Xi defende competição com limites e cooperação em IA em encontro com Trump
Na Casa Branca, presidente chinês propõe ampliar a cooperação econômica e reitera posição sobre Taiwan; divergências sobre inteligência artificial permanecem
O presidente da China, Xi Jinping, defendeu uma relação com os Estados Unidos baseada em cooperação, competição com limites e administração das divergências durante encontro com Donald Trump na Casa Branca, na quinta-feira, 24 de setembro. Segundo o comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores chinês, comércio, inteligência artificial e Taiwan estiveram entre os principais temas das conversações.
A proposta retoma o entendimento anunciado pelos dois líderes em maio, durante a visita de Trump à China, de construir uma relação de estabilidade estratégica. Na formulação apresentada por Xi, a cooperação deve ocupar posição central, enquanto a rivalidade entre as potências precisa permanecer dentro de limites que permitam preservar a paz.
O relato de Pequim atribui a Trump manifestações favoráveis à continuidade das negociações econômicas e do diálogo sobre IA. As declarações, contudo, não equivalem à resolução das divergências: a cobertura internacional do encontro registrou diferenças entre as posições públicas dos presidentes, especialmente sobre a necessidade de novas salvaguardas para a tecnologia.
Comércio: ampliar a cooperação e reduzir as disputas
Xi afirmou que uma nova rodada de consultas entre as equipes econômicas havia produzido um entendimento conjunto. Defendeu também que os dois países ampliem as áreas de cooperação e reduzam os problemas na relação comercial, com base em igualdade, respeito mútuo e benefícios recíprocos.
A ênfase chinesa recai sobre a reciprocidade. No comunicado, Xi argumenta que a estabilidade econômica depende do empenho dos dois lados e apresenta a negociação como instrumento para impedir que as divergências comprometam o conjunto da relação.
Na véspera da cúpula, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, anunciou uma extensão de dois meses da trégua comercial, até 10 de janeiro de 2027. Segundo a Reuters, o prazo adicional permitirá negociar um acordo mais amplo, ainda sem garantia de conclusão.
Inteligência artificial combina diálogo e divergências
A IA apareceu como uma área em que competição tecnológica e interesses comuns convivem. Xi defendeu a continuidade das conversações sobre riscos e benefícios, a prevenção de usos indevidos e a manutenção das tecnologias sob controle humano.
O comunicado chinês atribui a Trump a avaliação de que a inteligência artificial diz respeito ao futuro da humanidade e de que Washington e Pequim devem fortalecer a cooperação nessa área. O documento, porém, não apresenta um regime conjunto de fiscalização nem detalha compromissos regulatórios vinculantes.
As declarações públicas evidenciam diferenças. Conforme a agência Yonhap, antes da reunião Trump rejeitou novas restrições e apontou o Departamento de Justiça americano como mecanismo de controle. Xi, na cerimônia de recepção, insistiu na responsabilidade dos dois países de desenvolver e administrar a IA de modo a preservar o controle humano.
Taiwan permanece no centro das divergências estratégicas
Ao tratar de Taiwan, Xi reafirmou a posição chinesa sobre reunificação e integridade territorial. Pediu que Washington se oponha à independência da ilha e conduza o tema com cautela, vinculando essa postura às condições para o desenvolvimento da relação bilateral.
A escolha das palavras tem significado diplomático. Segundo a Reuters, opor-se à independência representa uma formulação mais forte do que a posição tradicional americana de não apoiá-la. A agência informou que não havia sinais de que o governo Trump pretendesse adotar essa mudança de linguagem.
O comunicado chinês não anuncia um compromisso americano de encerrar vendas de armas a Taiwan. Tampouco apresenta uma solução para a disputa: registra a exigência de Pequim dentro de uma agenda que também busca preservar espaços de cooperação.
As conversações incluíram ainda o Oriente Médio, a guerra na Ucrânia e a Península Coreana. Segundo o Ministério das Relações Exteriores chinês, os presidentes concordaram em apoiar reciprocamente a realização das reuniões de líderes da APEC e do G20 em 2026, mantendo esses fóruns como oportunidades para novos contatos diplomáticos.■


Sendo realista…”O documento, porém, não apresenta um regime conjunto de fiscalização nem detalha compromissos regulatórios vinculantes”…
“….As declarações públicas evidenciam diferenças.”…
“Xi, na cerimônia de recepção, insistiu na responsabilidade dos dois países de desenvolver e administrar a IA de modo a preservar o controle humano.” Neste parágrafo o China mostra sua cara, mas quem pode culpar, a responsabilidade afinal sobre a humanidade está nas mãos de dois. Concede até o limite só controle. Lembram da COVID, as propostas de soluções absurdas, quantas mortes necessárias até o aprendizado, o aprender a lidar com a infecção.
Essa reunião vejo como um maremoto, primeiro a calma do mar, com as águas calmamente recuando, depois o desastre. Taiwan e a pedra no sapato do Chinês que o EUA colocou e não vai tira.
A America Latina está sendo envolvida, Brasil não pode contar com países vizinhos, tem que criar para ontem alicerces que nos proporcionem um nível mínimo de capacidade de resistir ao que está por vir, o mundo civilizado, rico, está se armando como nunca, ninguém constrói bombas para Festa de Natal.
O problema todo é Trump. É um energúmeno pronto e acabado. Um ignorante e estúpido, que se acha a última bolacha do pacote. Como já afirmei em outros comentários, é o cara errado no momento errado. Ele é essencialmente, um negacionista, do clima, das vacinas, e do descontrole das IAs. Seu comportamento simplista e mentalidade rasa, se reporta à personagem Homer Simpson, daí seu carisma e popularidade( em queda, porque tudo tem limite).
No momento que estamos, precisamos de um Roosevelt, não de um Homer Simpson.
Vamos pagar um preço bem alto em função do negacionismo suicida de Trump. Sua relutância em aplicar soluções eficazes, porém drásticas em relação ao desalinhamento intrínseco das IAs de fronteira, vai aumentar de forma exponencial o preço que o mundo pagará. Contraditoriamente ao desejado por ele, a preservação das bigtechs que o patrocinam, o preço maior será pago por elas, quando diante do desespero, com ou sem Trump, o desligamento abrupto e não coordenado de todos os servidores baseados em GPUs da Nvidia, se tornará à única saída para evitar o pior cenário. Nesse caso as bigtechs encontrarão o seu fim, justamente por aquilo que mais estimularam. Justiça poética?
Eu sou desenvolvedor de Software. O rumo que a IA está tomando chega a ser assustador.
Eu hj faço usando IA trabalho de semanas em poucas horas.
A linguagem de programação está se tornando um mero detalhe.
Como desenvolver via especificação é o novo caminho.
É uma batalha nova que o Governo brasleiro deveria investir, ao invés de perder tempo com coisas que já estamos muito atrás.