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Exército inicia projeto de aquisição de 4 aviões Sherpa C-23B+

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Sherpa C-23B+

COMANDO LOGÍSTICO

PORTARIA Nº 067-COLOG, DE 4 DE AGOSTO DE 2017.

Aprova a Diretriz de Iniciação do Projeto de Incorporação do Modal Aéreo na Logística Militar Terrestre na Região Amazônica – PROJETO MODAL AÉREO NA AMAZÔNIA e constitui a equipe que confeccionará o Estudo de Viabilidade do Projeto.

O COMANDANTE LOGÍSTICO, no uso das atribuições que lhe conferem o inciso X do Art. 15 do Regulamento do Comando Logístico (EB10-R-03.001), aprovado pela Portaria do Comandante do Exército nº 395, de 2 de maio de 2017, e o art. 44 das Instruções Gerais para as Publicações Padronizadas do Exército (EB10-IG-01.002), 1ª edição, 2011, aprovadas pela Portaria do Comandante do Exército nº 770, de 7 de dezembro de 2011, e a Portaria nº 257-EME, de 30 de junho de 2017, que criou o Grupo de Trabalho para elaborar o Projeto de Incorporação do Modal Aéreo na Logística Militar Terrestre na Região Amazônica – PROJETO MODAL AÉREO NA AMAZÔNIA, resolve:

Art. 1º Aprovar a Diretriz de Iniciação do Projeto de Incorporação do Modal Aéreo na Logística Militar Terrestre na Região Amazônica – PROJETO MODAL AÉREO NA AMAZÔNIA.

Art. 2º Determinar que a constituição da equipe que confeccionará o Estudo de Viabilidade do Projeto (EV) seja designada pelo Gerente do Projeto, estabelecido na Portaria nº 257-EME, de 30 de junho de 2017.

Art. 3º Este ODS, oportunamente, expedirá a Diretriz de Implantação do Projeto. Art. 4º Esta Portaria, entra em vigor, na data de sua publicação.

DIRETRIZ DE INICIAÇÃO DO PROJETO DE INCORPORAÇÃO DO MODAL AÉREO NA LOGÍSTICA MILITAR TERRESTRE NA REGIÃO AMAZÔNICA

PROJETO MODAL AÉREO NA AMAZÔNIA (EB40-D-20.008)

1. FINALIDADE
– Regular as medidas necessárias à iniciação dos trabalhos do Projeto de Incorporação do Modal Aéreo na Logística Militar Terrestre na Região Amazônica – PROJETO MODAL AÉREO NA AMAZÔNIA.

2. OBJETIVOS

  • Adquirir a aeronave C-23B+ SHERPA através do Programa Foreign Military Sales (FMS), do Governo dos Estados Unidos da América, destinada ao emprego nas missões de Apoio Logístico; de Apoio ao Combate; de transporte de pessoal e suprimento, em especial, para os Pelotões Especiais de Fronteira (PEF); e de coordenação e cooperação com agências, para a atuação em toda a Região Amazônica, áreas do Comando Militar da Amazônia, Comando Militar do Norte e Comando Militar do Oeste e, eventualmente, também em outras regiões do país.
  • Apontar os reflexos e providências decorrentes da implantação do PROJETO MODAL AÉREO NA AMAZÔNIA para o Exército e ações relacionadas às áreas da Doutrina, Organização, Adestramento, Material, Educação, Pessoal e Infraestrutura (DOAMEPI) e recursos.
  • Apresentar o detalhamento do processo para a incorporação de 4 (quatro) aeronaves C-23B+ SHERPA ao Sistema Aviação do Exército (SisAvEx), de forma segura, especificamente quanto as novas capacidades logísticas e possibilidades de emprego da aeronave aplicadas à Região Amazônica, ampliando a capacidade de transporte aéreo logístico da Força Terrestre (FTer), particularmente nas áreas de responsabilidade do CMA, CMN e CMO.
  • Apresentar o Estudo de Viabilidade completo ao Comando Logístico (COLOG), para apoiar decisão quanto à implantação do Projeto de Incorporação do Modal Aéreo na Logística Militar Terrestre na Região Amazônica – PROJETO MODAL AÉREO NA AMAZÔNIA.
  • Capacitar os recursos humanos necessários para a operação das aeronaves C-23B+ SHERPA, na Região Amazônica, com total segurança.
  • Definir junto ao Programa FMS, do Governo dos Estados Unidos da América (EUA), o escopo da modernização das aeronaves, as necessidades de translados dentro dos EUA e para o Brasil, dos cursos de Ground School do C-23B+ SHERPA para os militares brasileiros, as aquisições de ferramental, equipamentos de aferição e Documentação Técnica da aeronave, bem como o Contrato de Suporte Logístico (Contractor Logistics Support – CLS) a ser estabelecido por 5 (cinco) anos.
  • Planejar a disponibilização dos recursos financeiros necessários, de maneira oportuna, para a concretização de todas as fases e entregas do PROJETO MODAL AÉREO NA AMAZÔNIA, alinhado com o Plano de Desenvolvimento de Capacidades Operativas para a Força Terrestre, constante do Plano Estratégico do Exército (PEEx 2016-2019) – Planejamento de Curto Prazo – Objetivo do Cmt nº 01 – Pronta Resposta Estratégica – Mobilidade Estratégica, que prevê a criação de Unidade Aérea de Asa Fixa do Exército, até 2019, conforme a Portaria nº 1.507-EME, de 15 de dezembro de 2014.
  • Planejar a implantação de uma Subunidade de Asa Fixa no 4º Batalhão de Aviação do Exército (4º BAvEx), responsável pela operação das aeronaves na Região Amazônica, com base na conclusão do Estudo de Estado-Maior nº 16.01-FT35/EME, 2016, sobre a Aviação do Exército (AvEx).
  • Planejar e verificar a necessidade de adequação da infraestrutura existente no 4º BAvEx e no Comando de Aviação do Exército (CAvEx) para a hangaragem das aeronaves e para a realização dos serviços de manutenção e inspeções programadas no CLS.
  • Regular as medidas necessárias quanto à implantação do PROJETO MODAL AÉREO NA AMAZÔNIA no âmbito do Exército Brasileiro, elaborando os documentos necessários ao planejamento, execução e acompanhamento das ações decorrentes, tendo como base as Normas para Elaboração, Gerenciamento e Acompanhamento de Projetos no Exército Brasileiro – NEGAPEB, 2ª Edição, 2013.

