PAC-3 MSE

PAC-3 MSE

O Departamento de Guerra dos Estados Unidos assinou dois acordos de sete anos com a Lockheed Martin e a General Dynamics Ordnance and Tactical Systems (GD-OTS) para ampliar a produção dos interceptadores PAC-3 MSE e THAAD. O plano pretende acelerar entregas e remover gargalos na cadeia industrial de defesa antiaérea e antimísseis.

As novas estruturas contratuais estabelecem como meta triplicar a capacidade de produção do PAC-3 Missile Segment Enhancement, empregado pelo sistema Patriot, e quadruplicar a fabricação dos interceptadores do Terminal High Altitude Area Defense, o THAAD.

Componentes críticos terão produção ampliada

A General Dynamics será responsável pelo aumento da fabricação de componentes altamente especializados utilizados nos dois interceptadores. A lista inclui carcaças de motores-foguete, alojamentos de sistemas de guiagem, seções intermediárias dos mísseis e mecanismos responsáveis pela liberação de coberturas protetoras.

Segundo a GD-OTS, os acordos criam a base para uma expansão plurianual, mas a definição final dos contratos ocorrerá posteriormente. A empresa informou que já está investindo antecipadamente em equipamentos, materiais de longo prazo de aquisição e contratação de trabalhadores.

O governo norte-americano pretende garantir quantidades mínimas anuais de aquisição. Esse compromisso busca proporcionar previsibilidade à indústria e permitir que fornecedores de diferentes níveis invistam na ampliação de fábricas, compra de matérias-primas e formação de mão de obra.

Os recursos, entretanto, continuarão dependendo das dotações aprovadas anualmente pelo Congresso. Os acordos representam, portanto, uma estrutura industrial e contratual de longo prazo, e não uma autorização automática para que todo o valor previsto seja gasto imediatamente.

PAC-3 MSE poderá alcançar 2.000 unidades anuais

No caso do PAC-3 MSE, a Lockheed Martin pretende elevar a capacidade anual de aproximadamente 600 para cerca de 2.000 interceptadores. Em 2025, a empresa entregou 620 unidades, resultado mais de 20% superior ao registrado no ano anterior.

Em julho, o governo concedeu à Lockheed Martin uma modificação contratual de até US$ 53,86 bilhões. Somada a uma ação anterior de US$ 4,7 bilhões, a autorização elevou o valor potencial do programa plurianual para US$ 58,62 bilhões.

A meta é triplicar a capacidade até o final de 2030. Somente na unidade de Camden, no Arkansas, o número de postos ligados à produção final do PAC-3 MSE deverá crescer de aproximadamente 1.200 para 1.850.

THAAD passará de 96 para 400 interceptadores por ano

THAAD

A produção do THAAD deverá aumentar de 96 para 400 interceptadores anuais ao longo do período de sete anos. Em junho, a Lockheed Martin recebeu uma ação contratual ainda não totalmente definida, com valor máximo de US$ 35 bilhões, para sustentar a expansão.

Enquanto o PAC-3 MSE integra a camada de defesa do Patriot, o THAAD foi desenvolvido para realizar interceptações em grandes altitudes, tanto dentro quanto fora da atmosfera. Os dois sistemas ocupam posições complementares na arquitetura norte-americana de defesa antimísseis.

O cumprimento das novas metas dependerá da capacidade de ampliar simultaneamente a montagem final e a produção dos componentes especializados. Ao incluir fornecedores como a General Dynamics nos acordos de longo prazo, Washington procura evitar que a expansão das linhas da Lockheed Martin seja limitada por gargalos nos níveis inferiores da cadeia industrial.■



Redes Sociais

A Trilogia Forças de Defesa também está presente nas redes sociais. Para comentar e discutir as matérias com os editores e outros leitores, entre no nosso grupo no WhatsApp e no Facebook. Para correções, críticas e sugestões de pauta, contate os editores: redacao@fordefesa.com.br.
Inscrever-se
Notificar de
guest

15 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Fabio
Fabio
10 dias atrás

Pronto agora os Mimizentos não tem mais o que reclamar, que estavam falando Estados Unidos estava zerado de estoque

Bosco
Bosco
10 dias atrás

A dura realidade , a despeito de toda narrativa mentirosa paga, mostrou a utilidade e a capacidade impar do sistema Patriot na defesa contra mísseis balísticos (inclusive de médio alcance) e hipersônicos.
Vamos ver com a introdução do FP-9 pela Ucrânia como os “fantásticos” sistemas S400 irão se sair contra mísseis balísticos com velocidades da ordem de Mach 7.
*Se bem que não terá como a gente saber de fato já que os russos afirmarão ter interceptado todos e não terá como haver uma avaliação independente.

