Colômbia retira blindados EE-9 Cascavel após mais de 40 anos de serviço
Veículo de fabricação brasileira deixa a Cavalaria colombiana sem um substituto direto dotado de canhão de 90 mm
O Exército Nacional da Colômbia retirou formalmente de serviço seus últimos veículos blindados EE-9 Cascavel, encerrando mais de quatro décadas de operação de uma das principais plataformas de combate da Cavalaria do país. O modelo brasileiro, desenvolvido pela extinta Engesa, estava em serviço na Colômbia desde 1982.
Segundo informações divulgadas pela imprensa especializada colombiana, 63 veículos ainda eram mantidos em serviço antes da decisão definitiva. A retirada ocorre sem que o Exército tenha selecionado um substituto direto capaz de oferecer mobilidade sobre rodas e poder de fogo equivalente ao canhão de 90 mm do Cascavel.
Veículos serão desmilitarizados e destruídos
A baixa dos Cascavel foi acompanhada pela abertura de um processo administrativo para a alienação, desmilitarização, desintegração física e destinação final das plataformas. O procedimento também inclui veículos EE-11 Urutu, carros-oficina EE-15 e EE-25, além de peças, ferramentas, sistemas e outros equipamentos associados.
O processo publicado pela Direção de Aquisições do Exército colombiano prevê que a empresa contratada assuma a custódia dos veículos, promova sua destruição irreversível e apresente registros documentais e fotográficos da operação. O valor estimado da alienação foi fixado em 707 milhões de pesos colombianos.
A decisão de eliminar fisicamente os blindados reduz a possibilidade de recuperação futura das plataformas ou de sua transferência para outros operadores. Algumas unidades, entretanto, já haviam sido preservadas como monumentos e “guardiões de entrada” em instalações militares colombianas.
Mais de quatro décadas de operações
A Colômbia adquiriu 128 unidades do EE-9 Cascavel em 1982, juntamente com 56 veículos blindados de transporte de pessoal EE-11 Urutu. Um inventário posterior apontava a existência de 121 Cascavel, embora apenas parte da frota permanecesse operacional nos últimos anos.
Os veículos foram distribuídos por diferentes regiões do país e empregados em missões de vigilância de fronteiras, reconhecimento, controle territorial e proteção de rodovias. Também participaram de operações contrainsurgentes, antinarcóticos e de combate a grupos armados ilegais, inclusive no âmbito do antigo Plano Meteoro, criado para reforçar a segurança nas principais estradas colombianas.
Durante sua trajetória operacional, os Cascavel colombianos chegaram a sofrer ataques com artefatos explosivos improvisados. A mobilidade proporcionada pela configuração 6×6 permitia o deslocamento rápido em estradas e áreas rurais, com menores exigências logísticas do que veículos blindados sobre lagartas.
Parte da frota recebeu modificações, incluindo blindagem adicional, nova transmissão, alterações no motor e a instalação de telêmetros laser. Apesar dessas intervenções, o Exército concluiu que novos programas de recuperação ou modernização não seriam economicamente viáveis devido à idade dos veículos e às crescentes dificuldades de sustentação logística.
Principal poder de fogo da Cavalaria
O EE-9 Cascavel é um veículo blindado de reconhecimento e combate desenvolvido no Brasil durante a década de 1970. Seu armamento principal é o canhão Engesa EC-90 de 90 mm, derivado do Cockerill Mk.3 e capaz de utilizar munições de alto explosivo, anticarro HEAT, HESH, fumígenas e antipessoal.
O armamento secundário dos veículos colombianos era formado por uma metralhadora coaxial de 7,62 mm e outra metralhadora do mesmo calibre instalada externamente na torre. Com velocidade máxima próxima de 100 km/h, o Cascavel combinava mobilidade estratégica com uma capacidade de fogo direto superior à dos demais blindados sobre rodas atualmente operados pelo Exército colombiano.
