Branko Milanovic

Branko Milanovic, que atuou como economista principal no Departamento de Pesquisa do Banco Mundial por quase duas décadas e atualmente é professor pesquisador no Graduate Center da Universidade da Cidade de Nova York e professor visitante na London School of Economics, concedeu uma entrevista a Jorge Fontevecchia, cofundador do jornal argentino Perfil.

Autor de A Grande Transformação Global, Milanovic afirmou que a era da globalização neoliberal chegou ao fim e deu lugar a uma nova ordem, liberal no plano interno, mas mercantilista nas relações externas.

Ao avaliar as transformações da política e da economia mundiais durante uma visita a Buenos Aires, Milanovic afirmou que líderes como Donald Trump, Xi Jinping e Vladimir Putin chegaram ao poder mobilizando reações sociais que já existiam.

O economista ressaltou que o principal conflito do mundo contemporâneo se dá entre o poder do dinheiro e a autoridade política. Advertiu que, se os detentores do capital prevalecerem, a humanidade poderá enfrentar um cenário semelhante ao da República Romana tardia: massas apaziguadas com pão e circo, enquanto oligarcas mobilizam a população uns contra os outros.

Quando Fontevecchia observou que o título de seu livro mais recente remete à obra clássica de 1944 do historiador econômico Karl Polanyi, Milanovic explicou a reação da sociedade à expansão excessiva das relações de mercado:

“O título do meu livro não remete a Polanyi por acaso. Li sua obra três vezes, e a leitura mais recente ocorreu cerca de um ano antes de eu começar a escrever o meu livro. Os acontecimentos observados em escala global deixaram clara essa ligação. Polanyi tratou da Revolução Industrial na Inglaterra, da comercialização de relações humanas que antes não faziam parte da lógica de mercado e da reação de proteção da sociedade a essa situação. A globalização neoliberal funcionou por um processo muito semelhante: difundiu o mecanismo de mercado pelo mundo inteiro, inclusive pela China, pela Índia e pela África. Neste momento, estamos no fim de uma era. Cresce a resistência social a essa mercantilização excessiva. Isso não significa que voltaremos a um sistema diferente, mas mostra claramente que os equilíbrios políticos mudaram e que a globalização está recuando, ao menos no campo ideológico.”

Ao abordar o ritmo de longo prazo das oscilações econômicas, Fontevecchia lembrou as teorias dos ciclos de Nikolai Kondratiev e perguntou como situar historicamente a ruptura atual.

Milanovic respondeu que um ciclo ideológico chegou ao fim, em vez de se tratar de uma oscilação econômica convencional:

“Não estou falando de ciclos convencionais, no sentido clássico em que a economia cresce e depois entra em recessão. Refiro-me ao encerramento da era em que tanto a política interna quanto a externa eram moldadas ideologicamente pelo neoliberalismo. Internamente, esse modelo significava flexibilidade de preços, cortes de impostos e desregulamentação. No plano internacional, apoiava-se na livre circulação de capitais, mercadorias, tecnologia e, até certo ponto, mão de obra. Hoje, o que se preserva é a liberdade no plano interno; no internacional, estamos passando a uma nova fase mercantilista. Essa é a principal razão pela qual escolhi ‘Liberalismo Nacional Mercantilista’ como subtítulo do meu livro.”

Milanovic afirmou que, com a ascensão da Ásia, começou a diminuir a distância de renda, tecnologia e produtividade aberta em favor do Ocidente há duzentos anos, como resultado da Revolução Industrial.

Ao avaliar o novo equilíbrio de poder centrado na China e nos Estados Unidos, o economista declarou:

“Meu livro se concentra essencialmente no eixo entre China e Estados Unidos. A China transformou-se em uma enorme potência econômica, responsável por 23% do produto interno bruto mundial em termos de paridade do poder de compra e por 17% quando se usam as taxas de câmbio de mercado. No início dos anos 1990, ninguém previa que Pequim cresceria tanto. Na década de 1980, Washington queria estabelecer relações próximas com a China, que via como contrapeso à União Soviética e como um mercado com enorme potencial de lucro. De fato, difundiu-se a narrativa de que, à medida que surgisse uma classe média no país, o regime evoluiria automaticamente para uma democracia, como nos exemplos da Coreia do Sul e de Taiwan. Pessoalmente, não acredito que as pessoas realmente acreditassem nisso, mas pelo menos era o que diziam. Na última década, a China assumiu a posição de uma formidável concorrente global. A transferência da produção industrial para a Ásia e a saturação dos mercados com produtos chineses abalaram a classe média dos países ricos. Esse fenômeno desencadeou profundas convulsões políticas, primeiro nos Estados Unidos e agora na Alemanha.”

Questionado por Fontevecchia sobre por que o comércio global ainda gira em torno do dólar e por que as instituições financeiras internacionais continuam sob controle ocidental, embora a China tenha se tornado a maior fabricante do mundo, Milanovic apontou para a defasagem histórica entre essas mudanças:

“O poder financeiro e militar ainda está predominantemente nas mãos dos Estados Unidos. Enquanto os militares norte-americanos mantêm bases em oitenta países, a China tem apenas uma base, no Djibuti. Quando examinamos a história, vemos que transcorre muito tempo entre um país assumir a liderança na produção e tornar-se um centro financeiro. Os Estados Unidos superaram a economia britânica por volta de 1880 ou 1890; ainda assim, Londres manteve sua posição de centro financeiro até o fim do período entre guerras. A primazia definitiva de Nova York só se consolidou depois de 1944. Portanto, mesmo que a China seja a potência que mais produz bens industriais, não é realista esperar uma transferência imediata das finanças para Xangai ou Hong Kong. Além disso, o yuan não é uma moeda com plena liberdade de movimentação de capitais. Aproximadamente 90% das transações globais ainda são realizadas em dólares. Mesmo assim, os países continuam buscando diversificar suas reservas e conquistar independência em relação ao dólar por meio de criptoativos ou moedas locais.”

