Roosevelt e Vargas em Natal (RN) - 28 de janeiro de 1943

O presidente Franklin D. Roosevelt brinca com o presidente Getúlio Vargas, do Brasil, enquanto ambos os chefes de Estado iniciam, a bordo de um jipe, uma visita de inspeção às forças do Exército, da Marinha e da Aeronáutica das duas repúblicas americanas, em janeiro de 1943. O comandante da Força do Atlântico Sul da Frota do Atlântico dos EUA, Jonas H. Ingram — agraciado com a Medalha de Honra —, está no banco traseiro, à direita. Fotografia do Office of War Information. - 28 de janeiro de 1943

Livro de Antonio Pedro Tota mostra como cinema, rádio, música, publicidade e cooperação econômica transformaram a relação do Brasil com os Estados Unidos nos anos 1940, sem eliminar a capacidade brasileira de resistência e recriação cultural

Em meados de 1942, os pilotos norte-americanos que operavam na recém-construída base de Parnamirim Field, no Rio Grande do Norte, passaram a levantar o polegar para avisar aos mecânicos brasileiros que os motores de seus aviões estavam funcionando corretamente. O gesto espalhou-se pelo Nordeste e, em pouco tempo, por todo o país.

Para Antonio Pedro Tota, o “positivo” tornou-se um pequeno símbolo da americanização do Brasil durante a Segunda Guerra Mundial. Publicado originalmente em 2000 como O imperialismo sedutor e lançado em inglês, em versão revista, sob o título The Seduction of Brazil, o livro demonstra que essa transformação não foi espontânea nem se limitou à chegada de novos produtos. Ela fez parte de uma ampla operação política, econômica e cultural conduzida pelos Estados Unidos.

Entre o modelo alemão e o sonho americano

Nas primeiras décadas do século XX, as elites brasileiras ainda buscavam suas referências culturais na Europa, sobretudo na França. Ao mesmo tempo, a industrialização norte-americana começava a projetar uma imagem diferente de modernidade: automóveis, eletrodomésticos, cinema, rádio, arranha-céus, produção em massa e consumo acessível às classes médias.

A influência crescente provocou resistência. Lamartine Babo ironizou os estrangeirismos, enquanto Noel Rosa advertiu, em “Não tem tradução”, contra a substituição do samba e da linguagem popular por expressões importadas. Em julho de 1940, Carmen Miranda foi recebida com frieza no Cassino da Urca depois de retornar de Nova York. Dois meses depois, respondeu cantando “Disseram que voltei americanizada”.

O conflito cultural coincidia com uma disputa estratégica. Parte dos militares e intelectuais brasileiros admirava a Alemanha por sua disciplina, organização industrial e aparente capacidade de construir uma economia autônoma. Durante os primeiros anos da guerra, Getúlio Vargas procurou equilibrar-se entre Washington e Berlim, utilizando a rivalidade para obter melhores condições econômicas e militares.

A aproximação definitiva com os Estados Unidos não nasceu, portanto, de uma identidade democrática. O Brasil vivia sob a ditadura do Estado Novo. Vargas aderiu à aliança depois de negociar apoio para a construção de uma grande siderúrgica, fornecimento de armamentos, créditos e condições mais favoráveis para as exportações brasileiras.

A “fábrica de ideologias” de Rockefeller

A principal engrenagem da ofensiva norte-americana foi criada em agosto de 1940. Aos 32 anos, o milionário Nelson Rockefeller assumiu o Escritório para a Coordenação das Relações Comerciais e Culturais entre as Repúblicas Americanas, transformado no ano seguinte no Office of the Coordinator of Inter-American Affairs, o OCIAA.

Rockefeller compreendia que a influência alemã não seria vencida apenas com discursos diplomáticos. Seria necessário associar os Estados Unidos à prosperidade, à eficiência industrial, à democracia e ao progresso científico. Ao mesmo tempo, a América Latina deveria permanecer como fornecedora de matérias-primas e transformar-se em mercado para os produtos norte-americanos.

O OCIAA reuniu executivos de bancos, jornais, agências de publicidade, emissoras de rádio e estúdios cinematográficos. Suas divisões atuavam na imprensa, no cinema, no rádio, na educação, na saúde e no intercâmbio técnico. A estrutura combinava recursos do governo com a capacidade de produção e distribuição das grandes empresas privadas.

