EUA deixam o Iraque após mais de duas décadas

A retirada das últimas tropas americanas, prevista para esta quarta-feira (30), cumpre um acordo de 2024 e acontece em plena guerra entre Washington e Teerã

As forças dos Estados Unidos devem deixar suas últimas bases no Iraque até esta quarta-feira (30). A saída é comemorada pelo Irã e por seus aliados como uma vitória e desperta temores entre especialistas iraquianos de segurança. Ao longo de mais de duas décadas de envolvimento militar no país, cerca de 4.500 americanos morreram.

A retirada cumpre um cronograma negociado em setembro de 2024, no governo de Joe Biden, por meio de uma comissão militar conjunta. A transição tinha duas etapas:

  • a coalizão encerraria sua missão militar no Iraque federal até setembro de 2025;
  • as tropas poderiam continuar apoiando, a partir de bases iraquianas, as operações contra o Estado Islâmico no nordeste da Síria até setembro de 2026.

Na época do acordo, havia cerca de 2.500 militares americanos no país.

Quem executa a retirada é o governo de Donald Trump, e o momento é delicado. Estados Unidos e Israel lançaram uma guerra contra o Irã em 28 de fevereiro, e desde então as bases americanas no Curdistão iraquiano passaram a ser atacadas com frequência. Washington não enviou tropas terrestres ao Irã, ao contrário do que fez no Iraque em 2003.

Vitória para Teerã

Grupos armados apoiados pelo Irã descreveram a saída como uma “vitória histórica” e uma “derrota esmagadora do projeto americano”. Em Teerã, o deputado Amir Hayat Moqaddam, vice-presidente da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, também saudou a medida.

O tom de algumas milícias é de ameaça. A Kataib Hezbollah avisou que vai derrubar qualquer aeronave “hostil” no espaço aéreo iraquiano a partir de 30 de setembro, data-limite para a saída da coalizão.

O desarmamento dessas milícias segue sem solução. A retirada chegou a ser vinculada a um ultimato para que os grupos armados entregassem as armas, pressionado por Washington, mas a maioria indicou que não pretende fazê-lo. Bagdá acabou estendendo o prazo para o desarmamento até 30 de junho de 2027.

Bagdá e Erbil divergem

O governo federal iraquiano quer a saída. Segundo uma fonte iraquiana ouvida pelo jornal The National, a data de 30 de setembro foi definida pelo primeiro-ministro Ali al-Zaidi em sua visita a Washington, em julho, e não pelos americanos. Na ocasião, Al-Zaidi anunciou a retirada e afirmou que o Iraque não terá mais problemas com o vizinho Irã, a quem chamou de “valentão do Oriente Médio”. O assessor de segurança do premiê, Qasim al-Araji, disse que a retirada inclui todos os sistemas de defesa, também os que restam em Erbil.

Parte do aparato de segurança iraquiano, porém, considera a saída prematura. Autoridades de segurança ouvidas pela Reuters afirmam que o Iraque ainda não está pronto para operar de forma totalmente independente e que a retirada pode criar um vazio de segurança.

A preocupação maior está no Curdistão. As forças da coalizão já estão presentes apenas no aeroporto de Erbil, depois de terem deixado as demais bases ao longo do último ano. Moradores da região autônoma dizem não saber quem os protegerá dos drones que atingiram a região repetidas vezes. Desde o início dos ataques americanos e israelenses ao Irã, Teerã lançou mais de mil ataques com mísseis e drones contra o Curdistão iraquiano, segundo o Jerusalem Post.

Relatos na imprensa curda indicam que o Pentágono avisou aos líderes curdos que não renovará o acordo de apoio ao Ministério dos Peshmerga, firmado em 2016 e que vence em 30 de setembro. Também há informações não confirmadas oficialmente sobre a transferência de baterias de defesa antiaérea Patriot de Erbil para a Jordânia. A presença americana não desaparece totalmente da região: os EUA mantêm um grande consulado em Erbil.

