Acordo de Trump para controlar petróleo venezuelano revive fantasma do golpe de 1953 no Irã
O acordo que concede aos Estados Unidos uma participação sem precedentes na indústria petrolífera da Venezuela poderá garantir petróleo barato a Washington, mas também corre o risco de alimentar um movimento nacionalista e antiamericano semelhante ao que marcou o Irã depois do golpe de 1953.
O alerta foi apresentado por Ziad Daoud, economista-chefe para mercados emergentes da Bloomberg Economics. Segundo sua análise, o governo Donald Trump tentou aplicar ao Irã o modelo empregado na Venezuela: eliminar a liderança política, preservar grande parte do aparelho estatal e transferir o poder para autoridades dispostas a cooperar com Washington.
A estratégia não produziu o resultado esperado no Irã. Agora, argumenta Daoud, o acordo petrolífero firmado com Caracas poderá aproximar a Venezuela da trajetória iraniana, transformando o controle estrangeiro sobre recursos naturais em combustível para décadas de ressentimento político.
Estados Unidos assumem posição dominante
Trump anunciou em 28 de agosto que os Estados Unidos haviam garantido controle majoritário sobre mais de 65 bilhões de barris das reservas petrolíferas venezuelanas. O volume equivale a aproximadamente um quinto das reservas comprovadas do país, estimadas em mais de 300 bilhões de barris — as maiores do mundo.
O acordo envolve 17 campos localizados principalmente na Faixa Petrolífera do Orinoco e na região do Lago de Maracaibo. A North American Blue Energy Partners, ou NABEP, receberá concessões com duração de até 100 anos e exercerá o controle operacional dos projetos.
A estrutura divulgada é complexa. O governo norte-americano terá direitos sobre 35% da empresa controladora da NABEP, poder de veto sobre sua diretoria e a exigência de que a maioria dos integrantes do conselho seja formada por cidadãos dos Estados Unidos. A participação norte-americana no empreendimento petrolífero mais amplo deverá chegar a 55%.
Washington também terá acesso preferencial, a preço de custo, a 20% de toda a produção. Para os 80% restantes, o Departamento de Estado terá direito de preferência antes que o petróleo possa ser oferecido a outros compradores. Parte dos campos era anteriormente operada por empresas chinesas e russas, que serão substituídas pela companhia apoiada pelos Estados Unidos. Os termos foram detalhados pela Reuters.
Embora as concessões possam alcançar um século, o projeto bilateral anunciado pelo governo interino da presidente Delcy Rodríguez tem horizonte inicial de 25 anos. Caracas estima receber US$ 209 bilhões em impostos e royalties durante esse período, enquanto as empresas envolvidas prometem mobilizar cerca de US$ 100 bilhões em investimentos.
Promessa de recuperar a produção
O governo venezuelano afirma que o acordo permitirá elevar a produção para mais de 1,5 milhão de barris diários em uma primeira etapa. O país produz atualmente cerca de 1,25 milhão de barris por dia, muito abaixo dos níveis alcançados antes da deterioração da PDVSA, das sanções internacionais e de anos de falta de investimentos.
Rodríguez sustenta que a Venezuela continuará proprietária dos recursos existentes no subsolo e que o capital e a tecnologia norte-americanos serão empregados para reconstruir a infraestrutura. A produção dos 17 campos, entretanto, dependerá da recuperação de oleodutos, terminais, refinarias, sistemas elétricos e instalações abandonadas ou operando com capacidade reduzida.
Grande parte das reservas do Orinoco é formada por petróleo extrapesado, cuja extração, transporte e processamento exigem investimentos elevados e fornecimento estável de diluentes. Especialistas ouvidos pela Reuters estimam que o desenvolvimento integral das áreas poderá ultrapassar os 25 anos previstos pelo plano bilateral.
A ausência de licitação e o sigilo das negociações também aumentaram as dúvidas sobre a segurança jurídica dos contratos. Juristas venezuelanos alertam que futuros governos ou tribunais poderão questionar concessões assinadas por uma administração interina cuja legitimidade é contestada por setores da oposição. A falta de transparência pode afastar parte dos investidores, produzindo o efeito oposto ao pretendido por Washington.
