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A doutrina Obama

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vinheta-clipping-forte1Interrompido várias vezes pelo protesto de uma ativista, o presidente Barack Obama subiu ontem ao palco da Universidade de Defesa Nacional para advogar uma nova estratégia no combate ao terrorismo pelos EUA. Por ela, a era da guerra global ao terror – pautada por invasões como as do Iraque e do Afeganistão na última década e o uso intensivo de força militar – será substituída pelo ataque cirúrgico a organizações extremistas, com menos tropas e mais tecnologia, parcerias com governos e amplo trabalho diplomático. O uso de aviões não tripulados (drones) continua essencial para contraterrorismo – mas Obama admitiu ser necessário restringir as operações e elevar sua supervisão. E propôs medidas.

O presidente renovou a promessa de fechar a prisão de Guantánamo, em Cuba, onde 166 suspeitos de terrorismo são mantidos à margem da lei a um custo anual de US$ 150 milhões. Ele pediu ao Congresso que levante restrições para transferência e julgamento de detentos e anunciou que voltará a transferir presos para o Iêmen.

Foi interrompido, ainda assim, três vezes, pela ativista Medea Benjamin, que, gritando que o presidente é advogado constitucional, exigiu o fim dos drones e de Guantánamo. Obama pediu que ela o ouvisse, como parte do direito à liberdade de expressão. Mas depois afirmou que “deve-se prestar atenção à voz desta mulher”, porque o assunto é espinhoso e “não se pode encobri-lo”.

- Nós temos que redefinir nossos esforços não como uma ilimitada guerra global ao terror, mas sim como uma série de esforços persistentes e direcionados para desmontar redes de extremistas violentos que ameaçam os Estados Unidos – afirmou Obama. – Nossa resposta ao terrorismo não pode depender somente de ação militar ou imposição da lei.

Segundo o presidente, a guerra ao terror, implementada pelo antecessor George W. Bush, deve acabar porque teve elevados custos. Não só financeiros (US$ 1 trilhão) como em vidas (7 mil militares mortos), política e diplomaticamente, arranhando a imagem dos EUA. Além disso, afirmou, a natureza da ameaça mudou, porque o núcleo duro da al-Qaeda “está a caminho da derrota”.

- Essa guerra, como todas, deve acabar. É o que a História aconselha. É o que nossa democracia exige – disse o presidente, que falou por uma hora. – Do nosso uso de drones à detenção de terroristas suspeitos, as decisões que estamos tomando definirão o tipo de nação e de mundo que deixaremos para os nossos filhos. Os EUA estão numa encruzilhada. Temos de definir a natureza e a abrangência desta luta, ou ela nos definirá.

O aperto da caçada à al-Qaeda tornou as redes de terror mais difusas e menos organizadas para ataques de grande escala, argumentou Obama. Os jihadistas domésticos são outro foco de preocupação.

Menos operações com drones

Preferencialmente, disse Obama, os EUA devem buscar a parceria com outros governos para melhorar o trabalho de inteligência e perseguir, capturar e processar terroristas. Mas ele argumentou que os extremistas buscam abrigo em áreas inóspitas, sobre as quais os Estados não têm controle, ou muitas vezes em regiões que dificultam o desembarque mesmo de forças especiais. Nestes casos, defendeu, os EUA devem utilizar drones – estratégia que já é a linha-mestra das operações de contraterrorismo do governo Obama e alvo de intensas críticas.

Ele admitiu que a precisão dos drones e a necessidade de as operações serem revestidas de sigilo podem tornar o governo onipotente nas decisões militares e levar o presidente e sua equipe a “enxergarem os drones como cura para todos os males do terrorismo”. Por isso, ressaltando que todas as ações são informadas antes ao Congresso, propôs a criação de um mecanismo de supervisão independente para autorizar os ataques.

Também apertou os critérios para uso de drones, o que levaria a um declínio ainda maior nestas operações. Segundo o presidente, os aviões não tripulados deverão ser utilizados apenas quando houver risco iminente ou contínuo aos EUA, sem possibilidade de captura dos suspeitos, e houver certeza de que o alvo é terrorista e há baixas chances de mortes de civis. As Forças Armadas terão prioridade na condução das operações – retirando poder da CIA. Obama também falou dos quatro cidadãos dos EUA mortos por drones e disse que americanos que planejam assassinar compatriotas não têm direito ao “escudo” da cidadania.

