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Moniz Bandeira: ‘Os EUA aspiram a uma ditadura mundial do capital financeiro’

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Por Sergio Lirio, publicado em 06/01/2017 na revista Carta Capital

O historiador Luiz Alberto Moniz Bandeira explica a desordem planetária produzida pelas intervenções dos Estados Unidos

Em seu mais recente livro, A Desordem Mundial, o cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira analisa as consequências para o resto do planeta das intervenções militares e diplomáticas dos Estados Unidos nas últimas décadas.

Do Oriente Médio à África, sem escapar o Leste Europeu, vicejam as “guerras por procuração, o caos, o terror e as catástrofes humanitárias”, fruto da tentativa fracassada de Washington de estabelecer o domínio completo da terra, mar e ar.

Enciclopédico e bem informado, Moniz Bandeira, na entrevista a seguir, parte da tese central da sua obra para cerzir uma intrincada correlação entre os recentes acontecimentos globais: o impeachment de Dilma Rousseff, a crise das esquerdas na América Latina, a tentativa de golpe na Turquia, o crescente enfrentamento entre a Rússia e o Ocidente. “Os EUA”, conclui o acadêmico, “aspiram instituir uma ditadura mundial do capital financeiro.”

CartaCapital: O senhor vê paralelos entre o golpe de 1964 e o movimento para derrubar a presidenta Dilma Rousseff?

Luiz Alberto Moniz Bandeira: Ambos, na sua essência, foram golpes de Estado. A diferença consistiu na forma. Interesses estrangeiros, aliados a poderosos segmentos do empresariado brasileiro, não mais bateram às portas dos quartéis.

A maioria das Forças Armadas aparentemente não mais se dispõe a intervir nas crises políticas, para mudar o regime, salvo se o poder rolar pelas ruas. Não desejam se desgastar, como ocorreu quando rasgaram a Constituição em 1964.

Moniz Bandeira

Por outro lado, os interesses estrangeiros que se aliaram aos setores empresariais do Brasil temeram o fracasso dos experimentos anteriores com os militares (nem sempre nem todos se submeteram aos desígnios antinacionais).

CC: Durante muito tempo, parte da intelectualidade acreditou que o Brasil estava imune a golpes parlamentares-judiciais como aqueles ocorridos em Honduras e Paraguai. O processo do impeachment encontrou, porém, pouquíssima resistência na sociedade e nos poderes constituídos. Por quê?

LAMB: Vários foram os fatores. Dilma Rousseff é uma mulher digna e honesta. Mas, desde que assumiu o governo, cometeu diversos erros, sobretudo de política econômica, e, também, no segundo mandato. O real ficou muito sobrevalorizado em uma conjuntura internacional bastante adversa ao crescimento do País, em razão da queda da cotação das commodities no mercado mundial.

Por sua vez, o PT igualou-se aos partidos das classes dirigentes. Imiscuiu-se com o PMDB, uma aliança espúria, e grande parte de seus quadros deixou-se corromper, abandonou os valores que defendia e perdeu a ética e sua autenticidade como partido de esquerda.
As mazelas, ao virem à tona, permitiram à mídia corporativa empreender uma facciosa campanha para destruí-lo e também bloquear o regresso ao governo do ex-presidente Lula, cuja popularidade não se esvaíra. A campanha foi impulsada por interesses estrangeiros contrariados.

A elite financeira internacional e setores do empresariado brasileiro influenciaram, por meio da mídia corporativa, vastas porções das classes médias preconceituosas, que jamais aceitaram um metalúrgico nordestino como presidente da República. Houve uma luta de classes, deflagrada de cima para baixo, pelos endinheirados.

CC: A força-tarefa da Operação Lava Jato nega ter um viés político-ideológico, afirma investigar a corrupção “doa a quem doer” e costuma se comparar à Mãos Limpas italiana. O senhor concorda?

LAMB: Salta aos olhos o fato de o ex-presidente Lula, com a cumplicidade da mídia corporativa, sempre ser tratado nos aspectos legais de modo diverso dos outros citados na tal Operação Lava Jato.

O grampeamento e o vazamento de sua conversa com a então presidenta Dilma Rousseff constituiu grave ilícito penal e nenhuma punição foi dada ao juiz e aos policiais que executaram o monitoramento. Esses e outros feitos da força-tarefa tiveram e têm o propósito de estabelecer a presunção de que Lula é culpado de corrupção. Nenhuma prova consistente foi apresentada.

O que importa, porém, não é a prova, não é a lei, mas a “convicção” do juiz. A Lava Jato configura uma guerra jurídica, assimétrica, mediante o uso ilegítimo da Justiça, a manipulação da lei e de processos judiciais, com fins políticos e militares, uma lawfare, conforme conceito desenvolvido pelo coronel da Força Aérea dos Estados Unidos Charles J. Dunlap Jr., no ensaio Law and Military Interventions: Preserving Humanitarian Values in 21st Conflicts, apresentado na Duke Law School em 2001.

Motivos havia para a deflagração de uma lawfare contra o governo do Brasil. Washington jamais admitiu oposição ou discrepância com a sua política internacional. A partir de 2003, sob a Presidência de Lula e, depois, de Dilma Rousseff, o Brasil frustrou a implantação da Alca e compôs o grupo denominado BRICS, que busca romper a hegemonia do dólar.

Ademais, o Brasil comprou aviões da Suécia e não da Boeing, helicópteros da Rússia, tratou de construir o submarino nuclear e outros convencionais com tecnologia da França, continuou a expandir a produção de urânio enriquecido para suas usinas nucleares, não entregou a exploração do petróleo no pré-sal à Chevron e outras corporações dos Estados Unidos, avançou nos mercados da América do Sul e da África.

O juiz Sergio Moro e o procurador-geral, Rodrigo Janot, atacam o Brasil por dentro de suas entranhas ao destruir as grandes empresas nacionais, privadas e públicas, que concorrem no mercado exterior. Causam imensurável dano à economia, maior do que a corrupção que dizem combater.

Empresas de construção e outras da cadeia produtiva estão paralisadas, sem condições de investir, levadas ao limiar da bancarrota e obrigadas a entregar seus ativos a capitais estrangeiros, a custo muito inferior ao que realmente valem. A Operação Lava Jato depreda o Brasil, ao mesmo tempo que agrava a perda de sua credibilidade política, causada pelo golpe contra Dilma Rousseff.

Aleppo, na Síria

CC: O Brasil copia as políticas de austeridade adotadas sem sucesso na Europa. Executivo, Legislativo e Judiciário avançam sobre direitos sociais e trabalhistas. Quais as consequências prováveis?

LAMB: As políticas de austeridade tendem, inevitavelmente, a piorar cada vez mais as condições macroeconômicas. Não há perspectiva de crescimento em 2017 e com o Brasil virtualmente estagnado, a afundar-se na recessão, o número de desempregados, que em setembro de 2016 era de, no mínimo, 12 milhões, vai voltar a crescer e baterá novo recorde no próximo ano, segundo a previsão do FMI.

Tais políticas de austeridade também provocarão inevitavelmente o recrudescimento das lutas sociais e da violência urbana, já fora de controle em São Paulo e outras cidades. Os investimentos diretos estrangeiros, decerto, não compensarão a queda dos aportes públicos. Capitais somente afluem para onde podem ter lucro. Com o ajuste fiscal que se pretende realizar, haverá forte redução do consumo e o incremento da pobreza e da miséria.

