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Fuzil IMBEL IA2

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Sistema de Armas Imbel A2 - 1
Sistema de Armas Imbel A2

Por Claudio Queiroz

Exclusivo - VinhetaNo final de maio de 2014 uma equipe do Forças Terrestres/Forças de Defesa visitou a fábrica da Imbel em Itajubá-MG para conhecer de perto o novo Fuzil IA2 e trazer informações, fotos e impressões a respeito desta nova arma em primeira mão. A seguir, você pode ler um pouco do que vimos por lá. Uma matéria mais completa será publicada na próxima edição impressa da revista Forças de Defesa.

Desde 2009, tem chegado ao conhecimento do público o desenvolvimento de uma nova classe de fuzis 100% nacional produzida pela Imbel, que desde o princípio teve como foco trazer aos soldados brasileiros, sejam eles das Forças Armadas ou das Forças de Segurança Pública, um armamento que fosse o mais atual, prático, seguro e confiável.

Este armamento desenvolvido e aprimorado nos últimos anos foi chamado de IA2, mas não se trata apenas de um fuzil, na verdade é um sistema de armas em dois calibres, com dois modelos específicos de cada calibre.

O primeiro calibre desenvolvido foi justamente o onipresente 5.56X45mm NATO(nominal), em duas versões com comprimento de canos diferentes, porém posteriormente foi optado por um tamanho somente para as duas versões. O segundo calibre é o tradicional e potente 7.62X51mm NATO(nominal), também em duas versões e comprimentos de canos diferentes.
Importante destacar, que muito tem se falado a respeito deste sistema de armas, inclusive muitos mitos e informações erradas. Esta matéria vai desfazer as dúvidas e esclarecer as características do IA2.

Fuzil IMBEL A2 5.56X45mm NATO

FZ Ass 5.56 IMBEL A2 – foto Ricardo Pereira
FZ Ass 5.56 IMBEL A2 – foto Ricardo Pereira

Primeiro integrante deste sistema de armas, o FZ Ass 5,56 IMBEL A2 foi um desenvolvimento posterior ao MD97, que foi o primeiro fuzil com caixa de culatra em liga de alumínio e sistema de trancamento por ferrolho rotativo (menos de 28 graus) e engrazadores múltiplos (7 no total), que não foi um pedido do Exército, mas ganhou força com o interesse da Força Nacional de Segurança.

Anteriormente, nos inícios dos anos 1990, o Exército tinha solicitado que a Fábrica de Itajubá/Imbel desenvolvesse um FAL em calibre 5.56X45mm para atender às necessidades de uso pela Força quando em operação com forças amigas que faziam uso deste calibre menos potente. O pedido resultou na família IMBEL MD-2, que apesar de apresentar a mesma robustez e confiabilidade do M964 em calibre 7.62X51mm, tinha por característica de concepção e fabricação um peso elevado para a classe de arma, inclusive sendo mais pesado que o original M964. Este fato não é um demérito dos projetistas, já que a arma foi projetada em curtíssimo espaço de tempo.

O Fuzil IA2 5.56X45mm, partiu da base do MD97 para a sua concepção, onde foram empregadas novas técnicas de projeto, desenvolvimento e produção. O projeto foi feito tendo como norma os ROB (Requisitos Operacionais Básicos) fornecidos pelo Exército Brasileiro para esta classe de armas. Posteriormente, depois de ter sido aprovado em testes, e com todo o ferramental pronto para a produção, o projeto foi alterado para atender aos ROC (Requisitos Operacionais Conjuntos) do Ministério da Defesa, que planejou a aquisição da mesma arma para todas as três Forças de Defesa Brasileiras.

Tendo os novos ROC em mãos, o corpo técnico da Fábrica de Itajubá/Imbel partiu para que o projeto anterior e já aprovado nos rigorosos testes do Centro de Avaliações do Exército (CAEx) se adequasse aos mesmos.
Isto foi conseguido com louvor e muita dedicação, inclusive tendo superado em muito alguns requisitos dos testes estabelecidos. Para titulo de exemplo, foi nos informado que uma arma já ultrapassou os 18.000 tiros em regime de testes sem apresentar falhas e se mantendo dentro dos padrões estabelecidos.

Dados técnicos:
Fz Ass 5,56 IMBEL A2

  • Capacidade de tiros: 30;
  • Peso sem carregador: 3.380g;
  • Comprimento total: 850 mm;
  • Comprimento com coronha rebatida: 600 mm;
  • Comprimento do cano: 350 mm;
  • Funcionamento: A e SA;
  • Tecla de segurança: S(segurança); I(intermitente-Semi Auto) e A(automático-rajada);

Aqui cabem alguns detalhes, o corpo técnico em concordância com os usuários finais optou por questão de robustez, confiabilidade facilidade de produção e manutenção, por suprimir a opção de tiros múltiplos controlados (Burst).

Como dito anteriormente, apesar de ter sido tomado como base o MD97, o atual A2 5.56mm pode ser considerado um novo fuzil, pois no seu desenvolvimento foi aproveitado o que de mais moderno se tinha em mãos para os estudos de engenharia e as soluções. Entre as soluções adotadas, um novo sistema de recuperação dos gases, novos materiais sintéticos, nova ergonomia, e nova metodologia de limpeza padrão.

Destacamos também outras inovações importantes:

  • Novo conceito em fixação do cano a caixa da arma, completamente aprimorado e muito diferente ao empregado anteriormente.
  • Novo conceito e construção do sistema de embolo e pistão do recuperador de gases, tendo este hoje uma metodologia de limpeza sem par no mundo (pelo menos conhecido até o momento); para a limpeza do dia a dia pós-utilização, não é mais necessária a desmontagem da arma, bastando somente a retirada do embolo recuperador de gases, com um simples pequeno movimento rotatório. Tendo feito isto e mantido o ferrolho em posição aberta, o que é automático quando a arma está desmuniciada (carregador vazio), basta utilizar a escova que acompanha a arma para realizar a limpeza no cilindro de recuperação, câmara e cabeça do ferrolho. Para se ter uma ideia, levamos mais tempo lendo o procedimento de limpeza que executando.
Procedimento de retirada do embolo – foto Ricardo Pereira
Procedimento de retirada do embolo – foto Ricardo Pereira

Mesmo tendo este conceito facilitador para a limpeza (podendo ser chamada de limpeza de primeiro escalão), os projetistas se preocuparam em proporcionar ao usuário um fuzil que fosse o mais prático, simples e funcional na desmontagem para uma manutenção mais profunda e completa, como lubrificação do sistema de disparo, do transportador do ferrolho.

Para isto, basta que a arma esteja com o transportador/ferrolho à frente (para evitar compressão da mola recuperadora), premir um pino cativo na parte posterior lateral da arma e proceder o basculamento do conjunto superior e inferior compreendido pelo sistema de disparo (pistol grip, guarda mato, martelo e outros).
Feito isto, a parte superior da arma pode ser deslizada para trás em seu trilho guia, sem riscos de peças saltantes.

Retirada a haste e mola de recuperação, junto ao seu conjunto da parte superior, pode-se remover o transportador para a desmontagem do mesmo se existir a necessidade, o que é raro, pois não existe acúmulo de material da combustão nesta parte e muito pequena na extremidade frontal. O sistema de recuperação de gases foi projetado para que isto não ocorra.

Para a desmontagem do transportador e a retirada do ferrolho rotativo, existe um único pino, e seus componentes são projetados de tal maneira que a remontagem não seja possível se não estiverem na devida posição. Ou seja, é um processo à prova de alunos, “bisonhos”, “raros” e outras espécies que povoam as fileiras de soldados.

Não existe a necessidade de desmontagem do sistema de recuperação de gases com frequência para limpeza, bastando o processo relatado acima, mas para a lubrificação periódica o mesmo pode ser alcançado de forma simples e prática. Basta retirar um pino com travamento elástico do conjunto guarda-mão inferior e guarda-mão superior (não existe mais telha e guarda-mão), mover e desencaixar um do outro e pronto, já se tem acesso ao conjunto.

Na foto abaixo vê-se a arma desmontada, inclusive com suas duas partes articuladas soltas.

Ca Ass 5,56 IMBEL A2 – foto Ricardo Pereira
Ca Ass 5,56 IMBEL A2 – foto Ricardo Pereira

No calibre 5,56mm foram desenvolvidas e estão em linha de produção duas versões, o fuzil de emprego militar conforme descrito acima e a carabina de emprego policial, que não possui o regime automático e o retém de baioneta, mantendo todas as outras configurações, detalhes e facilidades do fuzil.

Dados técnicos:
Ca 5,56 IMBEL A2

  • Capacidade de tiros: 30;
  • Peso sem carregador: 3.380g;
  • Comprimento total: 850 mm;
  • Comprimento com coronha rebatida: 600 mm;
  • Comprimento do cano: 350 mm;
  • Funcionamento: SA;
  • Tecla de segurança: S(segurança); I(intermitente-Semi Auto);

O fuzil IA2 7.62X51mm, outro componente do Sistema de Armas IMBEL IA2, foi o que ficou mais tempo sem informações a respeito, não por problemas, mas sim pela ordem de desenvolvimento, que priorizou o calibre 5.56X45mm.

A fábrica de Itajubá/Imbel aproveitou todo o conhecimento adquirido no desenvolvimento dos fuzis e carabinas IA2 5.56 para empregar no mais potente fuzil.

Utilizando-se do sistema fabril, manufatura com parâmetros e especificações muito rígidas, o corpo de engenheiros conseguiu chegar a um produto final que tem tudo para se tornar um ícone na história dos fuzis em calibre 7.62X51mm.

Para se evitar erros ou até mesmo falhas de desenvolvimento, o corpo técnico optou por usar o sistema de trancamento basculante empregado no FAL M964, um sistema robusto e confiável, já em uso há décadas no Exército Brasileiro e de outros países mundo afora.

Um detalhe importante é que esta versão do IA2 passou por rigorosos testes de resistência e confiabilidade conforme exigência do Exército Brasileiro, diferentemente do FAL, que por motivos técnicos à época nunca foi testado com este rigor.

Com a premissa de se fazer um sistema de armas moderno, leve e funcional, a equipe de desenvolvimento adotou um projeto ergonômico, novos materiais e usinagem na construção deste novo armamento que resultou numa arma estável, segura e muito funcional, dividindo com seu irmão menos potente muitas das soluções, como o sistema de limpeza do embolo e ferrolho.

O Fz IA2 7.62X51mm utiliza os mesmos conjuntos de guarda mão, pistol grip integrado ao guarda-mato, coronha rebatível, que diferentemente do que foi amplamente divulgado não está sendo entregue à tropa com a versão regulável em comprimento. Optou-se por uma coronha fixa por questões de resistência e facilidade de produção (a versão anterior, apesar de ter se mostrado resistente, tinha uma manufatura que encareceria o produto final). Esta decisão foi tomada após estudos em relação à estatura média do usuário final.

Outro detalhe que chama a atenção é a ausência de possibilidade ambidestra em todas as armas. Em um primeiro momento isto seria um retrocesso, mas depois de se analisar que somente menos de 10% da tropa seria beneficiada com esta solução, a mesma foi dispensada do projeto, com isto se reduziu mais ainda o custo.
Conforme o sistema em calibre 5.56X45mm, a Imbel também desenvolveu duas versões, um Fuzil Militar e uma Carabina Policial, com as mesmas diferenças do Sistema de Armas IA2 5.56.

Fz Ass 7,62 IMBEL A2 – foto Ricardo Pereira
Fz Ass 7,62 IMBEL A2 – foto: Ricardo Pereira

Dados técnicos:
Fz Ass 7,62 IMBEL A2

  • Capacidade de tiros: 20; carregador padrão FAL;
  • Peso sem carregador: 4.030g; como comparação o Para FAL M964A1 tem 4.500g;
  • Comprimento total: 920 mm;
  • Comprimento com coronha rebatida: 670 mm;
  • Comprimento do cano: 390 mm;
  • Funcionamento: A e SA;
  • Tecla de segurança: S(segurança); I(intermitente-Semi Auto) e A(automático-rajada);

Ca 7,62 IMBEL A2

  • Capacidade de tiros: 20; carregador padrão FAL;
  • Peso sem carregador: 3.760g;
  • Comprimento total: 800 mm;
  • Comprimento com coronha rebatida: 550 mm;
  • Comprimento do cano: 265 mm;
  • Funcionamento: SA;
  • Tecla de segurança: S(segurança); I(intermitente-Semi Auto);
Faca Baioneta AMZ – foto Ricardo Pereira
Faca Baioneta AMZ – foto Ricardo Pereira

Faz parte do Sistema de Armas IA2 dois modelos de facas de combate-baioneta, cuja diferença entre si é o tamanho da lâmina, haja vista o teatro de operações no qual se empregará estas armas.

Faca Baioneta IA2, comprimento total de 296 mm, lâmina de 4,5 mm, espessura com um comprimento de 178 mm e largura de 33 mm, seu peso é 380g sem bainha e 570g com a mesma.

Faca Baioneta AMZ, desenvolvida para servir ao combatente amazônico, possuindo um tamanho maior com comprimento total de 365 mm, lâmina de 4,5 mm espessura com um comprimento de 247 mm e largura de 47 mm; seu peso é de 520g sem bainha e 780g com a mesma.

Os dois modelos descritos estão disponíveis para comercialização no mercado civil, com o sistema de retém retirado e o guarda-mão modificado.

Ca 7.62mm IA2 – foto Alexandre Galante
Carabina 7.62mm IA2 – foto Alexandre Galante

Testando o IA2

Depois de ter conhecido todos os detalhes técnicos e funcionais do Sistema de Armas IA2, partimos para comprovar os acertos do projeto no Estande de Tiro Tenente Marcos Carneiro, na Fábrica de Itajubá.

Começamos a sequência de testes com a Ca 7.62mm IA2, municiada com um carregador com 10 tiros CBC.
A primeira impressão com a arma é que ela demonstra uma robustez que exigiria um peso maior que o apresentado, mérito do processo de fabricação que fez grande uso de usinagem para redução de peso com retirada de material onde não era necessário.

Tivemos a oportunidade de experimentar em todas as armas o disparo como destro e como canhoto, e apesar do conjunto não ser projetado especificamente para atiradores canhotos, as armas em nenhum momento geraram qualquer tipo de problemas para o uso, com suas ejeções ocorrendo de forma segura e longe do rosto quando do tiro como canhoto.

Arma devidamente segura em mão, empunhadura feita, posição de tiro idem, alvo no visual, fogo à vontade.
Optamos por fazer disparos pausados para analisar o comportamento desta potente carabina, que foi projetada para Close Quarters Combat (CQC), Close Quarters Battle (CQB), literalmente uma arma para combates em locais confinados, apertados.

A posição de disparo, o conforto é muito superior ao encontrado no M964 FAL, mesmo para uma arma com tamanho de cano reduzido como esta.

O funcionamento da mesma é bem intuitiva, com a alavanca de manejo de boas proporções, sistema de liberação do transportador simples e funcional, bastando um pequeno movimento à retaguarda para ocorrer o destravamento e alimentação do cartucho na arma. Tecla de segurança com bom tamanho e com um movimento total nas versões automáticas de menos de 180graus.

A reação quando se executa o primeiro disparo com esta carabina é ter em mão uma arma extremamente potente para o seu perfil de operações, gerando um estampido acima da média do calibre (consequência do curto cano) e um flash de boas proporções, mas isto não é um demérito para ela, pelo contrário, pois como é uma carabina policial é mais um agente desmotivador aos confrontantes.

A estabilidade e conforto no tiro é algo que chama a atenção, pois seu recuo é proporcional ao calibre e à pressão da soleira no ombro muito confortável, não apresentando uma tendência de subida acentuada, pelo contrário, seu eficiente freio de boca de desenho Imbel faz com que a arma tenha uma reduzida tendência de subida. Nestes testes não nos preocupamos em analisar a precisão da arma, pois demandaria tempo em ajustes e fugiria do escopo da matéria (ficará para outra vez), mas a informação que nos passada é que o agrupamento está dentro do que se espera para esta classe de armas internacionalmente.

Ca 7.62mm IA2 – foto Ricardo Pereira
Ca 7.62mm IA2 – foto: Ricardo Pereira

A arma seguinte que foi testada foi o Fz Ass 7.62 IA2, municiada da mesma forma que a carabina, ou seja carregador sempre com 10 tiros CBC. As impressões foram as mesmas que dos disparos da carabina, só demonstrando uma menor tendência à subida (cano mais longo) um recuo também confortável, estampido de disparo mais comedido, mas ainda característico do calibre (muito bom de se ouvir) e uma controlabilidade acima da média para armas deste calibre. Algo que chama muito a atenção é o alto controle na produção para o acabamento, onde estão sendo usados requisitos bem rígidos e com pequenas margens de diferença, bem diferente do passado.

Fz Ass 7.62mm IA2 – foto Alexandre Galante
Fz Ass 7.62mm IA2 – foto: Alexandre Galante

Findados os testes com o Fz Ass 7.62mm IA2, partimos para sentir em mãos a arma que foi escolhida para substituir na grande totalidade o vetusto IMBEL FAL M964 em todas suas versões, o Fz Ass 5.56 IA2, sempre com carregador municiado com 10 tiros CBC. Equipada com uma mira holográfica Red Dot Aimpoint Pro devidamente e facilmente instalada no trilho picatinny superior posterior.

Como os dois modelos em 5.56X45mm têm o mesmo conjunto mecânico, comprimento de cano, com diferença apenas no regime automático do fuzil, optamos por proceder aos testes com o último.

Assim como já tínhamos percebido com as outras armas, este fuzil se mostrou muito bem acertado, com uma ergonomia se não perfeita próxima ao ideal (algo difícil de encontrar até nos mais afamados), com um acerto mecânico perfeito, bom controle de tiro, em todos os regimes, sem tendência a subir ou recuo pronunciado, algo mais fácil de alcançar com o calibre menor.

Sua robustez proporciona uma arma segura e forte, sem ser pesada. Passa a sensação de uma verdadeira ferramenta de combate, muito diferente dos novos fuzis de plástico, que tendem a ser ou demonstrar uma fragilidade no uso diário.

Podemos dizer que foi um prazer enorme retornar a um estande de tiro para sentirmos nas mãos uma arma 100% nacional e tão bem acertada, fazendo uso de modernas técnicas e conceitos, como trilhos picatinny posicionados em cada lado da arma, estes muito usados para fixação de acessórios, como a mira utilizada.

Fz Ass 5.56 IA2 – foto Alexandre Galante
Fz Ass 5.56 IA2 – foto Alexandre Galante

O corpo técnico da Imbel optou por uma solução inovadora, com baixo risco, que foi utilizá-los não de forma integral aos componentes da arma e sim com acessórios de fábrica removíveis conforme a escolha do usuário. Por exemplo, caso o usuário (soldado ou Força Militar) queira um fuzil ainda mais leve, pode optar por remover todos os trilhos da arma, só fazendo uso das miras metálicas.

As miras, de novo desenho com uma boa proteção a massa(regulável verticalmente) e alça de mira, esta com regulagem simples em azimute e elevação em duas posições(150 e 250 metros). A elevação para a distância é feita de forma simples, com o rebatimento para frente ou para trás através de botão lateral, conforme as distâncias de engajamento. Em azimute (lateral) é necessário o uso de ferramentas e certa experiência no manuseio. As armas são entregues com seu sistema de mira aberto, devidamente calibrado e zerado.

Outros pontos fortes do Sistema de Armas IA2 são a boa pega do novo pistol grip, com seu guarda-mato integrado e construído em material sintético, proporcionando um conforto no disparo e até mesmo no transporte.

Sua nova coronha, apesar de não ser regulável em comprimento, proporciona um bom conforto, e seu sistema de travamento e destravamento é muito simples, não necessitando o acionamento de nenhum tipo de botão para se dobrar, bastando deslocar no eixo e rebater. Simplicidade funcional, com durabilidade.

AGRADECIMENTOS: ao Exército Brasileiro e à IMBEL; Paulo Cezar Silveira de Almeida – Cel R/1; Capitão Afonseca, Major Renaldo e o Coronel Sapper.

Matéria feita em parceria com o site Assuntos Militares  – www.assuntosmilitares.jor.br

155 COMMENTS

  1. O cara de óculos NÃO SABE atirar. E não gosto do jeito que os militares brasileiros seguram a parte frontal das armas, sejam submetralhadoras ou fuzis…Não vejo NENHUMA OUTRA FORÇA ARMADA DO PLANETA onde os soldados seguram suas armas pelo carregador…Quem SABE atirar, sabe que não se pode ter estabilidade dessa maneira…Quanto ao fuzil em si, me parece que seria fantástico dez, quinze anos atrás; Hoje, me parece totalmente ultrapassado, se comparado a modelos em uso atualmente……

  2. DUVIDO que seja melhor do que um HK G36, HK 41X, SIG 55X, CZ 805, até mesmo o Galil ACE.

    Pra começar, deveria ter sido feito em 2 calibres e 3 comprimentos de cano pra cada calibre. A versão 7.62×51 é uma recauchutagem do FAL M964. E os fuzis modernos tem carregador em polímero e controles ambidestros.

    E uma correção: IMBEL M968 é o chamado ‘Mosquefal’, o FN FAL brasileiro é o M964, quando começou a ser usado pelo EB (1964).