Critérios mais rigorosos para guerra

O presidente defendeu ainda a revisão ou suspensão da Autorização de Uso de Força Militar, lei pós-11 de Setembro que relaxou critérios para os EUA entrarem em guerra. Disse ainda ser incompatível com a nova estratégia de contraterrorismo a manutenção da prisão de Guantánamo, em Cuba. Ele anunciou uma ofensiva para transferir presos a outros países e os EUA, além de perseguir o julgamento deles em cortes civis e militares americanas. O objetivo é fechar a prisão, promessa da campanha de 2008 que até hoje não cumpriu.

A medida de impacto mais imediato – e uma das mais reclamadas pelas organizações de direitos humanos – é o fim da proibição de transferência de detentos para o Iêmen, suspensa desde 2009 após o fracassado plano de explosão de um avião comercial americano. Os detentos do Iêmen são 90 dos 166 presos em Guantánamo, dos quais 56 estão liberados para transferência há anos por não serem considerados uma ameaça. Outros 30 prisioneiros de outras nacionalidades estão na mesma condição.

A interrupção das transferências desde 2010 é o principal motivo da greve de fome praticada por quase todos os detentos atualmente, alguns deles há mais de três meses. Ele solicitou, ainda, à Defesa que designe um local nos EUA onde possam ser instaladas comissões militares para julgamento e pediu colaboração do Congresso.

- Sei que a política é difícil. Mas a História fará um julgamento rigoroso deste aspecto da nossa luta contra o terrorismo e daqueles que falharem em encerrá-la. Imaginem o futuro, quando os EUA ainda estiverem mantendo presas pessoas sem acusação em terra estrangeira. Olhem a situação atual, em que temos que forçar a alimentação detentos em greve de fome. É isso que somos?

FONTE: O Globo via Resenha do Exército

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E o Brasil, enquanto isso? Nada!

vinheta-clipping-forte1(Clovis Rossi – Folha de SP, 21) 1. Tem festa hoje no quintal do Brasil: os presidentes do México, Chile, Colômbia e Peru, reunidos em Cali (Colômbia), põem carne na ossatura da Aliança do Pacífico, anunciando a eliminação das tarifas de importação de 90% dos produtos que comercializam (os 10% restantes cairão em sete anos).

2. Não é preciso ser PhD em Harvard para desconfiar que esse novo bloco abre um rombo no projeto prioritário da diplomacia brasileira desde o governo Itamar Franco, reforçado na gestão de Lula, que é o da integração sul-americana, se possível latino-americana, atraindo também o até agora arredio México.

3. A Aliança do Pacífico não deixa de ser integração entre os três países sul-americanos mais o México, mas ela se fará de costas para Brasília e, como o nome indica, voltada para o outro oceano que banha a América do Sul. O novo conglomerado tornou-se objeto de desejo de Costa Rica e Panamá, sem contar o de países extracontinentais, como a Espanha, e o Canadá, que já está ligado ao México no Nafta (Área de Livre Comércio Norte-Americana, em sua sigla em inglês).

4. E o Brasil, enquanto isso? Nada

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

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Por Sergio Lamucci | De Washington

 

vinheta-clipping-forte1As despesas militares estão em queda forte nos EUA, causando um impacto negativo sobre o crescimento da economia, tendência que deve se manter ao longo dos próximos anos. A retirada das tropas americanas do Iraque no fim de 2011 e a perspectiva de saída do Afeganistão em 2014 explicam grande parte do recuo dos gastos com defesa, também afetados pelos cortes automáticos de despesas públicas de US$ 85,3 bilhões, que entraram em vigor em março, o chamado “sequestro”.

O HSBC estima que o tombo dessas despesas vai tirar 0,3 ponto percentual da expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e mais 0,3 ponto no ano que vem, projetando avanço da economia de 1,7% em 2013 e 2,5% em 2014. O Fundo Monetário Internacional espera expansão um pouco mais forte, de 1,9% e 3%, pela ordem.

Os gastos federais com defesa subiram com força entre 2001 e 2010, uma trajetória iniciada após os atentados de 11 de setembro 2001 e relacionada às guerras do Afeganistão e do Iraque, diz o economista-chefe do HSBC para os EUA, Kevin Logan. Em 2000, as despesas militares eram cerca de 3,7% do PIB, número que subiu até atingir 5,7% no terceiro trimestre de 2010, de acordo com números das contas nacionais americanas. De lá para cá, essas despesas recuaram, batendo em 4,8% do PIB nos três primeiros meses deste ano.

