Síria vira novo tabuleiro da disputa entre Turquia e Israel no Oriente Médio
Queda de Bashar al-Assad abriu espaço para uma expansão sem precedentes da influência turca, enquanto Israel amplia sua zona de segurança e tenta impedir a instalação de forças de Ancara; bombardeio contra base síria visitada por militares turcos expõe risco crescente de confronto entre duas das maiores potências militares da região
A Síria voltou a ocupar o centro da disputa pelo equilíbrio de poder no Oriente Médio. Depois de mais de uma década servindo como campo de batalha para Rússia, Irã, Estados Unidos, Turquia e diferentes grupos armados, a queda de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, alterou profundamente o mapa regional. A influência iraniana recuou, o peso de Moscou diminuiu e duas potências passaram a disputar de maneira cada vez mais aberta os limites da nova ordem síria: Turquia e Israel.
Essa rivalidade atingiu um novo nível em 18 de agosto, quando Israel realizou oito ataques aéreos contra a base de Abu al-Duhur, no noroeste da Síria, cerca de 70 quilômetros da fronteira turca. Os ataques atingiram a pista e instalações de armazenamento. Não foram registradas mortes. Segundo Israel, Damasco estaria prestes a permitir que tropas turcas fossem estacionadas no local, algo que o governo de Benjamin Netanyahu classificou como ameaça direta à segurança israelense.
Damasco e Ancara negaram a acusação. O chanceler sírio Asaad al-Shaibani afirmou que não existia plano para estabelecer uma base militar turca permanente em Abu al-Duhur, embora tenha confirmado que oficiais turcos haviam visitado o local como parte da cooperação em treinamento e intercâmbio de conhecimentos. O Ministério da Defesa turco também declarou que não havia delegação militar de seu país na base no momento dos ataques.
O episódio mostrou como a Síria se tornou a linha de contato entre duas estratégias regionais muito diferentes.
A antiga Síria otomana e o peso da história
A relação entre Turquia e Síria possui raízes que antecedem em séculos a criação dos Estados modernos.
O território que atualmente forma a Síria permaneceu sob domínio do Império Otomano entre 1516 e 1918. Historicamente, entretanto, é impreciso descrevê-lo simplesmente como uma “província turca”. Durante esse período, a região esteve dividida em diferentes unidades administrativas otomanas, entre elas as províncias de Aleppo e Damasco, além de outras estruturas que mudaram ao longo dos quatro séculos de domínio imperial.
Essas regiões tinham considerável importância econômica para Constantinopla. Aleppo tornou-se um dos grandes centros comerciais entre o Mediterrâneo, a Mesopotâmia e a Ásia, enquanto Damasco ocupava posição estratégica nas rotas comerciais e como ponto de organização das caravanas de peregrinação para Meca. Estudos históricos destacam a importância das receitas fiscais de Aleppo e Damasco para o Império Otomano.
Esse passado continua presente na política contemporânea turca. O conceito denominado neo-otomanismo é utilizado por analistas para descrever uma política que explora vínculos históricos, religiosos, econômicos e culturais com antigos territórios do império para ampliar a influência de Ancara. Segundo análise da Chatham House, referências de inspiração neo-otomana voltaram a ganhar espaço no discurso pró-governo turco depois da queda de Assad.
Isso, contudo, não equivale a uma política oficial de anexação territorial da Síria. Os objetivos concretos declarados pela Turquia são mais pragmáticos: impedir que forças curdas ligadas ao YPG consolidem uma estrutura autônoma junto à fronteira, possibilitar o retorno de parte dos milhões de refugiados sírios que vivem na Turquia, aumentar a segurança fronteiriça e garantir influência política, econômica e militar sobre o novo governo de Damasco.
Turquia emerge como principal aliada de Damasco
A derrubada de Assad representou uma importante vitória estratégica para Recep Tayyip Erdogan.
Durante a guerra civil, Ancara foi uma das principais patrocinadoras da oposição síria e apoiou diferentes facções que combatiam o regime. Com Ahmed al-Sharaa na Presidência, a Turquia passou de potência que ocupava partes do norte sírio a um dos principais parceiros externos do novo Estado.
