Exército Brasileiro recebe a 1ª unidade da versão nacional da VBMT Guaicurus, em Sete Lagoas-MG
Cerimônia é realizada nesta quarta-feira (9 de setembro), com presença de autoridades civis e militares
O Exército Brasileiro (EB) recebe, em solenidade marcada para esta quarta-feira (9), a primeira unidade da versão nacional da Viatura Blindada Multitarefa (VBMT) Guaicurus. A ação marca o início da incorporação de 420 viaturas adquiridas junto à companhia IDV, por meio de contrato firmado em 2024, no valor de R$ 1,4 bilhão. Com entregas previstas até 2033, a aquisição integra o Programa Forças Blindadas, iniciativa estratégica que prevê a incorporação de mais de 2.100 novos blindados de diferentes modelos à Força até 2040.
Versatilidade e Impacto na Base Industrial de Defesa
Atualmente, o Exército possui 32 blindados Guaicurus, frutos de um primeiro contrato com a IDV. A viatura Multitarefas destaca-se por preencher uma lacuna entre os jipes de transporte sem proteção balística e os grandes blindados (veículos movidos por lagartas ou eixos 6×6 e 8×8). Além de ter alta mobilidade tática, a viatura foi projetada para oferecer proteção contra explosões de minas terrestres, por meio de uma célula de sobrevivência que conta com assoalho em “v”.
O chassi também permite uma reconfiguração para adaptar o uso da VBMT em diferentes contextos, como a patrulha armada, guerra eletrônica e ambulância. A versatilidade foi potencializada no novo contrato com a IDV, uma vez que o acordo incluiu a nacionalização da linha de montagem – concluída este ano em Sete Lagoas, MG – e fabricação de componentes em território nacional.
Além da qualificação de mão de obra e geração de empregos, a medida diminui os custos de manutenção e proporciona maior integração com novos módulos de combate desenvolvidos pelo Exército Brasileiro, como a família de Rádios Mallet (fabricada pela IMBEL) e o sistema de armas automatizados com câmera termal, nos calibres.50 ou 7,62 mm. A fábrica de Sete Lagoas vai entregar outras 14 unidades da VBMT Guaicurus ainda este ano – totalizando 15 em 2026. As outras 405 unidades previstas em contrato serão entregues de forma contínua até 2033.
O nome Guaicurus
O nome da viatura é uma homenagem aos Mbayá-Guaicuru, etnia indígena conhecida pela habilidade no uso de cavalos no combate armado -sabiam lançar flechas enquanto galopavam -e que dominou a região do
Pantanal e do Chaco (atualmente nas divisas entre Mato Grosso do Sul, Paraguai e Bolívia). A aliança entre Guaicurus e Portugueses no século XVIII foi essencial para a manutenção do território brasileiro contra ameaças de colonizadores espanhóis. Posteriormente, os Guaicurus integraram voluntariamente as tropas brasileiras na Guerra da Tríplice Aliança.
Serviço:
Entrega da primeira unidade nacional da viatura Guaicurus ao Exército Brasileiro Data: 9 Setembro (quarta-feira)
- Horário: 13h30
- Local: Fábrica IDV em Sete Lagoas: Rodovia MG 238, Km 73,5 –Portaria IDV. Jardim Primavera II. Sete Lagoas – MG. CEP: 35703-106

Eu realmente gosto muito desse tipo de 4×4 blindado, acho muito útil e multifuncional, será possível adicionar mísseis Max nele ? Iria dar um up muito legal em unidades de reconhecimento, ainda mais se a equipe levar um drone.
Também gostaria de ver esse tipo de 4X4 aqui na PM, claro que adaptados ao serviço.
Já foi colocado e a integração está em desenvolvimento:
https://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2026/09/MAX-1.2-AC-Guaicurus.webp
Já tem
LMV policial

Eu espero que a IDV comece a disputar as licitações das Polícias estaduais, da PF e da PRF para fornecer o Lince.
Nas últimas décadas vimos a aquisição de viaturas de fundo de quintal, com provável corrupção dos envolvidos (Combat Armour Defense da PRF), veículos israelenses ou emiradenses adaptados de camionetes americanas (Plasan e Wolf da PMSP; Guardian da PMBA) e o candidato derrotado pelo Lince na licitação do EB (Sherpa da PF), dentre outros
Blindados policiais tem que ser da categoria do Maverick do RJ ou daqueles novos da PF, pois levam um “GC”, (um GPM) inteiro, 8 ou 10 agentes.