O fator Estado Islâmico

Washington afirma que a missão foi cumprida. Segundo um funcionário americano, EUA, Iraque e parceiros da coalizão tiveram grande sucesso contra o Estado Islâmico, e agora as forças de segurança iraquianas, incluindo os Peshmerga, liderarão o combate ao terrorismo no país.

O grupo jihadista foi derrotado no Iraque em 2017 e na Síria em 2019, mas as forças da coalizão permaneceram para enfrentar seus remanescentes. Na Síria, a presença americana terminou em 16 de abril de 2026, com a desocupação da base de Qasrak, na região de Hasakah. Especialistas iraquianos temem que a saída simultânea dos dois países permita a reorganização do grupo. O Departamento de Estado mantém o alerta contra viagens ao Iraque e afirma que tanto o Estado Islâmico quanto as milícias alinhadas ao Irã continuam a representar ameaças a americanos e a interesses dos EUA no país.

A retirada fecha um ciclo de 23 anos. As tropas americanas entraram no Iraque em 2003 para derrubar Saddam Hussein, saíram no fim de 2011 e voltaram em 2014 para combater o Estado Islâmico.■


 



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EduardoSP
EduardoSP
8 dias atrás

Os EUA com sua elevada produção de petróleo e agora, com o controle do petróleo venezuelano, estão se retirando do Oriente Médio.
Agora vai ficar por conta das tribos e milícias árabes se acertarem.

Nilo
Nilo
Responder para  EduardoSP
8 dias atrás

Correto e vão se acertar, não irá passar em branco o apóio dos curditaneses ao EUA dentro do Iraque e contra o Iran e seu apoio a Israel.
O Brasil é um empecilho para as pretensões americanas, estamos a determinar em outubro se nos tornamos um protetorado, uma Argentina, uma Venezuela, em que nossos interesses estão subordinados aos americanos, que escolhem segundos critérios deles o que é melhor para o Brasil. Nas palavras dos mesmos ” definimos o que é melhor e possível para o Brasil”, a exemplo da coerência do projeto de compra dos caças da FAB.

Paulo
Paulo
Responder para  EduardoSP
8 dias atrás

A conta não fecha. Petróleo não rima com o aquecimento global. Uma hora ele terá que ser abandonado, por bem ou na marra. Provavelmente na marra, e com muita dor e destruição, praxe dessa espécie ” inteligente” que se acha a última bolacha do pacote. “Pera, acho que ouvi uma risada cibernética do agente de IA do meu smartfone”.

Nilo
Nilo
Responder para  Paulo
8 dias atrás

O petróleo ainda estará presente no cotidiano do cidadão, mesmo quando vc se for deste mundo. A exemplo de países como Alemanha e Brasil grandes defensores de políticas de meio ambiente.

Raphael
Raphael
Responder para  Nilo
7 dias atrás

Petróleo é matéria prima para varios produtos além de combustíveis, lubrificantes e asfalto. Plásticos, medicamentos, cosméticos, fios téxteis e até goma de mascar, por exemplo.

Palpiteiro
Palpiteiro
Responder para  Paulo
7 dias atrás

Quando acabar será abandonado

Nilo
Nilo
Responder para  EduardoSP
8 dias atrás

E vão se a acertar, não irá passar em Branco a ajuda dos curditaneses ao EUA e Israel.
O grande empecilho, para que toda a A. Latina não se torne uma Costa Rica é o Brasil.
Em questão de mês o brasileiro erra definindo os rumos do país, se vai virar um protetora ou não.

Nilo
Nilo
Responder para  Nilo
8 dias atrás

…o brasileiro estará definido……

Filipe
Filipe
Responder para  EduardoSP
7 dias atrás

Sonha que foi isso. Os EUA estão sendo expulsos da região, por simplesmente não conseguir manter seus militares em segurança. O Irã deu um baita de um exemplo de guerra assimétrica no Tio Sam. A desculpa da Venezuela, só cola pro eleitorado de Donald Trump, no mundo real, os EUA sofreram um derrota na região.

