula que isso poderá acontecer entre o final do inverno e meados daquele ano.
Isso deverá obrigar Congresso e Casa Branca a negociar novamente uma elevação ou suspensão do teto para evitar o risco de inadimplência federal.
Um problema acumulado por governos republicanos e democratas
O marco de US$ 40 trilhões reabre uma discussão recorrente nos Estados Unidos sobre quem é responsável pela expansão da dívida.
A resposta não é simples.
Os governos de George W. Bush, Barack Obama, Donald Trump e Joe Biden enfrentaram diferentes guerras, crises financeiras, pandemia e recessões, mas todos também adotaram políticas que ampliaram gastos ou reduziram receitas.
Durante os dois mandatos de Trump, cortes de impostos, despesas extraordinárias da pandemia, aumento de gastos militares e outras políticas contribuíram para o endividamento. No governo Biden, programas de recuperação da pandemia, infraestrutura, subsídios industriais e políticas climáticas também adicionaram déficits.
A administração Trump sustenta atualmente que pretende reduzir desperdícios e acelerar o crescimento econômico para diminuir a dívida em relação ao PIB. Entretanto, o CBO estima que a legislação tributária e de gastos aprovada em 2025 deverá ampliar significativamente a dívida durante a próxima década.
A marca dos US$ 40 trilhões, portanto, não representa uma crise financeira automática nem significa que os Estados Unidos estejam próximos de uma insolvência semelhante à de países incapazes de emitir dívida em sua própria moeda. O dólar permanece a principal moeda de reserva internacional e o mercado de Treasuries continua sendo o maior e mais líquido mercado de títulos públicos do planeta.
Mas a trajetória tornou-se cada vez mais difícil de ignorar. Com déficits próximos de US$ 2 trilhões mesmo fora de uma grande recessão, população envelhecendo e juros consumindo parcela crescente do orçamento, Washington terá cada vez menos espaço para enfrentar novas guerras, crises econômicas ou emergências sem recorrer a ainda mais endividamento.
Os US$ 40 trilhões são, assim, menos um limite econômico do que um poderoso símbolo: a maior economia mundial continua financiando uma parcela crescente de suas prioridades com dinheiro emprestado — e a conta dos juros começa a competir diretamente com algumas das maiores funções do próprio Estado americano.■

Os juros já estão em 4.6% ao ano, esse patamar de juros de divida não é visto nos EUA desde os anos 70/80
Tranquilo
Como dizem os especialista aqui, eles q imprimem a moeda, então é só imprimir mais.
Fizeram isso por 40 anos, como moeda dominante diluia a inflação para o mundo,o mundo pagava a inflação do dolar.
A china faz isso,mas nao entra conflitos que vai se atolar e perder,prefere gastar com trens bala,Ia,carro eletrico etc.
As empresas em prejuízo entram em RJ ou dão uma baixa contábil o que desvaloriza seu valor. Países geram infração pagando a dívida com o empobrecimento da população. Terão que dar uma empobrecida.
Quanto os EUA precisarão pagar para convencer o mundo a continuar emprestando dinheiro ao país?
Isso exige que a taxa de retorno das empresas sejam maiones, o que conhecemos bem por aqui. As empresas de IA já não possuem fundamentos para entregar o retorno que prometem. Estão se preparando para a reprecificacao dos ativos
A partir de agora…
Haja tinta e papel…
O Trump vai entrar para a história como pior presidente dos EUA| e ainda será demonizado por ter sido o responsável pela maior crise financeira dos EUA depois da crise e 1929, certamente é o que está por vir.
No capitalismo financeiro existe o corolário: dever não é pecado; pecado é dever e não pagar. Os EUA põem à prova essa máxima. Mas o mercado dá sinais de que já não deposita a mesma confiança no governo americano. Investidores institucionais vêm reduzindo gradualmente sua disposição para financiar a dívida, enquanto as taxas de juros permanecem pressionadas, com efeitos sobre o crédito, a atividade econômica e o poder de compra da população.
Entendo que a lição maior é que países, em alguma medida, podem se comportar como indivíduos. Em períodos de crise, perda de renda, insegurança e declínio relativo, parcelas da população passam a sentir que perderam não apenas condições materiais, mas também status, prestígio e posição social. É nesse ambiente que candidatos da extrema direita encontram terreno fértil, oferecendo a promessa de restaurar uma ordem passada, recuperar a grandeza nacional e, por consequência, devolver ao indivíduo a sensação de pertencimento a uma sociedade forte e respeitada.
