KNDS fornecerá 126 torres de canhão para helicópteros de combate LCH Prachand da Índia
A KNDS anunciou em 17 de setembro um contrato para fornecer 126 torres THL20, equipadas com canhões de 20 mm, ao programa indiano de helicópteros leves de combate LCH Prachand. As torres serão fabricadas para a encomenda e integradas às aeronaves adquiridas pelas Forças Armadas da Índia. A empresa não divulgou o valor do contrato nem o calendário de entregas.
Armamento do Prachand
A THL20 utiliza o canhão 20M621 e munição 20×102 mm. Segundo a KNDS, seu baixo recuo e sua integração aos sistemas de pontaria do helicóptero permitem o emprego da arma com precisão. A torre deriva da THL30, utilizada nos helicópteros de ataque Tiger, e o modelo de 20 mm já foi qualificado no IAR 330 e integrado ao Black Hawk.
O novo fornecimento amplia uma relação iniciada em 2006. De acordo com a fabricante, a Índia já recebeu 136 torres THL20 para helicópteros leves avançados ALH operados pela Força Aérea. A KNDS também fornece munições para armamentos em uso pelas forças indianas, incluindo o canhão de 30 mm dos caças Rafale.
Encomenda indiana é de 156 helicópteros
Em março de 2025, o Ministério da Defesa da Índia contratou a Hindustan Aeronautics Limited (HAL) para produzir 156 helicópteros Prachand: 66 destinados à Força Aérea e 90 ao Exército. O governo indiano apresenta o modelo como um helicóptero desenvolvido no país para operar também em grandes altitudes.
A quantidade de torres anunciada pela KNDS é inferior à de helicópteros contratados pela HAL. O comunicado não esclarece como as 126 unidades serão distribuídas entre a Força Aérea e o Exército, nem detalha a participação da indústria indiana em sua fabricação. A empresa mantém outros acordos industriais no país, mas não vinculou esses projetos à produção das novas torres.■


Talvez fosse uma opção para as forças armadas brasileiras, em troca de possível venda do Kc390 pra índia a Embraer produzir este helicóptero aqui.
Helicópteros indianos não tem boa fama, vide as exportações do Dhruv… Focaria as contrapartidas em navios no momento.
A Índia exige a fabricação do avião em seu país então não pode exigir uma contrapartida tão grande assim do vencedor.
Ademais, todos os KC-390 vendidos foram sem esse tipo de compensação, que, a bem da verdade, anda fora de moda.
No mais, quem disse que a Embraer quer fabricar helicópteros e que esse helicóptero é bom e que seja uma prioridade para a gente?
As vezes penso que adquirir produto indiano é algo tão arriscado quanto adquirir produtos russos e depender de seu pós-venda…