Iran
Iran
Responder para  Filipe
7 dias atrás

Já fazem muitos anos que os EUA falavam de sair da Síria, Iraque, Afeganistão etc, foram progressivamente fazendo isso, a conta ficou muito cara faz tempo.

Adriano Madureira
Adriano Madureira
Responder para  EduardoSP
7 dias atrás

“Os EUA com sua elevada produção de petróleo e agora, com o controle do petróleo venezuelano, estão se retirando do Oriente Médio”.

Não se iluda com o petróleo Venezuelano, é um dos piores do mundo.

O petróleo venezuelano é considerado um dos mais pesados, viscosos e com maior teor de impurezas do mundo, exigindo processos complexos e caros de refinoPossui baixo grau API (medida de densidade), o que significa que ele não flui com facilidade e pode até entupir oleodutos se não for misturado a solventes (como nafta)Não serve facilmente para produzir combustíveis leves de alta demanda sem refino avançado, sendo mais voltado para a produção de diesel, asfalto e óleos industriais densosContém concentrações elevadas de enxofre, além de metais pesados como vanádio e níquel.Por ser extrapesado e exigir injeção de vapor ou processos intensivos para extração, a sua cadeia produtiva está associada a emissões significativas de gases de efeito estufa (como o metano) em comparação a outros tipos de óleo brutoPossui entre 4% e 5% de enxofre (enquanto petróleos “doces” ou limpos têm menos de 0,5%). Isso o torna altamente corrosivo para os equipamentos das refinarias e exige processos químicos severos para remoção do poluenteO petróleo da Faixa do Orinoco possui um grau API baixíssimo, geralmente entre 9° e 12° API (valores abaixo de 10° API significam que o óleo é mais denso que a água e afunda).

O mercado internacional considera como o “melhor” API (mais valorizado comercialmente) o petróleo leve ou extraleve, que possui grau API acima de 31° até mais de 40° API

Como exemplo,o petróleo encontrado na Margem Equatorial brasileira apresenta qualidade leve e pura, equiparável ao óleo descoberto na Guiana.
O óleo da Margem Equatorial foi classificado em testes oficiais recentes como leve e de excelente qualidade

A geologia da região brasileira é análoga à da Guiana e do Suriname, gerando um óleo com características muito semelhantes em termos de pureza e leveza
O petróleo encontrado na Margem Equatorial brasileira possui um nível API altíssimo, variando preliminarmente entre 35° e 40° API

Esta classificação significa que o óleo descoberto na região (especificamente no poço exploratório Morpho, no Amapá) é um petróleo leve de altíssima qualidade, apelidado no setor de “petróleo chique”.

O refino do petróleo venezuelano é um dos mais caros e complexos do mundo devido a três fatores principais

Alta Acidez e Enxofre (Óleo Sour): Possui um teor de enxofre muito elevado (entre 4% e 6%). O enxofre em altas temperaturas corrói as tubulações de aço carbono das refinarias comuns, exigindo ligas metálicas especiais e caras (como titânio ou cerâmica)Presença de Metais Pesados: Apresenta altas concentrações de vanádio e níquel. Esses metais destroem e contaminam os catalisadores químicos usados no processo de refinoCustos de Produção e Refino

Preço de equilíbrio (Break-even): Estimado entre US$ 42 e US$ 56 por barril (com a região do Orinoco em torno de US$ 49,26 por barril), segundo a Rystad Energy.Como exemplo,o preço de equilíbrio (break-even) do petróleo na Margem Equatorial e na Guiana está estimado entre US$ 25 e US$ 30 por barril, com dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) apontando o patamar específico de US$ 28 por barril para os ativos guianenses.
Esse patamar posiciona a região como uma das fronteiras exploratórias mais competitivas e baratas do mercado global de energia.