  3. Não sou entendido no assunto, mas acredito que o equipamento atenda nossas necessidades e esteja dentro de nossa realidade. Podemos até estar um passo-ou passos, atrás dos grandes fabricantes, mas não acho que seja algo tão inferior assim, não acho que os requisitos tenham negligenciado ou ignorado os avanços na área,nem que investimos dinheiro à toa….

  4. A versão 5,56 mm, segurada pelo engenheiro, tem um ressalto no acoplamento do carregador que possibilita um ponto de apoio sem prejuízo da estabilidade do fuzil ou sem sobrecarregar mecanicamente a junção do carregador com o fuzil.

  5. Luis,
    Salvo engano o IA2 pode usar os carregadores em polímero do M-16.
    E ele não precisa ser melhor que os que você citou, só tem que ser bom o suficiente.
    Um abraço.

  6. Antes de mais nada, quero agradecer aos leitores por expressarem suas opiniões a respeito da matéria.
    Um agradecimento em especial ao Luis, pois realmente no escrever troquei a nomenclatura do FAL Brasileiro, valeu pela dica, já foi corrigido.
    Ao Cançado, se o cara de óculos que se refere é o de óculos escuro, este cara sou eu, prazer. E discordo de você em julgar-me se sei ou não atirar somente vendo as fotos. Mas respeito sua opinião.
    Quanto a esta “mania” dos soldados brasileiros segurar os fuzis pelo carregador, isto é consequência da introdução de um fuzil, no caso o FAL com dimensões acima do que seria o ideal para a estatura média da tropa, com isto ficou condicionada no seio dela o apoio no carregador. Mas os fuzis IA2 5.56X41NATO foram projetados para se usar a parte frontal do receptáculo do carregador como um grip de apoio, isto em nada gerando prejuízo ou qualquer tipo de dano futuro ao conjunto.
    Quanto ao Luis dizer que duvida que ele seja melhor que os que citou, meu ponto de vista é que ele o é por um simples motivo, ele é nacional, feito aqui, projetado por brasileiros e dentro do que se propõe foi aprovado com louvor e com margem de sobra.
    Não é um fuzil de ultima geração como um SCAR(que tem particularidades ruins também) mas é muito mais robusto e inclusive no quesito desmontagem para manutenção superior ao HK G36, haja visto não fazer uso massivo de pinos de retenção e possuir um corpo muito mais robusto que o alemão, como dito é uma arma que foi feita para ser robusta e uma verdadeira ferramenta de combate, se precisar abrir um coco(ou uma cabeça adversária em um combate corpo a corpo).
    Quanto aos HK415/416, estes são AR-15(patente caiu em 2010) com um novo Upper onde se optou por um novo sistema de recuperação de gazes, novos conceitos ergonômicos(pistol grip e guarda mão novos), ou seja um fuzil que somente trás vantagens ao original projetado na década de 40-50, mas que em muito melhorou o conjunto.
    No caso do carregador em polímero ele está pronto para fazer uso de qualquer um em padrão NATO, inclusive estive com um em mãos para testes, mas foi escolhido o em aço estampado por questão de robustez, pois estamos falando de um sistema de armas que será usado pelo Exercito Brasileiro pelo menos nos próximos 40 anos.
    Em relação ao ambi destro, existe estudos e desenvolvimento para atender clientes que assim o queiram, mas o cliente lançador e main contractor não quis depois de ter feitos estudos e entender que atenderia somente uns 10% da tropa. Mas se reparem eu fiz meus disparos de forma canhota e em nenhum momento foi gerado dificuldades ou qualquer tipo de outro problema.
    E para finalizar, o IA2 7.62X51NATO não uma simples recauchutagem do M964(FAL) e sim uma nova arma tendo como base o conceito de trancamento original, nova caixa de culatra, novo cano, sistema de fixação do mesmo, novo sistema de recuperação de gases, novo sistema de limpeza, novos conceitos ergonômicos e muito mais. Para simplificar ele está para o FAL o que o HK 415 está para o AR-15/M-16.

  7. Antes de mais nada, digo que não sou expert em armas e não reparei se os militares das Forças Armadas seguram o fuzil pelo carregador. Eu sou Policial Militar, não seguro o fuzil assim, mas muitos dos meus companheiros assim o fazem pelo seguinte motivo: os fuzis colt (carabinas) que importamos dos EUA possuem carregadores que originalmente foram projetados para serem descartáveis, mas aqui devem durar “para sempre”. Então, num embate dentro de uma comunidade, não podemos perdê-lo, motivo pelo qual seguram-no todo o tempo para agilizar sua troca e para, ao trocá-lo, não cair no chão e ser danificado ou perdido, porque deverá retornar intacto ao batalhão ou ser indenizado.
    Quanto aos novos modelos, ainda não tive a oportunidade de usá-los, mas sou a favor do seu desenvolvimento pela IMBEL.

  8. Claudio Marcos, vendo o vídeo, acho que o a.cancado estava falando do engenheiro do EB, mas só acho.
    E apesar de não ser o assunto do post, vc poderia dizer quais são as particularidades ruins do SCAR?
    Saudações.

  9. GBento, obrigado pela dica, por isso fiz a indagação. Quanto as particularidades que digo serem ruins, uma no meu ponto de vista(ou seja minha opinião) é que seu transportador do ferrolho ser demasiado longo e ter sua alavanca de manejo solidaria ao mesmo. Isto no dia a dia pode vir a gerar alguns ferimentos ao usuário. Outro detalhe é ele não ser totalmente ambidestro, pois sua janela de ejeção estar localizada em um lado somente. Seu mecanismo de liberação do transportador/ferrolho é idêntico ao da família AR-15, uma vantagem(ser comum aos usuários) e desvantagem, pois o processo de municiar demanda uma operação a mais.

  10. Acho que o pessoal deveria procurar ler o texto e entender o que foi escrito. E depois disso procurar raciocinar antes de postar. Isso evita as críticas gratuitas que se viu acima.

    Parabens ao Cláudio pela reportagem.

  11. Como “atirador de fim de semana” a 14 anos (não aqui no Brasil, pois a legislação, lenga-lenga, mi mi enfim deixa quieto), já ter disparado mais de 5 mil vezes e com mais de 50 tipos/modelos de armas e conversado com operadores e ex-operadores de 7 forças armadas sobre o que seria um fuzil ideal, tive uma única resposta que foi comum a todos: o fuzil ideal vai ser sempre aquele que na hora “H” não te deixa na mão.

    Parece meio óbvio, mas não é. Isso pode ocorrer por vários motivos que não o do operador como: falha de projeto, munição fora das especificações, resistência, contaminação, etc. Se a IMBEL e CBC conseguiram isso, ponto pra elas e para o EB.

    Mas eu mesmo já achincalhei esse projeto aki e ainda não teve muita coisa que pudesse mudar minha opinião e a IMBEL tinha que ser mandada para a iniciativa privada, mas isso é outra história. MAS só o fato de se justificar que “o cara de óculos é engenheiro” e por isso ele “não sabe atirar” (e não sabe mesmo) é o fim. No ramo de armas de fogo, o cozinheiro, em 99% dos casos, tem que ser um gourmet, enfim, coisas de nossa terra.

    Vou esperar a matéria da próxima edição e ter mais dados para comentar com mais propriedade. SE fosse possível, poderiam levar uns 5 convidados com credenciais para um stand e degustarem a coisa, poderiam ser 2 civis com experiência e 3 operadores, poderiam levar um operador do BOPE e ai colher alguma opinião mais crível, e assim matéria não ficaria com akela cara de informe publicitário que existem em TODAS as publicações de defesa no Brasil onde a excessão é a Forças de Defesa, disparada a melhor publicação do setor na história editorial do Brasil.

    Sds.

  12. Cláudio Queiroz,

    com todo o respeito, mas “se precisar abrir um côco”… rsrs isso não é mérito nenhum… o côco que resistir a coronhada de uma Glock (que “é de plástico”), é melhor vc jogar a Glock fora e ficar com o côco. kkkkkk. E janela de ejeção ambidestras em fuzis de assalto só é realmente necessária (mas não imprescindível) em designs bullpups.

    E por fim, esse lance da “alavanca de manejo ser solidária ao transportador do ferrolho” ao meu ver, só é problema se vc estiver em ambientes confinados com elementos “tocando” na arma influenciando ou até impedindo o seu curso natural (aconteceu comigo), como apoiar/encostar lateralmente o fuzil no flanco de um tronco de árvore em ambiente de mata, por exemplo, mas causar ferimentos? Isso é mau uso do equipamento, é como dar 30 disparos e colar o dedo na janela de ejeção com o ferrolho fechado e não querer se queimar.

    Pergunta:
    O IA2 possui tecla de ejeção que não a do receptor?

    Ps.:

    1 – pode até ser zerada de fábrica, mas qualquer operador ou “atirador de fim de semana” que não tiver as ferramentas ou não souber zerar a sua arma, NÃO deveria estar com uma arma. Sem falar que até o “olho dominante” influencia nessa operação.

    2 – Gostaria muito de ver umas tabelas bem completas na matéria, como materiais de fabricação, tipo de aço, tratamento, o que é estampado, martelado a frio, usinado, etc. seria bem legal.

    3 – Um ficha técnica com o mesmo detalhamento das banhonetas seria muuuuito legal tb.

    Como provavelmente nunca darei um tiro com o IA2, assim como nunca cheguei perto de um MD-97, coloquem muuuuitas fotos rsrsrsrs.

    Obrigado. Sds.

  13. os militares que estão destacados na Antartida usarão o IA2 ??? ele foi testado la ???? pois a Antartida eh muito diferente de um container refrigerado…
    sera possivel lancar granadas atraves do cano ??(nao estou me referindo ao lançador de granadas 40mm que fica abaixo do cano).

  14. Me parece ser um projeto simples usando ideias consagradas ja a algum tempo – deve se comparar bem com modelos dos anos 90, o cano do fuzil nao pode ser substitudo pelo soldado e nao me parece completamente ambidestro, os materiais nao sao os mais modernos, mas os mais faceis de fabricar.

    Uma boa arma, o que o Exercito pretende fazer depois dela é o que importa.

  15. Prezados, tentarei responder aqui, mas muito mais será publicado na próxima edição impressa.
    Oganza, quando se refere a tecla de ejeção, está se referindo a tecla de liberação do retém do carregador ? Se sim a resposta é que o corpo técnico em estudos de campo e feedback do maior utilizador do MD-97 que é a SENASP-FN optaram por inserir uma alavanca facilmente alcançável pelos dedo indicador, ou o polegar do atirador, indiferente de ser destro ou sinistro(canhoto).
    Quanto a regulagem fina dos sistemas de pontaria, temos que lembrar que esta arma será usado na maioria das vezes por soldados conscritos, e diferentemente do uso por tropa profissional que tem um domínio maior para os ajustes finos eles dependem da ajuda do armeiro da OM. Quanto a questão de “olho dominante” é o meu caso, sou destro e meu olho de visada é o esquerdo, ou seja é que se diz no quartel, o cara é torto para tiro, rsrsrs.
    Os dados de produção e técnicas fabris tentaremos colocar o máximo na Revista Forças de Defesa, assim como mais fotos.
    wwolf22, os testes em câmara fria a -40 graus Celsius foi feita dentro de parâmetros condicionados internacionalmente por todos os fabricantes, e quanto ao uso na Antartica isto não é uma condicionante, apesar de estar devidamente testada e aprovada para isto, assim como também em outros lugares como Moscou, que no inverno bate os -50 graus Celsius.
    Dentro do processo de desenvolvimento foi optado por se retirar a capacidade de lançamento de granadas de bocal, pois o ganho(na verdade perda, pois o fuzil que irá lançar a granada precisa ter seu sistema de gazes alterado e sua munição trocada, ficando indisponível para o serviço de tiro) operacional não justificaria esta funcionalidade, optando-se pelos lançadores de 40 mm sobe o cano.
    thomas_dw, sim o projeto é simples e se aproveitou o máximo de materiais que fossem seguros, duráveis e que proporcionasse um ganho operacional sem acréscimo de custos finais. Este é o grande diferencial, não se buscou uma arma com materiais que a colocaria no patamar de uma de ficção cientifica e sim uma que fosse moderna, parelha e que atendesse a necessidade da tropa e da força. Um exemplo internacional é o HK XM8, que fez uso massivo de novos materiais, novos desenhos e que com isto seu custo ficou proibitivo inclusive para o US-Army, morrendo e entrando para a história.
    Abraços

  16. thomas_dw, eu não tive a oportunidade de testá-lo, pois a parceria Taurus IWI foi desfeita antes que pudesse, mas gosto do conceito da arma, pois se consegue com isto uma arma compacta sem ter que diminuir o comprimento do cano, mas existe algumas restrições de uso pelas forças por motivos diversos.
    Eu até hoje sinto que poderíamos ter tido um dos melhores e mais modernos fuzis nos idos de 80 com o LAPA 5.56X41NATO projetado pelo Neumo Suzano, que é até hoje considerado o mais equilibrado no quesito estabilidade e distribuição de peso, este eu tive o prazer de manusear em um acaso da sorte. Mas o tempo era outro, outras mentalidades e a oportunidade foi perdida.
    Quanto ao TAVOR, ele foi desenvolvido tendo como base o IMI Galil que por sua vez foi um desenvolvimento baseado no finlandês RK 62 que é um AK47 com algumas modificações. Vendo esta cronologia hereditária e sabedores que os anteriores são armas testadas e aprovadas em combates, com seus acertos e erros, podemos dizer que o TAVOR é uma arma acertada e tem tudo para ser o que suas “irmãs ou mães” são, somente usando conceitos e processos modernos, trazendo grandes vantagens para o utilizador, mas hoje o próprio Galil ainda é fabricado e muito modernizado, sendo produzido pela IWI.

  17. mais 3 perguntas :

    quanto tempo um fuzil como o A2 deve durar ? nos EUA em dez anos de uso um fuzil esta pronto para ser descartado

    qual sua opiniao sobre o HK416 ?

    o EB pretende adotar alguma mira óptica com padrão ?

  18. So uma ressalva. Não confundir a pegada no carregador com a pegada no chanfro do carregador.

    As armas em calibre 5.56mm ambas apresentam um chanfro no receptáculo do carregador ( porção distal ou posterior) que permite o encaixa da mão. Aparenta estar pegando no carregador, mas não é. O apoio é dado pela sentada da arma no dedo indicador e anular. Isso não é errado, pelo contrário, permite melhor controle pois é possivel fazer pressão contra o ombro. Assim eu fazia quando fui membro da equipe de tiro da 6a Brigada de Infantaria. A pegada exclusiva no carregador é sim errada, sobretudo porque com o tempo ele fica bambo e instável além de forçar o seu retém.

    Quanto ao ajuste fino da pontaria, é feito, no caso do FAL, com um chave de clicar ( equipamento mais raro no EB e uma espécie de distintivo que os atiradores gostam de usar no suspensório). É uma simples chavinha de metal com um lado para ajustar a alça e outro para ajustar a massa. Mais de 95% do efetivo do EB não sabe fazer isso e não sabe sua alça de combate para cada distância. A minha era 3a 24m, com variação de 05 clics na massa para cada 100 metros e correção de até 03 clics na alça para vento. Não é necessário armeiro para fazer isso, mas na pratica so ele faz, pois o recruta nem sabe do que se trata e so o armeiro tem a chavinha ( o “skeptron” do poder oculto de regular o fuzil). A chave deveria ser parte do equipamento individual.

    Sobre o engenheiro, nada está desabonando sua técnica de postura e pegada na arma. O que há nitidamente nele é a falta de costume de atirar, coisa justificável que se contorna em pouco tempo com pratica. Pessoas desacostumadas costumam apresentar “nega”, “antecipação” ou “gatilhada”. Testes aprofundados foram feitos pelas FE, estes sim mais acostumados a atirar.

  19. A propósito, uma curiosidade que alguns não conheçam. Na foto do IA2 desmontado é possivel ver no punho o estojo de manutenção que vem dentro dele.

    E o engenheiro a que me refiro é o do video. O civil de óculos efetivamente esta segurando a arma sem firmeza.

  20. Colombelli, obrigado por nos enriquecer com estas informações, existe sim um kit completo de ferramentas e material para limpeza dentro do punho(pistol grip) inclusive com a chave para esta regulagem.
    Quanto a minha pega nas fotos de forma menos firme, foi proposital para se analisar o comportamento da arma nestas condições, inclusive relato que a mesma é muito confortável no momento do disparo, sem tendencias a subida e mesmo não fazendo a pressão necessária da soleira ao ombro, não existe desconforto.
    Este projeto foi pensado para ser o mais resistente e livre de falhas, por isso para se evitar um desalinhamento do carregador com o transportador no ato de alimentar a arma, foi instalado uma trava metálica para reter o carregador(além da trava do mesmo padrão M-16), isto evita que o costume de se bater na parte inferior do carregador faça ele amassar a reentrância do retém e ele subir além do normal, ocasionando falha de funcionamento.
    thomas_dw, o fuzil tem uma expectativa de vida estimada de 40 anos, basta ver que nas fileiras do Exército Brasileiro temos FAL produzidos no início dos anos 70(ou 40 anos), por isso a escolha de um carregador em aço ao invés de alumínio, mas padrão STANAG 4179.
    O HK 416 conforme disse acima é uma evolução do AR15/M16, apresentando muitas melhoras e confiabilidade, meu ponto de vista que será uma arma campeã substituindo inclusive o original em algumas fileiras mundo afora.
    Quanto ao EB distribuir miras óticas como padrão, existe em processo final de estudos o soldado do futuro, futuro combatente e outras nomenclaturas, onde as armas serão equipadas com miras eletrônicas(podendo ser Optovac/Sagem, AEL ou outra).

  21. Segundo informações, os testes solicitavam que o mesmo mantivesse um mínimo de alteração de suas especificações e medidas após 10.000 tiros, mas conforme a matéria existe um sem alteração que já fez 18.000 tiros e se mantém dentro destas especificações e medidas.
    Porém no desenvolvimento foram dados mais de 80.000 tiros para ajustes e acertos.
    A SENASP-FN tem MD-97 com mais de 10.000 tiros em treinos e operações e funcionando perfeitamente, sendo que os mesmos recebem apoio do fabricante para a manutenção em ultimo escalão.
    Mas podemos deduzir que um número próximo a 20.000 tiros em toda a sua vida útil em período de paz seja o razoável, mas em conflito este número pode ser atingido de forma muito mais rápido, assim como a reposição de armamento por atrito de combate.

  22. Claudio, agora está explicada a pega “sem firmeza”.

    Fico contente se cada arma vier com sua chave de regulagem. Depois falta so ensinar oficiais e praças a usá-la. Poucos sabem. A minha chave do FAL passei solenemente ao sargento Menezes no dia 30 de junho de 1997.

    Quanto as miras óticas, não creio que venham a ser de dotação geral no EB sobretudo pelo preço. Já é um parto se conseguir um cantil e suspensório para cada homem, imagine uma mira ótica que demanda manutenção e é cara. Quiçá algumas tropas profissionais venham a recebê-las.

    Pela experiência que tenho, creio que para tropas inexperientes e sem muito treinamento de tiro, as miras óticas fazem enorme diferença, pois dispensam a necessidade de uma mesma “fotografia” ( linha de mira) a cada vez para regularidade e regulação do tiro. Atiradores experiências conseguem fazer isso facilmente a ponto de não ser raro em um tiro de pé, sem apoio, a 200 metros se “furar” o buraco do tiro anterior com mira mecânica em segundo disparo. Ai deixa de haver vantagem significativa. Eu dispensaria mira ótica que me parece tiram um pouco do campo de visão.

    Quanto aos tiros por arma, em tese é mantido um controle rígido dos disparos por arma no EB, mas isso não é seguido à risca. Um fuzil em mãos de recrutas dá de 14 a 24 tiros por ano, ou seja, sob este ponto de vista estariam novos os FAL, tendo em média menos de 1000 tiros. O que detona o cano é umidade e exercícios de campo.

    Os fuzis das equipes de tiro dão de 800 a 1000 tiros por ano, as vezes um pouco mais se ao atirador se gradua para competir pela Brigada respectiva ou DE, a maioria das vezes sem registro dos disparos e são armas que não fazem campo, tendo integridade estrutural mantida. O 261100 comigo deu em torno de 3200 tidos em dois anos e meio. Conversando com atiradores bem mais antigos nivel 6a brigada e 3a DE, constatei que por volta dos 10.000 tiros começava a parecer certa imprecisão aos 300 metros. Conheci fuzis que tinham 11.000 tiros. Nesta altura eram abandonados pelos atiradores por mais novos ou menos usados.

    Em combate e levando em conta a dotação de munição 7,62mm diária, um solado consome 10.000 tiros em pouco mais de três meses. Tropas amadoras podem detonar um cano em menos de um mês com rajadas longas e completa falta de disciplina de fogo. So amadores fazem o que se em conflitos mundo a fora, dando longas rajadas sem nem saber em que. Profissionais devem se pautar pelo one shot, one kill.

    PS: quem segurar pelo carregador na linha de fogo, vai tomar uma “pirulitada” (pirulitos de madeira usados pra segurança, com verde de um lado e vermelho de outro) no capacete, por parte do sargento de tiro.

  23. A propósito Thomas, nossos netos, quem os tiver, atirarão com o IA2. Nos EUA as armas não ficam tanto tempo em serviço principalmente por conta da quantidade de disparos.