3. INFORMAÇÕES RELEVANTES PARA A TOMADA DE DECISÃO

  • O PROJETO MODAL AÉREO NA AMAZÔNIA resultará na aquisição de 4 (quatro) aeronaves C-23B+ SHERPA, a serem operadas pelo Exército Brasileiro, tendo como base o Relatório Técnico Preliminar, de 10 de fevereiro de 2017, realizado nas aeronaves oferecidas pelos Estados Unidos da América (EUA), pelo Programa FMS. A quase totalidade das missões de Apoio ao Combate e Apoio Logístico na R Amz podem ser cumpridas pelos C-23B+ SHERPA, resultando em solução de curto prazo com excelente relação de custo-benefício para o EB.

4. EQUIPE QUE CONFECCIONARÁ O ESTUDO DE VIABILIDADE DO PROJETO

  • A equipe que confeccionará o Estudo de Viabilidade do Projeto, a ser designada pelo Gerente do Projeto em Boletim Interno do COLOG, será constituída por militares integrantes da Portaria nº 257- EME, de 30 de junho de 2017, que criou o Grupo de Trabalho para elaborar o Projeto de Incorporação do Modal Aéreo na Logística Militar Terrestre na Região Amazônica – PROJETO MODAL AÉREO NA AMAZÔNIA.
  • A equipe deverá apresentar o Estudo de Viabilidade do Projeto ao COLOG, até 3 de novembro de 2017, tendo como base para a elaboração do documento as Normas para Elaboração, Gerenciamento e Acompanhamento de Projetos no Exército Brasileiro – NEGAPEB, 2ª Edição, 2013, além do Relatório Técnico Preliminar da Anv C-23B+ SHERPA, de 10 de fevereiro de 2017 e outros documentos técnicos já elaborados sobre o assunto.
C-23B do US Army

5. DADOS TÉCNICOS
a. Metas do Projeto

  • Adquirir, até 2021 e operar por no mínimo 15 (quinze) anos, 4 (quatro) aeronaves C-23B+ SHERPA junto ao Programa FMS do Governo dos Estados Unidos da América (EUA). Para tal, a equipe deve apresentar um Estudo de Viabilidade do Projeto que incorpore conclusões e estudos sobre os seguintes pontos:

1) Doutrina

  • As 4 (quatro) aeronaves serão destinadas ao emprego nas missões de Apoio Logístico, de Apoio ao Combate e de coordenação e cooperação com agências, em toda a Região Amazônica (áreas do CMA, do CMN e do CMO) e eventualmente, em outras regiões do país.

2) Organização

  •  Necessidade de adequação de efetivo e reestruturação de cargos no 4º Batalhão de Aviação do Exército (4º BAvEx).

3) Adestramento

  • Necessidade de incorporação de novas formas de preparo e emprego.

4) Material

  • Possibilidades e impactos do custeio da frota de 4 (quatro) aeronaves C-23B+ SHERPA, levando em consideração o Ciclo de Vida da Anv para no mínimo 15 (quinze) anos e a assinatura de um contrato de manutenção terceirizado, por meio de um CLS, por no mínimo 5 (cinco) anos, junto ao Programa FMS do Governo dos Estados Unidos da América (EUA); e
  • Possibilidade de nacionalização do suporte logístico.

5) Educação

  • Necessidade de capacitação de pessoal para operação e suporte logístico das aeronaves C-23B+ SHERPA, no Brasil e no exterior;
  • Necessidade de incorporação de novos equipamentos e conteúdo de instrução no Centro de Instrução de Aviação do Exército (CIAvEx);
  • Necessidade de estabelecimento de parcerias e/ou convênios com instituições privadas ou outras Forças para capacitação inicial de pessoal; e
  • Aplicação dual dos meios de formação para o adestramento das tripulações.

6) Pessoal

  • Observar o contido na Portaria nº 301-EME, de 10 de novembro de 2015, que aprova a racionalização de cargos nos Quadros de Cargos (QC) e nos Quadros de Cargos Previstos (QCP) das OM do Exército Brasileiro.

7) Infraestrutura

  • Necessidade de construção de novas instalações, infraestruturas físicas para adoção das aeronaves C- 23B+ SHERPA, no 4º BAvEx, OM responsável pela operação das Anv, e no Batalhão de Manutenção e Suprimento de Aviação do Exército (B Mnt Sup Av Ex), OM responsável pela gestão do CLS das Anv; e
  • Possibilidade de utilização de outras áreas.

8) Recursos

  • Proposta orçamentária para a incorporação das aeronaves C-23B+ SHERPA, que contemple a aquisição via Programa FMS, os investimentos necessários e o custeio para sustentabilidade logística, bem como a origem dos recursos para consecução do Projeto.

b. Amplitude

  • Considerar todas as informações contidas no Relatório Técnico Preliminar, de 10 de fevereiro de 2017, realizado nas aeronaves oferecidas pelos Estados Unidos da América (EUA), pelo Programa Foreign Military Sales (FMS). O Relatório Técnico Preliminar deverá constar como um dos anexos do Estudo de Viabilidade do Projeto.

c. Premissas

  • O Projeto de Incorporação do Modal Aéreo na Logística Militar Terrestre na Região Amazônica – PROJETO MODAL AÉREO NA AMAZÔNIA deverá estar alinhado com o Plano de Desenvolvimento de Capacidades Operativas para a Força Terrestre, constante do Plano Estratégico do Exército (PEEx 2016- 2019) e ser capaz de dotar a Força Terrestre de novas capacidades logísticas, principalmente, para a Região Amazônica;
  • A viabilidade financeira deve ser um aspecto importante a ser considerado neste Projeto;
  • Os trabalhos seguirão as premissas e modelos preconizados nas Normas para Elaboração, Gerenciamento e Acompanhamento de Projetos no Exército Brasileiro – NEGAPEB, 2ª Edição, 2013; e
  • A equipe deve apresentar o Estudo de Viabilidade do PROJETO MODAL AÉREO NA AMAZÔNIA, que incorpore conclusões e levem em consideração os seguintes pontos:

