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A Guarda Nacional do Exército dos Estados Unidos receberá 28 aeronaves não tripuladas Gray Eagle 25M, fabricadas pela General Atomics Aeronautical Systems. A introdução operacional está programada para começar em 2027, permitindo equipar três divisões com uma capacidade orgânica de reconhecimento, vigilância, aquisição de alvos e ataque.

Segundo a Associação da Guarda Nacional dos Estados Unidos (NGAUS), o Congresso inicialmente financiou 12 aeronaves no orçamento do ano fiscal de 2023. Novas dotações, incluindo recursos para mais oito unidades no orçamento de 2026, elevaram para 28 o total financiado. A quantidade é considerada suficiente para atender três divisões da Guarda Nacional.

O Exército havia contratado a General Atomics em 2024 para construir e implantar a primeira unidade equipada com 12 Gray Eagle 25M. O anúncio mais recente não identificou quais serão as três divisões inicialmente contempladas.

Reconhecimento persistente em profundidade

O Gray Eagle 25M é uma versão modernizada do MQ-1C Gray Eagle, desenvolvida para operações multidomínio e conflitos de grande escala. A aeronave pode permanecer no ar por mais de 40 horas, alcançar 25.000 pés de altitude e atingir velocidade máxima de 167 nós. Sua autonomia permite manter vigilância contínua sobre áreas afastadas da linha de frente.

A configuração prevê sensores eletro-ópticos e infravermelhos, retransmissão de comunicações e um radar multimodo de abertura sintética EagleEye. O equipamento consegue produzir imagens de alta resolução através de nuvens, chuva, poeira, fumaça e nevoeiro, além de detectar e acompanhar alvos móveis.

A plataforma também dispõe de comunicações por satélite, sistemas de navegação e transmissão resistentes a interferências, arquitetura eletrônica aberta e capacidade para receber diferentes cargas úteis. Para missões armadas, o Gray Eagle 25M pode transportar até oito mísseis AGM-114 Hellfire em suportes instalados sob as asas.

Apoio à artilharia de longo alcance

Uma das principais funções dos novos drones será localizar, identificar e acompanhar alvos para as brigadas de artilharia divisionárias. Ao permanecer durante longos períodos sobre a área de operações, o Gray Eagle poderá transmitir coordenadas para sistemas de artilharia e armas de precisão que atuam a grandes distâncias.

Essa capacidade de “sensoriamento profundo” é considerada fundamental para conectar meios de inteligência, unidades de comando e sistemas de ataque. A aeronave também poderá operar como plataforma de comunicações ou transportar cargas destinadas a produzir efeitos cinéticos e não cinéticos.

Todas as divisões do componente ativo do Exército norte-americano já contam com aeronaves Gray Eagle, embora principalmente de versões anteriores. A Guarda Nacional, por sua vez, ainda não possuía o sistema, situação que limitava sua interoperabilidade com formações da ativa durante operações militares de grande escala.

Além do emprego em combate, os drones poderão apoiar missões internas, como defesa territorial e resposta a desastres naturais. Sensores de longa permanência podem ser utilizados para acompanhar incêndios florestais, inundações e outras emergências, fornecendo imagens atualizadas às autoridades.

Com a entrada em serviço prevista para 2027, as três divisões contempladas poderão ser mobilizadas com seus próprios meios aéreos de inteligência e aquisição de alvos, reduzindo a dependência de plataformas cedidas por unidades da ativa.■



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