O “modelo venezuelano” aplicado ao Irã
A atual relação entre Caracas e Washington surgiu depois da captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas, em janeiro de 2026. Em vez de desmontar todo o regime, Trump manteve parte da estrutura chavista e passou a trabalhar com Delcy Rodríguez, que havia sido vice-presidente e ministra do Petróleo de Maduro.
O método foi descrito pelo Wall Street Journal como uma política de “decapitar e delegar”: remover o dirigente principal por meio de uma operação militar rápida, evitar uma ocupação prolongada e entregar a administração a integrantes mais pragmáticos do próprio sistema.
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel aplicaram parte dessa estratégia contra o Irã. Ataques coordenados atingiram a cúpula política e militar iraniana e mataram o líder supremo Ali Khamenei. Trump pediu então que a população derrubasse a República Islâmica, na expectativa de provocar o colapso do regime ou abrir espaço para autoridades dispostas a negociar.
A estrutura estatal iraniana, contudo, não desmoronou. A Guarda Revolucionária e outras instituições reorganizaram a cadeia de comando, enquanto uma nova liderança manteve a política de resistência. O modelo analisado pelo Wall Street Journal mostrou os limites de remover dirigentes sem controlar o processo político subsequente.
A memória do golpe de 1953

Para Daoud, a comparação mais relevante não está apenas entre as operações de 2026, mas entre o acordo venezuelano e a intervenção anglo-americana no Irã em 1953.
Dois anos antes, o primeiro-ministro Mohammad Mosaddegh havia nacionalizado a indústria petrolífera iraniana, até então dominada pela Anglo-Iranian Oil Company, antecessora da BP. A decisão contava com amplo apoio popular, mas provocou um bloqueio econômico britânico e uma crise com as potências ocidentais.
Em agosto de 1953, a CIA e o serviço de inteligência britânico MI6 apoiaram a Operação Ajax, que derrubou Mosaddegh e fortaleceu o poder do xá Mohammad Reza Pahlavi. Documentos desclassificados confirmam a participação dos dois países, e a própria CIA posteriormente reconheceu o caráter antidemocrático da intervenção. O episódio permanece como uma das principais fontes da desconfiança iraniana em relação aos Estados Unidos.
No ano seguinte, um consórcio internacional assumiu a produção, o refino e a comercialização do petróleo iraniano. A Anglo-Iranian Oil Company ficou com 40% da operação; cinco companhias norte-americanas dividiram outros 40%; a Royal Dutch Shell recebeu 14%; e a francesa Compagnie Française des Pétroles, 6%. A composição consta dos documentos históricos do Departamento de Estado.
Embora o Irã tenha formalmente preservado a propriedade de suas reservas e aumentado suas receitas, o acordo foi visto por muitos iranianos como a restauração do controle estrangeiro sobre a principal riqueza nacional. O golpe ajudou a consolidar o regime autoritário do xá até a Revolução Islâmica de 1979.
O especialista Vali Nasr considera 1953 um evento traumático que moldou a visão política de várias gerações. Segundo ele, “os ecos de Mossadegh” podem ser identificados tanto no antiamericanismo de Ruhollah Khomeini quanto na doutrina de resistência desenvolvida posteriormente por Ali Khamenei.
Nacionalismo pode atravessar divisões políticas
A Venezuela possui uma relação igualmente simbólica com o petróleo. O país ajudou a fundar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo em 1960, ao lado de Irã, Iraque, Kuwait e Arábia Saudita. O controle nacional dos hidrocarbonetos tornou-se parte central do discurso político venezuelano muito antes da chegada de Hugo Chávez ao poder.
Caracas está agora considerando abandonar a OPEP, possibilidade discutida com representantes norte-americanos. Trump afirmou que a decisão cabe ao governo venezuelano, mas uma eventual saída seria uma vitória política para Washington e reduziria as restrições internacionais sobre a expansão da produção. Até o momento, nenhuma decisão definitiva foi anunciada. A hipótese foi confirmada publicamente após reportagens sobre as negociações.