No primeiro trimestre de 2013, as despesas militares caíram 11,5% em relação ao trimestre anterior, em termos anualizados, na série livre de influências sazonais, uma queda que se seguiu a outra de mais de 22% no quarto trimestre de 2012. São sinais de que a trajetória de queda veio para ficar, ainda que possa haver aumento esporádico em um ou outro trimestre, já que o comportamento trimestral dessas despesas costuma ser errático, como destaca Logan.

Economista-sênior do Bank of America Merrill Lynch, Michelle Meyer diz, em relatório, que a tendência de queda nos gastos não é nova, tendo se iniciado em 2010, em decorrência da redução das operações de guerra. “Nos últimos dois trimestres, o ritmo de queda se acelerou, o que provavelmente reflete alguma antecipação dos cortes relacionados ao ‘sequestro’”, afirma Michelle. Os cortes automáticos de gastos passaram a vigorar apenas em março, mas ela – assim como Logan – considera que algumas agências federais podem ter iniciado a contenção de despesas um pouco antes.

“Nós acreditamos que haverá reduções adicionais daqui para frente, esperando que os gastos com defesa continuem a declinar nos próximos trimestres”, diz Michelle. Dos US$ 85,3 bilhões de cortes previstos entre março e setembro, quando se encerra o ano fiscal de 2013, metade se refere a despesas militares. Se não houver mudanças na legislação, o “sequestro” continua até 2021.

Logan nota que boa parcela das despesas federais americanas são transferências, em que o governo desloca recursos de uma parte da economia para outra. Os impostos sobre a folha de pagamento, por exemplo, levam recursos dos trabalhadores para os aposentados, por meio da Previdência Social. No cálculo do PIB, os gastos dos aposentados são registrados como despesas de consumo, e não do governo. O mesmo vale para vários outros programas, diz Logan, citando o Medicare (o sistema de saúde para idosos) e o Medicaid (o sistema para os mais pobres).

Nesse cenário, grande parte do impacto direto dos gastos do governo federal sobre a economia ocorre por meio das despesas militares, destaca ele. As expansões e contrações nos gastos com defesa nas últimas cinco décadas são a principal explicação para os ciclos de longo prazo das despesas federais. Em meados dos anos 1960, houve uma expressiva alta dos gastos do governo americano por causa da guerra do Vietnã, que depois se tornou um peso sobre o PIB à medida que as despesas com as operações militares perderam força no começo dos anos 1970.

No fim daquela década, os gastos militares voltaram a aumentar, e se aceleraram durante o governo de Ronald Reagan (1981-1989), com um salto associado à intensificação da Guerra Fria, diz relatório do HSBC. Com o colapso da União Soviética, os gastos militares americanos recuaram como proporção do PIB a partir do começo dos anos 1990, até que os atentados de 11 de setembro de 2001 deflagraram nova rodada de aumento dos gastos militares e, por tabela, das despesas federais totais. A partir de 2010, voltaram a cair. Logan prevê que os gastos com defesa vão encerrar 2014 na casa de 4% do PIB.

A tendência de queda deve seguir nos próximos anos, diz Gregory Daco, economista-sênior da consultoria IHS Global Insight. Os grandes custos com guerras ficaram para trás, com as operações militares no Afeganistão devendo se encerrrar no ano que vem. Além disso, há cortes de gastos agendados para os próximos anos. Ele estima que os gastos militares, que ficaram em 4,8% do PIB no primeiro trimestre deste ano, atinjam 3,5% do PIB no fim de 2023.

A expectativa também é de encolhimento dos outros gastos discricionários do governo (aqueles não relacionados à defesa sobre os quais há maior autonomia da administração federal, que não incluem programas como a Previdência e o Medicare), diz Logan. Além de serem menos cíclicos, eles representam uma fatia menor da economia – ficaram em 2,6% do PIB no primeiro trimestre deste ano. Com isso, os cortes estimados para esses programas, de 5% até o fim de 2014, podem tirar mais 0,1 a 0,2 ponto percentual do crescimento neste ano e o mesmo tanto no ano que vem, estima ele. No total, segundo Logan, a redução dos gastos militares e não militares pode tirar de 0,4 a 0,5 ponto percentual em 2013 e também em 2014.

FONTE: Valor Econômico via Resenha do Exército

Mísseis Spike para a Índia

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O Ministério da Defesa indiano aprovou a compra dos mísseis anti-carro Spike da Rafael israelense. A Índia pretende equipar 359 batalhões de infantaria. Cada batalhão deve receber oito lançadores com doze mísseis por lançador. As tropas de montanha devem receber dois lançadores. Cerca de dois mil blindados BMP-2 Sarath também devem ser armados com o Spike.