Ancara auxilia na formação do novo Exército sírio, na reconstrução das instituições públicas e da infraestrutura e oferece apoio militar e diplomático. Em 2025, Turquia e Síria discutiram inclusive um pacto de Defesa que poderia permitir treinamento, fornecimento de equipamentos e utilização de instalações militares sírias por forças turcas.
Foi justamente essa possibilidade que acendeu o alerta em Israel.
Em abril de 2025, equipes militares turcas examinaram pelo menos três bases aéreas sírias, incluindo T4, Palmira e Hama, como possíveis locais de utilização dentro de um futuro acordo militar. Pouco depois, Israel bombardeou essas instalações. Fontes ouvidas pela Reuters afirmaram que o episódio expunha o risco de uma disputa direta entre dois dos mais poderosos aparelhos militares da região.
Israel chegou então a estabelecer uma linha vermelha: não aceitaria bases militares turcas na região de Palmira. Turquia e Israel começaram conversações técnicas no Azerbaijão para evitar que suas forças entrassem acidentalmente em confronto no espaço sírio.
O bombardeio de Abu al-Duhur em agosto de 2026 demonstra que o problema não foi resolvido.
Israel também avançou para dentro da Síria
A preocupação israelense com a Turquia ocorre enquanto o próprio Israel ampliou sua presença militar em território sírio.
Após a queda de Assad, tropas israelenses avançaram para além da linha estabelecida pelo acordo de separação de forças de 1974, ocupando posições na zona de segurança e no estratégico Monte Hermon. Israel justificou a medida afirmando que precisava impedir que forças potencialmente hostis ocupassem áreas que dominam visualmente o norte do país.
Damasco exige a retirada israelense e considera essa presença uma violação de sua soberania.
Israel também continuou realizando ataques contra instalações militares sírias. Sob Assad, a justificativa predominante era impedir o fortalecimento do Irã e o envio de armamentos ao Hezbollah. Com a queda do antigo regime e a ruptura dessa rota, a preocupação israelense passou a concentrar-se crescentemente no fortalecimento militar do novo governo sírio e na influência turca sobre ele.
O governo Netanyahu também afirma atuar para proteger a população drusa do sul da Síria. Israel realizou intervenções militares durante confrontos envolvendo os drusos e passou a exigir uma zona desmilitarizada no sul do país.
Essa visão entra diretamente em choque com a estratégia turca. Ancara deseja uma Síria centralizada, territorialmente unificada e suficientemente forte para controlar suas fronteiras, inclusive as regiões curdas. Israel, por outro lado, enxerga com preocupação a formação de um Estado sírio militarmente robusto, dirigido por antigos islamistas e fortemente apoiado pela Turquia. Analistas do Carnegie Endowment identificaram exatamente essa divergência como uma das principais linhas de conflito na nova ordem síria.
E a ideia do “Grande Israel”?
Outro elemento que ampliou a desconfiança regional foi uma declaração de Netanyahu em 2025.
Questionado em entrevista sobre sua ligação com a visão de um “Grande Israel”, o primeiro-ministro respondeu que se identificava fortemente com a ideia. As declarações provocaram condenações de diversos países árabes e muçulmanos.
É importante, entretanto, fazer uma distinção.
O conceito de “Grande Israel” utilizado por setores ultranacionalistas israelenses possui diferentes interpretações. Na formulação que provocou a controvérsia em 2025, ele é normalmente associado aos territórios palestinos e a partes da Jordânia, Líbano, Síria e Egito. As fontes confiáveis consultadas não sustentam a afirmação de que a Turquia propriamente dita faça parte de um projeto territorial oficial israelense de “Grande Israel”.
A disputa atual entre Israel e Turquia é, portanto, melhor compreendida como competição estratégica por influência e profundidade militar na Síria, e não como uma reivindicação territorial israelense sobre a Turquia.
