Venezuela negocia transferência de 31 toneladas de ouro de Londres para os EUA

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Barras de Ouro da Venezuela irão para os EUA

O governo venezuelano e uma ala da oposição negociam a transferência de cerca de 31 toneladas de ouro, avaliadas em US$ 4 bilhões, do Banco da Inglaterra para os Estados Unidos. A negociação foi noticiada pela Reuters na sexta-feira (18).

Segundo o Financial Times, o destino previsto é o Federal Reserve Bank de Nova York. A proposta daria ao governo interino de Delcy Rodríguez controle legal sobre o metal, com acesso restrito e sem autorização para venda imediata. As reservas poderiam servir de garantia para empréstimos, inclusive destinados à reconstrução após os terremotos de junho.

O eventual acordo integra negociações apoiadas pelos Estados Unidos entre o governo interino e representantes da oposição. Os oposicionistas envolvidos exigem mecanismos de supervisão para impedir o uso indevido das reservas, conforme a reportagem do Financial Times.

Em agosto, representantes dos dois lados já haviam anunciado entendimento para buscar a liberação do ouro. Na ocasião, o negociador oposicionista Ramón López afirmou que os recursos deveriam financiar a recuperação de moradias, unidades de saúde e escolas. Também mencionou auditorias internacionais e mecanismos de controle sobre a aplicação do dinheiro, segundo a Euronews.

A instituição americana apontada como destino presta serviços de custódia de ouro a governos, bancos centrais e organismos internacionais. Nesse modelo, mantém as reservas em nome dos depositantes. O próprio Fed de Nova York esclarece que o ouro guardado em seus cofres pertence aos titulares das contas.

O acesso venezuelano às reservas está ligado a uma disputa sobre a representação legal do Banco Central da Venezuela. Diretorias rivais, indicadas por Nicolás Maduro e pelo oposicionista Juan Guaidó, emitiram instruções conflitantes sobre os ativos mantidos no exterior. O processo chegou à Suprema Corte britânica, que proferiu julgamento em dezembro de 2021, conforme os registros do tribunal.

A transferência permanece condicionada à solução judicial. O Banco da Inglaterra informou à Reuters que só poderá agir após uma nova ordem da Justiça britânica definir quem tem autoridade legal sobre a conta. Caberá às partes apresentar essa solução ao tribunal.■



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Nilo
Nilo
17 dias atrás

Não tenha dúvida EUA, usará as reservas para defender seus interesses e contra qualquer governo venezuelano que se insurga contra esses interesses.

Wagner Figueiredo
Wagner Figueiredo
Responder para  Nilo
17 dias atrás

Desde que o mundo é mundo acontece.. manda quem pode, obedece quem tem juízo!

Nativo
Nativo
Responder para  Wagner Figueiredo
16 dias atrás

Ou quem é fraco e enfraquecido por seus próprios nacionais .

NBS
NBS
17 dias atrás

A imprensa internacional, os países democráticos, o Ocidente e a ONU devem chamar as coisas pelo que são. Trata-se de um país tutelando colonialmente outro país. E isso deveria ter consequências para os EUA. O silêncio e a complacência dos demais dão a dimensão da omissão humana. Quando alguém vê uma atrocidade ou um crime e se cala, é cúmplice. O valentão da rua precisa ser enfrentado coletivamente.

Joanderson
Joanderson
Responder para  NBS
17 dias atrás

Desde de sempre os poderosos podem tudo,quem vai peitar os EUA?
A china os únicos que poderiam não querem esse tipo de embate.
Medo é dos yankes acordar um dia e resolver intervir aqui,militarmente não podemos nada.

NBS
NBS
Responder para  Joanderson
17 dias atrás

Os poderosos fazem o que fazem porque os mais fracos não se unem. Como dizem os estrategistas: “dividir para governar”. Cabe aos demais países, sejam eles do Ocidente, do Sul Global ou dos BRICS, bem como à ONU, adotar uma posição firme. Enquanto cada um imaginar que “isso não é comigo”, essa situação se perpetuará.
O Canadá tem demonstrado que é possível enfrentar as pressões, preservar sua autonomia e buscar o melhor caminho para o seu povo. Lá, diferentemente do que ocorre com povos excessivamente americanizados, a população compreendeu o perigo de arriar as calças e se deixar vencer. Quem não luta por seus direitos não deve contar com a complacência da história para sair vitorioso.

Hamom
Hamom
Responder para  NBS
17 dias atrás

“Coincidentemente” recentemente surgiu ou se acirrou um movimento separatista em Alberta, a província mais rica do Canadá com fartos recursos de gas e petróleo.

Nem sempre basta ter armas, contra um inimigo insidioso como o império, especialista em corromper, aliciar e insuflar discórdias e divisões internas, todo cuidado é pouco.

Última edição 17 dias atrás por Hamom
Dr. Mundico
Dr. Mundico
Responder para  Hamom
17 dias atrás

Deixa eu te contar um segredo, aqui prá nós: por trás de todo movimento separatista, sempre houve e sempre haverá a mão das elites produtivas da região.
Separatismo é coisa de rico. pobre nem sabe o que diabo é isso!

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  Joanderson
17 dias atrás

Ninguém supõe que seja aberta uma guerra contra os EUA mas seria papel da imprensa internacional e principalmente da imprensa estadunidense denunciar os crimes contra a ordem internacional.

Joanderson
Joanderson
Responder para  Camargoer.
16 dias atrás

Mas quando é outros países invadindo é invasão ilegal cruel,quando é os EUA é levando democracia e liberdade para um povo oprimido pelo governo sanguinário, os EUA tem o poder de influenciar.

