cascaveis

Exército cria programa de reformas do veículo, ao custo de R$ 2,5 milhões cada; iniciativa pode ser rentável, pois há 400 unidades no exterior

Por Roberto Godoy

ClippingO Exército brasileiro está modernizando uma série inicial de dez de seus blindados nacionais EE-9 Cascavel, armados com canhão 90mm, com mais de 30 anos de uso. O programa é considerado um sucesso técnico e, a médio prazo, pode render bom dinheiro: 22 países utilizam o carro sobre rodas, exportado pela extinta Engesa, ao longo dos anos 1970 e 1980, para clientes do Oriente Médio, Ásia, África e América Latina.

Uma pesquisa preliminar da área de comércio exterior do governo indicou que há interesse pelo serviço. O Cascavel é referência da indústria nacional de sistemas militares. Veterano de 12 guerras, foi um dos três equipamentos condecorados por Saddam Hussein, em maio de 1988, pelo desempenho no conflito do Iraque com o Irã.

O projeto é uma parceria do Centro Tecnológico do Exército, do Arsenal de Guerra de São Paulo e da empresa privada Equitron, de São Carlos. Foram fabricadas em São José dos Campos pouco menos de 1,8 mil unidades na época, ao preço médio de US$ 500 mil cada. Os veículos novos da mesma classe são cotados a partir de US$ 4 milhões.

A modernização custará à Força Terrestre R$ 2,5 milhões a peça e deve estender a vida útil do equipamento até 2030. O investimento total será de R$ 25 milhões. O primeiro EE-9U foi apresentado em Brasília, há um mês. O prazo de entrega do lote é de um ano.

Revitalizações. Não é a única iniciativa do Comando do Exército nessa linha. Rápidos e ágeis, blindados leves e médios, sobre rodas ou esteiras, são adequados para uso em mais de 85% do território nacional. No Parque Regional de Manutenção de Curitiba estão sendo modernizados 386 do americano M-113, para transporte de tropas. Foram entregues 150. O custo unitário é de R$ 700 mil. O fornecimento segue até 2020. Pelo Arsenal, em Barueri (SP), estão passando 20 EE-11 Urutu, o transportador da Engesa.
Dez serão convertidos em ambulâncias, pelo valor de R$ 21 milhões.

Recém-saído das telas da engenharia especializada, o Guarani, desenvolvido pelas agências tecnológicas do Exército e pela Iveco-Fiat, está em produção em Sete Lagoas (MG). É prioridade da Força, que já usa 203 carros. A requisição é de 2.044 couraçados – um pedido de R$ 6 bilhões. A crise determinou um alongamento. A previsão de fundos para 2016 é de cerca de R$ 146 milhões.

A frota operacional do Cascavel é estimada em 400 blindados de 11 toneladas, em variado estado de manutenção. Desde 2001, 230 foram revitalizados – ou seja, passaram por uma manutenção aprofundada, mas sem atualizações significativas. O trabalho prossegue. É feito no Arsenal de Guerra, em Barueri.

Os usuários internacionais do Cascavel devem manter em atividade ou em condições de recuperação pouco mais de 400 unidades. Um dos maiores grupos, com mais de 100 veículos, é o da Força Tarefa Combinada da Colômbia. Embora tenham recebido há cinco anos novos motores e central eletrônica de tiro, estão programados para serem desativados em 2018, “a menos que possam ser atualizados e mantidos em ação”, segundo nota do Ministério da Defesa, na justificativa da proposta orçamentária de 2017.

Blindado Cascavel MX8 FOTO AGSP
Blindado Cascavel MX8 FOTO AGSP

Moderno. O preço de exportação da modernização do Cascavel ainda será definido. O valor vai variar conforme a condição do carro e as especificações da mudança, explica um dos especialistas militares envolvidos no processo. O engenheiro José Guilherme Sabe, diretor da Equitron – braço empresarial do programa, dedicado à robotização avançada – considera “um enorme desafio” a tarefa de manter ativo um blindado de combate “cujo projeto original tem quase meio século”. A Equitron é enxuta, com apenas 80 funcionários.