    Lá de fato se treina tiro de verdade, conforme aliás, esclareceu aqui o Marine certa feita dando conta dos treinos ordinários no USMC. No Brasil, um oficial ou sargento pode passar toda sua carreira militar dando menos de 500 tiros.

    Mas tenha certeza, depois de 15 anos na tropa, um fuzil fica escangalhado. É campo com pistas recheadas de barro, batidas, solavancos e claro, o recruta tem sempre que ficar brincando com a arma de alguma forma quando está na “hora”, sem o que fazer. Por exemplo, ache uma baioneta com ponta no EB (salvo nos fuzis das equipes de tiro) e lhe darei um prêmio. O recruta é por natureza destrutivo.

    Armas com mais de 15 anos de uso nestas condições perdem muito de suas capacidades. Quem quiser, aproveite agora que as tropas estão fazendo segurança na copa e se aproxime de um soldado para ver como está o fuzil. É de chorar.

  24. Claudio Queiroz,

    vlw, mas se eu entendi direito (no caso de um destro por exemplo), quer dizer que ele não pode ejetar o carregador enquanto pega outro com a mão esquerda, tendo que fazer isso em 3 movimentos articulados ao invés de 2 movimentos?

    Se for isso, hummmm tá bom não, isso se transforma em desvantagem tática em um tiroteio. Pois akela alavanca que se vê no vídeo, para ser alcançada confortavelmente pelo indicador “do gatilho”, só com mãos de jogador de basquete… =/

    Ok, conscritos. Mas eu tenho uma dúvida:
    O EB não convoca TODOS reservistas nos 5 anos subsequentes ao seu alistamento? Desculpa ai, mas se essa molecada não fizer 100 disparos (o que é MUUUUITO POUCO) em cada convocação estamos muuuuito pior do que eu pensava. Agora SE eles retornam a OM durante os ditos 5 anos, desculpa ai de novo, eles TEM a obrigação de saber zerar suas armas sim, o resto é desculpa de amarelão como dizia meu Pai.

    No mais, espero MUITO essa matéria.

    Obrigadão.

    Sds.

  25. Colombelli,

    como sempre me elucidando sobre o di-a-dia da caserna Tupiniquim.

    Mas:
    “equipamento mais raro no EB e uma espécie de distintivo que os atiradores gostam de usar no suspensório”

    “95% do efetivo não sabe fazer isso…”

    “só o armeiro tem a chavinha”

    MEU DEUS… isso é um disparate completo, um absurdo. Ainda hoje é assim? Não melhorou nem 10%?

    Pois é, esse engenheiro é dakeles cozinheiros que que não provam o que cozinha. Realmente é uma infelicidade não termos liberdade para prática de tiro no Brasil… =/

    Sds.

  26. Oganza. A alavanca de liberação do carregador é a que está entre o guarda mato e a parte posterior do receptáculo. Podendo ser manuseada pelo indicador ou polegar da mão que está segurando o carregador.

  27. Claudio Queiroz,

    vlw. Como eu imaginava, em se tratando da arma e em algumas situações táticas a falta de uma tecla de ejeção acionada pela “mão do gatilho” é um problema muito sério.

    E digam o que disserem, essa padronização só será realmente efetiva se TODAS as unidades receberem o IA2 e passarem a efetuar mais de 250 disparos por ano, pois eles tem que adquirir MEMÓRIA MUSCULAR sobre o equipamento. Como o Colombelli informou: “sargento pode passar toda sua carreira militar dando menos de 500 tiros.” 🙁

    Ai vemos algumas unidades de “elite” com armas “importadas” com mecanismos diferentes, botões diferentes em locais diferentes. A memória muscular desse soldado é completamente diferente da de um sargento de pelotão. Então eles vão para uma missão de paz, se encontrando sobre fogo e um tiroteio, por conta de alguma situação (arma danificada, companheiro ferido, etc), um tem que assumir a arma do outro para que possam sair dali… no way… tudo irá se tornar um complicador tático.

    Ano passado, participamos do encontro do Game Wardens Meeting em Baton Rouge, Lousiana. Um amigo apareceu com um Steyr AUG A4, lindo, leve, equilibrado, preciso… fiz 25 disparos na raia e pedir para ele me emprestar durante o evento. Arranjo feito, encostei o meu xodó (um P.O.F. P308 G4 com barrel de 14,5”). Resultado: Atrasei a equipe no percurso em 9 segundos. Cometi erros, me embananei no recarregamento, no CQC não estava com as posturas adequadas, o que atrapalhou minha visada, etc… etc. O problema era a pura e simples falta da MEMÓRIA MUSCULAR para akele equipamento.

    Sds.

  28. “A propósito Thomas, nossos netos, quem os tiver, atirarão com o IA2. Nos EUA as armas não ficam tanto tempo em serviço principalmente por conta da quantidade de disparos.

    Lá de fato se treina tiro de verdade, conforme aliás, esclareceu aqui o Marine certa feita dando conta dos treinos ordinários no USMC. No Brasil, um oficial ou sargento pode passar toda sua carreira militar dando menos de 500 tiros. ”

    500 tiros … deste jeito o fuzil dura para sempre …

  29. Parabéns a equipe de reportagem do Forças Terrestres/Forças de Defesa, pela matéria. Há tempos vasculhava na internet uma matéria aprofundada como essa sobre o IA2 e vocês saíram na frente. Muito Bom… Aqui no Rio Grande do Sul parece que a nossa Brigada Militar irá adotar uma outra arma em calibre 5,56 fabricada pela gaúcha Taurus, baseada no M4 ( como já publicado neste post). Mas não sei…acho o projeto do IA2 melhor. O que os colegas acham…Valeu 😀

  30. Desculpem amigos se as informações são chocantes, mas são ( ou pelo menos eram) a mais pura verdade.

    O recruta faz, depois da IPT ( instrução preparatória para o tiro) 04 tiros em 03 posições e mais 04 ou 06 tiros noturnos na fase tiro básico de combate. A fase avançada nunca é feita, onde seriam feitos tiros a 100 e 200 metros e tiro em grupo. Fica em regra nestes 16 ou 18 tiros e só. Esta é a realidade. Os exercício de mobilização da reserva raramente são feitos e nunca envolvem realização de tiro. Estes são os tiros que o fuzil dá na vida toda. Não fossem os campos que arrebentam a arma ela duraria, se fosse so pelo desgaste do cano, séculos.

    Os sargentos e oficiais so fazem o TAT anual, que são 10 tiros a 25 metros de fuzil para os sargentos e 10 tiros de pistola a 15 metros para os oficiais. Quem não piruar, não atira mais do que isso e tem muita gente que passa anos ( profissionais isso) sem atirar mais que o TAT e ainda o fazem de má vontade estes 10 tiros.

    A chave de clicar do FAL é uma raridade. Não existe nos pelotões. So armeira da companhia a tem. É uma chavinha que custaria quanto muito 3 reais. A minha eu ganhei, não lembro exatamente de quem, mas foi na equipe de tiro do 29 BIB. Acho que tenha sido do Sub Rodolfo que era lendário atirador. Os recrutas nem, a conhecem. Nem na escola nos foi mostrada uma ou como ela funcionaria.

    Não creio que as coisas tenham mudado hoje assim como não tinham mudado ( exceto para pior) nos vinte anos antes que eu estive lá.

    Inclusive sugiro um teste aos colegas. Quem conhecer um ex militar, recruta ou profissional, do EB ou mesmo militar da ativa que não seja de unidade das FE, experimente perguntar pra ele qual é sua alça de combate. Duvido que 5% venha a saber. A alça de combate nada mais é do que a regulagem da alça/massa para cada distância e tipo de munição própria de cada atirador e que é expressa em 05 numeros, correspondendo à metragem na massa e aos clics na massa.

    Fecha massa, tiro sobre. Abre massa, tiro desce. O FAl tem 04 tipos de comprimentos de massa. Puxa alça pra um lado, o tiro vai pra este lado. Pra isso tem que afrouxar x clics em um lado e apertar os mesmos no passo oposto. A alça do FAL pode ser regulada com uma chave de fenda pequena, mas a massa tem dois encaixes proprios bem pequenos que so a chave de clicar preenche corretamente. É possivel movimenta-la com outras ferramentas ou mesmo sem uma, mas muito dificil isso.

  31. M@k, eu fui um dos primeiros a escrever sobre os novos CT 556 e ART 556 da Taurus, assim que foram demonstrados ao público especializado, mas segundo me informaram os mesmos não foram muito bem nos testes de durabilidade e confiabilidade, apresentando problemas no transportador do ferrolho, pois optaram por fazer um projeto interessante de amortecimento, algo como um sistema inercial, que infelizmente apresentou problemas.
    Maiores informações não tenho como relatar.
    Me foi dito que tendo este contra tempo a direção optou por partir para os onipresentes projetos AR-15, pois como dito acima a patente da Colt deixou de vigorar, sendo disponibilizada para outras empresas que o queiram produzir(como a Sig Sauer e H&K já o fazem).
    Agora não sei informar se será um AR-15 identico ao original ou algo nos moldes que a H&K fez, ou ainda um projeto mixando suas soluções de ergonomias e processos fábris no clássico conjunto.
    Abaixo segue um link para auxiliar aos leitores a entender o que é uma chave de ajuste do FAL.
    http://www.sobizu.com.br/config/imagens_conteudo/produtos/imagensGRD/GRD_123_GRD_198_CHAVE%20DE%20CLIACAR.JPG

  32. Claudio, so mais um aporte aos colegas acerca da mística chavinha.

    A extremidade da direita regula a massa e pode ser substituida por uma chave de fenda normal. A parte central, com duas saliências, é usada na massa de mira. Já a extremidade esquerda e inferior, é usada no anel regulador do cilindro de gases, o qual pode, porém, em regra, ser movimentado facilmente com a mão.

  33. Perfeito, acabei esquecendo de informar isto. Agora uma curiosidade de armeiro e tempos de caserna, a extremidade dupla também servia para abrir depósito dos antigos orelhões a ficha, talvez seja por isso a raridade dela.
    Mais uma vez obrigado pelas informações.

  34. Colombelli,

    por acaso é essa a dita cuja, que custa 5,00 dinheiros? 😮
    https://www.deltatatico.com.br/produto-59-chave-de-ajuste-fal

    Só para constar rsrsrs

    no P.O.F. P308 c/ barrel de 14,5”
    que já tem mais de 1.300 disparos comigo (tudo contabilizado na caderneta)

    até 200 yards eu uso a mesma regulagem, tanto para iron sight quanto para a Almpoint de visada rápida com munição .308 Remington: +3 em elevação e -1 em contra azimute. As variações entre 25 até as 200 yards vou fazendo no instinto, com o tempo elas foram ficando intuitivas e deu para fixar uma regulagem.

    Acima disso até 500 yards +/- sem vento com suporte e deitado é 0 em azimute e -1 em elevação. Assim consigo agrupamentos em 5 seconds shots de 5,5 pol

    Mas a Almpoint tem um acessório a parte que permite ter as marcações dos minutos no retículo, e já deu para ter agrupamentos a 500 yards com esse filtro e sem auxílio de luneta de até 8 pol nos mesmos 5 seconds shots.

    Agora por incrível que pareça, o M14 foi o melhor de todos com iron sight com alça aberta que já manuseie, mas ele perde na ergonomia, peso e mobilidade, mas quando chega na visada… pronto, já está lá.

    Sds.

  35. Esta mesmo Oganza que o Cláudio ja havia linkado. Faz a diferença entre a vida e a morte. Não se acha nem 10 ou 12 delas numa OM e deveria ser equipamento individual de todos.

    A menção que trouxeste de miras com óticas e com regulação em miléssimos traz outros pontos que tinha esquecido de mencionar em vista de uma provável adoção deste tipo de mira na tropa não profissional. E ele diz respeito à perda de rusticidade em vista da mira mecânica, à maior sofisticação da regulagem e necessidade de manutenção mais apurada, e ao fato de que as distâncias ordinárias de combate hoje ficam na faixa dos 200 a 300 metros, pelo que regulação fina acaba não fazendo muita diferença ainda mais com calibre .223.

    As miras mecânicas quando em voga tropas de não-profissionais tem a vantagem da rusticidade extrema e da facilidade de regulação. No caso do FAL a alça bastando corrê-la a frente e para trás e massa bastando rosqueá-la. São dispositivos que não são afetados por barro, umidade ou ferrugem, não demandam grande manutenção ou limpeza. A regulação seria é de fácil aprendizagem e manejo. Dai que concluo que miras óticas não serão adotadas como regra no EB, ao menos não para as tropas não profissionais.

    Oxalá no EB este B-A-Bá fosse ensinado minimamente, ja seria grande coisa. Imagina pensar em dispositivos mais sofisticados.

    Esta regulagem e correção “de olho” e no instinto que você menciona, bem própria de cada atirador, é o conhecimento que falta, em regra, aos nossos militares, mesmo os profissionais, pois não atiram. So o rito do tiro e sua execução real concede a automatização dos movimentos e procedimentos, o controle da respiração e batimento, o tônus muscular de cada posição. isso podia em parte ser atingido com treinos em seco, sem gasto algum, mas nem isso é feito no EB. Não surpreende que no Vietnan, com recrutas, para cada morte se tenha dado mais de 400.000 tiros. Um campo de batalha sem atiradores bem treinados não é tão perigoso quanto se pensa.

    O M-114 é uma arma admirável. Não é atoa que foi reintroduzido em grande estilo no Afeganistão.

  36. Vlw Colombelli…

    no Afeganistão vimos tb a volta em grande estilo do 76,2 NATO… o calibre que resolve a parada…

    Sou do pensamento de que uma tropa com bons atiradores não vai precisar de tanto volume de fogo assim. Nos encontros que já participei, tem um monte de equipes com membros e ex-membros de OM que dizem +/- a mesma coisa e dependendo da situação tática, colocada no briefing da missão, vão de 7,62 NATO. Agora, falando em sight e principalmente em nosso TO, realmente as ópticas seriam lucho, mas tem que atirar, tem que aprender o ofício.

    Nas progressões táticas que ocorrem e principalmente nas áreas externas, temos iron targets (não sei como seria aki), que são de aço e eles tem que cair com os disparos para vc pode progredir e em muitos casos o atirador está 300 yards com .223 e da dois disparos e a coisa não cai, já o .308 🙂 ta certo que as munições com mais grãos é controlada lá, não é simples conseguir uma caixa da .223 de 75 grãos por exemplo.

    Mas agora todos estão falando e discutindo sobre o 6.5 Grendel, que seria algo intermediário e que resolveria “todos” os problemas inerentes ao alcance e stopping power, sendo que ele pode aproveitar os atuais carregadores STANAG, mas com “apenas” 25 rounds. Vamos ver… 🙂

    Grande abraço

  37. “…pois o fuzil que irá lançar a granada precisa ter seu sistema de gazes alterado e sua munição trocada, ficando indisponível…”

    Isso não era p/ o M-1(Garand), M-14, ou mesmo o Fal???
    Usando granadas c/ “bullet trap”, ainda é necessário alterar o sistema de gases???

    OFF TOPIC…

    …mas nem tanto!!!

    Novo fuzil chileno:

    (http://www.segurancaedefesa.com/Fuzil_Chile.html)

  38. Mauricio R.

    muito legal, gostei da notícia… 🙂

    O ACE é incrível, se quiserem falar de rusticidade, esse é o cara. A IWI pegou tudo do projeto pé de boi do Galil (que veio do AK-47), colocou nele e sapecou os calibres 5,56 e 7,62… tem no calibre do AK tb, mas com a precisão de um AR… literalmente o melhor dos dois mundos na velha batalha entre AK-47 e AR-15.

    Ps.:
    1 – a IWI teve a preocupação de colocar todas as teclas e botões nas mesmas posições aproximadas dos AR (todas ambidestras), facilitando assim uma possível transição ou troca de equipamento por alguma eventualidade.

    2 – a sight, “mira” da foto, é uma Meprolight (M21 talvez) por fibra óptica. O legal dessa sight em especial, é que ela é bem rústica e não precisa de pilhas. Ela absorve a radiação luminosa (lumens) do dia e as “guarda” por 72 horas. quando se faz uma visada, vc tem um retículo na forma de um triângulo vermelho e em seu caso, é melhor que os red dots comuns, pois ele é translúcido e tem controle de contraste.

    3 – outra característica da Meprolight, é que ela foi projetada para ser instalada bem a frente da arma, melhorando o tempo de aquisição do alvo em 50% e permitindo visadas a distâncias bem maiores com os 2 olhos abertos. Mas como sempre ha algo de podre no “Reino da Dinamarca”, a Meprolight causa um vício no atirador, que é o de perder o habito de alinhar a alça e a massa nas visadas, então quando ele perde ou danifica a sight, ele leva um tempo até voltar a pegada normal… mas ai ele pode não estar mais entre nós. 🙂

    Sds.

  39. … Novo fuzil chileno…

    Interessante, o “Projeto Titânio” havia se iniciado em 2007 para selecionar um novo fuzil para o exército chileno, os concorrentes analisados inicialmente eram o M4A1 e o G36C, mas no meio do percurso parece ter havido uma reviravolta e o GALIL ACE levou a melhor.

    Este fuzil agora irá fazer parte da modernização de dois importantes exércitos sulamericanos, o Chileno e o Colombiano (este último já está iniciando a introdução deste fuzil no seu exército).

  40. Oganza, o maior exemplo da diferença gritante do 7,62mm pra o 5.56mm foi o combate de Top Malo House nas Malvinas. Um britãnico com um 7,62 no ombro arriou, ao passo que um capitão argentino ainda atirava depois de ter recebido 04 tiros 5.56. Eu sou fã do 7,62. O 5.56mm dá pra levar tres vezes mais munição, mas pra um bom atirador não compensa.

    Também comungo da opinião de que é melhor ter menos disparos mas mais precisos. Reduz risco de danos colaterais, diminui necessidades logisticas e desgaste do armamento.

  41. O IA2 é perfeito para os ROC do EB e depois do MD.

    Mas sinceramente qualquer projeto pode e deve ser melhorado/aperfeiçoado.

    No caso do IA2 a melhor maneira do MD ter uma opinião isenta da nova arma das FFAAs brasileiras é PÔ-LO a prova real por avaliadores isentos.

    Ofereçam o IA2 na contenda francesa para substituir o FAMAS e ofereçam dentro do foro internacional militar IBAS (Índia, Brasil, e África do Sul) o projeto IA2 aos Indianos que recentemente abandonaram seu projeto local de fuzil para, pelo menos, gerar avaliações profissionais e técnicas além da ACHOLOGIA sobre o IA2.

    A chance com os franceses é mínima (o orgulho europeu não permitiria adotar um projeto sul-americano) mas se os indianos valorizarem os mesmos conceitos de segurança e rusticidade do EB teremos uma chance justa de avaliação (principalmente se envolver licenciamento para produção local).

  42. Agora ven o as fotos, notei que a arma tem zarelhos dianteiros duplos e fixos. o que é uma vantagem em relação ao zarelho móvel do FAL que acaba fazendo barulho as vezes.

    No modelo 7,62, a primeira sugestão que faria seria descer a porção anterior do receptáculo do carregador para formar um apoio, semelhante ao que se vê no 5.56. O segundo modelo de cima para baixo tem um apoio que supre em certa medida esta necessidade.

    Gostaria de saber se houve alteração no passo raiamento do 7,62 de cano mais curto e se há previsão de munições com pólvoras modificadas para canos mais curtos.

  43. Excelente matéria, parabéns ao Cláudio e ao ForTe. Esta matéria é simplesmente histórica, e um furo de reportagem. Muito bom. É por essas e outras que este espaço é o melhor da internet brasileira.

    Gostei muito dos fuzis, mas para saber se são realmente bons só operando. Espero que cumpram tudo o que prometem, especialmente o 5,56.

    Mas lamento bastante haverem desistido do modo burst. Numa situação de combate o soldado irá meter o fuzil em modo auto e acabará desperdiçando munição.

    Uma boa coisa foi desistirem do lançamento de granada de bocal, que detonava com o cano do fuzil. Poucas coisas eram menos práticas do que seu lançamento, que precisava de munição especial, sem falar nas mudanças no obturador do cilindro de gases. Coisa complicada demais pra um soldado de infantaria comum.

    O Ozawa tá de brincadeira. Amigo Ozawa, o EXAR é uma ficção científica. Na prática, é só pra bater um carimbo nos seus papéis. NINGUÉM atira nada no EXAR, pois nem farda tem para os reservistas colocarem. Nem em forma a gente entra amigo…

    Quanto à tal chaveta de regulagem, só vi em mão de armeiros, e só usei uma vez na vida, quando fui regular meu fuzil de aluno, porque ia participar de um torneiozinho interno no pelotão. Só que antes da competição fui pro campo, e lá perdi a alça de mira do fuzil (simplesmente “explodiu” numa pista de rastejo). Resultado: meu fuzil foi pro armeiro, participei da competição com um fuzil “estranho”, e na competição fiz agrupamentos perfeitos de tiro, mas dois palmos pra baixo do centro do alvo… 🙂

  44. Nos detalhes:

    A opção de travamento por ferrolho rotativo no calibre 5,56 é correta e segue o padrão mundial.

    Boa também a extinção da alça de manejo, e a colocação de trilho picattini em todo o comprimento da arma nas duas versões.