Donald Trump pode ter roubado na mão grande,mas o refino não será barato!

Última edição 7 dias atrás por Adriano Madureira
Antunes 1980
Antunes 1980
8 dias atrás

Os crimes cometidos pelos EUA durante a invasão do Iraque também tiveram como atores e coadjuvantes a Arábia Saudita e outros países árabes, Catar, Emirados Árabes e Bahrein.

Todos queriam ver o Iraque destruído e inofensivo, debilitado por guerras tribais e religiosas intermináveis e, claro, com seu petróleo à disposição para ser saqueado.

A missão foi cumprida com êxito. Por isso, agora, eles podem simplesmente sair, sem qualquer tipo de reparação ou responsabilidade.

Última edição 8 dias atrás por Antunes 1980
Sequim
Sequim
8 dias atrás

Entraram em 2003 sob a imensa mentira das armas de destruição em massa de Saddam Hussein, desorganizam o Iraque a tal ponto que ajudaram a criar o estado Islâmico e agora saem e deixam o país entregue à própria sorte, como fizeram com o Afeganistão. Pois é.

joao
joao
Responder para  Sequim
8 dias atrás

É pra ficar lá pra sempre?
Fato é q TODAS atitudes americanas tem contra elas alguma narrativa de ruim.
Se atua, é intervenção. Se não atua, é relapso e tá perdendo a influência.

O Irã por sua vez, tudo é vitória…. morreu todo mundo, mas não mudou, ganhamos!

Russia….. chega a ser engraçado….. 3 dias viraram anos…. mas é um plano…. pra enfraquecer os apoiadores….

Sequim
Sequim
Responder para  joao
7 dias atrás

Brasileiro patriota americano tem explicação para tudo nesse assunto. Impressionante.

joao
joao
Responder para  Sequim
7 dias atrás

Aummm

Paulo
Paulo
8 dias atrás

Como sempre, a intervenção dos EUA no Iraque para promover ” democracia” e ” economia de mercado”, resultou em terra arrasada, desorganização e extremismo.
Quando Trump se for, ou por pressões politicas, economicas, uma hecatombe cibernérica, ou obsolecência biologica, a mesma coisa ocorrerá nas americas.
O ciclo se repete, e se repete, quase como um vaticinio.
Hegel disse certa vez que se há algo que se aprende com a História, é que a humanidade não aprende com a História.
Para nossa desgraça, ele estava certo.

joao
joao
Responder para  Paulo
8 dias atrás

Agora, leve seu ” O Apanhador no Campo de Centeio” para autógrafo….

Pedro
Pedro
8 dias atrás

Na realidade esse é o efeito Irã destruindo o petrodolar e a hegemonia. Agora eles vêm pro lugar mais fraco a América do sul.

Última edição 8 dias atrás por Pedro
Pedro
Pedro
8 dias atrás

Na realidade esse é o efeito Irã destruindo o petrodolar e a hegemonia. Agora eles vêm pro lugar mais fraco a América do sul

Hamom
Hamom
8 dias atrás

Não é pra rir, mas os curdos foram enganados/instrumentalizados novamente…

As autoridades curdas classificaram a planejada retirada das tropas americanas do Iraque como “vergonhosa”.

Masrour Barzani, líder dos curdos no norte do Iraque, afirmou que Washington está abandonando seus aliados indefesos diante dos ataques iranianos.

Desde o início da guerra dos EUA contra o Irã, em fevereiro, houve pelo menos mil ataques com drones e mísseis iranianos contra o Curdistão iraquiano.

“A ameaça é real — estamos vulneráveis, estamos sendo atacados. Ser deixados sozinhos agora, sem qualquer, digamos, sistema de defesa adequado, é vergonhoso”, disse Barzani.
….
Pois é seu Barzani, como refletiria uma sábio caipira:
“Onde fui amarrar meu burro? Agora até o poste fugiu, levando o burro junto…”

joao
joao
Responder para  Hamom
8 dias atrás

Curdos fazem guerrilha por lá, desde antes do Império otomano começar a ser esboçado em rascunho….