A campanha não vendia apenas mercadorias. Durante a guerra, quando automóveis, refrigeradores e máquinas de lavar desapareceram das lojas porque as fábricas produziam armamentos, as empresas continuaram anunciando. A mensagem era dirigida ao futuro: hoje, tanques e aviões; amanhã, uma vida confortável, eletrificada e abastecida por bens de consumo.

A revista Seleções do Reader’s Digest, lançada no Brasil em 1942, tornou-se uma das vitrines desse modelo. Artigos sobre ciência, personalidades e comportamento eram acompanhados por anúncios que exaltavam produtividade, iniciativa individual e tecnologia. Segundo o livro, a primeira edição brasileira vendeu mais exemplares do que as edições destinadas, em conjunto, aos países de língua espanhola da América Latina.

O Brasil apresentado aos norte-americanos

Pavilhão da Feira Mundial de Nova York de 1939 por Oscar Niemeyer e Lucio Costa

A sedução precisava funcionar nos dois sentidos. Os norte-americanos também conheciam pouco o Brasil, quase sempre representado como um território exótico, tropical e racialmente indefinido. A Feira Mundial de Nova York de 1939 tornou-se um importante laboratório para modificar essa imagem.

Projetado por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, o pavilhão brasileiro apresentou café, minérios, madeiras, borracha, livros e obras de Cândido Portinari. Enquanto empresas como General Motors e Westinghouse exibiam a cidade automatizada do futuro, o Brasil procurava mostrar seus recursos naturais, sua dimensão continental e sua produção artística.

Concertos de Villa-Lobos, apresentações de música popular e exposições de Portinari e Lasar Segall deram aos norte-americanos uma visão mais sofisticada do país. Fotografias de Genevieve Naylor mostravam negros e brancos convivendo em ruas, festas e manifestações religiosas, reforçando a ideia de uma democracia racial brasileira em contraste com a segregação vigente nos Estados Unidos.

Essa representação escondia contradições. O Estado Novo era apresentado como uma democracia irmã na luta contra o fascismo. A desigualdade brasileira era suavizada, enquanto a segregação norte-americana raramente aparecia. A propaganda aproximava os dois países por meio de imagens cuidadosamente selecionadas.

Carmen Miranda, Disney e Orson Welles

Nenhuma personalidade encarnou melhor essa operação do que Carmen Miranda. Entre 1939 e 1945, a cantora tornou-se estrela da Broadway, do rádio e dos filmes da 20th Century Fox. Sua imagem ajudou a popularizar o Brasil, mas Hollywood transformou a artista em uma personagem latino-americana genérica, misturando samba, rumba, castanholas, turbantes e cenários tropicais.

Os filmes frequentemente confundiam países, idiomas e ritmos. Em Down Argentine Way, Carmen cantava em português em uma história ambientada na Argentina. Para Tota, a autenticidade interessava menos do que a criação de uma América Latina alegre, sensual, dócil e politicamente alinhada aos Estados Unidos.

Walt Disney chegou ao Brasil em 1941 e criou Zé Carioca, apresentado em Saludos Amigos. O papagaio malandro conduzia o Pato Donald pelo Rio de Janeiro, oferecia-lhe cachaça e ensinava-lhe samba. A simpatia do personagem tornou-o duradouro, mas o Brasil de Disney praticamente não possuía negros ou mestiços, apesar de sua música e de sua cultura serem profundamente marcadas pela presença africana.

Orson Welles tentou um caminho diferente com It’s All True. Seu projeto pretendia filmar o Carnaval, os jangadeiros do Ceará e artistas brasileiros, entre eles Grande Otelo e Pixinguinha. Conflitos com o estúdio RKO, gastos considerados excessivos e a morte do jangadeiro Jacaré durante as filmagens levaram ao abandono do projeto. Restaram fragmentos de uma tentativa incomum de mostrar o Brasil além dos cenários artificiais de Hollywood.

A guerra transmitida pelo rádio

O rádio foi outro campo decisivo. Antes da ofensiva norte-americana, a Rádio Berlim transmitia em português e alemão com sinais potentes, dirigidos especialmente às comunidades germânicas do Sul do Brasil. O OCIAA respondeu aproximando as rivais CBS e NBC e distribuindo programas para emissoras brasileiras.

