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Sistema Patriot do US Army

Altos comandantes militares dos Estados Unidos advertiram o secretário de Defesa, Pete Hegseth, de que a manutenção por tempo indeterminado das atuais operações de grande escala contra o Irã tornou-se insustentável e ameaça reduzir a capacidade das Forças Armadas norte-americanas de responder a crises em outras regiões, inclusive na defesa do próprio território dos EUA.

As advertências constam de uma avaliação classificada apresentada a Hegseth e incluída na edição de 14 de agosto do Secretary of Defense Orders Book (SDOB), documento utilizado pelo Pentágono para definir a distribuição global de navios, aeronaves, tropas e sistemas de armas. As informações foram reveladas pelo Washington Post neste domingo (30), com base em pessoas familiarizadas com o documento.

O alerta ocorre quando a guerra completa seis meses. Mais de 50 mil militares norte-americanos permanecem mobilizados no Oriente Médio, enquanto o governo de Donald Trump mantém aberta a possibilidade de novas ações militares para pressionar Teerã, inclusive nas negociações envolvendo o Estreito de Ormuz. O CENTCOM confirmou recentemente que mais de 50 mil militares dos EUA continuam atuando na região.

Comandantes registraram discordância formal

Segundo o Washington Post, os chefes dos comandos responsáveis pelas operações norte-americanas na Europa, Indo-Pacífico e América Latina, além do comandante da Marinha, apresentaram ao Pentágono um “non-concur”, termo utilizado quando um comandante discorda formalmente de uma decisão, embora continue obrigado a executá-la.

O problema central é a transferência prolongada de meios de outras regiões para apoiar o Comando Central dos Estados Unidos. Navios, aviões de vigilância, sistemas de defesa aérea e outras capacidades originalmente destinadas à Europa, ao Pacífico e às Américas vêm sendo deslocados para sustentar as operações contra o Irã. Segundo a avaliação, isso já começou a prejudicar missões, treinamento e compromissos de defesa em outros teatros.

Os comandos Europeu e Sul teriam advertido especificamente que o envio de navios e aeronaves de vigilância para o Oriente Médio reduziu sua capacidade de cumprir determinadas responsabilidades ligadas à defesa territorial dos Estados Unidos.

No Indo-Pacífico, o almirante Samuel Paparo manifestou oposição ao nível de recursos que continua sendo transferido para o conflito, incluindo um grupo de ataque de porta-aviões e destróieres. A preocupação ganha peso diante da prioridade estratégica atribuída pelos EUA à dissuasão da China.

Marinha apresenta quadro mais crítico

A advertência mais severa teria partido do chefe de Operações Navais, almirante Daryl Caudle. Segundo pessoas que tiveram acesso à avaliação, ele informou a Hegseth que a Marinha não consegue sustentar indefinidamente o atual ritmo de operações no Oriente Médio sem uma previsão clara de término.

A força naval tem suportado parcela particularmente pesada do esforço de guerra, inicialmente participando dos ataques contra o Irã e da defesa contra retaliações e, posteriormente, mantendo forças para apoiar o bloqueio aos portos iranianos e as operações no Estreito de Ormuz.

De acordo com a avaliação revelada pelo jornal, apenas cerca de um quarto da frota de destróieres norte-americana estaria atualmente pronta para novos desdobramentos, uma queda expressiva em relação aos níveis anteriores à guerra. A manutenção de navios e os prolongamentos sucessivos das missões começam a comprometer a disponibilidade futura da frota caso outra crise internacional ocorra.

Exército e Força Aérea aceitam extensão, mas apontam riscos

Os comandos do Exército e da Força Aérea concordaram formalmente com a continuidade dos desdobramentos solicitados por Hegseth, mas também registraram riscos significativos.

Cerca de 2 mil militares da 82ª Divisão Aerotransportada, mobilizados em março, permanecerão no Oriente Médio pelo menos até setembro. Algumas autoridades militares consideram possível uma nova extensão. A divisão teria papel central caso Washington decidisse realizar uma operação terrestre de maior escala.

