SIATT entrega segundo lote do sistema anticarro MAX 1.2 AC ao Exército Brasileiro
Nova remessa foi recebida menos de quatro meses após o primeiro lote de produção e integra contrato que inclui unidades de tiro, simuladores e adaptações para viaturas leves
A SIATT entregou ao Exército Brasileiro, em 3 de setembro, o segundo lote de munições do sistema anticarro MAX 1.2 AC. O material foi recebido pelo Comando Logístico do Exército (COLOG) no Centro de Logística de Mísseis e Foguetes, instalado no Forte Santa Bárbara, em Formosa, Goiás.
A nova remessa chegou menos de quatro meses depois da entrega do primeiro lote de produção, realizada em 15 de maio no mesmo complexo militar. A quantidade de munições, unidades de tiro e equipamentos fornecidos não foi divulgada pela empresa nem pelo Exército.
De acordo com a SIATT, o fornecimento faz parte de um contrato mais amplo do Sistema MAX 1.2 AC. Além das munições, o acordo contempla unidades de tiro, simuladores e trabalhos de adaptação para o emprego do armamento em viaturas leves. O cronograma completo e o valor do contrato permanecem sob reserva.
Reforço da defesa anticarro
O MAX 1.2 AC é um míssil superfície-superfície guiado, desenvolvido para enfrentar carros de combate, outros veículos blindados, fortificações e alvos de elevado valor. O sistema pode ser operado por uma guarnição de infantaria ou integrado a plataformas terrestres.
O guiamento utiliza a tecnologia Laser Beam Rider, na qual o míssil acompanha um feixe laser mantido sobre a linha de visada do alvo pela unidade de tiro. Segundo dados apresentados pela SIATT, o alcance supera 3.000 metros, e o sistema pode receber equipamentos de visão térmica. A empresa também destaca sua resistência a contramedidas eletrônicas.
O desenvolvimento foi conduzido ao longo de vários anos pela indústria nacional em parceria com o Centro Tecnológico do Exército (CTEx). Em junho de 2024, o Departamento de Ciência e Tecnologia aprovou formalmente os resultados da campanha de avaliação, que incluiu o lançamento de 21 mísseis no Centro de Avaliações do Exército. Em setembro daquele ano, o Exército e a SIATT assinaram o acordo de licenciamento que autorizou a fabricação e a comercialização do sistema.
Produção em série
O primeiro lote foi fabricado na nova unidade industrial da SIATT em Caçapava, São Paulo. A instalação representa a passagem do programa de uma fase baseada em protótipos e lotes de avaliação para uma estrutura voltada à produção seriada de sistemas estratégicos. A primeira entrega ocorreu em maio de 2026.
O contrato também permitirá que o Exército forme operadores e equipes de manutenção com o uso de simuladores, reduzindo o consumo de munições reais durante o adestramento. As adaptações para viaturas deverão ampliar a mobilidade do sistema e sua utilização por unidades de infantaria e cavalaria.
Integração em novas plataformas
Em julho, o CTEx apresentou uma Viatura Blindada Multitarefa 4×4 Guaicurus equipada experimentalmente com o MAX 1.2 AC. Também foi exibido um veículo terrestre não tripulado com lançador duplo, demonstrando possibilidades futuras de emprego remoto do armamento. Essas configurações ainda representam trabalhos de integração e não tiveram encomendas operacionais anunciadas. Os protótipos foram apresentados durante evento do CTEx.
A entrega de dois lotes em menos de quatro meses indica o início de uma cadência regular de produção. As próximas etapas deverão envolver a distribuição às organizações militares, o treinamento das guarnições e a definição das viaturas que receberão o sistema anticarro brasileiro.■




Quem diria, esquecido a décadas, chamado de sucata, a persistência de engenharia brasileira vence e em parceria com Exército, coloca o produto em linha de produção e com desenvolvimento de novas versões.
Nunca foi esquecido.
Foi mantido em desenvolvimento, para aperfeiçoamento em guiagem, penetração.
Se dado como concluído, a rubrica para desenvolvimento seria perdida, e ficaria mais difícil de fazê-lo.
A rubrica de desenvolvimento deveria ter sido encerrada pela incompetência da fabricante original em faze-lo.