Um LMV deve custar uns 3 desses blindados e leva no máximo 5, contando o motorista. É inviável para todos os estados.
Esse LMV espanhol ta na mesma categoria dos Urutu das PM. Ninguém sabe pra que serve.
Um Maverick ou similar é o blindado mais adequado para as polícias do RJ. Motivo? Nenhuma força policial com efetivo inferior a 8 homens entra nas favelas do RJ.
Para outras PMs um LMV pode servir. Por exemplo, a ROTA da PMESP poderia utilizar tranquilamente uma LMV policial.
Não é só mandar dois ou três Linces em vez de um Maverick?
Pelo mesmo motivo que não é possível mandar 3 Esquilos para cumprir a missão de 1 Blackhawk.
Multiplica por 3 os custos, motoristas, manutenção, coordenação, risco de pane, acidentes etc.. Por exemplo,se um LMV se perder e enguiçar no interior do Complexo da Penha os 4 ou 5 policiais precisam de sorte, para sobreviverem. Com 9 ou 10 no interior do Maverick o risco é menor.
Depende da missão do BH, né?
Voltando aos blindados.
O único custo extra é dos motoristas. Mas motorista também atira.
Manutenção a gente não tem como saber o custo de cada.
Assim como tem mais chance de ter algum problema nos veículos, ter mais veículos é bom para que prestem auxílio entre si, inclusive providenciando imediato resgate.
Se um enguiça a tripulação do outro ajuda. Não vejo vantagem em estarem concentrados em um veículo. Aliás, vejo desvantagem, pois fica mais fácil para os bandidos atacarem um veículo em vez de três.
Por fim, se perder um Maverick ou Senator você perdeu 100% do seu veículo. Se perder um lince perde só 33% dos veículos .
LMV na ROTA, nem pensar!
Brasília pariu essa estrovenga, Brasília que cuide!
Isso, a ROTA continua de Trailblazer que está “ótimo”, já que o Wolf é usado apenas pelo GATE e pelo COE.
Por que não? Um veículo de passeio blindado, não segura tiro de .556. Acho que um da categoria do LMV seria bem útil para as PM do Brasil;
O Maverick custou US$ 1 milhão cada um em 2011 e pouco tempo depois já estava encostado por falta de peças.
O Lince BR custa cerca de US$ 500 mil em 2026.
Então, dá para comprar, pelo menos, dois Linces pelo preço de um Maverick, pois este deve ter aumentado ao longo de 15 anos.
Parece-me um negócio muito melhor mandar os policiais em dois veículos em vez de um (dois veículos para serem atacados e atacar em vez de apenas um).
Fora a parte que deve ser mais barato e fácil manutenir o Lince feito no Brasil e com centenas adquiridos do que o Maverick comprado às dezenas da África do Sul.
Cada Guaicurus custou R$ 3,3 milhões para o EB.
O governo do Paraná pagou R$ 2,8 milhões em cada Roshel Senator APC.
O Maverick não entra em todo lugar. Tanto que na operação de Jacarezinho, o bope usou as viaturas da PRF (que eram carros de passeios com blindagem) para conseguir chegar mais perto do objetivo com alguma proteção blindada. Em Rondônia comparam um 4×4 blindado para fazer o patrulhamento em zonas rurais. Campo para o uso do LMV tem, o tipo de policiamento e terreno encontrado no RJ é um entre dezenas de outros que existem no Brasil.
Qual será a capacidade de sobrevivência antidrone dele?
Tudo leva a crer que a proteção antidrone será coletiva para uma coluna blindada. Há vários sistemas antidrone sendo utilizados e/ ou testados pelo EB. Há os sistemas da IACIT e Atech, que focam em detecção e neutralização por jamming de drones classes 0 e 1. Há o sistema da ARES que detecta com diversos sensores, e destrói o drone por meio cinético, através de uma torre autônoma, com 2 metralhadoras pesadas .50 operando simultaneamente , que podem equipar viaturas Guarani ou Guaicurus. Há também o sistema que utiliza as plataformas Guarani para detectar e destruir drones através do sistema RBS 70 NG da SAAB, e/ ou canhao de 30mm da torre ARES UT 30 BR2, com munição de fragmentação programada. Houve testes bem sucedidos de detecção de drones classe 0 e1 através dos radares sentir M20 e Saber M200 vigilante. Todas estas opções são de defesa coletiva, e operam em rede de radares fixos ou móveis sobre viaturas, dependendo de links de dados, e protegem um determinado perímetro, e os blindados contidos nele.