    Mas fique curioso sobre quem poderá usar uma carabina em cal 7,62. Caramba um calibre desses pra CQB não faz sentido, em minha opinião: se é pra CQB, o calibre 5,56 tem stopping power mais que suficiente e proporciona maior carga de tiros, o que é bem mais importante, em minha opinião; o 7,62 deveria ser usado para longo alcance… Sem falar na pontaria: um canhão desses não deveria ter cano curto…

    E não me venham dizer que é pra ser usado na selva: o fuzil poderia fazer o mesmo serviço, sem falar que aquela história que o cal 5,56 não funciona bem na mata fechada é pra lá de discutível…

    Gostei também dos zarelhos fixos: nada irritava mais um cmt pel fzo do que a tropa tilintando em progressão noturna.

    E gostei das facas. Chega das baionetas com cabo redondo que envolviam o cano do FAL, e não serviam pra nada além disso.

  45. Vader,

    é, ta cada vez pior quando eu fico sabendo mais coisas sobre nossos quartéis conversando com vc’s.

    Como eu já disse aqui, e vc sabe, a única vez que entrei em uma OM militar no Brasil foi para o meu alistamento e depois para pegar a minha dispensa.

    A coisa de atirar com armas de fogo como esporte entrou na minha vida através da família da minha esposa, na verdade foi mais uma convocação do meu cunhado que “mostrou” que se eu quisesse entrar para a família tinha que ser dakele jeito… kkkkk

    Antes disso eu cacei com meu Pai aki no Pará e não tem nada haver com o esporte de tiro… até a caça nos EU é diferente, lá eles são bones collector em 75% dos casos… o que é diferente da minha família americana lá da Luisiana, pois eles matam e comem… é um espírito mais parecido com do meu Pai. 🙂

    Mas sobre o 7,62 em cano curto eu concordo, pra mim o limite é 14,5” (36,8cm) pra cima, que permite uma boa mobilidade em CQB e um belo stopping power até 500 yards, eu uso o .308 e não tenho problemas, mas é claro que não dá para usar taticamente dentro de um avião, mas tem uns caras que o usam com barrels de 12,5” e até 10,5” como é o caso dessa carabina do IA2 com 265 mm de cano, isso ai é subutilizar o calibre.

    O que acontece é que mesmo que eles tenham projetado um excelente freio de boca, o projétil não terá tempo de acelerar o suficiente dentro do cano e toda energia será desperdiçada resultando em um stopping power muito semelhante ao 5,56 a 250 yards mas sem o mesmo poder de penetração, pois o projétil não terá tempo de GIRAR. Claro, se o oponente estiver usando um colete ou estiver abrigado (atras de um veículo por ex), pq se ele estiver de camiseta rs um 38 resolve rs.

    Sds.

  46. … só continuando

    O “problema” dos 5,56 é só o peso dele, os novos projéteis com 75 grãos (a Black Hiils tem um novo com 81 grãos) que viaja a mais de 2.600 fps que praticamente acaba com essas discussões. Como já disse, se fala muito no 6,5 Grendel… já manuseei ele, mas nunca disparei e alguns dizem que o objetivo dele é se tornar a “bala de prata” dos calibres, mas quem já disparou muitos tipos de armas e em diversos calibres, tanto como esporte ou em combate, sabe que esse conceito de “bala de prata” é fantasia.

    O que acontece é que as unidades vão para campo com 2 calibres (5,56 e 7,62), com o 6,5 isso, em teoria, não seria mais necessário, pois os atiradores conseguiriam um mesmo resultado de um 7,62 a 900 yards, assim como ele poderia equipar as unidades de Metralhadoras Leves (5,56) como as de Metralhadoras (7,62)… tudo em teoria claro.

    Mas sabe quando isso vai acontecer? Nunca. Imagina ter que retificar praticamente TODOS os fuzis do arsenal americano e OTAN. Isso vai ficar assim mesmo, e o 6,5 vai ficar para as FE e pra gente que atira no fim de semana.

    “fiz agrupamentos perfeitos de tiro, mas dois palmos pra baixo do centro do alvo…” Muito bom rsrsrsrs

    Sds.

  47. Só para quem quiser saber ou entender mais sobre esse coisa de peso do projétil de uma forma mais “arredondada” e bem simplória:

    5,56: vai de 50 a 77 grãos

    7,62: vai de 150 a 180 grãos

    De forma geral, quanto maior o peso, maior a energia (a porrada o stopping power) no alvo. Mas também é necessário mais pólvora, acarretando em um maior peso que vc terá que levar… imaginem-se correndo com 500 cartuchos nos seus bolsos. 🙂

    O poder de transfecção (penetração) envolvem outras forças, como design do projétil, da cápsula, carga de propelente (pólvora), tamanho do cano, passo das raias dentro do cano… etc.

    Sugestão: uma matéria sobre balística de projéteis (só o 5,56 e 7,62) na RFD seria muito legal, talvez até inédita no Brasil.

    Sds.

  48. Nunca atirei, não entendo nada de balística, não servi nem mesmo em Tiro de Guerra, ou seja, sou o mais absoluto ignorante em termos de armamento, qualquer que seja ele.

    Apenas gosto de ler a respeito o máximo possível.

    Levando em consideração minha extrema ignorância, algum dos senhores poderia me explicar como um projétil de fuzil 5.56 pode transfixar um corpo humano mas desvia sua trajetória numa simples folha de árvore?

  49. Por favor desculpem, mas só hoje pude voltar aqui, desde meu último (primeiro de todos os comentários postados aqui, pra falar a verdade) comentário, que infelizmente suscitou algumas críticas e mal-entendidos. Assim, esclarecimentos,e desculpas se fazem necessários. vamos lá…Primeiro as desculpas: Claudio Marcos, o cara de óculos que não sabe atirar, obviamente, não era você! (rsrsrs) Basta olhar tua postura e tua pegada, pra se perceber que VOCÊ SABE atirar…Já o engenheiro lá, coitado, levou uma SURRA do fuzil…rsrsrs
    Bom, agora os esclarecimentos…Concordo com muito do que se disse, e entendo perfeitamente bem certos por quês, mas discordo da maioria das considerações feitas. A começar pelas doutrinas do EB, que, como TUDO nesse país, nos últimos anos, infelizmente se nivelam por baixo. Como bem se disse, uma força que sequer pode dotar seus soldados com cantis, infelizmente está fadada ao fracasso, antes mesmo de ser testada em combate. Desculpem, mas na minha humilda opinião de leigo, ESTÁ TUDO ERRADO no que se refere a Defesa neste país. Conceitos, doutrinas, pontos de vista, etc, TUDO. Acho que a maioria aqui vai concordar comigo que, caso entrássemos em conflito com QUALQUER força oponente, com a mais absoluta certeza perderíamos logo de cara. Fosse contra uma grande potência, então, não duraríamos sequer uma semana…SE HOUVESSE resistência. E isso, obviamente, se reflete no equipamento meia-sola e capenga, no treinamento que, SE EXISTENTE, é inadequado, ineficiente e ineficaz, na motivação da tropa, enfim, chovendo no molhado, novamente.

  50. Sobre as comparações, na boa, não acredito que este sistema seja’ melhor’ que nenhum daqueles com os quais foi comparado. Pra ser sincero, não acredito que SEQUER CHEGUE PERTO DE NENHUM DELES! E também acho que isso se deve, em parte, aos fato de a IMBEL ser estatal. Por melhor que ela seja, acredito que poderia ser MUITO MELHOR se estivesse nas mãos da iniciativa privada. E discordo VEEMENTEMENTE da afirmação de que o fuzil da IIMBEl é ‘melhor’ que os outros porque ‘É NACIONAL, PROJETADO E FABRICADO POR BRASILEIROS’!! Jesus, Maria e José, NACIONALISMO, NUMA HORA DESSAS? E A ESTA ALTURA DO CAMPEONATO?? Na boa, novamente na minha humilde opinião de leigo, acho que o CERTO seria se fazer o que se fez, quando da adoção do FAL, 50 anos atrás: procurar no mercado o que melhor se encaixe nas nossas necessidades. Se for um produto nacional, ótimo, melhor. Caso contrário, opte-se por uma produção sob licença do que de melhor haja no mercado.

  51. Quanto às explicações sobre os por quês de nossos soldados e/ou policiais segurarem seus fuzis pelo carregador ou pelo chanfro onde ele se encaixa, sinto muito, mas não me convenceram, e discordo de todas elas. Aliás, Claudio Marcos e Oganza também…
    Bom, é isso. Sinto muito se pareço chato, exigente demais, etc, mas sempre acho que poderíamos (e deveríamos) ter mais e melhor que aquilo que acabamos tendo.
    Obrigado, e abraços a todos.

  52. GBento
    20 de junho de 2014 at 11:13 #

    “Levando em consideração minha extrema ignorância, algum dos senhores poderia me explicar como um projétil de fuzil 5.56 pode transfixar um corpo humano mas desvia sua trajetória numa simples folha de árvore?”

    Caro GBento, não se preocupe, porque isso é apenas mais uma daquelas lendas de internet que são propagadas em parte por militares brasileiros, que nunca sequer chegaram nem perto de uma arma em cal. 5,56 (simplesmente porque não existem armas neste calibre para a esmagadora maioria da tropa brasileira), e é repercutida pela caterva antiamericana, porque este é o calibre padrão das tropas americanas e da OTAN.

    Alguns desses que afirmam este absurdo de um calibre que dispara projéteis supersônicos deveriam fazer o teste com suas próprias cabeças como alvos.

    Quem sabe elas são duras o suficiente para aguentar um disparo de calibre 5,56mm…

    Saudações.

  53. a.cançado, este vídeo acima apesar de ser uma propaganda do fabricante deste fuzil, serviu para demonstrar publicamente e quebrar com um certo mito a respeito do AR-15/M-16, que é justamente sua fragilidade a ingestão de água.
    Quanto ao IA-2 5.56 o mesmo passou por testes pelo CFN e pelo EB nestas circunstâncias e o resultado foi muito positivo, demonstrando que o mesmo tem confiabilidade e segurança no disparo após a submersão, não necessitando de tempo extra para escoamento da água que por ventura tenha sido ingerido.
    Quanto ao costume de se segurar a arma pelo carregador, apesar de existir esta explicação dita acima, isto não é primazia do soldados brasileiros, pelo contrário, abaixo mostro uma foto de um soldado alemão segurando pelo carregador o primeiro fuzil de assalto do mundo, ou seja, já vislumbrava esta empunhadura.
    Agora quanto a ele ser inferior aos outros, eu discordo, no máximo existem fuzis com materiais mais modernos, mas de funcionalidade idênticos, a questão de material é consequência de doutrinas ou opções mercadológicas.
    Estive a pouco tempo com um fuzil que faz parte de um sistema de armas em mãos, sua referência no mercado é dizer que é livre de pinos de retenção e não necessitar de lubrificação, mas somos sabedores que todo componente mecânico gera atrito, atrito gera desgaste, sendo assim é necessário se fazer uso de algum componente que crie uma camada(filme) que isole ao máximo este atrito. Então podemos analisar que este fuzil tenha uma vida um pouco menor que os outros que façam uso de lubrificação, mas é doutrina de mercado.
    Outro detalhe, apesar de ser muito bonito esteticamente, usar polímeros em abundancia, seu sistema de fixação de coronha em posição aberta é idêntico ao encontrados nas portas dos armários de cozinha da década de 80-90, ou seja um pino bola travando em um pino com encaixe.
    Agora no meu ponto de vista é que o mesmo possa sofrer uma evolução e venha a receber alguns inserts de projeto, uma crítica minha, que em nada alterou sua funcionalidade é o ponto de articulação, que priva ele a ser multi calibre, ter um upper inteiriço e outras vantagens.
    As outras indagações dos outros leitores são interessantes também como estas, mas uma dúvida que me ocorreu também, foi o porquê de uma carabina CQB em calibre 7.62, usando munição padrão.
    A resposta veio de forma simples, um dos operadores/usuários solicitou pois necessitava de um calibre mais pesado para o uso pretendido, onde o escolhido proporciona nas distâncias de engajamento uma maior capacidade de transfixar objetos(paredes, portas, e outros) além de um maior stopping power.
    Como muito bem lembrado acima, um tiro de 7.62 fora de área vital é capaz de tirar de combate até o mais robusto do adversário.
    Quanto a pergunta a respeito do Exército vir a adotar sistemas de mira holográfica, temos boas novas, estaremos publicando uma pequena matéria a respeito desta novidade, e sim o Exército está adotando como equipamento regulamentar para a tropa, só não sabemos em qual proporção.
    http://claus.espeholt.dk/mp44/bundesarchiv_bildstg44_44.jpg

  54. quer dizer que o 556 eh tao eficiente quanto o 762 na selva ?!?!
    ok, desculpe a minha ignorancia… vu pintar um alvo na minha testa…

  55. Claudio Marcos, a foto do ‘landser’ segurando o (então) NOVÍSSIMO MP-43 (ou StG 44, ou ainda MP-44), desculpe, mas mostra apenas um soldado que pouco antes devia usar uma MP-40, que praticamente não tinha outra maneira de ser apontada, senão a da foto, usando o mesmo tipo de empunhadura que usava com a arma anterior. Nos dias de hoje, não vejo NENHUM soldado, de qualquer força, usar este tipo de empunhadura quando apontando um fuzil de assalto.
    E eu postei DOIS filmes do YouTube: além do do teste comparativo entre a M-4 e o H&K 416, postei também outro, logo acima do primeiro, sobre a NOVA VERSÃO (A-5) do H&K 416, não sei se você viu…

  56. wwolf22
    20 de junho de 2014 at 15:59 #

    “quer dizer que o 556 eh tao eficiente quanto o 762 na selva ?!?!
    ok, desculpe a minha ignorancia… vu pintar um alvo na minha testa…”

    Perguntinha capciosa essa sô… Depende uai!

    Se você quiser cortar árvores com rajadas, matar o “Predador” ou o Curupira, provavelmente o cal 7,62 X 51 mm NATO se saia melhor mesmo.

    Mas nesses casos o ideal é atirar com uma FN-MAG, no mínimo, e não com o FAL, que só comporta VINTE munições no carregador…

    Pra todas as demais tarefas mais comezinhas, inclusive (mas não apenas) perfurar pobres e indefesas folhas de árvores, ou matar/tirar de atividade o inimigo, o cal. 5,56 X 45 mm é mais que suficiente hoje em dia, com a vantagem de levar em geral 50% a mais de munição por carregador em relação a armas com o outro calibre…

  57. PS: o “hoje em dia” ficou por conta principalmente de que, sabe como é, nunca se sabe né? Vai que a mamãe natureza (ou a biotecnologia) desenvolvam uma folha de árvore capaz de “guentar” balaços supersônicos… 😉

  58. PS4: no caso de se querer cortar árvores, umas cinco voltas de cordel detonante, ou um petardinho bem cavoucado funciona melhor que algumas caixas de munição. 😉

  59. PS5: A não ser que a árvore em questão seja do porte de um jequitibá em idade adulta. Nesse caso acho que a melhor opção é mesmo uma serra elétrica… 😉

  60. No texto da matéria consta que:

    – “Desde 2009, tem chegado ao conhecimento do público o desenvolvimento de uma nova classe de fuzis 100% nacional produzida pela Imbel,”

    – “Para titulo de exemplo, foi nos informado que uma arma já ultrapassou os 18.000 tiros em regime de testes sem apresentar falhas e se mantendo dentro dos padrões estabelecidos.”

    Considerando esse intervalo e dentro de puro achismo meu, foram 5 anos para uma das armas fazer “mais de 18 mil” disparos”. Ok, mas eu não sei se isso foi com os futuros operadores ou em regimes de teste dentro da própria responsável pelo projeto, a IMBEL.

    Então vamos lá: Se eu considerar que foram dentro da IMBEL, esse volume é pouco maior do que 1/5 (um quinto) do necessário. Digo isso por um simples motivo. Nenhuma das grandes marcas do mundo (FN, HK, SiG, Milkor, IWI, etc) coloca seus produtos para avaliação junto a seus futuros operadores antes de 50 mil disparos, e isso ocorre em uma média de 4 a 5 anos.

    Agora vamos ao outro lado, os operadores, principalmente os americanos, e ai tenho que abrir um parênteses aki:

    – Lá, todas as forças tem uma independência quanto as armas que escolhe para suas dotações, sejam elas as SWATs (que são independentes em cada cidade), Departamentos de polícia, Gabinetes de sherife, etc… e essa liberdade se estende aos fabricantes, e não é difícil vc ver FBI Officer da California com HK-416 e o mesmo FBI no Texas com um AR da Colt por exemplo. As restrições ficam por conta dos calibres e carregadores que tem que ser padrão. Mas existem Excessões, como a adoção em casos especiais do calibre Five seveN (5,7) da FN… mas isso é um caso bem a parte.

    35,480 disparos em 17 meses (menos de 2 anos) de teste feitos pela SWAT do Departamento de Sheriff’s do Condado de San Bernardino. Esses e outros dados (inclusive as falhas) vc’s encontram no Report abaixo em .pdf do dia primeiro desse mês, quentinho, acabou de sair do forno.

    https://www.pof-usa.com/assets/AfterActionReport_POFGen4_Jan2014.pdf

    Ps.:
    – as temperaturas estão graus fahrenheit, as distâncias em jardas (yards) e as velocidades em pés/segundo (fps).

    – A P.O.F. – Patriot Ordnance Factory, fabricante do fuzil que consta em testes relatado no pdf, em seu desenvolvimento (no caso a Geração 4) fez 150 mil disparos com a arma.

    Sds.

  61. Só continuando, reparem que é um Condado, não é uma força nacional, e o mais impressionante é a transparência quanto aos testes, que são liberados para o MUNDO todo.

    Na verdade o que acontece hj aqui no Brasil é uma simples falta de cultura sobre armas. Como EU ou VOCÊ vamos opinar sobre alguma decisão feita sobre algo completamente alienígena para nós?

    Por isso eu digo, coloquem o IA2 na mão de avaliadores independentes ou até mesmo pergunte a um operador do BOPE ou do PARA SAR se eles preferem ir para uma missão com o IA2 ou seus M4 e SiGs…

    OK podem me dizer que esses fuzis serão para os conscritos… será?

    Será que em nossa próxima missão de paz não veremos nossos capacetes azuis em hot zones com um equipamento que simplesmente não está a altura da missão? E por uma simples propaganda barata de nossas capacidades?

    Se for só para os conscritos mesmo, até quando EB vai continuar tratando TODOS os nossos reservistas como BUCHAS DE CANHÃO? Sem equipamento e principalmente sem um treinamento minimamente decente?

    Meus caros colegas, 10 soldados adestrados e com equipamento inferior irão bater 50 dos nossos com qualquer mega equipamento que eles tiverem, pelo simples fato de não estarem adestrados. Eu realmente não sei o que é pior.

    No fundo, talvez nem precisemos de IA2, precisamos apenas de treinamento decente.

    Sds.

  62. Oganza, o que eu disse lá em cima foi que, assim como eu, o Claudio Marcos e você também não concordaram com o que se disse a respeito das razões pelas quais operadores brasileiros (solados e/ou policiais) seguram seus fuzis e/ou submetralhadoras pelo carregador ou pelo chanfro onde ele se encaixa…

  63. a.cancado,

    ok entendi, é só que percebi no seu texto uma certa pressa… rsrsrs então fiquei imaginando se não ficou faltando nada…

    esse papo de como segurar rsrsrs, é da fisiologia humana e é simples de resolver, treinar…treinar… treinar e para ajudar, instala uma manopla de manejo. Resolvido.

    Quanto ao “seu xodó”, digo pq percebi que vc tem uma grande simpatia pelo modelo, HK 416, é uma bela arma, é uma das 5 que tenho lá em casa, posso lhe dizer que ela é extremamente apreciada pelos órgãos da lei americana.

    Quando a HK perdeu a concorrência do SOCON (o SCAR que levou), ela passou a visar os órgãos da lei e o mercado civil lá nos EU, e ele foi muuuuito bem aceito. A nova versão A5 foi seguindo as recomendações desses órgãos, inclusive akele “aro” do gatilho mais arredondado, foi pensado para regiões mais frias, onde o operador provavelmente estará com luvas mais grossas… 🙂

    E assim como o HK 416, vc tem lá nos EU diversos modelos que apenas se parecem com o AR por fora, mas por dentro é outra arma, a única coisa que ele tem do AR é a alavanca do ferrolho, a trava do receptor para carregadores STANAG e o gatilho… isso não da 15% da alma do AR. É uma outra arma.

    Sds.