Ao tratar da situação atual da famosa “curva do elefante”, que representa a distribuição da renda global, Milanovic descreveu as consequências políticas tardias da trajetória observada entre 1988 e 2008:

“Aquele gráfico se tornou quase como o grande sucesso de uma banda, que o público pede o tempo todo. Os dados de 1988 a 2008 mostravam que o 1% mais rico da população mundial e as classes médias asiáticas, sobretudo na China, obtiveram grandes ganhos de renda, enquanto a classe média e os trabalhadores do Ocidente ficaram estagnados. Existe um intervalo entre a realidade econômica e suas consequências políticas. De fato, a conta daquele período apareceu nas urnas em 2016, com o voto pelo Brexit e a primeira vitória eleitoral de Donald Trump. Hoje, porém, o formato da curva mudou. Depois da crise financeira de 2008, o crescimento da renda do 1% mais rico no Ocidente perdeu o impulso anterior; as elites norte-americanas levaram cinco anos para recuperar suas perdas. Por outro lado, a China subiu das faixas intermediárias da distribuição global de renda em direção aos estratos superiores.”

Milanovic confirmou a relação entre a redução da desigualdade de renda entre os cidadãos do mundo e a ascensão de movimentos contrários às elites estabelecidas nos países ricos:

“Quando examinamos os duzentos anos entre 1820 e 2023, o único período em que a desigualdade de renda global caiu continuamente foi o da globalização neoliberal, dos anos 1990 até hoje. As altas taxas de crescimento alcançadas por países como China, Índia, Vietnã e Indonésia, que abrigam quase metade da população mundial, reduziram a disparidade em escala global. Entretanto, a desigualdade global não tem um correspondente político direto; não existe um governo mundial único que possa ser responsabilizado. Em contrapartida, a distância entre ricos e pobres aumentou dentro dos Estados Unidos, do Reino Unido e da própria China. É exatamente a essa polarização nacional que as pessoas reagem politicamente e que altera suas preferências de voto. Mesmo que, em teoria, seja bem-vinda uma distribuição de renda mais justa no mundo, isso não basta para compensar a destruição política provocada pela desigualdade dentro das fronteiras nacionais.”

Ao apresentar suas projeções para os próximos 25 anos, Milanovic afirmou que, se os países asiáticos crescerem dois pontos percentuais mais rapidamente que os membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, surgirá um equilíbrio demográfico interessante:

“Meus cálculos mostram isso claramente. Daqui a uma geração, haverá aproximadamente tantos chineses ricos quanto norte-americanos ricos entre as pessoas de alta renda do mundo. A participação dos asiáticos entre os 10% ou 20% mais ricos aumentará, enquanto a dos ocidentais diminuirá. Esse desenvolvimento provocará uma séria perda de autoconfiança no mundo ocidental, porque, nos últimos dois séculos, os ocidentais ocuparam sem contestação o topo da pirâmide da prosperidade. Quando observamos a massa continental da Eurásia, podemos prever que, enquanto a Europa Ocidental, na costa atlântica, e a China, na costa do Pacífico, se tornarão mais ricas, a faixa intermediária formada pela Rússia e pela Ásia Central continuará sendo um corredor pouco povoado e de renda relativamente baixa.”

Ao avaliar a queda dos países ocidentais nos resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes e o sucesso do Leste Asiático, Milanovic disse que a dependência das telas, os confinamentos durante a pandemia e o enfraquecimento da capacidade de pensar criticamente contribuíram para a perda de qualidade da educação.

Milanovic afirmou que a substituição do esforço mental por ferramentas de inteligência artificial cada vez mais avançadas poderá agravar esse quadro.

Ao explicar a dinâmica do liberalismo nacional mercantilista que substituiu o neoliberalismo, Milanovic descreveu como os ideais liberais clássicos foram abandonados:

“No liberalismo clássico, havia harmonia entre a política interna e o comércio exterior. A intervenção estatal era mantida no mínimo, os incentivos eram oferecidos por meio de impostos baixos e a busca do lucro era considerada válida tanto dentro quanto fora das fronteiras. Estrangeiros e cidadãos recebiam tratamento semelhante no plano econômico. No modelo atual, a liberdade de mercado é preservada apenas dentro do país; nas relações externas, estamos voltando às políticas mercantilistas de soma zero do período entre guerras. Mesmo que a proporção entre o comércio e a renda nacional não caia imediatamente, medidas coercitivas como proibições de investimento, barreiras à transferência de tecnologia e impedimentos à presença de empresas estrangeiras nas bolsas de valores são produtos diretos dessa nova mentalidade. As abordagens protecionistas do economista alemão Friedrich List estão de volta. Os países agora erguem barreiras sob a justificativa de proteger suas indústrias. Blocos regionais de livre comércio, como o Mercosul na América do Sul, podem sobreviver, mas o mercado global está se fragmentando por completo. A abordagem que o Ocidente chama de ‘friendshoring’ representa, em essência, a lógica de ‘não investiremos na China, mas iremos para o nosso aliado Vietnã’.”