Noticiários, radionovelas e programas de variedades apresentavam as fábricas norte-americanas, o trabalho das mulheres, os bombardeiros, os navios mercantes e a vida nas pequenas cidades dos Estados Unidos. Até a Hora do Brasil cedeu espaço para transmissões produzidas em Nova York.

A propaganda associava o cotidiano norte-americano à capacidade de vencer a guerra. Automóveis conversíveis, sorveterias, música, empregos industriais e casas equipadas apareciam como recompensas de uma sociedade organizada em torno da produção. O poder das Forças Armadas era mostrado como consequência natural daquele modo de vida.

A americanização também chegou por meio de programas sanitários, bolsas de estudo e missões técnicas. Especialistas trabalharam no combate à malária, no treinamento profissional e no levantamento de reservas de borracha, quartzo, manganês e outros materiais estratégicos. Assistência e exploração econômica caminhavam lado a lado.

Americanização não foi imitação

Tota rejeita tanto a interpretação de que os Estados Unidos simplesmente destruíram a cultura brasileira quanto a ideia de que sua influência representou uma modernização inteiramente positiva. O processo foi desigual e planejado, mas os brasileiros não receberam passivamente tudo o que lhes era oferecido.

Em 1944, uma pesquisa do Ibope indicava que Carlos Galhardo era ouvido por 26,7% dos entrevistados, enquanto Bing Crosby alcançava apenas 0,5%. O cinema norte-americano dominava as salas, mas a música brasileira conservava enorme vitalidade. O samba incorporou instrumentos, harmonias e expressões estrangeiras sem perder sua identidade.

A própria “Boogie-Woogie na Favela”, gravada por Ciro Monteiro, transformou a influência norte-americana em matéria-prima brasileira. A cultura importada era submetida ao humor, à malandragem, ao ritmo e às experiências sociais locais. Até Carmen Miranda, convertida em símbolo hollywoodiano, manteve em suas interpretações doses de irreverência difíceis de controlar.

Soldados da Força Expedicionária Brasileira receberam a letra traduzida de “God Bless America”, mas se recusaram a cantá-la. Eram aliados militares dos Estados Unidos, não soldados norte-americanos

Os limites da sedução apareceram também na Itália. Preparados para uma cerimônia com o general Mark Clark, soldados da Força Expedicionária Brasileira receberam a letra traduzida de “God Bless America”, mas se recusaram a cantá-la. Eram aliados militares dos Estados Unidos, não soldados norte-americanos.

Com a derrota do Eixo, o interesse de Washington pela América Latina diminuiu rapidamente. Roosevelt morreu em abril de 1945, Vargas foi deposto em outubro e o OCIAA acabou extinto pelo governo Truman em maio de 1946. A expectativa brasileira de ocupar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas não se realizou.

A instituição desapareceu, mas os mecanismos que ajudou a consolidar permaneceram. Hollywood, o rádio, a publicidade e as empresas norte-americanas já haviam deslocado o centro de referência cultural do Brasil em direção aos Estados Unidos. O “positivo” trazido pelos pilotos de Parnamirim continuou circulando, tão integrado à vida brasileira que sua origem estrangeira quase desapareceu.■



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Guacamole
Guacamole
23 dias atrás

Se não me engano, a radio Eddo foi a maior ( ou uma das maiores) radios no Brasil e era de uma petroleira americana, e funcionou até a década de 70.

Mauricio R.
Responder para  Guacamole
23 dias atrás

Era o Repórter Esso.

Nativo
Nativo
23 dias atrás

O povão soube resistir na sua cultura a dominação estrangeira,as mas elites com os bancos dos EUA abertos para elas , se entregaram como crianças.

Última edição 23 dias atrás por Nativo
Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Responder para  Nativo
23 dias atrás

Que comentariozinho de esquerda…

Nativo
Nativo
Responder para  Rinaldo Nery
23 dias atrás

Esse mesmo? E você e de que tipinho de direitista atual? Eu tenho grande suspeita que devea ser se um desses

O direitistas sustentado pelo DINHEIRO PUBLICO,, como pensionist ou funcionário público, mas que acha que é de direita/ capitalista kkkkkkk piada horrível..
Direitista classem média, que sonha entrar no clube da elite.

