terça-feira, junho 28, 2022

Saab RBS 70NG

ONU dá ultimato a rebeldes no Congo

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

article-m23-congo2-1127

JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE / GENEBRA – O Estado de S.Paulo

vinheta-clipping-forte1A Missão de Estabilização da ONU na República Democrática do Congo (Monusco), liderada pelo general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz, ameaça usar a força pela primeira vez contra os combatentes do movimento M23. A milícia recebeu a ordem de entregar seu armamento até hoje, às 17 horas de Brasília.

O alerta foi emitido na terça-feira, quando foi dado o prazo de 48 horas para que os rebeldes abandonassem a violência. O grupo atua na região de Goma, no leste do país, na fronteira com Ruanda e Uganda. Caso eles não deponham as armas, a ONU ameaça “usar a força”.

A Monusco ordenou que os rebeldes “deixem suas armas na base” da missão e passem a aderir ao programa de desmobilização. Se isso não for respeitado, eles “serão considerados uma ameaça para os civis” e as medidas necessárias para desarmá-los serão utilizadas.

Em março, o Conselho de Segurança da ONU votou a criação de uma brigada de intervenção com mandato ofensivo. Ou seja, não se trata mais apenas de uma força de manutenção da paz. O grupo deve contar com mais de 3 mil soldados para combater os grupos rebeldes no leste da República Democrática do Congo. O principal foco é o M23, acusado de receber armas do governo de Ruanda, que nega.

Em abril, o general gaúcho foi escolhido para liderar a Monusco, depois de passagem considerada positiva pelo Haiti, entre 2006 e 2009. Sua nomeação já previa a atuação das tropas internacionais na África, que deverão ajudar o Exército da RDC a criar uma zona de segurança em Goma.

Os rebeldes estão na região desde o início de 2012, concentrados na Província de Kivu do Norte. Goma, sua capital e a maior cidade, foi conquistada no fim do ano passado após uma ofensiva relâmpago dos rebeldes.

Pressionado, o M23 abandonou a cidade e aceitou iniciar uma negociação com o governo de Kinshasa. Mas, sem evolução, o grupo lançou há 15 dias uma nova ofensiva contra o Exército nas proximidades de Goma, o que fez a ONU temer uma nova retomada da cidade.

O general brasileiro admite que o Exército congolês está empenhado em impedir a nova invasão, mas justifica a medida da ONU. “Goma e Sake continuam vulneráveis e precisamos dar garantias de que elementos negativos não continuem a colocar em risco os civis nessa área”. Segundo ele, são mais de 1 milhão de civis na região.

FONTE: O Estado de S. Paulo

VEJA TAMBÉM:

- Advertisement -
Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments

Últimas Notícias

Ataques bem atrás das linhas inimigas

Fortes explosões estão acontecendo bem dentro do território ucraniano ocupado pelos russos. Na manhã de hoje (28/6) uma forte...
- Advertisement -
- Advertisement -