PISA 2025: Brasil melhora em ciências, mas permanece distante da média da OCDE
O Brasil apresentou uma pequena melhora em ciências no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) 2025, mas continuou abaixo da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nas três áreas tradicionais do exame. Os resultados foram divulgados em 8 de setembro.
Os estudantes brasileiros obtiveram 409 pontos em ciências, 408 em leitura e 377 em matemática. Em uma ordenação simples das médias, o país ficou em 67º lugar entre 90 participantes com resultados publicados em ciências, 52º entre 89 em leitura e 71º entre 89 em matemática. O PISA, entretanto, não estabelece uma classificação geral combinando as três disciplinas, e diferenças pequenas entre países podem não ser estatisticamente significativas.
A avaliação reuniu mais de 760 mil estudantes de 15 anos em 91 países e economias. No Brasil, a amostra incluiu 30.140 alunos. O exame é coordenado internacionalmente pela OCDE e aplicado no país pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Ciências registra avanço
Ciências, área principal da edição de 2025, foi a única disciplina em que o Brasil apresentou melhora relevante. A nota subiu de 403 pontos em 2022 para 409 em 2025. Em leitura, o resultado passou de 410 para 408 pontos, enquanto matemática recuou de 379 para 377. As duas últimas variações foram consideradas estatisticamente estáveis.
Mesmo com o avanço, a pontuação brasileira em ciências permaneceu 73 pontos abaixo da média da OCDE, de 482. Em leitura, a diferença foi de 53 pontos em relação à média de 461; em matemática, chegou a 86 pontos diante dos 463 registrados pela organização. Os resultados por disciplina mostram que a matemática continua sendo o principal ponto crítico do país.
Apenas 48% dos estudantes brasileiros alcançaram pelo menos o nível 2 em ciências, considerado o patamar básico de proficiência. Na média da OCDE, essa proporção foi de 74%. Em leitura, 49% dos brasileiros atingiram o nível mínimo, contra 69% na organização. Em matemática, o percentual nacional caiu para apenas 28%, diante de 65% entre os integrantes da OCDE. Nos níveis mais elevados, somente cerca de 1% dos brasileiros se destacou em ciências e leitura, e praticamente nenhum em matemática.
Desigualdade influencia desempenho
O levantamento também evidenciou o peso das desigualdades sociais. Em ciências, a diferença entre os 25% de estudantes brasileiros em melhores condições socioeconômicas e os 25% menos favorecidos chegou a 96 pontos, acima da distância média de 85 pontos observada na OCDE.
Os estudantes brasileiros do grupo menos favorecido alcançaram média de 380 pontos, enquanto os do grupo superior chegaram a aproximadamente 476. Segundo os dados, a origem socioeconômica explicou 16% da variação no desempenho nacional em ciências, ante 12% na média da organização. O Brasil esteve entre os poucos participantes nos quais essa desigualdade aumentou desde 2022.
Queda global e novo teste digital
O desempenho fraco não ficou restrito ao Brasil. A OCDE informou que as médias internacionais de leitura, matemática e ciências atingiram os níveis mais baixos desde o início do PISA, em 2000. A queda mais expressiva ocorreu em leitura, associada pelo relatório à redução da leitura por prazer e ao aumento das distrações digitais. A organização ressalvou, porém, que dispositivos e inteligência artificial podem contribuir para a aprendizagem quando usados de maneira orientada e moderada.
O PISA 2025 também avaliou pela primeira vez a capacidade de resolver problemas com ferramentas computacionais. O Brasil obteve 406 pontos, diante da média de 500 da OCDE, aparecendo na 70ª posição na ordenação dos resultados publicados.
Os números indicam que a recuperação brasileira em ciências ainda não se transformou em avanço consistente do sistema educacional. O desafio para os próximos anos será combinar o reforço da aprendizagem básica — especialmente em matemática e leitura — com políticas capazes de reduzir as diferenças entre redes, escolas e grupos socioeconômicos.■



Ficar com a 19a. pior posição na avaliação de matemática, que é a base de diversas disciplinas e ramos profissionais. Principalmente da engenharia que é um dos pilares de desenvolvimento (principalmente tecnológico) de qualquer pais.
Bom, o que esperar quando o Estado administra o Ensino Publico tendo uma visão de que o serviço é assistencialista.
