Do edital ao impasse político: por que o Exército Brasileiro escolheu o ATMOS para sua nova artilharia de 155 mm
Após mais de dois anos de espera, o Exército Brasileiro aproxima-se da assinatura do primeiro contrato para aquisição do obuseiro autopropulsado ATMOS 155 mm, fabricado pela israelense Elbit Systems. O sistema venceu, em abril de 2024, uma concorrência internacional que também reuniu o Zuzana 2 eslovaco, o CAESAR francês e o SH15 chinês.
Segundo apuração de O Estado de S. Paulo, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, obteve do presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorização política para retomar o negócio. A solução em avaliação prevê que os 36 obuseiros sejam montados pela Avibras em Jacareí, enquanto a produção de munições envolveria a IMBEL. O valor estimado do programa é de aproximadamente R$ 800 milhões.
Até 11 de setembro de 2026, porém, o contrato ainda não havia sido oficialmente anunciado. A expectativa no Estado-Maior do Exército é assinar inicialmente a aquisição de duas viaturas destinadas à avaliação operacional, deixando as outras 34 para uma etapa posterior.
Uma concorrência iniciada em agosto de 2023
O processo formal começou em 17 de agosto de 2023, quando o Comando Logístico do Exército lançou o RFP/RFT nº 01/2023 para obtenção da Viatura Blindada de Combate Obuseiro Autopropulsado 155 mm Sobre Rodas, conhecida pela sigla VBC OAP 155 mm SR.
O projeto integra o Programa Estratégico do Exército Forças Blindadas e prevê até 36 sistemas, equipamentos de apoio, simuladores, treinamento, suporte logístico e compensações tecnológicas, industriais e comerciais. A frota deverá equipar três Grupos de Artilharia de Campanha, provavelmente com 12 peças cada.
O planejamento previa um lote de amostra com duas viaturas. Depois de submetidas a testes no Centro de Avaliações do Exército, essas unidades abririam caminho para a contratação das 34 restantes em lotes sucessivos. A obtenção também deveria incluir transferência de tecnologia relacionada às munições de 155 mm.
O primeiro filtro eliminou quatro propostas: o T5-52 Mk2, o EVA 6×6, o Yavuz e o Nora B52 M21. Em março de 2024, o Exército confirmou os quatro finalistas e iniciou rodadas de negociação, seguidas da entrega das ofertas finais — as chamadas BAFO, ou Best and Final Offer.
Os requisitos do Exército
Entre os requisitos operacionais estavam um canhão de 155 mm com tubo de pelo menos 52 calibres, alcance mínimo de 20 quilômetros com munição convencional e 30 quilômetros com munição assistida, cadência de pelo menos quatro disparos por minuto e capacidade de entrar em posição de tiro em menos de três minutos.
A viatura também deveria atingir 70 km/h, apresentar autonomia rodoviária mínima de 500 quilômetros, contar com proteção contra munição de 7,62×51 mm e possuir uma linha de produção consolidada. O projeto valorizava ainda integração digital, apoio logístico, transferência tecnológica e capacidade de operar com diferentes munições de padrão ocidental.
As propostas finais foram avaliadas em quatro grandes dimensões: técnica, comercial, suporte logístico inicial e integrado, e compensações industriais, tecnológicas e comerciais. As pontuações detalhadas foram comunicadas individualmente às empresas, mas permaneceram sob sigilo por conterem informações comerciais e militares sensíveis.
ATMOS: modularidade e equilíbrio da proposta israelense

O ATMOS — sigla de Autonomous Truck Mounted Howitzer System — é um obuseiro modular de 155 mm desenvolvido pela antiga Soltam, incorporada à Elbit Systems. A configuração oferecida ao Brasil emprega um canhão de 52 calibres instalado sobre um caminhão Tatra T-815 6×6.