A reação ao acordo já ultrapassa a divisão tradicional entre chavismo e oposição. María Corina Machado e outros adversários de Maduro questionaram a legitimidade do governo interino para comprometer uma parcela tão grande das reservas nacionais, enquanto grupos ligados ao antigo regime organizaram manifestações contra a presença norte-americana.
A viabilidade econômica dos projetos dependerá, portanto, de mais do que capital, tecnologia e preços internacionais. Sem eleições reconhecidas, instituições independentes e uma distribuição de receitas percebida como legítima, as concessões poderão tornar-se vulneráveis a revisões contratuais e nacionalizações futuras. Nesse cenário, o petróleo fornecido a preço de custo aos Estados Unidos deixaria de ser apenas uma operação comercial e passaria a funcionar como símbolo político de submissão externa.■
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Autoritarismo doméstico travestido de democracia, amparado por uma engrenagem burocrática de feição autocrática, que instrumentaliza e avilta o ordenamento jurídico, constrange dissidentes e submete as instituições à lógica do arbítrio — inclusive para articular-se internacionalmente, em manifesta conivência, na defesa de interesses e privilégios de seus aliados estratégicos.
Do outro lado da fronteira, a situação está mesmo de causar espanto.
A nível organizacional, a necessidade de renovação processual apresenta tendências no sentido de aprovar a manutenção das condições financeiras e administrativas exigidas.
A certificação de metodologias que os auxiliam a lidar com a necessidade de renovação processual representa uma abertura para a melhoria do fluxo de protocolos internacionais. O empenho em analisar o aumento do diálogo entre os diferentes setores produtivos e o governo Venezuelano, agrega valor ao estabelecimento dos paradigmas corporativos.
Viu? Eu também sei usar o gerador de lero-lero.
Me perdi bonito aí… hehehe
Jugger lerolero.com
Seja feliz em qualquer reunião de trabalho que tiver.
Já sabíamos, Rolando Lero, a personificação do enganador.Na bíblia tem uma passagem interessante – Jacó e Daniel.
Além de gerar ressentimento dos venezuelanos contra os EUA, dependendo do preço do petróleo, sua exploração pode se tornar uma “furada”…
O vídeo abaixo explica bem sobre a viabilidade e inviabilidade econômica do petróleo venezuelano:
Por que o petróleo da Venezuela pode ser uma furada para os EUA?
O povo venezuelano está dividido sobre essa questão. Se o EUA souber administrar, vão ganhar o coração do povo venezuelano e ainda pagar a divida que eles tem com o Tio Sam numa tacada só.
What????
Não está cedo para essas coisas assim, tão pesadas????
Não tá muito diferente daqui não, o único que muda aqui é que o problema da autocracia e autoritarismo é 100% doméstico, sem pretensões internacionais
Pronto, está juridicamente justificado o assalto ao petróleo venezuelano.
Isso no Irã foi absurdo, traidores se venderam por micharia, derrubando o regime, matando pessoas chaves para a soberania Iraniana.
Por sorte os traidores daqui são tão baixa cognição que não conseguem armar um plano com mais de dois passos de estratégia.
” tomando peia do Irã?”
Ai meu deus…
‘Sinais de bons e novos tempos”
–
Nada como um barbudinho fungando no cangote , né?
Gosto é gosto!
rsss
Calma patriota de taubaté
Mas os ruins são a China e a Rússia. Não tenho lado, mas sejamos francos.
Como e disse um amigo meu semana passada “o ocidente é o cemitério da imprensa”. Todos os grandes canais ocidentais passaram pano para o ocorrido. Fosse as malvadas China e Rússia que tivessem feito o que os USA fizeram a histeria estaria grande na imprensa ocidental.
Já aqui no Brasil, tem uma turma boa aplaudindo o ocorrido. Os patriotas Tarcínico MAGA, EnfiZema, Caiado e Flavinho Vorcaro.
Empresa de Petróleo nenhuma investe para perder (exceto Petrobrás durante o governo atual e PDVSA durante Chávez e Maduro). E não tem como perder tendo comprador garantido. Vão lucrar MUITO dinheiro. Não estou vendo hesitação nenhuma por aqui. Muito pelo contrário. Todas as empresas selecionadas que tem escritórios na América do Sul estão se mexendo. E muito.