Ao observar que essa estrutura dupla contém uma séria incoerência teórica, Milanovic continuou:

“Por trás do neoliberalismo havia décadas de preparação intelectual por figuras como as da Sociedade Mont Pèlerin, Hayek e Mises. Hoje, não existe uma doutrina coerente. Não há uma estrutura teórica sistemática que explique as tarifas de Trump ou as restrições europeias dirigidas à China. Estamos em meio a uma névoa de ambiguidades. Atravessamos um período de transição governado por decisões pragmáticas, tomadas dia a dia, em que as regras de mercado funcionam internamente enquanto o protecionismo é imposto no plano externo.”

Ao comentar a posição do presidente argentino Javier Milei, Milanovic destacou a contradição entre o radicalismo de livre mercado e o protecionismo ao estilo de Trump:

“Milei vai além até mesmo de Margaret Thatcher e Ronald Reagan. O libertarianismo é a forma mais extrema do neoliberalismo. Ainda assim, existem semelhanças entre Milei e Trump na maneira como transformam a política. Assistimos, em todo o mundo, a uma era em que os partidos tradicionais e as ideologias clássicas estão se dissolvendo. O comunismo desapareceu, e tornou-se ambíguo o que representa a social-democracia. O que resta são movimentos contrários à imigração sem uma base filosófica definida. Pelo que entendo, Milei simboliza a tendência de retirar da política suas formas tradicionais. Da mesma maneira, Trump não mantém vínculos clássicos com seu partido; sua identidade republicana não passa de uma cobertura formal.”

Ao examinar a crise dos movimentos de centro-esquerda, considerados arquitetos da era neoliberal, Milanovic explicou que a social-democracia perdeu sua base:

“No Ocidente, líderes como Tony Blair, Bill Clinton e Gerhard Schroeder transformaram a social-democracia em parte do projeto neoliberal. Clinton reduziu a proteção social, Blair seguiu o mesmo caminho e Schroeder modificou os contratos de trabalho na Alemanha em prejuízo dos trabalhadores. Pressionadas pela desigualdade de renda, pela redução das transferências sociais e pela crescente precariedade, as classes trabalhadoras buscaram movimentos populistas de direita que defendessem seus interesses. Mesmo que sua renda permaneça igual no papel, você fica inquieto se não sente que seu futuro está seguro. A incapacidade da esquerda de oferecer uma alternativa concreta a essa população insatisfeita abriu caminho para o fortalecimento de Marine Le Pen na França e da extrema direita na Alemanha. Na Argentina, um esgotamento semelhante ajuda a explicar por que setores pobres votam no partido de Milei em vez do movimento peronista tradicional.”

Ao identificar a crise financeira global de 2008 como a origem da ruptura, Milanovic descreveu como o sistema perdeu legitimidade:

“O ano de 2008 provocou um grande despertar na sociedade. Milhões de pessoas perderam seus empregos; bancos retomaram as casas de centenas de milhares de famílias nos Estados Unidos e na Espanha. Enquanto as grandes instituições financeiras que mergulharam o sistema na crise foram resgatadas com recursos públicos, cidadãos comuns incapazes de pagar suas hipotecas foram abandonados à própria sorte. Essa experiência mostrou a todos a quais interesses as regras serviam. A etapa final da transformação política ocorreu quando Trump desafiou as elites do Partido Republicano em 2015. Lembro-me de que ele era abertamente ridicularizado na imprensa norte-americana. Enquanto outros candidatos carregavam páginas de cálculos tributários e documentos técnicos, Trump subia ao palco sem pastas de preparação. Quando jornalistas perguntavam o que ele diria, respondia: ‘A classe trabalhadora norte-americana está ficando para trás a cada dia, as elites do litoral estão tomando seu dinheiro e a China está se beneficiando disso; é isso que direi às pessoas’. No fim, derrotou primeiro as figuras do establishment de seu partido e depois Hillary Clinton, chegando ao poder.”

Ao afirmar que, no capítulo final de seu livro, discute a penetração das relações econômicas na vida cotidiana e a erosão moral causada pela cultura de consumo, Milanovic recorreu a conceitos filosóficos:

“Todas as esferas da nossa vida foram mercantilizadas. Tarefas antes resolvidas dentro da família, de cozinhar em casa a cuidar de idosos, crianças e animais de estimação, transformaram-se em setores comerciais. As pessoas passaram a medir cada ação pela lógica do retorno financeiro. Isso alimenta uma ganância insaciável. Platão definiu esse estado como ‘pleonexia’, um desejo irracional de ganho que não conhece limites. Karl Marx chamou isso de ‘hedonismo abstrato’. O hedonismo abstrato é o impulso de possuir até mesmo coisas que você não pode consumir ou aproveitar, apenas pelo prazer da posse. As empresas querem vender cada vez mais às pessoas, produzindo uma insatisfação interminável no plano individual.”