Para Ancara, entretanto, a expansão das operações israelenses começa a ser percebida como ameaça direta. Em junho de 2026, Erdogan afirmou que os ataques de Israel à Síria e ao Líbano haviam chegado a um ponto em que também ameaçavam a segurança turca.
O ataque que quase provocou uma crise maior
A dimensão do risco ficou particularmente evidente no ataque de agosto.
Segundo o enviado especial americano Tom Barrack, a Turquia não havia sido avisada previamente de que aviões israelenses atacariam Abu al-Duhur. Ancara detectou as aeronaves deslocando-se para o norte e poderia razoavelmente ter preparado uma resposta militar.
“Cabeças frias”, segundo Barrack, impediram uma escalada.
Washington passou então a trabalhar na criação de um mecanismo de desconflicto envolvendo Israel, Turquia e Síria, com canais de comunicação destinados a evitar que movimentos militares sejam interpretados equivocadamente e terminem provocando um confronto direto.
A preocupação americana não é exagerada. A Turquia possui a segunda maior força militar da OTAN. Israel dispõe da força aérea mais poderosa do Oriente Médio e mantém liberdade operacional sobre grande parte do espaço aéreo sírio.
Um confronto entre ambos teria consequências que ultrapassariam amplamente as fronteiras da Síria.
Até o Mossad entrou diretamente na negociação
O nível de tensão levou a contatos incomuns.
Em 14 de agosto, quatro dias antes do ataque a Abu al-Duhur, o diretor do Mossad, Roman Gofman, conversou por telefone com o chanceler sírio Asaad al-Shaibani. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a presença militar turca foi o principal assunto.
Israel queria saber qual era a dimensão do envolvimento de Ancara, incluindo a eventual venda de armamentos, fornecimento de drones e presença de militares turcos.
Netanyahu afirmou posteriormente que Israel havia advertido Damasco contra a instalação de forças turcas.
A resposta síria foi negar que isso estivesse sendo planejado.
O episódio expõe a posição extremamente delicada de Ahmed al-Sharaa: seu governo precisa da Turquia para reconstruir suas instituições e capacidades militares, mas também procura evitar uma guerra com Israel.
Damasco tenta recuperar sua soberania
A Síria não é apenas uma peça passiva nesse confronto.
O governo al-Sharaa tenta reconstruir um país devastado por mais de uma década de guerra, recuperar o controle de regiões fragmentadas, integrar diferentes forças armadas e restabelecer relações com Estados Unidos, Europa e países árabes.
Paralelamente, mantém negociações diretas de segurança com Israel sob mediação americana. Damasco busca reativar o acordo de separação de 1974, obter o fim dos bombardeios israelenses e recuperar as áreas ocupadas por Israel depois da queda de Assad.
Segundo al-Shaibani, essas negociações haviam avançado significativamente antes da nova escalada em Abu al-Duhur.
Isso cria uma contradição essencial.
Para reconstruir seu Estado, a Síria precisa de forças armadas capazes de controlar seu território. Mas quanto mais Damasco recebe apoio militar turco para reconstruí-las, maior se torna a preocupação israelense.
E quanto mais Israel bombardeia a infraestrutura militar síria para impedir esse fortalecimento, maior se torna a dependência de Damasco em relação à Turquia.
Da disputa entre Irã e Israel à disputa entre Turquia e Israel
Durante grande parte da guerra civil, a principal rivalidade externa na Síria ocorreu entre Irã e Israel.
Teerã utilizava território sírio para sustentar Assad, projetar forças e abastecer o Hezbollah. Israel respondia com centenas de ataques contra depósitos, comboios e instalações militares iranianas.
A queda de Assad mudou essa equação.
A influência iraniana foi severamente reduzida e a Turquia passou a ocupar parte do espaço político e estratégico deixado por Teerã. Mas, diferentemente do Irã, a Turquia é uma grande potência regional, possui uma poderosa força aérea, indústria de Defesa própria e é membro da OTAN.
Para Israel, portanto, a possibilidade de uma presença militar turca permanente na Síria cria um problema qualitativamente diferente.
O ataque de agosto mostra que Jerusalém parece disposta a utilizar força militar preventivamente para impedir que essa presença se consolide.