1) Síntese do problema

  • No que tange ao modal de transporte aéreo, os planejamentos anuais do Comando de Operações Terrestre (COTER), do Comando Logístico (COLOG), do Comando Militar da Amazônia (CMA) e do Comando Militar do Norte (CMN), contemplam a realização de Apoio Logístico às Organizações Militares do Exército – particularmente aos Pelotões Especiais de Fronteira (PEF) – e o transporte de civis e militares em toda a Região Amazônica, prioritariamente com a utilização das aeronaves de asa fixa da Força Aérea Brasileira (FAB), por contratação de Empresas Civis de transporte aéreo ou com aeronaves de Asa Rotativa da própria Força Terrestre.
  • A 12ª Região Militar (12ª RM) gasta anualmente elevados recursos na contratação de empresas aéreas regionais civis, no modal aéreo. A FAB está atualmente engajada em um extenso processo de reestruturação e estabeleceu prioridades específicas às suas necessidades;
  • A contratação de empresas civis de transporte aéreo de cargas e passageiros no CMA e no CMN é uma solução que apresenta restrições, tais como: a limitada capacidade logística das aeronaves; altos custos de contratação, restritos por limitações orçamentárias vigentes; pouca disponibilidade de rotas e horários de voo que atendam às necessidades logísticas dos Comandos Militares de Área; restrições ao transporte de munição e líquidos inflamáveis; e o aumento da vulnerabilidade da Força com relação ao transporte de Material de Emprego Militar em aeronaves civis; e
  • Diversas missões logísticas e administrativas têm sido cumpridas por helicópteros da AvEx, com custo consideravelmente alto. Atualmente, cerca 30% (trinta por cento) do total das Horas de Voo (HV) destinadas à AvEx são empregadas em missões de Apoio Logístico e Apoio ao Combate.

2) Estudo já realizado pelo COLOG

  • A visualização da incorporação de aeronaves de Asa Fixa no EB, com vistas a ampliar a eficiência do modal aéreo na Logística Militar Terrestre na Região Amazônica, decorreu da oportunidade surgida a partir da oferta ao Exército Brasileiro, pelos Estados Unidos da América (EUA), de aeronaves de Asa Fixa modelo C-23B+ SHERPA, por meio do Programa FMS, em 2016;
  • Considerando o potencial de solução do problema logístico na R Amz a partir da oferta estadunidense, o Comandante Logístico determinou a realização de um estudo técnico das aeronaves C- 23B+ SHERPA, em novembro de 2016, conforme a Letter nº 01-COLOG – Letter of Request for Authorization to Conduct Previous Verification of C-23B+ SHERPA / EDA, de 18 de novembro de 2016, cujo resultado foi consubstanciado no Relatório Técnico Preliminar, de 10 de fevereiro de 2017, apresentado ao Comando Logístico (COLOG). A partir do Rel Tec, o Comandante Logístico chegou às seguintes conclusões:

(a) por suas características técnicas, a aeronave C-23B+ SHERPA pode cumprir as missões de Apoio Logístico com vantagens operativas e com custo consideravelmente inferior ao da atual frota de helicópteros da AvEx. Uma consulta a um operador americano das Anv C-23B+ SHERPA apresentou um custo da Hora de Voo (HV), muito baixo, cerca de ¼ (um quarto) do valor médio da HV dos atuais Helcp da AvEx;

(b) o 4º BAvEx, nos últimos cinco anos, considerando os três modelos de Aeronaves (Pantera, Cougar e Black Hawk), vem utilizando cerca de 30% (trinta por cento) do seu total de HV para Apoio Logístico, horas que poderão ser utilizadas pelas Anv C-23B+ SHERPA;

(c) associando o custo de cada Anv C-23B+ SHERPA e o potencial de voo das aeronaves, que estão sendo oferecidas ao EB, fica evidente a vantagem na relação custo-benefício, quando comparada às aeronaves novas que vêm sendo oferecidas ao COLOG;

(d) comparativamente às Anv de Asa Rotativa da AvEx, o emprego das Anv C-23B+ SHERPA, orgânicas ao 4º BAvEx, permitirá considerável economia de recursos com melhor atendimento das demandas operativas da FTer na R Amz, além de minimizar a dependência e as restrições de carga impostas pelas empresas aéreas civis que atualmente prestam esse serviço ao CMA e CMN;

(e) a implantação e a operação de um elemento (ou fração) de Anv de Asa Fixa da FTer na R Amz, constituída por 4 (quatro) aeronaves, também permitirá ao Exército Brasileiro aumentar a disponibilidade das frotas de helicópteros da AvEx para missões de preparo e emprego;

(f) a implantação dos C-23B+ SHERPA, na R Amz, ampliará a capacidade operacional do CMA, CMN e CMO, em suas diversas missões, principalmente no emprego em missões eventuais de apoio a Agências Federais, Estaduais e Municipais no atendimento a regiões afetadas por calamidades naturais;

(g) o valor gasto anualmente em transporte aéreo pela 12ª RM (na contratação de empresas aéreas regionais civis) poderá ser aplicado nas Anv C-23B+ SHERPA. Os cálculos mostram que o preço do quilograma transportado pelo C-23B+ SHERPA é de cerca de 39% (trinta e nove por cento) menor que o transportado pela empresa aérea civil, contratada pela 12ª RM.

3) Solução visualizada

  • O Comandante Logístico materializou essa decisão com a apresentação do pedido oficial das aeronaves, na Letter nº 39/Bld/Seç Bld/DMat – Brazilian Army Letter of Request for 4ea C-23B+ SHERPA aircraft by the Excess Defense Articles (EDA) – Grant program with the U.S. Army Foreign Military Sales (FMS), de 3 de abril de 2017.
  • Confirmado o interesse do EB na oferta estadunidense, o COLOG identificou a necessidade de expedir as seguintes orientações e recomendações, para o prosseguimento dos estudos:

(a) a existência de 15 (quinze) Anv armazenadas em Tucson, Arizona, junto ao 309ª Base Aerospace Maintenance and Regeneration Group (AMARG) e o processo de desfazimento em plena execução pelos EUA, requerem que sejam tomadas ações coordenadas pelas organizações envolvidas com agilidade, evitando-se a perda da oportunidade de aquisição em análise;

(b) para o atendimento das necessidades logísticas da Região Amazônica, na atual conjuntura, considerar incialmente o número de 4 (quatro) aeronaves;

(c) o projeto decorrente desse estudo não poderá impactar (reduzir) o montante de recursos atualmente destinados à AvEx. Da mesma forma, a implantação desse modal de transporte no Exército Brasileiro, não deverá impactar a disponibilidade de tripulações e especialistas da AvEx nos primeiros 5 (cinco) anos de sua implantação; e

(d) para a operação da frota a ser adquirida, deve-se buscar a opção de um contrato de manutenção terceirizado (Contrato de Suporte Logístico – CLS), por no mínimo, 5 (cinco) anos, o que permitirá, também, a transferência do conhecimento técnico aos militares da AvEx.