Esse pessoal vai lucrar centenas de bilhões às custas da inaptidão do Maduro.
Nos resta torcer pelo povo da Venezuela. Ruim sob Trump? Talvez. Mas certamente pior sob Maduro.
Vão sim
Confia.
Em tempo.
Gosto muito quando são publicadas reportagens em grandes meios de comunicação desmentindo sandices escritas por leigos.
Ainda mais no mesmo dia.
Valor Econômico – 04/09/2026
Veículos elétricos e híbridos afetam demanda por combustíveis
Como eu disse, Venezuela, Arábia Saudita, Kwait, EAU e outros vão morrer centenas de biçhões de barris de petróleo sob seus túmulos.
Só se salvarão Rússia e talvez o Irã que venderão parte do seu produto para a gigantesca indústria petrquímica chinesa, que está dominando o Mundo.
Hahahahahahah
Você é hilário!
Na verdade, tenho de fazer uma correção.
Ontem, escrevi que a China já estava economizando perto de 2 milhões de barris/dia com a eletrificação da frota.
O certo é que o Mundo está economizando isso.
Mas como esse relatório é de 2025 e a China está acelerando muito a substituição de petróleo, muito provavelmente ele chegue a essa economia no próximo ano.
Isso é mais do que o Governo americano quer aumentar na produção venezuelana.
Sindicombustíveis –
Veículos elétricos já tiram 1,7 milhão de barris de petróleo por dia do mundo
O relatório “Global EV Outlook 2026”, da Agência Internacional de Energia (IEA), mostra que a frota global de elétricos foi responsável por deixar de consumir cerca de 1,7 milhão de barris de petróleo por dia (mb/d) em 2025 — volume equivalente à demanda total de petróleo da Indonésia no mesmo ano.
Até 2035, os elétricos devem deslocar cerca de 9 mb/d de diesel e gasolina no cenário mais conservador (CPS), chegando a 10 mb/d no cenário de políticas já anunciadas (STEPS) — cerca de 1 mb/d a mais.
Ah é?
Show…
https://www.americanchemistry.com/chemistry-in-america-industry-innovation-impact/news-trends/press-release/2024/report-plastics-and-chemistry-products-improving-vehicle-safety-and-efficiency
Que coisa, não?
Porcentagens de utilização de petróleo por segmento:
Transporte~60% a 65% – Gasolina, óleo diesel e querosene de aviação para carros, caminhões, aviões e navios.
Química (Petroquímica Geral)~12% a 15% – Produção de nafta para fabricar fertilizantes, tintas, tecidos sintéticos, borrachas e solventes.
Plásticos~4% a 6% – Embora faça parte do setor petroquímico acima, o plástico isoladamente consome essa fatia da produção global.
Outros~15% a 20% ´- Geração de energia/eletricidade, aquecimento residencial, asfalto, lubrificantes industriais e maquinário pesado.
Apenas cerca de 5% (em média) são utilizados para a indústria de plásticos.
E são todos os tipos, não apenas da indústria automotiva
É uma fatia muito pequena.
Você que pensa. A tendência é continuar crescendo. Ao mesmo tempo em que a utilização de petróleo, como um todo, está em pleno crescimento, isso apesar da introdução massiva de veículos elétricos.
Então, mesmo com todos esses EV’s despejados no mercado, ainda se retira cada vez mais petróleo do que se retirava antes e a procura por mais petróleo está igualmente maior do que antes.
Só não vê quem não quer. Tipo você e tal.
Mas pode fazer uma pesquisinha chinfrin na sua IA predileta que a resposta será a mesma. A demanda vai continuar aumentando e com o tempo o valor agregado à seus derivados vai aumentar junto.
Eventualmente o Petróleo vai se tornar artigo raro e será substituído por algum tipo de eletrificação. Mas até lá já estaremos mortos e enterrados a muito tempo.
Ele nem coerencia, uma hora ele diz que estão roubando a Venezuela, outra hora ele diz que esse petroleo não vale nada, tem que decidir aí Lucas. kkkkkk
Como está tudo normal na Cleptocracia Corporativista do Bostil o jeito é falar de países alheios.