Camargoer.
Camargoer.
Responder para  NBS
17 dias atrás

De fato, há um silêncio na imprensa internacional sobre a Venezuela.

Gabriel BR
Gabriel BR
17 dias atrás

Os senhores já ouviram falar sobre o grande Tecnato da América?….

James
James
17 dias atrás

Trump, o chefe mafioso, que vai sair (muito) mais rico do que entrou no governo. Ele e um pequeno grupo.

Deadeye
Deadeye
17 dias atrás

Já foi o Petróleo e agora vai o Ouro

Hamom
Hamom
17 dias atrás

Não se trata de “A Venezuela está negociando…”, mas sim de os EUA terem instruído o governo fantoche venezuelano. 

Paulo
Paulo
16 dias atrás

Quando Trump se for, ou por forças da política, ou por obsolescência biológica, pois é, deixará terra arrasada, nos EUA e fora dele.
Em particular na Venezuela, Delcy e seu grupo já estão jurados de morte pelo chavismo radical, e até por parte da oposição . Seu destino não será diferente de Maria Corina também O mais provável é que sem a proteção da CIA, ambas serão consideradas traidoras de Simon Bolivar e terão o mesmo fim, se permanecerem no país, coisa que duvido. Haverá certamente um acerto de contas sangrento, ou no mínimo um julgamento rápido de alguma ” comissão de salvação pública “. A possibilidade de uma guerra civil entre as facções chavistas e/ou oposição, após a Venezuela deixar de ser ” protetorado norte americano “, não pode ser descartada, tal o nível de humilhação e subserviência que o país foi submetido pelos EUA, com a anuência e colaboracionismo servil da cúpula chavista remanescente. Vai ser um problemão para os países limítrofes da Venezuela.

Andromeda1016
Andromeda1016
Responder para  Paulo
15 dias atrás

Ninguém vai se matar por ideologia por lá, pois assim como o Chaves fez, os gringos se encarregarão de deixar felizes as elites que de fato controlam a Venezuela. E pior, se as tendencias históricas se confirmarem, há grande chance de que os gringos modernizem a economia da Venezuela melhorando a situação do país, mas até que ponto essa melhora poderá alcançar, isso dependerá da capacidade e interesse do povo e principalmente da elite de lá. Os gringos irão modernizar até o ponto que aproveitar os seus interesses lá, o que for além disso dependerá dos venezuelanos, mas se isso depender da tendência também, eles irão jogar pelo ralo essa oportunidade. Quanto à gringolândia, as pessoas precisam entender as ações do trump separando suas ações de dentro e de fora do país, afinal as molecagens que ela prega fora de seu país são para o benefício dos EUA, e sobre isso não há dúvidas afinal está promovendo a reindustrialização do país e tentando adapta-la à nova realidade pós Bretton Woods com a multipolaridade batendo à porta deles. Todas essas “estupideces” que dizem que ele pratica pelo mundo são estratégias que visam manter a supremacia norte-americana viva, razão pelo qual está cercando a China por meio dos ataques que faz aos seus principais aliados pelo mundo como a Venezuela, os países do Brics e outros como o Irã.

José Joaquim da Silva Santos
José Joaquim da Silva Santos
16 dias atrás

Mas esse ouro deles no RU já não tinham roubado dias atrás ?

mls
mls
16 dias atrás

Tai para os lambedores de botas dos EUA. A intenção dita ao povo da Venezuela era trazer liberdade, mais observamos a nação sendo delapidada por esse mercenários. Ainda tem brasileiros que defendem uma intervenção dos EUA no Brasil. Eles querem nossas riquezas, com pano de fundo de combater narcotraficantes.

Andromeda1016
Andromeda1016
Responder para  mls
15 dias atrás

E para os lambedores de botas do Chavismo? o que você tem a dizer?

Dr. Mundico
Dr. Mundico
16 dias atrás

É melhor que esse ouro fique mesmo nos EUA.
Vai servir para sensibilizar e manter colaborativos os militares venezuelanos que ousarem tomar o poder, como sempre acontece por lá.
Basta saber que mais da metade da história da Venezuela se passou debaixo de comando militar, ultimamente na sua vertente “bolivariana”. Maduro era apenas o fantoche do chavismo.
É só olhar para trás e ver que os militares latino-americanos têm um estranho apego a tudo que reluz e leva ao poder.

Paulo
Paulo
Responder para  Dr. Mundico
16 dias atrás

É comum achar que o comportamento dos militares latino americanos é igual. Ledo engano. Há fatores locais, culturais, históricos, geográficos que os influenciam. Na região andina das Américas, a sombra de Simon Bolivar permanece muito forte. Ele foi o grande lider político e militar que serve de modelo para os militares dessa região. Já no BR, sua influência é zero. A grande inspiração dos militares aqui é Caxias, que não tinha nenhum apreço pela republica,como Bolivar. Era convictamente monarquista e grande defensor do Império. Daí porque até hoje os militares daqui tem como grande meta,manter o país unido, centralizado, como Caxias manteve, se necessário por força das armas, e se consideram um 4° poder, moderador, que era o papel do imperador. Isto faz enorme diferença, e explica em parte porque a América espanhola é fragmentada e a América portuguesa, não.

Marcos Bishop
Marcos Bishop
16 dias atrás

A grande novidade aqui é que oposição e situação estão negociando alguma coisa. Já é um avanço.
Quanto aos críticos que chamam isso de espoliação são meros 4 bilhões de dólares. Troco de pinga.