Trump promete ‘operação econômica esmagadora’ contra o Irã e ameaça países que ajudarem Teerã
Casa Branca prepara nova rodada de sanções; China, principal compradora do petróleo iraniano, surge como maior desafio à estratégia americana
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova escalada da pressão econômica contra o Irã e prometeu impor uma campanha de “guerra econômica e isolamento em escala sem precedentes”, advertindo que países, empresas, bancos, aeroportos e entidades governamentais que ofereçam apoio a Teerã também poderão sofrer consequências.
A ameaça foi publicada na quarta-feira, 19 de agosto, em meio à guerra iniciada há quase seis meses por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Trump não detalhou quais medidas serão adotadas nem quais países poderão ser atingidos, mas afirmou que qualquer nação que forneça algum tipo de “linha de vida” à economia iraniana enfrentará forte retaliação econômica.
A declaração representa uma tentativa de aumentar a pressão financeira sobre Teerã. Apesar dos ataques, do bloqueio e das sanções já existentes, Washington ainda não alcançou integralmente objetivos estabelecidos no começo do conflito, entre eles desmontar o programa nuclear iraniano e reduzir sua capacidade de atacar adversários regionais.
Tesouro promete as sanções mais duras já impostas
Nesta quinta-feira, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, confirmou que novas medidas estão sendo preparadas e afirmou que os Estados Unidos imporão ao Irã “as sanções mais duras da história”. Os detalhes deverão ser apresentados em uma coletiva de imprensa na próxima segunda-feira.
Bessent descreveu a estratégia como uma combinação entre bloqueio e pressão financeira. A tendência é ampliar o emprego das chamadas sanções secundárias, pelas quais Washington pode punir empresas e instituições estrangeiras que continuem negociando com entidades iranianas sancionadas.
O mecanismo possui grande alcance por causa da importância do dólar e do sistema financeiro americano para o comércio mundial. Para Bessent, aumentar a pressão econômica também poderia diminuir a possibilidade de uma nova ofensiva militar em grande escala.
China será o principal teste
A China representa o maior desafio à estratégia. Segundo dados da empresa Kpler citados pela Reuters, mais de 80% do petróleo iraniano transportado por via marítima teve como destino o mercado chinês. Em 2025, Pequim adquiriu, em média, 1,38 milhão de barris por dia do Irã.
Refinarias chinesas e intermediários desenvolveram mecanismos destinados a reduzir a exposição às sanções, utilizando empresas com pouca ligação ao sistema financeiro americano, pagamentos em moeda chinesa e cadeias de comercialização difíceis de rastrear.
Washington já sancionou refinarias independentes chinesas e advertiu bancos sobre o risco de sanções secundárias. Uma ofensiva mais ampla contra companhias da China, entretanto, poderia provocar retaliação de Pequim, inclusive em setores estratégicos como minerais críticos e terras raras.
Bessent pediu cooperação chinesa, lembrando que o país depende fortemente da energia produzida no Golfo. Questionado sobre eventuais punições diretas contra a China, porém, evitou detalhar a resposta.
Outros parceiros também podem ser pressionados
A ameaça americana alcança uma rede muito mais ampla de parceiros comerciais iranianos.
A Turquia mantém comércio bilateral de aproximadamente US$ 5 bilhões a US$ 6 bilhões anuais e importa gás natural iraniano. O Iraque movimentou mais de US$ 10 bilhões em comércio com o vizinho em 2025 e paga cerca de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões por ano pelo gás utilizado na geração de eletricidade.
Omã, tradicional mediador entre Washington e Teerã, registrou comércio de aproximadamente US$ 1,5 bilhão com o Irã em 2025. Paquistão e Irã também pretendem ampliar seu intercâmbio bilateral para US$ 10 bilhões.
Os Emirados Árabes Unidos, historicamente uma das principais portas comerciais iranianas, suspenderam nesta semana suas atividades comerciais, financeiras e econômicas com Teerã depois de acusarem o Irã de lançar dois mísseis que caíram no mar. O governo iraniano rejeitou a acusação.
Petróleo sobe com temor de nova escalada
A nova pressão já teve reflexos no mercado energético. Nesta quinta-feira, o petróleo Brent superou US$ 93 por barril, enquanto o WTI americano avançou para aproximadamente US$ 88, atingindo os maiores níveis em mais de três semanas.