Mas, aparentemente a melhor opção é utilizar UGVs de batalha / anti drone na linha de frente, principalmente em função da utilização de drones FPV com comando por fibra ótica em ataques contra infantaria . As colunas blindadas tripuladas, quer de ataque ou transporte, seguiriam na retaguarda, diminuindo ao máximo a exposição dos soldados de infantaria à ataques desses drones. O EB está testando o UGV ambipar robotics como plataforma de ataque contra blindados ( portando lançadores do míssil max 1.2 ac ), e torres remax da ARES com comando remoto nesses UGVs .
Seria interessante verificar no futuro, como se proteger de um ataque de drones em enxame, como o proposto pela Xmobots utilizando o Nauru 100D como ISR e UCAV em ataques coordenados por IA. 3 drones Nauru 100D ISR guiando 27 Naurus 100 D UCAVs partindo de um container de 20 pés. Alcance de 180 a 300km, e 6 mil pés de altitude. Cada Nauru 100 D UCAV porta um artefato explosivo anti carro, carga oca, que lança com uma precisão de 1.4 m do alvo.
A Ucrânia já adotou esse modelo. O emprego massivo de UGV na zona de morte. Numa linha de frente infestada de drones e minas não existe outra opção. Penso que o desenvolvimento de meios robóticos deveria ser uma das prioridades do EB.
Expor jovens soldados de 18, 19, 20 anos na linha de frente de infantaria, tendo que enfrentar enxames de drones FPVs é desumano. É massacre na certa, mesmo que estejam em blindados de transporte, reconhecimento ou ataque.
Por outro lado, imagine um ataque de drones do tipo Nauru 100D UCAV . Cada um deles leva municação explosiva de carga oca anti carro, lançados com precisão de 1m sobre os alvos. Cada conteiner leva 30 Naurus. 10 conteiners ,300 drones. Podem ter alcance de 180 a 300 km. A linha de frente formada por UGVs deve ficar até 300km da retaguarda dos blindados tripulados para assegurar que não seriam atingidos. É muita coisa. Os Naurus guia possuem sensores térmicos e são comandados por IA. Iriam identificar os UGVs e não os atacariam. Esperariam a retaguarda estar à distancia de ataque e aí liberariam as munições anti carro para atingi- los. É onde estariam os operadores humanos dos UGVs.
Roberto Caiafa à cerca de 2 anos havia dito que o esquema de ataque em enxame dos Naurus 100 D ISR / UCAV, era o sistema de ataque contra infantaria mais mortal concebido que ele já havia visto. Combina drone aéreo furtivo + IA + sensores avançados em enxame.
Zero a esquerda.
O que ele tem de ruim, Maurício?
Quero um para rodar como uber aqui no Rio.
Infelizmente não transpoe barricadas, talvez algo maior com um Dozer Blade seja mais adequado para levar seu passageiro ao local de destino…rs
Com base no motor que ele utilizada (FPT F1 – 3.0 sobrealimentado com turbo e intercoller) e o peso dele 6.5 toneladas, acredito que não deva fazer mais que 3 ou 4 km/l.
Isso no bem bom de um campo aberto.
Imagina no transito de grandes cidades como RJ ou SP, rs.
Mas não nego que também ficaria feliz com um destes na garagem.
Principalmente porque esse motor já equipa diversos utilitários e caminhões leves vendidos pela IVECO no Brasil. Acredito que deve até compartilhar peças com alguns motores de utilitários vendidos pela FIAT aqui também.
O jeito é botar kit gás, então! Hehehehehe
Qual é o nível de blindagem Stanag dos Linces?
Proteção balística STANAG Nível 2 e proteção antiminas STANAG Nível 2a.
Obrigado!
O EB já divulgou quais OM e q quantidade de LMV a ser distribuído.
Pelotões de Exploradores dos BIB, RCC e BIMec.
Grupos de exploradores dos Pel CMec.
Segundo divulgado a 1ª Companhia Anticarro Mecanizada também receberá, espero que criem novas companhias como essa inclusive.