A promessa política torna-se, assim, também uma promessa de restauração psicológica. Problemas econômicos e estruturais complexos são convertidos em narrativas simples, nas quais alguém teria roubado a prosperidade, a identidade ou a grandeza do país. Criam-se culpados e oferece-se um líder forte como solução. Em vez de enfrentar as causas reais da crise, vende-se a ideia de que é possível recuperar um passado idealizado pela força, pelo nacionalismo e pela ruptura das regras.
Já ouviu falar na teoria das ferraduras? a extrema esquerda e a extrema direita não são opostas como em uma linha reta, elas se aproximam no extremo.
É não se ter letramento básico de entender o que é política e como funciona o estado democrático.
“politico de intimação”… Você acertou errando, porque é isso mesmo! Políticos recebem intimação, mas a maioria deles, não são punidos!
Os Estados modernos criaram “vacinas” contra o extremismo de esquerda, fruto da guerra ideológica do Ocidente contra a URSS. Suas pautas passaram a ser consideradas incompatíveis com a ordem constitucional das democracias ocidentais. Porém, as democracias modernas não possuem a mesma “vacina” contra a extrema direita, que muitas vezes se confunde com a direita tradicional. Estudos mostram que, na Europa e nos EUA, parte expressiva da direita foi absorvida pelo extremismo de direita, fruto também da desesperança de parcelas da população diante das crises do capitalismo. A extrema direita prospera transformando frustração em ressentimento e ressentimento em inimigo. Não precisa explicar como melhorar salários, produtividade, educação, saúde ou segurança; basta apontar culpados, fabricar ameaças e vender a fantasia de que um líder barulhento, cercado de slogans e certezas infantis, devolverá à sociedade uma grandeza que nunca existiu da forma como eles descrevem. É uma política que substitui projeto por provocação, argumento por grito e competência por fidelidade ideológica. Quando faltam soluções, sobra guerra cultural.
O mais curioso é que se apresenta como rebelde enquanto frequentemente defende velhas hierarquias, privilégios econômicos e concentrações de poder. Diz combater o “sistema”, mas costuma ser extraordinariamente útil a parcelas muito tradicionais dele. Alimenta medo, nostalgia e paranoia para manter sua base permanentemente mobilizada, porque uma população discutindo inimigos imaginários tem menos tempo para perguntar quem ficou mais rico, quem perdeu direitos e por que os problemas concretos continuam onde estavam. No fim, vende-se como revolução aquilo que muitas vezes não passa de um passado mal disfarçado, embrulhado em bandeira, ressentimento e marketing digital.
Perfeito
O Brasil está sob ataque de uma potência estrangeira, com o uso de manifestações públicas de seus representantes para atacar o país e os nossos interesses. Não se trata de narrativa, mas de fatos: há pressão política e econômica para subjugar o país aos interesses dos EUA. Incomoda que tenhamos um projeto próprio de desenvolvimento e a liberdade de estabelecer parcerias com quem quer que seja. Atualmente, há um candidato e pessoas que apoiam essa submissão vergonhosa, condutas que, em determinadas circunstâncias, deveriam ser apuradas e punidas com o rigor da lei.
Verdade! E agora inventaram também um tal de Q.i brasileiro de 83 (o mesmo de um chimpanzé)!
E tem até influenciador de Youtube e rede social espalhando isso aos montes! Traidores da pátria! Uma tal de Nanda Guardian!
Um absurdo sem qualquer investigação, estudo válido ou fundamento científico!
Discussão sobre premissas equivocadas, entre elas “………extrema esquerda” usam a mesma narrativa populista para manipula a população….pois o seu texto pode ser muito ser usado para atual situação do Brasil…narrativa da tal “soberania”, “democracia”, nos contra eles…
Se a narrativa de soberania e democracia é utilizada pelo atual, governo, considerar o atual governo extremista é risível.
O presidente atual entrou prometendo cortar os gastos MAGA e tal e na real só aumenta os gastos. Na Alemanha a mesma coisa. Direita e esquerda é só narrativa, para assumir poder e fazer o que sempre se faz que é alavancar gastos.
