SIATT inicia operações da unidade em Caçapava (SP) para desenvolver e fabricar sistemas estratégicos de Defesa e Espaço
Primeira fase da nova unidade reúne infraestrutura para desenvolver, fabricar, integrar, testar e qualificar mísseis, foguetes guiados, motores-foguete e outros sistemas propulsivos
Caçapava (SP), 26 de agosto de 2026 – A SIATT iniciou as operações de sua nova unidade industrial em Caçapava, no interior de São Paulo. A entrada em funcionamento da Fase 1, marcada por uma solenidade realizada nesta quarta-feira, amplia a capacidade da empresa para desenvolver, fabricar, integrar, testar e qualificar sistemas de alta complexidade destinados aos setores de Defesa e Espaço.
A cerimônia reuniu autoridades civis e militares, membros da equipe e convidados. A mesa da cerimônia contou com a participação do Ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luis Fernandes; do Vice-Governador do Estado de São Paulo, Felicio Ramuth; do Presidente do Conselho de Administração da SIATT, Azhaury Cunha Filho; do Presidente do Cluster de Mísseis e Armamentos do Grupo EDGE, Saif Al Dahbashi; do Prefeito de Caçapava, Yan Lopes de Almeida; do Almirante de Esquadra Carlos Chagas Viana Braga, Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais; do General de Exército Hertz Pires do Nascimento, Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia; e do Diretor-Presidente da SIATT, Rogerio Salvador.
“Um país que pretende decidir sobre o próprio futuro, precisa também decidir as suas escolhas, e essa liberdade se sustenta não apenas em meios militares, mas também em ciência, engenharia e uma indústria capaz de transformar conhecimento em soluções concretas”, disse o Diretor-Presidente.
A nova planta reúne infraestrutura e recursos para a produção de armamentos inteligentes, como mísseis e foguetes guiados, além de motores-foguete e outros sistemas propulsivos para aplicações espaciais. A Fase 1 da unidade conta com 6.200 m² de área construída. O projeto, concebido para apoiar programas estratégicos brasileiros, fortalece a autonomia tecnológica nacional e foi estruturado para permitir ampliações conforme a evolução das demandas do País e do mercado internacional.
Com a entrada em operação da unidade, a SIATT passa a reunir em Caçapava competências industriais e tecnológicas relacionadas à fabricação de sistemas estratégicos e ao domínio de tecnologias críticas para os setores de Defesa e Espaço.
“Existe uma diferença fundamental entre dominar uma tecnologia e possuir a capacidade industrial de produzi-la de forma recorrente, confiável e em escala. A nossa sede em São José dos Campos, inaugurada no ano passado, e esta planta de Caçapava que se inicia hoje, representam justamente essa transição. Estamos transformando conhecimento acumulado durante muitos anos em uma capacidade industrial permanente”, disse o Presidente do Conselho de Administração da SIATT, Azhaury Cunha Filho.
Capacidade industrial e tecnológica
A Unidade SIATT Caçapava foi projetada para abranger todas as etapas do desenvolvimento e da produção de mísseis, foguetes guiados, motores-foguete e sistemas propulsivos.
Sua estrutura apoia a industrialização de tecnologias estratégicas destinadas a programas de interesse nacional. A conclusão da primeira fase integra o ciclo de investimentos voltado à implantação e à consolidação desse conjunto de competências.
O projeto também prevê ampliações progressivas, conforme a evolução dos programas e das demandas do mercado. Dessa forma, a unidade cria condições para o estabelecimento de novas parcerias, o desenvolvimento de produtos e a expansão internacional da SIATT.
Fortalecimento da Base Industrial de Defesa
A entrada em operação da Unidade Caçapava amplia a capacidade brasileira de desenvolver, qualificar e produzir mísseis e outros sistemas avançados de Defesa, contribuindo para a consolidação da Base Industrial de Defesa (BID).
A iniciativa apoia a busca do Brasil por maior soberania e autonomia tecnológica em áreas estratégicas. Ao reforçar a estrutura fabril e ampliar o domínio de tecnologias críticas, a unidade contribui para reduzir dependências externas e aumentar a capacidade do País de fabricar sistemas essenciais à Defesa Nacional.
Além disso, a nova infraestrutura abre caminho para a participação da SIATT em programas estratégicos e em parcerias com empresas, instituições de ciência e tecnologia e organizações nacionais e internacionais. Esse movimento favorece o desenvolvimento de novas tecnologias e expande as oportunidades de inserção da empresa no mercado global.
Defesa e Espaço
A unidade também permite à SIATT ampliar sua atuação no setor espacial, especialmente no desenvolvimento e na fabricação de motores-foguete e sistemas propulsivos.
Essa capacidade potencializa as competências nacionais e impulsiona o avanço do Programa Espacial Brasileiro. Ao integrar conhecimentos e tecnologias aplicáveis aos setores de Defesa e Espaço, a empresa amplia suas possibilidades de criação de novos produtos para diferentes mercados de alta tecnologia.
A convergência entre essas áreas favorece o uso compartilhado de instalações, conhecimentos e competências de engenharia. Com isso, a Unidade Caçapava reforça a posição brasileira em tecnologias de elevado valor estratégico.
Próximas etapas
A implantação da Unidade SIATT Caçapava será realizada em diferentes fases. As Fases 2 e 3 preveem novas ampliações da infraestrutura e aumentos sucessivos da capacidade de produção de sistemas destinados aos setores de Defesa e Espaço.