d. Exclusões e restrições

  • Não deverá haver aumento de efetivos, na Força Terrestre, em decorrência de estudos realizados; e
  • Os estudos devem incorporar a sustentabilidade logística, para todo o Ciclo de Vida identificado para a Anv C-23B+ SHERPA, cerca de 15 anos.

e. Classificação sigilosa

  • Não aplicável ao presente estudo, até o presente momento. Qualquer necessidade neste sentido será proposta oportunamente.

f. Infraestrutura necessária e existente para o desenvolvimento do EV

  • Deve-se utilizar as já existentes no COLOG.

g. Riscos visualizados

  • Falta de apoio de pessoal especializado e que represente todas as partes interessadas envolvidas no Sistema de Aviação, o que pode levar a pareceres incompletos, localizados, parciais e falhos;
  • Possibilidade de não aceitação dos termos a serem apresentados ao Governo dos EUA para doação das aeronaves via FMS/EDA; e
  • Descontinuidade e/ou insuficiência de recursos orçamentários para investimento e custeio.

6. RECURSOS DISPONÍVEIS
– Para o Estudo de Viabilidade, os recursos a serem utilizados estarão a cargo do Comando Logístico (COLOG).

FONTE: Boletim do Exército nº 32, de 11 de agosto de 2017.

77 COMMENTS

  1. Thorn,

    A princípio nada, talvez como a designação é C-23B+, já deva ter instrumentos digitais,não sei.

    Olha, não gosto deste avião, feio pra burro, mas, na atual conjuntura, pela quantidade e o ciclo de operação pretendidos, até que o orçamento seja menos contingenciado futuramente, é uma excelente compra de oportunidade!!!!

    Tem rampa traseira, é pé-de-boi, pousa e decola de qualquer clareira. É o EB mostrando para a MB como se faz!!

  2. Parabéns para o EB, que no momento tem-se mostrado das três forças, a mais pé no chão!
    Sábia na aplicação dos parcos recursos ue dispõe. Tomara que logo seja definido um AH para a força.

    CM

  3. Uma boa notícia. O EB provavelmente encomendará outras aeronaves de acordo com as suas possibilidades e não precisa ser somente Sherpa, porém como bem disse o Sr. Marcelo é um “Pé de boi….” Gostei da notícia . fiquei esperançoso.

  4. 4 células, máximo 2 disponíveis para o ciclo completo de vôos sem restrições.
    Isso vai resolver o problema ?
    A LOG/CLS desse anv vai ser um inferno.
    Primeiro afirmam 15 anos no mínimo de vida útil,
    depois em 15 anos em média, CLS de 5 anos ? Kkkk rsrsrs
    Depois nacionalizar CLS ? rsrs
    Loucura, o exército perdendo a linha.
    __________________________________

    Juárez
    Devemos ter 8 bandecos “sobrando” na FAB,
    converte-los ao padrão M com tudo que já foi feito nos convertidos, ai sim ….
    Toda LOG + CLS + Tripulação + Manut + treinamento tudo em casa.
    Basta a FAB doar e o Ex modernizar.
    __________________________________

    http://www.aereo.jor.br/2010/07/22/forca-aerea-brasileira-moderniza-aeronaves-modelo-bandeirante/

  5. Em torno de USD 650/700 mil por célula a modernização.
    8 células X = Máximo USD 5.6 Mi
    Caraca o BNDES financia tanta mer ….

  6. Um avião nada bonito, talvez melhorasse com a pintura padrão do Exército Brasileiro, o verde escuro.
    Hoje, nessa categoria de aeronave, só mesmo o Alenia C-27 Spartan conserve algum atrativo na aparência, os de Havilland Caribou e Buffalo eram bem melhores.

  7. No início dos anos 2000 eu também fui favorável a adoção do Bandeirante em forma de transferência, mas o tempo passou e a janela de oportunidade para esta bela aeronave passou.
    Ademais tem os seguintes fatores que o EB não abriu mão:
    C95 estão no osso (pessoalmente penso que os Sherpa’s estão mais…)
    C95 não possuem rampa traseira para carregamento e descarga rápidos.
    C95 transporta 12 paraquedistas o Sherpa 30.

    CM

  8. Sergio Ribamar, rsrs Sr. Marcelo foi ótimo!!! Obrigado pela homenagem!

    Carlos Alberto Soares 29 de agosto de 2017 at 6:28
    4 células, máximo 2 disponíveis para o ciclo completo de vôos sem restrições.
    Isso vai resolver o problema ?
    A LOG/CLS desse anv vai ser um inferno.
    Primeiro afirmam 15 anos no mínimo de vida útil,
    depois em 15 anos em média, CLS de 5 anos ? Kkkk rsrsrs
    Depois nacionalizar CLS ? rsrs
    Loucura, o exército perdendo a linha.

    Carlos Alberto,

    Não creio que o CLS seja este “inferno ” já que os motores são PT6, onde até o mecânico aqui da minha esquina conserta, existe células e células estocadas e poderiam ser adquiridas para sobressalentes. Aviônicos tb são de prateleira, não sei onde está a dúvida? É o que tem pra hoje e o que dá para comprar, por enquanto. No futuro EB com C-295 tb, sonhar não custa nada!!!

  9. Cadê a EMBRAER NESSAS HORAS por………….a ?

    Li na revista Asas que a Embraer estuda entrar no mercado de Aviões Regionais da faixa do ATR-72. Será??

  10. 4 so pra começar, ainda virão mais. Nada contra tambem fazer um mix com os bandecos. Sherpa para transporte de tropas e equipamentos e bandeirantes cuidando das demais logísticas.

  11. Srs
    Se é para operar em pistas improvisadas, o avião correto ainda seria o Buffalo.
    O Sherpa opera em pistas curtas, mas a questão é se ele consegue operar em pistas irregulares e, literalmente, no barro, como o Buffalo.
    Observe-se que o EB está buscando resolver um problema gerado pela decisão da FAB em abandonar o uso de aviões capazes de operar em pistas curtas e improvisadas e substituí-los por aviões próprios para o uso em pistas de pouso mais civilizadas.
    Porém, o correto, em uma boa administração, por um lado, seria não dispersar os recursos escassos concentrando o apoio aéreo ao EB pela FAB, e por outro esta atender adequadamente ao EB, não o deixando na mão.
    Aliás, se o setor de transporte da FAB não está focado, principalmente, em atender ao EB, para que raios ele possui tantos aviões, particularmente os Bandeirantes?
    É apenas para o transporte de pessoal da FAB? É para o transporte de políticos, como o GTE?
    E o problema é que, por mais barato que os Sherpas custem, é dispersão de recursos, e o que é pior, pode não atender plenamente a função de suporte aos destacamentos do EB lá nos confins da Amazônia (Afinal, não há substitutos reais aos Buffalos, a não ser os próprios).
    Sds

  12. Parece que o EB fez um bom acordo com os EUA, principalmente não se limitando apenas a estes meios, mas um pacote inteiro…

  13. Control,

    A FAB não transporta somente carga para o EB. Transporta para a MB e para as suas bases espalhadas pelo país, além de servir outros Ministérios também.