Seu gestores são tão miopes que, mesmo após décadas e décadas, ainda não conseguiram perceber que desenvolver academicamente, de forma bem sucedida, seus cidadãos, deveria ser uma Politica de Estado. E prioritária.
Conseguiram acabar ate com a qualidade do ensino superior, e não e por falta de recurso…pois gastando em media ate mais que a Coreia do Sul
Meu nobre, já acredito plenamente que nossas elites acham que as ciências não é para o Brasil.
O Brasil na verdade é um continente, nem todos os Estados tem o mesmo desempenho, na escola pública em que trabalho, apresenta um dos melhores desempenho da região, temos um programa de ciências com alunos premiados a nível distrital e nacional com bolsa e intercâmbios na Europa, no primeiro semestre, a escola recebeu uma delegação do Uzbequistão (aquele país que comprou dois KC-390), para conhecer esse projeto vitorioso, justamente indicado pela OCDE…
Entendo o seu ponto de vista.
Mas é preciso pensar no todo. De preferência criar até uma concorrência interna estadual.
O estado em que resido e possuo empresa (Paraná) também alcançou melhorias.
Neste mesmo exame apontado no artigo, ficou classificado como primeiro colocado em todas as áreas avaliadas.
É um ponto positivo.
Segundo um site da região, os motivos foram:
* Foco em tecnologias e pensamento computacional voltado para a programação: Inclusive tenho aqui na empresa 6 colaboradores que sairam recentemente do ensino publico médio já sabendo programação devido a inclusão de diversas disciplinas na grade curricular.
* Avaliação e monitoramento contínuo: Aumento de avaliação de alunos e professores, com cobrança intensificada por melhores indicadores de desempenho e metas.
* Modernização da infraestrutura escolar.Investimento em disciplinas para desenvolvimento de competências práticas (ex.: análise textual e raciocínios lógicos).
Os melhores índices de melhores, inclusive, foram alcançados pelas escolas civico militares.
Além de tudo isso, conseguiu reduzir a evasão escolar de 4% para 0,3%
O Governo do Estado também deu a contraparte profissional aos docentes (além da já conhecida estabilidade):
* Implementou o um plano de carreira profissional;
* Implementou políticas de premiações e bonificações por desempenho.
* Implementou formações especificas para capacitação em larga escala.
Mas como nem tudo são flores, diversos docentes, criticam as mudanças nos programas e modelos, acredite, pelo “excesso de pressão” e busca por metas.
Mesmo com todas as mudanças de metodologias, melhoria nos indicadores, dedicação maior dos pais e alunos e os recebimento de novos benefícios, alguns fazem pressão para retornar ao modelo anterior.
As críticas partiriam inicialmente do setor sindical.
E acabou sendo seguido por um setor do ensino público regional devido a motivos, acredite, políticos mas, principalmente, partidários.
A China que ficou em primeiro lugar também é um continente de tamanho, até maior que o Brasil.
O Estado trata a escola como se fosse creche ou depósito de criança não há incentivo nenhum para a excelência ou disciplina exceto alguns poucos centros de qualidade como os IFs mas isso é uma gota num balde.
O importante é lotar as Universidades!!!!
Em nome da inclusão querem transformar centros de ensino de excelência em espécies de CRAS.
Fruto da escolha de um desgoverno que quer uma população despreparada e consequentemente desprovida de argumentos para questionamentos… Lamentável!
Pelo seu comentário , se percebe o desastre,Porque mostra enorme desconhecimento da estrutura da educação, especialmente que os responsáveis, são basicamente municípios e estados.
BNCC é nada?
Financiamentos estudantis bilionários
Universidades Públicas …
Estados e municípios de pires na mão que dependem de financiamento da União sob condicionantes do MEC
Até as férias escolares de 2027 foram alterados pelo governo federal pra promover pauta feminista com a Copa do Mundo (Feminino)
Mas Abraham Weintraub foi até ameaçado fisicamente junto com a família por nada, o Governo Federal não impacta nada na educação, não afeta interesses.
O que tem a BNCC com o ensino básico, leia-se ALFABETIZAÇÃO em língua portuguesa e matemática, que não se consegue sim sair do atoleiro,e que começa com os municípios.
Municípios de pires na mão???? A verba pra educação e obrigatória é garantida em lei, e sem condicionamento! QUEM SERA SE TIVESSE.
pois assim as prefeituras poderiam ser minimamente coagidas para prestarem uma educação que preste.