Em resposta à pergunta de Fontevecchia sobre a visão dos economistas clássicos, Milanovic lembrou que Adam Smith valorizava o equilíbrio de poder tanto quanto o livre mercado:

“Smith não era um defensor cego do mercado, como geralmente se supõe; ele se opunha veementemente aos grandes monopólios e a entidades como a Companhia das Índias Orientais que usavam o Estado em benefício próprio. Em A Riqueza das Nações, afirma que o livre comércio reduziria a distância tecnológica e militar entre os países e que o medo mútuo garantiria a paz mundial quando as partes se tornassem iguais. Smith acreditava que o comércio estabeleceria a paz ao produzir uma distribuição equilibrada do poder militar. Hoje, a concorrência comercial transformou-se diretamente em instrumento de supremacia e coerção.”

Ao ressaltar que as teses sobre o “fim da história” perderam validade, Milanovic afirmou que o atual regime nacional mercantilista tampouco será permanente:

“Ao longo da minha vida, testemunhei a desintegração de dois grandes sistemas ideológicos. O primeiro foi a dissolução do sistema soviético; o segundo é o esgotamento da globalização neoliberal que estamos vivendo hoje. O conceito de fim da história formulado por Francis Fukuyama com referência a Hegel não reflete a realidade. A atual fase mercantilista talvez dure vinte ou talvez quarenta anos. Depois disso, poderão surgir modelos de planejamento central orientados por inteligência artificial ou outras estruturas políticas que ainda desconhecemos. À medida que os equilíbrios de poder mudarem, a humanidade buscará novos arranjos institucionais.”

Considerando analiticamente inadequado reunir Trump, Xi e Putin sob um único rótulo, Milanovic observou que os três líderes ganharam força com o ressentimento diante do acúmulo excessivo de poder pelas elites:

“Reunir esses três líderes apenas sob o rótulo de autocratas é simplificar demais a questão. O ponto que têm em comum é a capacidade de usar como caminho para o poder o mal-estar gerado pela era neoliberal. Na China, durante o período de Hu Jintao, capitalistas ricos começaram a penetrar diretamente nos mecanismos e nos processos decisórios do Partido Comunista. Quando Xi Jinping assumiu a liderança, conteve essa influência apoiando-se na burocracia. O modelo chinês permite enriquecer, mas traça um limite rígido contra tentativas de comprar poder político. Na Rússia, Putin encerrou o domínio oligárquico da era Boris Yeltsin, subordinando diretamente a distribuição da riqueza à supervisão dos órgãos de segurança e do aparelho de Estado. Da mesma forma, Trump transformou em poder político as queixas contra as elites globalistas norte-americanas.”

Ao comentar a observação do Perfil de que bilionários da tecnologia, como Elon Musk e Peter Thiel, aspiram a assumir funções financeiras, políticas e institucionais, Milanovic concluiu:

“Os círculos do capital desejam concentrar o poder diretamente em suas mãos. Acreditam que todos os problemas da sociedade podem ser resolvidos com instrumentos tecnológicos ou econômicos. Mas distribuir benefícios mínimos para a mera sobrevivência de enormes massas de desempregados não oferece uma solução; as pessoas buscam sentido e propósito para suas vidas. Se esses plutocratas superarem o aparelho de Estado e estabelecerem um domínio direto, o mundo será arrastado para condições semelhantes às da República Romana tardia. Massas entre as quais 30% estão desempregadas, minimamente alimentadas, conectadas à internet, mas sem qualquer propósito produtivo na vida, serão levadas às ruas com promessas de pão e circo durante disputas de poder travadas entre oligarcas. A principal luta existencial do mundo atual ocorre entre uma política que afirma representar a vontade popular e detentores da riqueza que acreditam poder comprar tudo.”

FONTE: Harici.com.tr



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Carvalho
Carvalho
21 dias atrás

Milanovic é uma das maiores autoridades mundiais sobre desiguldade.
O foco da discusssão esteve sempre muito centrada na seguinte questão: Se todos tiverem o básico do bem estar….qual o problema de termos super ricos? Se todos formos classe média…qual o problema de termos grandes desigulades?
O problema seria a pobreza…ou a desigualdade?
E se não tivermos desigualdade? mas formos todos miseráveis??

Bem…o problema da desigualdade é que geramos uma classe dirigente baseada unicamente no dinheiro….a tal plutocracia. Isto não é uma previsão, mas uma constatação. Putin e seus oligarcas, ou Musk, Gates, etc….são uma face visível deste processo.

As classes políticas baseadas em consensos éticos de valores liberais são consumidas pelo processo.

Pão e Circo….tem sido a fórmula usual de superação destes conflitos.

amarante
amarante
Responder para  Carvalho
20 dias atrás

E no Brasil a classe dirigente sempre foi a elite econômica, e isso explica o Brasil

deadeye
deadeye
Responder para  amarante
20 dias atrás

E diga-se de passagem, a classe economica no Brasil não é nacional, ela é totalmente ligada aos EUA e a Europa.

amarante
amarante
Responder para  deadeye
20 dias atrás

isso é fundamental

Carvalho
Carvalho
Responder para  deadeye
20 dias atrás

O funcionamento da oligarquia prescinde deste tipo de “ligação”. A concetração de renda não é privilégio dos EUA ou Europa.

deadeye
deadeye
Responder para  Carvalho
20 dias atrás

Exato, o Brasil tem uma concentração de renda maior do que a da Rússia para você ter noção.

Underground
Underground
Responder para  deadeye
20 dias atrás

A esquerda já pode substituir Marx, Lenin, Stalin, Che e Fidel. Já tem um novo líder: Trump!

