Sistema antidrone Zubr

A estatal russa Rostec anunciou a entrega às forças militares de um novo lote do sistema antiaéreo automatizado Zubr, desenvolvido para detectar e destruir veículos aéreos não tripulados pequenos, rápidos e com elevada capacidade de manobra.

O sistema foi concebido principalmente para a defesa de instalações, unidades militares e áreas sensíveis contra drones que operam a baixa altitude. A Rostec não informou quantos equipamentos foram entregues, quais unidades os receberão nem onde serão empregados.

Detecção e acompanhamento automáticos

De acordo com a empresa, o Zubr pode detectar autonomamente um drone e estabelecer o acompanhamento automático do alvo. Depois que o objeto é identificado e mantido sob rastreamento, cabe ao operador autorizar o engajamento.

A configuração mantém, portanto, uma pessoa no processo decisório. Embora a busca, a detecção e o acompanhamento sejam automatizados, o disparo depende de uma ordem humana, reduzindo o risco de engajamentos acidentais contra aeronaves autorizadas ou outros objetos presentes no espaço aéreo.

O conjunto é formado por quatro módulos de combate, um posto de comando e um radar próprio. Essa arquitetura permite que diferentes direções sejam cobertas simultaneamente e que os dados dos sensores sejam centralizados antes da decisão de abrir fogo.

As informações divulgadas não detalham o alcance do radar, a distância máxima de engajamento, o tipo de sistema eletro-óptico utilizado nem a quantidade de munição disponível. Também não foi informado se os quatro módulos podem atacar alvos diferentes ao mesmo tempo.

Sistema apareceu pela primeira vez em 2024

O Zubr foi observado publicamente pela primeira vez em setembro de 2024, no campo de testes de Kapustin Yar, durante uma visita de Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia.

Na ocasião, a ausência de informações oficiais impediu a identificação imediata do equipamento. O sistema foi inicialmente descrito apenas como um reboque não identificado equipado com quatro metralhadoras PKT, armamento originalmente desenvolvido para instalação em veículos blindados.

A revelação posterior mostrou que o conjunto fazia parte de um sistema integrado, no qual os módulos armados trabalham associados a radar, posto de comando e meios automáticos de acompanhamento. A solução segue uma tendência observada no conflito da Ucrânia: adaptar armas relativamente simples e de menor custo para enfrentar drones cuja destruição não justificaria o emprego de mísseis antiaéreos caros.

Segunda entrega anunciada em 2026

O lote mais recente é pelo menos o segundo entregue às tropas russas neste ano. Uma remessa anterior de sistemas Zubr havia sido anunciada em janeiro, indicando que o equipamento já ultrapassou a fase exclusivamente experimental e entrou em produção para emprego militar.

A sucessão de entregas também demonstra a prioridade atribuída pela indústria russa aos sistemas de defesa de curtíssimo alcance. Drones pequenos podem aproximar-se abaixo da cobertura de radares convencionais, atacar instalações logísticas ou danificar equipamentos de elevado valor com cargas explosivas relativamente leves.

Nesse cenário, sistemas armados com metralhadoras apresentam menor custo por engajamento e podem ser usados contra alvos que já penetraram as camadas formadas por mísseis e equipamentos de guerra eletrônica. Sua eficácia, entretanto, depende da rapidez dos sensores, da precisão do acompanhamento e da capacidade de atingir veículos pequenos em movimento.

O Zubr deverá atuar como uma camada complementar de proteção, sem substituir os sistemas antiaéreos de maior alcance. Sua expansão permitirá avaliar se a combinação de radar próprio, módulos automatizados e autorização humana consegue oferecer uma resposta economicamente sustentável ao emprego crescente de drones no campo de batalha.■



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Claudio Moreno
Claudio Moreno
19 dias atrás

O nosso EB irá desenterrar as velhas moedoras de carne. 50, as M55…rs..rs…soberania “cumpanhero”.