O mercado teme que novas sanções e eventuais retaliações iranianas reduzam ainda mais o fluxo de petróleo do Oriente Médio. Antes da guerra, volumes equivalentes a aproximadamente um quinto do consumo mundial de petróleo passavam pelo Estreito de Ormuz. O tráfego permanece atualmente muito abaixo dos níveis anteriores ao conflito.
O Irã entrou na guerra enfrentando inflação elevada, enfraquecimento da moeda, problemas energéticos e décadas de sanções. Desde fevereiro, passou a lidar também com infraestrutura danificada, interrupções comerciais, perda de produção e elevados custos associados à reconstrução.
Teerã acusa Washington de “terrorismo econômico”
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, acusou Washington de praticar “terrorismo econômico” e afirmou que a ameaça americana atinge a soberania de países que mantêm relações com o Irã.
A China também rejeitou a estratégia. O Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou que sanções e pressão não resolverão o conflito e defendeu uma solução política e diplomática.
Trump, por outro lado, aposta que uma ofensiva econômica sem precedentes poderá levar Teerã a aceitar condições que até agora não concedeu sob pressão militar. Washington pretende, entre outros objetivos, obter controle sobre o estoque iraniano de urânio altamente enriquecido e negociar um acordo nuclear mais restritivo do que o pacto de 2015, do qual Trump retirou os Estados Unidos durante seu primeiro mandato.
O resultado dependerá principalmente da capacidade americana de convencer — ou obrigar — terceiros países a aderirem ao isolamento. Se grandes compradores, especialmente a China, continuarem negociando com Teerã, a eficácia da campanha poderá ser limitada. Se Washington decidir aplicar punições amplas contra esses parceiros, entretanto, a ofensiva contra o Irã poderá transformar-se em uma disputa econômica de alcance global.
A promessa de Trump, portanto, aumenta a pressão sobre Teerã, mas também amplia os riscos para os mercados de energia e para o comércio internacional. A questão agora é até onde os Estados Unidos estão dispostos a levar essa guerra econômica — e quais custos estarão preparados para aceitar caso seus principais rivais decidam resistir.■

Diga que perdeu sem dizer que perdeu.
TACO!
Tem que combinar com Russos,
e os chineses.
E o laranjão é tao ignaro,que esqueceu que existe o CIPS.
Eles estão no 37th pacote de sanções contra a Russia e continuam achando que essas pressões funcionam kkm
E como se o Irã não estivesse sancionado há 40 anos, no mais a China agradece.
Tornou-se um idoso chato e repetitivo.
Mas ninguém acredita mais nele.
Mais velho que o Biden.
E por incrível que parece, mais senil também.
O narcisismo desse cara é muito grande levando lapada o tempo todo e ainda querendo botar banca. Perdeu todas as bases todo oriente, hoje opera a quase 3000 km distancia do Irã. É uma pena que o Irã pega leve, já era para o Irã ter afundado um dois portas aviões.
Isso aí é manipulação de preço de petróleo e outros ativos em bolsa de valores, zero conexão com a vida real…
Não se faz mais um “AMERICA!!!FUCK YEAH!!!” como antigamente…
É uma pena os iranianos não terem ogivas nucleares…
Valentão só mexe com cachorro banguelo!
Já com o gordinho da Coréia, ele acha ter uma amizade fidedígna…
Rapaz do céu, se o Irã é um cachorro banguelo o que sobra pra nós
Às vezes dá a impressão que eles não querem ganhar essa guerra, muito menos perder. Acho que guerras sem fim devem ser do interesse de alguém.
E não seria esse o conceito de “keynesianismo militar”?
O tal complexo militar-industrial que o Eisenhower falou.
“Trump promete ‘operação econômica esmagadora’ contra o Irã e ameaça países que ajudarem Teerã”
Grande coisa! Ele e os outros sete presidentes antes dele passaram 46 anos tentando ferrar o Irã...Ele só é mais um na fila do pão.
Em mais um arrufo imperialista de um país que fez de sanções, embargos, pressões, invasões, ataques militares, espionagem, intervenções, “primaveras”, sabotagem ideológica, guerra cibernética, uso das redes sociais e exploração de metadados instrumentos para fazer valer seus interesses, uma parte do mundo estará observando e se movimentando.