MMerlin
MMerlin
Responder para  Nativo
23 dias atrás

Colega. Sou de direita e jamais me rendi ao financiamento público.
Tanto quando fui funcionário nem agora quanto emprésario.
Nunca precisei ou busquei de crédito de instituições públicas para desenvolvimento estrutural ou tecnológico da empresa.
Como empresário, minha empresa está apta a participar de licitações (inclusive no setor de Defesa) mas me recurso devido às falcatruas que que já presenciei quando atuando como funcionário.
Isto passados 20 anos.
Agora não tenho dúvidas de que o setor público (e incluo aí tanto gestores eleitos ou indicados quanto estatutários) está pior.
A corrupção é o câncer que corrói nosso país. E muitos, devido ao posicionamento político, fazem vista grossa, esquecendo que o básico poderia ajudar (em muito) à resolver o problema. E o básico se chama moralidade.

Além disso, postar um comentário que classifica uma pessoa como “Direitista classe média, que sonha entrar no clube da elite.” “… sustentado pelo DINHEIRO PUBLICO,, como pensionist ou funcionário público.“, sugere demonstrar intenção direta de depreciação. E o que é pior, profissional e financeira.
Desligue a chave (que todos temos) do que chamamos de “Sangue no olho”. Argumente sem hostilidade. O espaço agradece.

Referente à questão do comentário original, sobre a relação com os bancos americanos.

Relações com capital internacional está longe de ser submissão ou atendado à soberania. Principalmente quando o país não possui esses recursos locamente.
A busca de investimento estrangeiro é exercido por praticamente todos os países do mundo (incluindo a China), para financiar o crescimento (tanto público quanto privado), o que gera empregos e infraestrutura.

Se quisermos comparar a relação (sem entrar na área técnica digital) das instituições bancárias brasileiras e americanas, existe um relacionamento forte mas independência total no modus operandi de cada lado.
E os bancos (não inclui aqui as infelizes fintechs) brasileiros são muito mais sólidos.
Os motivos?
* Regulação e exigências por parte do BACEN;
* Proteção institucional contra o riscos de juros (aqui o índice Selic) tem grande importância;
* Concentração bancária (aqui o perigo da popularização de Fintechs);
* Investimento tecnológico (incomparável entre os países – nosso país está muito a frente).

Referente ao último item, apenas uma curiosidade importante.

Entre os anos 70 e 80, quando durante o regime militar foram criadas a PNI e a Reserva de Mercado.
Diversos bancos (principalmente o Itaú, que depois veia a criar a Itautec), começaram a investir pesado no desenvolvimento interno de semi-condutores.
E, importante, sem muitos recursos do setor público.

Foi um programa muito mais completo e abrangente do que temos atualmente. Infelizmente as crises políticas e problemas econômicos sequenciais mineram todas as iniciativas.
Mas como é um assunto off-topic, deixemos para outro artigo.

Última edição 23 dias atrás por MMerlin
Nativo
Nativo
Responder para  MMerlin
22 dias atrás

Esqueceu do sermão ao colega , o que já fala contra sua pretensão de comentário moderador.
E se é algum empresário, que não busca financiamento público ou partici das licitações, como você já depreciou, aqueles que o fazem, novamente se formando ambíguo na moderação, és um fenômeno.

MMerlin
MMerlin
Responder para  Nativo
22 dias atrás

Avalie o comentário que ele fez e analise ao que ele se referiu. Se ao seu texto ou a sua pessoa.

Em momento algum depreciei os empresários que participam de licitações ou buscam financiamento público.

Do que sou um crítico ferrenho, e todos por aqui sabem, é de como funciona a engrenagem do sistema público de contratações, a corrupção da máquina e quem se rende a ela. Disso sim não poupo palavras, independente de partido, religião ou credo.
Inclua nessa lista qualquer funcionário público, gestor eleito ou empresário.

NBS
NBS
Responder para  MMerlin
22 dias atrás

A corrupção é, certamente, um grande obstáculo ao nosso desenvolvimento. As relações de compadrio e a confusão entre os interesses privados dos colonizadores e os assuntos públicos fizeram parte da formação nacional. Essa característica enraizou-se nas elites e, por meio do aprendizado social, acabou sendo reproduzida por outros segmentos da sociedade. Assim, estabelecer relações pessoais com autoridades locais tornou-se um meio de obter favores ou de ter interesses particulares atendidos ao arrepio da lei e das regras. A regra valia para os outros, enquanto o trabalho ficava para os pobres.
O colonizador português tinha “doutorado” no assunto e não encontrou dificuldade para transmitir esse aprendizado. Não podemos esquecer que, no sistema feudal, o rei tratava como patrimônio privado muitos dos bens que hoje consideramos públicos, enquanto os aristocratas se apropriavam deles para atender a interesses pessoais.
Essa lógica patrimonialista permaneceu mesmo após o golpe que pôs fim à monarquia brasileira. Muitos agentes públicos continuaram confundindo o exercício da função pública com a satisfação de interesses privados e o desfrute de privilégios pessoais. Porém, o maior problema nacional é a desigualdade social, construída e aprofundada ao longo desse processo patrimonialista. Ela criou as condições perfeitas para as manifestações mais obscenas da corrupção.