CC: A direita voltou ao poder na Argentina, no Brasil e no Peru. Na Venezuela, o governo de Maduro está por um fio. Quais fatores explicam essa mudança do pêndulo na América do Sul?

LAMB: O caso da Venezuela não é comparável ao da Argentina ou do Brasil, países que não tentaram estatizar até supermercados e implantar o “socialismo do século XXI”. O ex-presidente Hugo Chávez realizou extraordinárias reformas em benefício das camadas mais pobres e menos favorecidas da população.

Distribuiu fartamente a riqueza, mediante um conjunto dos mais avançados programas sociais. Iludiu-se, porém, com a perspectiva de que o preço do barril de petróleo se mantivesse alto. Nada poupou e esbanjou os dólares em nacionalização desnecessária, empresas que o Estado não tinha condições de administrar, e em atividades internacionais.

A Venezuela careceu de administração e sua economia permaneceu fundamentalmente extrativista, petroleira. Quando o preço do combustível despencou no mercado internacional, o país engolfou-se em profunda crise econômica, social e política.

A oposição conservadora, adensada por interesses alienígenas, robusteceu-se, ganhou as ruas e a maioria do Congresso. O presidente Nicolás Maduro assumiu com o país em crise e não soube gerenciar o Estado. Daí o seu governo estar por um fio.

Tentativa de golpe na Turquia

CC: E na Argentina?

LAMB: A situação é outra. O presidente Néstor Kirchner salvou o país da catástrofe social, econômica e política à qual o neoliberalismo o levara em 2001. Retirou a Argentina do fundo do poço e impulsionou o crescimento econômico ao longo da primeira década do século XXI.

Não obstante o período de grande estabilidade e prosperidade do seu governo e o de sua mulher, Cristina Kirchner, as dificuldades com os “fundos abutres” persistiram. A desaceleração do ritmo de crescimento econômico, decorrente da queda do preço das commodities, favoreceu, diante da divisão no peronismo, a vitória do neoliberal Mauricio Macri, no segundo turno, pela estreita margem de 51,34% a 48,66% de Daniel Scioli, apoiado tibiamente por Cristina.

De qualquer modo, há uma ofensiva do capital financeiro internacional para desregulamentar as relações de trabalho, a fim de comprimir os salários e compensar a queda da taxa média de lucros.

CC: Como interpretar a política externa adotada pelo governo Michel Temer? Melhor: há uma política?

LAMB: Temer não tem propriamente uma política externa. Tenta realinhar-se, agradar aos Estados Unidos e ao capital financeiro internacional, mas, como sempre, há continuidade na mudança, tanto assim que compareceu à reunião de cúpula dos BRICS, em Goa, e assinou a declaração conjunta, não obstante parecer visivelmente constrangido. A China é o maior parceiro comercial do Brasil e continua a investir mais e mais bilhões de dólares na sua economia.

CC: Há riscos de o conflito entre a Rússia e o Ocidente evoluir para um confronto armado, uma terceira guerra mundial?

LAMB: Riscos sempre há. A Rússia não parece, contudo, desejar qualquer guerra. Sua política é claramente defensiva, diante do avanço da Otan na direção de suas fronteiras. Daí a reintegração da Crimeia, que até 1954 fazia parte de seu território.

Quanto aos Estados Unidos, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, o general Joseph Francis Dunford Jr., perguntado no Senado sobre a possibilidade de estabelecer uma no-fly-zone na Síria, para defender Alepo, declarou: “Para controlarmos todo o espaço aéreo da Síria significaria entrar em guerra contra a Síria e a Rússia”. Os militares sabem, perfeitamente, que uma guerra contra a Rússia seria um jogo de soma zero. Não haveria vencedor.

O Presidente da Rússia Vladimir Putin

CC: Como o senhor definiria Vladimir Putin?

LAMB: Putin salvou a Rússia do desastre, do colapso, conforme o próprio ex-presidente Mikhail Gorbachev declarou. Com lances precisos no tabuleiro da política internacional, recuperou a Rússia como superpotência mundial. É o maior, o único grande estadista das primeiras décadas do século XXI.

CC: Seu mais recente livro se chama A Desordem Mundial. Essa desordem seria parte da transição para um mundo multipolar ou uma forma de impedi-la?

LAMB: O que se vê no Oriente Médio e na África? O cenário é de guerras por procuração, massacres, terror, caos, catástrofes humanitárias. A União Europeia sofre com uma avalanche de refugiados e migrantes, que não tem muitos meios de assimilar e integrar, em meio a uma severa crise econômica.

Essas são as consequências dos esforços dos Estados Unidos para impor a full-spectrum dominance, o completo controle e domínio da terra, mar, ar e espaço. Os americanos não têm, porém, condições de ser o global cop, o gendarme global. Até 2016, gastaram perto de 4,7 trilhões de dólares nas guerras do Iraque e do Afeganistão.

Não sem razão, o conhecido economista Jeffrey D. Sachs, professor da Columbia University, escreveu que os EUA declinarão, como ocorreu com a União Soviética, nos anos 1970-1980, se não abandonarem a enganosa pretensão de império e continuarem a investir de forma desproporcional no militarismo, nas guerras do Oriente Médio e a convidar a China a uma corrida armamentista.

CC: Como se deu o processo de mutazione dello stato que o senhor descreve no livro? Ele explicaria o fato de os Estados Nacionais terem se endividado para salvar os bancos na crise de 2008 e, posteriormente, serem punidos por esse mesmo sistema financeiro?

LAMB: A mutazione dello stato foi determinada nas origens dos Estados Unidos, com a instituição da república presidencialista, acompanhou o processo de acumulação do capital e acentuou-se na fase imperialista, em que o capital financeiro desenvolveu o militarismo para integrar, mediante a política de conquista mundial, as economias mais atrasadas, pré-capitalistas e não capitalistas.

Lá foi onde primeiro surgiram, a partir da crise de 1873, as formas monopolísticas de organização empresarial: trustes, cartéis e sindicatos. E sua história sempre foi de permanente guerra, com breves interregnos, em meio a crises econômicas periódicas, que abrangeram todo o sistema internacional, como a de 2007-2008.

Uma vez que o capitalismo constituiu o único modo de produção que se expandiu, mundialmente, é um todo e não um amálgama de Estados Nacionais. E o que os EUA aspiram é instituir uma ditadura mundial do capital financeiro, dos grandes bancos concentrados em Wall Street.

O turco Erdogan conseguiu apoio popular – Foto Adem Altan-AFP

CC: A tentativa de golpe na Turquia insere-se nesse cenário de que forma?

LAMB: A tentativa de golpe decorreu muito mais de contradições domésticas do que de fatores externos. É um país cujo exército tem uma tradição laica e republicana, desde que, com o desmembramento do Império Otomano, após a Primeira Guerra Mundial, o general Mustafa Kemal Atatürk aboliu o sultanato e emancipou a Turquia.

O presidente Recep Tayyip Erdoğan, eleito em 2014, aspira, segundo se supõe, restabelecer o califado, sob sua égide, com o apoio da população islâmica, que migrou para as cidades. A oposição é, porém, muito forte e o governo do presidente Erdogan enfrenta a rebelião curda, comandada pelo PKK. A instabilidade é enorme e insere a Turquia, um pivot country, no cenário da desordem mundial.