O conjunto transformado contempla novo motor de MTU (Mercedes-Benz) de gerenciamento eletrônico, transmissão automática, freios a disco, cabine com ar-condicionado, controle de tração 6×6 e maior capacidade de estocagem da munição do canhão 90mm. No viés destinado à batalha, foram adotados acessórios digitais óticos: câmeras e visores diurno-noturno e um designador laser de tiro. A torre foi reposicionada. A tripulação continua a ser de três militares – comandante, artilheiro e condutor.

FONTE: Estadão

66 COMMENTS

  1. Sempre o EB. Uma noticia ótima. Esta modernização veio a calhar no momento de crise. Inclusive para modernizar frotas de outros países. Avante EB sempre com o “pé, esteira ou roda no chão”.

  2. “A modernização custará à Força Terrestre R$ 2,5 milhões a peça”.

    “Os veículos novos da mesma classe são cotados a partir de US$ 4 milhões”.

    A modernização custa mais que 60% do valor de um veículo similar novo. Parabéns aos envolvidos.

  3. Impressão ou é um míssil anti-carro??? Outra coisa, qual a diferença da blindagem do cascavel p/ o guarani? Sei que o guarani aguenta 7.62 + tem uma blindagem extra que pode ser colocada nele e também aquelas grandes anti rpg. Não sei não uma .50 em ambos.

  4. O pedigree dele é o M-8 Greyhound, que o 1º Esquadrão de Reconhecimento da FEB utilizou. Um dia vou fazer uma pesquisa mais detalhada sobre as influências da FEB no EB pós-II Guerra.

  5. Senhores,

    Toda vez que eu leio algo ou assisto um video sobre algum produto da Engesa, como o Cascavel ou o Osório, me bate uma profunda tristeza. Ás vezes fico pesando, se a Engesa não tivesse falido e o projeto do Osório tivesse prosperado e sido um sucesso comercial, será que o Brasil hoje, possuiria expertise e estaria produzindo carros de combate do mesmo nível tecnológico que o Merkava?

  6. Isso significa que o projeto do substituto 8×8 do cascavel foi pras cucuias! Mas acho excelente a notícia da modernização dos Cascavéis, espero que modernizem um bom número de unidades e que dê certo o projeto do missil integrado ao carro modernizado.

  7. Qual seria o Míssil usado no carro??? Esses mísseis seriam eficazes contra os mais modernos carros de combate da atualidade??? Se for, tecnicamente falando, eles seriam uma tremenda dor de cabeça para os CC modernos, ou não!!!

  8. Gastando o pouco recurso que têm, recurso dos “contribuintes”, em uma viatura de 30 anos ? Não faz sentido algum, ainda mais com a introdução do GUARANI, que deveria ser o foco dos recursos, já que é a viatura sobre rodas que vai equipar nossas forças, no mínimo, pelos próximos 30 anos, o que poderia se fazer era aproveitar a torre do EE-9 e adaptar ela nos novos veículos.
    Agora o programa é interessante, o recurso que deveria vim de outra fonte e não do EB, tipo o BNDES, e apenas um lote ser modificado para teste e demonstrações para possíveis clientes deveria ser modernizado, além disso dever ter lobby por parte do governo para a venda desse programa, caso contrário após a modernização das nossas viaturas as empresas envolvidas vão fechar as portas.

  9. Pois é. Em época de total falta de dinheiro graças principalmente aos ¨brilhantes estadistas¨ que tivemos nos últimos 13 anos eleitos alegremente pelo povo bananeiro enquanto pulavam carnaval e torciam para times de futebol é o que temos para hoje e por muitos anos ainda. O Cascavé vai andar décadas a fio ainda acompanhado de alguns Guarani.

  10. Eu não vejo qualquer problema em se revitalizar uma viatura que ainda tem gás para dar, ainda mais dotando-a de equipamentos mais modernos e principalmente quando se considera que seu substituto pode ainda demorar um pouco à aparecer. Se isso cria a possibilidade de geração de recursos então, melhor ainda.