  64. Respondendo as perguntas:
    O sistema IA2 foi testado na fábrica ao extremo antes de ser enviado a campo e ao CAEx para os testes de aceitabilidade e confiabilidade.
    Os 18.000 tiros referidos foram com uma arma no CAEx, que por exigência tinha que atender alguns requisitos com menos da metade deste número, porém continua atendendo ainda mesmo depois dos 18.000 tiros.
    Na fábrica o sistema foi testado em mais de 80.000 tiros sem apresentar algum tipo de alteração.
    A título de comparação, é mencionado como o fuzil se comportaria em zona quente, como por exemplo Haiti, ou o Congo, onde nosso representante porta um FAL Argentino como sua dotação(este veio da FFAA do Uruguai), duas áreas de operação realmente exigentes onde o armamento de dotação tem se mostrado robusto como é conhecido por todos;
    Mas para comparação, os testes que o IA2 passou no CAex e foi aprovado o FAL encontraria dificuldades em ser aprovados nos mesmos testes.
    Quanto a ele ser para os conscritos, sim será, e vou mais longe, ele será o fuzil de dotação padrão do Exército Brasileiro em seus dois calibres, assim como está em uso com forças policiais, inclusive tendo debutado esta semana em SP em uma troca de tiros entre agentes da ROTA e assaltantes.
    E quanto ao HK M416 e o M417, sim são armas muito boas e referencias no mercado, mas nasceram conforme mencionado acima de uma derrota para a FN, onde lançaram o futurístico XM-8 e perderam para o SCAR.
    Sendo estes dois para mim os dois melhores fuzis da atualidade, mas o que eles fazem em combate o IA2 também faz sem deixar a desejar.
    A vantagem do M416 é se parecer com a família Ar-15, isto para os operadores dos EUA é uma enorme vantagem, pois é arma que eles usam desde a década de 60; Então um fuzil idêntico esteticamente e muito aprimorado funcionalmente é o ideal.
    O FN SCAR foi solicitado para o SOCON, e se repararem muito foi investido para que alguns detalhes fossem parecidos com a família AR15.
    Exposto isto acima posso afirmar que o caminho que norteou a IMBEL foi justamente este, fazer um fuzil moderno que fosse parecido esteticamente com o vetusto FAL em dotação.
    E outro detalhe, ele não foi só testado pelo EB, mas por muitas outras forças policiais, como a SENASP-FN, que hoje é o maior utilizador de fuzis em zonas de conflito do Brasil, tendo fuzis seus com mais de 30.000 tiros disparados e em excelentes estados de conservação(MD-97).
    No mais foi avaliado pelo CFN e atestado como possível de ser adotado, estando em negociação(esta compra recente de Colt M-16 foi anterior as tratativas), onde eles deram alguns “imputs” como um escoamento de água do guarda mão mais rápido, algo que já foi adotado em todos de série.
    Agora temos que aguardar ele ser empregado em algum conflito para ser aprovado perante a comunidade militar.

  65. Claúdio Marcos,

    só para ser claro: 50 mil tiros é a média POR ARMA e não do lote de testes.

    No caso do .pdf que postei, e segue novamente abaixo: até o momento foram 35.480 disparos com UMA das 10 armas enviadas para testes nas mãos do Departamento de Sheriff’s do Condado de San Bernardino, sendo que a Arma em questão obteve 23.500 disparos sem falhas em testes com o possível futuro operador. As falhas tb estão listadas no documento.

    https://www.pof-usa.com/assets/AfterActionReport_POFGen4_Jan2014.pdf

    O Sistema pode ter sido testado em 80 mil disparos, mas meu caro, isso não é 25% do praticado pela industria internacional… um sistema executa um mínimo de 500 mil disparos, como disse antes: – “A P.O.F. – Patriot Ordnance Factory, fabricante do fuzil que consta em testes relatado no pdf, em seu desenvolvimento (no caso a Geração 4) fez 150 mil disparos com a arma.” Com “A ARMA” não com o sistema, ou seja, uma das armas executou 150 mil disparos em seu desenvolvimento.

    Nos testes em que IA2 passou e o FAL pediria penico, é meio óbvio isso e o mínimo a se esperar, afinal, o primeiro é uma evolução partindo do segundo.

    Que ele será a arma padrão do EB, não tenho dúvidas, mas SIM, existirão complicadores táticos quando nossas tropas entrarem em ação em conjunto com nossas Forças Especiais ou outra qualquer, utilizando equipamento mais dinâmico por ex.

    Isso se dará por um simples motivo: O sistema IA2 NÃO É FLEXÍVEL TATICAMENTE. Mas essa deficiência pode ser reduzida (não resolvida) porem com treinamento, sendo esse hoje, e de longe, o maior problema em nossas fileiras. Como um sargento pode passar mais de 10 ANOS dando menos de 500 tiros meu DEUS?

    Mas só esclarecendo sobre o XM-8:
    Ele não fez parte da concorrência do SOCON.
    Ele fez parte do controverso OICW – Objective Individual Combat Weapon program que não teve vencedores, na verdade todo o programa foi colocado da geladeira, sendo ele muito mais amplo do que a simples troca dos fuzis.
    Sendo o XM-8 muuuuito mais parecido internamente com o G-36… na verdade as soluções da HK para o 416/417 são muito melhores e mais efetivas do que as que foram feitas no XM-8 e na verdade os 2 projetos tem 10 anos de diferença. – Não gosto do XM-8, esse sim parece uma arma de brinquedo comprada pelo e-bay… rsrsrsrs

    A compra do M-16 pelo CFN foi um erro/engano sem tamanho, pois até o USMC fez diversas adaptações para torna-lo mais efetivo no ambiente de operações ao qual os Marines são expostos. Enfim, são aquelas coisas que se fazem sem perguntar a ninguém.

    Se perguntarem sobre os quesitos de flexibilidade e rusticidade, com certeza é: 1º lugar > RUSTICIDADE e 2º lugar > FLEXIBILIDADE. Mas NENHUMA das duas vai valer alguma coisa SEM TREINAMENTO e isso é um FATO.

    E por fim, a IMBEL pode até ter tentado fazer um fuzil moderno, o que não é, pois o conceito de um fuzil moderno hj não é se ele tem “plástico” ou não, mas sim se ele tem RUSTICIDADE e FLEXIBILIDADE TÁTICA. O IA2 aparentemente só tem o primeiro, pois nem mesmo é intercambiável dentro do próprio sistema e a IMBEL NÃO TEM capacitação tecnológica e humana para um projeto realmente moderno, é só ver seu portifólio.

    E não vamos longe, o You Tube está abarrotado com vídeos de produtos IMBEL sofrendo falhas beirando a catástrofe. Até fazem piadas lá comigo e até me perguntam pq as nossas forças não contratam a Taurus (seus revolveres são famosos lá), mas enfim, tenho que dizer que nem a Taurus possui esse critical knowledge e temos que lidar com a incontestável falta de cultura sobre armas de fogo.

    Sds.

  66. Sobre o After Action Report postado, é um report ao fabricante e não o relatório final, que por sua vez terá umas 10 páginas e mais umas sem detalhando o compartamento de cada uma das armas enviadas pra testes.

    E esse nesse Report, não estão os teste de campo em condição de inverno, assim que a POF os tiver, ela enviará para todos os proprietários de seu produtos (eu incluso), uma forma de feedback do fabricante para com seus clientes. Então postarei aki assim que possível.

    Sds.

  67. Oganza, obrigado pela correção a respeito do XM-8, um fuzil que eu costumava dizer que era um Trekkie. Porém lembro que o projeto era muito mais que um simples fuzil, morreu no nascedouro.
    Quanto ao HK M416 já disse, não tenho o que falar, ele apresenta uma robustecidade que seu irmão G36 não tem.
    Agora poderia discertar para nós o que chama de FLEXIBILIDADE TÀTICA, seria muito interessante para os leitores compreenderem esta vertente e ver a sua explicação a respeito, com toda a certeza irá enriquecer-nos.
    Quanto a TAURUS fazer um fuzil, ela o fez, se chama ART556, e fui o primeiro repórter a fazer uma matéria com ele em primeira mão.
    Mas infelizmente para nós, ele tomou bomba no mesmos testes que o IA2 foi aprovado, e não rolou corporativismo neste não, pelo contrário.
    Mas esta empresa optou por seguir o caminho da HK e Sig Sauer, partir para um projeto baseado no AR-15, mas adotando soluções para melhorar a confiabilidade e resistência da arma. Vamos aguardar.
    E em relação ao quantitativo de tiros, não é na coletividade e sim individual em testes, tanto no CAEx como na fábrica.
    Sds.

  68. Sobre a questão do uso do 5.56 em selva, de fato trata-se de uma factóide muito difundido no EB pra justificar a manutenção do FAL por mais de 04 décadas. A solução é simples. Ou você está vendo o alvo e vai realizar um tiro preciso visando um ponto, ou não está vendo, e vai atirar em uma “área” para ver se aceta algo. Se você esta vendo o alvo, a quantidade de vegetação, especialmente pequenos ramos e folhas, não irão fazer diferença. Se não está vendo, eventuais desvios não farão grande diferença, pois serão pequenos e não retirarão o projétil da área desejada. Sintetizando, ainda que fosse verdade que há o desvio, ele seria insignificante para a eficiência em combate.

    Em selva, ao contrário, é mais recomendada a adoção do 5.56. Conforme ja disse aqui, as dificuldade logisticas em selva são extraordinárias. Logo, quanto mais munição se puder levar melhor. Os campos de tiro são curtos e a vantagem do 7,62 por ter alcance maior não se faz sentir. Eu sou fá o 7,62, mas isso não nos deve fazer perder a objetividade na análise.

    Nossos engenheiros não são amadores e garanto que os testes realizados pelo IA2 não são piores ou melhores, mais ou menos rígidos que os realizados com qualquer outro projeto. O teste de disparo na água, por exemplo, foi feito também pelas FE como pode ser visto em um video disponivel no youtube. Ademais, não há grandes mistérios na produção de um fuzil.

    Se hoje ele ainda não é usado como dotação pelas FE ou PARA SAR é por estar ainda em avaliação operacional. Mas logo estará como dotação destas unidades. Se hoje eles usam outros modelos é pelo simples fato de o FAL, arma de dotação regular no EB, o HK 33 e o M16 , serem projetos antigos.

    O IA2 cumpre missão e o que ele não tem que outros modelos tem não prejudica sua operacionalidade. Será usado por recrutas “pelado” e aguentando a destruição do serviço de guarda ( recruta destrói a arma na hora da guarda) e por forças profissionais, ai sim com acessórios e miras modernas.

    Sim, é importante que um fuzil seja de produção nacional, seja projeto proprio ou licenciado. Em caso de conflito, talvez seja necessária produção de milhares de armas para mobilização de reserva. Comprado fora, como fez a Venezuela, por exemplo, não se tem esta possibilidade. Sem fuzil não se faz guerra. O FAL precisa ser trocado, nem tanto pela arma em si, mas pela idade dos exemplares. Se e pra se trocar, melhor que seja por uma arma nacional.

    Quanto a pegada pelo chanfro do receptáculo do carregador, a. cançado, acredite em quem atirou bastante: ela é melhor que simplesmente segurar pela placa do guarda-mão. A utilização de manoplas na placa do guarda-mão, como se vê ser praxe nas forças EUA pode trazer prejuizos a operacionalidade quando se tenha de usar a parte frontar da arma por entre frestas.

  69. Bom, Colombelli, posso até aceitar tua OPINIÃO PESSOAL, mas reitero minha posição, pelo simples FATO de não ver NINGUÉM MAIS, tropa nenhuma, militar ou policial, em lugar nenhum do mundo, segurando arma pelo carregador ou pelo chanfro de seu receptáculo. Eu, particularmente, não faria isso.

  70. E mantenho também minha posição a respeito do sistema em si: continuo não acreditando nele, não levando fé no projeto, e pelos mesmos motivos expostos pelo Oganza, que me parece saber MUITO a respeito do que estamos discutindo aqui.
    O sistema pode até atender às especificações do EB, mas eu acho é que o problema é que O EB não atende a especificação nenhuma!
    Na minha opinião, uma arma obsoleta, para uma força igualmente obsoleta, composta por oficiais mal preparados e sem conhecimento, e suboficiais e soldados ainda mais despreparados, carentes de TUDO, a começar por doutrinas e treinamento adequados e apropriados.
    Sinto muito, mas esta é a minha opinião.

  71. Claudio Queiroz,

    Aff ok vou tentar… mas então vamos por partes e de dentro para fora rs

    Antes de mais nada, vou colocar aki o que se discute muito lá nos EU nos encontros e o que é exercitado por nós amadores nos cursos, sendo que 100% deles são ministrados por operadores ou ex-operadores, colaboradores ou não de algum fabricante de armas. E encaro essa atividade como um esporte qualquer, onde são apostadas caixas de cerveja ou quem paga o jantar como em qualquer pelada de futebol e as vezes até tem futebol, o nosso rsrs.

    PARTES INTERCAMBIÁVEIS
    Algumas famílias de fuzis como o 416/417, ACE, Tavor, POF G4, SCAR, SiG 500, tem entre 50 e 100% de suas partes intercambiáveis, mesmo que alguns deles não tenham a capacidade de trocar de calibre.

    – Partindo do princípio que essa força está padronizada com o mesmo tipo de arma, para essa “capacidade”, eu posso entre outras situações, dar o exemplo do “abrigo destruído”. Onde uma unidade sem comunicação está fugindo de uma emboscada já sem munição e sem sua dotação completa de armas, e o único refúgio é um abrigo avançado que eles não sabem, mas foi parcialmente destruído.

    Chegando lá, a única coisa a fazer é salvar o que se pode, seja material ou humano. No meio dos restos, tenho vários fuzis destroçados, Mas seu começar a desmontá-los e unir as partes não danificadas, tenho armas novinhas.

    Ex: 416 vira 417 e vise-versa, POF 308 vira POF 415 assim como os outros das famílias acima. Até o Tavor, que poder virar uma sub 9mm e aceitando os carregadores da Glock, coisa de doido e isso ocorre na maioria dos casos em Nível de 1º escalão, a excessão é o 416/417, mas ainda sim é possível. Até o problemático L86A2 britânico pode receber ou doar partes para o G-36 alemão. Essa comunalidade facilita a logística, flexibiliza a operação e custos reduz.

    PS.: Temos um jogo: “A arma está na mesa?”, onde desmontamos umas 4 ou 5 armas diferentes e colocamos as peças sobre a mesa. Mas as partes não estão completas e é possível montar apenas 1 arma. A pessoa tem 60 segundos para olhar e dizer se está ou não (dizendo o modelo), depois ela tem que provar se está, montando a arma… e as vezes não dá para montar pela falta de um único pino. rsrsrs.

    ERGONOMIA E PROCEDIMENTOS PADRÃO
    Botões, teclas, alavancas, pinos e procedimentos de manutenção em caso de falhas ou quebras deveriam ser padrão e usando as mesmas ferramentas quando necessário a ambos os 2 principais calibres e no caso dos botões e teclas, todos deveriam ser ambidestros.

    Admitindo que haja um treinamento mediano na prática de tiro (10x mais do que se tem hj por ano, segundo o relatado pelos colegas), não só no campo de tiro, mas tiro tático, progressão com e sobre fogo, etc e reverse shot (seria o soldado destro aprender o básico de como atirar com o lado esquerdo, não sei qual seria o termo aki =/ ). Isso daria o ganho da memória muscular sobre o equipamento e sobre ato de atirar.

    A questão do reverse shot, é o simples fato de NÃO IMPORTAR de forma alguma se o percentual da tropa de canhotos ou destros é muito maior ou menor que o outro, e sim que em situação real se o soldado for ferido, ele simplesmente se torna um inútil taticamente pelo simples fato de não conseguir realizar um reverse shot com eficiência (ele pode simplesmente ter cortado o dedo do gatilho em um arame, ter quebrado ou torcido a mão, não precisa ser um ferimento a bala) e comandos ambidestros iria colocar um soldado já debilitado em um situação muito mais eficiente do que o contrário.

    Outra questão é o release bolt e release mag (tecla de liberação do retém?) ambidestros. Taticamente essa capacidade permite ao soldado treinado e com memória muscular fazer um reload (recarregamento mesmo?) 2/3 em média mais rápido do que um soldado com um fuzil sem essa capacidade, sendo que a mesma sobre fogo, principalmente em ambiente urbano, não é desprezível e alguns caras o fazem sem perder a visada. E ao contrário do que se pensa, em um TAVOR esse reload é 75% mais rápida pelo fato do braço percorrer distâncias menores 😉 . Mas como alguns colegas já disseram, se o policial em um tiroteio perder o carregador ele tem que pagar($), enfim, não vai dar para ele ficar ejetando o carregador em um beco qualquer. Só lamento. 🙁

    Facilidade de ajuste da alça e da massa (desde que haja conhecimento para tal claro) sem ferramentas especializadas. Ex. um SCAR, POF G4, HK 416/417 vc o o faz com os dedos ou com 5 centavos.

    REPOTENCIALIZANDO O EQUIPAMENTO EM CAMPO.
    Essa é uma das características mais singulares das famílias SCAR e POF G4 🙂 . E podemos tentar entender por repotencialização em campo como a capacidade de “aumentar” a eficiência da arma para alguma função específica que a situação tática esteja exigindo, aumentando a eficiência da unidade e mantendo a exposição da mesma a níveis táticos aceitáveis.

    Por exemplo, temos uma unidade de 8 soldados, sendo que 4 deles estão com rifles 5,56, 2 com FN Minimi 5,56 para apoio de fogo e 2 com rifles 7,62. Todos os que portam rifles, estão com barrels de 14,5”.

    Nesse momento eles são surpreendidos por uma unidade inimiga com 3x o tamanho da sua, estão pesadamente mais armados, com 2 unidades de morteiros por exemplo e mais uma unidade de metralhadoras pesadas entre 750 e 900 yards de distância.

    Com o equipamento que tem, os nossos soldados só podem “vencer” se conseguirem apoio ou tentar se aproximar para tornar o alcance e precisão de suas armas efetivos, mas assim esponto-se ainda mais ao fogo inimigo.

    Nessa situação, entra em cena a capacidade de MUDAR O COMPRIMENTO DOS BARRELS dos rifles 7,62. Partindo do principio que os membros da
    unidade que os portam são atiradores. Então em 30 segundos, um rifle 7,62 com barrrel de 14,5” passa para um rifle de precisão com barrel de 20”
    podendo assim eliminar os alvos de maior valor taticamente da unidade inimiga, começando pelos morteiros depois as metralhadoras e assim
    podendo dar cobertura para a aproximação dos membros de nossa unidade.

    Essa capacidade permitiu as unidades terem um ou dois atiradores medianos para uma maior flexibilidade e ao mesmo tempo, eliminando a carga sobre eles,. Sendo que antes, seus atiradores tinham que levar um rifle 5,56 de 14,5” ou 16” para combates até 400 yards, como seus outros colegas e mais um rifle de precisão, geralmente um bolt action 7,62, sem falar que tinha que dar espaço para dois tipos de munição, mais equipamento, água… um pesadelo 🙁 . Agora ele levaria um case com o seu barrel extra junto as costas, bem mais leve e efetivo que uma arma completa, sendo que ele não perdeu seu rifle tático que na verdade pode ser convertido em um de precisão em 30 segundos e automático.

    ______________________________________________________________________

    Bom, em resumo, acho eu, FLEXIBILIDADE TÁTICA seria o equipamento suprir as diferenças fisiológicas humanas com ERGONOMIA+FLEXIBILIDADE MECÂNICA. deixando espaço apenas para o aprimoramento baseado em TREINAMENTO.

    Tentei colocar situações onde a arma se encontraria nua, sem acessórios, a exceção foi o ultimo caso, onde a mudança do comprimento do barrel não se tornaria efetiva sem uma sight telescópica. Mas se for colocar situações com acessórios, estaria chovendo no molhado, pois o IA2 terá capacidade de receber praticamente todos.

    E por falar nisso, seria muito bem vinda a capacidade de se instalar SILENCIADORES e BRASS CATCHERS (não sei mesmo como seria isso em português, desculpe) para operações em total furtividade.

    Como disse antes, essas deficiências que EU percebo, mais por ter a oportunidade de ser um praticante de tiro esportivo tático, são completamente passíveis de serem REDUZIDAS com treinamento, mas NÃO resolvidas. A torcida é que venham versões Mk II, III do IA2 com essas características sendo acrescentadas.

    Enfim, ficou muito longo e peço desculpas, mas tinha me esquecido de como é maçante rsrs escrever essas coisas… nós lemos muito, mas “produzir” essas coisas affff… Ainda bem que vc’s da trilogia conseguem… 🙂

    Grande abraço.

  72. Caro Colombelli,

    Concordo que nossos engenheiros não são amadores, mas também concordo que existem engenheiros e engenheiros. Mas infelizmente não posso concordar que não existem grandes mistérios no projeto e na produção de armas de fogo…

    … na verdade isso é uma arte, seja ela em modal industrial ou artesanal, o engenheiro tem que encarar a coisa toda com a meticulosidade de um relojoeiro… é impressionante o número de bombas que tem lá nos EU produzidos por marcas famosas, assim como é impressionante o aparecimento de novas marcas com produtos soberbos, um ex. é a sub metralhadora tática Kriss .45, é uma revolução no que tange ao controle em fogo automático, onde uma “dona de casa” descarrega 25 tiros em modo automático a 25 yards com agrupamento de 20 polegadas e isso disparando munições .45, que é um verdadeiro tijolo.

    Meu caro, fabricar armas de fogo é igual a fritar um ovo, todo mundo sabe fazer, mas se vc quiser um ovo pochê, vc vai precisar de um especialista.

    E sim, o IA2 da maneira como está, não vai prejudicar a operacionalidade no nível em que estamos de forma alguma, mas se subirmos de nível, algumas coisas que ele não tem hj, irão fazer falta amanhã.

    Grande Abraço.

