Typhon

A Alemanha encaminhou aos Estados Unidos, no início de setembro, uma carta formal de solicitação para a compra de lançadores Typhon. O avanço foi divulgado pelo Ministério da Defesa alemão após uma reunião, em Washington, entre Boris Pistorius e seu homólogo americano, Pete Hegseth, em 15 de setembro. Os dois também discutiram a aquisição dos mísseis de cruzeiro Tomahawk que Berlim pretende empregar com o sistema.

A distinção entre as duas etapas é relevante: o ministério descreve a carta enviada neste mês como um pedido de compra dos lançadores. A aquisição dos Tomahawk recebeu apoio político dos Estados Unidos durante a cúpula da OTAN em julho, mas seus detalhes ainda estão em negociação. A solicitação não representa um contrato concluído nem estabelece, por si só, uma data de entrega.

Capacidade de ataque terrestre de longo alcance

O Typhon é um sistema móvel de lançamento a partir de terra desenvolvido para o Exército dos EUA. Sua configuração americana pode empregar tanto o míssil de cruzeiro Tomahawk quanto o SM-6; o interesse alemão divulgado nesta negociação concentra-se nos lançadores e nos Tomahawk. Segundo a fabricante RTX, o míssil de cruzeiro pode atingir alvos a cerca de 1.600 quilômetros.

Pistorius apresenta a compra como uma forma de dar à Bundeswehr capacidade de atingir alvos distantes com precisão. Berlim afirma que continuará, em paralelo, o desenvolvimento de soluções europeias de ataque de longo alcance, inclusive com parceiros britânicos.

A iniciativa tem antecedentes: em julho de 2025, o governo alemão já havia comunicado uma consulta formal sobre o Typhon. O novo pedido faz avançar o processo de aquisição, enquanto quantidade, custo e prazo de fornecimento permanecem sem definição pública.■



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Bosco
Bosco
18 dias atrás

A percepção de que a OTAN falida e fragilizada estava avançando sobre a Rússia fez o tirano matar 1.500.000 indivíduos de seu próprio povo, num clássico caso de tratar a unha encravada no dedão do pé serrando a perna acima do joelho.
Enquanto a “pacífica” Rússia se vangloriava de ter mísseis cada vez mais capazes de atingir o coração da Europa, com 2500 km de alcance (Kinzhal, Kh-101) , a Europa contava no máximo com mísseis com 500 km de alcance (Storm Shadow, etc.).
Enquanto o Ocidente se limitava por conta do tratado INF e de compromissos como o MTCR, a Rússia se banqueteava com todo tipo de mísseis ofensivos e se valendo de narrativas e das russetes desvairadas de plantão em todo o mundo, ávidos a cobrar a dívida histórica do Ocidente maldoso.
A realidade nos fez ver que só a força bruta russa não a fez uma força eficiente frente a um oponente muitíssimo inferior mas dotado de vontade, coragem, superioridade moral e inteligência.
E ainda , como efeito colateral, a invasão da Ucrânia para satisfazer o tirano do Kremlin ainda resultou no que ora presenciamos: o renascimento da OTAN , que irá buscar o atraso de décadas de leniência.

Última edição 18 dias atrás por Bosco Jr
Bosco
Bosco
18 dias atrás

Diferente dos EUA os europeus não precisam se preocupar em ter forças ofensivas expedicionárias e podem se valer de mísseis muito menos elaborados.
Um exemplo que o Ocidente devia seguir é o míssil ucraniano Flamingo. Ele não foi feito para caber em lançadores apertados ou coisa que o valha. Pode ser lançado por um caminhão e pesa suas 6 toneladas para um alcance de 3000 km e ogiva de 1,2 t.
Sem dúvida atinge atinge 4000 km com uma ogiva de 500 kg e até o dobro com um ogiva de 250 kg, que resolve 95% das situações.
Milhares desses “flamingos” distribuídos pela Europa e se teria um volume de fogo de baixo custo e impossível de ser neutralizado, com alcance para atingir 90% de toda a Rússia.