E os sírios continuam no meio
É esse o grande paradoxo.
Durante quatro séculos, o território sírio fez parte de um império comandado a partir de Constantinopla. No século XX, tornou-se Estado independente, atravessou golpes, guerras contra Israel e mais tarde uma devastadora guerra civil. Hoje, depois da retirada parcial ou enfraquecimento de algumas das potências que disputaram seu território, a Síria vê surgir uma nova competição regional.
A Turquia deseja que Damasco permaneça aliada, controle os curdos e integre sua economia e segurança a Ancara.
Israel deseja impedir que essa aproximação produza uma presença militar turca capaz de alterar o equilíbrio estratégico em sua fronteira norte e continua mantendo posições dentro do território sírio.
Damasco quer ambas as coisas que seus vizinhos dificultam: reconstruir um Estado soberano e recuperar o controle sobre todo o território nacional.
O ataque contra Abu al-Duhur tornou essa disputa particularmente clara. A base não possuía tropas turcas permanentes e, segundo o governo sírio, tampouco estava destinada a recebê-las. Mesmo assim, Israel decidiu bombardeá-la porque considerava que a possibilidade futura era suficientemente perigosa.
A Síria tornou-se, assim, o ponto em que as ambições de duas potências regionais começam fisicamente a se tocar.
E, depois de quinze anos em que sírios pagaram o preço pela rivalidade entre governos, milícias e potências estrangeiras, o risco é que a reconstrução do país seja novamente condicionada por uma disputa sobre quem poderá exercer influência sobre seu território — Ancara, Jerusalém ou finalmente o próprio Estado sírio.■



Israel treinou e armou rebeldes sírios contra Assad, depois que derrubaram o governo Israel agora ataca os rebeldes que apoiou contra o governo anterior e agora ocupa ilegalmente território sírio… Trouxa é quem acredita na narrativa vitimista israelense.
Israel, Israel.
Segura a tua onda.
A Turquia é um pouquinho demais pra vc
Da mesma forma que diziam Segura tua onda que o Irã e d + pra vc kkkkkkkkkkkk no fim vira tudo alvo e leva bomba na cabeça , esses Arabes, Turcos , e tudo ruim de guerra ate os Persas entrão nesse balaio. as forcas armadas deles são corruptas, centralizadoras, racistas, tudo isso atrapalha o desempenho delas. não dura 1 mês contra Israel.
Até porque Turquia faz parte da Otan. Se for atacada, será que vai invocar o tratado de proteção e Israel vai ter que lutar contra os Estados Unidos e Patotinha?
Israel segurou ondas piores na guerra dos Dias, e na guerra do Yom Kippur
“e na guerra do Yom Kippur” ahh sim, se não fosse a Golda Meir usar armas nucleares, nem sequer teria recebido Israel equipamento de reposição. Em embas as duas guerras, Israel se salvou por POUCO.
Pra vc ver como as coisas foram piores, a Turquia está longe, não tem um grande arsenal de BM igual o Irã…. quantos as armas nucleares, elas só provam que Israel tinha como vencer, jogasse algumas no negev e no sinal, além de Damasco e Cairo, iam deixar o exército árabe sem cérebro. E HJ o.poder dissuasão é muito maior
A Turquia está desenvolvendo uma família de mísseis balísticos para serem produzidos em massa, além disso tem sistemas de defesa AA em camadas mais sofisticado que o do Irã, e operam uma força aérea de verdade, isso pra não falar do exército gigante, e da Marinha, que é de longe mais capaz que a israelense, pra Turquia falta só um caça de quinta geração e armas nucleares, coisas que elas ambicionam bastante, o caça de quinta geração está praticamente encaminhado, e acho que não demora muito pra arma nuclear.
Fica a questão, será mesmo que será em massa, pois um foguete de combustível líquido é mais caro de manter…… e mais defesa deles tem uita coisa americana, vai demorar ainda a ter tudo Turco, além de que eles macharem pela síria? podendo ser atacados pelos Curdos? dificil hein,
Se os iranianos conseguiram não vejo entraves pros turcos, e eles tem a vantagem de estarem ainda mais próximos de Israel, isso desconsiderando um cenário onde a Síria, agora na prática um protetorado turco, não possa ser usado como base ainda mais próxima pra lançamento de drones e mísseis contra Israel.
