França começa a receber blindados Jaguar R3 com mísseis anticarro integrados
Novo padrão incorpora todas as capacidades operacionais previstas para o veículo de reconhecimento e combate do programa SCORPION
A Direção-Geral de Armamento da França (DGA) iniciou a entrega dos primeiros veículos blindados de reconhecimento e combate Jaguar no padrão R3 ao Exército francês. As entregas começaram durante o verão europeu e, até 4 de setembro, 21 unidades da nova versão haviam sido repassadas à força terrestre.
O padrão R3 representa a configuração operacional completa do Jaguar, reunindo todas as capacidades técnicas e de combate previstas no desenvolvimento do veículo. A principal novidade é a integração definitiva do míssil anticarro MMP, atualmente comercializado pela MBDA como Akeron MP.
Versão autorizada para emprego operacional
A DGA e o Exército francês concluíram a qualificação do Jaguar R3 em 8 de abril de 2026. A autorização para emprego operacional pela força terrestre foi concedida em 20 de julho, abrindo caminho para o início das entregas às unidades.
Os testes de qualificação foram conduzidos pelo centro de testes e especialização de sistemas terrestres da DGA, com atividades realizadas nas instalações de Bourges e Angers. O processo verificou a integração dos sistemas de armas, sensores, comunicações e demais equipamentos incorporados ao novo padrão.
Os Jaguar entregues anteriormente em configurações intermediárias também serão modernizados. A campanha de retrofit deverá elevar toda a frota existente ao padrão R3 até o final de 2027, evitando a formação de diferentes subfrotas dentro dos regimentos de cavalaria blindada.
Míssil amplia capacidade contra blindados
O Jaguar R3 transporta dois mísseis MMP/Akeron MP em um lançador retrátil instalado na lateral da torre. Um primeiro disparo a partir do veículo havia sido realizado com sucesso em abril de 2021, durante a campanha de qualificação do sistema.
Na ocasião, o míssil atingiu o alvo após ser lançado do casulo integrado à torre. O armamento possui alcance operacional superior a quatro quilômetros e pode ser empregado nos modos “dispare e esqueça” ou com o operador acompanhando e corrigindo a trajetória por meio de um enlace de fibra óptica.
Essa arquitetura permite atacar carros de combate, fortificações e outros alvos de alto valor, inclusive quando não estão diretamente visíveis para a tripulação. O alvo pode ser designado por observadores avançados, drones ou outras unidades conectadas à rede de combate.
O Akeron MP utiliza um sistema de guiagem com canais infravermelho e de imagem colorida. A combinação aumenta a capacidade de identificar alvos com baixo contraste térmico e permite selecionar pontos específicos de impacto.
Canhão de 40 mm com munição telescopada
Além dos mísseis, o Jaguar está armado com um canhão automático 40 CTAS, fornecido pela CTA International, empresa conjunta da KNDS e da BAE Systems. A arma emprega munições telescopadas de 40 mm, nas quais o projétil fica alojado dentro do estojo propelente.
O canhão pode utilizar diferentes tipos de munição contra veículos blindados, posições fortificadas, infantaria e alvos protegidos. Como armamento secundário, o veículo conta com uma estação remotamente controlada equipada com uma metralhadora de 7,62 mm, destinada principalmente à autodefesa em curtas distâncias.
Com aproximadamente 25 toneladas, o Jaguar possui configuração 6×6 e foi projetado para missões de reconhecimento blindado, aquisição de alvos e combate. O veículo oferece proteção contra minas, dispositivos explosivos improvisados e ameaças balísticas, podendo operar em áreas urbanas, regiões montanhosas e terrenos de difícil acesso.
Substituição de três sistemas
O Jaguar foi desenvolvido para substituir três plataformas mais antigas do Exército francês: o veículo de reconhecimento sobre rodas AMX-10RC, o blindado leve ERC-90 Sagaie e a versão do veículo de transporte VAB equipada com mísseis anticarro HOT.
A mudança representa mais do que uma simples renovação de veículos. O Jaguar faz parte do programa SCORPION, iniciativa destinada a conectar os meios terrestres franceses por meio de uma arquitetura digital comum.
O programa também inclui o blindado multifunção Griffon 6×6 e o veículo leve Serval 4×4, além da modernização do carro de combate Leclerc para o padrão XLR. Os veículos compartilham sistemas de comunicação, gerenciamento do campo de batalha e alerta, permitindo uma troca mais rápida de informações entre unidades.
França pretende operar 300 veículos
Pela atual programação militar, o Exército francês deverá dispor de 238 Jaguar até 2030. A frota deverá alcançar 300 veículos no horizonte de 2035, quantidade destinada a equipar sete regimentos de cavalaria blindada.
A produção é conduzida por um agrupamento industrial formado pela KNDS France, Arquus e Thales. A montagem final ocorre na fábrica da KNDS em Roanne, enquanto a Arquus responde por componentes relacionados à mobilidade e ao conjunto automotivo. A Thales fornece elementos da eletrônica embarcada e dos sistemas de comunicação.
A Safran é responsável por equipamentos optrônicos, a CTA International fornece o sistema de canhão e munição de 40 mm e a MBDA produz os mísseis Akeron MP.
Com a entrada do padrão R3 em serviço, o Jaguar passa a oferecer a combinação de reconhecimento, sensores avançados, armamento de médio calibre e capacidade anticarro de longo alcance originalmente prevista. A modernização deverá ampliar a capacidade dos regimentos franceses de localizar, compartilhar e atacar alvos em um campo de batalha cada vez mais digitalizado.■


A versão modernizada do Cascavel NG, o próximo passo desejado. Com AKAER 100% com os Árabes.
O vovô Cascavel cria e o neto Jaguar copia.
A versão Fenris é um sucessor espiritual do Cascavel, quem sabe um dia possa existir um Guarani com uma torre com canhão 90mm ou 105mm ao lado do Centauro 2.
O que era para o cascavel NG ter sido… Para a função de reconhecimento tanto o cascavel NG como o próprio centauro 2 não são opções tão adequadas. Um guarani com uma torre de 30mm + mísseis AC como o Spike transportando uma sessão de reconhecimento com drones seria muito mais interessante, principalmente trabalhando em conjunto com o guaicuru. Sobre o centauro 2, seria um baita MGS para apoio de fogo direto dentro dos batalhões de infantaria mecanizado, ou até dentro de RCBs sobre rodas nas brigadas mecanizadas.
Ahhhh se tivéssemos alguns desses no EB ao invés daquela toupeira chamada Cascavel !