Vale a mesma regra: quem é você neste mundo? Alguém que precisa acordar cedo, pegar no batente e trabalhar para receber o seu dinheiro suado? Um pequeno-burguês com algum patrimônio, que acredita ter lugar à mesa de quem realmente manda? Se você vive do trabalho, seu lado deveria ser o do povo, pois faz parte dessa massa cuja existência é limitada pela baixa renda e alimentada por grandes sonhos, como na canção de Martinho da Vila: “mas que a vida vai melhorar…”.
Ou você vive de renda, controla os meios de produção e possui fábricas, terras ou grandes patrimônios? Se não pertence a esse grupo, defender os interesses dos muito ricos não é pragmatismo. É apenas vestir a camisa do patrão e imaginar que isso lhe dará um lugar no camarote. Consciência de classe começa por reconhecer a própria posição no mundo, e não aquela que se sonha ocupar.
Devemos lembrar, ainda, que, nas democracias ocidentais, os ricos rapidamente ampliaram seu controle sobre a política por meio do financiamento de campanhas, do lobby e da influência exercida sobre deputados e senadores eleitos para representar seus interesses. Isso impõe à esquerda uma dificuldade hercúlea para governar e a obriga, muitas vezes, a negociar com uma direita comprometida com o poder econômico. Por essa razão, governos de esquerda acabam aprovando, em certas ocasiões, não aquilo que consideram ideal, mas o que é menos prejudicial dentro da correlação de forças existente.
Enquanto os bem intencionados procuram salvar o mundo, os espertos procuram tirar vantagem …. Nunca salvei o mundo mas sempre torci por isso, e depois de décadas de experiência de vida percebi que meu anseio por um mudo melhor não melhorou o mundo e eu me estressei a toa …. Seja de direita, seja de esquerda .devíamos ver o mundo com uma calculadora na mão em vez de sonhos e anseios que só alimentam a esperteza daqueles que a tem.
Esse discurso de abandonar “sonhos” e olhar o mundo com uma calculadora parece pragmático, mas é apenas conformismo fantasiado de inteligência. E, se é para calcular, melhor ainda: nas crises do capitalismo, os trabalhadores perdem empregos, salários e direitos, enquanto grandes empresas e bancos recebem ajuda pública e compram ativos desvalorizados. Os lucros permanecem privados, mas os prejuízos são socializados.
A questão essencial é saber quem se é dentro dessa estrutura. Isso se chama consciência de classe. Quem vive do trabalho deveria defender emprego, salários dignos, previdência, serviços públicos e direitos trabalhistas. Empresários, rentistas e grandes proprietários conhecem perfeitamente seus interesses e os defendem com disciplina. O trabalhador que ignora os próprios interesses não se torna neutro, apenas passa a servir aos interesses alheios.
Historicamente, é a esquerda que sustenta as pautas de quem vive do trabalho. Jornada limitada, salário mínimo, férias, previdência e proteção social não nasceram da resignação, mas da luta coletiva. Desistir de mudar o mundo não impede os espertos de tirar vantagem. Apenas lhes entrega o caminho livre.
Porque a pobreza não diminui nos governos de esquerda?
Calote monumental em 5,4,3…
E? A China tem mais de 1, 5 trilhão de dólares em títulos do tesouro dos EUA. Juros de 4,5% ao ano em cima de uma dívida de 40 trilhões dá 1,8 trilhão de dólares só pra rolar tal dívida. Isso é um México por ano só de juros. Inviável a longo prazo, sem a menor dúvida.
E baixando aceleradamente
Está pagando a dívida que assumiu em dólar de outros países em troca de yuan.
O que diria do Japão?
O Japão é a bomba atômica relógio da Ásia. Dívida de 250% do PIB.
Tem mais porque tem governos estaduais e bancos estatais, Mas ela está fazendo algo mais inteligente do que vender. Ela está comprando a dívida em dólar de muitos países em troca de yuan com taxa de juros menor. O mundo está trocando de agiota. O agiota que está perdendo o cliente fica bravo e quer brigar.
Exato. Meus dados estavam desatualizados neste ponto. Obrigado. Vale lembrar que o Brasil está começando a emitir títulos negociados em yuans (Panda bonds). Tá todo mundo caindo fora dos títulos americanos. Sabem que uma hora isso explode.