CC: O quanto o Brexit, a saída do Reino Unido da Comunidade, e o avanço dos partidos e lideranças de extrema-direita, casos da francesa Marine Le Pen e da alemã Frauke Petry, ameaçam a existência da União Europeia?

LAMB: Não vejo como o Brexit e o avanço de Marine Le Pen e Frauke Petry possam ameaçar a existência da União Europeia, apesar de todos os problemas existentes e decorrentes em larga medida da implantação da moeda única, o euro.

A Grã-Bretanha tem na União Europeia o seu maior mercado. Os vínculos econômicos, comerciais e empresariais entre a França e a Alemanha atualmente são tão estreitos que se confundem. E se assumirem o governo em qualquer dos dois países, Marine Le Pen e Frauke Petry não farão, certamente, tudo que querem e apregoam, mas o que podem.

FONTE: Carta Capital

79 COMMENTS

  1. Tendo em vista a grande similitude entre as duas matérias, vou repetir o que havia escrito antes:

    Ao ler o presente não pude conter o riso! Como já disse anteriormente Moniz Bandeira lamentavelmente usou suas respeitável capacidade intelectual para (tentar) dar suporte à teorias maniqueístas e vitimicistas, que insistem em colocar o Brasil como eterna vítima da “malvada política imperialista” dos EUA. A verdade é que não somos vítimas de conspirações de Potências estrangeiras mas sim somos vítimas de nós mesmo. Vítimas da nossa cultura do jeitinho, da vontade de querer levar vantagem em tudo e sobre qualquer um, da nossa tolerância à corrupção e isso foi se tornando claro a medida em que a Operação Lavajato foi desnudando os bastidores do poder, de como uma organização criminosa de esquerda travestida de partido operário em conluio com um cartel de empreiteiras simplesmente tomou de assalto o Estado Brasileiro.

    E diante de tudo o que têm sido revelado esses últimos três anos, de como esse conluio entre o ParTido político e o cartel de empreiteiras tomou de assalto o Estado Brasileiro usando a fachada de um pretenso projeto “nacional-desenvolvimentista”, de como um Banco de fomento (BNDES) que deveria estar apoiando o pequeno e o médio empreendedor converteu-se em um cofrinho onde empresas ungidas por uma equivocada política de “campeões nacionais” (Odebrecht, o farsante império “X” e a JBS “Friboi”) desfrutaram de mamatas indecentes, qual foi a reação de Moniz Bandeira, endossada pelo articulista? colocar a culpa nos vilões de sempre, os EUA. Ou seja, a culpa da debacle não é da corrupção endêmica que desvia recursos e faz a alegria de uns poucos mas sim daqueles que representam as instituições do Estado encarregadas de investigar e julgar os malfeitos. Grosso modo, é culpar o termômetro pela febre e querer criminalizar a atuação do médico que deu o diagnóstico equivocado.

    Como se vê, não dá para aceitar o magistério de Moniz Bandeira.

    Ps: Ao louvar histericamente Putin, ignorando tratar-se de um déspota corrupto que governa a Rússia com um círculo de oligarcas igualmente corruptos, Moniz Bandeira termina por se entregar.

  2. Joao Moita Jr 13 de novembro de 2017 at 16:36

    Já olhou embaixo da sua cama para ver se não tem nenhum “sionista mau” escondido?

  3. Pessoal, isso se chama “estratégia das tesouras”, pra você que é sectário e vai dizer que tudo isso é mentira dos comunistas e por isso foi publicado na carta capital, é essa mesma a reação que querem te causar. Vá lá e trate os EUA como bonzinho e paladino da democracia.

  4. Rogério Rufini 13 de novembro de 2017 at 16:59

    Revista que defende que o impeachment foi “gópi” já diz a que veio..

  5. Ditadura mundial mundial é que o outro lado quer, aliás sempre quiseram desde que conseguiram por as mãos na Rússia em 1917.

  6. Quando eu li no começo da entrevista a palavra “presidentA” eu já sabia o que viria em seguir: asneiras atrás de asneiras e alegações de “é gópi!”.

    Será que os caras simplesmente não conseguem enxergar o óbvio, de que a Dilma se mostrou mental e intelectualmente inapta para governar o país? Aquela senhora tinha dificuldade de articular frases simples que mostrassem ideias concatenadas. E para agravar o quadro, ainda havia (e há) um quadro endêmico de corrupção.

  7. A avaliação dele sobre o que ocorreu na Argentina é algo entre o risível e o patético. Lamento a perda do seu humano, mas como intelectual, o trabalho dele é irrelevante e tem sido irrelevante já faz décadas.

  8. SmokingSnake 🐍 13 de novembro de 2017 at 17:03

    Esse conceito (ditadura mundial) foi empregado pela primeira vez nos assim chamados “protocolos dos sábios do Sião”, documento forjado pela polícia Czarista no intuito de legitimar a perseguição aos judeus. Tal documento serviu de base para as teorias nazistas de “solução final” e também para fomentar o preconceito que as esquerdas nutrem pelos judeus. Modernamente essa concepção de “ditadura mundial” está associado à aliança entre EUA e Israel e a eterna acusação de que banqueiros judeus seriam o verdadeiro poder oculto em Washington

  9. De qual hospício fugiu essa criatura? Só delírios psicodélicos. É duro ler um “troço” desse logo na segunda-feira. Desinformação em massa!

  10. “Parei de ler quando li carta capital”

    Cada um dá a desculpa que quiser para não dizer que não consegue ler…

    Tudo se crítica, pouco se reflete e menos ainda leem,,,

  11. “Luiz Alberto Moniz Bandeira explica a desordem planetária produzida pelas intervenções dos Estados Unidos”
    .
    “Desordem planetária”…
    .
    “Desordem”…
    .
    “Planetária”…
    .
    Os caras são realmente fodas.

  12. “O caso da Venezuela não é comparável ao da Argentina ou do Brasil, países que não tentaram estatizar até supermercados e implantar o “socialismo do século XXI”. O ex-presidente Hugo Chávez realizou extraordinárias reformas em benefício das camadas mais pobres e menos favorecidas da população.”
    .
    Então tá, né…

  13. Luiz Alberto Moniz Bandeira + Carta Capital = lixo pseudo-intelectual

    Apesar disso acho interessante a publicação deste tipo de lixo para saber como os inimigos da nação pensam e o que querem.

    Sugiro a leitura do livro “A corrupção da inteligência” de Flávio Gordon. Abriu minha mente para a realidade do que é e quais os reais propósitos da dita intelectualidade brasileira.

  14. Olha, tentei ler a entrevista, de verdade, mas quando chegou no “que jamais aceitaram um metalúrgico nordestino como presidente da República.” desisti. Eles simplesmente ignoram todas as falcatruas, roubalheira e desmandos perpetrado pelo lullo-ptismo nestes 13 anos de governo. Igualmente se recusam a acreditar que milhões foram as ruas para pedir o fim desta corruptocracia que se instalou no país, onde conseguiram se eleger usando a máquina pública, a demagogia extrema e o dinheiro roubado para enganar os mais desavisados e humildes.
    Por fim, estas matérias com tal viés ideológicos são importantes sim, para que possamos conhecer como pensam está gente e combate-los no campo das idéias, que é onde conseguiram se infiltrar e corromper a sociedade.

