A Organização de Pesquisa e Desenvolvimento da Defesa (DRDO) da Índia testou o Quick Reaction Surface to Air Missile (QRSAM) com sucesso pelo ITR Chandipur, na Costa de Odisha às 11h30 desta manhã.

Todas as tecnologias e subsistemas incorporados no míssil tiveram um bom desempenho, atendendo a todos os requisitos da missão. Todos os radares, sistemas eletro-ópticos, sistemas de telemetria e outras estações rastrearam o míssil e monitoraram todos os parâmetros. O teste do míssil atingiu todos os objetivos.

O ministro da Defesa, Shri Arun Jaitley, parabenizou a DRDO pelo teste bem-sucedido do QRSAM e disse que é um marco importante no desenvolvimento autóctone de mísseis superfície-ar (SAM).

7 COMMENTS

  1. Confesso que não consigo entender porque o país ainda não possui praticamente nada em sistemas AA. Iglas, guepards e afins são muito pouco para nossas necessidades. Oportunidades não faltam, mas sobra incompetência nessa área.
    Primeiro foram os russos e seus Pantsir. Tenho dúvidas se seriam os mais adequados, mas já seriam um alento. Depois da Visita do Temer, acho que deveriam considerar um Tor M2 de prateleira, e acabar com a choradeira dos russos.
    Depois veio a MB com a escolha do Camm para as Tamandarés, com a notícia de que poderiam ser operados também pelo EB e FAB, para ganho de escala que justificasse a nacionalização e fabricação nacional. Mas… nada.
    E por último, temos o Saber M200, radar de média cobertura, e os mísseis A-Darter, ambos nacionais. Seria necessário a adaptação de um booster de lançamento (algo que tio Jacob faz bem), e a integração disso em um sistema minimamente operacional.
    Bom, vou tomar meu tarja preta, pois já estou delirando.

  2. Satyricon,
    Não necessariamente seria preciso um booster para uma hipotética adaptação sup-ar do A-Darter (que eu já duvido que saia e se sair que o Brasil esteja envolvido, mas isso é outra estória).
    Mísseis ar-ar de curto alcance costumam ser lançados da superfície sem modificações porque eles já têm uma arrancada condizente com o lançamento de superfície. Ex: Sidewinder, AIM-9X, Python V, Iris-T, Sky Sword I.
    Diferentemente, mísseis ar-ar de médio/longo alcance pode ser que tenha necessidade de ou um booster ou uma modificação no motor, como aconteceu no caso do Sparrow quando foi adaptado para a versão lançada de navio, que tinha um desempenho medíocre até ter seu motor foguete modificado.
    Um abraço e não abuse desses “tarja pretas”.

  3. O problema do Brasil, ou dos generais que mandam no EB há décadas, é que eles pararam na 2ª guerra mundial, ainda acham que canhões é que devem derrubar aviões, estão no tempo da hélice, o Brasil, continental que é, devia ter sistemas de defesa AAe em camadas há décadas, é uma vergonha mundial deixar cidades, regiões fabris e tropas praticamente sem defesa anti-aérea de área. Bem, como não temos inimigos isso facilita enormemente a coisa e no final dá tudo certo.

  4. Me pergunto todos os dias.
    SE uma ameaça lançar um ataque. Em meia hora, quantas pontes, portos, hidroelétricas, quartéis, aeroportos entre outros estaria no chão.
    Um agressor com capacidade de lançamento de mísseis, a no mínimo mil kilometros, não necessitaria de muito para nos levar ao tempo das cavernas.
    Até responder ao ataque estaríamos muito prejudicados.
    Prejuízo pago pela nossa irresponsabilidade de não ter meios condizentes ao nosso tamanho.
    Como o Villas Boas disse
    “O Brasil não tem outro caminho a não ser uma potência.”
    Nossa vocação é está.
    Mas relutamos em desempenhar este papel.
    Por tudo que deixamos de fazer.

    Precisamos de alguns meios de AA, urgente, que seja completo
    Logo, médio, curto alcance. Ao menos para alguns lugares de grande valor estratégicos.

    Acho que nossa fragilidade vem do mar. Algumas embarcações poderiam arrasar nossa infraestrutura em horas. E oque temos para responder nada.
    E não teremos no futuro próximo.
    Muito arriscado está fragilidade.

    Abraços

  5. primeiro ataque bases aéreas com caças… segundo ataque base de submarinos… ao mesmo tempo linhas de transmissão, depois prédios de telefonia, terceiro refinarias.. pronto …

  6. É impossível blindar um país continental como o Brasil de uma agressão aérea ou de míssil balístico.
    Mesmo que tenhamos dezenas de AWACS que se mantenham no ar full time 24/7, patrulhas de caças em tempo integral, caças de prontidão para levantar voo após o alerta de bases aéreas dispersas e bem distribuídas, sistemas AA em camadas em altíssima densidade na fronteira e no litoral, defesa interna AA altamente consistente, ainda assim não é garantia de que nada irá passar e de que estaremos 100% seguro.
    Mas fiquem tranquilos, na Terra só os EUA é que teriam alguma capacidade de nos infligir danos consideráveis utilizando armas convencionais já que outras potências militares menores estão muito distantes e têm meios reduzidos de projeção de força nesse rincão do globo terrestre.
    Quanto aos nossos vizinhos, o que temos, apesar de poder melhorar muito, já tem uma capacidade dissuasória bem efetiva, mesmo porque, o país tem dimensões continentais e só isso já é um fator complicador para qualquer hipotética agressor.

  7. Concordo com o Sr. Renan, pelo menos em pontos estratégicos : usinas nucleares , hidroelétricas, fábricas de armamentos, aeroportos, enfim… por ser um país de imenso território uma desejável e real AA seria louvável. sr. Bosco, com todo respeito concordo que seria uma missão hercúlea blindar todo nosso imenso território com AA, porém digo desejável dentro daquilo que corresponde para um país que deseja ser desenvolvido e não potência, pois isto já seria para um prazo indefinido. Grande abraço. E peço esclarecimentos. finalizando, veio à memória se o site não teria como postar a história do CAN (correio aéreo nacional e suas qualidades e problemas. Seria interessante para quem não viveu ou vivenciou esta Instituição no seu auge. Obrigado.

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