  14. Todo mundo quer voar agora… A MB sequer navega e quer voar, o EB mal está marchando e quer voar…

    Deviam abolir a Canção do Exército e o Cisne Branco como hinos oficiais e cantarem “Sonho de Ícaro”, na voz do Biafra…

  15. Lixo p/ uns luxo para outros . . .

    Sem verba para o rancho, vão comprar aviões ? É sério ou pegadinha ?

    E a Embraer ? Deve ter oferecido o Bandeirantes a preço de Lineage 1000 . . .

    Compra umas duas dúzias de An-2/Y-5 que sai mais barato !

  16. Claudio Moreno 29 de agosto de 2017 at 9:53
    O sherpa transporta 30 paraquedistas? Eu acho que não…deve ser menos. O kc390 que é um avião bem maior transporta 64 paraquedistas.

  17. Minha preferência era o M28, que ainda se encontra em fabricação e opera em qualquer condição de pista. O Sherpa deixou de ser produzido há muito tempo, o que levanta dúvidas sobre sua logística, como bem disse o Carlos Alberto.
    Antes que algum espertinho diga o contrário, o M28 possui sim porta traseira (tipo clamshell), e não rampa, que na prática da na mesma.

  18. A necessidade existe, foi objeto de estudo criterioso e esta sendo suprida de forma econômica e com bom custo benefício em mais um acerto do EB. Força pé no chão e exemplo.

  19. O EB está sendo bem criterioso, como escreveu o Colombelli. Não quiseram os C-95 da FAB, mas estão negociando uma aeronave bem adequada. Com uma demanda menor de transporte para o EB, a FAB poderia pensar em extinguir os ETA e transferir a aviação de patrulha para a MB. Cada Arma teria em seus inventários aeronaves próprias e específicas para suas atividades-fim.

  20. Desculpem-me mas isto é ridículo!
    .
    Pra que servem as aeronaves de transporte da FAB? os ETAs e tudo mais? Não é para dar suporte logistíco às tropas em terra?
    .
    Se a FAB não cumpre o papel, transfiram as aeronaves para o EB.
    .
    Pois é, o EB terá de fazer um monte de mudanças, cadeia logística, treinamento, aprender a manter a aeronave, mudar o curso de instrução de pilotos, para operar uma miséria de aeronaves. Todos gastos redundantes, já que tudo isto já existe na FAB.
    .
    Não seria mais fácil transferir alguns Bandeirantes, Caravan ou ate mesmo alguns C-295 para o EB? Afinal já temos a cadeia logística, simuladores e tudo que é necessário para operar estas aeronaves.
    .
    Com tantas necessidades mais urgentes, com um orçamento enorme todo gasto com folha de pagamento, o pouco que sobra é desperdiçado nisto aí.
    .
    Se a FAB não é capaz de suprir o transporte que o EB necessita, há de se discutir pra que a FAB precisa de aviação de transporte.

  21. Acho correto que cada uma das Forças possam ter seus meios para suas próprias funções, esse avião desde que bem modernizado e revisado é excelente para o que se propõem, uma pena serem só 4 unidades, deveriam ser ao menos 12. Espero que o EB tenha muita sorte nessa empreitada e que a situação econômica melhore, para que em um futuro breve, quem sabe tenhamos alguns Chinook também.

  22. Vamos com calma pessoal,
    O EB tem as suas necessidades e a FAB por mais que queira colaborar tem as suas tarefas (inclusive carregar um bando de políticos).
    Existe um grande numero de pelotões principalmente na região amazônica que precisam ser reabastecidas, como nem todos os rios são navegáveis o ano inteiro (por sinal o EB tem barcos e chatas) existe a necessidade de envio de mantimentos via aérea.
    Não sei da realidade de la, mas com certeza, poucos possuem pistas pavimentadas e grande parte são pistas digamos rudimentares. Ou seja, o avião que vai pousar TEM que ser necessariamente robusto e precisar de pouca pista.
    De repente um c 295 é muito, de repente o Caravan é muito pequeno ou caro para o EB neste momento de vacas magras, então uma transferência dos gringos não pode ser ridicularizado como alguns aqui fazem. No mais, se o mais poderoso exercito do mundo operou o danado, por que o EB não pode? Claro, podia ser algum avião novo? Sim e é obvio que seria a escolha primária do EB mas a falta de dim dim quebra qualquer sonho.

  23. Zorann, me desculpe, mas discordo. Existe uma infinidade de missões que somente a FAB realiza no cenário amazônico, todo santo dia, o ano inteiro, há décadas. São missões não só de transporte, mas de apoio logístico e às vezes até humanitário à população local, uma das mais carentes do nosso país. Ações como as campanhas de vacinação infantil na região, ou a atuação de todo órgão público lá também. É um trabalho incessante.
    A implantação de uma linha logística do EB, baseada em asas fixas, dá maior autonomia à instituição, e libera importantes recursos da FAB para se dedicar às suas próprias missões , todas igualmente importantes.

  24. O grande “x” da questão é: baratear custos de operações que hoje são realizadas pela asa rotativa com o emprego da asa fixa, onde for possível.

  25. Notícias assim é que desanimam a gente. Isso aqui não tem jeito mesmo…
    Uma p…a crise, os orçamentos todos estourados, perspectivas negras na área fiscal no curto e médio prazo e resolvem gastar o pouco que tem nessas coisas.
    As ffaa tem a mania de querer fazer o sofisticado quando não conseguem fazer o básico. Não se levantam paredes sem alicerces. Na verdade, acho que isso é coisa de brasileiro em geral…

  26. Olá a todos!
    .
    Desculpem-me. Mas a FAB possui mais de 200 aeronaves de asa fixa dedicadas aio transporte. Sua principal função deveria ser atender às necessidades logísticas das tropas em terra. Porém o EB é “obrigado” a adquirir 4 aeronaves para poder “reduzir seus custos logísticos, já que hoje depende muito do fretamento de aeronaves civis para atender suas necessidades, uma vez que a Força Aérea Brasileira tem apresentando limitações à prover o suporte necessário ao Exército Brasileiro. ”
    .
    Deixando o corporativismo de alguns de lado, isto não está certo.