Não estão caindo fora, estão comprando menos.
titulos de tesouro dos EUA continuam a ser os titulos mais vendidos do mundo. Todo mundo em sã consciencia está desovando
O Japão não. Quando fizer quebra o mundo.
O Japão reduziu suas posições em títulos do Tesouro americano (Treasuries) em meio a uma forte liquidação global e à alta dos rendimentos (yields).
Como o maior detentor estrangeiro da dívida dos EUA, o país tem diminuído parte de suas fatias devido à pressão fiscal, inflação e à atratividade dos juros locais.
O Japão vendeu cerca de US$ 85 bilhões em ativos (majoritariamente em dólares de suas reservas, o que impacta os U.S. Treasuries) no final de julho de 2026.
Volume de Intervenção Cambial (Julho de 2026):
Nos dias 30 e 31 de julho, o Ministério das Finanças do Japão realizou uma intervenção massiva para sustentar o iene, despejando cerca de US$ 85 bilhões (aproximadamente 11,7 trilhões de ienes).
Percentual da Reserva Utilizada:
Esse valor representa aproximadamente 8,5% do total de cerca de US$ 1 trilhão que o Japão possui em reservas estrangeiras de ativos americanos.
Redução Recente das Posições (Dados Consolidados de Junho):
O relatório oficial mais recente do Tesouro dos EUA (TIC data) aponta que as posses do Japão caíram de US$ 1,143 trilhão em maio para US$ 1,116 trilhão em junho. Isso representou uma queda mensal de 2,3% na carteira oficial, consolidando o Japão como o principal vendedor de dívida americana no período.
Nas Reservas Globais (FMI):
Há uma queda lenta e gradual.
No início dos anos 2000, o dólar representava mais de 70% das reservas dos bancos centrais.
Segundo dados recentes do FMI consolidados em meados de 2026, a participação global do dólar estabilizou em torno de 57,13%.
Ele perdeu espaço principalmente para o ouro e para moedas não tradicionais.
A fatia do dólar americano nas reservas globais de COFER Data – International Monetary Fund está diminuindo.
Na última década, a participação caiu de cerca de 65%–66% para a faixa de 56%–58%, o que representa uma retração de quase 8 a 10 pontos percentuais (ou uma queda relativa de cerca de 12% a 15%).
Continua seguro mas nem tanto…
Não existe calote neste caso. A forma de pagar é gerando inflação o que diminui o valor. Esse semana fez exatamente isso, disse que o tesouro vai dobrar a compra do seu próprio título, com o intuito de baixar o juros dos títulos para estimular a economia, mas para a surpresa os juros dos títulos não caíram e terão que imprimir e imprimir o que diminui o valor da moeda.
Tem caído ano a ano.
Não tem como, ele vão imprimir dolares até não querer mais para pagar a divida.
Ai sim vai vir uma inflação colossal
Tem deixado de comprar e diversificando em outras moedas. Quem mais tem comprado ouro é a população chinesa.
Bahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh Tcheeeeeeeeeeeee
impagavelllllllllllllllllllllll
O Laranjão o ditador de pelucia,ameçando o Irã “com maior bloqueio economico da historia”, ( o ditador de pelucia adora frases impactantes e narcisista).
O laranjão nao tem culpa dessa divida, mas por ser obtuso recaira sobre seus ombros.
Uma divida gigantesca que nao trouxe nada de novo para infra do pais
Em partes, sim. Ele contribuiu com pouco mais de 1/4 da dívida.
E a esquizoide e magalomâniaca golden Fleet do Trump ? A China já entendeu o lance. Empurrar Trump para gastos ciclópicos com defesa, da mesma forma que Reagan fez com a finada URSS, através do fantasmagórico programa guerra nas estrelas. A URSS mordeu a isca e se desmanchou, incapaz de manter a corrida armamentista, que sugava enormes recursos para manter seu enorme arsenal estratégico. Trump, por vaidade doentia tentara aumentar de forma suicida os gastos com defesa, o que fará a dívida federal explodir, levando os EUA junto. Nada de novo, só que a bola da vez são os EUA.