O sistema utiliza direção de tiro computadorizada, navegação inercial, apontamento automático e assistência mecânica ao carregamento. Pode disparar munições de 155 mm compatíveis com o padrão balístico da OTAN, alcançando mais de 40 quilômetros com projéteis ERFB-BB. A Elbit destaca a capacidade de rápido deslocamento, entrada em posição e abandono da área após o tiro.
Sua arquitetura aberta permite adaptar o obuseiro a diferentes chassis 6×6 ou 8×8 e integrar sistemas nacionais de comunicações, comando e controle. A tripulação fica protegida durante o deslocamento por uma cabine blindada, embora os operadores trabalhem na parte externa durante o carregamento e o tiro — uma vulnerabilidade compartilhada com outros obuseiros sobre caminhão, como o CAESAR e o SH15.
Para o Exército, o ATMOS apresentou uma combinação favorável de desempenho, maturidade, custo, suporte e compensações industriais. A família Tatra já é conhecida pela Avibras, que utiliza veículos da mesma origem — embora não necessariamente idênticos — no sistema de foguetes ASTROS. Essa proximidade pode reduzir riscos de integração, manutenção e formação de pessoal.
Zuzana 2: proteção e automação em uma plataforma mais pesada

O segundo colocado foi o Zuzana 2, apresentado pela Excalibur International em associação com a eslovaca Konštrukta-Defence. Trata-se do sistema mais pesado e protegido entre os quatro finalistas, construído sobre um chassi Tatra 8×8 e equipado com uma torre blindada de giro integral.
Seu canhão de 155 mm/52 possui carregamento automático, paiol para aproximadamente 40 tiros e alcance superior a 41 quilômetros com munição de alcance estendido. A tripulação de quatro militares pode operar o armamento protegida no interior da viatura. O sistema ganhou experiência operacional na guerra da Ucrânia.
A torre e a automação oferecem vantagens evidentes em proteção e redução da exposição dos artilheiros. Em contrapartida, o Zuzana 2 aproxima-se de 34 toneladas e mede mais de 14 metros, dimensões que aumentam as exigências de transporte, infraestrutura e manutenção.
A proposta ficou em segundo lugar e também previa participação da Avibras. O tamanho do veículo chegou a ser questionado durante os recursos, mas o Tribunal de Contas da União concluiu que as dimensões de transporte eram referências, e não critérios eliminatórios.
CAESAR: experiência de combate não garantiu a vitória

O CAESAR 6×6, da KNDS France, terminou na terceira posição. O obuseiro francês tornou-se uma referência mundial por combinar um canhão de 155 mm/52 calibres com um caminhão relativamente leve, elevada mobilidade rodoviária e rápida entrada e saída de posição.
A viatura transporta 18 tiros e pode alcançar cerca de 40 quilômetros com munições ERFB, superando essa distância com projéteis assistidos ou guiados. O CAESAR acumulou experiência no Afeganistão, no Sahel, no Iraque e, sobretudo, na Ucrânia.
A experiência operacional e a ampla carteira de clientes não foram suficientes para superar a oferta agregada do ATMOS e do Zuzana 2 dentro dos pesos estabelecidos pelo Exército. Isso não significa que o sistema tenha sido considerado tecnicamente inferior em todos os aspectos, mas que sua proposta obteve uma pontuação total menor.
A KNDS apresentou recursos administrativos e posteriormente recorreu ao TCU, questionando a metodologia, a maturidade do ATMOS e outros aspectos da avaliação. Em dezembro de 2024, o tribunal rejeitou por unanimidade a representação e recusou a medida cautelar que poderia suspender o processo.
SH15: alcance elevado e oferta chinesa em quarto lugar

O SH15, da estatal chinesa Norinco, completou a lista na quarta posição. Ele utiliza um caminhão Shaanxi 6×6, canhão de 155 mm/52 calibres, direção de tiro digital e sistema semiautomático de carregamento.
Segundo a Norinco, o sistema alcança cadência de quatro a seis tiros por minuto e pode atingir 53 quilômetros com munições chinesas de alcance ampliado. A viatura pesa cerca de 22 toneladas e já foi exportada em quantidade para o Paquistão.