  27. colombelli 29 de agosto de 2017 at 17:11
    Pé no chão ?
    Compras de “oportunidade” muitas vezes viram “pé na B05t4”

  28. From Wikipedia, the free encyclopedia:
    The Short C-23 Sherpa is a small military transport aircraft built by Short Brothers. The C-23A and C-23B are variants of the Short 330 and the C-23B+ is a variant of the Short 360.
    Produced 1984–1990 (Short330), 1981–1991(Short 360).

    A produção parou em 1991 e o avião é descendente direto do Short Skyvan (1963) !
    Se isso é o que chamam de “pé no chão” ?!?!

  29. Eu sempre achei esse avião um “Skyvan” vitaminado, não sou de achar avião feio, mas esse é. Até o UAV Predator é mais bonito! Kkkkk.
    Para os curioso, quando eu morava em Labrea-AM, uma vez fui de carona num Bufalo até Manaus.
    A pista que ele pousou e decolou não era pavimentada e quase tenho certeza apenas uns 100 metros.
    Como eu era criança, não tenho certeza do tamanho, podia ser maior ou menor.

  30. A FAB tem uma frota de C295, simulador homologado, instrutores de vôo qualificados, cadeia logística com razoável escala.
    Será que não vale a pena um esforço para adquirir a mesma aeronave para o Exército?

  31. Sobre a capacidade de passageiros do C-23B+ Super Sherpa vamos ao seguinte:
    eu cheguei a me confundir com o Short 360 por levar 36 até 39 passageiros em alta densidade(apertados).
    Ou usando como referencia o Short 330 que leva até 30 passageiros.
    Mas eles transportam isso porque usam esta comfiguração:
    . http://www.airliners.net/photo/Pacific-Coastal-Airlines/Short-360-300/1789769/L?qsp=eJxdjTEKg0AQRe/yaxsRJNjFFCmTIhcYZie6YNxldoqIeHfXFVKke7w3/FnBYTb52muJgg5JSHlEhUhKn4RuBXllpbf1lDyfZ3XdXprqV%2B4yi/61OAYLNzIZgi7osklBrc8Il%2B2VWaKJw%2Bkf6kSPJInL8%2BFYyiD6LIymzd75FCcqG2LkJ2zbDug5QE8%3D

  32. Srs
    Jovem Eduardo
    O C295 gosta de pistas pavimentadas e bem mais longas que o Sherpa, avião STOL.
    Como o Sherpa pode chegar onde o C295 não pode, é mais adequado, por exemplo, para atender as unidades de fronteira.
    A dúvida é se ele é robusto o suficiente para operar em pistas curtas e irregulares como faziam os Buffalo.
    Aliás, a substituição dos Buffalos pelos C295 é um dos principais fatores que levaram ao EB a ficar na mão.
    Sds

  33. Complementando: O US Army chegou a usar este tipo de poltrona mais confortável do Short 330/360 em alguns C-23 para transporte de passageiros, como tinhamos os nossos C-95 brancos chamados de poltroninha.
    Alguns C-23 eram todo equipados com poltronas e outros com a metade dianteira com poltronas e a metade traseira com cadeiras laterais dobráveis para poder transportar carga.
    . http://www.airliners.net/photo/USA-Army/Short-C-23B-Sherpa-330-200/1494144/L?qsp=eJwljTEOwjAMRa%2BC/twFVWLoBhwABi5gJVZTUXBkW4Ko6t1Jwvb0nuW/Icjb%2BeuPkhkTjElDwoBMSi/DtOHJ5SMardUk6gdLrJnaTRKXKznPogXTOMBqv1RErPYcAmfniL%2B/aWRtiS30gbkOHiuw3jtjPFUfF8sr9R/stKzY9x%2BO8zez

  34. Ufa! Vem preencher uma grande lacuna. Lembro dos idos de 1977 a 1979 quando eu servia em Forte de Coimbra. Dependíamos do Bandeirante que saia de Sampa e do Búfalo que saia de Campo Grande. No Bandeirante nada de carga. No Búfalo pessoas, papagaio, galinha etc e tal… Mas não eram constantes. Hoje a FAB tem Infantaria e artilharia antiaérea. A MB aviação de caça. E o EB precisava de aeronaves de asa fixa. Não digo para cumprir missões de aviação estratégica, tipo lançar paraquedista, mas de apoio logístico e eventualmente lançar paraquedista… Quantas vezes a Brigada Paraqudista fica na mão por conta da falta de aviões… Isso quando uma aeronave da FAB não interrompe a missão para apoiar políticos… A FAB faz o que pode, mas com restrições. Acho que os P3-M BR deveriam em parte estar nas mãos da MB, bem como os Bandeirulha…

  35. Marcelo Andrade 28 de agosto de 2017 at 21:55
    Os C-23B+ Super Sherpa tem esta designação porque são oriundos do Short 360 e não por ter alguma modernização.
    Os C-23C e C-23D é que tiveram modernização parcial, mas ainda mantiam o padrão “analógico” de cockpit.
    A Elbit dos EUA, filial da israelense é que supria os C-23 depois do fechamento da linha de produção da Short na Irlanda, e é a Elbit que vai retirar o avião do AMARG e revitalizar se for concretizada a compra, neste processo poderá ser necessária a atualização de alguns componentes para o EB voar mais uns anos.
    Este é o cockpit do C-23B+
    . http://www.airliners.net/photo/USA-Army/Short-C-23B-Sherpa-360/1771884/L?qsp=eJx1jbEOgkAQRP9laxoCEnOdNJZa%2BAObvVEvQbjsbQEh/LvHkdjZTd6bzKwk02iY7bFEkKMEVnlTRZGVP4ncShxUlJ/Wcwpy1Oq6OzfVz1wxQv84cm176jJIk1q/5AvPhosIosHTwW/qobtCkvL92odygN5LpqbL3IcUBy4bMA4DbdsXTYQ/Bg%3D%3D

  36. Capacidade STOL é necessária em ilhas e locais montanhosos.
    Na Amazônia é só não ter preguiça, derrubar umas árvores a mais e passar uma máquina que se obtem pistas de 2km facilmente.
    Um pouco mais caro seria pavimentar pistas ou mesmo manter uma pista gramada. Mas nada que se compare ao que se gastou e gasta com helicópteros para abastecer batalhões de fronteira.
    Pistas curtas e precárias, em tempos de paz, são inadmissíveis para qualquer Força Armada minimamente profissional.