Muitos países buscarão criar seus próprios meios de pagamento, interligar seus sistemas financeiros e reduzir a dependência de estruturas controladas por uma única potência, justamente para não ficarem submetidos aos caprichos de um país e de seus governos de ocasião. O mundo estará olhando, aprendendo e procurando alternativas para que decisões unilaterais deixem de funcionar como instrumento de coerção sobre os demais.
Procurando algum elo perdido para cantar vitória, porque pela via militar deu bem ruim. Já se fala abertamente em pinotiar do OM. Não obstante, o sangue na água atraiu mais tubarões e Turquia está a aproveitar o momento para se estabelecer na Síria e acabar com a liberdade de ataque israelense.
Em suma, o que era para ser um passeio dos dois virou vexame estratégico, caos econômico e efeito dominó ainda em curso com resultados imprevisíveis.
Tá bom Trump, para que já tá feio.
È a mesma coisa dizer que a guerra via militar fracassou, só restou agora sanções e mais sanções.
Ele acabou de dizer indiretamente que não conseguiu derrotar o Irã via militar.
Oh galego azedo, te aquieta, como diria vovó.
“Trump promete ‘operação econômica esmagadora’ contra o Irã e ameaça países que ajudarem Teerã”
Só blá,blá,blá! Muita garganta! Ele deveria era se preocupar é com seu vizinho canadense,que está mostrando como se lida com um Old Bully.
É um negociador tão habilidoso, que ontem foi humilhado pelo Mark Carney que chamou de volta para Ottawa o “Canadá Team”, o grupo de canadenses que estavam negociando com Washington as tarifas.
Tanto que o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, anunciou, neste sábado 22, medidas de retaliação contra o aço e laticínios dos Estados Unidos, depois de rejeitar o que chamou de “acordo comercial ruim” proposto por Washington.
As medidas, que também afetarão a indústria de papel, equipamentos agrícolas e o setor de eletrônicos, entrarão em vigor em 8 de setembro, afirmou o chefe de Governo durante uma entrevista coletiva.
O montante destas sobretaxas canadenses será “dólar por dólar” equivalente às tarifas americanas de 50% que entraram em vigor neste sábado e que afetam cerca de 20 bilhões de dólares (102 bilhões de reais) em importações canadenses, entre elas cimento e tacos de hóquei.
“Nos últimos dias, os Estados Unidos propuseram novas condições economicamente inviáveis e injustas (…) Em resumo: eles pediram muito e ofereceram muito pouco”, disse Carney.
O líder canadense acrescentou que Washington tentou adicionar elementos no “último momento” para restringir “nossa capacidade de assinar novos acordos comerciais”.
Os EUA e o Canadá estão agora em uma “guerra” comercial, afirmou ele.
Assinatura ‘a lápis’
Após meses em que parecia relutante em falar sobre as delicadas e arriscadas negociações com os Estados Unidos, Carney mudou de tática no sábado.
Ele criticou duramente os Estados Unidos por violarem o acordo comercial USMCA com a imposição de tarifas nos últimos 18 meses e acusou a Casa Branca de alterar continuamente suas justificativas para as medidas comerciais, incluindo o tráfico de fentanil, a política leiteira do Canadá, um comercial de televisão de que Trump não gostou, a fumaça dos incêndios florestais e o déficit comercial.
“Nosso governo compreendeu antes de muitos que os Estados Unidos transformariam todas as suas relações comerciais, que imporiam uma série de tarifas aos seus aliados mais próximos e usariam a integração econômica como arma”, afirmou o primeiro-ministro. “Reconhecemos que, às vezes, sua assinatura estava escrita a lápis.”
O Fator Energético e a Dependência dos EUA
Apesar da eclosão da guerra comercial, o Canadá optou por não cortar o fornecimento de energia por enquanto. No entanto, Mark Carney fez um pronunciamento enfático relembrando a Washington os números da dependência americana:
Ou seja:Se o Canadá fechar as torneiras,os Estados Unidos se ferra!
Declaração do Primeiro-Ministro Mark Carney sobre a saída do Canadá das negociações comerciais bilaterais.
fonte:
https://www.policymagazine.ca/prime-minister-mark-carneys-statement-on-canadas-withdrawal-from-bilateral-trade-negotiations/
Esse primeiro ministro do Canada e cabra macho!
Se o resto do mundo fizesse a mesma coisa esse velho senil iria recuar igual está recuando no Irã.