Hanwha acelera produção do obuseiro K9MH nos EUA com centro industrial no Alabama
A sul-coreana Hanwha Aerospace está avançando com uma estratégia gradual para produzir, integrar e apoiar o obuseiro autopropulsado K9MH nos Estados Unidos. O plano tem como ponto inicial uma nova instalação em Opelika, no Alabama, destinada à montagem, integração e realização de testes dos protótipos encomendados pelo Exército norte-americano.
A iniciativa ganhou impulso após a Hanwha Defense USA ser selecionada para fornecer sistemas ao programa Mobile Tactical Cannon (MTC). O contrato prevê a entrega acelerada de seis protótipos do K9MH, com opção para outras 12 unidades, que serão avaliadas por militares norte-americanos durante exercícios e testes operacionais.
O acordo inicial tem valor de US$ 100,3 milhões e pode alcançar US$ 262,9 milhões caso todas as opções sejam exercidas. A seleção representa o primeiro grande contrato da Hanwha Defense USA com o Exército dos Estados Unidos, mas ainda não constitui uma decisão de compra em série do sistema. Os protótipos serão submetidos a até quatro anos de experimentação.
Produção será transferida em etapas

Segundo a Hanwha, a instalação de Opelika formará a primeira fase de uma futura rede norte-americana de produção e suporte para o K9MH. A subsidiária assinou um contrato de arrendamento de três anos e anunciou um investimento inicial superior a US$ 2 milhões na cadeia industrial de artilharia dos Estados Unidos.
A primeira etapa deverá criar aproximadamente 40 empregos. Outras fases e possíveis localidades estão sendo avaliadas conforme o avanço do programa e a definição das necessidades de produção do Exército. A empresa pretende incluir fornecedores norte-americanos, formar mão de obra especializada e estabelecer capacidade local para manutenção e futuras atualizações.
Cerca de 40% dos componentes utilizados atualmente na cadeia global da família K9 já são provenientes de empresas dos Estados Unidos, segundo executivos da Hanwha. Essa participação deverá facilitar a transição para um modelo com maior conteúdo industrial norte-americano, embora os primeiros protótipos estejam sendo fabricados com apoio da estrutura existente na Coreia do Sul.
A empresa pretende combinar a capacidade industrial dos Estados Unidos com os processos desenvolvidos no complexo de Changwon, principal centro de produção da família K9. A unidade sul-coreana utiliza soldagem robotizada e outras técnicas automatizadas para atender simultaneamente encomendas da Coreia do Sul, Polônia, Austrália, Egito e demais operadores.
Os primeiros K9MH destinados ao programa norte-americano já estão passando pela linha de Changwon. A experiência obtida nessa etapa deverá servir de referência para a implantação dos mesmos métodos de controle de qualidade e produção em escala nos Estados Unidos. A Hanwha afirma que Opelika será o núcleo inicial de sua rede industrial norte-americana de artilharia.
Delegação do Exército visita fábrica na Coreia do Sul
Em 26 de agosto, uma delegação do Exército dos Estados Unidos visitou o complexo de Changwon. O grupo foi liderado por Brent G. Ingraham, secretário-assistente do Exército para Aquisições, Logística e Tecnologia.
Durante a visita, os representantes observaram as linhas de produção e acompanharam demonstrações de mobilidade dos sistemas K9MH e K9A1. A Hanwha também apresentou o lançador múltiplo de foguetes Chunmoo e sistemas de defesa antiaérea de longo alcance. As discussões envolveram capacidade de fabricação, prazos de entrega e as prioridades de modernização das forças terrestres norte-americanas. A visita ocorreu poucos dias depois da seleção da empresa para o MTC.
Michael Coulter, presidente da Hanwha Defense USA, afirmou que a experiência acumulada na produção internacional do K9 poderá fortalecer a base industrial de defesa norte-americana. Segundo ele, a cooperação industrial passou a representar um novo componente da aliança militar mantida há mais de sete décadas entre Washington e Seul.
Substituição dos obuseiros M777
O Mobile Tactical Cannon busca oferecer ao Exército dos Estados Unidos um sistema de artilharia de 155 mm com maior mobilidade, alcance e capacidade de sobrevivência do que os obuseiros rebocados M777 empregados atualmente por determinadas brigadas.
O K9MH é uma versão sobre rodas 8×8 derivada da família K9 de lagartas. O veículo utiliza um canhão de 155 mm e 52 calibres, pode transportar 40 projéteis e, segundo a Hanwha, entrar ou sair da posição de tiro em menos de 30 segundos. A mobilidade permite executar a tática de “atirar e deslocar”, reduzindo a exposição a drones, radares de contrabateria e fogos inimigos.
O fabricante atribui ao sistema alcance máximo de até 60 quilômetros, dependendo da munição utilizada. A futura configuração norte-americana deverá ser compatível com a família de projéteis em serviço no Exército e receber sistemas de controle de tiro e comunicações adaptados às redes militares dos Estados Unidos.
A decisão sobre a produção em série dependerá dos resultados obtidos nos testes com os soldados. Caso aprovado, o K9MH poderá substituir os M777 em formações selecionadas, especialmente unidades equipadas com veículos blindados Stryker, fornecendo uma artilharia capaz de acompanhar forças mecanizadas e abandonar rapidamente a posição após cada missão de tiro.■



A escolha da Hanwha visa resolver outro problema do exército norte americano: contribuir para o programa deles de aumentar a capacidade de produção de projéteis de artilharia que está sofrendo enorme atraso devido a problemas técnicos na fábrica da General Dynamics. A CS vai deitar e rolar no mercado bélico dos EUA, pois tem tecnologia e capital para entrar lá e preencher a lacuna tecnológica que atormenta lá. Comprem ações das empresas bélicas da CS (Hanwha, LIG Defense & Aerospace, Poongsan Corporation, KAI, sendo os principais)
Lembrei de um debate no extinto forum “military photos” sobre a guerra do afeganistão, nos anos 2000, um video do CEASAR operando com as tropas francesas, lembro de foristas militares americanos discutindo algo como “poxa pq não temos uns brinquedos desses, eles quebram muito o galho, tem grande mobilidade e são fáceis de operar”. Lembro de ter achado engraçado os americanos, o país q é o rei dos brinquedinhos militares tecnológicos reclamando assim de um raro equipamento q eles não tinham um similar.
Sistema de artilharia “Brutus”, desenvolvido por AM General e Mandus Group.
“The Brutus truck-mounted artillery system made its debut and was tested at the Army’s Maneuver Fires Integration Experiment at Fort Sill, Oklahoma, US, in November 2018.
An experimental Brutus 155mm mobile gun was exhibited at the Northern Strike 2019 event held in Michigan, US, in July 2019.”
(https://www.google.com/goto?url=CAESfgHrOzAVeyv8Nz92LZXMPeHGhEfMD8otPPvZh5UhcKrYE_-81_ska_mP2EQdlyFjC9b9zpdUwAmCem593viu31nHCe3PhDF5ibLM-IHWC3uyRodFRHHVdp1lzfXNwpEhwWTTC2duwlfX2pxUmibbSZHnCoWpOWIA_8uQg1b8DQ)
“Hanwha acelera produção do obuseiro K9MH nos EUA com centro industrial no Alabama”
Quem era os Estados Unidos… E o Trump ainda tem a cara de pau de dizer que o mundo depende deles…