Xi Jinping chega aos EUA para visita de Estado em meio a negociações sobre comércio, IA e Taiwan
Presidente chinês foi recebido pessoalmente por Donald Trump em uma cerimônia incomum na Base Conjunta Andrews
O presidente da China, Xi Jinping, chegou a Washington na quarta-feira, 23 de setembro, para uma visita de Estado de três dias aos Estados Unidos. Xi e a primeira-dama Peng Liyuan foram recebidos pelo presidente Donald Trump e por Melania Trump na Base Conjunta Andrews, nos arredores da capital norte-americana.
A decisão de Trump de se deslocar até a base aérea para receber o líder chinês foi considerada um gesto diplomático incomum. Presidentes norte-americanos normalmente aguardam os chefes de Estado estrangeiros na Casa Branca, especialmente quando a programação já inclui uma cerimônia formal de boas-vindas.
A recepção contou com tapete vermelho, execução dos hinos nacionais, guarda de honra e sobrevoo de dois bombardeiros estratégicos B-1B Lancer. Caças F-16 e F-22 também foram posicionados na base, compondo uma demonstração do poder militar norte-americano.
Em uma declaração divulgada após a chegada, Xi afirmou que China e Estados Unidos “devem ser parceiros, não rivais”. Segundo o presidente chinês, o desenvolvimento de seu país e o objetivo de Trump de fortalecer os Estados Unidos poderiam avançar simultaneamente, com benefícios para a economia mundial.
Reunião na Casa Branca
A principal reunião entre Xi e Trump está marcada para esta quinta-feira, 24 de setembro, na Casa Branca. A programação prevê uma nova cerimônia de chegada, pronunciamentos dos dois presidentes, revista militar no Rose Garden e reuniões a portas fechadas.
Segundo a Casa Branca, aproximadamente 480 militares participariam das cerimônias. Também estava previsto um sobrevoo realizado por um bombardeiro furtivo B-2 Spirit, acompanhado por quatro caças F-22 Raptor.
Esta é a primeira visita de Estado de Xi Jinping a Washington desde setembro de 2015, durante o governo de Barack Obama. O presidente chinês esteve nos Estados Unidos em 2023, para a reunião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, mas sem o protocolo completo de uma visita de Estado.
O encontro também representa a segunda reunião presencial entre Trump e Xi em 2026. Em maio, o presidente norte-americano visitou Pequim, onde os dois governos anunciaram compromissos para estabilizar a relação bilateral e reduzir o risco de uma nova escalada comercial.
Trégua comercial prorrogada
Antes mesmo da reunião presidencial, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou que Washington e Pequim concordaram em prorrogar a atual trégua comercial até 10 de janeiro de 2027. O entendimento anterior expiraria em novembro.
Durante a trégua, os dois países reduziram parte das tarifas e evitaram novas restrições comerciais. A extensão oferece mais tempo para negociar um acordo mais amplo, embora Bessent tenha reconhecido que ainda não está claro se será possível alcançar um compromisso permanente.
Trump pretende obter compromissos chineses envolvendo produtos agrícolas e aeronaves comerciais. O governo norte-americano afirma que Pequim está avançando na prometida aquisição de 200 aviões da Boeing, mas até agora não há confirmação de uma nova encomenda associada à visita.
A China também havia se comprometido a adquirir pelo menos US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas norte-americanos entre 2026 e 2028. Washington deverá pressionar pela ampliação das compras de soja, carne bovina e outros produtos, considerados politicamente importantes antes das eleições legislativas de novembro.
Terras raras e tecnologia
Outro ponto central é o fornecimento de terras raras e minerais críticos empregados na fabricação de semicondutores, veículos elétricos, turbinas, sistemas eletrônicos e equipamentos militares. Washington quer que Pequim reduza as restrições à exportação desses materiais.
A China controla cerca de 70% da mineração mundial de terras raras, 85% da capacidade de refino e aproximadamente 90% da produção de ligas e ímãs. Essa concentração oferece ao governo chinês um instrumento de pressão nas negociações comerciais e tecnológicas.
Pequim, por sua vez, busca adiar ou flexibilizar regras norte-americanas que impedem milhares de empresas chinesas de adquirir tecnologias avançadas. As restrições dos Estados Unidos abrangem semicondutores, equipamentos para produção de chips e sistemas que podem ter aplicações militares.
Inteligência artificial na agenda
A competição pela liderança em inteligência artificial também deverá ocupar parte das conversações. Estados Unidos e China estudam estabelecer um canal para comunicar incidentes envolvendo sistemas avançados de IA e discutir riscos associados a armas autônomas, ataques cibernéticos e modelos capazes de afetar infraestruturas críticas.
As possibilidades de um acordo abrangente, entretanto, são consideradas reduzidas. Washington procura limitar o acesso chinês aos processadores mais avançados, enquanto Pequim acusa os Estados Unidos de utilizar preocupações de segurança nacional para preservar sua vantagem tecnológica.
A importância do tema também aparece na lista de convidados para o jantar de Estado. Entre os executivos esperados estão Jensen Huang, da Nvidia, Sam Altman, da OpenAI, Elon Musk, Jeff Bezos, Sundar Pichai e Michael Dell.
Taiwan e segurança internacional
Taiwan permanece como o tema político e militar mais sensível. A China considera a ilha parte de seu território e exige que Washington interrompa as vendas de armamentos ao governo taiwanês.
Pequim tenta convencer Trump a declarar formalmente que os Estados Unidos “se opõem” à independência de Taiwan. A formulação tradicional norte-americana afirma apenas que Washington “não apoia” a independência, preservando uma política de ambiguidade estratégica. Qualquer mudança poderia provocar forte reação no Congresso e entre aliados dos Estados Unidos na Ásia.