  73. Oganza, agradeço em nome de todos pelas explicações a respeito do seu ponto de vista do que acha que seja FLEXIBILIDADE TÁTICA, para um fuzil.
    Interessante observar que muito do que você relata como sendo interessante que um fuzil moderno tenha, o IA2 em seu projeto foi contemplado.
    Talvez não muito em relação aos congêneres estrangeiros, mas dentro de sua família.
    Por exemplo, apesar de os fuzis dos dois calibres escolhidos fazerem uso de um sistema de trancamento diferente, eles compartilham mais de 70% de componentes comum.
    Para não delongar, basta ver a imagem superior onde é mostrado uma Ca 556 desmontada para que possamos dizer o que não é comum.
    Tirando o cano obviamente por causa do calibre, não fazem parte de comunalidade o sistema de transportador do ferrolho e o mesmo, o chassi médio com o receptáculo do carregador e o carregador, e parte externa do chassi onde se encontro o mecanismo de disparo.
    No mais todos os componentes são compatíveis, e isto muito me chamou a atenção, pois fui com toda a certeza de frustração em encontrar somente um FAL e um MD-97 com nova roupa.
    Em relação as teclas ambi-destras, como dito na matéria existe a possibilidade, mas não aplicada por vontade do operador, mas que será disponibilizada como um “acessório”.
    Em relação ao botão de liberação do carregador, nos dois calibres, eles foram substituídos por uma alavanca entre o guada mato e o receptáculo do carregador, facilmente alcançável pelo dedo que estiver na tecla do gatilho, evitando inclusive algum tipo de incidente no momento do remuniciamento da arma, além de como dito quando em operação policial permitir a retirada do carregador com a mesma mão que destrava ele, evitando a perda do carregador.
    Em relação a troca de canos, isto realmente não é possível em campo, apesar de não ser algo complicado, pois optaram por um sistema de fixação de cano diferenciado ao que existe no mercado, perdendo-se esta possibilidade e ganhando em muito no quesito robustez e estabilidade, conforme mencionado na matéria.
    Procedimento de manutenção de primeiro escalão é um dos mais simples que eu vi em minha vida, não necessitando nenhuma ferramenta, desmontar a arma, nada, somente retirar o embolo do pistão de gazes e proceder a limpeza, maiores detalhes conforme mencionado no texto.
    No mais é aguardar as novidades que se espera para o sistema de armas IA2.
    Abs.

  74. “fabricar armas de fogo é igual a fritar um ovo, todo mundo sabe fazer, mas se vc quiser um ovo pochê, vc vai precisar de um especialista.”

    Espetacular. Definiu bem. Concordo plenamente.

    Outro dia assistindo um daqueles programas sobre as melhores armas de todos os tempos, um especialista disse algo que vai neste mesmo sentido sobre o AK-47:

    Segundo o mesmo, projetar um fuzil é fácil. O difícil é projetar um fuzil que mantenha a mesma eficiência com simplicidade. Isso é que é coisa de gênio.

    Sds.

    PS: parabéns a todos. Excelente debate

  75. Claudio Queiroz,

    vlw mesmo. E é como dizem – O diabo mora nos detalhes.
    e em uma conversa de corpo presente (vixe muito espirita isso rs), poderíamos falar sobre o assunto por horas e em um campo de tiro, fora do Brasil, serião dias. 🙂

    Mas aguardo muuuuito essa matéria na RFD. E uma outra sugestão, seria gráficos com medidas por exemplo da distância entre o gatilho e o release mag acompanhada de uma foto da mão do gatilho realizando a ação. Informação do peso do gatilho. Tempo para resfriamento da câmara após 15 disparos por exemplo, etc… 🙂

    Essa matéria tem TUDO para ser completamente imparcial e livre do ufanismo barato que vejo em muitas publicações de defesa aqui no Brasil. Ufanismo sim, mas construtivo e com objetividade. Sem falar que ela pode despertar o interesse e um conhecimento maior dos frequentadores da trilogia sobre esse assunto que é completamente alienígena para a esmagadora maioria de nós brasileiros. Ela pode ser um marco.

    Ps.: As revistas que falam sobre armas no Brasil são completamente desinteressantes e maçantes, um verdadeiro horror em 90% dos exemplares que já li. 🙁

    Mas só para registro, 50% da baixa qualidade de nossas publicações sobre armas de fogo é devido a conjuntura Legal que vigora em nosso País.

    Grande Abraço.

  76. Vader,

    lá nos EU e na Europa, o AK-47 é a escolha de 11 entre 10 sobreviventes de um Apocalipse Zumbi.

    Ps.: tem uns que não só acreditam, como dizem que já está acontecendo… Rapá tem de tudo, é uma diversão. 😀

    Grande Abraço.

  77. É exatamente como eu disse ontem: o Oganza ENTENDE PRA CACETE do assunto!!…rsrsrs
    E, também como eu disse ontem, o fuzil da Imbel é uma arma dos anos 70, projetado pra atender a um Exército igualmente dos anos 70.
    Acho que isso define tudo.

  78. Carlos Alberto Soares,

    pode se dizer que o TAVOR é uma revolução em ergonomia e levou o fuzil bullpup a um outro nível. Mas não podemos nos esquecer que ele é um produto da IWI e ela não faz armas para serem bonitas, ela faz armas para serem eficientes, extremamente eficientes e eles não brincam com isso, se no fim elas ficarem bonitas tudo bem, mas esse não é o objetivo.

    E ele, o TAVOR, é um requerimento muuuuito específico para as necessidades da IDF, que é de longe a OM com a maior experiência em conflito urbano do mundo e por isso ele é um fuzil, em 1ª instância, para conflito urbano, um CQB puro sangue com TODAS as vantagens inerentes ao design bullpup.

    Mas tem um “problema”, todas as vezes que vc cola acessórios nele, e nem tem-se muito espaço para isso, ele fica com ar de desajeitado, e fica mesmo. Procure uma foto ou vídeo tático dele com um lançador de granadas ou apontadores lasers, ele simplesmente não foi projetado para ter essa flexibilidade, ainda que seja possível, mas fica uma cara de gambiarra :). Afinal, não dá para ficar explodindo granadas de 40 mm indiscriminadamente nas vielas com 1,5m de Jerusalem.

    O TAVOR é extraordinário, mas é um bisturi para uma neuro cirurgia e ele cumpri seu papel como NENHUM outro no mundo até o momento.

    Segue um vídeo muito interessante das características ergonômicas e táticas do TAVOR e outras armas da IWI.

    http://www.youtube.com/watch?v=5deUAF3af4Q

    Sds

  79. a.cancado,

    pode crer… desculpa te desapontar, mas em primeira instância, isso ai é uma bomba completa!!! 🙁

    O ACR tem que ser visto de dois modos e tempos bem distintos:

    – a uns 7 ou 8 anos atrás, todos que lidam com o mercado de armas de fogo no MUNDO se empolgou com as ditas “intenções” do Pentágono de substituir todo (só os sem noção acreditaram nisso) o seu arsenal de fuzis por um suposto novo conceito de fuzil para o século XXI, e o programa OICW dos anos 90 contribuiu e muito para a geração dessa miragem. kkkkkk

    O ACR dentre outros, é um dos filhos dessa miragem e nesse caso, posso te dizer o seguinte:

    A Magpul, que não é (ou ao menos não era rs) uma fabricante de armas de fogo, mas sim de acessórios como grips, pistola grips, manoplas, etc… decidiu juntar uns ex-operadores e projetar a sua visão de fuzil para o século XXI. E para viabilizar industrialmente a empreitada, ela fez uma parceria com a reconhecida Bushmaster.

    E como de idéia boa o inferno está cheio, a Magpul para não ter que sair do zero, ela pegou o M4, desmontou, separou o que “funcionava” do que era “problemático” e resolveu “reprojetar” o problemático mantendo o que funcionava… quer remendo maior do que esse? E por uma empresa que não tinha nenhuma experiência em fazer uma arma de fogo ponta de lança. E assim ela o fez e a Bushmaster fabricou.

    Mas tem um se não ai, a Bushmaster é especializada em Big Guns e não em Small Arms… ela produz martelos e não bisturis… o resultado é que o ACR ficou com TODAS as falhas possíveis e até ingênuas de projeto, chegando ao ponto dele atirar bem com munições Remington e falhar com as munições da Black Hills. E quem é o maluco que vai dizer que a Remington ou Black Hills não sabem fazer munições?

    O o pior é que tem lotes de ACR que funcionam e tem lotes que não funcionam, vc nunca sabe o que está comprando… 🙁

    Enfim, segue um vídeo de um maluco que iniciou uma cruzada em cima do ACR evidenciando seus problemas. O bom, é que ele foi um dos responsáveis pelo resto da história. 🙂

    e existem outros vídeos dele ligando para o Call center da Magpul… muito bom e engraçado.
    http://www.youtube.com/watch?v=fL0-bQA5iw8

    O resto da história é que a Magpul procurou o maior especialista em precisão de fuzis, a Remington, líder mundial em rifles sniper e para caça, na verdade todos os seus rifles snipers foram militarizados a partir de seus rifles de caça.

    Então, ao que parece, o ACR pode ter se convertido em um produto de primeira linha, que é o caso desse vídeo que vc postou, muito bem feito por sinal, afinal é um vídeo promocional do fabricante, e na boa, esses vídeos SÓ servem para apreciarmos os detalhes técnicos da arma, pois sempre tem recursos visuais de animação muito bons… o que vale mesmo é opinião do usuário e testes em campo.

    Mas a idéia proposta pela Magpul é muito boa, ela apenas não se concretizou em um produto crível, apesar de eu pessoalmente não curtir algumas de suas soluções. Mas as coisas que eu não gosto estão mais próximas do preferir ou não preferir, gosto puro e simples e não valem como uma opinião técnica real.

    Só disparei os antigos e problemáticos, inclusive teve um que foi perfeito, vai entender… 😉

    Sds.

  80. Caro Oganza

    os três minutos iniciais belo vídeo travel.

    Nos outros, Tio David e o primo Jacob são dez mesmo.

    Agradeço o link.

    Todá rabá, shalom aleichem.

  81. a cançado. O EB tem deficiências grandes sim, mas fale por ti quanto a este quadro sombrio que você coloca. Se você verificar outros exercitos verá que a coisa não é bem assim. Quanto a segurar pelo carregador, procure um pouco e você vai encontrar muitos casos.

    Oganza. refere a coisas que o IA2 não tem e que farão falta em um outro nivel de operacionalidade. Quais seriam estas cosias que fazem grande diferença em combate? O que é este outro nível de combate? Olha que o ovo do IA2 provavelmente iria satisfazer ao paladar de qualquer chefian, um prato sem frescura e que alimenta, assim como o AK.

    Data vênia, estes itens que você mencionou por exemplo a título de flexibilidade, como a troca de cano, calibre, possibilidade de colocação de supressores etc.. não são nodais. A troca de cano é um exemplo de escassa utilização. Atiradores nível pel ou cia levam armas proprias pra isso. Teclas ambidestras é outro fator que faz pouquíssima diferença. Muitas coisas ai interessam para FE. Na tropa ordinária, em todo o mundo, o nível é mais como dizia uma expressão usada no EB ” hami , hami” ou M1A1 (o básico). Muitos itens encarecem a arma e sua aplicação em escada universal traria pouca melhoria operacional.

  82. Colombelli, o EB, assim como a MB e a FAB, simplesmente não têm a mínima capacidade de defender o país. Métodos, doutrinas, equipamentos, conceitos, etc, tudo, mo mínimo, desatualizado. Pra não dizer total e completamente ultrapassado. Iríamos à guerra, hoje, como se ia há uns trinta anos. pelo menos. E levaríamos uma surra de criar bicho, com certeza.
    Com raras exceções, as FFAA foram negligenciadas por sucessivos governos, e as todas as capacidades ficaram desatualizadas e obsoletas. Infelizmente este é o quadro presente.
    Como TUDO no atual governo, isso também acabou sendo nivelado por baixo. BEM por baixo, ao ponto em que se encontra agora. E não vejo possibilidade de melhora, pois os pontos de vista são igualmente equivocados e obsoletos.
    Mas o pior é mesmo o material humano, em sua maioria absoluta, de péssima qualidade.
    Sinto muito, mas o quadro é mesmo dos mais sombrios.

  83. Colombelli, o EB, assim como a MB e a FAB, simplesmente não têm a mínima capacidade de defender o país. Métodos, doutrinas, equipamentos, conceitos, etc, tudo, mo mínimo, desatualizado. Pra não dizer total e completamente ultrapassado. Iríamos à guerra, hoje, como se ia há uns trinta anos. pelo menos. E levaríamos uma surra de criar bicho, com certeza.
    Com raras exceções, as FFAA foram negligenciadas por sucessivos governos, e as todas as capacidades ficaram desatualizadas e obsoletas. Infelizmente este é o quadro presente.
    Como TUDO no atual governo, isso também acabou sendo nivelado por baixo. BEM por baixo, ao ponto em que se encontra agora. E não vejo possibilidade de melhora, pois os pontos de vista são igualmente equivocados e obsoletos.
    Mas o pior é mesmo o material humano, em sua maioria absoluta, de péssima qualidade.
    Sinto muito, mas o quadro é mesmo dos mais sombrios.

  84. Colombelli, o EB, assim como a MB e a FAB, simplesmente não têm a mínima capacidade de defender o país. Métodos, doutrinas, equipamentos, conceitos, etc, tudo, mo mínimo, desatualizado. Pra não dizer total e completamente ultrapassado. Iríamos à guerra, hoje, como se ia há uns trinta anos. pelo menos. E levaríamos uma surra de criar bicho, com certeza.
    Com raras exceções, as FFAA foram negligenciadas por sucessivos governos, e as todas as capacidades ficaram desatualizadas e obsoletas. Infelizmente este é o quadro presente.
    Como TUDO no atual governo, isso também acabou sendo nivelado por baixo. BEM por baixo, ao ponto em que se encontra agora. E não vejo possibilidade de melhora, pois os pontos de vista são igualmente equivocados e obsoletos.
    Mas o pior é mesmo o material humano, em sua maioria absoluta, de péssima qualidade.
    Sinto muito, mas o quadro é mesmo dos mais sombrios.

  85. E Colombelli, te peço que me mostre uma foto mostrando qualquer atirador dos dias atuais segurando sua arma pelo carregador ou pelo chanfro onde ele se encaixa. Até lá, reitero minha opinião.
    Abs.

  86. a.cançado. Simplesmente não tenho tempo para procurar fotos, pois eu mesmo estou em um tipo de guerra diferente que me tolhe todo tempo. Mas te afianço, vai encontrar, e muitas, situações, desde o cinema até a realidade, onde isso ocorre e o motivo é simples, com esta pegada pelo chanfro voce pode pressionar a arma contra o ombro o que melhora o controle de disparo e a retomada da visada. Ouça quem ja atirou muito de fuzil.

    Quanto as forças armadas e sua capacidade, sim, o Brasil como a maior parte dos paises que não são potencias militares, tem deficiências, mas sua colocação é exagerada. Muitos exercitos profissionais também tem algumas destas mesmas deficiências. Muitos membros das forças armadas dos EUA, por exemplo, não tem vocação alguma e estão como militares para pagar contas. O treinamento deles, o básico, é mais intensivo, mas não há nenhuma formula mágica que faça com que seja muito diverso o que nos ministramos.

    E para concluir o que você concluiu, em primeiro lugar é preciso conhecer profundamente os métodos de treinamento e ação, não so dos militares de outros paises, mas principalmente das nossas forças armadas. Ai te pergunto você ja esteve em uma OM? prestou serviço militar? estudou doutrina e história militar? Eu respondo positivamente as três perguntas. Fui militar profissional e não acho que fosse um sargento de infantaria menos capacitado do que de qualquer exercito do mundo ainda que muitos militares brasileiros, como de resto ocorre em todos os paises, estejam nos empregos somente pelo dinheiro ou pela estabilidade.

    E exemplo de que sua conclusão é exagerada é o fato de que o Brasil participa de exercícios com outros paises, e não fazemos feio em termos de material humano. Um piloto da FAB, por exemplo, é perfeitamente capaz de fazer qualquer coisa que qualquer outro piloto fará. O CFN fez a alguns anos exercício como os Royal Marines e foi de igual pra igual. O que nos falta na maioria dos casos e material adequado.

  87. Colombelli,

    desculpa, só agora vi o post direcionado para mim.

    Prezado, vou deixar de lado o nível ou a “quantidade”, as horas ou tiros em treinamento que o EB executa com suas tropas… sabemos que existem problemas e vou falar apenas do equipamento, até pq estaríamos fugindo do que estamos falando, que é o equipamento, no caso, o fuzil.

    E antes de mais nada, quando falamos de comunalidade, falamos da “alma” da arma, não estou levando em conta a sua “carenágem”, falo dos componentes internos. É ai em primeiro lugar que gosto de ver a capacidade de intercâmbio de partes. E quanto mais eu puder fazer isso sem ferramentas ou conhecimento especializado, mais flexibilidade mecânica nós teremos.

    O ovo(rs) AK é um ótimo exemplo, em treinos uma equipe (bem adestrada) composta apenas com AKs fica em média 3 a 5 segundos mais lenta e isso é recorrente, por não possuir comandos ambidestros, fato esse que dificulta as transições para reverse shot e reloads mais rápidos em CQB, a arma original não aceita silenciadores (impossibilitando infiltração stealth), normalmente é preciso mais disparos por sua natural imprecisão, gastando mais munição e provocando mais noise no campo. Mas tem vantagens que outros só conseguem com acessórios como maior volume de fogo disponível e ele tem 99,99% de chances de não haver falha mecânica… pois é difícil até induzir a falha. RSRS Ele simplesmente não obedece ao comando de falhar.

    Ps.: 1- Eu tenho um, e já contaminei de propósito a câmara com lama e palha, ele engasgou na primeira, fiz um realese bolt e os disparos seguintes foram limpando a câmara… impressionante.

    2 – sua comunalidade com AKs de outra procedência é quase bizarra, vc pode montar um com gatilho russo, carregador polonês, cano ucraniano, receptor slovako, etc… ele vai funcionar perfeitamente é impressionante.

    3 – em remoto apocalipse zumbi, eu quero um AK embaixo do meu braço. 🙂

    Sim, esses itens realmente não são nodais para uma tropa de recrutas que vai estar iniciando o ofício de tiro. Mas se vou distribuir essa mesma arma para minhas tropas profissionais e de FE, putz, me desculpe, mas esses itens não só são essenciais como mandatários. Só se o IA2 for o T-27 Tucano do EB, apenas para instrução. 🙁

    A troca de cano que mencionei no post de 22 de junho das 16:36, faz parte do conceito de repotencialização em campo, onde uma situação tática pedia um equipamento diferente ou com capacidades mais superlativas. Posso citar um exemplo real para vc: A aquisição do L-129 A1 pelo British Army, que pediu algumas modificações e ele passou a possuir essa capacidade de trocar o cano. O soldado vai para as missões com um de 15” montado, e o kit com barrel de 20” (em uma única peça) vai nas costas. O sistema de troca usado é o da P.O.F.

    Foto do L-129 A1, ele é o de baixo e está com BRASS CATHER. 🙂
    http://www.thetimes.co.uk/tto/multimedia/archive/00315/109656306_sniper_315812b.jpg

    A propósito, essa capacidade foi solicitada em 2001(?) pelo USMC, onde suas tropas sempre tinham que levar uma arma a mais e dedicada e 2 tipos de munições diferentes para o mesmo soldado, coisa que no moderno campo de batalha não se mostrou ser mais tão prático.

    No caso do encarecimento das armas com tais itens mecânicos, temos que lembrar de um FATO inegável e contundente:

    O Brasil NÃO POSSUI um mercado de armas doméstico para ajudar a financiar um reequipamento global ou pontual (FE). Nos EU, o SCAR foi para o SOCON (poucas armas ou nem tantas assim), mas quem está ajudando a pagar a conta são os civis que compram o SCAR nas fire shops da esquina, aumentando a escala para a FN pois se não fosse isso, o SCAR sairia muito mais caro. Simples e claro como o dia.

    Então se o IA2 vai ser para TODOS e digo TODOS MESMOS, sairia muuuuito mais barato faze-los todos iguais e já com essas capacidades, mesmo que a tropa ordinária não fizesse uso delas. Afinal, o Colombelli e o Oganza não irão poder comprar o IA2 e dar essa mãozinha para o EB.

    Grande Abraço

  88. Ogana treinamento tem tudo a ver com o emprego do fuzil.É um conjunto homem máquina. Não podemos analisar se uma arma serve ou não a certa força sem avaliar o treinamento desta força, o seu material humano. Falar de treinamento é falar do emprego da máquina e do seu operador ( o grande diferencial). Dai que falar e treinamento não é, a meu ver, fujir do tema. Pelo contrário, é uma simbiose imprescindível. Cada tipo de soldado requer um tipo de arma.

    Sobre o AK, silenciadores são requisito so para FE. Dizer que vai maior quantidade de tiros por conta de imprecisão é algo relativo. Depende do atirador e do tipo de combate. Os combates em área urbana que tem sido comuns para alguns exércitos demandam campos de tiro curtos, onde precisão não faz tanta diferença. Por outro lado, há tropas com excelentes armas, que torram munição a torto e direito com rajadas intermináveis por pura falta de disciplina. No Vietnan morria um para cada 440.000 tiros, vinte vezes mais munição que usada na primeira guerra mundial para cada morto. Logo, a eventual imprecisão do AK não implica necessariamente maior quantidade de tiros sempre, salvo se o combate for a cima de 250 ou 300 metros.