Israel sabe desse enorme perigo, por isso ainda atacam a Síria, e desde já começaram a campanha anti-turca na mídia.
Cara….
Foi uma baita explosão nuclear….
Nem te digo…..
“e na guerra do Yom Kippur” ahh sim, se não fosse a Golda Meir usar armas nucleares” O medico falou que e melhor não contrariar kkkkkkk
Documentos que vieram a público há poucos anos revelaram que os egípcios tinham derrotado os israelenses no Sinais e se preparavam para avançar para o Interior de Israel.
Golda Meir já tinha mandado preparar bombas nucleares tamanha emergência da situação.
Eis que os americanos entram em cena e os egípcios param seu avanço.
Logo depois, entram para a área de influência deles, onde estão até hoje.
Sadat foi considerado traidor e teve um fim trágico.
E diga-se de passagem, a Golda Meir deixou a preparação de uso de nukes a mostra, justamente para pressionar os EUA a enviar apoio.
Sim e essas bombas no terreno do Sinai iam lançar radiação por todo lado nas tropas egípcias, o Cairo ia virar escombros radioativos, e os árabes que não sabem improvisar iam se perguntar se continuavam ou voltavam, tempo suficiente pra uma contra ofensiva Israelense pq eles não saberiam onde a próxima bomba ia explodir
Para vc ver o que pode fazer o desespero.
O que não se sabe é o que levou o Egito a parar seu avanço, quando derrotaram os israelenses no Sinai.
Sugiro que pesquise sobre a ‘Opção Sansão’ e Operação Nickel Grass’
Só uma curiosidade.
Essa guerra de 1973 foi curta e causou relativamente poucas caixas.
Cerca de 2700 em Israel e 10.000 nos Árabes.
Segundo fontes ocidentais.
Para vc ver o que pode fazer o desespero.
O que não se sabe é o que levou o Egito a parar seu avanço, quando derrotaram os israelenses no Sinai.
Sugiro que pesquise sobre a ‘Opção Sansão’ e Operação Nickel Grass’ eu vou lhe falar a verdade , não teorias da conspiração em sites obscuros.
Isso se refere aos eventos finais da Guerra do Yom Kippur (1973). A ameaça direta ao Cairo e o cerco às forças egípcias foram os fatores decisivos para o fim das hostilidades.
Cessar-fogo e diplomacia: O presidente egípcio Anwar Sadat, percebendo o risco real à capital e a vulnerabilidade do seu exército cercado, aceitou os termos do cessar-fogo intermediado pela ONU e pelas superpotências (EUA e URSS)., quanto as armas nucleares.
A Primeira-Ministra Golda Meir e seu Ministro da Defesa, Moshe Dayan, temeram a aniquilação do Estado de Israel. Diante da ameaça iminente, relatou-se que Israel preparou e colocou em alerta suas armas nucleares (mísseis Jericho e aeronaves adaptadas).
O Sinal para os EUA: A movimentação das armas nucleares israelenses foi deixada propositalmente visível para os satélites de espionagem dos EUA e da União Soviética. A mensagem implícita era clara: se Israel estivesse prestes a ser destruído, usaria seu arsenal nuclear contra os países árabes. Isso serviu como forte incentivo para Washington intervir imediatamente com armas convencionais antes que o conflito escalasse para uma guerra nuclea
Por que as armas não foram lançadas?A preparação foi mantida estritamente como medida de precaução / dissuasão de emergência.Golda Meir manteve a posição de não autorizar qualquer uso ou armamento final nos aviões até que as forças convencionais estivessem esgotadas. A partir do dia 10 de outubro, com a estabilização das frentes de batalha e a chegada dos suprimentos americanos, o alerta nuclear diminuiu progressivamente.as armas nucleares so seriam uzadas em ultimo recurso.