Os números de alcance precisam ser analisados em conjunto com a munição utilizada, pois não representam necessariamente desempenho superior do canhão. Projéteis convencionais, base-bleed, assistidos por foguete ou do tipo VLAP produzem resultados muito diferentes mesmo quando disparados por armas semelhantes.
O Exército não divulgou quais quesitos específicos deixaram o SH15 em quarto lugar. Comparativamente, a proposta chinesa enfrentava o desafio de estabelecer no Brasil uma estrutura de suporte, integração, certificação de munições e cooperação industrial equivalente à oferecida por empresas com presença mais consolidada no País. Não há, porém, evidência pública de que a origem chinesa tenha sido usada como critério eliminatório.
Por que o ATMOS venceu
O documento mais esclarecedor sobre a decisão é o Acórdão nº 2.654/2024 do TCU. Segundo o tribunal, o Exército utilizou parâmetros “rigorosos e bem estruturados” e uma metodologia multicritério reconhecida internacionalmente, sem irregularidades na atribuição das notas.
O TCU também confirmou que o ATMOS tinha maturidade suficiente para ser considerado um produto de “produção seriada consolidada”. A Elbit comprovou pelo menos 11 vendas anteriores, e a configuração destinada ao Brasil não exigiria uma customização relevante capaz de transformar a aquisição em um programa de desenvolvimento de alto risco. Acórdão nº 2.654/2024 do TCU
Assim, a vitória não resultou apenas de alcance, cadência ou proteção. O ATMOS ficou em primeiro lugar pela soma ponderada de quatro conjuntos de fatores:
- Atendimento a todos os requisitos operacionais absolutos;
- Maturidade e produção seriada comprovadas;
- Oferta técnica e comercial competitiva;
- Menor risco de integração e apoio durante o ciclo de vida;
- Modularidade para incorporação de sistemas brasileiros;
- Pacote de compensações e transferência tecnológica;
- Presença industrial da Elbit no Brasil por meio da AEL Sistemas e da ARES;
- Possibilidade de nacionalizar montagem, manutenção e munições.
As notas completas não são públicas. Portanto, não é possível afirmar documentalmente qual desses componentes, isoladamente, determinou a diferença final. O resultado mostra que o ATMOS apresentou o melhor equilíbrio global dentro da metodologia brasileira, e não necessariamente superioridade absoluta em cada característica.
De vencedor técnico a problema político
A Elbit foi inicialmente convocada para assinar o contrato do lote de amostra em 7 de maio de 2024. A cerimônia, entretanto, foi adiada por 60 dias e nunca voltou a ser marcada. O congelamento coincidiu com o agravamento da guerra em Gaza e a deterioração das relações entre Brasília e o governo de Benjamin Netanyahu.
Partidos e setores da base governista pressionaram Lula contra a contratação de uma empresa israelense. Em outubro de 2024, José Múcio reconheceu publicamente que “questões ideológicas” e a guerra entre Israel e o Hamas impediam a aprovação do negócio, apesar da escolha técnica realizada pelo Exército.
O sinal verde atribuído agora a Lula não representa uma nova seleção do ATMOS. Trata-se da remoção do obstáculo político que impedia o governo de executar o resultado de uma concorrência já concluída e validada pelo TCU.
A participação da Avibras oferece uma saída política e industrial. Pela proposta apresentada ao COLOG no fim de agosto de 2026, tanto as duas viaturas de avaliação como as 34 de série seriam montadas em Jacareí. A IMBEL participaria do eixo de munições, reduzindo a parcela produzida diretamente no exterior.
O próximo teste será definir quanto dessa “produção nacional” ultrapassará a montagem final. O impacto estratégico dependerá do acesso brasileiro à engenharia, manutenção, software, integração, peças críticas e fabricação de munições.■


A escolha foi política. O ATMOS é tão bom q nem o exército de Israel utiliza.