  11. Modernização do Cascavel armado: R$ 2,5 milhões.
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    Guarani novo e pelado: R$ 3,6 milhões.
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    Guarani novo com torre UT30BR: entre R$ 7 e 8 milhões.
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    Futuro Guarani 8×8 com torre 105 mm: ???
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    Como o dinheiro é pouco, o EB preferiu 4, 5 ou 6 Cascavéis modernizados a 1 Guarani novo e melhor em todos os aspectos. De certa forma, se aprovada a reforma de todos os Cascavéis, o Guarani 8×8 deverá sofrer um atraso de muitos anos, pois claramente não haverá dinheiro para os dois projetos serem tocados simultaneamente.

  12. Não vou entrar em detalhes, mas sou super fã desse carro, simples assim.
    Parece uma boa atualização.
    Lembro-me há alguns anos quando eu e o Colombelli mantivemos um bom ping pong sobre o Cascavel aqui no FT e o Colombelli deu ótimas sugestões para moderniza-lo.
    Creio que boa parte contempla esse pcte.
    Fosse eu que assina-se o cheque, todas nossas unidades seriam modernizadas.
    Sem prejudicar outras.
    Colombelli, com você agora caro Amigo.

  13. Rafael Oliveira, acho que são aquisições diferentes. O dinheiro para os aportes ao Guarani 8×8 não saem diretarmente do bolso do EB. Essa modernização dos Cascavel sim, seria bancada pelo EB, como foi feito com os M-113.

  14. Bardini,
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    Superadas as rubricas nos orçamentos, o dinheiro sempre sai do mesmo lugar: do bolso do contribuinte.
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    Acho que o EB perde argumentos para pleitear verbas junto ao GF para o projeto do Guarani 8×8 caso dê seguimento à modernização do Cascavel (ainda que com recursos “próprios”) – ou, até mesmo, só resolveu apostar nessa modernização porque viu que o Guarani 8×8 não sairá do papel tão cedo.
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    Ainda, supondo a modernização de 200 Cascavéis e a compra de 200 Guaranis 8×8, onde seriam colocadas todas essas unidades. Seriam criadas novas OMs?

  15. Sim, claro que no final das contas o dinheiro sai do mesmo lugar…
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    O que eu acho é que se essa modernização vingar, assim como aquele pacote de Guaranis 6×6 que foi anunciado, o que vamos ter é o Cascavel dando mais tempo para o projeto do 8×8 e em paralelo, a IVECO com serviço na linha de montagem. Talvez os 8×8 só venham a ser fabricados depois dos 6×6, quem sabe?

  16. Fato é ainda falta muito ao Exército Brasileiro, ele vem se arrumando como pode e com o que tem, a verba está curta forçando projetos importantes a andarem ao passo de tartaruga.
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    Ao meu ver há duas aquisições que o EB precisa fazer que acrescentaria muita capacidade de combate: um helicóptero de transporte pesado e um heli de combate, mas como sabemos essas aquisições são caras e exigem grande investimento, coisa que no momento infelizmente não temos.

  17. Sim, Bardini.
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    Foi isso que eu quis dizer no meu comentário (“se aprovada a reforma de todos os Cascavéis, o Guarani 8×8 deverá sofrer um atraso de muitos anos, pois claramente não haverá dinheiro para os dois projetos serem tocados simultaneamente”).
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    Acabei me expressando mal. Não haverá dinheiro para começar a fabricar o 8×8 junto com a modernização do Cascavel.
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    Com sua informação sobre a capacidade de produção da Iveco, talvez essa modernização seja necessária, dados os atrasos com o 6×6.
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    Enfim, vamos ver no que vai dar tudo isso.

  18. Eu acho complicado comparar ele com o Guarani, cada um tem funções diferentes. Se bem em lembro a função primário do Cascavel é reconhecimento. Nesse ponto que gostei das melhorias em sensores e acho que a matéria peca por detalhar isso pouco. Tudo bem que o foco da mordenização foi econômico então fizeram o feijão com arroz e evitaram inovações, apenas melhorias. Mas me pergunto como seria incluir um ou outro drone para ser operado a partir de um veículo desses.

  19. Ah, essa digitação inepta que me faz passar vergonha. Como o “cada um tem funções diferentes”, a concordância da segunda frase e, por favor, leia-se modernização.