Não.
Foi mantida pra ter $$ de continuidade de desenvolvimento.
Até porque, a rubrica não compete ao fabricante…
Sim, o MD é que deveria ter encerrado isso.
E o que aconteceu com a tal arma antitanque Alac, que era pra entrar no lugar dos AT-4? Será que vai fazer companhia aos MAA-1 Piranha?
Essas pessoas iludidas aí que ficam defendendo nos comentários o desenvolvimento nacional, mas me digam: o que das Forças Armadas brasileiras deu certo ou teve continuidade? Exemplos que não faltam: míssil MAA-1A e B, A-Darter, MAR-1, Alac, IKL-209, Classe Niteroi, entre outros.
Mas sempre aparece um milico defendendo o tal do TOT, que depois não terá continuidade, mas sabemos que alguém sempre sai com um sorriso de orelha a orelha.
Vocês, militares, podem enganar os tr0ux@s desenvolvimentistas, mas a mim não enganam mais, não.
Deveriam receber apenas equipamentos usados e de origem estrangeira; pelo menos sobraria uma baita grana pro nosso povo brasileiro tão sofrido, que só presta pra pagar impostos e que merecia um pouco mais de compaixão.
Se tivessem dado continuidade ao míssil MAA-1 Piranha, já teríamos uma família com lançadores terrestre, naval e aéreo.
Olha que engraçado: os alemães estão embargando até composição de mangueiras que não são mais fabricadas e outros componentes da família Leopard, mas o que nossas forças armadas fazem em troca? Diz que vai comprar um segundo lote do navio alemão, mísseis Iris-T alemão.
Só digo uma coisa: o último apague a luz.
Sem esquecer a Kombi voadora Caracal, parece que acabou de sair da linha de montagem o último helicóptero “nacional”, que foi pago seu peso em ouro, o famoso TOT que todo mundo gosta, bem, agora que acabou, vão fazer o quê com a tecnologia comprada, cadê os helis 100% nacionais? NADA, como sempre, vão continuar comprando o Sikorsky S 70, e vida que segue, mais um conto do vigário…
sobre o Piranha eu vi uma noticia que dizia que a empresa Mac Jee comprou a propriedade o missil e irá fazer uma versão Anti aerea com alcance de até 40 KM.
https://www.youtube.com/watch?v=qtE4WI3hXvs
Diria que todos estes que vc citou deram certo, o que faltou foi continuidade no desenvolvimento e política de priorização em sua aquisição pelas FA.
https://youtu.be/g6_E1wetZ9c?is=BF1xL1OsZ1rqbC4P
Qual a vitória da engenharia brasileira?
Entregar algo anacrônico, claramente defasado do estado da arte atual, obsoleto?
Só pra dizer que tem e entregou?
Tosco ufanismo tupiniquim.
Tem nada ai, é somente a Mectron 2.0 entregando aquilo que a Mectron original alardeou e não entregou.
“anacrônico, claramente defasado do estado da arte atual”
Mas disponível, não há nada no mercado para ser entregue em tempo hábil.
Para essas situações que serve a indústria nacional, para nos fornecer coisas que não estão disponíveis.
Só lembrando, quando o EB assinou a compra em série do MAX seus Spike estavam (nem sei se já foram entregues na sua totalidade) seriamente atrasados pelos israelenses, no auge da crise dos últimos meses do Maduro.
Novos lotes de Spike estão fora de questão e os Javalin só Deus sabe quando serão entregues.
Se não fosse o MAX estaríamos chupando o dedo com meia dúzia de Spikes e AT4.
É como dizem: melhor ter algo mesmo que não seja ideal, do que não ter.
Não é anacrônico.
Impressionante, q exaltam um RPG… e ficam de mi mi mi com um míssel muito bom…
Puro recalque.
O RPG é concorrente do AT-4 e se existisse do Alac, não é míssil guiado.
Não tem nada de muito bom nesse míssil, é somente o que a inútil da BID conseguiu fazer.
É o tipo de armamento que o EB sempre dever ter disponível em boa quantidade, pois permite o emprego com pequenas unidades de combate, numa guerra assimétrica contra um adversário mais forte…
Este míssil poderia ter o mesmo sistema de espoleta inteligente do Bill 2 e do javelin ,que permite o míssil atingir a torre por cima..
