Brasil, União Europeia e outros países lançam aliança em defesa do multilateralismo
Declaração condena coerção econômica, protecionismo e ameaça ou uso da força nas relações internacionais
Brasil, Austrália, Barbados, Canadá, Índia, Quênia e União Europeia lançaram a iniciativa Parceiros pelo Multilateralismo, conhecida pela sigla P4M, com o objetivo de fortalecer a cooperação internacional e defender os princípios da Carta das Nações Unidas. A declaração foi apresentada em 21 de setembro, durante a semana de alto nível da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Além dos sete copatrocinadores, aderiram ao documento Albânia, Bósnia e Herzegovina, Croácia, Chipre, Finlândia, Guatemala, Liechtenstein, Luxemburgo, Moldávia, Noruega, San Marino, Eslováquia, Espanha, Turquia e Uruguai, além do Conselho da Europa.
O texto expressa preocupação com o aumento da polarização, a multiplicação dos conflitos, as violações do direito internacional e o recurso crescente à política de poder. Também critica o protecionismo, a coerção e a ameaça ou o emprego da força para impor a vontade de um Estado sobre outro.
Soberania e integridade territorial
Os integrantes reafirmaram o compromisso com a igualdade soberana entre os países, a integridade territorial e a solução pacífica de controvérsias. A declaração sustenta que o sistema internacional fundado na Carta da ONU permanece indispensável para a manutenção da paz, a proteção dos direitos humanos e a promoção do desenvolvimento.
O documento também chama a atenção para o uso da interdependência econômica como instrumento de pressão política. Segundo os signatários, relações comerciais, cadeias de suprimentos, investimentos e mecanismos de financiamento ao desenvolvimento estão sendo utilizados com frequência crescente como formas de influência e coerção.
Embora critique práticas associadas às disputas entre as grandes potências, a declaração não menciona nominalmente Estados Unidos, China, Rússia ou qualquer outro país. A formulação busca estabelecer princípios gerais aplicáveis a todos os integrantes da comunidade internacional.
O grupo defende ainda a observância do direito internacional humanitário, da Declaração Universal dos Direitos Humanos e das liberdades fundamentais. Entre os compromissos mencionados estão também a implementação do Acordo de Paris sobre o clima e da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
Plataforma aberta, não um novo bloco
Segundo o presidente do Conselho Europeu, António Costa, a iniciativa pretende funcionar como uma plataforma aberta a países de diferentes regiões, tradições políticas e níveis de desenvolvimento. O objetivo declarado não é constituir um novo bloco geopolítico, mas formar uma rede para diálogo, coordenação diplomática e criação de coalizões em torno de temas específicos.
Costa afirmou que o direito internacional e a Carta das Nações Unidas têm sido repetidamente violados, inclusive por integrantes permanentes do Conselho de Segurança. Para o dirigente europeu, questões como mudanças climáticas, pandemias, inteligência artificial e insegurança econômica não podem ser enfrentadas isoladamente, mesmo pelas maiores potências.
A iniciativa estabeleceu três áreas prioritárias. A primeira é a defesa da Carta da ONU, da solução pacífica das disputas e das normas internacionais. A segunda envolve ações concretas em financiamento climático, desenvolvimento sustentável, preparação contra pandemias, resiliência econômica e inteligência artificial.
A terceira prioridade é a reforma das instituições multilaterais. Os participantes defendem organizações mais representativas, inclusivas e capazes de responder às mudanças na distribuição do poder mundial. Entre os instrumentos citados está a iniciativa UN80, voltada à modernização e ao aumento da eficiência das Nações Unidas.
Cooperação econômica também está na agenda
A declaração prevê coordenação em comércio, finanças internacionais e transformação digital. Os países apoiam cadeias globais de fornecimento mais diversificadas e resistentes, uma reforma do sistema multilateral de comércio e mudanças na arquitetura financeira internacional.
O grupo também pretende articular posições sobre clima, saúde global, inteligência artificial e combate à desigualdade. Entre os projetos mencionados estão a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, proposta durante a presidência brasileira do G20, e iniciativas internacionais para medir e enfrentar as desigualdades.
A diversidade dos participantes constitui simultaneamente a principal força e um dos desafios do P4M. O grupo reúne países desenvolvidos e emergentes, democracias ocidentais, economias do Sul Global e organizações regionais que nem sempre adotam posições semelhantes em crises internacionais.
A capacidade do mecanismo de produzir resultados dependerá, portanto, da transformação da declaração política em coordenação efetiva dentro da ONU, do G20, da Organização Mundial do Comércio e de outras instituições. O primeiro teste será verificar se os integrantes conseguirão preservar posições comuns justamente nos conflitos em que seus interesses econômicos, estratégicos e diplomáticos forem divergentes.■

Existem mais democracias defendendo isso, do que “ditaduras”, mas logo mais vai aparecer alguém falando de que o Brasil se alinha apenas com “ditaduras”.