    O fuzil britânico teve necessidade desta capacidade de troca por conta de peculiaridades do Afeganistão, onde há necessidade de tiros muito mais longos que não podem ser cobertos pelo 5.56 com eficiência. Mas a tropa convencional, apesar de profissional ( a melhor do planeta a meu ver), continua usando maciçamente o L85. Vale a pena mudar, no caso do Brazil, um projeto que servirá para 200.000 fuzis para que poucas dezenas venham efetivamente a serem usados com troca de cano? Quanto custará isso?

    Não vejo tropas dos EUA efetuando regularmente trocas de canos. Se isso ocorre são casos pontuais e levam em conta a realidade deles, mais uma vez atrelada ao tipo de terreno em que hoje estão atuando.

    As FE não usam as mesmas armas que a tropa convencional. Aliás, lá cada um praticamente escolhe a sua preferida. De qualquer sorte comandos ambidestros não farão grande diferença para um militar altamente treinado. Mas ninguem melhor para avaliar esta necessidade do que os próprios, e eles avaliaram o IA2 e o aprovaram.

    Importante lembrar, também, que a comunalidade pode beneficiar o inimigo também. De qualquer forma, a eventual necessidade de usar peças de outras armas é rara. Não há muito o que quebrar em uma arma. Se quebrar, é mais fácil chamar o cabo armeiro que tentar pegar uma do inimigo.

    Quanto ao mercado de armas, razão te assiste, e este fato so reforça o que eu disse. No Brasil, não havendo mercado civil para armas deste tipo, o custo de cada coisa repercute no valor das armas que vão para a força diretamente. Justamente por isso alguns itens foram suprimidos, pois o custo/benefício operacional não justifica o custo financeiro. Dai que comparar soluções tomadas pelas forças armadas dos EUA não são válidas pra nós. Inclusive, pelo menso motivo, ou seja, por um mercado grande interno é que lá surgem as “abacaxis” que antes foram mencionadas, Projetos levados a efeito por exércitos sempre tenderão a ser mais efetivos.

    E por conta deste fato, ou seja, de que as armas que eventualmente precisarão destes itens serem poucas (considerando as FE são menos de 600 armas), não vale apena fazer todas com estes itens. Esta avaliação ja foi feita pelo EB e o resultado foi suprimir. Eu não conheço os valores mas entendo o fundamento para este corte.

  89. Colombelli,

    Ok… eu mais do que ninguém sei o valor de treinamento… imagina um maluco entrando em uma família que na lista de compras do supermercado tem 5 caixas de .308, 7 de 223… caraca, minha esposa atira de .22 desde os 8 anos, levei anos para não “atrapalha-los” nos encontros rsrsrs.

    E entendo essa sinergia de homem/máquina onde 2 se tornam 1, e foi justamente por isso que não quis entrar no mérito de como anda esse casamento em nossas forças, pois pelo que foi exposto anteriormente, tem que haver uma apimentada nesse relacionamento.

    Mas quanto aos acessórios, seria a possibilidade de recebe-los, assim como já tivemos o grande avanço dos trilhos picatinny de série no IA2. Mas é lógico que na caixa não virá uma optical sight para cada fuzil ou mesmo um apontador laser, mas o operador saberia que existe a compatibilidade se necessário.

    Das 5 armas (fuzis) que tenho, fiz questão de ter o FAL, na verdade é um modelo C1 canadense, original com a cabeça de trancamento basculante ainda em aço forjado e não usinado como passou a ser fabricado na década de 70 por conta de custos de produção. Eu queria saber as vantágens e desvantagens do equipamento e pelo mesmo motivo fui atras de um AK russo e do M1 Garand, e os mantenho originais, apesar da miriade de quites para modernização que está disponível… acho que sou meio romântico… As outras duas, são os representantes “modernos” do que seria o fuzil do século XXI, um POF 308 e um HK 416 (o único 5,56 que tenho).

    Mas e nossas forças especiais? Não tenho a menor ilusão de que eles treinem como as FE americanas, alemãs ou britânicas, mas imagino que treinem/pratiquem umas 20x mais que o resto (nossas tropas), ao menos tendo a alimentar essa esperança.

    Pois com o IA2 do jeito que está, eles estão de 3 a 5 segundos em desvantagem… e isso é a diferença entre voltar para casa em um saco ou não.

    Para eles seria bem vindo um IA2 mais, digamos, “multimedia” rsrs

    Quanto ao resto da tropa, só posso desejar dias melhores, com treinamentos melhores, e não estou falando dos recrutas que irão se tornar reservistas não, digo os que vivem a caserna dia-a-dia. Pois os reservistas, hoje mais do que nunca, me parecem mais um senso de quem está apito para o abate.

    Veja bem caro Colombelli, já me foi explicado mais de uma vez, que o que praticamos é um esporte. O espirito militar é outra coisa, vc e outros aqui foram treinados para quando e se preciso for, abater o inimigo, já na minha cabeça, é uma silhueta que tem que cair, nunca… repito nunca me passou pela cabeça de ser uma pessoa ali, e compreendo essa poderosa diferença sematica de realidades.

    Não é a toa que no tratamento de reintegração social dos veteranos, eles são colocados em contato com a gente, uma vez que somos compostos de civis baunilha (gente como eu) e de operadores (da reserva) e ex-operadores, pq a coisa é difícil… e os sons e cheiros que os atormentam a noite, passam a trazer uma lembrança mais amena com o convívio e as conversas.

    Mas como eu disse antes e digo pela terceira vez: Treinamento nivela muita coisa em se tratando de equipamento. Tropas muito bem adestradas e com equipamento inferior vencem tropas mau adestradas com equipamento superior. Mas temos que treinar.

    Sds.

  90. Oganza, te afianço que nossas FE não devem nada a nenhuma força internacional. Aliás na AL a maioria das forças especiais ou de comandos não fica devendo nada a nenhuma outra em nenhum aspecto.

    Lá são usados todos os tipos de armas, e de há muito se usam miras óticas, inclusive. Não creio que pra eles travas ambidestras irão fazer muita diferença. Além disso, conforme falei, lá é meio no varejo. Cada um escolhe a arma que melhor lhe apetece. A arma de dotação da tropa ( Seja o FAL ou o IA2 ) não será a mais utilizada nas FE. Logo não vale a pena por itens caros no projeto para servirem para algumas poucas dezenas de armas.

    A propósito também se pratica tiro esportivo no EB. na tropa regular, há equipes de tiro esportivo compostas por cinco membros dos quais um tem de ser recruta e um oficial. Eu fui atirador do 29 BIB e da equipe da 6a Brigada. Atiravamos a 200 metros e 300 metros. Nos 200 tiro de pé sem apoio, 10 tiros em 10 minutos. Tiro sentado 10 tiros em 50 segundos com uma troca de carregador, partindo da posição de pé. Nos 300, 10 tiros em 10 minutos deitado e tiro rápido partindo de pé para deitado, em 60 segundos com uma troca de carregador. Também víamos como uma atividade puramente esportiva, usando o alvo circular de 10 campos. So mira mecânica e peso mínimo de gatilho de 1kg. mas de fato pra mim se ao invés de um circulo de papel fosse um adversário, não faria diferença.

  91. Peço licença para entrar em um debate tão bom.

    Collombelli, não falta “combate real” para as FE do EB poderem ser comparadas com as FE de quem realmente vai para guerra (EUA, Reino Unido, Israel)?

    Aliás, mesmo se comparadas com as FE do Peru e da Colômbia, que combatem guerrilheiros, parece-me faltar “experiência em combate” para as FE do EB poderem ser equiparadas a estas.

    Afinal, o melhor treinamento não se equipara a um combate real, com mortes, imprevistos, logística da operação, equipamentos postos a prova e levando tiros.

  92. Colombelli,

    fiquei curioso, pois aqui no Brasil não tenho realmente nenhum contato com a comunidade de tiro de qualquer espécie, e na maioria das vezes, estou aki a trabalho.

    Então, esses campeonatos de tiro esportivo com fuzil, é só dentro das forças armadas?

    Eles não são abertos para o público como espectador?

    Existem competições de tiro tático, com progressões e tiros de precisão, formado por equipes para cumprir objetivos, etc?

    Sds.

  93. Rafael, a resposta a sua indagação é sim e não. Primeiro que quando estamos falando em tropas altamente profissionais, os fatores presentes no combate e ausentes no treinamento ( exemplo mortes reais) não fazem tanta diferença assim. Militares deste quilate estão preparados para ferimentos, mutilações e mortes. Em segundo lugar, os treinamentos neste nivel são tão realistas que por vezes é quase impossivel sentir diferença. Em terceiro lugar, ainda que as tropas saibam que não irão morrer, a rivalidade e a competitividade é tão grande que os treinamentos são considerados uma guerra de verdade. Aliás, não raro, o treinamento é pior que a realidade, pois vale uma frase que ja disse qui: treino dificil, combate fácil.

    Por fim, a dois aspectos a serem considerados. Nem todos os membros das FE britânicas ( que considero as melhores) dos EUA ou israelenses tem experiência real, ou as tem em situações de menor intensidade ao passo que alguns membros das FE daqui tem. Lá na cabeça do cachorro e em outros lugares da amazônia acontecem coisas que não chegam aos noticiários, inclusive alguns cadáveres das FARC. Lá cada patrulha é real e há risco de contato efetivo e as vezes isso acontece.

    Oganza, tiro pratico e tático tem vários campeonatos, civis, policiais e militares, em escala muito menor, claro, que nos EUA. Mas infelizmente quanto ao fuzil, as competições ficam mais restritas ao meio militar tendo em vista as restrições em se adquirir armas deste tipo por aqui. Vale lembrar que o tiro também é uma modalidade do pentatlo militar.

  94. Colombelli,

    Vlw pela informação, vou procurar me informar sobre esses eventos.

    – “os fatores presentes no combate e ausentes no treinamento ( exemplo mortes reais) não fazem tanta diferença assim.” – É o tal “espírito” que falávamos antes. É o “discurso” presente que gera essa internalisação do sentimento.

    Sds.

  95. As FA’s e FE’s españolas adotaram há algum tempo o HK G36 e suas variantes,

    Alguém tem informações a respeito ?

  96. Carlos Alberto Soares,

    Foi no fim da década de 90 essa adoção pelo Exército Espanhol.

    Na verdade temos que perceber que foi durante a década de 90 que ocorreu a efetivação de fato do cal. 5,56 pela OTAN, e diversos países tiveram que adaptar/converter seus “antigos” 7,62.

    No início da década de 90 a HK ainda tinha esperanças que o Deutsches Heer adquirisse o G11, que já estava sendo desenvolvido desde os anos 70, mas ai o muro caiu e junto vieram os cortes na defesa e diversas “danças” entre as corporações, no meio disso a HK foi comprada pela Royal Ordenance (um braço da British Aerospace) que ofereceu para o Deutsches Heer o HK33 na versão 5,56, mas ele foi rejeitado, então seguiu-se um projeto inteiramente novo denominado HK50.

    Por volta de de 1997(?) o Deutsches Heer aceitou o novo fuzil com a denominação de G36. No final da década diversos países se interessaram pelo modelo e hj são mais de 20 que o adotaram em maior ou menor grau em suas forças militares e/ou policiais. A nossa PF o utiliza tb.

    O G36 tem um “problema” de super aquecimento no cano quando efetua muitos disparos contínuos (algo em torno de 400 a 450 disparos em +/- 30 minutos) afetando sua precisão. Mas isso é causado mais por alguns tipos de munições, que utilizam Pólvora de Base Dupla com percetuais mais altos de nitroglicerina em sua composição, pois eles proporcionam uma queima mais rápida, mas perdem calor mais lentamente, provocando um super aquecimento e dilatação do cano, fazendo com que o projétil passe a percorrer o cano de forma “frouxa”, ao invés de correr como no “rail rays”, prejudicando a precisão. Esse “fenômeno” foi observado em combates prolongados no verão afegão, onde o TO era muito quente e seco.

    Ps.:

    1 – Entre o fim da década de 90 e início dos anos 2000, os ingleses contrataram a HK para “recauchutar” seus L85 que sofreram com contaminação e falhas durante a 1ª Guerra do Golfo. Ele passou a ser denominado de L85A2 após a “reforma”, na verdade ele passou a ter diversos componentes internos do G36 como o sistema de traqueamento rotativo, tornando-se uma arma muito mais confiável.

    2 – Existe uma chacota em torno da compra da HK pela Royal Ordenance: Dizem que os ingleses só o fizeram para concertar o trabalho mal feito que eles fizeram no L85 original. rsrsrs

    3 – Em 2002(?) a HK foi vendida de volta para Heckler & Koch Beteiligungs GmbH, com amplo financiamento do Governo, fato que causou certa repercução na mídia, mas o Governo e especialistas rebateram com fato de que a Alemanha não poderia deixar de ter sobre seu controle a fabricação de armas de fogo.

    Sds.

  97. Ae pessoal. Já enviei um material pro Alexandre Galante. Mas pra antecipar para vocês, o EB adquiriu +- 7000 miras da Newcon Optik. Modelo HDS 3AA.

    A.cancado
    quanto a empunhadura do fz no EB, quem atira sabe que essa posição, dependendo do tiro a ser realizado, é bem confortável e com bom controle do armamento.
    Para nada existe uma fórmula mágica. Não existe comprimento de cano perfeito, não existe calibre perfeito, não existe arma perfeita, não existe empunhadura perfeita,e por ai vai. Cada item possui seus pontos fortes e pontos fracos. Alguns possuem mais fortes do que fracos, mas nunca será perfeito.

    segue ai muitos links de fotos com a empunhadura pelo carregador (varias do exercito americano)

    http://imgc.allpostersimages.com/images/P-473-488-90/61/6125/BAOF100Z/posters/stocktrek-images-a-u-s-army-soldier-looks-through-the-scope-of-his-m-14-sniper-rifle.jpg

    http://www.wallpapersdesign.net/wallpapers/2012/11/Rifles-Soldiers-Assault-Rifle-M-14-480×800.jpg

    http://static6.depositphotos.com/1000904/585/i/450/depositphotos_5859696-Soldier-in-black-mask-targeting-with-AK-47-rifle.jpg

    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/a0/Sniper_rifle.jpg/250px-Sniper_rifle.jpg

    http://d2.static.dvidshub.net/media/thumbs/photos/1202/529413/450x299_q75.jpg

    http://soldiersystems.net/blog1/wp-content/uploads/2013/06/M4-Carbine.jpg

    http://ncojournal.dodlive.mil/files/2013/06/Web-carbine-620×300.jpg

    http://olive-drab.com/images/m16_soldier_375.jpg

    http://dmna.ny.gov/home/storyimages/20120225-A-OQ455-29.jpg

    http://www.cybershooters.org/dgca/images/M4/currentM4.JPG

    http://static.guim.co.uk/sys-images/Education/Pix/pictures/2013/7/26/1374858054117/Raising-a-rifle-can-have–008.jpg

    http://images.fineartamerica.com/images-medium-large/a-soldier-displays-his-m16-a4-rifle-stocktrek-images.jpg

    http://thumbs.dreamstime.com/z/modern-soldier-rifle-17587980.jpg

  98. Eu priorizaria estas miras para armas coletivas (metralhadoras).

    Li um livro quando estava na ESA chamado ” Motivação para o Combate” no qual era citado um estudo com 100 companhias de veteranos da II Guerra Mundial no qual se constatou que apenas 25% dos homens efetuavam tiros efetivos e a maioria era de guarnições de armas coletivas. Os demais no mais das vezes acionavam a arma a esmo apenas para se sentir mais seguros. Claro que isso deve mudar com profissionais, mas é um dado relevante.

  99. Obrigado Colombelli,

    Esta matéria eu tinha visto, era a respeito da concorrência aberta pelo EB, pelo que você falou pareceu que se tratava já de uma aquisição por isto te pedi pra postar o link hehehehe…

    Romulo Marques Dorneles

    Se confirmada tua informação, então a ARES aparentemente perdeu a concorrência.

  100. Se essa aquisição da NewCom HDS-3x AA for efetivada, é uma ótima notícia… é um equipamento “top”, mas deve servir para iniciar uma doutrina e é projetada para ser intercambiável com outros acessórios. Pessoalmente, preferiria algo mais simples.

    Ela tem/possui algumas capacidades, que como percebi nos comentários do Colombelli, irão caminhar de mãos dadas com a doutrina do EB.

    Ela possui regulágem até 3x, o que significa de forma simplória, que os atiradores acostumados a efetuarem disparos entre 100 e 150 m, poderão efetuar os mesmos disparos entre 300 e 450 m, vai depender apenas do comprimento do barrel e do treinamento.

    Ela possui tb um “filtro” killflash, o que é muito bom, pois irá permitir disparos e observações do campo em maior segurança e mantendo a furtividade.

    Para mim o único ponto negativo é a pilha AA, hj fontes de energia auxiliares só são realmente necessárias se o objetivo for apontar um lazer ou obter visão noturno. Em 90% das outras situações as tecnologias de luminescência por fibra óptica resolve, mas são mais caras tb. 🙁

    Suas regulágens em décimos e não em milésimos, não são demérito, pois ela não foi feita para isso, não é o seu objetivo. Será uma grande aquisição.

    Sds.

  101. Colombelli,
    3 de julho de 2014 at 2:13

    Tem um curso (eu nunca o fiz) lá nos EU que é o NSNB Perception – Noise Sharpen and Noise Blur Perception.

    que é justamente para a percepção disso que vc falou: a identificação do que são disparos efetivos dos não efetivos dentro de um cenário tático específico e de como tirar vantágens nessa situação.

    Para o esportista civil comum é meio caro (U$ 5 mil no mínimo) e candidato ao curso tem que preencher alguns quesitos, como fazer parte de um Clube de Tiro, ter umas 5 certificações diferentes, etc. As turmas só são fechadas com um mínimo de 15 pessoas para se formar 3 unidades de 5 pessoas cada.

    Ele se baseia na percepção do tipo de noise e de como, a partir dele, uma unidade em números de 3 a 5 vezes menor pode prevalecer. O conceito tático é bem interessante. E para quem gosta de ouvir tiro… rsrsrs é muuuito tiro mesmo. No crazy day (ultimo dia do curso), é normal serem dados mais de 2500 tiros (70% de festim).

    Sds.

  102. Oganza. Já foi concretizada a compra. O material já está sendo distribuido para as Organizações Militares.
    Atirei com ela no estágio com o representante da empresa que veio do Canadá. O material é muito bom. Bem rústico. Quanto a questão da pilha AA tb vejo como um ponto negativo. Mas talvez tenham escolhido assim por ser extremamente facil de comprar pilhas AA do que as de 3V da aimpoint. Porém a aimpoint chega a ter 50.000 horas de uso de uma bateria, enquanto a AA da Newcon dura até 200 horas. Mas enfim. Já estão compradas

  103. Romulo Marques Dorneles,

    boa notícia, de verdade… minha torcida agora é para que exista MAIS treino, tanto em volume quanto em qualidade. Estou aki de dedos cruzados rs

    Esse equipamento oferece uma meia dúzia de novas possibilidades táticas que simplesmente é desconhecida por nossos oficiais e tropas em geral. Ele vai simplesmente reformular os manuais de doutrina tática.

    Isso é igual a carro com câmbio automático, vc faz cara feia no início, mas depois de uma semana no trânsito de São Paulo, vc não quer saber de outro. 🙂

    Mas tem que haver treino… MUUUITO TREINO.

    Ps.: tem que ser mostrado aos operadores que não se larga a pilha em campo… é possível identificar a presença e até a origem de tropas através de equipamento refugado. – Olha, uma pilha AA Duracel Made in Manaus. Isso não pode… rsrsrsrs

    Sds.

  104. Bah! infelizmente não comungarei do otimismo dos colegas. O motivo é simples: pilhas e EB são duas expressões que não podem ser conjugadas junto.

    Lembro das rádios 110 que era um parto pra fazer funcionar. As pilhas eram velhas, uma dificuldade pra carrega as baterias que eram feitas com elas. Vai acabar sendo uma compra so pra bonito, pois duzentas horas passa num piscar, e quero ver depois em campo arrumar pilhas. Pra missões curtas de FE vai, mas pra tropa M1A1 vai ser dificil.

    Rômulo, não querendo duvidar da tua informação ( pelo contrário, querendo confirmá-la), mas não surgiu nada nem no DOU nem em informativos de que ja estivesse sendo distribuida para a tropa ou mesmo que tivesse certa a compra. Este material que tu repassou tem informação a respeito em documentos ou informativos oficiais?

    Ozanga, quando a PRF recebeu as primeiras pistolas .40 la nos idos de 1996 foi instrutor de adaptação com a nova arma na região de Santa Saria juntamente com outros sargentos e oficiais. Vi um policial “lavrar o chão” com mais de 45 tiros a 15 metros antes de acertar uma meia silhueta humana. E isso em tiro comum, sem pressão, sem tempo, sem situação tática. E olha que ela andava armado o tempo todo e tinha certa idade.