  37. Eu citei acima que os C-23C/D tiveram modernização parcial.
    Antes que alguem pergunte porque o EB não compra os C-23C e C-23D que tiveram modernização, os que tinham condições de voar estão sendo oferecidos gratuitamente a instituições americanas, como este C-23C que era um C-23B+ modernizado agora em 2017 na US Forest Service – USFS.
    . http://www.airliners.net/photo/US-Forest-Service-USFS/Short-C-23C-Sherpa-360/4471465?qsp=eJwtjEEKwkAMRa8iWbtQCl10pxfQhRcIk48tVmdIAjqU3r3p4O7x/uctlPLH8fNHLaCBDKxppCMVVn4bDQu9UL9ZxfZ1zOqHrj/FwQKvNaSw45ISikP%2B/qYC3SdYaq1ntM8B0Htj6vrwMlmZuTXgPM20rhvGVy%2BE

  38. Walfrido,
    Se os engenheiros da FAB acham difícil o serviço, deveriam pedir o boné e ir trabalhar na construção civil “civil”.
    Em 59 anos (ao tempo da matéria citada) eles construíram ou reformaram apenas 170 pistas (e nem todas na Amazônia). Não dá 3 por ano. Mas não vou criticar, pois não sei se eram necessárias mais pistas ou mesmo se as pistas são suficientemente extensas.
    PS: Acho que no mesmo período foram construídas ou reformadas muito mais pistas por traficantes e garimpeiros – provavelmente sem a supervisão de engenheiros. Questão de necessidade e prioridade.

  39. Ricardo, aponta uma compra de oportunidade que o EB errou? Tem dinheiro pra algo melhor? acho que não. É ficar sem e prejudicar a missão ou ir atras do que é possivel., Improvisar, adaptar, superar. Tudo se resume a necessidade e possibilidade.

  40. Walfrido, obrigado pelas fotos do cockpit!!!!

    Rafael Oliveira,

    Acho que você deveria pesquisar mais e conhecer o trabalho da COMARA.

    Trabalhar na maior floresta tropical do planeta não é para amador não! Pergunta se algum engenheiro recém formado nas USP`s da vida quer ir pra lá?

    Tudo, tudo tem que ser levado ou de balsas ou avião!!

    De onde vc tirou que tem mais pistas de traficantes do que oficiais???

  41. Marcelo Andrade,
    Eu conheci engenheiro recém-formado pela Unicamp que foi trabalhar na obra da hidrelétrica de Jirau (ou Santo Antônio, não lembro agora).
    Mas não conheço engenheiro que tenha ido para a FAB ou para o EB.
    Mas é mais uma questão salarial do que de desafio.
    .
    Ainda bem que já existem balsas e aviões, né? E helicópteros também. Motossera e trator agilizam bastante o serviço. Não é nenhum desafio de outro mundo. Acho que o Mal. Rondon deve estar chacoalhando no túmulo por considerarem isso algo difícilimo.
    .
    Não tirei de lugar nenhum. O que eu disse é que achava que foram construídas e reformadas mais pistas por traficantes e garimpeiros do que pelo COMARA (nem toda pista oficial foi feita ou reformada pelo COMARA, aliás, muito pelo contrário, uma minoria das pistas brasileiras foi feita pelo COMARA). Posso estar errado, mas menos de 3 pistas por ano é bem pouco.

  42. A aquisição desta anv é um erro imenso, a diagonal de manutenção cobrará um preço alto do EB, e pior, não vai ter peças na prateleira, foram trezentos e poucos construídos e todas linhas de fornecedores de peças móveis fechadas.

    G abraço

  43. Espero que façam opção pelo Grand Caravan, no futuro… Acho até mais importante e útil que o Sherpa, mas $$$.

  44. Lendo os vários comentários concluo: só tem incompententes no Exército e só competentes comentaristas… Talvez seja o caso de contratá-los…

  45. Claudio Moreno 29 de agosto de 2017 at 9:53
    C95 não possuem rampa traseira para carregamento e descarga rápidos.
    C95 transporta 12 paraquedistas o Sherpa 30.
    ______________________________________________

    Para isso basta “conveniar” com a FAB que tem C 295 e poderiam
    operar em conjunto com C 95M, bastando modernizar umas 8 Células.
    ______________________________________________

    Respeito mas descordo dos Colegas que defendem esse TROÇO de Sherpa.
    _______________________________________________

    “Juarez 30 de agosto de 2017 at 20:31
    A aquisição desta anv é um erro imenso, a diagonal de manutenção cobrará um preço alto do EB, e pior, não vai ter peças na prateleira, foram trezentos e poucos construídos e todas linhas de fornecedores de peças móveis fechadas.”
    ____________________________________________

    Primeira vez que divirjo do Caro Colombelli.

  46. colombelli 30 de agosto de 2017 at 16:28

    M-108, M-60

    Tá com pouco $, o que você faz ?
    ( ) Guarda;
    ( ) Investe:
    ( ) Gasta.
    Querer dar uma passo maior que a perna não é justificativa para comprar uma Mountain-bike quando se precisaria de um Off-Road. Fazer o possível com o quê se tem é uma coisa, é bem diferente de querer expandir sem condições para tal.

  47. O debate aqui me leva a perguntar, como estão as pistas de pouso construídas pelo COMARA? Achava que a maioria dos Pelotões de Fronteira contam com pistas asfaltadas.

    Nesse cenário de pistas asfaltadas eu imaginava que seria possível, por exemplo, equipar os esquadrões Onça e Arara também com aeronaves EMB145, como acontece no esquadrão Condor.

    Os EMB145 fariam o transporte de militares e seus familiares, assim haveria maior disponibilidade de horas de vôo para os C295 e C95 realizarem o transporte de cargas e participarem de operações de treinamento.

    Como a velocidade de cruzeiro do EMB145 é muito maior que dos turboélices em questão poderia até haver alguma economia, não sei. Mas esse cenário só é viável caso a maior parte das pistas sejam asfaltadas e tenham 1500 metros de comprimento.