  20. Pela matéria temos 400 veículos que estão em Cascavel-PR e possivelmente mais 400 em operação em diversos países, o que tornaria rentável as atualizações. pena que o primeiro lote seja apenas de 10 unidades. Na matéria diz também que já foram recebidos 203 Guarani e que 150 M-113 já foram modernizados. Podemos dizer que o EB esta devagar mais operando…

  21. Camargoer, acho que não. As viaturas mostradas naquela primeira foto estão até mesmo sem o número de série do EB, que devem constar anotados em algum lugar dentro da viatura. Me parece mesmo uma pintura padrão que foi dada após a modernização, e agora entregues ao EB, pode ser que o mesmo os pinte com a camuflagem padrão que víamos nos Cascavel e vemos nos Guarani.
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    Rafael, eu só acho que estaríamos supondo demais e sem os dados necessários para afirmar algo do tipo. Não sabemos exatamente à quantas anda o desenvolvimento do Guarani 8×8 nem mesmo a projeção de custos ou datas dos mesmos para imaginar que a modernização do Cascavel seria em substituição deles. Nem mesmo sabemos se existe ou não dinheiro apenas para uma dessas empreitadas, ao invés de ambas.
    .
    No momento, eu acredito que ambas são possíveis, e ainda vejo com bons olhos. Me parece uma modernização de oportunidade. Algo de baixo custo que vai elevar o padrão de um veículo que temos em quantidade. Acho ainda que, conforme os 8×8 forem entrando em serviço e precisarmos menos dos Cascavel, poderíamos simplesmente vender não apenas o serviço de revitalização e modernização, mas também os nossos próprios veículos modernizados. Uma alternativa barata para nações que simplesmente não tem outra opção.

  22. Amigos,
    .
    Salvo melhor juízo, os requisitos mínimos para a nova viatura blindada de reconhecimento pedem por um 6X6, com canhão de 105mm ( pensava-se inicialmente em um canhão de 90mm ). Em suma, até onde sei, não se tem uma resolução por um 8×8. Se os colegas puderem me dar uma luz…
    .
    Grato.

  23. RR,
    105 mm tem que ser em chassis 8×8, o recuo do canhão e o peso são fatores determinantes, mas se for 90 mm , tudo bem. Continuo achando que a versão 8X8 do Guarani vai sair sim e que esta modernização do Cascavel não tem nada a ver com o Programa Guarani, os veículos ainda dão muito caldo e se puder exportar o serviço, por que não?

  24. AMIGOS
    Quando eu era Cadete da AERONÁUTICA em Pirassununga em 1977, a FAB desativou o T-37
    Ninguém entendeu
    O mesmo só foi desativado agora em outros países
    Por mais que seja usado, ainda é uma plataforma de canhão 90
    A FAB era rica?
    O EB é rico agora?
    Abcs

  25. Camargoer,
    Sim, são apenas ilações minhas e o EB pode não ter dinheiro para qualquer uma dessas empreitadas, num cenário pessimista, ou para as duas, em um otimista.
    .
    RR,
    O ROB do EB exige que seja 8×8 e o canhão 105mm, dentre outras coisas. Não tenho o link, mas é fácil achar caso você tenha interesse.

  26. Marcelo Andrade ( 29 de novembro de 2016 at 12:03 ),
    .
    Também acho estranho. Uma viatura 6×6 seria teoricamente difícil para adaptar um armamento desse porte… Mas não seria sem precedente. Há o exemplo do AMX-10 RC, um 6×6 com canhão 105mm.
    .
    https://www.youtube.com/watch?v=8S_75Y4FXKw
    .
    Acredito que ( os amigos por gentileza me corrijam se estiver errado ) mais importante que eixos nesse caso, são as dimensões do veículo e a distribuição racional do peso, de modo a deixar um centro de gravidade baixo e a plataforma o mais estável o possível. Se o Guarani 6X6 reúne atributos atuais para isso, me é uma incógnita…
    .
    Rafael Oliveira ( 29 de novembro de 2016 at 12:52 ),
    .
    Achei o link onde havia lido o que postei. Chamo a atenção para os itens 3.1.5 e 3.1.68.
    .
    defesaaereanaval.com.br/eb-aprova-o-rob-da-viatura-blindada-de-reconhecimento-media-de-rodas/
    .
    Obrigado pelas respostas. Saudações.

