KNDS oferece CAPINT à França como ponte entre o Leclerc e o futuro MGCS
Conceito reúne chassi derivado do Leopard 2A8, torre não tripulada ASCALON e plataformas robóticas conectadas
A KNDS France voltou a promover o CAPINT como sua proposta para a próxima capacidade de combate blindado pesado do Exército francês. O projeto combina um chassi altamente protegido de origem alemã, uma torre remotamente controlada desenvolvida na França e veículos não tripulados que atuariam como “alas robóticas” do carro de combate principal.
Apresentado inicialmente na Eurosatory 2026, o CAPINT — sigla para Capacité Intermédiaire — foi concebido para preencher o intervalo entre a retirada dos atuais Leclerc XLR e a entrada em serviço do franco-alemão Main Ground Combat System (MGCS). Apesar da campanha da fabricante, o veículo ainda é uma proposta industrial e não teve uma encomenda anunciada pelo governo francês.
Chassi alemão e torre francesa
A plataforma central utiliza um chassi aperfeiçoado derivado do Leopard 2A8, produzido pela divisão alemã da KNDS. Equipado com motor diesel de 1.500 hp, o conjunto busca aproveitar uma arquitetura automotiva madura, reduzindo riscos e o tempo necessário para o desenvolvimento.
Os três tripulantes deverão permanecer reunidos na parte dianteira do chassi, dentro de uma célula de sobrevivência protegida por blindagens passiva, reativa e ativa. A ausência de militares no interior da torre pretende reduzir a exposição da tripulação em caso de perfuração ou detonação da munição. Segundo a Defense News, a KNDS descreve essa área como uma “cidadela extremamente protegida”.
A torre não tripulada recebe o sistema ASCALON, equipado inicialmente com um canhão de alma lisa de 120 mm e carregamento automático. A arquitetura foi projetada para permitir a adoção futura de armamentos de maior desempenho, incluindo uma variante de 140 mm.
Poder de fogo escalável
A escolha inicial do calibre de 120 mm preserva a compatibilidade com munições do padrão da OTAN e simplifica a logística. Ao mesmo tempo, a estrutura escalável do ASCALON permitiria elevar o poder de fogo caso o avanço das blindagens adversárias torne necessário um calibre maior.
Em janeiro de 2026, a KNDS realizou em Portugal uma campanha de disparos em movimento com uma torre demonstradora remotamente controlada. A empresa também testou separadamente o ASCALON de 140 mm. Essa configuração de maior calibre representa uma rota de evolução tecnológica e não o armamento definido para o pré-demonstrador atual, que utiliza o canhão de 120 mm. A fabricante apresenta o ASCALON como uma família de armas escalável.
Carro de combate comandará sistemas robóticos
O CAPINT foi planejado como o núcleo de um sistema multiplataforma, e não apenas como um carro de combate isolado. Sua arquitetura digital aberta deverá permitir a troca de informações com drones, sensores externos e um ou dois veículos robóticos acompanhantes.
Essas plataformas poderão executar reconhecimento, localizar alvos, transportar equipamentos ou atuar em áreas de maior risco. O conceito também contempla defesa contra drones, sensores com cobertura ampliada e capacidade de atacar objetivos além da linha de visada, refletindo lições dos conflitos recentes.
Solução para o atraso do MGCS
O MGCS deveria substituir os Leopard 2 alemães e os Leclerc franceses entre 2040 e 2045, mas autoridades de Paris afirmam que o programa acumula aproximadamente dez anos de atraso. Os Leclerc, por sua vez, deverão começar a deixar o serviço por volta de 2038, criando o risco de uma lacuna operacional. A situação levou a França a lançar estudos para uma capacidade intermediária.
A KNDS pretende apresentar um demonstrador à Direção-Geral de Armamento francesa em 2030, iniciar entregas de produção em 2035 e alcançar as primeiras unidades operacionais em 2037. O avanço dependerá da escolha do governo francês, da disponibilidade orçamentária e das decisões políticas sobre o futuro do MGCS.■

Se e bom, resistente e eficaz, eu não sei. Mas, é bonito pra caramba!!
Ele será o que o Armata russo prometeu e jamais conseguiu !
Já estava na hora de um conceito totalmente diferente para MBT, torre não tripulada, célula de sobrevivência e sistemas eletrônicos avançados de defesa e de controle de drones.
Sonho em ver essa obra prima por aqui!
Os protótipos do Armata concluíram os testes entre 2016 e 2021.
Em 2021 foi iniciada a produção em baixa escala
Em 2023 teve o batismo de fogo, unidades operacionais foram usadas no conflito
Em 2024 foi declarado a entrada em serviço
Porque não vemos Armatas aos milhares?
Porque os custos são quase o Dobro do T-90, também são muito mais complexos e demorados para produzir.
Devido ao atrito da guerra a Rússia decidiu priorizar a produção de T-90M bem mais baratos e mais rápidos para produzir e tb porque não querem perder um Armata no conflito gerando propaganda contra e entregando informações sigilosas das tecnologias.
Acabando o conflito é bem provável que a Rússia acelere a produção do Armata, mesmo sendo mais complexo e caro.
A França tem pouco mais de 200 Leclerc, provavelmente vão adquirir uns 200 CAPINT no máximo. O primeiro CAPINT está previsto para 2037, então até receber todos estaremos nos anos 40.
É muito provável que a Rússia já terá recebido centenas de Armatas até lá.
Pra quem não entende, isso daí da foto coloca qualquer tanque em operação atualmente no chinelo, a unica maneira de derrotar isso no campo de batalha é ter operadores ruins nele, sensores melhores, proteção blindada boa, canhão mais potente que um L55, mesmo sendo 120mm, tiro direto de 4km igual um Leopard comum, mas sem energia como nesse canhão, além de que as Munições HE dele poderão ser de até 8km, sem linha de visada.
140 mm? A coisa tá escalando para níveis muito poderosos! Nesse ritmo, teremos canhões de 6″ em MBTs muito em breve! Algo que pertencia a protótipos ou projetos considerados impraticáveis em escala industrial.
Olha. Os Franceses seguindo o conceito inaugurado pelos Russos. Vamos ver se este entra em produção, depois em combate e contra quem. O Armata está em produção e operação a 03 anos e creio que a ausência de notícias é pelo fato de que os Russos devem ter extremo cuidado com o seu “brinquedo” novo, escolhendo a dedo onde colocá-lo, afinal é conceito ainda e até doutrinariamente, devem estar estudando onde e como usá-lo em meio a guerra de alta intensidade. Aliás, já perceberam que desde a segunda grande guerra, não tínhamos tantos lançamentos de novos armamentos em meio a uma guerra de alta intensidade, atrito e gigantescas taxas de perdas? creio que o A10 estreou na guerra do golfo (meia boca); o F15 na mesma guerra (pelos EEUU); F16 mesma coisa e ambos estrearam com Israel em escaramuças com seus vizinhos. O Abrahams também debutou na mesma guerra, enfim. Essa é mais uma demonstração de como essa desnecessária guerra se torna a cada dia mais preocupante. Já é a segunda maior guerra em território Europeu, ficando atrás apenas da II GG e torçamos para não superá-la, pois provavelmente já superou a do Vietnam, (3 milhões de mortes) e com folga a do Iran Iraque e a do Afeganistão. O problema é que o bom senso permanece entrincheirado pelo orgulho Europeu das ex super potências e pela afirmada necessidade existencial da Rússia, que não pode aceitar a OTAN (armas nucleares táticas) a menos de 500 km de sua capital. Quem aceitaria?