  15. Bardini 13 de novembro de 2017 at 18:42

    Kkkkkkkkkkkkk verdade Bardini, depois de seu comentário que eu voltei ao texto e li isso…..

  16. O cara podia até ser um bom pesquisador, mas pela entrevista…. devia produzir o q alimenta essa esquerda doente brasileira…
    Putin, o maior estadista…
    As guerras na África existem só pelo interesse americano…
    É daqueles q vem com a história dos EUA terem apoiado a Revolução de 64, mas não mencionam o trabalho da Inteligência Militar do bloco comunista conduzindo os trabalhos da corja aqui desde muito antes de 63…
    Devia falar do AI-5, sem mencionar q o terrorismo cresceu sobremaneira muito antes…
    Construtor de uma história deturpada, base daqueles q tem destruído o Brasil de forma q até cego vê, mas continuam com o boa bla bla de ditadura… Chaves bonzinho…
    Maionese estragada

  17. Carta Capital.
    .
    “CC: Como o senhor definiria Vladimir Putin?
    LAMB: Putin salvou a Rússia do desastre, do colapso, conforme o próprio ex-presidente Mikhail Gorbachev declarou. Com lances precisos no tabuleiro da política internacional, recuperou a Rússia como superpotência mundial. É o maior, o único grande estadista das primeiras décadas do século XXI.”
    .
    Já e suficiente

  18. Houve um golpe mesmo,não aos moldes de 64 aquele foi bem arquitetado,tinha até respaldo popular,por isto mesmo demoraram tanto tempo no poder.Este golpe branco foi mais midiático,não falem de roubo pois o roubo foi de todos os partidos e de todos os candidatos a presidente.E mudou algo neste ultimo ano ,mudou para pior sim é muito.No Brasil tentaram destituir o FHC,LULA,DILMA essa ultima conseguiram,mas foi um golpe sem liderança,sem apoio nem do povo nem dos militares.

  19. Emmanuel 13 de novembro de 2017 at 21:26

    kkkkkkk
    Eu ia comentar justamente esta parte, parece que o autor molhou sua “calcinha” ao falar do grande estadista Putin.

  20. Putin é, sem dúvida alguma, o maior estadista das primeiras décadas do séc. XXI. Isso é fato. Vocês podem não gostar dele por uma série de motivos, mas deve-se reconhecer os méritos da figura política, pois são poucos os que conseguem empreender uma recuperação tão rápida como a que foi — e vem sendo — feita por ele e seus cupinchas em um país completamente falido como era a Rússia no período subsequente ao desmembramento da União Soviética.

  21. 17 anos de Século XXI e já elegem o Putin como maior estadista, kkkk…
    .
    Aiai…
    .
    Só por curiosidade: Essa vem dos mesmo que dizem que Fidel foi o maior estadista do século XX?

  22. Aqui esta parecendo o Site ¨O Antagonista¨ onde os editores de lá vem com esquerdismo/politicamente correto/¨visão dos dois lados¨/etc e são praticamente massacrados pelos próprios leitores (vacinadíssimos contra ¨boas intenções¨) todo santo dia.

  23. Senhor Bardini cite um Estadista do Século XXI que não seja PUTIN , já no Século XX , claramente foi DEGAULLE sem ele a França apenas seria uma Espanha, agora duvido que tenhas outro em mente para este Século , OK !

  24. Zé Luiz, Putin apenas substituiu uma máfia pela outra no comando da Rússia. Os mesmos desmandos, especialmente a corrupção brutal, permanecem vivos e forte. Ocorre que como ele colocou o aparato estatal para perseguir seus inimigos, que podem ser de oligarcas rivais a algumas cantoras pop sem noção, terminou incutindo na mente dos russos a falsa percepção de que teria voltado a ordem. E quando dos preços altos do petróleo pode investir mais nas forças armadas e fazer demonstrações de força tais como os vôos de bombardeiros perto do espaço aéreo da OTAN e a intervenção na Síria. Mas bastou o preço do petróleo cair, fruto da queda de braço entre a Arábia Saudita e os produtores norte-americanos de xisto, para a economia russa entrar em um prolongada recessão.

  25. jose luiz esposito 14 de novembro de 2017 at 9:23
    “Senhor Bardini cite um Estadista do Século XXI que não seja PUTIN , já no Século XX , claramente foi DEGAULLE”.

    Se vamos falar de estadistas do século XX, Roosevelt, que liderou os EUA para fora da maior depressão economica de sua historia e Winston Churchil, que liderou a Inglaterra e o que ainda sobrava de “mundo livre” contra o nazismo, não podem ficar fora dessa lista, me desculpe.

  26. Diga-se de passagem, Roosevelt e Churchill foram MUITO MAIORES que De Gaulle! Eu inclusive diria que outros estadistas do séc. XX como Reagan e a Dama de Ferro provavelmente foram maiores que ele….

  27. Alex, os EUA e a GB não estão muito preocupados com os BRICS não, até porque sabem que os integrantes do bloco se sabotam mutuamente.

  28. Claro que estão e não estão pouco, mesmo que eles no fundo ainda signifiquem uma “ameaça” pequena, a China tem muito o que capinar ainda pro lado de cá pra se tornar um player como os dois anglos no controle da economia mundial. Talvez em breve (algumas décadas, isso leva tempo) haja uma mudança ou divisão de guarda do oligopólio financeiro mundial.

  29. E quais foram as reformas que o Putin fez para recuperar a grandeza da Rússia? Me fale de apenas duas e eu me convenço dessa atribuição.

    Ah, e o New Deal é um programa que fracassou miseravelmente, a taxa de desemprego só caiu acentuadamente quando a indústria dos EUA foi realocada para a guerra.

    George Santayna: “Aqueles que não conseguem se lembrar do passado estão condenados a repeti-lo.”

  30. “A mentira mais antiga da América:”O poder pode ser inocente” – Lex Luthor em Batman x Superman.
    Acho a frase poderia tranquilamente ser adaptada para qualquer país ou continente deste mundo:
    “A mentira mais antiga do Brasil…
    “A mentira mais antiga da Russia…
    “A mentira mais antiga do Mundo”