Ravengar,
A espoleta que permite o míssil atingir a torre por cima existe mesmo no Bill 2, no TOW 2B e no NLAW.
Para o Max ter uma espoleta inteligente dessas, ele teria que ser armado com uma ogiva com uma carga “EFP” direcionada para baixo.
No Javelin é uma espoleta de impacto comum . O Javelin atinge o míssil por cima porque mergulha a partir de uma trajetória superior.
Posso estar enganado mas não creio que mísseis guiados por “rastreio de feixe de laser” (laser beam rider) possam operar no modo OTA (voo alto e ataque por cima).
Mísseis guiados por “laser beam rider” costumam voar numa trajetória espiral (ele fica procurando o centro do feixe laser) que dificulta ele passar exatamente por cima do alvo.
Até onde eu sei esse tipo de ogiva/espoleta só é empregado em mísseis guiados por SACLOS (TOW IIB e Bill) ou navegação inercial (NLAW). que têm trajetória mais estável.
O que pode melhorar na letalidade do MAX é ele ser dotado de uma ogiva dupla em tandem, mais eficiente contra blindagem reativa.
Esse é um dos desenvolvimentos q estão sendo feitos, da ogiva dupla em tandem.
O outro é da orientação dele.
Nossa, outros 40 anos sugando dinheiro público????
Nem pensar, pode parar já!!!!
Ótimo! Os tempos não estão para manter lerdeza.
Que o EB dê continuidade a esse projeto, investindo, comprando e mantendo interesse para que seja criada novas versões e formada uma linha de produção que dure muitos anos.
Pois é. Agora que algo já existe, a tarefa agora é fazer esse produto progredir, torná-lo mais moderno, mais tecnológico. O que não dá é para progredir algo que não existe.
Que legal! Finalmente chegamos nos anos 80!
Parabéns, só de ser nacional 🪖 🇧🇷, já é um grande avanço. Agora é continuar melhorando e evoluindo o projeto, que assim , quem sabe um dia, chegaremos a fabricar boa parte dos nossos materiais bélicos, e gerar desenvolvimento, conhecimento, e empregos de qualidade, no Brasil.
O importante o projeto é nosso e é fabricado localmente e adaptamos para as nossas necessidades!
O problema é que a ameaça evoluiu mais rápido que esse míssil.
Na cabeça de general se o míssil é nacional e é eficaz contra o tanque argentino está bom.
Ninguém quer saber se tem potencial de exportação.
O Míssil está obsoleto porque nasceu com quase 40 anos de atraso…e é muito caro para o que entrega.
Na prática é uma arma antimaterial. Os genuínos ATGM do EB são o Spike e o futuro Javelin.
Mas as novas versões já estão sendo desenvolvidas.
Ai, mais da mesma ladainha!!!!
Papo furado.
Estou enganado ou esse é o primeiro míssil (nacional) de produção em série entregue no Brasil ? Lembrando que ainda não houve entrega do Mansup e o Piranha e MAR-1 nunca passaram de protótipos.
Salve senhores camaradas do Fort e Trilogia!
Bravo Zulu!
Sgtº Moreno
Excelente!
Temos que ter a capacidade de produzir aos milhares armamentos mais rústicos assim, pois fazem a diferença na hora do ”vamo ver”. Estamos vendo isso na Ucrânia. A próxima versão do Max, com ogiva dupla em tandem e provável capacidade fire and forget, promete!
Esse míssil tem capacidade de superar as defesas ativas dos blindados modernos como por exemplo o Trophy e outros já existentaes ?
Essas defesas ativas estão longe de ser perfeitas , mas em tese, não.
Nem pensar, a não ser que o sistem de dfesa ativa já tiver sido muito gasto, não sei quantas interceptações pode fazer issitema de defesa ativa, se não tiver defesa ativa, dependendo de onde pegar pode tirar o CC de combate.
Parabéns, espero que a SIATT leve adiante o sistema Fire and Forget, agora que a AKAER é parte da EDGE eles terão acesso aos sistema IR que era usado no A-DARTER, além de as duas poderem dividir tecnologia, integrar produtos.