Paulo…
Talvez muitos ainda não perceberam…. o mundo mudou
um monte concordando com algo, sem força para impor, e nada é a mesma coisa.
e digo mais…. sempre foi assim. Razões economicas e politicas pontuais seguraram uma situação ou outra.
EUA invadiu Iraque e Afeganistao
URSS invadiu Hungria, Afeganistão e Tchecoeslovaquia
China invadiu o Vietna
Argentina invadiu as Falklands
E por ai vai….
Comadres incomodadas não alterarão quem manda na rua, se não tiverem força.
Os países integrantes desses grupo ha muito tempo abriram mão de ter força e/ou delegaram parte dela a dependência desses fortes ou “atrevidos”.
Em certas medida uma resposta, mas de pouca eficiência.
A Europa tem uma barreira alfandegária, um muro difícil de ser transposto.
Mas fica a lição ao Brasil, Apenas Uruguai , se reeleito, o Lula, o seu governo está isolado dos outros país da A. Latina, nada que dure, nada que seja permanente rsrsrs.
Me chama atenção a não presença do México nesta lista.
O Marco Rúbio ficou chupando dedo na ONU rsrsrs
Brasil não é Venezuela, não é Argentina, é muita pequenez, submissão.
Até mesmo no Regime Militar, nunca o Brasil foi alinhado automático dos EUA (Brasil até mesmo abriu relações com a China nesse período), mas o que o “patriota” médio quer é isso, submissão.
O Brasil sempre estará submisso a outro. Se não for aos USA será a China, isto porque os políticos brasileiros se corrompem facilmente.
e por que teria sido no RM?
Pq as administrações anteriores do atual partido são à cuba, VNZ e até Bolívia?
A situação do México é delicada. Óbvio que a presidenta Mexicana apoiaria o grupo, mas um movimento desses, sem respaldo de uma UE / OTAN que ” abraçou ” o Canadá, antes dele fundar o grupo junto com Brasil e Quênia, seria muito arriscado, com o país tendo enorme fronteira seca com a Trumplandia. Poderia haver uma retaliação humilhante para os mexicanos.
o problema é q o Barsil fala e engana os deceonicos, e faz outra coisa, se rebaixando ao extremo.
e tem gente q acredita
bla, bla, bla, de sempre!!!!
Só louco ou mal intencionado pra levar a sério essas intencoes alegadas
Janaína Paschoal a aparição rsrsr
O louco nunca acha que ele é louco. Sempre acha que são os outros. Basta ler a reportagem para perceber que é algo bom. Mas para essa turma de desmiolados, se os EUA está fora,ou é ignorado, é “ruim”.
Desmiolado e insultar um assaltante apontando um 38 na sua cara.
Tem o ” dedo” do Itamaraty nesse grupo. Sabia- se que diplomatas da ” Casa de Rio Branco” estavam trabalhando à tempos na plataforma, e à princípio foram Brasil, Canadá, Índia e Quênia que propuseram o bloco. Ele cresceu rápido e agregou vários outros países. Não deixa de ser um contra ponto ao ” Escudo das Américas ” de Trump. Aliás não há nenhum país que faz parte do Escudo de Trump, que entrou pra nova plataforma.
Agora sim estaremos defendidos militarmente pela coalizão tanga frouxa kkkkk
Se bobear desse grupo só canada, brasil e australia não tomaram um pesco tapa de alguém nso últimos tempos kkk
E pela quantidade de deslinks o povo adora ser iludido, kkkkk
Mais uma farsa para encher os mídias porque logo à partida “defesa da Carta das Nações Unidas” e quando um dos proponentes nunca conseguiu condenar um país que invadiu outro e quando vemos um outro proponente que compra combustíveis com descontos a um país a quem são aplicadas sanções e depois vende esse combustível como se fosse produtor.
Os EUA, China, Rússia, Arábia Saudita, Índia, Irão são países que mais gastam em defesa e existem países entre os países do BRICS (tirando os EUA, todos são membros dos BRICS) condenam o “Ocidente” por ter aumentado a despesa em defesa, ficando a faltar dinheiro na OMS (Saúde) e no PAM (Alimentação) mas se repararmos todos os países mencionados são países do G20 e só o “Ocidente” contribui.
Resumindo, mis uma farsa.
Por menos farsa e mais pontuação!
https://www.facebook.com/reel/1026582820442846 nunca se ouve o nome Brasil antes da reunião do conselho de segurança sobre a guerra na Ucrânia e continuo a dizer que é uma farsa a presença do Brasil e Quénia como se fossem países defensores da carta das nações unidas e da paz