Estão ganhando rios de $$$$$ com o petróleo daquela área, q é um dos melhores.

Será q os EUA não viram, q não adianta ajudar? Igual no Afeganistão?

As lideranças acabam se escorando, enriquecendo, solidificando seus poderes, e os homens com Purple Heart continuam sendo os seus….

Marcelo Soares
Marcelo Soares
8 dias atrás

”Armas de destruição em massa” em 2003…

Felipe
Felipe
8 dias atrás

Com certeza o Iraque está muito melhor hoje, do que antes da invasão…. #sqn (e tem gente que defende isso)

marcio
marcio
7 dias atrás

mais uma guerra a vista

Adriano Madureira
Adriano Madureira
7 dias atrás

“Moradores da região autônoma dizem não saber quem os protegerá dos drones que atingiram a região repetidas vezes. Desde o início dos ataques americanos e israelenses ao Irã, Teerã lançou mais de mil ataques com mísseis e drones contra o Curdistão iraquiano, segundo o Jerusalem Post.
Relatos na imprensa curda indicam que o Pentágono avisou aos líderes curdos que não renovará o acordo de apoio ao Ministério dos Peshmerga, firmado em 2016 e que vence em 30 de setembro.
Também há informações não confirmadas oficialmente sobre a transferência de baterias de defesa antiaérea Patriot de Erbil para a Jordânia”.

Os Curdos deitaram na cama que lhe foi oferecida, pelo aliado de ocasião, agora aguentem as consequências.

Deixaram contas a pagar na Síria, onde roubaram petróleo em parceria com os Estados Unidos, no Irã onde os principais partidos e grupos curdos iranianos formaram uma coalizão dedicada a derrubar a República Islâmica do Irã e buscar a autodeterminação.

“o Pentágono avisou aos líderes curdos que não renovará o acordo de apoio ao Ministério dos Peshmerga, firmado em 2016 e que vence em 30 de setembro”.

Mais um que foi usado e descartado pelo aliado confiável, pelo visto não aprenderam nada com a própria história…

Na história, o povo curdo foi traído pelo menos 8 vezes pelas grandes potências ocidentais e regionais nos últimos 100 anos.
Essa sequência histórica de abandonos estratégicos consolidou o famoso provérbio curdo: “Não temos amigos além das montanhas”.

https://www.atitoxavier.com/post/curdos-uma-na%C3%A7%C3%A3o-sem-pa%C3%ADs-usados-e-tra%C3%ADdos-historicamente

Heli
Heli
7 dias atrás

Ainda bem que os USA não são como os russos e poupam civis. Foram mais de 600 mil civis mortos no Iraque e nenhum WMD encontrada.

Sequim
Sequim
Responder para  Heli
7 dias atrás

O Allan Greenspan, presidente do FED no governo Bush Jr. , em um momento de sinceridade ou senilidade, disse que a invasão do Iraque foi por causa do petróleo. Zero surpresa.

João Moita Jr
João Moita Jr
Responder para  Sequim
4 dias atrás

Oil
Israel
Logistics

Eromaster
Eromaster
7 dias atrás

Efeito Irã…. Irã destruiu boa parte das bases no Oriente Médio.

No Iraque, as bases não tinham mais condições de serem defendidas pelo Império. Melhor acelerar a retirada antes de ficar pior ainda.

Wagner
Wagner
6 dias atrás

Assim vai se consolidando a hegemonia regional iraniana,criando sua “otan” islamica.

João Moita Jr
João Moita Jr
5 dias atrás

Tantos irmãos caidos, e muitos mais aleijados naquele fim de mundo para dar nisso aí. Hoje quem manda lá é justamente o Irã.

Abs