O que a literatura ocidental sustenta é que o Egito não queria avançar sobre Israel, apenas ter um sucesso inicial para depois negociar.
Como assim?
Negociar o quê?
Quem está ganhando, não negocia.
Muito menos interrompe o seu avanço sobre um inimigo derrotado.
O que vimos depois foi uma incrível vontade do Egito negociar acordos com Israel.
Certamente regado a muitos dólares
Sadat é considerado traidor pelos árabes por causa disso.
Documentos recentes hahaahahahahahahahahahahah
Já contou pra Israel e Egito? Não tão sabendo hahahaahah
Israel nunca lutou contra a Turquia! Uma coisa é vencer países que o general é primo do ditador e recebia equipamento de segunda da URSS, outra coisa é a segunda maior força da OTAN que além de equipamento de ponta tem uma indústria em crescimento impressionante.
Israel perdeu a guerra do Yom Kippur
Egito, Jordânia, Síria e Iraque juntos também achavam o mesmo.
Estamos em 2026
Se o diminuto Hezbollah causou esse estrago nos israelenses, imagina o segundo maior exército da OTAN.
Israel tem menos de 10 milhões de habitantes, sendo cerca de 7 milhões de origem judaica.
A Turquia pode mobilizar isso de soldados em caso de guerra total.
E com muitas armas, visto ser grande fabricante, algumas mais modernas que a do inimigo.
Sem chances para Israel.
E acho que no fim do dia a União Europeia, especialmente França, Alemanha e Espanha, ficariam do lado da Turquia. Só Grécia, e talvez Itália ficariam do lado de Israel.
Turcos e Israelenses já haviam ensaiados proximidades ha pouco tempo, inclusive no plano militar, com Israel ajudando na modernização doa tanques m60 da Turquia.
E se bem me lembro, tinham até um projeto conjunto de míssil, mas agora estão loucos por mostrar quem manda mais no pedaço.
Acho que os dois perdem por que sozinhos ainda não são essa coca -cola que se acham, mesmo no plano militar, os turcos ainda não dominam os curdos e Israel twm trabalho no Líbano.
Daí creio que a instabilidade vai ser a verdadeira vencedora, mais uma vez , nesse canto tão sofrido do mundo.
OF TOPIC
“A Turquia emitiu uma ordem de prisão internacional nesta sexta-feira (21) contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e outro cidadão israelense, Afek Moskovitch. A medida faz parte de uma investigação sobre a detenção de ativistas que participavam da chamada “Flotilha para Gaza”.
O anúncio foi feito pelo ministro turco da Justiça, Akin Gurlek.”
Essa região é realmente um caldeirão de imprevisibilidade.
Turquia faz parte da OTAN. Que cenário complicado
E ainda tem isso:
https://www.forte.jor.br/2026/08/08/arabia-saudita-turquia-e-paquistao-assinam-pacto-de-defesa-coletiva-com-clausula-semelhante-ao-artigo-5-da-otan/
Turquia OTAN invadindo a Síria, cadê a coalização para defender a Síria já naquela época? Obama vai queimar no inferno pelo que ele fez no Oriente Médio com sua intervenções, pessoal gosta de falar do Trump, mas o Trump é santo perto do Obama, no caso da Síria, foi o pior de todos uma guerra civil que ia ser ganha pelo governo Sírio, mas CIA e depois descaradamente os EUA e os Europeus passaram a armar os Moderados, vi esses moderados decaptarem soldados presos, quem imaginaria que em um país destruído grupos terroristas receberiam armas para continuar atacando tudo e todos, assim a Rússia passou a atuar diretamente na Guerra, quando se tornou insustentável, o Assad deveria ter caído fora do Putin e dados aos Anglo-Saxões e Monarquias Árabes o que eles queriam, assim pouparia o país, se manteria no poder, e os Russos que se virassem com seu mercado cativo, a Guerra na Ucrânia é uma segunda parte da Guerra na Síria, os dois tem lados bons vindos dos rebeldes, na Síria, mais liberdade e ação anti Assad, na Ucrânia era tirar a intervenção Russa do País, que o fazia ser pobre e atrasado. motivos bons usando por pessoas que só pensam em Dinheiro, Order out of Chaos.