  27. De fato, RR, é colocado como requisito, no mínimo, o 6×6. Como há várias imagens e textos do EB tratando da viatura 8×8, pensei que isso era um requisito absoluto. Erro meu.

  28. Guarani com 8×8 saíra talvez um pouco mais que os 3,5 milhões de reais e a torre sai mais 4,5. Como precisa mobiliar 168 pelotões com 2 ( sistema de hoje) ou ao menos uma viatura com canhão o valor vai longe. Dai que seja mantido o cascavel em operação sem prejuizo da continuidade do desenvolvimento do veiculo de reconhecimento armado com canhão.

    Dados os nossos potenciais adversário, o canhão 90mm cumpre missão e com um telêmetro e visão noturna além do acionamento eletromecânico fica relativamente eficiente, inclusive contra alvos mais pesados, com uso de munição cinética, embora a cavalaria mecanizada em regra enfrente a própria cavalaria do adversário.

  29. Antonio Assunção,

    O que sei é que a Cessna havia emitido um aviso de que iria parar a construção e manutenção do T-37. Aliás foi a deixa para que a Embraer, através do Ozires Silva, oferecesse o T-27 Tucano, para substituí-lo.

    Isto está escrito no Livro ” A Decolagem de Um Sonho – A História da Criação da Embraer” do próprio.

  30. Boa tarde
    Como dito, o Cascavel é uma Vtr Bld de Reconhecimento. Tem missões de reconhecimento e segurança. Não substitui o Guarani, e não será necessariamente substituído por ele, por enquanto. O Guarani 8×8 com o 105 mm será um CC-SR para prover ação de choque a infantaria mecanizada. A princípio, as Bda Inf Mec possuirão um RCC-SR, podendo constituir 4 Forças -Tarefas unidade. O Pel CC-SR será como um Pel CC normal, com 4 carros. Não se sabe ainda qual plataforma de modelo 8×8. Ouvi algo sobre o Centauro.
    Secundariamente, deverá substituir os cascavéis nos Pel CMec com 2 por Pel.
    Importante salientar q, o alcance com a munição flecha no Cascavel é de 2 Km. Para o 8×8 deverá ser de 4, como nos Leo.
    Outras munições, outros alcances.
    Sds

  31. Agnelo, com a devida venia, o custo do 8×8 ou do 6x com canhão jamais permitirá a constituição de pelotões ou cia de carros para apoiar a infantaria e muito menos de regimentos. O cascavel cedo ou tarde terá de dar baixa e terá de ser substituído pelo Guarani seja 6×6 seja 8×8. A um custo de ao menos 2,5 milhões de dólares e 2 carros por cada um dos 168 pel C mec temos 840 milhões de dólares ou 2,7 bilhões de reais.

    Se os Guaranis simples ja está complicado, imagine-se ter de mobiliar nos próximos 15 anos 336 carros pra cavalaria e regimentos a pelo menos 36 carros cada pra cada uma das brigadas de infantaria. Se foram elas 5 serão mais 180 carros. Seriam 840 milhões de dólares mais 450 milhões. Ou seja, 4,25 bilhões de reais além dos transportadores de tropa com torre manual, REMAX e a 30mm.

    Duvido muito que se tenha dinheiro pra isso e acho que prioridade será renovar a cavalaria antes de se criar coisa nova.

    Bardini, tal substitição so seria viável se o LMV venha armado com missil AC.

  32. Colombelli, Caro Amigo
    suas sugestões para o Cascavel, inclusive a modernização.
    Idem ao mobiliamento necessário e futuro próximo, médio e longo prazo.
    Shalom

  33. Vocês já viram aquele vídeo do Centauro 8×8 com canhão 120mm atirando coma torre a 90º do eixo do chassi??
    O efeito da retração do tubo e o peso da torre naquela posição provocam um efeito pêndulo enorme, isto que ele estava em um trecho de estrada de terra nivelado, imagino em terreno íngreme.
    Penso que mantido o canhão de 105mm, o EB deve se fixar no chassi 8×8 afim de manter um equilíbrio do veículo e a integridade da estrutura de giro do canhão.
    Colombeli, não vai ter dindin nem para a metade destes Guaranis que o EB pretende, a coisa está muiiito feia e vai ficar pior.