À medida que essas etapas avançarem, a SIATT poderá atender a um número maior de programas estratégicos do País e buscar novas oportunidades no mercado internacional, em alinhamento com as políticas de Estado e com as diretrizes brasileiras para a exportação de produtos e tecnologias de Defesa.
A planta aumentará a demanda por profissionais especializados, criando postos de trabalho qualificados e contribuindo para o desenvolvimento regional. A previsão é de que a Unidade Caçapava gere 640 empregos, sendo 160 diretos e 480 indiretos, até a conclusão do projeto. A expansão também consolidará o ecossistema formado por empresas, universidades, centros de pesquisa e instituições de engenharia, tecnologia e indústria de alta complexidade.
A operação da Fase 1 marca uma nova etapa na trajetória da SIATT, sustentada por investimentos em infraestrutura, capacitação, inovação e parcerias estratégicas nos setores de Defesa e Espaço.
Sobre a SIATT
A SIATT é uma EED – Empresa Estratégica de Defesa, sediada em São José dos Campos. Seu parque industrial inclui uma subsidiária em Caçapava. Especializada em armamentos inteligentes a SIATT fornece sistemas de Defesa baseados em mísseis. A empresa é ainda a integradora do SisGAAz, programa estratégico voltado à vigilância e monitoramento do litoral.
Desde 2023 o Grupo EDGE, dos Emirados Árabes Unidos, é acionista e parceiro estratégico da SIATT. Mais informações no site SIATT: www.siatt.com.br.■

Muito bom ver ampliando.
Me preocupa 3 empresas trabalhando e produzindo produtos de defesa similares ,num país do porte do BR e suas FAs sem recursos : Avibras Aeroco, Siatt / Edge e Macjee. As 3 tem projetos em vários estágios, de misseis de cruzeiro e misseis balísticos.
As 3 alegam possuir capacidade para produzi- los.
A Avibras Aeroco me parece a que já possui os 2 meios quase no estágio de produção seriada.
A SIATT / EDGE, trabalha fortemente na
numa família completa de misseis derivados do Mansup / Mansup ER onde cabem misseis superficie superficie, ar superficie, superficie ar ( SAM). Cambem misseis de cruzeiro ( O Mansup ER é quase um deles com alcance de 250km) e sua evolução para um míssil balístico de uso naval.
Por sua vez a Macjee através de seu contrato com a FAB, desenvolve o R.A.T.O para o veiculo hipersônico do IAE e não esconde que o booster acelerador será matriz para seu míssil balístico de médio alcance.
Cada uma dessas empresas tem uma força pra chamar de sua. A Avibrás com o EB, a SIATT com a MB, e a Macjee com a FAB. Se as FAs tivessem verbas abundantes, tudo bem, mas a realidade está, longe, muito longe disso. Antes a fatia do PIB alocada para defesa teria de subir para no mínimo 2 ou 2,5%, ou fontes alternativas de financiamento teriam que vir de participações da produção de petróleo e terras raras.
Sem isto, estas empresas terão que depender fortemente do mercado externo para manter suas linhas funcionando, e olhe lá.
Cambem = cabem
SIATT já tem promessa dos EAU para a compra dos mísseis, além do Brasil, Franceses vão se coçar para vender Exocet fora da OTAN
Promessa?
Mas e contrato assinado?
não tem contrato, pois ainda não está finalizado, só assinado a intenção e a diculgação de um navio deles vão usar o MANSUP, quando estiver operacional o míssil, e aí vc pergunta do Contrato, e mais que tá levando esse missil pra frente é eles, é como se perguntar se o F47 sera comprado pela USAF.
Se esta certificação se confirmar faltariam os R$ 300 milhões de reais para a tocar a produção seriada do MTC300 e talvez do MBT 100 .
Ótima notícia que não esconde a derrota da venda de 100% de ações da AKAER para os arabes. A empresa tinha acumulado mais de trinta anos de experiência e milhões de horas de engenharia de alta complexidade com apoio de recursos públicos incluindo innvestimenntos da FINEP. Mas a Faria cobra, do “mínimo Estado” cobra e o atual presidente regateia.
Não tem nada de Faria Lima e menos ainda de “Estado mínimo”, na venda da Akaer para a Edge.
Os árabes tiraram uma potencial concorrente do caminho, somente isso.
Estão cuidando com carinho e zelo dos “seus 50%”, na SIATT.
Aliás a SIATT continua EED?
Não tem mais os 60% de mando no Brasil, como é que pode?
Não poderia, mas vai saber…
60% do controle da empresa ainda está com a SIATT, 49% das ações da empresa estão com o EDGE mas o controle em si 60% está com a SIATT
Sua “matemática” é pura fake news, pra não dizer outra coisa.
Se como você foi instruído a dizer, que a A EDGE não tem 50%, mas 49% da Siatt, não tem como a empresa alegar que ainda tem os 60% necessários para ser EED.
Até agora só exibiu aquilo que a Mectron alardeou, Max e Mansup e não entregou.
Estão assim, tirando o atraso da antiga empresa.
Espero que haja concorrência domestica, pois internacional com certeza tem.
Me preocupa se o BR tem engenheiros aero espaciais suficientes para tocar 3 empresas de misseis.
ITA ( que virou multicampi ), Federal de S.Carlos, IME, USP S. Carlos ,acho que estes são os mais gabaritados celeiros de engenheiros aero espaciais do BR. Há um núcleo de excelência em propulsão avançada na UNB, inclusive com protótipos de motores iônicos/plasma.
Só mais do mesmo, press release.