EUA, inimigos do mundo.
Siria é soberana, pero no mucho.
Israel continua sendo um fator de desestabilização no OM.
Covardia dos Turcos,esperou o Irã da uma marretada na cabeça do bestanyarro.
Foi mexer com o Irã, tomou uma cacetada e saiu fora.
Depois foi para o Líbano, levou outra do Hezbollah.
Agora, está importando moradores palestinos desarmados na Cisjordânia.
E disso, eles entendem.
Nárnia
Turquia e Israel, querendo cada um o seu naco da Síria, lembram a Alemanha nazista e a Rússia Comunista disputando os seus gordos pedaços da Polônia capitulada. O que seria cada um deixo para a imaginação de vocês.
A grande questão é se a história vai se repetir, o que provavelmente não irá acontecer. Caso, muito caso excepcional, isso acontecesse, Israel estaria em maus lençóis. Uma coisa é querer bater num Irã que praticamente não ter força aérea e está longe. Outra é colocar “o dedinho” na cara dos turcos que podem chegar em algum momento com todo o seu poder bélico nas fronteiras israelenses.
O futuro dirá.
Israel lembra especialmente, mais de um pessoa do governo israelense, e posso estar enganado, mas creio que o próprio Netanyahu já usou o termo “espaço vital” pra expansão da “Grande Israel”.
“Israel, por outro lado, enxerga com preocupação a formação de um Estado sírio militarmente robusto, dirigido por antigos islamistas”
Vamos fingir que não foi Israel que destruiu, ou tentou destruir, todos os países árabes com governos nacionalistas e seculares, e financiou grupos extremistas islâmicos salafitas, Israel ajudou a criar o ISIS, Hamas, financiou outros grupos extremistas salafitas contra o Assad, e por ai vai.
Na verdade, isso tudo é financiado pelos Estados Unidos.
O PIB dêle Israel, em paridade de poder de compra, é equivalente ao de Minas Gerais ou do Rio de Janeiro.
Tem centenas de aviões caros, tanques, mísseis e etc.
E ainda financiam grupos opositores?
Impossível!
É tudo dinheiro vindo de fora.
“É tudo dinheiro vindo de fora”
Sim de certa forma sim, mas o loby sionista na alta cúpula do poder americano e o fator determinante de todo esse financiamento. E não apenas nos EUA, a elite global ocidental e altamente controlada por esse grupo sionista. Eles podem não ser os mais ricos individualmente, mas são extremamente organizados entre eles e isso pesa muito.
E tão notório isso, pois a termos geopolíticos o Ocidente não ganhou nada apoiando Israel, pelo contrario só ganharam hostilidade do mundo árabe sunita em um região que por décadas foi o principal fornecedor de energia barata para o Ocidente. E obvio que existe um grupo dentro da elite global que apoia o projeto de grande Israel, mesmo em detrimento dos próprios interesses do mundo Ocidental.
Israel é de longe o principal fator de desestabilização do Oriente Médio.
Está explicado agora o motivo da atual aliança militar estratégica entre a Turquia, o Paquistão e a Arábia Saudita. O alvo dessa aliança militar nunca foi o Iran, e sim Israel.
E foram veiculadas notícias de um convite para o Irã participar dessa aliança.
Se for verdade, será um caso raro de união entre xiitas e sunitas.
Mas, certamente, seria reflexo da política desastrosa de Trump e Benjamin.
Seria o mais inteligente para eles. Se o Irã for destruído, ou se a guerra continuar, quem será mais prejudicado serão os Sunitas, porque vão ficar a mercê de Israel. Acredito que o plano de Israel (usando seu vassalo da Casa Branca) era colocar os dois grupos para entrar em uma guerra onde ambos iriam sair bastante enfraquecidos e com isso Israel iria conseguir a hegemonia da região. Só não contavam que a Turquia iria emergir (ou seria reemergir) para equilibrar a situação.