Notícia maravilhosa. Show de bola.
Será que a IDV não seria capaz de criar uma viatura com sistema anticarro ,ao invés de adquirir a plataformaGM Defender ISV que é baseado na Chevrolet Colorado (versão da Chevrolet S10 vendida nos EUA)?
Se os fuzileiros querem um carro rápido, leve e ágil para se evadir, porque não uma versão aperfeiçoada do Marruá?!
https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcS5LbrCcoqyclFa4TNwOHnZo2y7nGwLm9fuweqcgELJBiHMl-EqcTQ3gjy6&s=10
O Polaris MRZR-D4 é mais adequado para o CFN uma vez que cabe no interior do CLANF.
interessante essa solução
Melhor um VLEGA Chivunk adaptado, melhor do que ficar comprando de fora
Apareceu num desfile de 2025 um Vlega Chivunk equipado com lançador do Max 1.2 AC . A primeira vez que apareceu esta combinação foi em 2023 numa feira de defesa, e o Max nem se chamava max ainda . Era a designação antiga MSS 1.2 AC.
Sempre se disse que o Chivunk seria utilizado pelo batalhão paraquedista do EB de intervenção rápida. Tanto que o KC390 pode transportar até 7 unidades empilhadas e lança- las de paraquedas, ou transportado suspenso pelos Helis Jaguar do EB.
Como o BR não participa de intervenções militares fora de seu território, nunca foi testado na prática.
Também penso nisso!
Se querem um veículo importado devido a sua alta mobilidade e agilidade, até um Marrúa aperfeiçoado poderia ser candidato…
Esse último é um Ford Ranger.
Muito show!
O CLANF, ele sai de embarcações como NDM Bahia (G40) não é?
É sobre isso que eu penso RDX, para que gastar grana que quase não temos em certos veículos de valor elevado, se poderíamos “gastar” na aquisição de uma plataforma de valor razoável?!
No Exército britânico há uma disputa por uma nova geração de veículos militares off-road.
A iniciativa foi apresentada no contexto do futuro programa Light Mobility Vehicle, lançado pelo Ministério da Defesa do Reino Unido para substituir o veterano utilitário Land Rover após cerca de 70 anos de serviço..
Entre os concorrentes estão as plataformas Land Cruiser e Hilux
Outro concorrente é o Veículo Tático Leve (LTV) da Rheinmetall , construído sobre a plataforma do Mercedes-Benz Classe G (G-464),é um dos principais candidatos para atender às novas necessidades de mobilidade leve e reconhecimento do Exército Britânico.
Os Royal Marines ingleses usam o Polaris MRZR-D4.
O MRZR-D4 será usado como um veículo ágil e veloz, projetado para que equipes menores se desloquem pelo campo de batalha… Ele não possui blindagem, portanto, seu foco é mais em manobras e agilidade do que em sistemas de armas.
“Os rapazes estão adorando. É algo novo e a capacidade é melhor do que a que costumamos ter. Os rapazes estão agora em campo, compreendendo as limitações e a capacidade em condições árduas e exigentes.”
Os MRZRs não possuem a blindagem e a capacidade de carga dos veículos todo-o-terreno Viking sobre lagartas – os principais veículos de transporte de tropas e morteiros do Grupo de Apoio Blindado dos Royal Marines – mas seu propósito é chegar às posições inimigas mais rapidamente e sair também mais depressa.
Ele pode ser usado para ataques e retiradas rápidas, mas também para reabastecimento logístico e evacuação de feridos, e outra vantagem é que ele pode ser transportado em helicópteros Chinook, o que significa que os fuzileiros navais podem ser deixados rapidamente em sua posição com o MRZR.
Já o Exército Francês começou a usar novos veículos táticos leves Arquus Pégase,que está sendo introduzido como parte de um esforço mais amplo para expandir a flexibilidade operacional das unidades dedicadas das Forças Armadas para missões não convencionais.
O Pégase é uma plataforma compacta e leve, projetada para reconhecimento, apoio de fogo e transporte tático.
Polaris MRZR4 do exercito argentino.
Os argentinos usam,mas nossos garbosos militares não…
Certamente não deve estar a altura de nosso exército.
Qual a finalidade dele no Exército argentino?
Reconhecimento e deslocamento rápido de paraquedistas e comandos.