Nos últimos anos, a Colômbia incorporou plataformas como o M1117 Guardian 4×4 e o LAV III 8×8, além de veículos desenvolvidos pela indústria nacional. Esses modelos ampliaram as capacidades de transporte protegido, patrulhamento e reconhecimento, mas não substituem integralmente o papel do Cascavel, sobretudo pela ausência de um canhão de grande calibre.
A saída do EE-9 deixa, portanto, uma lacuna na capacidade orgânica de fogo direto das unidades mecanizadas colombianas. Seu eventual preenchimento dependerá de uma futura decisão de investimento em veículos dotados de canhões de 105 ou 120 mm — uma aquisição que, até o momento, não integra os planos confirmados do Exército do país.■


e o Brasil tentando ressuscitar esta múmia.
Os sucateiros piram com esse tipo de notícia
Tá brincando, sabe que vai acontecer?vai comprar a versão Stryker, vai para doutrina de dependência de compra de prateleira do armazém de ferro velho do EUA.
Vai sair do ferro velho do Brasil para o ferro velho dos EUA.
Ferro velho de Stryker é melhor que o ferro velho de Cascavel
O pior não é isso, mas o tamanho dos optrônicos, que será fácil acertar com um fuzil. Muitos anos atrás, vi um vídeo de um combatente curdo da YPG com seu AK-47 disparando seu fuzil do 3º andar de um prédio na Síria nos optronicos de um T-72 do exército sírio. Agora compare o tamanho dos optrônicos do T-72 e do Cascavel NG.
Uns optrônicos desse tamanho…
Cascavel, A4 Skyhawk, Leopard 1, 59 helicópteros no total para o país inteiro.
Como dizem por aí ” está de acordo as necessidades brasileiras”…
é a tal comparação “com o poder dos nossos vizinhos”. Ninguém que fala essa frase na imprensa e nas FFAA quer ir de leo1 enfrentar os spikes peruanos. Usam essa frase para justificar e projetar a quantidade e qualidade dos nossos equipamentos e pessoal.
DEve ser interessante ver um Leopard andando pela floresta amazonica e seus igarapes!
Mais interessante é um punhado de tanques do tempo do Ariri para cobrir todo o resto do país que não é floresta…
Você sabe que eles não andam lá, que eu utilizei uma figura de linguagem, né?
É possível que ele chegue pelas estradas. Militarmente inviável, mas possível. Muitos caminhões e outros veículos transitam entre o BR e o Peru todo dia.
Um comentário interessante é que a ENGESA, em sua origem, tinha três proprietários, um dos quais possuía uma fazenda com acessos difíceis. Ele frequentemente tinha dificuldade para transitar em estradas de terra com atoleiros. Assim falando com seus dois sócios – que eram engenheiros mecânicos e irmãos – ficou resolvido fazer uma adaptação de uma picape Ford F100 transformando-a numa 4 x 4. Então de uma fábrica de parafusos a ENGESA virou o que foi…
Por volta de meados dos anos 70 foi feito o projeto de um caminhão de uso civil com
tração 8 x 8 …esse ficou só no protótipo mas também era destinado para a ….AMAZÔNIA!!!
E como os Leo 1 vão até o Peru ? de avião ou de navio ? Porque pela selva não dá
59 helicópteros?? De qual Força?
Somente o EB possui 96 helicópteros.
https://www.eb.mil.br/web/noticias/w/aviacao-do-exercito-celebra-40-anos-de-recriacao
Pois é!!!
Mais fogões, geladeiras e lavadoras para o povo colombiano.
Dá para levar uns 3 para os museus e o resto é retirar os equipamentos, pneus e portas e deixar em alguma praça, as crianças brincam de entrar em sair pelos buracos do casco.
Acho que nosso brioso EB deveria repatriá-los, modernizar no padrão BR… dá para mais uns 40 anos na ativa. (contém ironia e não duvido que aconteça algo semelhante).