O custo total deve chegar a US$ 2,77 bilhões e deve terminar em 2017. Inicialmente serão comprados 321 lançadores, 8.356 mísseis e 15 simuladores. O número de mísseis pode chegar a 44 mil.

O Spike foi escolhido após o EUA recusar a transferir tecnologia do Javelin e devido a própria Índia não ter um míssil equivalente. O Spike é guiado por TV e IIR com datalink por fibra ótica. O alcance varia de 2.500 a 4.000 metros dependendo da versão.

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T-90S

Representantes da Uralvagonzavod comunicaram hoje que a companhia russa está preparada para oferecer ao Peru os exemplares mais completos do blindado T-90S, atualmente em exibição na SITDEF PERU-2013. A feira de defesa teve início ontem, em Lima, e vai até o próximo dia 19.

Em declaração à RIA Novosti, um dos representantes da empresa e oficial-general reformado das Forças Armadas russas, Alexei Maslov, afirmou que desde o ano passado os militares peruanos estavam interessados no blindado “Diante do interesse genuíno por parte do Peru em adquirir blindados T-90S, a Uralvagonzavod está disposta a deixar esse exemplar no país para testes, após o fim da exibição”. Maslov afirmou ainda que a Rússia tem boas chances de vender blindados ao Peru. Espera-se que o país sul-americano adquira entre 120 e 170 veículos.

O T-90S modificado apresenta motor multi-combustível de 1.130 hp e alcança velocidade de até 45km/h em terreno acidentado e até 60km/h em estrada plana. A torre remodelada é armada com canhão de 125mm, e o blindado conta com novos sistemas de controle de fogo, navegação e comunicações, além de metralhadora 7.62mm controlada remotamente.

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FONTE: RIA Novosti (tradução e adaptação do Forças Terrestres a partir de original em inglês)

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vinheta-clipping-forte1(Andres Oppenheimer – La Nacion, 14) 1. A prestigiada revista Nature Scientific Reports acaba de publicar um mapa das cidades mais importantes na investigação científica, e os países latino-americanos primam pela ausência: mostra o hemisfério Norte cheio de pontos luminosos e o Sul quase todo escuro. O mapa é especialmente significativo porque não se trata de uma opinião subjetiva dos editores da revista, mas um estudo baseado em mais de 450 mil artigos e citações científicas de mais de 2000 cidades ao redor do mundo publicados em revistas da American Physical Society nos últimos 50 anos.

2. O mapa mostra que, apesar da permanente superioridade tecnológica dos Estados Unidos, o percentual de estudos de física originados no país caiu de 86% do total mundial na década de 1960, para menos de 37% atualmente. Boston, Berkeley e Los Angeles continuam sendo os centros de produção científica mais importantes do mundo na física, mas estão sendo seguidos de perto por Tóquio e Orsay. Nos Estados Unidos, houve uma transferência gradual da produção de conhecimento de algumas cidades da costa leste e oeste para algumas cidades do Centro-Oeste e Sul. Na Europa, já não há um predomínio absoluto da Inglaterra e dos países nórdicos, como nos anos 90, mas houve um aumento gradual de cidades na França, Itália e Espanha.

3. Mas não há nenhuma cidade latino-americana entre as 100 primeiras cidades produtoras de conhecimento científico do mundo, de acordo com a publicação. Uma tabela que aparece junto ao mapa, mostra que 56% das 100 maiores cidades produtoras de artigos científicos no mundo, estão nos EUA, 33% na Europa e 11% na Ásia. Uma possível explicação é que as universidades latino-americanas são muito boas na área de humanas, mas não estão entre as melhores do mundo em ciência.

4. Richard Florida, professor da Universidade de Toronto e guru internacional sobre o tema de cidades inovadoras, me disse que o mapa da Nature Scientific Reports é “verdadeiramente preocupante”. Em sua opinião, o mapa revela que, apesar de tudo o que se escreve sobre a ascensão do mundo emergente e apesar da desconcentração dos centros científicos, o fosso entre países ricos e pobres não está diminuindo muito no campo científico. Uma má notícia, diz ele, porque estamos em uma economia global baseada no conhecimento, em que a ciência e engenharia cada vez mais determinam a riqueza das nações.