  31. Não é novidade nenhuma que a Rússia é vulnerável por sua alta concentração econômica em
    alguns poucos recursos naturais, em particular gás, petróleo, madeira e minérios. Qualquer comparação com a crescente dependência brasileira à exportação de commodities agrícolas e minerais não é mera coincidência. Consequentemente, o crescimento russo está diretamente ligado ao mercado do petróleo e gás, o que afeta diretamente a política fiscal russa. Como o petróleo bruto e refinado e o gás natural representam 61% das exportações russas, qualquer variação de preço, para cima ou para baixo, afeta profundamente a economia russa. Durante a bonança econômica russa com a alta das commodities e sua exportação, o governo russo conseguiu criar uma reserva internacional pujante que mais tarde serviria ao propósito de evitar a queda acentuada do rublo em 2014-2015, esse é o único mérito que eu reconheço do governo Putin. Essa concentração nos hidrocarbonetos, em detrimento da indústria de transformação, com exceção do segmento bélico, aumenta a vulnerabilidade dos russos. Como na Venezuela, outra mono-dependente do petróleo, seria imprescindível fazer uma diversificação da economia doméstica para torná-la menos exposta aos azares do mercado do petróleo e gás, aliás, como certos emirados do Oriente Médio estão tentando fazer, gradativamente, embora não estejam em uma mesma situação de crise alavancada pela baixa das commodities.
    Uma rápida comparação entre o setor industrial chinês e o russo é pertinente. Desde 1992, o setor industrial chinês cresceu em média 13,9% ao ano, mas o russo cresceu apenas 0,3%. Assim, a renda energética russa permanece fundamental para o equilíbrio de suas contas públicas. Essa renda foi responsável por 28% da receita fiscal do governo em 2014. E se você acha que esse dinheiro gerado pelo monopólio é reinvestido na modernização da Rússia está muito enganado, tem sido enviada para fora do país por empresas offshore comandadas pelos novos “czares da economia russa”, que desconfiam das políticas e das intenções do governo e relutam em guardar no país o que lá ganham explorando as riquezas que conseguiram amealhar em lances da polêmica privatização russa, esses oligarcas recebem suas exorbitantes quantias e o enviam prontamente a Suíça e Londres, talvez o caso mais famoso seja o do oligarca russo Alisher Usmanov que foi obrigado a repatriar suas empresas, basta apenas colocar no google “Homem mais rico da Rússia atende apelo de Putin para repatriamento de bens”, assim como o Panamá Papers e o Paradise Papers mostram essa postura dos oligarcas em relação ao governo russo, ninguém quer ser o próximo Mikhail Khodorkovski.
    Rússia e Brasil são duas grandes economias altamente vulneráveis a vergar sob o peso de suas imensas riquezas naturais, contaminadas pela manipulação política dos preços de mercado e pela corrupção de suas elites. Foi assim no regime comunista da ex-URSS e continua igual no regime
    ficto-capitalista atual, o que demonstra que o populismo e a corrupção se adaptam bem a qualquer ambiente econômico. O mesmo se passa no Brasil, onde as elites fazem seus negócios com qualquer comando político. Manipuladores do poder e elites corruptas nunca enfrentam mau tempo, justamente por esse capitalismo de estado no BRICS, Rússia e Brasil são os piores países dentro do bloco, enquanto a espinha dorsal do bloco sempre foi a Índia e a China com suas economias bem mais liberais do que os morfados e medíocres Brasil e Rússia.

    Infelizmente é impossível não traçar paralelo entre os morfados Rússia e Brasil com a Índia, Modi está fazendo exatamente o que esses países deveriam fazer, liberar suas economias. O plano de Modi, Make in India lançado meses depois de tomar posse como primeiro-ministro teve como iniciativa liberar vários mercados para a possibilidade de investimentos estrangeiros diretos, enquanto os morfados ficam em suas mediocridades com seus planos de desenvolvimentos pelo estado, a Índia inicia suas reformas liberais para impulsioná-la para o topo, onde o Brasil deveria estar.
    http://www.makeinindia.com/about

    Aliás, quantos planos de desenvolvimento econômico nós já tivemos? O Brasil se desenvolveu por conta deles? Somos do primeiro mundo?

    Enquanto isso, aguardamos em 2018 para mais um capítulo da nossa mediocridade dos planos miraculosos de desenvolvimento econômico pelo estado, não basta os miraculosos Plano Brasil Maior e Nova Matriz Econômica, no próximo tenhamos convicção que irá dar certo, afinal “Somos brasileiros e não desistimos nunca”.

    Um abraço meus camaradas e tenham uma boa tarde.

  32. Gilson moura a saida de capitais é normal numa economia emergente. Se investe, lucra e depois retira-se o lucro. É assim que a balanca de pagamentos dos EUA fecha, tem deficit na balanca comercial mais superavit na balanca capital e financeira, justamente pelo dinheiro que é devolvido pelos investimentos estrangeiros das empresas americanas. Ou seja as empresas americanas investem fora, importam para o mercado americano, lucram e depois tiram os lucros dos paises produtores para o EUA.

  33. Como eu disse e reafirmo o Brasil apenas poderá almejar um lugar entre os grandes no dia em que a mentalidade do povo mudar. Eis que o VA Othon, que deveria estar enfrentando o processo no qual foi acusado dentre outros delitos de corrupção passiva e também de associação criminosa, uma vez beneficiário de um Habeas Corpus dá “entrevista” para deputado petista que diga-se de passagem emporcalha o diploma de bacharel em direito. E ele reitera o mesmíssimo discurso do capo maior da OrCrim do ABC ou seja, que estaria sendo vítima de “agentes internacionais”

    https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/327288/Em-entrevista-hist%C3%B3rica-almirante-Othon-denuncia-abusos.htm

  34. O Moniz Bandeira tinha um pensamento atávico, muito ligado à Guerra Fria. Intelectualmente, ele estava morto há muito tempo porque ele tinha enorme dificuldades em compreender que o principal movimento político/econômico deste começo de século não está, nem na Rússia, nem no Oriente Médio e muito menos na América Latina. O grande movimento deste começo de século é o crescimento da Ásia – e da China especificamente. E o grande estadista deste momento histórico é aquele que foi capaz de promover este movimento: Hu Jintao. Ele multiplicou por 4 o PIB da China, iniciou e presidiu o processo de modernização e crescimento das forças armadas chinesas que ameaça até a hegemonia americana no pacífico. A longo prazo a Rússia não tem nenhuma condição de competir economicamente com os EUA. A China tem esta condição.
    Falecido, lamento pelo ser humano, mas como intelectual, ele estava ultrapassado.

  35. BRICs não é nada mais que uma sigla inventada por um economista, são países que não possuem praticamente nada um com o outro.

  36. Fabio 14 de novembro de 2017 at 12:54

    Se estiver se referindo a Rússia como a nação emergente, a saída de capitais em 2014-2015 não é normal, foi uma saída enorme em uma situação análoga da crise russa de 98, o governo russo usou as reservas internacionais para equilibrar a taxa de câmbio que estava literalmente afundando em 2014-2015, em 98 o governo russo não tinha essas reservas internacionais e a economia russa foi para o brejo, o governo daquela época usou os títulos públicos para tentar levar capital para o país pagando juros altíssimos, consequência disso foi a moratória da dívida russa, porque o governo russo não tinha condições de pagar esses juros e a dívida, na verdade não foi paga uma única vez, a dívida sempre era rolada.

  37. HMS TIRELESS 14 de novembro de 2017 at 13:46
    ————————————————————
    Tireless, essa entrevista é bastante emblemática: entrevistado e entrevistador nivelados na desfaçatez de fingir que acreditam nas próprias mentiras. Dois desqualificados, sendo que Othon ao menos tem mérito intelectual (o que até complica sua situação, pois esperava-se muito mais dele).
    Quanto ao Moniz Bandeira, era um pensador que, para qualquer reflexão, chegava à mesma conclusão viciada.
    Chegou a me lembrar aqueles ecologistas que, no primeiro momento após o grande tsunami de 2004, culparam a ação humana sobre o planeta. Quem se fixa compulsivamente sobre um tema, acaba por se reduzir a ele.