  48. Como está acontecendo com a aviação de patrulha acho que a FAB poderia ceder parte de seus meios de transporte e a aviação de asas rotativas para o EB. Dessa forma, o EB ficaria com os bandeirantes, Caravan, C-295, Caracal, black hawk e MI-35, enquanto a FAB ficaria com as aeronaves de maior envergadura como C-130, KC-390 e um esquadrão CSAR. Seria melhor do que comprar uma aeronave nova… Ou velha…

    Já os Brasília e C-99 são projetos mais ‘apaizanados’, poderiam ser aproveitados no GTE ou vendidos à aviação civil.

  49. Jorge F. escreveu um comentário sensato, os AH-1 cairiam melhor no MB, os C-95M também, mas eu manteria os C-105A e C-98B na FAB em 5 grupos de transporte, para atender às demandas de órgãos do governo que necessitam de transporte aéreo, e extinguiria os ETA. Quanto aos C-97 (Brasília) e C-99A/B, eu colocaria todos à venda. O GTE com 2 VC-2, 4 VC-99C (Legacy) e 4 EMB Phenon 300 estaria de bom tamanho, considerando que o C-767 do Corsário tem um kit de classe executiva para viagens presidenciais de longa distância. Quanto à aviação de patrulha, mais dia menos dia será da MB.

  50. Ricardo, o que voce achou errado no M-108 e M-60 para aponta-los como erros de aquisição? Era o que tinha disponivel na época, ainda estão operando e cumprindo missão e saíram barato. Vai dizer que o M-60 não nos colocou na época em que adquiridos na vanguarda na AL? Que ele não foi um salto enorme em relação aos M-41?

    Se o Sherpa foi adquirido é porque a necessidade existe e porque, segundo pessoas que estão mais familiarizadas que nos com a questão e estão em bem melhores condições de avaliar, concluiram que ele a supre. Nem na aquisição dele, nem nas do M108 ou do M-60 se deu passo maior do que a perna ou se cometeu erro.

    E tua premissa do gasta investe ou garua é inválida. Orçamento tem que ser gasto integralmente e da melhor forma possivel, ou seja, com algo que cumpra a missão e seja o mais barato possivel. A premissa de gestão de orçamento publico não comporta o investe ou guarda. O gasto é investimento quando bem feito.

    Juarez são so 04 aeronaves, e não vejo nada de sofisticado nelas que impeça se achar ou até se fabricar peças sob encomenda e sem altíssimo custo. Aliás, ao que parece tem mais aeronaves lá em estoque de onde se pode conseguir caso necessário. Ainda sairá bem mais barato que adquirir aeronaves muito mais caras.

  51. Colombelli, meu irmão do Rio Grande, tu foi infante e fui graxeiro e esta me….. eu conheço.
    Tchê, vou te explicar;

    O EB está tomando um caminho mais ponderado e equiibrado em relação ao que a Mb tomou quando comprou os A 4, porque?

    Porque está padronizando a aviônica de missão e voo com a Elbit e contratou um CLS por 5 anos, blz.
    Aonde vai pegar então??

    Vai pegar nas peças moveis, atuadores hidráulicos, peças de trem de pouso, válvulas, eletro válvulas, sistema elétrico, porque??
    Porque tudo isto que eu citei é customizado para ele, então, ou você tem muito scraper para se virar ou tem que encomendar o spare part específico e vai custar as turbas.
    Colombelli, nos vivemos isto na pele com o Bufalo, que guardas a sproporções é u avião muito similar, um caixote voador.
    Colombelli, o EB deveria ter comprado mais duas três células ruins para scraper, mas faltou grana e é ai que o bixo vai pegar, escute este veterano aqui, que sabe aonde a corda aperta o sapato.

    G abraço

  52. Necessidade e possibilidade eis a questão. Muitos aqui no site já sabiam que haveria à aquisição desta aeronave. De início apenas quatro. Não vejo absurdo na compra. Abraços a todos.

  53. O baixo custo de operação e aquisição são atrativos.
    Eu era contra a compra, até saber o preço do aluguel de empresas privadas para tal serviço, uma vergonha o EB depender de empresas privadas.
    Vale a pena o EB ter esses aviões baratos. Tendo disponibilidade já está justificada a compra.

  54. Gustavo, no mundo todo civilizado, exércitos se valem do aluguel de anvs para transporte logístico pontuais, é normal, o problema aqui no Brasil é outro, nós sabemos qual é….
    Outra coisa, aquela conta de “panederia” do EB é muita bonita no papel e “Paverpointe”, mas, a conta não é aqulela, porque vão ter que criar doutrina de manutenção e de formação, e salvo eu desconheça, os Marcianos não trazem dinheiros em suas espaçonaves.

    G abraço

  55. Juarez, a questão central é a seguinte: Ainda com peças customizadas e caras o Sherpa poderá, ainda assim, sair muito mais barato que uma outra opção dentre as consideradas. Não temos dados para avaliar isso agora. Eu parto do pressuposto que este aspecto elementar tenha sido considerado pelo EB, que até agora se mostrou agir com prudência.

    A necessidade de manutenção, e portanto de peças, em aeronaves que voarão nas condições que estes aparelhos operarão na Amazônia, longas distâncias, umidade, regime severo,
    é axiomática. Me parece que isso deve ter sido considerado, e inclusive deverá estar abrangido no pacote de aquisição.

  56. Colombelli,nao existe milagre meu amigo, as linhas de suprimento estão fechadas, vai ser um suplício quando precisar de componente cativo do Air Frame.Vao precisar fabricar artesanalmente, nos vivemos isto com o Búfalo.
    Em um ano vocês vão ficar com dois aviões voando. Eu vejo como alternativa q o EB adquira uns três ou quatro Caravan para missões pé de boi, a fim de não sugar célula do C 23.

    G abraco

  57. Nem as próprias forças armadas deste país estão juntas! Divide esse país logo e chama os EUA para darem um jeito em uma das partes! Só tem gente ufanista!

  58. Claudio Silva, a Viking do Canadá que comprou os direitos sobre a familia DHC, menos o DHC-8, diz que pode modernizar os DHC-5 Buffalo.
    Mas não vale a pena, ja passou sua época.
    Se alguem quiser um avião melhor que o C-295, tem o C-27J e o An-132 mais robustos..
    Interessante é que estão modernizando bastante DHC-2 e o DHC-3 com motor turbohélice no lugar do radial e novo cockpit, estes aviões anfíbios com mais de 50 anos modernizados tem o desempenho de um Cessna Caravan novo e são muito mais baratos, muito usados nos EUA e Canadá.
    . https://m.youtube.com/watch?v=jVRYzJ_eanI

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