5. Mas o mapa das cidades líderes em ciências deveria servir como um lembrete do desafio que nossos países enfrentam para fazer parte da vanguarda científica mundial. Este mapa deve ser colocado à vista de todos, como um antídoto para a complacência e como um chamado para que se invista cada vez mais em pesquisas científicas específicas para cada país.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

 

Falta papel higiênico na Venezuela

vinheta-clipping-forte11. (Agências, 15) “A revolução bolivariana importará 50 milhões de rolos de papel higiênico” anunciou o ministro do Comércio da Venezuela. O ministro sustenta que a oposição estimula uma sobre-demanda para provocar desabastecimento. O país sofre uma crônica deficiência de produtos básicos.

2. (Ex-Blog) Humor da oposição fala que não havia papel higiênico para limpar todas as KHdas do chavismo.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

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vinheta-clipping-forte1(El Pais, 15) 1. O presidente da Nigéria declarou (14), o estado de emergência em três províncias do noroeste do país: Borno, Yobe e Adamawa. Enviou mais tropas à zona numa tentativa de deter a crescente violência e insurgência. A seita islamita Boko Haram intensificou nas últimas semanas seus ataques contra as forças de segurança e o Governo nos seus bastiões do noroeste. “Enfrentamos (…) uma insurgência de grupos terroristas que são uma ameaça muito séria a nossa unidade nacional”, declarou o presidente pela TV.

2. “Atacaram edifícios e instalações governamentais. Mataram cidadãos inocentes e funcionários do governo. Queimaram casas e sequestraram mulheres e crianças. Esses atos supõem uma declaração de guerra”, agregou. A decisão do presidente chega em um momento em que Boko Haram se apossou de várias áreas do noroeste da Nigéria, em torno do lago Chad. Os funcionários do Governo nessa região fugiram.

3. Fontes de segurança asseguraram a agencia Reuters que os islamitas controlam ao menos 10 municípios da província de Borno, que é o epicentro da insurgência. Na semana passada, dezenas de combatentes de Boko Haram sitiaram a cidade de Bama onde libertaram 100 presidiários e mataram 55 pessoas em sua maioria policias.

4. Nigéria é o país mais populoso da África (150 milhões de habitantes), o oitavo do mundo e tem a maior população negra do mundo. É o décimo maior produtor de petróleo, similar ao Brasil e superior ao Kuwait, Iraque e Venezuela. Nigéria fica no golfo da Guiné. A capital da província de Borno é Maiduguri.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

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vinheta-clipping-forte1O governo venezuelano está adotando um plano de combate à violência que acionou na segunda-feira cerca de 3 mil militares e policiais – principalmente no Estado de Miranda, governado pelo opositor Henrique Capriles – para reforçar a segurança no país. Nesta terça-feira, 14, o presidente Nicolás Maduro também aplicou a primeira etapa do aumento salarial que pretende dar às Forças Armadas.

O deslocamento das forças de segurança foi iniciado nos distritos caraquenhos de Sucre e Baruta que, localizados no Estado sob o governo do líder opositor derrotado nas duas últimas eleições presidenciais, são administrados por prefeitos também pertencentes aos rivais do chavismo.

“Decidimos lutar com toda nossa alma para construir uma pátria segura”, declarou Maduro na segunda-feira em cadeia nacional de rádio e TV, diante de batalhões de militares e policiais, no Forte Tiuna.

Capriles, que não aceita a derrota para Maduro na votação de 14 de abril, afirmou em uma entrevista à Unión Radio que “segurança não é simplesmente pôr as forças policiais ou o Exército nas ruas”.

O governador de Miranda – onde, segundo o governo federal, ocorreram 16% dos 3,4 mil assassinatos registrados no primeiro trimestre do ano – pediu um “plano integral” de segurança, que se concentre também na luta contra a impunidade e na reforma do problemático sistema carcerário venezuelano. O opositor contesta as cifras oficiais de violência em seu Estado, afirmando que 10% dos homicídios na Venezuela ocorrem em Miranda e qualificando os registros do governo federal de “politicagem”.

Favela.

“Exigimos que o Exército suba os morros. Diariamente nos roubam duas ou três motos”, disse nesta terça-feira José Vélez, membro de uma cooperativa de mototaxistas do Petare, uma das regiões mais violentas de Caracas, localizada no Estado de Miranda.

Visivelmente incomodado, Vélez afirmou que, na noite de segunda-feira, foi a primeira vez em muito tempo que viu policiais e militares patrulhando o local.

Assista ao vídeo de Maduro anunciando o aumento salarial às Forças Armadas:

 

FONTE: O Estado de S. Paulo

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vinheta-clipping-forte1A Rússia não tem a intenção de vender armas à Síria além dos contratos já existentes, declarou o ministro das Relações Exteriores, Serguêi Lavrov.