  38. pangloss 14 de novembro de 2017 at 16:56

    Bem colocado! Entrevistador e entrevistado fazem o teatro do risível e do patético. Um chegou a ser presidente da OAB/RJ e o outro detém grande conhecimento na área nuclear. E esse último deveria estar enfrentando o processo com resiliência, deixando para o seu advogado falar nos autos e não aderindo ao discurso vigarista do chefe da quadrilha segundo o qual a lavajato é obra de “interesses internacionais”

  39. Quando cheguei nesse treco da entrevista, parei de ler:

    “O juiz Sergio Moro e o procurador-geral, Rodrigo Janot, atacam o Brasil por dentro de suas entranhas ao destruir as grandes empresas nacionais, privadas e públicas, que concorrem no mercado exterior. Causam imensurável dano à economia, maior do que a corrupção que dizem combater.

    Empresas de construção e outras da cadeia produtiva estão paralisadas, sem condições de investir, levadas ao limiar da bancarrota e obrigadas a entregar seus ativos a capitais estrangeiros, a custo muito inferior ao que realmente valem. A Operação Lava Jato depreda o Brasil, ao mesmo tempo que agrava a perda de sua credibilidade política, causada pelo golpe contra Dilma Rousseff.”

    Por essa linha de pensamento, o correto deveria ser não investigar mais nada! Deveria ter deixado a ORCRIM estabelecida no planalto conrinuar com suas maracutaias! Esse senhor era um pensador, imtelectual, etc e tal. Mas, com uma afirmação dessas, coloca por terra toda sua credibilidade. Toda pessoa que concorda com uma afirmativa como essa, feita por Moniz Bandeira, é mal-intencionado ou burro!

  40. Dá-se que a coluna de comentários é um espaço onde se procura a impressão, o entendimento do conteúdo publicado. Pois, com rara exceção não se viu nesta presente coluna uma só tentativa de se debater o conteúdo, mas apenas os costumeiros ataques ao veículo, Carta Capital, e ao autor, Moniz Bandeira, falecido.

    E o interessante é que a matéria publicada é uma entrevista, o que não obriga ao leitor conhecimento prévio da obra do autor…

    Percebe-se que os ataques ao autor são advindos dos trolls de sempre… Tireless, Pangloss, Bardini… Aliás, caso sejam todos uma só pessoa não seria uma surpresa.

    No mais fica a impressão esplêndida de ver a incapacidade de muitos de entenderem o mundo que vivem. É sabido que a lente ideológica modifica a realidade percebida, mas ao nível de transformá-la completamente só é possível quando a pessoa faz questão de cegar-se, e isto de maneira voluntária.

    Torna-se fácil, então, compreender a hostilização ao veículo, bem como ao autor: aquilo que não nos afeta, desprezamos, mas, o que nos fere tem o poder de acabar por nos enraivecer. E assim será.

  41. Lamentável que certas pessoas no crepúsculo da vida se tornem tão risíveis com sua prosa empolada mas vazia de ideias..😉

  42. Pelo teor dessas matérias que saem condenando os EUA semanalmente, deixa a entender que o Brasil está na prioridade da política externa dos EUA, os americanos estão mais preocupados – deixa eu usar o termo correto – em boicotar o Brasil do que a questão da Ásia com a China e Coreia do Norte.

    “O real ficou muito sobrevalorizado em uma conjuntura internacional bastante adversa ao crescimento do País, em razão da queda da cotação das commodities no mercado mundial.”

    O real não ficou sobrevalorizado, pelo contrário, estava em queda e chegou a incríveis R$4,10 com a louca política econômica.

    “LAMB: As políticas de austeridade tendem, inevitavelmente, a piorar cada vez mais as condições macroeconômicas. Não há perspectiva de crescimento em 2017 e com o Brasil virtualmente estagnado, a afundar-se na recessão, o número de desempregados, que em setembro de 2016 era de, no mínimo, 12 milhões, vai voltar a crescer e baterá novo recorde no próximo ano, segundo a previsão do FMI.”

    O sujeito fala de austeridade achando que isso é alguma política liberal, isso é o básico de finanças.

    “LAMB: A situação é outra. O presidente Néstor Kirchner salvou o país da catástrofe social, econômica e política à qual o neoliberalismo o levara em 2001. Retirou a Argentina do fundo do poço e impulsionou o crescimento econômico ao longo da primeira década do século XXI.”

    Crise da Argentina foi pelo câmbio atrelado e não pelo neoliberalismo.

    Falando da Venezuela parece piada, nem vou me dar o trabalho de responder.

    “Não sem razão, o conhecido economista Jeffrey D. Sachs, professor da Columbia University, escreveu que os EUA declinarão, como ocorreu com a União Soviética, nos anos 1970-1980, se não abandonarem a enganosa pretensão de império e continuarem a investir de forma desproporcional no militarismo, nas guerras do Oriente Médio e a convidar a China a uma corrida armamentista.”

    O mundo todo está declinando, tanto China, Japão, EUA, UE, America Latina… está indo pro buraco. Por acaso não viram o nível de alavancagem dos bancos chineses? E o Japão com suas dívidas e os bancos zumbis? EUA com essas reservas em excesso parados no FED, o que acontecerá quando os bancos decidirem despejar isso na economia? UE com os bancos quebrando um a um, com o risco de tornar insolvente todo o bloco econômico? America Latina na mesma merda de sempre com suas políticas de nacionais-desenvolvimentistas, não representa perigo nenhum para o mundo assim, mas está no buraco.

  43. Parei de ler quando li carta capital (2).
    .
    Todo mundo esperava o quê, que os EUA não usassem seu poder de Império ?
    .
    E pfvr vamos para de falar em golpe, o Lula perdoou os golpistas.

  44. Nunca a diferença entre ricos e pobres foi tão grande como no período de hegemonia dos USA no mundo.

    Qual a diferença de preço entre um Fusca e uma Mercedes nos anos 60? E a de um carro popular e um carro de luxo hoje?

    Pesquisem e vão constatar a diferença…

    A desigualdade aumenta de forma galopante desde que os USA venceram a guerra fria.

    O abismo entre os 100 maiores investidores da bolsa e nós, reles mortais de classe média, é muito maior que o dos senhores de engenho em relação aos escravos do século XVIII.

    Com quantos anos de trabalho você comprou sua casa? Agora faça o cálculo de quantos meses seu filho vai precisar trabalhar para comprar uma casa hoje.

    Essa próxima geração vai trabalhar a vida toda sem ter algo “deles”, vão trabalhar a vida inteira para pagar financiamento de banco.

  45. A figura do “imposto” favoreceu apenas os bilionários.

    Tem uma noticia no G1 de ontem:

    Bilionários pedem a Trump que NÃO corte impostos…. será que é porque são bonzinhos? rsrs

  46. Sub,
    A igualdade é um atributo do socialismo. O do capitalismo é a liberdade.
    Eu particularmente não me importo ou invejo alguém que tem um avião particular ou uma Ferrari. Se ele precisa disso pra ser feliz, azar o dele.

  47. Sub, a classe média vive muito melhor que os escravos do século XVIII.
    .
    Na década de 50, quantas pessoas tinham um carro popular? E hoje? Use os números relativos para a comparação ser mais justa (se for usar os absolutos será covardia).
    .
    O mundo hoje é melhor do que era na década de 50, no século XVIII, no século I, na Antiguidade e na Idade da Pedra. E isso é, em boa parte, “culpa” dos americanos.