O canhão dele o m71 foi projetado nos anos 70.
Israel utiliza um outro obus, o SIGMA, q utiliza um canhão moderno da Rheinmetall.
A escolha foi TÃO política, que o governo federal, melou o negócio… os políticos… rs
Israel encomendou o ATMOS.
O SIGMA é uma evolução do ATMOS, pois usa operação automática, tiro com operadores embarcados e maior cadência de tiro. Mas, os israelenses ofereceram o SIGMA na concorrência do EB? E se tivessem oferecido o EB teria bala na agulha para aquirir, operar e manter um sistema desse porte?
A grande vantagem do SIGMA é que os operadores NÃO precisam sair da cabine blindada, ele tem um carregamento automático. Para Israel que trava guerras de alta intensidade, os seus soldados precisarem descer do blindado para carregar as munições não era aceitável devido ao risco de estilhaços de artilharia ou drones inimigos.
O lado ruim é o peso excessivo, custo de aquisição e operação maior, exige infraestrutura mais robusta e não cabe no C-390.
O Zuzana 2 que ficou em segundo lugar na avaliação do EB também opera da mesma maneira que o SIGMA. São 40 munições de 155 mm em vez de 27 do ATMOS e um sistema de carregamento automático.
A equipa fica na torre blindada.
Mas no final este Zuzana 2 foi usado na Ucrânia e perceberam que quando um drone Lancet russo atinge a torre, as munições acabam detonando e a tripulação morre, mesmo estando em uma torre blindada. Então eles encerraram a linha de produção do Zuzana 2 e passaram a produzi o Eva.
Este é mais leve, cerca de 22 toneladas (semelhante ao ATMOS) em vez de 32 toneladas do Zuzana 2. E a torre não é blindada, mas toda a tripulação fica na cabine e a cabine é blindada.
Se a torre é atingida, ele fica fora de ação, mas a tripulação como está longe (na cabine blindada), geralmente sobrevive.
Este EVA é 6×6 e bem mais leve que o Zuzana 2.
Tb é mais barato, na faixa de U$ 4,5 mi em vez de U$ 6 mi.
Mas na nossa concorrência não existia ainda, senão acho que teria ganhado.
Ele oferece uma proteção maior com carregamento e disparo totalmente automático, sem precisar descer, todos ficam na cabine blindada, mas é mais barato e leve igual o ATMOS.
É o melhor dos dois mundos.
Ótima explicação.
Exatamente, estão tentando desmerecer a escolha pelo ATMOS com falácias, até a Argentina está de olho nele, é um excelente sistema.
“O ATMOS é tão bom q nem o exército de Israel utiliza.”
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IDF foi o cliente de lançamento do sistema…
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“O canhão dele o m71 foi projetado nos anos 70.”
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O obuseiro M71 emprega um tubo de 39 calibres. O ATMOS emprega uma versão modernizada, de 52 calibres.
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“Israel utiliza um outro obus, o SIGMA, q utiliza um canhão moderno da Rheinmetall.”
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O SIGMA é a versão de exportação do Ro’em, sendo que a Elbit emprega exatamente o mesmo tubo de canhão 155mm 52 calibres do ATMOS neste obuseiros.
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A parceria que existe com a Rheinmetall, é para adaptar e vender o SIGMA na Europa, com foco na plataforma veicular.
Exatamente, vc matou a pau, mas tem gente por aqui entrando pra falar mal do ATMOS sem nenhum conhecimento, um fanfarrão.
Qual é a posição da Elbit quanto ao “jeitinho” para arrumar serviço para a Avibrás fazer, uma vez que essa empresa não fazia parte da proposta original, encontrando-se a época da concorrência paralisada, em recuperação judicial e os caminhões Tatra apesar de usados no Astros II no passado, não são produto da Avibrás; mas da empresa de mesmo nome?
Pagando a Elbit aceita sem pensar duas vezes.