O sistema IR usado no A Darter, é de propriedade da Denel, da Africa do Sul.
Incrível aqueles que criticam. Comprem usado, dizem… Importem….
Quem fala isso, são verdadeiros traidores, aqueles que não entendem nada de politica internacional, ou são simplesmente agentes ideológicos agindo para causar desordem em nome de uma autoridade exterior.
O referido equipamento é o mais top de linha? Não.
O referido equipamento é o mais barato do mercado? Talvez não.
Mas é a base para o inicio de um desenvolvimento nacional, algo que abandonamos a muito tempo prol de comprar só coisas de prateleira.
O mesmo serve para o cenário regional no qual o estamos inseridos, então por hora é sim eficaz. Permite geração de empregos no Brasil. Permite inicio de uma cadeia de pesquisa e desenvolvimento, e mais importante que tudo, cria uma ruptura na cultura clientelista que nossa nação adquiriu, na qual somos somente subservientes a ideias e e potencias estrangeiras.
Quem defende apenas as compras de prateleira, não percebe que essa fonte, assim que as escaramuças começarem, e vão começar (é da natureza humana), essas fontes secam… e então ficaremos totalmente sem nada, indefesos.
Quem defende a questão da tecnologia, se esquece que nem sempre a mais novas e poderosas garantem o resultado. Quanto mais de ponta, mais cara e demorada sua reposição, além de mais fácil de se cortar sua cadeia de fornecimento e produção. Precisamos dos dois, tanto o mais básico, como o mais de ponta, assim cobrimos todas as lacunas. Mas para chegar na ponta, se começa com o básico.
Se aqueles que preferem somente criticar (e em nada ajudam a discutir e trazer pensamentos para melhorar), façam um favor aos verdadeiros patriotas. Peguem suas malas, se vão para onde quer que acreditem ser melhor, e sejam os capachos lá que vocês adoram lamber.
Quem critica acha que soberania é só um conceito abstrato, sem conexão com o dia a dia….
Até pouco tempo atrás, sempre defendia que tudo fosse feito aqui, mas, se vc pegar o histórico, não é nada animador. Se tivéssemos continuado o desenvolvimento do míssil Piranha, já poderíamos ter uma versão naval que poderia ser usada na classe Tamandaré e uma versão terrestre no Guarani, junto com o canhão antiaéreo. O que adianta ficar gastando em TOT se, após um tempo, é deixado de lado? Se fôssemos um país sério, já teríamos uma gama grande de armamentos. Vide o caso da Coreia do Sul. Após o TOT dos IKL-209 eles já estão desenvolvendo submarinos localmente e exportando.
Vc defende que tudo seja nacional, mas vc faz sua parte?
Compra celular Mult!@zer e PC Po$it!vo? Ou é igual a umas pessoas que defendem para os outros tudo nacional de baixa qualidade, mas usam iPhone de última geração.
É preciso desenvolver mais o MAX 1.2 AC.
Voar mais longe. Provocar mais dano. Ser lançado de drone terrestre. Ser lançado por outras plataformas, talvez até um drone aéreo, mudando as configurações do míssil.
O MAX tem muito futuro pela frente. Pode se tornar algo revolucionário como tem sido o Mansup.
Tem que investir. Tem que desenvolver.
Esquece amigo.
Não! Não vai acontecer!
Repito: Não vai acontecer!
Infelizmente!
Mais cedo ou mais tarde o governo colocará suas mãos…
E tudo estará perdido, como todos nossos outros projetos…
Vai cortar a verba, vai congelar o desenvolvimento, vai atender às pressões americanas!
Como sempre foi, é e será!
Não vai acontecer!
Esqueça!
Pergunta: Alguém tem ideia de quantos lançadores e quantos mísseis o EB adquiriu?
Pelo que eu li em comentários de outros sites confiáveis, não foram mais de 150 mísseis.
Nao é a melhor tecnologia mas funciona e bem. A Ucrânia abateu ate um helicoptero com seu modelo de mesmo tipo de guiagem.
É relativamente barato e é imprescindivel ter capacidade de produçao deste tipo de arma.