    G abraço

  34. Lembro que nos anos 80, a Engesa desenvolveu os blindados EE-17 Sucuri e EE-18 Sucuri II, que eram blindados 6×6 armados com canhão de 105mm.

  35. Boa noite Colombelli
    A ideia inicial das Bda Inf Mec era parecida com as Bda Stryker americanas.
    Por incrível q pareça, é isso mesmo, 1 RCC com 54 carros por Bda. Porém…. Veio a crise… Não sei como ficará.
    Não acho difícil, q se deixe de ter esses RCC-SR para por esses Guaranis na CMec.
    A ideia inicial era acabar logo com a Inf Mtz. Depois, resolver a C Mec, talvez até com mais Guaranis além dos iniciais.
    Sds

  36. Leandro,
    Está sendo discutido prioridades de investimento…inclusive para o Guarani.
    Sugeri…em face do que o Agnelo tem nos trazido de informação….replicado pelo infante Colombelli, Bardini, Rafael e outros….de que as prioridades serão as Bdas Inf Mec, com muito poder de fogo (poder de fogo aqui traduzido como alta cadência de 30mm e .50), e proteção bld, em detrimento das outras armas.
    Estas unidades se prestam ao tipo de conflito no Haiti (e por extensão…ao cenário do RJ).

    O vídeo do Esq Cav Selva, em Tucuruí, postei para mostrar que os cenários de convulsão interna estão sendo bem presentes na formação de nossa tropa.

    Não sei se fui claro, no que quis falar sobre “haitinização”
    Abç

  37. Nos nunca teremos uma forca moderna, se sempre focamos em ressucitar os mortos e combalidos, ao inves de investir no Guarani e atualiza-lo. Estamos enterrando a industria de defesa com esse remendo, quando nao desenvolvemos tecnologia.
    Abaixo meu amigo Expedito Bastos em sua palestra ao Congresso, o qual nao foi noticiado no Forte.
    http://vod2.camara.gov.br/playlist/zcxyvoux85pukxozdk8psq.mp4
    Introducao Ç em Begazi , Sirata …. outubro e novembro de 2016 utilizacao do Cascavel na Libia e Iraque, Exercito Libio e Daesh, com relativo sucesso. Incuindo o Urutu foram adaptdos para lancadores de foguetes russos, hoje em operacao.

    No iraque colocaram saias blindadas, trocando canhoes e colocando lancadores de foguetes. Al Abbas milicia e exercito iraquiano. O Pershmega esta usando o urutu com remuniciador dos tanques.

    Ajudaram a derrotar as Farcs na Colombia.

    .

  38. Há sempre notícias na internet de que o EB vai colocar em operação todos os CC M-60, modernizá-los em Israel e comprar mais unidades dos estoques americanos. Estes boatos procedem? Se houve novas compras, quantas unidades estão sendo cogitadas? O Centauro, já com muitas unidades encostadas, seria útil ao EB?

  39. Bom, eu gosto bastante dos M-60. Dizem que algumas nações, como a Turquia, possuem versões modernizadas bem interessantes deste carro.
    .
    Queira Deus que venham mais mesmo, e que todo o conjunto seja modernizado.

  40. Não sei como alguém pode criticar a modernização dos Cascavel, Urutu ou qualquer outro meio que ainda seja relevante militarmente.
    .
    Acordem!! Estamos em um país em crise, que não terá aumento nos gastos militares por 20 anos. Aí vem o cara defender que modernizar oque temos é destruir a industria de defesa. Ora, como se não fosse a nossa industria que esta modernizando os blindados. E como se não tivéssemos outras prioridades que podem ser atendidas por qualquer economia de recursos. A gente não está rasgando dinheiro não!!
    .
    Isto aí me lembra a compra dos Caracal pela FAB. Estão retirrando os Super Puma de serviço para dar lugar aos Caracal. Ninguém no mundo está aposentando os Super Puma. Temos aí países sulamericanos comprando Super Pumas modernizados e nós ddispensando os nossos. A França planeja aposentar os Puminhas (a versão ainda mais antiga) somente em 2030. Garanto que a modernização dos Super Puma saíria mais barato e liberaria verbas, por exemplo, para o KC-X2. Está aí um exemplo do que é desperdiçar os parcos recursos que temos. A FAB no fim comprou o Caracal do qual ela não precisava agora (talvez daqui uns 10/15 anos), e não tem os KC-X2.
    .
    Aí vem alguns defender que devemos jogar no lixo os 400 Cascavel em favor de novos Guarani que nem sabemos se teremos dinheiro para comprar e como se não houvesse mais outras áreas que necessitam de recursos e substituições mais urgentes. Tem que trabalhar com a cabeça e com uma calculadora né? Afinal não teremos aumento no orçamento por no mínimo 20 anos.