  48. Desigualdade econômica não sugeri criação de pobreza mas sim criação de riqueza em velocidades diferentes que é o que acontece, o pobre hj vive muito melhor, assim como todas as outras classes. Tem certas pessoas que sabem olhar para um gráfico e nao entendi que para interpreta-lo ou entender a realidade se tem q comparar varios outros ver se eles tem ligação e o que um afeta o outro.

  49. Se pro pobre ter um qualidade de vidar maior os ricos tenham quer ficar mais ricos, que fiquem. E alias hj os lucros das empresas são beeemmm menores do que a 60 anos atrás, o que esses dados mostra riquezas maior dos empresários são os ativos maiores necessário para uma maior produção nao quer dizer que o lucro é maior.

  50. Depois do digna e honesta, ficou extremamente difícil de continuar.
    Mas, acabo de perceber que o sujeito deveria ser, isto sim, um dicionarista! Atribui novos significados para as palavras digna e honesta.

  51. “Nunca a diferença entre ricos e pobres foi tão grande como no período de hegemonia dos USA no mundo.”
    .
    KKKKKK…
    .
    Bom mesmo era quando todos estavam no oceano e eram unicelulares. Todos iguais. Uma pena que alguém evoluiu…

  52. Bardini,
    Os ditos socialistas odeiam a riqueza para o povão (só pra eles) estão pouco se lixando pra distribuição de renda. Eles são como uma ONG de proteção aos animais que lutam para que os cães tenham mais uma porção de ração por dia, uma corda mais comprida e uma água mais fresca, mas odeiam a ideia das cães serem libertados das correntes, dormirem com os donos na cama e deitarem no sofá pra ver televisão. Eles devem sempre permanecer cães acorrentados, só que bem tratados.
    Marilena Chaui que o diga!

  53. Bosco, lapidar definição. Os EUA tem seus equívocos, mas façamos um exercício. Experimentemos suprimir as contribuições deles para a humanidade e vejamos o que sobra.
    Agora façamos uma pergunta, com que contribuíram o socialismo e co comunismo para algo além de matanças, gulags, atraso e subdesenvolvimento?
    Detalhe, temos que ver socialismo /ou comunismo de verdade, e não este de fachada onde os amigos do presidente e maiores beneficiários do poder são os mais ricos do país, e que é so um discurso hipócrita de manipulação de gado.

  54. César A. Ferreira 14 de novembro de 2017 at 21:46
    “Torna-se fácil, então, compreender a hostilização ao veículo, bem como ao autor: aquilo que não nos afeta, desprezamos, mas, o que nos fere tem o poder de acabar por nos enraivecer. E assim será.”

    Eu acho que você não percebeu que o que você escreve aplica-se a você também, e explica a forma hostil pela qual você se refere a outros membros da comunidade.

  55. Meu pai que era autônomo se matava para pagar aquele carnezinho bege do INSS. Pagava para receber o máximo que eram 10 SM. Hoje recebe 4 SM. Tivesse pago uma previdência privada estaria recebendo mais.
    .
    Hj se eu não gastasse compraria um imóvel em 3 anos.
    .
    Nos anos 1980/1990 vivemos o melhor da História da Humanidade. Só que perdemos o otimismo não sei como.

  56. A matéria perde credibilidade quando tem sua origem na carta capital. Tenho pavor de comunistas/intelectuais, grandes mentirosos e aproveitadores da ignorância de muitos. Teóricos de teses que não permitiriam que fosse aplicadas a eles mesmos. É fácil divagar em botecos e com mordomia. Falar mal de Americanos é cult e guardar dólares pra viajar para EU e Europa é hipocrisia. Nunca vi esquerdistas se programar para passar férias em Cuba ou para mandar seus filhos estudarem lá. Porque será??

  57. sub-urbano 15 de novembro de 2017 at 1:03

    Os EUA não são mais um país hegemônico, desde a entrada do século XXI com o crescimento chinês, europeu e até mesmo alguns países que podem ser facilmente destacados na Ásia alteraram o equilíbrio dessa balança. Quando falamos em hegemonia nos referimos a supremacia, e segundo algumas estimativas o PIB dos EUA pós-guerra era de 50% do PIB mundial, ou seja, depois da Segunda Guerra Mundial podemos dizer que seu poder era claramente hegemônico. No período pós-Guerra Fria, podemos dizer que seu poder era hegemônico em algumas áreas, mas não em todas, uma situação bem semelhante depois da Segunda Guerra Mundial, na qual dominava tantos em termos tecnológicos, militares e econômicos. Para se ter uma ideia, nos anos 90, o Japão era o país que tinha uma hegemonia tecnológica, superior até mesmo aos EUA, sua hegemonia ia desde a robótica, TV, vídeo-game, carros, medicina e etc e seu PIB chegou bem próximo dos americanos, mas devido a sua crise imobiliária dos anos 90, sua capacidade tanto econômica e tecnológica vêm decaindo ano após ano, isso é apenas um exemplo de que os EUA não detém essa hegemonia quanto dizem.
    No final dos anos 80 e no início dos anos 90 pessoas nos recomendavam estudar a língua japonesa, se preparando para um cenário na qual o Japão desbancaria os EUA economicamente.

    Qual a diferença entre um preço de um telefone dos anos 80 com um celular atual? Pobres tinham naquela época? Claro que não, mas hoje tanto o pobre quanto o rico têm.

    Sobre carros: Você sabia que não podemos importar carro usado? Pois é, nosso governo não deixa para nos “proteger” da concorrência externa.
    Você sabia que para importar um carro pagamos impostos em cima impostos?
    Deixe-me colocar uma matéria sobre isso:”Trazer um carro estrangeiro ao país talvez seja um dos mais atravancados e (bem) tributados trâmites existentes em nossa legislação de comércio exterior: segundo especialistas ouvidos por UOL Carros, o prazo é de pelo menos três meses, e os custos ficam de 2,2 a 3,5 vezes maiores do que o preço do veículo em seu país de origem. Além disso, o solicitante precisa ir atrás de documentos, licenças e autorizações nos mais diversos órgãos do poder público nacional.”
    Agora vêm o leão para nos “proteger” da concorrência, segue a lista de impostos e custos:
    IPI (até 1.500 cc) 40% – IPI (até 3.000 cc) 55% – Imposto de Importação 35% – Cofins 9,6% — PIS/Pasep 2% – ICMS (São Paulo) 18% – Frete internacional R$ 4,5 mil – Despesas com despachante R$ 5 mil – Armazenagem no porto R$ 5 mil – Taxa da Marinha Mercante 25% do frete.
    Fonte: carros.uol.com.br – Burocracia dificulta importar carro, mas preço final pode compensar

    Resumindo: As montadoras nacionais podem cobrar o preço que assim desejarem, afinal a concorrência é debelada por n motivos com a complacência de um governo interventor na qual usam deste artifício para se enriquecerem, por isso os lucros das montadoras nacionais são bem maiores do que qualquer outro país, o lucro de uma montadora no Brasil é cerca de 3x a dos EUA, ou seja, uma montadora nacional chega a ganhar o triplo, afinal para quê cobrar barato se não têm concorrência, já que o governo protege o setor nacional.
    O governo e não o CAPITALISMO é o culpado pelos carros serem tão caros no Brasil.