E então! Se o negócio é um veículo que possa ser rápido, discreto e possa também levar uma arma anticarro, para que inventar moda?!
A Ucrânia usa buggy com míssil antitanque para caçar tanques russos
Os militares da 72ª Brigada Mecanizada do exército ucraniano usam um veículo blindado de fabricação local armado com o sistema de armas portátil de mísseis guiados antitanque Corsar (ATGM).
Qual o demérito do Brasil usar algo similar?!
Preferem gastar grana que não tem para aparecer bem na foto! essa é a verdade…
Qual a diferença desse Buggy Ucraniano para isso aqui?!
Isso quer dizer que ucranianos estão errados em usar ATVs?
Os indianos, americanos?
Sinceramente, para que reinventar a roda e adquirir perfumaria cara?!
O exército indiano está tirando notas da guerra na Ucrânia sobre o uso de ATVs armados com ATGMs e usando o mesmo conceito nas regiões montanhosas de fronteira com o Paquistão e a China.
O Exército está usando o ATV Polaris RZR Pro 44 para reforçar a prontidão de seus homens.
Eles planejam comprar 300 veículos todo-terreno para uso em grandes altitudes.
Eles estão usando até Jipe Mahindra!
Mas no Brasil não podemos usar ATVs,Chivunk ou Marruá?!
Certamente alguém no nosso glorioso exército deve ganhar um bonus caso emplaque alguns desses belos carros como as viaturas leves da GM Defense
Sinceramente, os jipes nacionais são quase sempre automóveis civis pintados de verde, acho que tinhamos que mudar essa mentalidade e comprar veículos realmente feitos PRA GUERRA, testados em combate, chega de veículos de passeio adaptados, na minha opinião não tem melhor que os Oshkosh, e não adianta comprar meia dúzia, tem que equipar vários regimentos, a Oshkosh tem linha pra tudo.
Mas se for um veículo focado em agilidade, um veículo que irá fazer reconhecimento no campo de Batalha, avançar à frente das forças principais para colher dados e informações sobre as posições, movimentos e força do inimigo, e depois se evadir rapidamente, então acho desnecessário adquirir um meio de valor elevado.
Então nada que um utilitário blindado não possa servir…
Acho que temos que descer do salto e pararmos de achar que somos um país com bolso similar a de tradicionais potencias militares e usar nossos parcos recursos financeiros com responsabilidade e racionalidade.
Parar de comer filé de merluza e ficar tentando arrotar um prato de salmão com crosta de ervas e risoto de limão-siciliano…
Acho que devemos adquirir os meios que podemos ter no momento e não os que achamos que deveríamos ou mereceríamos ter.
Tenho o pensamento de qualquer um aqui, acho que o Brasil deveria ter helicópteros de ataque puro sangue ao invés de militarizados, MBTs ao invés de MMBTs, mas a realidade é cruel e temos que usar o que temos a disposição.
Dependendo da finalidade militar, o Oshkosh pode ser adequado ou não…
O JLTV é tão discreto quanto um elefante em uma loja de cristais.
Muito gigante para servir de veículo de reconhecimento, melhor usar um IDV Lynx.
Sei que o tema da matéria não é esse, mas vejo países tidos como potências militares, que apesar do orçamento robusto, usam de soluções práticas e economicamente viáveis para equipar suas organizações militares.
Os franceses apresentaram na feira de defesa Eurosatory 2018, em Paris, pela empresa francesa ARQUUS, antes conhecida como Renault Trucks Defence, um veículo baseado no Ford Everest, derivado do Ford Ranger, originalmente projetado na Austrália e produzido na Tailândia, o TRIGGER é um modelo irmão do ARQUUS TRAPPER, que foi encomendado em grande quantidade pelas Forças Armadas Francesas como VT4.
Um utilitário que poderia ser usado como plataforma antidrone e de reconhecimento.
Ou adquirir outros utilitários como o Polaris Dagor, usado no exército australiano.
Enquanto um GM Defender ISV custa entre US$ 177.000 e até US$ 617.000 dependendo da variante, o preço unitário de um Polaris DAGOR é de aproximadamente US$ 149.000 a US$ 150.000, dependendo da variante e pacote adquirido.
Gastamos recursos que poderiam ser mais bem usados na aquisição de meios que podem ser tão úteis quanto os de elevado valor.