Unidades responsáveis pelos sistemas de defesa aérea Patriot também deverão permanecer mais tempo na região. A Força Aérea, por sua vez, mantém várias unidades utilizadas nos bombardeios e nas operações contínuas, com alguns desdobramentos projetados até 2027.

Estoques de mísseis estão sob pressão

O desgaste vai além de pessoal e plataformas. A campanha contra o Irã consumiu grandes quantidades de munições consideradas essenciais para outros cenários de guerra.

Segundo levantamento citado pela ABC News, os Estados Unidos já empregaram mais de 1.000 interceptadores Patriot, mais de 200 mísseis THAAD e pelo menos 1.000 Tomahawk desde o início do conflito. A reposição de alguns desses armamentos pode levar anos. A guerra também resultou, segundo dados do Pentágono citados pela emissora, em 18 militares norte-americanos mortos e mais de 750 feridos.

A pressão sobre os estoques de interceptadores é particularmente sensível porque Patriot e THAAD também são fundamentais para a proteção das forças norte-americanas na Ásia, Europa e Oriente Médio. Aliados dos EUA no Pacífico já demonstraram preocupação com a redução dessas reservas diante de uma possível crise com a China.

Pentágono evita comentar avaliação classificada

Sean Parnell, porta-voz de Hegseth, afirmou ao Washington Post que decisões sobre a duração e a dimensão das forças destinadas a cada comando são tomadas com base na avaliação das ameaças, nas prioridades estabelecidas pelo presidente e nas recomendações dos principais comandantes militares.

O Pentágono, entretanto, recusou-se a discutir o conteúdo do SDOB ou as divergências internas registradas pelos oficiais, alegando tratar-se de processos operacionais classificados.

A advertência dos comandantes coloca diante da administração Trump uma questão estratégica cada vez mais difícil: continuar pressionando militarmente Teerã exige manter dezenas de milhares de soldados, navios, aeronaves e sistemas antimísseis concentrados no Oriente Médio, mas fazê-lo por tempo indefinido começa a cobrar um preço diretamente sobre a capacidade dos Estados Unidos de manter forças prontas para uma eventual crise simultânea na Europa, no Pacífico ou no próprio território norte-americano.■



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Nilo
Nilo
7 dias atrás

Foi dado o aviso, “devagar com o andor que o santo é de barro”.

Wagner
Wagner
7 dias atrás

O laranjão pensou que o IRGC era corrupto igual o exército da Venezuela.
Arrumou um vespeiro humilhante e econômico.

deadeye
deadeye
7 dias atrás

Ai vai passar umas 4 semanas, e o Peter vai demitir ou substituir esses comendantes que apresentaram o “non concur”.

Eromaster
Eromaster
Responder para  deadeye
6 dias atrás

È por aí mesmo…

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  deadeye
5 dias atrás

Com isso o Irã vai conseguir um feito enorme de conseguir tirar da jogada o alto comando militar americano.

Normalmente os puxa sacos não são muito eficientes.

sub urbano
sub urbano
7 dias atrás

A guerra midiatica não teve resultados palpáveis. Agora a coisa aperta e eles querem a cabeça do Hegseth, outra vez kkk

Até ontem tinha uns minions acreditando q “nossa Israel e Os EUSA detsruiram completamente o irã”.

Resultado prático: a mprte de um idoso de 90 anos em cadeira de rodas (além de sua enfermeira tbm idosa e uma bisneta de 5 anos de idade) além de, é claro, o controle do estreito de Ormuz (advinha por qm) pelo Irã! kkkkk

Lucas
Lucas
7 dias atrás

A questão lógica e imediata é: Se uma guerra contra um país relativamente pequeno e com poder militar médio esgotou os recursos americanos em três meses, imagine um conflito contra Rússia ou China, muito maiores e mais poderosos.
E pior, com resultados ridículos.
Derrota total.