    Desigualdade não quer dizer pobreza e igualdade não quer dizer riqueza, um povo pode ter desigualdade, mas com uma qualidade de vida satisfatória para a classe mais baixa, enquanto um povo pode ter igualdade, mas na miséria. Não preciso nem dizer sobre qual cenário definem o capitalismo e socialismo.
    Falando mais sobre desigualdade, antes do Fórum Econômico Mundial solta aquela notícia para burocratas aspirarem seu desejo de controle financeiro e econômico, Oxfam diz: “8 bilionarios detém a mesma riqueza que 3,5 bilhões de pessoas” e toda aquela conversa.
    Sabem como é a metodologia usada pela Oxfam?
    Patrimônio Líquido.
    Para verificar o índice de desigualdade, a Oxfam utiliza em sua metodologia o patrimônio líquido, no básico de contabilidade, todo e qualquer empréstimo é um passivo circulante. Se você comprar um carro de R$30.000 terá um passivo de R$30.000 e a Oxfam entende isso como uma dívida sua a ser quitada, entendendo isso vamos ao que interessa.
    Imagina que você tenha um carro quitado no valor de R$50.000 e pegou um empréstimo para sua casa no valor de R$100.000, sabe quanto será o seu PL(Patrimônio Líquido)? – R$50.000. É isso mesmo camarada, seu PL será em R$50.000 negativo, ou seja, seu PL é negativo, com esse cenário em destaque, você entra automaticamente no grupo social dos 3,5 bilhões de pessoas.
    Agora se um jovem do Vietnã não possuir um passivo ou dívida e ganhar alguns míseros por dia, e tiver algum ativo de valor baixo e por consequência um PL baixo, para Oxfam, ele será mais rico do que você.
    Essa é a desigualdade que tanto propagam.

    Os maiores investidores da bolsa ficaram ricos não porque compraram uma casa com empréstimo, mas porque sabem do milagre dos juros compostos, Luiz Barsi ficou rico só com dividendos em uma estratégia parecida com a de Warren Buffett, na verdade no Brasil investir em bolsa é uma furada, primeiro porque o mercado de capitais é extremamente fechado, são poucas opções para os investidores, segundo porque o governo pode afetar drasticamente os resultados nos índices já que no Brasil nenhum setor escapa das mãos do governo e isso depende de quem estará no comando desse governo, são vários motivos. O investidor no Brasil precisa investir em títulos públicos, CDB, LCI E LCA, esses dão os maiores retornos e alguns até isentos de impostos, alguns rendimentos chegam a 30% a.a, principalmente em títulos públicos na qual o governo capta esse dinheiro para bancar suas farras faraônicas e paga juros sobre esse montante arrecadado.
    A situação hoje é bem melhor do que no século XVIII, só quem acredita no conto de fadas de Engels(Sim, Engels disse que antes da Revolução Industrial era tudo uma maravilha, o proletário vivia no paraíso) é que compara o mundo hoje com o de séculos passados.

    Nossa, quer dizer então que antigamente era mais fácil comprar casa? Em que mundo você vivia, porque certamente esse não era o meu.
    Para se comprar casa naquela época era só em dinheiro, em money, conseguir empréstimo era bem mais difícil naquela época do que atualmente, só quem tinha um bom dinheiro conseguia comprar uma casa e mais, esses empréstimos não era o valor total da casa e sim uma parte de 30% ou 50%.

    Agora se uma casa custa uma fortuna hoje, sabem de quem é a culpa? O governo.

    A política do PT de casa própria triplicou o valor dos imóveis, pelo menos aqui no RJ. A Caixa que representa 70% total dos empréstimos para casas está literalmente na bancarrota, por conta da inadimplência dos mutuários que receberam esses empréstimos sem uma verificação apurada por conta de propaganda política, conseguiu transformar os preços dos imóveis em algo inacessível, se antes bem pouco comprava casa, hoje quase ninguém consegue mais casa.
    Alugo uma casa que tinha seu valor em R$130.000, 5 anos depois ela está avaliada em R$350.000 e isso porque não teve nenhuma obra e tem um bom espaço para colocar piscina na qual apreciará ainda mais.

    Falando mais sobre propriedades, você sabia que mais da metade está em sua informalidade? Pois é, uma riqueza não contabilizada estimada em trilhões de dólares alocadas em países emergentes e pobres, na AL o economista Hernando de Soto já fez essas estimativas e sempre é consultado pelos governos para adotarem medidas para mitigar essa informalidade, inclusive o grande estatista Putin já conversou com ele sobre o que pode fazer sobre isso na Rússia, assim como nos países da AL, a Rússia sofre do mesmo problema de informalidade, enquanto que os países ricos possuem uma porcentagem mínima sobre propriedade na informalidade.
    Fonte: https://www.istoedinheiro.com.br/noticias/entrevistas/20030205/problemas-valem-trilhoes/147715

    Ah, e essa informalidade nos remete ao caso da desigualdade, afinal a informalidade é uma riqueza na qual não é contabilizada pelos institutos já que usam em seus parâmetros dados oficiais de governos, podemos dizer que os estudos sobre riquezas estão em seus primórdios.

    No mais, concordo com você que terão que trabalhar a vida toda para quitar o empréstimo da casa, afinal o governo conseguiu a façanha de triplicar o valor desses imóveis.

  58. “LAMB: O caso da Venezuela não é comparável ao da Argentina ou do Brasil, países que não tentaram estatizar até supermercados e implantar o “socialismo do século XXI”. O ex-presidente Hugo Chávez realizou extraordinárias reformas em benefício das camadas mais pobres e menos favorecidas da população.”

    Essa resposta dele é bastante interessante.

    Diversos economistas marxistas e até mesmo keynesianos advogam que o socialismo só é socialismo se ele for pleno, quando é o ato de socializar todos os meios de produção. Agora esse Sr. responde que existe algum tipo de socialismo do século XXI como a Argentina e Brasil.
    Agora eu me pergunto, por qual razão os países socialistas do século XXI(Brasil e Argentina) e o país socialista pleno Venezuela estão em crise?

    Certamente não é o capitalismo, já que a Venezuela está estatizando até mercados como disse o dignitário.

    Certamente esse socialismo do século XXI se refere a social-democracia como os sempre citados Suécia, Dinamarca…; mas como sempre a realidade é diferente do idealizado pelos socialistas, a Suécia não é socialista e muito menos a Dinamarca. Bernie Sanders em sua campanha eleitoral chamou a Dinamarca como exemplo de país socialista, o primeiro-ministro rebateu dizendo que o país é uma economia de mercado, enquanto o Garry Kasparov respondeu o já citado candidato democrata sobre a Suécia que primeiro ela enriqueceu e depois implantou a social-democracia, por acaso quase ninguém sabe que o país quase quebrou nos anos 90, com isso a Suécia hoje tenta a todo modo manter a economia capitalista, sindicatos não tem tanto poder, e a tributação é pesada na pessoa física, enquanto nas empresas é baixo se comparado com EUA e alguns países europeus. Mais patético ainda é sua visita pela Romênia, o sujeito não conseguiu acreditar e aceitar que os romenos usufruíam de uma internet bem mais rápida do que os americanos, cerca de 1 GB de internet, mais pateticamente o sujeito não sabe que o mercado de telecomunicações da Romênia é desregulado, até mesmo o “Cirão da massa” já advertiu que este setor é sensível a tecnologia, portanto o mercado tem de ser desregulado e permitir empresas estrangeiras a oferecer seus serviços aqui, isso no auge das privatizações de FHC.

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