Última edição 10 dias atrás por Bosco Jr
Leandro
Leandro
Responder para  Bosco
10 dias atrás

Aguardemos imagens por satélite de empresas privadas… Acho que vai ser a única forma.

Carlos
Carlos
Responder para  Bosco
10 dias atrás

A torcida realmente tira o bom senso dos comentários.

Bosco
Bosco
Responder para  Carlos
10 dias atrás

Não se contenha.
Desenvolva seu argumento.

Heli
Heli
Responder para  Carlos
10 dias atrás

Pois é. Lá. O hospício do canal Hoje no Mundo Militar o torcedor dono do canal só faltava publicar que os sistemas americanos defendendo Israel tinham 120% de acerto. Ou seja, no próximo ataque, 20% nem eram lançados rsrs. Ninguém quer ser prudente nessa era de lacração e pouca análise.

Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  Carlos
9 dias atrás

É muito detergente.
Nem o CENTCOM viaja tanto.

Bosco
Bosco
Responder para  Bosco
10 dias atrás

Rss
Você está certo.

Leandro Costa
Leandro Costa
Responder para  Bosco
10 dias atrás

Isso me lembra aquela cena de Resgate do Soldado Ryan, onde tem um alemão em um megafone berrando coisas aleatórias para desmoralizar os Americanos ‘Statue of Liberty ist KAPUT!’

É incrível. O cara foi banido por ser o maior troll da galáxia e sempre que volta com outro nick parece que está mais alucinado do que nunca! Heheheheheh

Bosco
Bosco
Responder para  Leandro Costa
10 dias atrás

O Tonhão é um caso raro (provavelmente o único) de TDI onde todas as personalidades têm a mesma obsessão e comportamento. rsss

Luiz Paulo
Luiz Paulo
Responder para  Bosco
9 dias atrás

Por favor Bosco só não deixe de comentar, precisamos de um pouco de lucidez aqui diante de tantos boots/trools/ militancia massiva…

LUIZ
LUIZ
Responder para  Bosco
9 dias atrás

Não existe nada infalível de equipamentos a soldados bem equipados e treinados.

Bosco
Bosco
10 dias atrás

Off topic:
Saiu um estudo da agência ucraniana de inteligência que coloca em dúvidas o fato do Zircon ser denominado de “míssil de cruzeiro”.
Ao que tudo indica ele é só um míssil semibalístico (como o Kinzhal) , com propulsão por foguete de dois estágios.
Em sendo assim ele não é diferente do conceito do SM-6 , com a diferença que atinge velocidade hipersônica em algum ponto da trajetória mas dificilmente a mantém na fase terminal, o que facilita a interceptação por mísseis de alto desempenho (PAC-3, SM-6, etc).
O ponto interessante é que em se confirmando tal suspeita coloca os EUA (junto com a Austrália) de novo à frente no desenvolvimento da tecnologia de propulsão “SCRAMJET” com o seu programa de mísseis HACM , que deverá estar operacional em 2027/2028.
Possível aparência do Zircon:comment image?quality=85&w=1440
Míssil SM-6: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQJYZP2gRF7Hb5UFjp21brosANb0BPHhxefnUNfwI9kZucPP3gQKXdiKSk&s=10

willhorv
willhorv
10 dias atrás

Tá…Mas é surreal uma cadência de 2000 PAC e 400 THAD por ano….considerando que entre aspas, são tempos de paz. Por aqui, se adquirirmos 108 misseis para 3 baterias de curto e médio alcance por 10 anos será muito….kkkk

Santos
Santos
9 dias atrás

É dinheiro que não acaba mais