Vai mandar tudo desmontado para a avibras e os técnicos da elbit sistem vai la na avibras montar usando a infraestrutura da avibras e assim a avibras ganha uma correta $$ pela ajuda.
Eu não vejo isso como um equipamento de dissuasão, ele serve pra usar quando o seu país já está com tropas inimigas dentro.
????????????
Ora!!! Se o dono de uma bodega me diz que eu não posso ir lá, porquê eu vou fazer compras na bodega dele. Tem que ter dignidade e vergonha, gente.
O que você fez, para o dono da bodega dizer que você não pode entrar mais lá?
Algo você aprontou.
Tirando o fato de eu achar que o embaixador em Israel deveria ter noção ou fluência em hebraico, a forma com que ele foi tratado é imperdoável.
Sou brasileiro e não me imteressa como o “dono da bodega” acha ou pensa. Me interessa como ele tratou o embaixador.
E a forma com que o embaixador deles sempre foi tratada mostra que somos o lado certo dessa história.
Que se lasquem com esse contrato de “36 isso ou aquilo”. Esses 36 são irrelevantes em qualquer cenário. Não vale a pena engolir desaforo por conta deles. Que aceitem a Avibras ou saiam fora.
Que “grande” ser humano tu és, parabéns.
Engraçado, Israel declarou o atual ocupante do Planalto persona non grata por conta das declarações dele comparando o holocausto judeu com a guerra em Gaza. E vocês concordam e acham que o “Pirassununga 51” estava certo e que não deveríamos comprar nada dos israelenses por conta disso. Mas, muitos de vocês defendem a aquisição de caças, blindados, etc, da Rússia, que invadiu e já matou centenas de milhares de ucranianos, grande parte civis…mulheres, crianças e idosos…mas, aí pode?? Indignação seletiva?? Torcida politico-ideológica?? Ora, tomem vergonha na cara…
Inclusive, bombardeando hospitais, escolas e maternidades”
Produto russo e ruim, reprovado em combate. Quem defende compra sabe nada. Além que esta abrindo precedente para invasões em outros países sem justificativa nenhuma real. A da OTAN não cola , so a fronteira com Finlândia prova que e mentira
Não entendi nada, pode ser mais claro, embaixador, Avibras…. o que tem a ver. Tem que negociar a melhor solução Brasil. Israel está fornecendo até para países árabes do golfo. Falso puritanismo, a área ocupada do narco terrorismo no Brasil e maior que gaza, israel, Judéia, Samaria……….36 desses faz uma bruta diferença, faltou mostrar tempo entrada posição tiro, disparos e saída de posição. Ai está diferença destes sistemas. Emirados árabes comprou Akaer, ai sim tem motivo preocupar.
O dono da bodega é o povo brasileiro, não o Lula. Apesar de vocês tratarem o Estado como de vocês, não é propriedade sua.
O Lula se acha muito esperto, criou uma dificuldade e agora quer, por que quer, vender uma facilidade.
Os israelenses podem até topar, se vão ou não ai é com eles, mas inflacionam o preço de cada veículo em 300% e o Brasil além de pagar a conta; que se lasque.
Duvido que inflacionem preço. Existem outras alternativas ao mesmo nivel. Esse mercado é competitivo.
JBS na jogada.
Quanto drama, deu ruim o primeiro colocado, bola pra frente, pega o segundo colocado e vida que segue.
Todos atenderiam muito bem o EB.
É literalmente um cano em cima de um caminhão, o mais admirável é ter que importar isso.
É deve ser fácil fazer, até o Vietnam já fez.
E se não me engano, usando uma peça M-101.
Hahahaahahah
Pois é….
Avião é só uma asa delta com ventilador na frente….
Um porta aviões é só um navio com uma pista.
Um Sub nuc é só um tubo de metal, com motor de Angra II
Um míssel balístico é só um foguetão de ano novo, com muuuuuuuito mais pólvora pra voar
Fuzil é só uma espingarda com uma caixa de bala pindurada
E o tanque de guerra???? Q é um trator com uma caixa de entulho de cabeça pra baixo, com uma rachadura no meio e um canhão passando por ali????