Na última sexta-feira (10), Lavrou se reuniu com seus colegas da Alemanha e da Polônia, Guido Westerwelle e Radoslaw Sikorski, respectivamente, em Varsóvia, na Polônia.

“A Rússia está finalizando o fornecimento de sistemas antiaéreos. Esse é um armamento defensivo, projetado para que a Síria tenha a possibilidade de se proteger de ataques aéreos”, disse Lavrov.

Na véspera do encontro na capital polonesa, diversos veículos do Ocidente informaram  que Moscou forneceria o sistema de defesa antimíssil S-300 para Damasco.

A reação foi instantânea: o primeiro-ministro britânico, David Cameron, levantou a questão em meio às suas conversas com Vladímir Pútin, em Sôtchi. Westerwelle também indagou Lavrov sobre a questão durante o encontro em Varsóvia.

Esse foi o terceiro encontro do tipo realizado entre os ministros: em 2011, a reunião ocorreu em Kaliningrado; em 2012, em Berlim. Lavrov, Westerwelle e Sikorski acertaram que a reunião do próximo ano será realizada em São Petersburgo.

De acordo com Lavrov, o formato do encontro é útil para o surgimento de novas ideias para melhorar a cooperação na prática entre os três países e desenvolver uma parceria estratégica da Rússia com a UE.

Base na Bielorússia

Até 2015, Moscou pretende criar uma base aérea completa na vizinha Bielorrússia, que hospedará caças russos. Em 23 de abril, o chefe do Ministério da Defesa, Serguêi Shoigu, realizou uma visita à Minsk para tratar do assunto.

De acordo com acordos preliminares, a primeira unidade de emergência de caças será entregue já em 2013. Depois de dois anos, surgirá um regimento de aviação russa na Bielorrússia.

Além disso, em 2014, a Rússia fornecerá quatro divisões de S-300 para proteger o espaço aéreo da Bielorrússia.

O presidente bielorrusso, Aleksander Lukashenko, não levantou objeções às propostas de Shoigu, mas declarou que ainda não foram alcançados os acordos de princípio sobre a base.

Indagado pela Gazeta Russa se a base aérea na Bielorrússia poderia ser considerada como uma resposta do lado russo ao sistema antimíssil europeu, Lavrov disse:

“Do ponto de vista puramente militar, a base da força aérea, na forma em que a questão foi discutida entre Rússia e Bielorrússia, nada tem a ver com o sistema europeu de defesa antimíssil. Existem outros meios para neutralizar os riscos potenciais.”

Ele lembrou que a relação da Rússia com a Bielorrússia, incluindo a esfera militar, constitui-se como a de aliado.

“Temos um tratado sobre o estado da união, cujos mecanismos estão funcionando. As questões de segurança são resolvidas de maneira harmoniosa. Não vejo qualquer motivo para nervosismo em relação a esse assunto”, destacou Lavrov.

Perguntado sobre qual seria a reação da Alemanha e da Polônia em relação à criação dessa base aérea, Westerwelle observou: “o fortalecimento da confiança é o principal objetivo que devemos almejar.”

A resposta de Sikorski foi mais concreta:

“A Polônia não quer participar de uma corrida armamentista perto de suas fronteiras.” Ele acrescentou que “o surgimento da base aérea russa na Bielorrússia nos preocupa e nós gostaríamos que isso não acontecesse”.

É compreensível que, para a União Europeia, jatos de combate russos extras junto às fronteiras orientais são absolutamente desnecessários.

Lavrov teve que dar explicações adicionais a esse respeito:

“Muitas vezes eu já falei sobre a aproximação da infraestrutura militar das fronteiras do país. Quando o Pacto de Varsóvia terminou, garantiram-nos que a Otan não iria se expandir para o Leste. Mais tarde, a aliança começou a se expandir. Também nos garantiram que nos territórios dos novos membros da Otan não iriam ser dispostas forças de combate substanciais permanentes. Tudo isso foi violado, nada está sendo cumprido. A infraestrutura militar da Otan realmente está movendo-se para o Leste, rente à fronteira russa. E nós não estamos fazendo disso uma tragédia.”

De acordo com Lavrov, Moscou, Berlim e Varsóvia têm uma compreensão geral de que a Rússia e a Otan não são inimigos, o que está sacramentado em documentos aprovados em esferas superiores.

“Nesse sentido, há algum tempo, Rússia e Polônia apoiaram a iniciativa da Alemanha de um projeto de fortalecimento de confiança na área Euro-Atlântica. Nós somos coautores do respectivo documento no Conselho Otan-Rússia. Espero que os outros membros do conselho apoiem nossa iniciativa conjunta”, disse ele.