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Underground
19 dias atrás

Peter Thiel e Musk!!!! eles que vao prometer o paraíso na Terra onde vc vai trabalhar pouco ou nada, e a IA e a robótica vão tranalhar pela especie humana

Underground
Underground
Responder para  amarante
20 dias atrás

Entenda a classe dirigente: Políticos, Juízes e funcionários públicos, muitas vezes são parentes. Executivo, Legislativo e Judiciário formam uma única coisa. Tem décadas a coisa.
Ministra do STJ tem como pai um ex Ministro do STF. O avô idem, O bisavô, idem. Essa é a verdadeira oligarquia. Atendem os interesses dessa gente os pensadores, aquele pessoal da universidades publicas. Doutores… pesquisadores…

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Underground
19 dias atrás

O mais engraçado disso, é que esse povinho aí, é chamado de esquerdista caviar, mas o militante de esquerda acredita que o inimigo é o Banqueiro que financia o politico que ele vota.

Sequim
Sequim
20 dias atrás

“Na década de 1980, Washington queria estabelecer relações próximas com a China, que via como contrapeso à União Soviética e como um mercado com enorme potencial de lucro. De fato, difundiu-se a narrativa de que, à medida que surgisse uma classe média no país, o regime evoluiria automaticamente para uma democracia…” Somente a gigantesca arrogância ocidental para achar que a dita democracia liberal era um modelo pronto, acabado e perfeito que seria copiado por civilizações tão complexas quanto a China. Aí está Trump 2 para mostrar como o conceito de democracia é tão instável como o de qualquer outro regime.

Última edição 20 dias atrás por Sequim
Carvalho
Carvalho
Responder para  Sequim
20 dias atrás

Não se trata de “gigantesca arrogância”…creio eu.
Mas sim do entendimento de que os valores liberais ainda são o que de melhor se produziu no mundo em termos de proteção e emancipação do indivíduo.

Sequim
Sequim
Responder para  Carvalho
20 dias atrás

Anrrãm. Tipo a NSA e o “patrioct act” do governo Bush? Tipo o ICE do Trump?

deadeye
deadeye
Responder para  Sequim
20 dias atrás

Sem contar as leis Jim Crown, e o fato de que até 1864 a Suprema Corte dos EUA afirmava que os Direitos Constitucionais se aplicavam apenas aos considerados “brancos”.

Carvalho
Carvalho
Responder para  Sequim
20 dias atrás

Isso que vc citou são aberrações…está misturando Voltaire, Montesquieu, Locke, Rossseau…com Bush e Trump.
Desculpe…mas é muito raso esse tipo de comparação.

Sequim
Sequim
Responder para  Carvalho
20 dias atrás

Não é não. Não adianta nada focar apenas em pensadores iluministas de 200, 300 anos atrás, que desenvolveram belas teorias políticas que não mais são observadas no mundo de 2026. Ou você acha que Trump sabe quem são ou se importa com Voltaire, Montesquieu ou Locke?

Última edição 20 dias atrás por Sequim
Carvalho
Carvalho
Responder para  Sequim
20 dias atrás

Blz ! Meu ônibus tá chegando !!

Paulo
Paulo
Responder para  Sequim
20 dias atrás

O problema é que Trump é o ” louco “.
Ele não acredita na crise climática. Acha que a as ameaças da IA são ” conversa fiada de meia dúzia de medrosos, e que arsenais nucleares na mão de Kim Jong Un é tranquilão.
É o cara errado, no momento errado.
Trump é ao mesmo tempo o caronte e o Hades. Conduz o barco da humanidade para o inferno.
Boa viagem para todos !

Paulo
Paulo
Responder para  Sequim
20 dias atrás

Voltaire, Montesquier e Locke viviam em um tempo em que não havia ameaças existenciais reais à humanidade. Só as ” imaginárias “.
Gostaria de saber o que pensariam de nossa época, e do ” Agora sou a morte, o destruidor de mundos “, nas palavras proféticas e aterradoras de Oppenhaimer.

Carvalho
Carvalho
Responder para  Paulo
20 dias atrás

Voltaire, Montesquieu e Locke viviam na época em que alguns diziam: “O Estado sou eu’. Não havia judiciário, nem legislativo….
Os que criticam e desprezam a construção institucional do Ocidente não conseguem dizer qual seu sucedâneo ideal…

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Carvalho
19 dias atrás

A Ditadura chinesa ora kkkkkkkkkk

Heli
Heli
Responder para  Sequim
19 dias atrás

Nao acredito que li isso. Que horas é a Live do professor Olavo hoje?

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Sequim
19 dias atrás

Tipo a China massacrando Islâmicos em Xijiang, perseguindo pessoas do Falun Gong e as matando, reprimindo trabalhores e fazendo eles trabalharem até a morte em fábricas, invadindo e matando pessoas no Tibet. tem pra todo gosto, se quiser falo da França, do Japão, dos Comunas, dos Liberais.

Sequim
Sequim
Responder para  Carlos Campos
19 dias atrás

Fique à vontade. Erros há em todos os lugares e para todos os gostos.