KKKKK,melhor ter que ler aquilo que ser cego!!!! Para esses especialistas é igual fazer fogão e geladeira!!
O problema é que não sabemos fazer o cano… Tem um projeto para um obuseiro rebocado produzido no Brasil. Para isso o EB ficou visitando várias fundições para saber se havia capacidade técnica para absorver o conhecimento de fabricação do cano.
Kkkkkkkkkkkkkk
Isso aí amigo, agora é só tu ir lá na tua casa e imprimir em 3D…
Não é uma questão de drama, a lei tem que ser respeitada e acatada, a falsa indignação do Lula não pode servir de pretexto para a lei, no caso o edital da concorrência vencida pela Elbit, ser quebrada.
E agora ser motivo de achaque, pela demanda de incluir a Avibrás, que não fazia parte da concorrência, para liberar o negócio.
Mas tudo bem, então que a vida siga seu caminho.
Espero que dê errado também com o 2º colocado, para ai chamarem o 3º colocado.
E a Avibrás apertar parafuso para as peças do CAESAR que a KNDS irá fabricar, lá na França!!!!!
A Avibrás será a “Apertaparafusobrás II”
?
Compra militar sequer precisa de concorrência.
Poderia ter cancelado e comprado qualquer um, inclusive um que não tivesse participado da concorrência.
Dito isso, concordo que não deveria ser obrigatória a aceitação da Avibrás como participante do contrato, pois há outras empresas brasileiras que poderiam fazer o serviço.
Mas é aquela história. Quando dos Batistas entraram na Avibrás já devem ter acertado isso como contrapartida do governo.
E pensar que todo esse atraso poderia ter sido evitado se o EB tivesse tido um pouco de sensibilidade política , qualquer um dos outros três listados já teriam tido o contrato de pré serie assinado e as duas unidades de teste já estariam aqui , sem falar no implemento da doutrina.
O EB poderia ter feito igual ao FX-2. Apresentado uma short list para o presidente escolher dentre eles.
O presidente apoiou a escolha do EB.
Quem deu piti foi a corja dele.
O seu Presidente não escolhe nen a cueca que vai usar, tudo é a Janja!
Sensibilidade política??????????
Misericórdia!
Excelente matéria, deixando de lado a parte politica que gerou uma novela desnecessária e focando no critério técnico…acredito que fizemos uma excelente escolha, espero que venha todo know-how das munições assistidas e que possamos compartilhar esse conhecimento para artilharia de campanha como um todo.
Não compraria armas de parceiro não confiável. E esse país (não me refiro ao povo) mostrou que não merece confiança.
Alguma vez os israelenses venderam e não entregaram?
Ou mentiram?
Ofereceram TOT e depois não cumpriram?
Por que??? Desenvolva tua colocação.
Teu presidente se mete aonde não devia, defende quem não devia defender e a culpa é de Israel? Louco hein…
Usamos produtos israelenses em nossa força aerea extensivamente, vendemos via Israel para Filipinas, até momento não tem nada que desabone fornecedores israelenses. Esta tentando vender até um avião awacs junto Embraer com eletronica israelense, os mísseis bvr que usamos e os phyton são israelenses……eu acredito que deveríamos nos acertar com israelenses como plataforma produção e exportação, fortalecendo nossa indústria defesa.
Exercito sempre usando o argumento de “escolha técnica” para mascarar suas escolhas ideológicas. É o resultado de anualmente mais de 100 oficiais fazendo curso nos EUA.
Pinóquio, Pinóquio….
Se a intenção fosse ganhar $$, os teus tais 100 cursos seriam em países com moeda desvalorizada…. Pois o salário no exterior é em dólar.
Ganha-se mais $$ não servindo nos EUA e Europa.