FONTE: Gazeta Russa

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Doze brasileiros, integrantes de tropa da França, lutaram contra jihadistas. Ex-militar de elite do Exército chegou de paraquedas a área do inimigo.

 

Tahiane Stochero
Do G1, em São Paulo

vinheta-clipping-forte1Estão voltando ao Brasil na primeira quinzena de maio, para passar as férias com a família, soldados brasileiros que integram a Legião Estrangeira e que, a serviço da França, participaram da Operação Serval, como foi denominada a intervenção militar francesa realizada em janeiro com apoio dos Estados Unidos para recuperar regiões dominadas por rebeldes islâmicos no Mali.

Leia a matéria no site do G1, clicando aqui.

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vinheta-clipping-forte1O primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o presidente russo, Vladimir Putin, discutiram nesta sexta-feira medidas conjuntas visando a uma solução para o conflito na Síria, em um contexto de intensas negociações diplomáticas.

A visita de Cameron a Sochi, às margens do Mar Negro, ocorre três dias após Moscou e Washington terem chegado a um acordo em busca de uma resolução política para o conflito, que já dura mais de dois anos e deixou mais de 70.000 mortos, segundo a ONU.

O primeiro-ministro britânico deve se reunir na segunda-feira com o presidente americano, Barack Obama, na Casa Branca.

Após a reunião, Putin revelou que havia conversado com Cameron a respeito de ‘possíveis opções’ para uma solução, mas nenhum outro avanço foi anunciado.

‘Por iniciativa do primeiro-ministro, conversamos sobre possíveis opções para um desenlace positivo da situação (na Síria) e sobre as medidas concretas neste sentido’, disse o chefe de Estado russo em sua residência em Sochi, citado pelas agências russas.

‘Temos um interesse comum, que é acabar rapidamente com a violência e lançar um processo de solução pacífica, manter a integridade territorial da Síria como Estado soberano’, acrescentou.

Cameron afirmou que, apesar de os pontos de vista de Rússia e Grã-Bretanha sobre a solução do conflito sírio serem diferentes, os dois países têm o mesmo objetivo, que é pôr fim ao conflito e conter o extremismo no país.

O primeiro-ministro britânico saudou a proposta de organizar uma conferência internacional por uma solução política -com base no acordo de Genebra concluído em 30 de junho de 2012 entre as grandes potências- feita por Moscou e Washington na terça.

‘A Grã-Bretanha, a Rússia e os Estados Unidos devem cooperar para criar um governo de transição na Síria’, indicou Cameron.

O acordo de Genebra não define o futuro do presidente sírio, Bashar al-Assad, e a oposição continua a considerar a sua saída do poder como uma pré-condição para qualquer negociação.

Contudo, o secretário de Estado americano, John Kerry, insistiu na quinta-feira, em visita à Roma, que a saída de Assad é necessária. Ele também considerou que o fornecimento iminente de mísseis terra-ar russos à Síria seria ‘potencialmente desestabilizador’ para a região.

Nesta sexta, Lavrov indicou que Moscou está concluindo o fornecimento de mísseis já acertado com a Síria, mas que não planeja realizar novas vendas de armamentos deste tipo.

‘A Rússia vende (mísseis) há muito tempo. Ela assinou contratos e conclui o fornecimento em virtude de contratos assinados. Isso não é proibido por nenhum acordo internacional’, declarou em Varsóvia.

‘Trata-se de armamento defensivo para que a Síria, que é o país importador, tenha a possibilidade de se defender de ataques aéreos’, acrescentou Lavrov.

Já o chefe da diplomacia alemã, Guido Westerwelle, indicou a existência de uma controvérsia a esse respeito e exigiu o fim do fornecimento de armas à Síria.

‘Estamos convencidos de que o fornecimento internacional de armas à Síria deve acabar e que devemos fazer tudo para dar chances a uma situação política’, declarou Westerwelle após uma reunião com os ministros das Relações Exteriores da Polônia e da Rússia.

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, fez um apelo por uma ação internacional urgente para acabar com o derramamento de sangue na Síria, após testemunhos de massacres cometidos recentemente pelas tropas de Damasco na cidade de Banias.

Mas ela se disse satisfeita com a iniciativa russo-americana sobre a realização de uma conferência internacional.

No terreno, o Exército sírio lançou panfletos sobre Qousseir, uma cidade estratégica localizada na província de Homs, pedindo para que os habitantes deixem a cidade rebelde antes de um ataque iminente, indicou à AFP uma fonte militar que pediu para não ser identificada.