Sgt Moreno

Hamom
Hamom
Responder para  Claudio Moreno
19 dias atrás

O básico nunca sai de moda, só tem adaptar seu uso aos novos tempos.

André E.
André E.
Responder para  Claudio Moreno
19 dias atrás

Quem nasce pra ser submisso, não entende o valor da independência.

(Apagaram meu comentário anterior, mas eu insisto).

Bosco
Bosco
Responder para  André E.
19 dias atrás

Somente povos livres podem ser soberanos. Não existe país soberano governado por ditadores, aproveitadores, cleptocratas e assemelhados.
Antes de buscarmos a soberania plena devemos buscar a democracia plena, que só é construída com um povo altivo, de valor.
Só um povo liberto governado por um líder legítimo é que tem vontade e coragem de se querer soberano frente a outras nações que a querem oprimida.
Soberania bradada por um usurpador não surte o efeito desejado no exterior e no plano interno só surte o efeito por um determinado tempo já que não há mal que dure para sempre.

Última edição 19 dias atrás por Bosco Jr
EduardoSP
EduardoSP
Responder para  Bosco
19 dias atrás

Aqui é Brasil!
Terra da farinha pouca, meu pirão primeiro!
E isso de cima até embaixo na estrutura social.

Carlos Pietro
Carlos Pietro
Responder para  Claudio Moreno
19 dias atrás

Já prestou continência para a bandeira americana, hoje???

Claudio Moreno
Claudio Moreno
Responder para  Carlos Pietro
19 dias atrás

Olá camarada Carlos Pietro, não eu não fiz isso.

Como foi a sua experiência neste sentido?

Sgt Moreno

Willian
Willian
19 dias atrás

Bem-vindo de volta metralhadoras antiaéreas.

1000005968
Willian
Willian
Responder para  Willian
19 dias atrás

Eu vi isso enquanto pesquisava sobre torretas armadas, cara, isso num humvee ou num JLTV fica top, fica bonito, imponente e muito Destrutivo, pena nunca foi tão mais adotado, sim eu sei que ela era muito pesada e que consumia munição calibre .50 do veiculo mais rapido do que o tim maia, amy winehouse e zeca pagodinho bebem um barril de álcool juntos num sábado, mas mesmo assim sempre era necessario mais poder de fogo nos confrontos no oriente medio e africa e na asia.

1000005969
Willian
Willian
Responder para  Willian
19 dias atrás

Alias, toda vez que eu olho prum navio da classe zumwalt eu fico abismado com a falta de defesa de ponto. Aqueles canhões de 30mm dele la no teto do hangar não tem uma depressão boa para alvo muito proximo.

1000005508
Willian
Willian
Responder para  Willian
19 dias atrás

Sinceramente, falta algo tipo isso, se fosse colocar nesse navio eu colocaria duas na popa no lugar dos canhoes de 30mm, e três na proa, sendo uma em cada lado e uma na frente bem a frente dos canhoes de 155. Na minha opinião iria combinar bastante.

1000005972
Bosco
Bosco
Responder para  Willian
19 dias atrás

Com a remoção dos 2 canhões de 155 mm talvez tenham como instalar sistemas antidrones na proa.
Muitos estão sendo testados pela USN.
Eu não duvido que num futuro “distante” possam instalar um lançador Mk-49 RAM à frente da superestrutura já que não haverá mais as torres dos canhões atrapalhando o arco de lançamento.
Se não for um lançador RAM pode ser um sistema de laser de alta energia.

Bosco
Bosco
Responder para  Willian
19 dias atrás

O “azimute” combinado dos 2 canhões Mk-46 dos Zumwalts é de 270º. Fica só 90º fora do arco de fogo.
Vale salientar que inicialmente os canhões de 30 mm foram pensados para a defesa contra ameaças de superfície de baixa intensidade e não para ameaças aéreas.