Destruam logo se não o exército brasileiro vai querer comprar.
Quando Trump se for, ou por pressão política ou por obsolescência biologica ( pois é ), a Colômbia, e também Venezuela e demais países andinos voltarão à ser assombrados pelos seus próprios fantasmas. E pairará novamente a sombra de Simon Bolivar ( El Libertador) , que quer queira os esbirros de Trump, quer não, foi quem moldou o caráter e o ethos desses povos. Trump será apenas um “gringo forasteiro ” que por breve período, ocupou um lugar que nunca foi dele.
O Brasil irá exportar os novos Cascavel NG para os Colombianos!!!! 🤣🤣🤣🤣🤣
Estão fazendo o que devíamos ter feito!! Mas no nosso caso, substituir pelos Iveco.
Deveríamos readquirir essas células, mesmo que trocando por algum produto de interesse deles. Poderiam ser bem úteis em um país que leva sua defesa a sério…digo o mesmo para os Urutu e jararaca que servem pela América do Sul e África. E caso algum descrente pense “o que faríamos com eles”, eu sei muito bem o que deveríamos fazer…
Comparando com aqueles antigos que o Brasil possuía, estes da Engesa são bons. Para a guerra moderna estão obsoletos mas, poderiam ser úteis nas PMs do país.
O que uma PM faria com um blindado armado com canhão de 90 mm????
Salve senhores camaradas do Forte e Trilogia!
Penso que está aberto a porta para o Guaraní armó do com a torre de 30mm ou mesmo o Centauro II.
Sgt Moreno
Vamos comprar para fazer mais EE-9NG. Que bela oportunidade!!! Nem os colombianos acharam viável modernizar, somente no Brasil algumas coisas inexplicáveis acontecem….
Não era Israel que queria comprar TODOS os Cascavéis do EB para modernizar e o EB recusou a venda porque a viatura é perfeita?
Ótima oportunidade para Israel comprar os Cascavéis da Colômbia!
PS: contém ironia.
Vamos manter operando esses banheiravel.
Entendo que os Cascavéis colombianos cumpriram brilhantemente as missões para as quais foram destinados (https://pt.wikipedia.org/wiki/EE-9_Cascavel) e representavam, à sua época, uma excelente solução, inigualável se comparados aos seus concorrentes, via de regra muito mais caros, mesmo que considerando que alguns tinham desempenho similar.
Conforme citado também pelo Forças Terrestres e pela wikipedia os Cascavéis na Colômbia foram empregados basicamente em “…os blindados EE-9 Cascavel, de fabricação brasileira (desenvolvidos pela extinta Engesa), desempenharam um papel crucial por mais de 40 anos no combate às guerrilhas colombianas.”
Hoje com os misseis anti tanques de menor porte, drones e artefatos explosivos improvisados, até de fabricação caseira , os Cascaveis se apresentam frageis mas não só eles! Analisando, por exemplo, a guerra Ucrânia/Russia – logicamente com caracterísicas totalmente diferentes em relação à Colombia -vejam que até grandes MBTs como T62 , Leopards etc… – tem sofrido grandes perdas.
Assim a melhor característica dos Cascavéis – a sua velocidade e agilidade (e isso eu pude verificar pessoalmente, inclusive na Colômbia) – ainda os tornam vetores muito úteis (como é o caso do Cascavel NG); nessa configuração o papel militar de proteção de tropas e comboios ainda é muito importante.
Os Cascavéis da matéria foram desativados pela Colômbia principalmente por obsolescência mecânica e sua manutenção tornou-se muito cara. Mesmo hoje, sua eficácia ainda poderia trazer, em certos cenários, um apoio muito importante às tropas terrestres e sua substituição é certamente um tema doloroso para os colombianos.
Então alguns dos foristas que aqui fizeram citações jocosas só demonstram um profundo desrespeito aos brasileiros que conseguiram, mediante muitos esforços, desenvolver produtos de primeira linha,.