Trump passa a chamar inteligência artificial de ‘superinteligência’ e leva termo ao diálogo com a China

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superinteligência

Expressão adotada pelo governo americano já tinha outro significado na pesquisa em IA: o de uma capacidade hipotética superior à humana em praticamente todas as áreas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em discurso à Assembleia Geral da ONU, em 22 de setembro, que seu governo passaria a usar “superinteligência” no lugar de “inteligência artificial”. Três dias depois, a Casa Branca empregou o novo nome ao anunciar um diálogo com a China sobre benefícios e riscos da tecnologia, além de um canal bilateral para comunicar incidentes. A próxima rodada de conversas está prevista para novembro.

Trump justificou a mudança dizendo que a palavra “artificial” faz a tecnologia parecer falsa. Segundo ele, documentos do governo americano deveriam passar a usar a sigla SI, derivada de Super Intelligence, em vez de AI. A iniciativa começou a produzir efeitos: um setor do Departamento de Estado responsável por organismos internacionais orientou seus diplomatas a trocar os termos em documentos e comunicações, conforme um e-mail obtido pela Associated Press. Ainda não está claro se a determinação alcança todos os órgãos federais.

Um termo que já existia

A expressão escolhida pelo presidente tem um significado próprio na literatura científica. Superinteligência descreve, em geral, uma inteligência hipotética capaz de superar amplamente os melhores desempenhos humanos em praticamente todos os campos cognitivos. É um conceito distinto da inteligência artificial que já aparece em ferramentas comerciais e aplicações militares.

Há também uma distinção em relação à inteligência artificial geral (AGI), usada para discutir sistemas com capacidades amplas em diferentes atividades. A mudança de nome defendida por Trump não demonstra que os sistemas atuais tenham alcançado qualquer uma dessas condições. Trata-se, até aqui, de uma escolha de linguagem do governo americano, com possíveis efeitos sobre sua comunicação e diplomacia tecnológica.

Competição e segurança

A Casa Branca afirmou que Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, concordaram em usar “superinteligência” para descrever as tecnologias discutidas bilateralmente. O Ministério das Relações Exteriores da China, segundo a Reuters, disse valorizar o uso da expressão por Washington, mas continuou a se referir à área como “inteligência artificial” ao apresentar os resultados das conversas. O alcance dessa concordância terminológica, portanto, permanece incerto.

No discurso à ONU, Trump vinculou a tecnologia à competição com a China e rejeitou propostas de controle internacional que, em sua avaliação, poderiam limitar o desenvolvimento americano. Ao mesmo tempo, os dois governos anunciaram um mecanismo para discutir riscos e comunicar incidentes. Para a área de Defesa, o conteúdo dessas conversas terá mais peso que o nome adotado: sistemas autônomos, ataques cibernéticos e a manutenção do controle humano sobre decisões críticas seguem entre as questões debatidas nas Nações Unidas.■



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Hamom
Hamom
15 dias atrás

“Super Inteligência Artificial”…
Que ao reduzir a necessidade dos humanos de usarem sua própria inteligência e capacidades cognitivas naturais, reduzirá por atrofia estas capacidades na próximas gerações…Produzindo talvez, futuros “super burros”?

Um bom exemplo de como isto já acontece é a redução do senso de orientação e do uso de pontos de referencia físicos em pessoas que sempre utilizam sistemas tipo GPS, o que está “ligado ao enfraquecimento do sistema de navegação baseado no hipocampo, a região cerebral responsável pela memória espacial e pela formação de mapas cognitivos complexos.”

Hamom
Hamom
Responder para  Hamom
15 dias atrás

E esta mudança no nome, de IA para SI, ao apagar a distinção clara entre inteligência computacional e inteligência humana é por si mesma prejudicial.

Além disto, este nome “Super Inteligencia” induzirá a ideia de superioridade da IA sobre a IH (Inteligência Humana), o que diminuirá a confiança das pessoas em suas próprias capacidades mentais naturais e portanto o uso de IH será ainda mais relegado no dia a dia em favor da IA.

Última edição 15 dias atrás por Hamom
Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Hamom
15 dias atrás

Outros estão chamando essa inteligência de burrice. É muita contradição.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  Hamom
15 dias atrás

“Um bom exemplo de como isto já acontece é a redução do senso de orientação e do uso de pontos de referencia físicos em pessoas que sempre utilizam sistemas tipo GPS, o que está “ligado ao enfraquecimento do sistema de navegação baseado no hipocampo, a região cerebral responsável pela memória espacial e pela formação de mapas cognitivos complexos.”

Em breve viveremos em um sistema de Idiocracia!

No debate público, o conceito ganhou força com referências ao filme satírico Idiocracia (2006).
Nas redes sociais, a percepção de uma “geração burra” costuma ser associada à polarização extrema, à perda da profundidade nos debates e à proliferação de notícias falsas, embora analistas destaquem que o vício em dopamina digital e a desinformação afetam todas as faixas etárias, e não apenas os mais jovens

Neurocientistas e educadores sugerem que a introdução massiva de smartphones e tablets na infância (sobretudo a partir de 2010) mudou a arquitetura de atenção dos jovens. O consumo frenético de vídeos curtos ativa as áreas de recompensa imediata do cérebro, reduzindo a capacidade de foco profundo, leitura analítica e pensamento crítico de longo prazo.
Em termos práticos, habilidades de memorização e resolução de problemas matemáticos tradicionais apresentaram declínio

Antifas
Responder para  Adriano Madureira
15 dias atrás

Párias onde o desgoverno è de esquerda ja vivem sub uma idiocracia!

gordo
gordo
Responder para  Adriano Madureira
14 dias atrás

Não vai demorar muito e teremos uma sociedade composta apenas por gente que vive desde a infância conectado nessa Cracolândia digital. Não é só aqui o problema. Quero ver as sociedades ditas ocidentais conseguirem resolver esse problema, porque poder econômico é o que não falta para esses traficantes digitais.

comenteiro
comenteiro
15 dias atrás

Suprema Inteligência Kree.

Wagner
Wagner
15 dias atrás

Pode ter certeza que é mentira do laranjão.

Dr. Mundico
Dr. Mundico
14 dias atrás

Errado ele não está.
Se é artificial, não é inteligência.
Se é inteligência, não é artificial.

Paulo
Paulo
14 dias atrás

Já comentei na trilogia que Trump é o cara errado no momento errado. A geração que teve lideres como Roosevelt e Churchill, que apesar de seus defeitos e tambem qualidades, conseguiram, apesar dos horrores da IIGM, manter a civilização, e a humanidade seguiu seu caminho. Tenho serissimas dúvidas se teremos algum futuro depois de Trump.

Paulo
Paulo
14 dias atrás

A IA, como está posta atualmente, é muito mais perigosa que a energia atômica jamais foi. No entanto a energia nuclear desde sempre foi um setor gerido , controlado e normatizada pelo estado.
É positivamente loucura em grau maximo deixar o desenvolvimento e comercialização das IAs e seus agentes na mão de meia duzia de empresas , que já provaram que não tem as minimas condições para isto. É só refletir sobre a atitude do 1° ministro da Australia, que diante do ataque de agentes de IA da Open AI sobre os datacenters de seu país, ligou, não para Tump, mas para Sam Altman ,CEO da Open AI ,responsabilizando – o pelo ataque!.
Ora, lideres de paises conversam com outros lideres. Isto é o basico da diplomacia, o que por si só, já mostra o absurdo e a seríssima anomalia da situação.