Poderíamos ter um bom gerenciamento de recursos ao invés de criar gastos adquirindo plataformas militares com o nosso parco orçamento militar.
Salientando que a Polaris possui uma subsidiária nacional com sede em São Paulo,a Polaris Brasil.
Poderíamos adquirir veículos em regime CKD.
O LMV e as Vtr q postou não pertencem ao mesmo tipo de tropa.
joão,mas você não acha que há outras opções que poderiam ser avaliadas ao invés de pensar em uma plataforma GM Defender ISV para nosso CFN?
Eu não ponho em dúvida as qualidades da plataforma em questão, mas todos nós aqui, que gostamos do tema defesa, sabemos muito bem que com o orçamento destinado as forças armadas, que não é o suficiente e não é o ideal, deveríamos usá-lo de maneira racional.
Aí pode até aparecer pessoas defendendo a aquisição dizendo:
“Ah Adriano,mas o Corpo de Fuzileiros Navais tem um efetivo bem menor, possui apenas cerca de 16.000 a 18.000 militares na ativa se comparado com o Exército Brasileiro, então dá margem e liberdade financeira para a organização investir na aquisição de veículos singulares“.
Como ocorreu há algum tempo atrás, quando adquiriram Mercedes-Benz Unimog e os Oshkosh JLTV (Joint Light Tactical Vehicle).
Mas acho eu que estamos indo na contramão de outros países, que investem em plataformas menos complexas.
De acordo com os requisitos táticos e doutrinários do corpo de Fuzileiros Navais (CFN),tal aquisição poderia permitir que forças leves atuem de forma eficaz e projetem poder em terra.
O foco inclui engajamento e desengajamento rápidos, operações distribuídas, observação remota de longo alcance por meio de drones e enlaces de dados táticos para coordenação em tempo real de missões anticarro.
A abordagem visa neutralizar meios blindados tanto em operações anfíbias quanto terrestres.
Tal viatura se adquirida,será usada em emboscada, o operador detecta um alvo hostil, vai para um ponto onde ele pode atirar, o alvo aparece ele atira e vai embora.
É fazer oque tem de fazer e picar a mula…
Para que gastar recursos em tal veículo, se poderia adquirir outras opções, como plataforma Toyota ou Ford com preparação para servir como picape militar, ganhando blindagem, sistema elétrico mais robusto e até suporte para montar metralhadora ou ATGM na caçamba?!
Eu nunca fui crítico de soluções militarizadas,grandes países com forças militares,orçamento e tecnológicamente superiores a nós,usam veículos militarizados e isso não é demérito algum..
off-topic:Brasil termina em último no Fuerzas Comando 2026 e fica atrás de Jamaica, Belize e Costa Ricahttps://www.sociedademilitar.com.br/2026/09/fuerzas-comando-2026-brasil-mgs.html
Pois é, falar até papagaio fala, muita gente escreve dizendo que o Brasil é o melhor do mundo nisso…é o melhor do mundo naquilo…ninguém vence o Brasil…mas a verdadeira força se mostra nas competições internacionais, são os torneios e simulados mundiais, não adianta falar que aqui temos os melhores combatentes, se a realidade é outra. A gente nem sabe marchar direito no 7 de setembro, que dirá o resto…
O Br foi campeão dessa competição várias vezes. É estranho que tenha ficado em último lugar na jornada de 2026. Aconteceu algo que não sabemos.
As forças especiais do BR, quer do EB, MB e FAB são bem treinadas. O Para SAR da FAB é a única força especial do hemisfério sul , qualificada para saltos de paraquedas em alta altitude ( acima de 10 mil metros), considerada estratégica.
Os Grumecs são consideradas as melhores forças de mergulhadores de combate das Américas depois dos Seals.
As forças especiais do EB, brigada paraquedista, brigada aerotransportada de ação rápida, e principalmente as forças especiais de selva, são consideradas as mais bem treinadas em ambiente de selva equatorial do mundo. As forças especiais dos EUA, França e Inglaterra treinam junto com os guerreiros de Selva do EB.
A escola de comando de combatentes da Amazônia é considerada modelo para este bioma, no mundo.
É preciso ser crítico, mas não ignorar a realidade.
Uma pena não termos um equipamento 100% nacional. Acredito que capacidade de desenvolvimento nós tenhamos.