Os estados então, fazem o que querem com o ensino médio, inclusive agora inventam dependência em seis disciplinas, um absurdo! Para camuflar o desastre.
Mas quem estabelece as diretrizes e o MEC que e responsabilidade do governo federal. logico que cada um tem sua culpa. Principalmente na carreira docente que não e valorizada (não estou falando de salario). Qual criança ou adolescente que vc conhece que sonha em ser Professor????
Meu caro as diretrizes da educação são “discutidas” pelo CNE, mas o problema não é nem o que deseja ensinar, que temais relevância nas séries do segundo segmento do fundamental e médio.
EA falta de qualidade da educação lá na base , séries iniciais, que não tem sido de qualidade desde sempre e ainda agora inventaram aprovação automática, mesmo camuflada.
Alunos analfabetos ou mal alfabetizados nas primeiras séries, não vou produzir nada nas séries seguintes e mesmo assim todos serão aprovados.
pronto..lá vem um passador de pano..já podemos tirar o executivo federal, já que não é responsável por nada…principalmente quando a coisa vai mal.
Não é passar pano gado e explicar o que vc não procura entender.
que vc é mais um que não tem educação já entendi.
No dia que os gestores publicos forem obrigado a colocar seus filhos na educação publica, talvez acha uma melhoria…Veja o exemplo do ultimo ministro da educação que seus dois filhos estudam na escola particular mais cara de Fortaleza.
Não só: Todo serviço público prestado a população deveria ter vedado o custeio de similar privado a qualquer servidor público.
Chega de bancar o Einstein/Sirio Libanes pra família de político, existe o SUS
Fim a custeio (integral e sem corte de ordenado) de membros do judiciário (e tantas outras esferas da adm. pública) para cursos de mestrado, doutorado e pós sem fim no exterior.
O país só falara a sério quando cortar qualquer destes “direitos” a TODOS, mas se nem a base do funcionalismo aceita esse debate imagine o topo
Enquanto prefeitos , vereadores, deputados estaduais e governadorea , responsáveis diretos pela educação básica , tratarem a educação apenas como fonte de “SUAS VERBAS” nada vai melhorar nesse segmento.
E principalmente quando o governo federal (MEC) criar diretrizes e investimentos que façam o ensino de fato ir pra frente, ser funcional. Estamos basicamente com os mesmos governantes (PT) há quase 20 anos e nada mudou, inclusive preferiram investir no ensino superior ao invés do básico, mesmo quando alertados para não faze-lo, mas fizeram mesmo assim pois o efeito (novos eleitores) seria imediato, enquanto a educação básica levaria uma geração toda para ter resultados
O título parece uma boa notícia, mas aí você se dispõe a ler e atesta a vergonha que é a educação do desgoverno de Bananil: “o país ficou em 67º lugar entre 90 participantes com resultados publicados em ciências, 52º entre 89 em leitura e 71º entre 89 em matemática”.
O Brasil piorou no ranking, “veja como isso é bom”
sensação de piora
Todos tem sua parcela de responsabilidade, desde municipios, passando pelos estados bem como o governo federal ….no conjunto da obra, a educação pública brasileira encontra-se em uma situação caótica e isto se deve também a sociedade brasileira que pouco se importa em mudar esta situação ….
Faz o L povinho
Título escrito por Miriam Leitão “veja como isso é bom”
Li nos comentários sobre as elites mas geralmente se esquecem que o país (como todo o ocidente) tem bilionários com consciência social que fundaram institutos sem fins lucrativos voltados a educação pensando no bem geral, os contratos com esfera pública são burocracias para ajudar o Estado a cumprir seu dever, e a influência decorrente é um colateral.
Lembro até de um candidato em sabatina anos atrás, sendo chamado de “Jaiminho” e defendendo o George Soros e sua Open Society…
-Obrigado bilionários
O importante é melhorar.
Digno de destaque a Polonia em 15 e principalmente a Estonia na 7 posição, países que eram exs república sovietíca e hoje tem nota melhor que Alemanhã
e os dois colocaram na constituição a proibição de qualquer tipo de propaganda comunista no pais
É sempre bom sermos parcimoniosos com as nossas conclusões sobre assuntos sobre os quais não temos um domínio razoável, ao menos.
Parcimoniosos em nossas conclusões e parcimoniosíssimos, humildes e prudentíssimos com os nossos julgamentos.