  41. Cascavel e Urutu ainda tem muito o que entregar ao Brasil. E se esse pacote de modernização for mesmo bom/barato, é quase certo que algumas unidades exportadas serão retrofitadas tbm!!!

  42. Boa noite
    Não ouvi nada sobre o M-60. A princípio vão continuar no 20 RCB.
    Pelo que me falaram, o pessoal de CC, ele tem muita pressão sobre o solo, e a ideia é padronizar pelo Leopard.
    Eu acredito q é um meio ainda bom, mas não conheço as peculiaridades de sua logística para manter e desloca-lo.
    Sds

  43. bb escreveu em 30 de novembro de 2016 as 16:23
    “… Nos nunca teremos uma forca moderna, se sempre focamos em ressucitar os mortos e combalidos, ao inves de investir no Guarani e atualiza-lo. Estamos enterrando a industria de defesa com esse remendo, quando nao desenvolvemos tecnologia.
    Abaixo meu amigo Expedito Bastos em sua palestra ao Congresso, o qual nao foi noticiado no Forte.
    http://vod2.camara.gov.br/playlist/zcxyvoux85pukxozdk8psq.mp4 …”.

    Uma coisa que é constante, é falar dos produtos da ENGESA, sem mencionar o excepcional grupo de engenharia de vendas – ENGEXCO – montado para cuidar da comercialização dos produtos militares da firma.

    O presidente da ENGESA Jose Luiz Whitaker Ribeiro era um vendedor nato, homen brilhante, que montou o esquema comercial, que foi depois continuado por cerca de 40 engenheiros e tecnicos de venda, espalhados por todo o Mundo. Eu mesmo tive a oportunidade de trabalhar como assistente tecnico num venda ao exercito do Kuwait e outra a Turquia, e não fosse a doença do meu pai, ao exercito da Arabia Saudita.

    Sem este trabalho dedicado, jamais se teria conseguido os resultados que foram conseguidos.

    Um grande abraço a este pessoal cujo trabalho é completamente ignorado.

  44. Bacchi, concordo integralmente.A engesa fez historia. Faco minhas as suas palavras.
    Continuo somente a critica, com meus impostos exigo o melhor carro possivel a frota, sempre ,e desenvolver aqui o que for possivel.

  45. Eu, particularmente, lamento por este orçamento estimado, definitivamente não foi calculado, e, acho até absurdo, pois acredito que para o exército que conta com um potencial de engenheiros e doutores ociosos em seu quadro, e levando em consideração que utilizarão componentes de mercado (sem nada de criação própria), se utilizarmos uma simples matemática chegaríamos à conclusão de superfaturamento orçamentário. Coloquem seu quadro de engenheiros (mehor formação do País), para trabalhar, criem novos projetos, ‘REMENDAR NÃO É A SOLUÇÃO), mostre-me um projeto original destes engenheiros e doutores do quadro….Talvez eu seja um ignorante, e possivelmente mal informado, posso ser memória curta..informe-me pelo menos 3 projetos originais de engenheiros militares….Estarei aguardando..

  46. “EdaC 28 de novembro de 2016 at 18:47
    “A modernização custará à Força Terrestre R$ 2,5 milhões a peça”.
    “Os veículos novos da mesma classe são cotados a partir de US$ 4 milhões”.
    A modernização custa mais que 60% do valor de um veículo similar novo. Parabéns aos envolvidos.”
    .
    EdaC, obrigado por trazer esse furo, não sabia que a cotação dólar-real voltou a ser 1 pra 1!!!! Vou correndo fazer compras no Paraguai!

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