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Sequim
19 dias atrás

Então não fale que o Liberalismo é o bicho papão, ele se mostrou superior a várias outras opções de sociedade/Estado, a não ser que vc venha uma dimensão diferente.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Carvalho
20 dias atrás

Os maiores avanços em distribuição de renda e os chamados efeitos neoliberais aconteceram em países autoritários na Ásia e não nos países neoliberais

Carvalho
Carvalho
Responder para  Palpiteiro
20 dias atrás

Sim….essa é uma das conclusão do Blanco…Leia a matéria.
Decorrencia do Neoliberalismo e da globalização, que buscava baratear custos de produção.
Não confunda causas e efetios

André
André
Responder para  Palpiteiro
19 dias atrás

Pior que é…

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Palpiteiro
19 dias atrás

Maiores avanços desde o inicio da guerra fria vc quis dizer, e pq o Ocidente Liberal queria que eles se abrissem ao mundo, e até pressionou para isso

Calypso
Calypso
Responder para  Carvalho
20 dias atrás

Um por cento da população recebe quase metade da renda nacional no Brasil. Isso é produto dos valores liberais. É isso a proteção e emancipação do indivíduo?

Carvalho
Carvalho
Responder para  Calypso
20 dias atrás

O fato de termos uma oligarquia parasitária não invalida a tese de que os valores liberais ainda são trunfos do mundo ocidental.
Qual a alternativa?

Calypso
Calypso
Responder para  Carvalho
19 dias atrás

Não me oponho ao liberalismo no campo dos direitos individuais. Me referi na verdade a um liberalismo econômico sem freios nem amarras. Esse ao meu ver não é o melhor caminho.

Carvalho
Carvalho
Responder para  Calypso
19 dias atrás

A social democracia ainda é a melhor resposta.
Aqui no Brasil esta opção foi massacrada pela cegueira messiânica do PT.

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Calypso
19 dias atrás

Isso é concentração de renda, e é spo problemática se aconteceu por meio de corrupção.

Renato B.
Renato B.
Responder para  Carvalho
19 dias atrás

É uma pena que alguns dos maiores beneficiados por esses valores, os bilionários, resolveram implodir o sistema e sonham em virar lordes feudais.

Hamom
Hamom
20 dias atrás

“Os círculos do capital desejam concentrar o poder diretamente em suas mãos.”
….
Por isto plutocratas transnacionais e com ambições de poder preferem implantar cacistocracias, que não freiem esta concentração de poder…

Carvalho
Carvalho
20 dias atrás

Enquanto isso, aqui no Brasil….tem gente que ainda acredita no modelo do Leviatã assistencialista.
Que entregou o Ministério dos Transportes ao filho do Renan Calheiros, e o Ministério das Cidades ao filho do Jader Barbalho…
O Assunto é Oligarquias e concentração de capital…

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Carvalho
20 dias atrás

O governo anterior aumentou os assistidos com bolsa de 14 para 19 milhões

Carvalho
Carvalho
Responder para  Palpiteiro
20 dias atrás

Sim….vc acha que eu bato palma para o governo Anterior?
Está bastante enganado. As tentações populistas são difíceis de afastar.
A política assistencial não é má em si….o problema é quando ela se transforma como única e imutável ação de aumento de renda.

Saldanha da Gama
Saldanha da Gama
Responder para  Palpiteiro
20 dias atrás

Será que a epidemia do fecha tudo, não teve participação no aumento?
E o que se explica os rombos, tipo correios, do caixa do ?governo ( que recebeu caixa de 59bi), mewsmo aumentando e criando impostos?

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Saldanha da Gama
19 dias atrás

Não. Foi no último ano. Inclusive na véspera da eleição. Pesquise. É como o governo do momento aumentando o valor na véspera da eleição ou como o Trump oferecendo 5 mil dólares para o partido se eleger. Se precisa ajustar ajusta, mas em véspera de eleição é compra de voto. Nenhum dos proponentes está preocupado com o coletivo. Mas as narrativas são para você acreditar que eles representam o que você pensa. Depois faz o que quiser e o que não foi cumprido é culpa da oposição. Capítulo 1 do curso de político.

Carlos Campos
Carlos Campos
Responder para  Palpiteiro
19 dias atrás

Mas deu alternativas para saírem, por exemplo mais solteiras poderiam trabalhar e continuar recebendo o Bolsa por um tempo, o problema não é ajudar quem precisa ser ajudado, o problema é acostumar a população a receber pouco e contentar com aquilo.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  Palpiteiro
19 dias atrás

“O governo anterior aumentou os assistidos com bolsa de 14 para 19 milhões”.

Claro, na eleição passada apareceu bolsa caminhoneiro, criando um auxílio de R$ 1.000 para motoristas autônomos de cargas.
Apareceu o Auxílio Taxista(oficialmente chamado de Benefício Taxista) foi de até R$ 1.000 por parcela, pago em depósitos mensais que variaram conforme o calendário e o total de beneficiários habilitados pelos municípios.

  • O aumento da auxílio Brasil, com prazo de validade inicial previsto justamente até dezembro daquele ano,passando de R$ 400 para R$ 600 mensais.
  • Auxílio Gás turbinado para cobrir 100% do valor médio do botijão de gás bimestralmente.
  • Redução de tributos federais: Desoneração de impostos federais sobre combustíveis (gasolina e diesel) e gás de cozinha para baixar os preços artificialmente no período eleitoral.
  • Antecipação do pagamento do 13º salário para aposentados e pensionistas do INSS.
  • Liberação de até R$ 1.000 de contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.
  • Expansão de modalidades de crédito consignado para beneficiários de programas sociais e microcrédito para pequenos empreendedores.
  • O inédito auxílio para Famílias Unipessoais, onde houve uma explosão no cadastro de beneficiários unipessoais (moradores únicos por domicílio)
  • No Auxílio Brasil entre o final de 2021 e 2022.O número de cadastros individuais saltou de cerca de 2 milhões para mais de 4,5 milhões de pessoas
Macgarem
Macgarem
Responder para  Carvalho
20 dias atrás

Ta lá o loola fazendo a divida publica galopar em quase 50% a mais e o país continuar péssimo.