Mais uma da série ‘faça exatamente o que você acusa seus rivais de fazer”.
Eu sempre falei por aqui que o interesse do Império do Norte sempre foi Petróleo, nunca foi Democracia, Liberdade, Ditadura ou preocupação com o povo da Venezuela, sempre foi Petróleo.
Maduro estava dificultando o interesse do Império em colocar a mão no petróleo da Venezuela, por isso que ele foi sequestrado para limpar o caminho.
Titio do Norte é uma Ditadura com capa de Democracia.
Tentaram fazer a mesma coisa no Irã, mas falharam, o Irã é forte militarmente, além de ter apoio da Rússia e da China.
Como o interesse do Maduro também nunca foi democracia, liberdade ou preocupação com o povo da Venezuela eu considero que o povo vai estar melhor agora.
Do jeito que o Iraque e Líbia estão melhores? Acorda, Bosquinho.
Não! Com o Saddam era melhor.
https://www.youtube.com/watch?v=H7dF10OEKg8&t=16s
Com o Gaddafi também era melhor
https://www.youtube.com/watch?v=gMkcEATuZv8
Mas de acordo com você a Rússia tem o direito de fazer isso com a Ucrânia, com a diferença que a Rússia é a ditadura no caso.
Prefiro me fiar pela minha postura moral do que pela sua.
Pior do que um tirano cruel e sanguinário ser retirado por uma força externa é a comunidade de nações deixar rolar ad eternum uma situação cruel e sanguinária sob a égide de que a soberania de países é inviolável.
Como alguém já disse uma vez, “quem tem “fome” tem pressa” e não pode se dar ao luxo de esperar a intervenção divina.
Só os que se banqueteiam é que se dão a esse luxo e no processo vomitam virtudes esperando que o outro suporte a chibata no lombo.
Além desses que citou eu colocaria a China, a Rússia, Cuba, Coreia do Norte, Irã…
Não se contenha na sua ânsia de legalidade e justiça.
Bosco, em nenhum momento é direcionado apenas você. Meu direcionamento é a todos os foristas, então peço que não entenda como uma ataque a você especificamente. Só não encontrei outro lugar mais apropriado para expressar.
MINHA OPINIÃO PESSOAL ABAIXO
Incrível o grau que chegamos de subserviência.
Uns defendem um lado, outros defendem outro, e ambos não aceitam a oposição.
Ai eu pergunto…. Porque não escolher uma terceira via, e ai invés de escolher um dos lados ideológicos ou políticos, mas sim uma nova alternativa?
HAAA… mas essa alternativa não existe…. correto…. mas não existe justamente porque todos estão mais preocupados discutindo defender as ideologias, politicas e valores de outros, justificando os erros e apontando os defeitos do adversário, doque buscando uma nova solução.
– O meu é menos pior que o seu.
– É tudo igual, vamos escolher o menos pior.
É a isso que nos resumimos hoje? é a isso que nossas escolhas são resumidas hoje, a escolher o menos pior?
Por isso que somos subdesenvolvidos, somos explorados, somos menosprezados, somos subservientes, pois simplesmente não pensamos por nós mesmos, precisamos defender com unhas e dentes um lado, ao invés de buscar ser um novo lado.
Ele tava dificultando todo mundo, nem ele tava conseguindo colocar as mãos no Petroleo
É aquela história: os EUA terão fornecedor exclusivo e cativo de petróleo enquanto a oligarquia venezuelana terá renda garantida entrando no cofre.
Vai rolar muita grana e muito agrado para civis e militares e a corrupção vai ser o pão nosso de cada dia na Venezuela.
Querendo ou não, a médio e longo prazo estão criando outro Chaves ou até coisa pior…
Matéria escrita por Fátima Bezerra. É “gópi!” kkkkkkkkkk
Cabe apenas ao povo venezuelano reverter a situação, seja por manifestações populares ou pelo uso da força, e restaurar o controle do país sobre os recursos naturais.
A propósito, pouco se comentou da “transferência” – roubo, na verdade – das reservas de ouro venezuelanas ao controle dos EUA. Eles não vão parar no petróleo, embora ele seja o principal.