    Pensa um recruta de 19 anos ou um reservista de 20 ou 21 que deu 20 tiros e nunca viu um tiro de canhão de perto em uma “terra de ninguem” avançando contra uma MG-3, uma M2 (com a chicotada supersônica a poucos metros) e com granadas caindo em volta. Um tiro 105 ressona na caixa torácica a 300 metros de distância e depois vem os zumbidos intermináveis de estilhaço. Ele vai “colar as placas”. Se no stande de tiro ja erra a 25 metros, como irá fazer fogo efetivo a 100 ou 200 metros contra uma área do tamanho de uma cabeça exposta e em uma situação de pressão?

    Por isso penso que a adaptação ao barulho do campo de batalha seja fundamental. Ainda treinamos com comandos de voz. Isso é coisa de manual. A tropa tem que chegar ao ponto de quase entender o olhar do CMT GC e CMT Pel. Isso não temos e seria lago barato de treinar. De outro lado, em um video sobre as Falklands vi um treino do exercito britânico: fogo real sobre tropa e estes levando toda a tralha que seria levada em ação real. A diferença entre quem vai atirar em algo e quem vai simplesmente puxar um gatilho pra se sentir seguro vem dai.

  105. Carlos Alberto Soares,

    kkkk é por ai. 🙂

    Na verdade até cápsulas deflagradas entregam uma força em covert operations. É ai que fica interessante a capacidade de troca de calibre. Você vai a campo com o cal. do inimigo, mas usando a sua arma, a qual vc está familiarizado, treinado e não lhe é um objeto estranho.

    Os brass cathers tb ajudam a encobrir rastros em momentos senciveis da missão, principalmente quando usado com silenciadores.

    Mas de modo geral – traga de volta tudo que vc levou. 🙂

    Sds.

  106. Colombelli,

    concordo perfeitamente com vc. Mas foi uma falha minha, não me expliquei: na verdade não me referi a recrutas ou reservistas, pois o nosso “programa” de convocação e seu respectivo treino é completamente falho. Me refiro a tropa efetiva mesmo.

    Acho eu, que juntando todo o treinamento de adaptação ao noise field, viria um treinamento de tiro sob pressão, mas a ordem dele ou como seria feito eu não sei, pois não conheço a doutrina. No fim, é como eu disse… tem que haver treino.

    Quanto ao “tiro para se sentir seguro”, no caso desse curso que mencionei, seria para tirar vantagem tática em situações específicas em cima dos que estão efetuando o “tiro de segurança”. O raciocínio dele se baseia em que os “tiros de segurança” por não serem efetivos em mais de 75% dos casos, indicam ou abrem possibilidades táticas naqueles setores onde eles estão sendo efetuados… Eles estão “só” fazendo barulho e geralmente sedem a alguma pressão externa, tornando-se pontos fracos na estrutura inimiga.

    E como falei, eu nunca o fiz, já vi vídeos… e como é voltado para civis, é recriado em um ambiente suburbano e obviamente sem artilharia de qualquer tipo. Mas tem muito, muito tiro e algumas granadas de efeito moral.

    Nos próprios curcinhos que eu fiz eram efetuados mais de 1500 disparos em menos de 30 minutos, mas pelo que vc’s já me disseram aqui, ainda não temos isso disponível para nossas forças, infelizmente.

    O You Tube está abarrotado com vídeos desses cursos feitos por civis no EU. Tem regras e requisitos para vc fazer alguns deles, mas a formação de milícias é prevista e protegida pela constituição americana. Tem gente lá que não gosta, tem gente que gosta e incentiva e tem gente como eu, que se diverte. 🙂

    Ps.:

    1 – Quando vc fala em tropas profissionais no EB, quem são eles? Imagino que não seja nenhuma das FE?

    2 – Quanto a avançar contra uma MG-3 e sobre fogo de artilharia… rapá… não recomendo isso a ninguém. Se vc não tiver artilharia, é bom vc ter uma Milkor M-32. Mas ir de peito aberto? No way. 🙂

    3 – Eu tb não curto as pilhas… hj sou adepto da fibra óptica.Colombelli,

    concordo perfeitamente com vc. Mas foi um erro meu, na verdade não me referi a recruta ou reservista, pois o nosso “programa” de convocação e seu respectivo treino é completamente falho. Me refiro a tropa efetiva mesmo.

    Juntando a todo o treinamento de ambientação do noise field, viria um treinamento de tiro sobre pressão. Foi como eu disse… é treino… a ordem dele ou como será feito eu não sei, pois não conheço a doutrina.

    Já presenciei alguns treinamento

  107. Colombelli. A compra foi feita pela CEBW (Comissão Brasileiro em Washington). Quanto a sair em DOU não faço ideia se saiu ou não. Mas digo que já estão sendo distribuídas porque minha OM já recebeu, e tenho conversado com outros colegas que fizeram om estágio comigo e eles também estão recebendo. Quanto ao fato de o EB comprar pilhas, nossa realidade vem melhorando. As pilhas da 110 eram bem peculiares, mas AA o EB não tem mais problema em comprar. Se você assistir Generation Kill (uma série americana sobre a invasão do Iraque, que é baseada em relatos de um jornalista que acompanhou a tropa) vai ver que os próprios americanos tem problemas com logística, do tipo não receber pilhas para o OVN (óculos de visão noturna). Com certeza não é o correto, mas na hora que acabar a pilha, te garanto que o Sd vai se virar para conseguir uma pilha AA, e vai achar muito mais facilmente que uma 3V. Logicamente eu prefiro sem pilha, ou um 3v que é bem menor. Mas já fico feliz em receber um red dot.
    Quanto ao adestramento de nossas tropas, logicamente um recruta tem um treinamento muito básico, pois grande parte deles irá embora ao final do ano. A qualidade de nossas instruções está melhorando, a passos curtos, mas está. O Efetivo profissional de Cb/Sd tem realizado módulos de tiro mais avançados, tanto módulos indivíduais como modulos de fração em deslocamento. Eu tenho Sd do efetivo profissional que de 5 tiros acertam 3 em um alvo metálico (75cm x 50cm) de mira aberta (sem luneta ou qualquer outro acessório) a 300 metros.
    Embora nossa doutrina ainda não se utilize, temos também Cb/Sd formados em um estágio para Atirador do Grupo de Combate, que consiste em ter um militar dotado de um fuzil com luneta para aumentar o poder de combate do GC. Nesse estágio Cd/Sd realizam tiros a 300, 400, e 500m. Aprendem balística, emprego tático do atirador, regulagem da luneta e etc. Montamos este estágio baseado em manuais americanos.
    O EB está longe de estar perfeito, mas estamos melhorando bastante.

  108. Pilhas AA tem uma vantagem, são baratas, muito baratas. Um soldado com quatro pilhinhas AA de reserva (fora a que já está na arma) tem o suficiente para 1000 horas de uso, depois disto, é só redistribuir pilhas à tropa junto com a munição.

  109. Caro Lyw

    4 de julho de 2014 at 22:40 #

    “Pilhas AA tem uma vantagem, são baratas, muito baratas. Um soldado com quatro pilhinhas AA de reserva (fora a que já está na arma) tem o suficiente para 1000 horas de uso, depois disto, é só redistribuir pilhas à tropa junto com a munição.”

    É verdade, em confronto urbano compra-se da banca de jornal na esquina.

    Em “campo aberto” , inúmeras soluções:

    http://www.youtube.com/watch?v=cz-b2RuXd-U

  110. Carlos Alberto Soares 5 de julho de 2014 at 2:48

    Entenda do jeito que você quiser!

    O que eu falei foi que seria simples distribuir as pilhas junto com a munição, que também não se compra na esquina!

    Um exércitoq ue se preze, e queira vencer um conflito, precisa de um sistema de logística para abastecer suas tropas com água, comida, medicamentos e munição, na minha visão, umas pilhinhas AA a acrescentar nisto é algo que soa até irrisório!

  111. rmd,

    as notícias que trazes são realmente boas, mas temos que sair desse papinho de estágio ou cursinho, quem faz isso é civil…

    …soldado TREINA, TREINA, TREINA…

    …enquanto o “o efetivo profissional de Cb/Sd” não estiver realizando 1000/1500 tiros por ano dentro dessa nova doutrina (nova aki no Brasil), nossas forças estarão apitas a combater traficantes e insurgentes nas missões de paz em países de terceiro mundo. Mas não estarão apitas a enfrentar uma tropa inimiga treinada, ainda mais se estiver treinada e bem equipada.

    Ps.: o que é Cb/Sd? Me desculpe, é que sou uma ameba com relação aos termos de nossas FFAA. =/

    Grande abraço.

  112. Lyw

    Você não entendeu o espírito da coisa.

    Veja os comentários do Oganza e do Colombelli e entenderás melhor, saudações.

  113. Engana-se Oganza. Todos os exércitos do mundo possuem cursos e estágios, e essa moda de civis fazerem cursos e estágios vem do meio militar. Assim que se aperfeiçoa militares em atividades mais específicas, como a que citei.
    Quanto a munição, para realizar essa quantidade de tiro por militar o EB deveria comprar de 10 a 15 vezes mais munição do que atualmente adquire. Só pra fazer uma conta rápida.
    EB: 200.000 militares
    Jogando para baixo, coloca somente metade atirando. 100.000 militares.. cada um realizando 1500 tiros -> 150 milhões de tiros. O EB paga em torno de R$ 1,50 cada 7,62mm. Total: R$ 225 milhões por ano. Só em munição 7,62 mm. Essa quantidade de tiro logicamente traria mais gastos em paralelo, como desgaste dos armamentos, manutençao dos estandes de tiro, aquisição de alvos, obreias e etc. Levando-se em conta o orçamento do Ministério da Defesa, é praticamente impossível o EB sustentar um adestramento assim. Infelizmente não somos nós que determinamos a verba destinada as FFAA. Mas isso nao tira o fato de sua opnião estar correta, e eu concordar com ela. E isso não fica só realização de tiros de Fuzil. Tem uma enorme gama de explosivos e munições que é extremamente raro vermos chegar à tropa comum. Enfim. Tudo isso depende de $$$.

  114. Olá pessoal, sou novo aqui nesse sítio de comentários e estou lendo os textos a pelo menos duas horas e penso que aprendendo alguma coisa. Não conheço nada do assunto. Meu único contato com uma organização militar foi aos 18 anos, dois ou três dias e nunca mais.
    Entretanto, tenho percebido que as opiniões têm um tom bastante variando, mas via de regra consideravelmente crítico e é de espantar, às vezes, a “desconstrução” sobre qualquer atitude que seja feita pelo Exército Brasileiro, como é o caso aqui do novo fuzil IMBEL A2. E aí eu fiquei com uma baita dúvida! Se a “coisa” está tão errada assim, qual deve ser o certo e por quê?
    Pelo que li, este, aquele e aquele outro fuzis são os melhores, etcetera e tal, o calibre 7,62 é melhor que 5,56 ou o cara não sabe atirar, as raias do cano isso e aquilo, a velocidade de saída do projétil na boca do cano é maior quando o cano é mais longo, a coronha rebate errado, o carregador só pode ser trocado com três ações, quando o ideal é com uma só, se o atirador é canhoto o fuzil este é bom o outro é péssimo.
    Meus, se cada um de vocês fossem “o Marechal” que tivesse que decidir, pronto, vai ser esse o fuzil (lembrando que estamos falando em termo de Exército Brasileiro e do Brasil), qual cada um de vocês escolheria e porquê?
    Se vocês pudessem me responder, ficaria imensamente grato e, de antemão, perdoem-me se pareço arrogante ou impertinente, pois sinceramente só pretendo aprender e jamais ofendê-los.

  115. rmd,

    com certeza, concordo plenamente, mas curso/estagio “não deve ser” a oportunidade ou o motivo para um soldado brasileiro efetuar ou se adestrar na prática de tiro seja em qual modalidade for.

    Curso/Estagio deve ou deveria ser “premiação” e aperfeiçoamento aos que melhor resultados obtiveram nos treinos.

    Como eu disse, não sei NADA de doutrina militar, mas pelo que os meus amigos ex-miltares de lá me contam, é assim que acontecem tais especializações, o soldado tem que merecer. Então ele retorna a sua unidade e contribui para o crescimento qualitativo dela repassando seu conhecimento adquirido em treinos subsequentes. Mas como eu disse – doutrina – e eu realmente não sei nada sobre isso.

    Mas agora vc me deu um dado que me deixou perplexo. Você está me dizendo que o EB paga R$ 1,50 em uma munição 7,62. Isso para mim é uma loucura total. Lá na Luisiana, onde tenho uma residência e o imposto para munições é um dos mais caros, eu compro um lote com 500 munições .308* de 168 Gr da Black Hills (uma das mais caras) por U$ 225, onde cada uma vai custar 0,45 centavos de dólar, que pela cotação de hj (R$ 2,216) iria custar R$ 0,99… 😮 No Texas, ali do lado, eu compro o mesmo lote por até U$ 195… As FFAA americanas pagam entre 15 e 20% mais barato que os civis.

    * .308 é praticamente a mesma munição 7,62×51 NATO, com diferenças em décimos de mm em suas especificações.

    Meu caro Romulo, realmente espero e torço muuuuito que nos próximos anos, não sei como, esse sofrimento de vocês acabe ou fique menor, e vc’s consigam uma cota mínima de 500 shots anuais. Eu faço de 300 a 350 por ano, o que é um pouco abaixo da média dos praticantes medianos, que é de 380 a 400.

    Em inglês tem um termo para quando se está mais do que triste ou paralisado/impotente pela tristeza: dismayed – é assim que estou com isso que vc disse, ainda mais quando junto todas as informações passadas pelo Colombelli, Vader e todos os outros. Meu Deus, é impossível alguém achar isso normal… isso é um descaso grotesco com a missão constitucional a qual o EB foi incumbido.

    Eu realmente sinto muito.

    Grande abraço.

  116. Pois é Oganza.
    Pra vc ter idéia de como esse peço é real, pra quem possui armamento particular (que tu deve saber q é muito menos comum que nos EUA), uma munição 9mm está saindo em torno R$ 4,50 a R$ 5,00 dependendo do modelo. Vendo por esse lado o EB está pagando bem barato nesse 7,62 da CBC. kkkk
    Naturalmente qualquer coisa no Brasil já é mais cara. Nos EUA a quantidade de armamentos particulares nem se com o Brasil.
    Como aqui tem muito menos armamento a CBC vende menos munição, e existe ainda a tal da “campanha do desarmamento”, que deixam os impostos exorbitantes.
    Pra vc poder comparar um pouco melhor. Eu comprei uma Taurus por R$ 3200. No primeiro site dos EUA que entrei ela esta custando US$ 440. Detalhe, a pistola é feita no Brasil.
    Espero por tempos melhores… kkk

    Tinha esquecido de te falar antes. Cb/Sd significa Cabos/Soldados

    Abraço

  117. RMD, fico muito satisfeito com as notícias que trazes. E por ai se vê mais uma vez a necessidade de suprimir o efetivo EV que não forma reserva pra nada na prática.

    No tiro, se for cumprida a IG completa na parte de tiro avançado ja seria uma grande coisa.

    So nos esclarece uma coisa: és oficial ou praça, e dá uma dica do tipo da tua unidade ( não precisa dizer qual é) tipo arma e local onde esta localizada a OM.

    Vi a série Generation Kill com o sargento “Brad” na ponteira do RECON, e o bisonho Trombley atirando em camelos. É é por isso que volto a repetir pilha é incompatível com combate. Aquela realidade dos EUA ja mudou muito por conta desta constatação. E note-se, se eles com toda superioridade aérea e com helicopteros que é chutar um amoita aparece um ja tiveram dificuldade, imagina aqui. O pesadelo será igual as pilhas da 110, ou seja, o sargento de COM se vendo louco recarregando e tentando enviar pra a a frente. Melhor um uma bateria mais volumosa e mais duradoura.

    Estas lunetas estavam na caixa a quase 40 anos. Eu me meti regular uma, que bom que alguem viu de colocá-las pra funcionar ao invés de so aparecer em desfile.

    So pra controle, munição .380 está 8 a 10 pilas. Não sei se ainda tem um programa no EB que nos permitia comprar armas direto. Eu consegui uma INBEL GC desta forma sem impostos na época, logo que tinha saido o modelo. Saiu na época R$ 450,00.

    Oganza, respondendo tua pergunta profissionais são o efetivo NB ( nucleo base) cabos, soldados, sargentos e oficiais em contraponto ao EV ( efetivo variável) que é o recruta. Algumas OM tem maio quantidade de NB, como a brigada PQDt e Leve, outras são compostas primordialmente por sargentos e oficiais como a FE. Os EF ( aqui falo das FE e comandos genericamente, pois também estaria abrangidos os precursores a rigor também) até treinam. O que falta é mais treino pro restante, e dá pra treinar mesmo em seco, o que ja ajudaria muito. Eu fazia 320 tiros em seco por dia, 80 cada posição quando era atirador de equipe, so para pegar tônus muscular e memória dinâmica.

    Finalizando, avançar contra uma metralhadora de peito aberto não é desejável, mas as vezes isso não é uma opção para um infante. É uma necessidade. Boa técnica, morre 30%. Tropa ruim 80%.

  118. Romulo e Colombelli,

    Muito obrigado pelas respostas.

    Sobre as pilhas, foi como falei lá em cima: eu pessoalmente preferiria algo mais simples e sem a necessidade de ampliação, poderiam ser todas em 1x mesmo para iniciar a doutrina e existem soluções interessantes e mais efetivas como sights a FIBRA ÓPTICA e as com matriz de TRITIUM (-$), todas sem necessidade de pilhas ou baterias.

    Para FE e Comandos, poderia-se ter os acessórios compatíveis com essas singhts mais pé de boi. Esses sim poderiam ter a opção para apontadores lasers e capacidade de ampliação de 3x. Para os snipers poderia ter algo na casa de 6x.

    Mas não sou a favor dessas sights “completas” all-in-one que se tem por ai, essas são para civis rsrs. Até porque, apontadores lasers, ampliação, visão noturna, etc… quando muito, são usados em 5% do combate e nem todos da unidade precisam leva-los (ex: apontadores lasers), então quem os portar, os deve portar on pocket e lançando mão deles quando a situação exigir.

    Ps.:

    1 – Como são chamados os snipers em nossas FFAA?

    2 – Colombelli, o que é tiro em seco, é o tiro em festim?

    Sds.

  119. Oganza, chamam-se caçadores. Efetiva mesmo há so uma companhia na Brigada de Operaçoes Especiais. A FAB tem os seus no PARASAR e a marinha no GER e GRUMEC.

    Tiro em seco chamávamos o disparo sem munição alguma, apenas realizando todas as operações necessárias até o “clic”. Mas é preciso cuidado, pois acaba quebrando a mola do percursor e ai quando se vai carregar a arma ela dispara sozinha.

  120. Blind Man’s Bluff, mas a IMBEL teria condições de fazer alguma coisa mais arrojada? A Taurus não tentou alguma coisa fiferente e deu-se mal?

  121. Me conta, como a Imbel vai fazer pra desenvolver um projeto das galáxias sem verba decente de pesquisa? Mesmo que faça, como vai ser aprovado se os generais são altamente conservadores? Ainda que aprovassem, como seria fabricado se o GF vive contingenciando a verba que sobra depois de alimentar as pseudo-pensionistas?

    O IA2 é o que tem pra hoje! É isso ou nada.

  122. Colombelli.
    Sou Oficial de Carreira de Infantaria, e sirvo em uma OM do CMS.

    Hoje em dia o militar que compra seu armamento paticular paga o mesmo preço que um civil (falo somente do armamento, que na verdade é o mais caro)

  123. Sempre nessas matérias onde são apresentados equipamentos 100% brasileiros, sempre encontraremos pessoas com a inextinguível “síndrome de vira-lata” onde tudo que é importado é melhor. O equipamento parece ser muito bom e na avaliação ele foi elogiado e o mais importante, seja o IA2 ou até mesmo o Fal antigo, ele vai FURAR quem estiver em sua frente quando for disparado.

  124. Teve gente ai dizendo que o fuzil “era fantástico 15 anos atras” e “hoje estaria ultrapassado”…isso é opinião de quem joga muito playstation… O principio básico de funcionamento das armas automáticas já dura mais de cem anos. Ou seja ação direta dos gases quando da explosão do cartucho que manda o conjunto ferrolho-impulsor do ferrolha para trás e o projetil para a frente. Desde que os metais, molas e os polímeros suportem bem “o tranco” por anos a fio assim como o FAL, essa arma é top de linha. A IMBEL tem experiencia. Ela não faria uma arma que não fosse confiável, sobretudo, para o Exercito brasileiro que eu sei muito bem e muitos sabem, realiza poucos tiros por ano por arma…Enquanto o principio de funcionamento das armas usar cartucho com espoleta, pólvora e projetil, vai ser isso ai mesmo…

  125. Tudo no Fuzil IA2 segue padrões dos melhores exércitos do mundo: a dimensão, o peso, o calibre, a precisão, a desmontagem de primeiro escalão simples e rápida. Vale lembrar que um 5,56 bem mandado derruba um búfalo. Claro não quero acertar os bichinhos, mas o impacto é o mesmo de qualquer fuzil 5,56 existente. A arma passou com folga em todos os testes a que foi submetida. Com certeza vai substituir com vantagem o bom, mas já muito desgastado FAL 7,62.

  126. Senhore, obrigado pelo bom trabalho.
    Era o tipo de material que eu estava procurando a muito tempo.
    Das capacidades da arma ou comparações entre a marca “X” ou “Y” isso só o tempo pode confirmar ou não as expectativas.

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