Lucas
Lucas
Responder para  Lucas
7 dias atrás

E como curiosidade.
Os russos vão lançar, por estes dias, seu novo míssil: Burevestinik, ou o ‘míssil infinito ‘.
Movido a energia nuclear, pode voar por vários dias ou semanas, podendo atacar o inimigo de qualquer direção.
Não há defesas para conter isso.
Mais uma dor de cabeça para os americanos.

Bosco
Bosco
Responder para  Lucas
6 dias atrás

Da Lua,
Espero que ganhe uma boa grana porque se for só psicopatia mesmo aí realmente é de dar dó. rssss

Lucas
Lucas
Responder para  Bosco
6 dias atrás

E mais uma.
O russos lançaram essa semana o Geran 5, que é um drone a jato com IA e que atingiu um alvo a 1.000 km de distância.
Foi disparado da Criméia e atingiu um alvo na Volinia.
Fantástico!!!!!

Bosco
Bosco
Responder para  Lucas
6 dias atrás

Agora vai.
Lisboa que se cuide.

Santos
Santos
Responder para  Lucas
6 dias atrás

Adolescente tendo fantasias com russos…

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  Santos
5 dias atrás

E só começar as eleições que ele aparece de novo, deve ganhar dinheiro de campanha dos cumpanheiros para espalhar propaganda na internet.

Bosco
Bosco
Responder para  Lucas
6 dias atrás

O Geran 5 apesar de fisicamente menor tem um RCS maior que um KH-101 ou um Kalibr , além de ter velocidade na faixa de 600 km/h enquanto os mísseis citados têm velocidade na faixa de 1000 km/h.
Também o Gerran 5 tem um sistema de navegação muito menos capaz e portanto não consegue voar nas baixas altitudes dos mísseis aos quais me referi.
Sua vantagem é que é mais barato , mas são muito mais fáceis de interceptar.
A taxa de abates dos mísseis de cruzeiro subsônicos dos russos pelos ucranianos é na faixa de 90% e o Geran 5 não será diferente.
Se formos ver pelo copo na metade, facilita se pensarmos em relação aos mísseis de cruzeiro “puro sangue” e dificulta se pensarmos nos Shahed 136.
Vida que segue.
Tô mais com medo daquele torpedo infinito e do míssil do juízo final tsunâmico. rsss

Lucas
Lucas
Responder para  Bosco
6 dias atrás

Prezado.
A Ucrânia está sendo demolido em mais de 180 horas ininterruptas de bombardeios e vc vem me falar de interceptação mais fácil?

Felipe
Felipe
Responder para  Bosco
5 dias atrás

Ucrania não tem mais nenhum missil antiaereo…quase100% dos drones e misseis lançados estão atingindo os alvos (isso a grande midia não mostra).

Augusto Cesar
Augusto Cesar
Responder para  Lucas
5 dias atrás

Kings, o Irão não e um pais pequeno, e o maior tanto em extensão territorial quanto populacional no Oriente Medio.

Bosco
Bosco
6 dias atrás

Interessante que a Rússia está há 5 anos em guerra e nenhum chefe militar dá essa alerta para o Putin.

Lucas
Lucas
Responder para  Bosco
6 dias atrás

E por que daria se são os americanos que estão com falta de equipamentos?

Bosco
Bosco
Responder para  Lucas
6 dias atrás

Realmente os americanos estão com falta de equipamento.
4000 caças (1000 stealths) , 140 bombardeiros, uns 300 Reapers, uns 400 reabastecedores, uns 1000 aviões de carga, 10 porta-aviões, 100 destróieres, 50 SSNs, cerca de 1 milhão de kits de bombas JDAM/LGB…
Realmente tá faltando míssil Patriot , ATACMs e Tomahawks para os americanos , tadinho deles.