NBS
NBS
Responder para  MMerlin
22 dias atrás

O processo ao qual o país foi submetido, por meio do imperialismo cultural e da americanização, é um mecanismo já delineado pelas ciências sociais. Trata-se de um fenômeno recorrente e, muitas vezes, intencionalmente construído. A colonização portuguesa fez isso no Brasil.
A grande lição do texto é que homens livres, genuinamente preocupados com o desenvolvimento do Brasil, devem saber identificar e refletir permanentemente sobre esses interesses externos, distinguindo-os dos nossos. Nenhuma nação tem maior interesse em nosso desenvolvimento do que nós mesmos.
Durante a minha existência, este país seguramente teve três oportunidades de se tornar uma nação desenvolvida. Entretanto, sempre que reunimos quase todos os elementos necessários para superar esse atraso, forças nacionais, aliadas aos interesses particulares de grupos poderosos e orientadas por interesses estrangeiros, interferem em nosso desenvolvimento. Funcionam quase como capitães do mato: o preto ou o mestiço caçando outros negros em busca de favores econômicos. A elite nacional sempre deu esses sinais. São os liberais defensores do Estado mínimo fazendo “negócios” justamente com o Estado que dizem ser malvadão.
Pessoas distintas possuem interesses muitas vezes divergentes. Entretanto, indivíduos extremamente ricos defendem, acima de tudo, os interesses de seus próprios negócios. Para eles, o país é uma ficção, o povo é apenas um recurso a ser explorado e a classe média é o bobo da corte, facilmente cooptado. Afinal, somos um PPP: pobre premium plus.

MMerlin
MMerlin
Responder para  NBS
22 dias atrás

“… forças nacionais, aliadas aos interesses particulares de grupos poderosos e orientadas por interesses estrangeiros, interferem em nosso desenvolvimento.”

Isto realmente ocorre. Mas a volatilidade sociopolítica da população contribui em muito na limitação do desenvolvimento.

E aqui, a maior influência negativa vem de dentro. Não vamos terceirizar a culpa.
Quer melhor que exemplo do que trabalho atual que o STF faz para descredibilizar todo o judiciário brasileiro?
A segurança jurídica é um dos alicerces fundamentais para o desenvolvimento econômico.

Mas realmente existe trabalho estrangeiro no que tange limitação de crescimento, tanto economico quanto industrial.
Bons exemplo são a China, Japão e, acredite, Coréia do Sul, não existem.
Diversos países (como EUA e Europa), mesmo consumindo seus produtos, limitaram (e ainda trabalhar para limitar) tanto a economia quanto a indústria destes países.
Observemos como, mesmo com resistência internacional, o marco econômico, industrial, acadêmico e tecnológico que estes países alcançaram.
E nós, que temos enorme potencial populacional, abundância territorial e recursos naturais diversos, sem dúvida somos e continuaremos a ser influenciados por outras nações.

Faz parte do jogo das grandes economias. E, para entrar ali, é preciso ser um player preparado e saber jogar.

Última edição 22 dias atrás por MMerlin
João
Responder para  Nativo
22 dias atrás

Caaaaaalma calabreso….

Pior são os esquerdas que querem socialismo…. Pros outros…. Para eles, vinho de mais de 5 mil reais

Nativo
Nativo
Responder para  João
22 dias atrás

São do mesmo saco dos direitistas do erário público.

Lucio Maia
Lucio Maia
Responder para  Nativo
22 dias atrás

Olha só o cara de esquerda, PARASITA DO DINHEIRO PÚBLICO e que não produz nada criticando o outro. kkkkkkk

Nativo
Nativo
Responder para  Lucio Maia
21 dias atrás

Presunção patéticas só de a vida alheia.

