EUA e Dinamarca anunciam acordo para ampliar presença militar na Groenlândia
Entendimento envolve o governo groenlandês e tem assinatura prevista para a próxima semana; Copenhague afirma que soberania e autodeterminação serão preservadas
Os Estados Unidos, a Dinamarca e o governo da Groenlândia anunciaram, na sexta-feira (18), um entendimento para reforçar a segurança no Ártico e no Atlântico Norte. O acordo deverá ampliar a presença militar americana na ilha, após meses de tensões provocadas pelas declarações do presidente Donald Trump sobre a aquisição do território. As informações foram publicadas pela Folha de S.Paulo, com reportagem da Reuters.
Segundo o gabinete da primeira-ministra dinamarquesa, os três governos pretendem assinar o documento na próxima semana, durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas. A entrada em vigor dependerá posteriormente do cumprimento dos procedimentos parlamentares nacionais necessários, conforme o comunicado oficial.
Trump afirmou que o entendimento dará aos EUA “controle permanente” sobre a segurança da Groenlândia. Segundo ele, adversários americanos dependerão de autorização expressa de Washington para estabelecer bases, manter presença militar ou realizar investimentos sensíveis na ilha. O texto integral do acordo, porém, ainda não havia sido divulgado neste sábado (19), impedindo a verificação do alcance dessas declarações. A Reuters informou que permanecem desconhecidos detalhes como o contingente militar previsto e eventuais poderes americanos sobre investimentos e recursos.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, destacou que o entendimento reconhece a soberania e a integridade territorial do Reino, além do direito do povo groenlandês à autodeterminação. Ela apresentou o pacto como uma contribuição para a segurança compartilhada no Ártico e no Atlântico Norte, com benefícios também para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a Europa.
O chefe do governo da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que o acordo reconhece os interesses da ilha e sua participação na cooperação internacional. Segundo ele, o entendimento deverá fortalecer a segurança da Groenlândia, da Dinamarca, dos Estados Unidos e dos aliados ocidentais. As declarações dos dois líderes constam da nota conjunta divulgada pelo governo dinamarquês.
A negociação ocorre depois de um período de atritos entre Washington e Copenhague, ambos integrantes da Otan. As propostas de Trump para comprar ou anexar a Groenlândia, território autônomo do Reino da Dinamarca, provocaram resistência dos governos dinamarquês e groenlandês e preocupação entre aliados europeus. O anúncio atual concentra-se na cooperação em segurança, segundo a reportagem da Folha.
Os Estados Unidos já mantêm na ilha a Base Espacial de Pituffik, anteriormente chamada de Thule. Construída após o acordo de defesa firmado com a Dinamarca em 1951, a instalação apoia missões de alerta de mísseis, defesa antimísseis e vigilância espacial. Localizada no noroeste da Groenlândia, ela constitui um dos principais componentes da presença militar americana no Ártico, conforme a Associated Press.■

Trump afirmou que o entendimento dará aos EUA “controle permanente” sobre a segurança da Groenlândia.
Sabemos e a história nos ensina as relações de protetorado do EUA em países com a Europa, e em momento está relação se encontra rachada, a permissividade e a falta de uma política de desenvolvimento e a visão colonialista dourada da Dinamarca no futuro irá trazer perdas a Dinamarca.
Balela
Trump conseguiu o q queria, a proteção de seu flanco norte.
Pesquise aí como estão, hoje, França, Alemanha, Polônia e estados bálticos.
Todo mundo com a batata assando.
Patético da parte dos dinamarqueses kkkkkkkkkk
Nem tanto. Esse é o mesmo tratado de 1951, que foi renovado. mas para fins de relações públicas o Trump usou de fatos alternativos que os Dinamarqueses não confirmaram.
Quem rompeu tratados militares com os americanos foi o Presidente Geisel em 1979 e se afastou de Washington.
A questão é que nenhum tratado deveria ser feito com quem literalmente ameaça lhe invadir.
Isso nem tem como discutir.