Santos
Santos
Responder para  Lucas
6 dias atrás

Os soviéticos não têm equipamento nem pro desfile anual em Moscou.

Lucas
Lucas
Responder para  Bosco
6 dias atrás

E hoje os americanos atacaram uma ilha iraniana.
Os iranianos reagiram e atingindo duas bases americanas na Jordânia, Rei Hussein e Al-Azraq
O interessante foi que as filmagens mostram um novo míssil iraniano com uma espécie de pulso de energia que impulsiona o míssil nos estágios finais antes do impacto.
Fantástico!

Bosco
Bosco
Responder para  Lucas
6 dias atrás

Tecnologia Klingon!
Eles são muito bons. Propulsão por pulso de takions transdimensionais. Põe os americanos no chinelo.
Os escudos defletores dos iranianos também estão funcionando perfeitamente por isso eles não precisam de mísseis interceptadores como os americanos.

Lucas
Lucas
Responder para  Bosco
6 dias atrás

A tecnologia Klingon eles ainda nem usaram
Estão na anterior.
Dos inca venusianos.
Hoje, os iranianos atacaram bases americanas mais uma vez..
Dessa vez não foi em resposta.
Foi iniciativa própria.
Perderam o respeito.

Bosco
Bosco
Responder para  Lucas
6 dias atrás

“Mais uma vez”?
Mas já não tinha destruído tudo?
Tão chutando cachorro morto. Rsss

comenteiro
comenteiro
Responder para  Bosco
6 dias atrás

É que lá pelos lados de Moscou os casos de queda de janelas e ingestão de chás tóxicos são muito comuns.

Abymael
Abymael
Responder para  comenteiro
6 dias atrás

Esqueceu dos inúmeros casos de pessoas “suicidadas” rsrsrs

Adriano Madureira
Adriano Madureira
6 dias atrás

Certamente que agora os americanos conseguiram roubar 60% da produção de petróleo da Venezuela, acho que eles irão diminuir as hostilidades com o Irã.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
5 dias atrás

E ainda tem gente que chega a melar a cueca na esperança que esses piratas ponham o pé no Brasil para “fazer negócios”…



Empresa ligada ao Pentágono estadunidense controlará 21% do petróleo da Venezuela.
Casa Branca divulgou que acordo durará 100 anos e que ação garante supremacia americana no continente

O governo dos Estados Unidos (EUA) revelou, nessa segunda-feira (31), mais detalhes sobre o acordo com a Venezuela para, segundo a Casa Branca, “controlar” 21% das reservas de petróleo do país sul-americano pelos próximos 100 anos por meio de empresa ligada ao Pentágono.

Em comunicado, a Casa Branca afirma que os campos de petróleo serão operados pela North American Blue Energy Partnes (Nabep), empresa privada que tem 35% das ações sobre controle do Escritório de Capital Estratégico do Departamento de Guerra dos EUA.

“A Nabep concedeu ao Departamento de Estado dos EUA o direito de comprar, ao custo de produção, 20% da produção de todos os campos atuais e futuros que a Nabep operará, garantindo um fornecimento estável de petróleo a baixo custo que pode facilitar o reabastecimento da Reserva Estratégica de Petróleo”, diz a nota da Casa Branca.

A Napeb ainda concedeu ao governo dos EUA o direito de preferência na compra dos 80% restantes da produção. Além disso, a Casa Branca afirma que tem direito de veto na nomeação de qualquer membro do conselho de administração da companhia.

“A maioria dos membros do conselho da Nabep deve ser composta por cidadãos americanos.
O acordo do governo dos EUA com a Nabep é regido pela legislação americana e está sujeito à jurisdição dos tribunais americanos”, afirma o comunicado oficial.

Fonte:

https://sul21.com.br/noticias/internacional/2026/09/empresa-ligada-ao-pentagono-estadunidense-controlara-21-do-petroleo-da-venezuela/