Paralelamente ao explosivo crescimento da dívida federal americana, ocorre uma brutal, abjeta, louca e imoral sob todos aspectos, concentração de renda na mão de meia dúzia de “psicopatas das Big techs” , como alguns analistas já os chamam, dada a naturalidade com que proferem discursos delirantes de grandeza, poder político e unipotência, sobretudo em relação a IA, as misturando a um profundo desprezo pela humanidade.
Definitivamente isto não aponta um futuro promissor, para os EUA e para o mundo.
???
Concentração de renda não é problema, é nunca foi.
O problema é miséria.
Quem tem dignidade não está nem um pouco preocupado se alguém tem barco ou avião.
E nesse ponto, os EUA ainda é o lugar das oportunidades.
Onde com trabalho se cresce e não com Ctt pra cargo comissionado.
Interessante, é q dívida pública nos EUA é terrível…
No Brasil, já q tem o teto de gastos, não seria problema nenhum…
Narrativas.
Concentração de renda não é problema? Ai voce esta de brincadira.
Explique porque as pessoas fogem pros EUA, Inglaterra, Alemanha e França, e não pra China, antiga URSS e Coreia do Norte.
Em relação à China não é bem isso o que está acontecendo. E até o contrário. Esse pode ter sido o panorama na época da URSS que não mais existe.
Típico pensamento Faria Limer influenciado diretamente por Wall Street, de achar que dinheiro é infinito, e incapaz de entender de causa e efeito e que um real no meu bolso significa um real a menos no bolso de outro. Quanto mais dinheiro concentrado na mão de poucos é menos dinheiro na mão de muitos.
Não, nao é.
Essa é a diferença do capitalismo financeiro.
É ai q a teoria dceônica de concentração cai,
O $$ rende, e não precisa do lastro em ouro.
Quanto melhor for uma economia, e ela o é pela atração de investimento, dada as infraestruturas e trabalho, mais ela atrai $$.
Independente de concentração em uma parte, a outra pode (e tem) o suficiente pra uma vida digna, com potencial de crescimento e confortável.
O mito da concentração é q uns tem muito e muitos tem pouco, como se o q tem ficasse num pote.
O q tem é o valor de seus bens e $$ investido.
Se no q é investido perder credibilidade, o $$ some, não é repassado. Só outra coisa q é valorizada.
E o q está em bens não é repartido, pois o apto, ou carro não é repartível.
Anrrãm.Çei. Explica essa teoria linda pra quem perdeu suas casas e suas poupanças na crise do subprime de 2008.
A dissonância cognitiva é explícita e obscena quando o sujeito mora no Brasília e afirma que o problema “não é a concentração de riqueza”. rsrsrs
Há quem diga que quando a bolha especulativa da IA estourar teremos uma recessão pior do que a crise do subprime de 2008.
O governo americano é uma Argentina, elevada ao cubo, com uma impressora de dólares ligada no 220v.
É insustentável e ainda veremos eles colapsarem no nosso tempo de vida.
Quer ver outra bomba atômica armada e prestes a explodir: a bolha da economia tecnológica americana.
Mas devemos considerar q eles nunca serão um país medíocre, vao virar uma Russia cool, bons de briga e com muitos recursos naturais e humanos.
Um enorme colapso econômico financeiro dos EUA, podem contribuir para uma nova guerra civil e fragmentar o país. Há tensões internas fortíssimas e uma quantidade inacreditável de armas e munições em mãos de dezenas de milhões de pessoas. Há milícias supremacistas, antífas, anti federalistas, religiosas, anti religiosas, anti capitalistas e ódio racial e religioso por debaixo do esgarçado tecido social norte americano. Há fake news e Qanon correndo soltas pelas redes insociais. Basta uma tragédia econômica financeira de proporções épicas para tudo isto explodir na cara da nação. Vão certamente procurar os ” culpados” , e aí pode ser o coreano dono do mercadinho da esquina, o dono de uma rede de hospitais ou ceo de seguro saúde, um magnata da TI ou o mexicano imigrante que limpa latrina.
Aliás, os tais magnatas das bigtechs estão se mandando de lá. já prevendo o “apocalipse”. Tem um até que se bandeou pra Argentina, um dos mais malucos, Peter Thiel.
E depois ainda falam que o Brasil está quebrado, que a Argentina e EUA estão voando
Só notícia boa!
Cheio de economistas no forum…rs
se bobear não sabe usar calculadora ou passar um troco na feira, buteco…rs