Carvalho
Carvalho
Responder para  Macgarem
20 dias atrás

Faltando 15 dias para a eleição…LILS III acabou de decretar aumento de 15% no Bolsa Família.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  Carvalho
19 dias atrás

Isso te lembra alguém ou a memória seletiva lhe impede de recordar?

Carvalho
Carvalho
Responder para  Adriano Madureira
19 dias atrás

Não perca seu tempo…
Ninguém vai me fazer aplaudir ou defender o Bozo.
Ao contrário de vcs, que seriam capazes de morrer pelo Lula Ladrão.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  Carvalho
18 dias atrás

Não foi aumento do bolsa família! Foi correção baseada na inflação, e não aquela bomba que o Governo anterior jogou sem nem saber de onde iria tirar…

Ah, e não lhe xinguei de Bolsonarista caso você tenha tido a impressão que o fiz…

Adriano Madureira
Adriano Madureira
20 dias atrás

Esse velhote desconhece o Brasil, nós estamos na vanguarda no quesito Plutocracia!

Abymael
Abymael
Responder para  Adriano Madureira
20 dias atrás

Além disso, nenhum país do mundo tem tantos baba-egg de bilionários quanto o Brasil.
É quase uma seita.
O cara tem uma loja de capinha de celular na periferia de onde o judas perdeu as botas e defende o Laranjão com unhas e dentes nas redes pois acha que são “colegas”, já que ambos se dizem empresários rsrsrs

Carvalho
Carvalho
Responder para  Adriano Madureira
20 dias atrás

algumas obras do “Velhote”

MILANOVIĆ, Branko. Capitalismo sem rivais: o futuro do sistema que domina o mundo. São Paulo: Todavia, 2020. — Discute desigualdade, concentração de renda e os diferentes modelos contemporâneos de capitalismo.
MILANOVIĆ, Branko. Os que têm e os que não têm: uma breve e idiossincrática história da desigualdade global. Tradução para o português de The Haves and the Have-Nots. — Aborda desigualdade de renda dentro dos países e em escala mundial.
MILANOVIĆ, Branko. Global Inequality: A New Approach for the Age of Globalization. Cambridge, MA: Harvard University Press, 2016. — Uma das principais obras do autor sobre desigualdade global e a chamada “curva do elefante”.
MILANOVIĆ, Branko. Worlds Apart: Measuring International and Global Inequality. Princeton: Princeton University Press, 2005. — Estudo sobre como medir e comparar a desigualdade entre indivíduos e países.
MILANOVIĆ, Branko. Visions of Inequality: From the French Revolution to the End of the Cold War. Cambridge, MA: Harvard University Press, 2023. — História das principais ideias econômicas sobre desigualdade, passando por autores como Smith, Ricardo, Marx e Pareto.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Carvalho
20 dias atrás

Conhece a piada do engenheiro, do padre e do economista em uma ilha deserta?

Carvalho
Carvalho
Responder para  Palpiteiro
20 dias atrás

Manda !!

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Carvalho
19 dias atrás

O padre começou a rezar. O engenheiro começou um projeto. O economista falou, imaginem um barco.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  Carvalho
19 dias atrás

parabéns para ele! Chamei-o de velhote mas não depreciando o seu Curriculum.

Macgarem
Macgarem
Responder para  Adriano Madureira
20 dias atrás

hahaha boa!

Dr. Mundico
Dr. Mundico
20 dias atrás

Finalmente alguém demonstra de forma explícita e definitiva o fim da farsa do globalismo e da sua nefasta mão, o neoliberarismo.
Quanto ao Brasil, sempre estivemos dentro de ciclos oligárquicos regionais que se sucederam mantendo o poder econômico e político.
Essas oligarquias passaram a dominar não mais regiões, mas setores de atividade (serviços, crédito, energia, mineração, etc), sempre aparelhadas e subordinadas a potências estrangeiras que continuarão exercendo sua rapina colonialista.
Temos agora a inteligência artificial como a maior arma de intimidação e sabotagem do esforço das nações, impondo a tenebrosa agenda do desvario social, numa guerra híbrida sorrateira.
Infelizmente, continuaremos sendo uma potência regional devidamente “amestrada” e condicionada no seu papel de fornecedor de commodities e manufaturados de escala produtiva.
Mais um ciclo inicia e o Brasil segue á reboque da História.

Paulo
Paulo
20 dias atrás

A Crise Climática está apenas começando, e suas consequências serão dramáticas no médio prazo. Países inteiros poderão se tornar inabitáveis a maior parte do ano. Isto sem falar em outra nova espada de Damocles sobre o pescoço da humanidade : A percepção que perderemos o controle sobre a IA mais cedo ou mais tarde. Não é uma questão de “se”, mas de “quando” isto ocorrerá. Soma- se a isto, a velha espada de Damocles que ainda está brilhando : Os arsenais nucleares que só aumentaram desde 1945, e que por um ” erro” ou ” mal entendido” , poderão ser utilizados, obviamente uma única e fatídica vez.
Diante de tudo isto, assiste- se uma dramática e obscena concentração de renda na mão de uns poucos oligarcas da TI, que se acham os donos do mundo e seu destino.
Parece, aos olhos dos que pensam, a tempestade perfeita para o Apocalipse da humanidade.
Se o sistema econômico/ social do mundo muda ou não, não se percebe relevante, anti às múltiplas ameaças existenciais da humanidade.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Paulo
19 dias atrás

Oh céu, oh vida, oh azar, oh tristeza . É do tempo deste desenho animado? Recomendo assistir. Pode mudar o nick para Hardy.