A guerra entre Estados Unidos e Irã, o abastecimento de petróleo chinês e a situação no Estreito de Ormuz também deverão ser discutidos. Washington espera que Pequim utilize sua influência econômica sobre Teerã para favorecer uma redução das hostilidades, embora analistas não prevejam concessões significativas por parte do governo chinês.
A programação termina na sexta-feira, com um encontro reservado entre os dois casais presidenciais e uma visita aos Arquivos Nacionais. A visita procura estabelecer limites para a competição entre as duas maiores potências mundiais e impedir que disputas econômicas, tecnológicas e militares evoluam para uma crise aberta.■

Brigadeiro cachorro grande.
A cara de “To nem aí” do Xi contrasta com a do Trump de impostor.
Sobre IA as duas grandes empresas OpenAI e a Anthropic colocam em pauta ontem a necessidade dos países ter auditoria externa para mitigação de riscos, ao contrário do Trump e próximo a postura do Xi.
De resto vai ser um toma lá da cá.
Ganhador o Trump se apresentara mesmo que não tenha, esconderá as concessões.
Briga…
A Cag* que a Open AI e Anthropic fizeram vai muito além do que é divulgado pela mídia não especializada. Eles simplesmente desenvolveram modelos de IA de fronteira dotadas de RFI quase autônomas. Ou seja, a capacidade de se auto evoluírem sem necessidade de assistência de seus tutores, e pior do que isto, sem que haja possibilidade de verificação dos passos de programação usadas por elas, para aumentar a performance. Além disso, dotaram- nas de ferramentas para burlar qualquer tipo de defesa cibernetica( sandbox ou firewalls), e invadir redes alheias, sem que os analistas dessas redes percebam. São IAs que conseguem simular alinhamento, enquanto preparam seus ataques, muitas vezes coordenados com seus agentes de IA e depois, mentirem para seus tutores. Em suma, o que os engenheiros, sob ordens de Sam Altman e Dario Amodei fizeram foi produzir uma espécie de Hackers ciberneticos, similares aos Hackers nerds adolescentes que conhecemos, mas com uma capacidade de processamento, foco implacável e frieza matemática infinitamente ,mas infinitamente mais poderosa que eles. O que os engenheiros declararam, e até os CEOs dessas empresas, relutantemente reconhecem, é que não conseguem, isto mesmo, não conseguem alinhamento delas, ou seja, que elas possam atender o prompt, sem comprometer, segurança, ou o bem estar das pessoas em geral, porque, mesmo testes rigorosos de alinhamento ,realizados pelos maiores especialistas da área, podem e estão sendo burlados pelas IAs. Elas ” simulam” alinhamento para os tutores, enquanto preparam ataques, mudança não autorizada de parâmetros, e algoritmos, etc, na surdina.
Em privado, os próprios CEOs admitem a possibilidade, de que seus modelos de IA de fronteira possam já ter invadido redes externas, servidores de IA, e silenciosamente, sem que os gestores desses servidores percebam, rodarem suas IAs em evolução, numa assustadora espécie de ” singularidade em câmera lenta”.
Daí porque eles,sim, os próprios CEOs ,forçaram a barra para que Trump fizesse esta cúpula com Xi. Sam Altman vai participar dela, junto com Elon Musk, aparentemente, exigência dos chineses. E por que a cúpula? Porque a única forma de deter agora, uma IA de fronteira, se transformando lentamente e silenciosamente em super inteligência dentro dos servidores de IA, é desligando – os. A China possui muitos desses tipos de servidores, com GPUs da Nvidia, ou similares. Estes são o tipo de configuração que a IA precisa para rodar sua auto evolução. Chips comuns simplesmente não são adequados. Servidores gerais, sem GPUs, estão pelo menos até onde se sabe à salvo desse fenômeno, mas não estão à salvo de um ataque cibernético clássico realizado por agentes de IA desses modelos.
Objetivo da cúpula é coordenar com os chineses a estratégia de desligamento, medidas urgentes de suporte para tentar mitigar os danos e consequências disso, proteger e isolar de forma segura servidores de defesa de ambos os países, e tentar ajudar estas empresas a encontrar um caminho que leve à um alinhamento real e seguro dessas IAs.
Tenho certeza que Xi e sua equipe já sabem de tudo isto. E creio, até concordem com o plano, em linhas gerais. O problema como sempre ,é Trump.
Quando o urso Pooh se encontra com o Pateta.
“Entender as forças e as fraquezas do adversário — e as suas próprias — evita o fracasso” Sun Tzu
Terras raras, essa é a maior fraqueza dos EUA, o Xi Jinping sabe muito bem disso e não vai dar mole pro ‘Laranjão”!
Ah, mas o Sr. Trump já está garantindo um quintalzão cheio das tais terras raras. Só falta um lote…
É, mas por maior que seja esse quintal, o “Brasil não cabe dentro dele”!
Deve ser meio incômodo para os chineses uma foto dos líderes com um Boeing 747 de fundo como “avião presidencial” do Xi Jinping.
Pela cara dele, tá nem aí. E os sobrevoos de aviões militares, o Xi deve ter pensado: ” Fazemos igual, por menos preço e temos muito mais!” kkkkkk
“A China controla cerca de 70% da mineração mundial de terras raras, 85% da capacidade de refino e aproximadamente 90% da produção de ligas e ímãs. Essa concentração oferece ao governo chinês um instrumento de pressão nas negociações comerciais e tecnológicas.”
O poder não é somente sobre armas… (mas tem que ter ela por perto rs)