Já que ocorreu um imprevisto político após a escolha do vencedor, na minha opinião deveria-se então comprar o segundo colocado, para nao ocorrer atraso na aquisição e implementaçã . Aliás, o segundo colocado, Zuzana 2, compartilha até o mesmo caminhao/chassis do Astro, deveria ser o vencedor…
Tem que ver se a licitação previa isso. Senão, não pode fazer.
Me parece que o Gov. do PT acomodou..
Esperou a indignação da militancia contra Israel esmaecer..
Curiosamente, o SIGMA é da mesma categoria do ZUZANA 2, um obuseiro muito superior. Caesar e ATMOS são classificados por muitos especialistas como obuseiros para guerras coloniais. Ou seja, para enfrentar insurgentes ou exércitos tecnologicamente menos avançados. É indiscutível que o ATMOS é mais vulnerável a fogos de contrabateria, uma vez que não é uma peça blindada. A questão é que na era dos drones tanto faz ser blindado ou não. As clássicas cobertas e abrigos valem mais que blindagem. A grande vantagem do ATMOS não é nem a peça em si mas a suposta oferta de transferência de tecnologia de moderna munição 155mm (provavelmente a M107A3 com até 27 km de alcance) para a IMBEL.
Zuzana era meu favorito. mas o israelense é bom tambem
A verdade que ganhou por ser uma empresa israelense e eles mandam em tudo.
Não fale mal dos israelenses, se você criticar aqui na trilogia pode correr o risco de ser mal visto e acusado de antissemitismo…
Gripen , fragatas , subs,…. e tudo israelense. Cá doido com sua maluquices. Da um argumento técnico pra ajudar o viés canhoto.
Hahaha. É cada comentário que eu sou obrigado a ler. Só rindo mesmo. 😂
EDITADO:
COMENTÁRIO BLOQUEADO DEVIDO AO USO DE MÚLTIPLOS NOMES DE USUÁRIO.
ÚLTIMO AVISO ANTES DO BLOQUEIO DEFINITIVO; VC JÁ FOI ADVERTIDO VÁRIAS VEZES!
Para além dos quesitos técnicos cada vez mais cabe pensar o contexto geopolítico. Neste sentido vejo a escolha de qualquer produto israelense como contraproducente. Em primeiro lugar pelo conflito com o governo de plantão. Se outra corrente ideológica estivesse no poder e conflitasse com qualquer nação adotaria a mesma linha de pensamento no quesito armamentos. Em segundo lugar Israel é distante, está no meio de vários conflitos, e por não possuir profundidade estratégica não possui densidade logística.
A essa altura, já era para o programa estar bem adiantado, mas até nisso o cara de Brasília consegue atrapalhar. Lamentável.
O Exército Brasileiro parece agir contra os interesses de nossa indústria militar, porque não optar pelo desenvolvimento de um projeto nacional?
Desse jeito nunca iremos construir uma indústria de defesa nacional capaz de rivalizar com as melhores do mundo, e temos capacidade para fazer isso aqui, é só querer, ser um nacionalista patriota de verdade…
Quais seriam os grupos a receber o Atmos.
Até pouco tempo atrás era desnecessário se preocupar com a posição da nação na geografia do mundo. Hoje tudo mudou. Se nosso país quiser aproveitar todas as oportunidades do não alinhamento deverá assegurar o máximo de independência em relação aos grandes atores, bem como a capacidade do fornecedor em continuar suprindo, mesmo em meio a conflitos. Não creio que Israel se encaixe nestes quesitos, salvo se migrar a maior parte de sua cadeia produtiva para nosso país. Aliás, tenho a impressão que esta lógica norteia a Suécia.
Aliás, neste mesmo quesito de ausência de profundidade estratégica e posição global exposta está a Suécia, que após a guerra da Ucrânia e a entrada na OTAN repentinamente ficou muito próxima da Rússia. Dado o comprometimento nacional gestões deveriam ser feitas para ampliar o espectro do que é produzido aqui.