Calypso
Calypso
20 dias atrás

“massas apaziguadas com pão e circo, enquanto oligarcas mobilizam a população uns contra os outros.”

Isso não é o futuro. É o presente, e já é assim há muito tempo.

Carvalho
Carvalho
Responder para  Calypso
20 dias atrás

Acabou de sair no jornal….faltando 15 dias para a eleição…Lula aumentou em 15% o Bolsa Família.

Calypso
Calypso
Responder para  Carvalho
19 dias atrás

Interessante teu comentário receber downvotes. Isso diz um pouco sobre a polarização que está estabelecida.

Em relação ao que Lula fez, acho lamentável, mas previsível. Não posso deixar de lembrar, porém, quando Bolsonaro triplicou o valor do bolsa família, de 190 para 600 reais (chamava-se auxílio brasil), meses antes da eleição de 2022, e ainda adicionou alguns milhões de famílias ao programa, só para depois da eleição voltar ao que era antes.

Para mim, sinceramente, são dois que não servem ao Brasil. Não são nada além de dois pau-mandados do sistema. Precisamos superar isso o quanto antes, mas não será agora infelizmente.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Calypso
19 dias atrás

Polarização sempre vai existir se passam 2 para segundo turno. Se passassem 3 seriam 3 polos. Esse é um efeito óbvio do sistema eleitoral. Já enviou algum e-mail para algum político por e-mail ou nas redes sociais deles? Tem mais chance de alcançar algo que escrevendo aqui.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  Carvalho
19 dias atrás
  • 02 – Isso te lembra alguém ou a memória lhe impede de recordar?
Carvalho
Carvalho
Responder para  Adriano Madureira
19 dias atrás

O2 – já lhe respondi mais acima.
Bozo é um cretino…
Vc consegue criticar o Lula?? Ou buga???
Se vc disser: Lulinha é ladrãozinho….eu terei um pouco mais de respeito por vc

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  Carvalho
18 dias atrás

Claro que é, todos são! Não existem políticos honestos, e eles deixam de ser honestos no momento que por exemplo eles legislam em causa própria e aumentam o próprio salário, mesmo tendo noção de que eles ganham confortavelmente bem.

Esses candidatos que dizem ser Onestos como o Caipira de Goiás ou de MG,não passa de falácia,engodo…



Carlos Campos
Carlos Campos
19 dias atrás

Gostei muito desse texto, e uma minha visão de mundo parece a dele, só muda um pouco pq ele é esquerdista, deu para perceber,,,,,,,, Eu vejo o ser humano, como alguém que merece o melhor possível, como um igual, já o esquerdista acredita que, não existe o melhor possível, se alguém vive muito melhor que a maior parte da população, acreditando que ele rouba das massas, seja pela mais valia, seja pela corrupção, seja pelo privelégio de ter nascido rico, isso pouco me importa, o problema sempre foi que essas pessoas super ricas querem sempre o dinheiro ao custo das massas, e usam da corrupção para isso, e qual o veículo que permite da corrupção? o Estado…………………….. Quanto aos plutocratas dominarem o poder, esquece, eles já dominaram, 2008 foi o ano em que pessos boas em poder para afastar eles do poder, não conseguiram fazer, jpa era, deixaram os bancos, e principalmente seus maiores acionistas, dominar os EUA, essa ruma de dinheiro em IA e Robótica, é para justamente tirar as pessoas do trabalho, todo mundo quer trabalhar menos, mas vc daria sua liberdade e seu corpo em troca disso? se sim, vc deve ficar feliz, pq em umas décadas provelmente vc que não tem patrimônio gerando renda e nem conehcimento para se destacar no mercado de trabalho, receberá dinheiro para não fazer nada, qual teu propósito? dar curtida na influencer rabuda que diz como foi o dia dela, ou consumir o novo filme cheio de propagandas feito todo com IA, que uma produtora qualquer fez, isso no teu streming que é super barato, ou quem sabe seu proposito é quando receber seu beneficio, compra ro melhor da cidade, e depois tomar uma injeção da caneta emagrecedora generica, que será quase gratis….. ah isso é coisa da tua cabeça, não é, ja somos o produto, a Trilogia aqui é prova disso, vc não paga ler aqui, vc consome propaganda, vc é o produto que está sendo ofercido para as empresas, nao que isso seja um ataque aos editores, mas é a realidade, as redes sociais são isso……………… Quanto ao fim do “neoliberalismo” é inevitavel mesmo, será o fim dele pq não teremos mais o pq de ter um mercado mundial, porém quem tiver capacidade de computação quantica e IA, estará na Frente, piis dependerá menos de outros países, um dia a China vai aprender a plantar soja tão bem quanto a gente, por meio de ia que ira desenvolver uma soja super produtiva lá……… os EUA irá se reindustrializar a base de ia e robótica, tendo o canadá e a Venezula como fonte de energia, além da fusão nuclear, vai ser um mundo pior para quem vive em países que hj são bem pobres, que viverão das migalhas das superpotencias