Saldanha da Gama
Saldanha da Gama
Responder para  Nativo
20 dias atrás

“Direitista sustentado por dinheiro público …”
Peraí, e a dilminha anta, lules, crazzy, dirceu, genoino, flavio dino, lindinho pó e tantos outros sustentados por pensão?
Bom são os esquerdistas que alimentam o povo com bolsa família, para permanecerem no poder, escravizando-os.

Macgarem
Macgarem
Responder para  Rinaldo Nery
21 dias atrás

Ele deve estar dentro de uma universidade federal e com uma camisa vermelha kkkkk
Os neo patriotas

Felipe
Felipe
Responder para  Rinaldo Nery
19 dias atrás

não, realista

Lucio Maia
Lucio Maia
Responder para  Nativo
22 dias atrás

Povão não sabia nem o que era um carro, principalmente o do interior, imagina resistir a coisa alguma. Era só o que faltava.

Nativo
Nativo
Responder para  Lucio Maia
21 dias atrás

Piorou seu julgamento na falta de compreensão do texto, ou mesmo, falta de ter lido o texto..

Sergio Machado
Sergio Machado
23 dias atrás

Ninguém pode negar que os americanos são excelentes em marketing e ilusionismo.
Até hoje conseguem ser bem-sucedidos incutir em certos segmentos sociais que é ótimo para país-alvo ser norteado pelos interesses de Washington, e que isso será próspero e excelente para ambos.
O sucesso pode ser observado em manifestações, inclusive na semana da pátria, com várias bandeiras americanas.
É ter sucesso em convencer a população-alvo a importar de fabricantes americanos o ky, efetuar o coito e depois cobrar importação.Os caras são bons.
Sorte que ….cada um, cada um.

João
Responder para  Sergio Machado
22 dias atrás

Realmente, países como os Tigres Asiaticos, Europa, Arábia Saudita e Emirados Árabes, estão beeeeeeem mal

Ilusão purinha deles..

Sergio Machado
Sergio Machado
Responder para  João
22 dias atrás

Não esquece o ky.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Sergio Machado
22 dias atrás

No período citado como poderia ser diferente? Indústrias na Europa e Ásia destruídas, populacoes passando fome. Sendo os únicos com grande capacidade industrial e logística,

Lucio Maia
Lucio Maia
Responder para  Sergio Machado
22 dias atrás

Em tempos de internet e redes sociais, quando qualquer um pode acompanhar a realidade vivida pela esmagadora maioria dos trabalhadores americanos ( 52% classe média / 31% classe média alta), não é necessário nenhum esforço dos americanos para iludir ninguém.
Qualquer um pode ver a qualidade das casas, dos carros, as ruas limpas, o saneamento bom, as imensas oportunidades de emprego e crescimento pessoal ( descobri profissões nos Estados Unidos que eu sequer imaginava que existiam pois não existem no Brasil) e com certeza qualquer um pode ficar bem “iludido” com tudo isso. Infelizmente a pobreza por lá também existe, especialmente em estados governados pela ESQUERDA (democratas) mas até a pobreza é diferente da miséria que há no Brasil.

Rodrigo Maçolla
Rodrigo Maçolla
21 dias atrás

👍 👍 Esse livro dever “Joia” de ler

Leandro Costa
Leandro Costa
20 dias atrás

Na minha opinião, boa parte disso foi dinheiro jogado fora. Só conseguiu uma maior boa vontade da população Brasileira, porque em se tratando de governo nós já estávamos alinhados devido à uma vontade de receber investimentos para desenvolvimento industrial que eles sabiam que a Alemanha era incapaz de fornecer, além de garantias de fornecimento de treinamento e material moderno para

O Almirante Ingram tinha excelente relacionamento com a Marinha do Brasil, coisa que o seu contraparte do US Army não tinha com os pares Brasileiros, e salvo engano acabou sendo substituído por aqui após a visita do George Marshall. Visita essa que, por sinal, o governo Brasileiro fez questão de que fosse um sucesso ante a população, sem nenhum centavo de investimento externo para essa propaganda, apenas investimento e vontade Brasileira.

Isso indica um alinhamento de interesses que é impossível negar. O alinhamento ficou estremecido com Truman, tendo como um dos grandes motivos o nosso modus operandi, que aqui no Brasil é pessoal ao invés de invés de institucional, algo grave que deveríamos ter corrigido desde então, mas infelizmente perdura até os dias de hoje.