Os rebeldes na Síria postaram na internet mais um vídeo que mostra quatro capacetes azuis filipinos capturados terça-feira. As Filipinas declararam nesta sexta-feira que desejam a retirada de seus cidadãos da força de observação da Otan nas Colinas de Golã o quanto antes.

FONTE: G1

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AFP

MOSCOU

 

vinheta-clipping-forte1A Rússia comemorou nesta quinta-feira a vitória sobre o regime nazista em 1945 com um desfile de 11 mil soldados na Praça Vermelha, em Moscou, e bombardeiros no céu, uma demonstração de força digna da antiga e poderosa União Soviética.

Caminhões militares transportando mísseis estratégicos e outras armas pesadas desfilaram pelo centro da capital russa para marcar o fim da Segunda Guerra Mundial, celebrada em 9 de maio na ex-URSS. A rendição alemã foi assinada durante a noite de 8 de maio em Berlim, mas 9 de maio no horário de Moscou.

Exatamente às 10h00 (03h00 no horário de Brasília) no relógio do Kremlin, um grande silêncio se instalou na Praça Vermelha repleta de militares, e na tribuna oficial o presidente Vladimir Putin e convidados, incluindo muitos ex-combatentes cheios de medalhas.

O desfile militar começou com a revisão das tropas pelo ministro da Defesa, Sergei Shoigu, que passou em uma descoberta limusine preta, acolhendo milhares de soldados e oficiais que gritavam em coro o seu tradicional “Hooray!”, sob um céu azul e uma temperatura de primavera.

“Vamos sempre lembrar que foi justamente a Rússia, a União Soviética, que frustrou os projetos hediondos, sangrentos, dos nazistas e que os impediu de controlar o mundo”, declarou Putin, em um breve discurso.

“Nossos soldados salvaram a liberdade e a independência ao defenderem abnegadamente sua pátria, libertando a Europa e conquistando uma vitória cuja grandeza será lembrada por séculos”, acrescentou.

“Nós faremos tudo para que pessoa alguma possa começar uma guerra em qualquer lugar. Nós nos esforçamos para melhorar a segurança do planeta”, disse Putin.

Após a queda do regime soviético em 1991, os desfiles militares foram reduzidos a uma dimensão mais histórica. Mas a Rússia recuperou a tradição das demonstrações de poder, algo caro a Vladimir Putin, que atingiu o apegou com o aniversário de 65 anos da vitória em 2011, quando as tropas da OTAN foram convidadas pela primeira vez.

Antes de seu retorno ao Kremlin há um ano para um terceiro mandato como presidente, depois dos de 2000-2008 e um interlúdio como primeiro-ministro em 2008-2012, Putin prometeu um rearmamento “sem precedentes” da Rússia frente os Estados Unidos, planejando gastar 23 trilhões de rublos (590 bilhões de euros) nesta década.

Desfiles militares, com a participação de cerca de 40 mil soldados ocorreram em 24 cidades da Rússia, de Vladivostok (Extremo Oriente) a São Petersburgo (noroeste), passando pela Sibéria.

Em Moscou, vários regimentos do Exército russo marcharam em passo cadenciado, seguidos por veículos transportando tropas 82A e rampas de lançamento do sofisticado míssil terra-ar S-400.

Estes veículos cruzaram o centro da capital, sob os olhos de muitos espectadores agrupados atrás de barreiras de metal ao longo do percurso fechado pela polícia.

No céu, 68 helicópteros e aviões, incluindo os bombardeiros Tu-160 e MiG-29 voaram sobre Moscou.

Mais de 25 milhões de russos morreram durante a Segunda Guerra Mundial. Autoridades russas acusam regularmente a historiografia ocidental de minimizar o papel da União Soviética na vitória.

As celebrações da “Grande Guerra Patriótica” na Rússia, que geralmente fazem pouco caso do desembarque dos aliados na Europa, são marcadas ao longo do dia por muitos eventos (concertos, exposições, filmes e queima de fogos).

FONTE: AFP via Resenha do Exército

VÍDEO: Russia Today

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ANDREI NETTO, CORRESPONDENTE / PARIS – O Estado de S.Paulo

vinheta-clipping-forte1Os ministérios do Interior e da Defesa da França anunciaram ontem o reforço da segurança interna e dos prédios públicos do país no exterior em resposta às ameaças da Al-Qaeda de atacar alvos franceses pelo mundo. Em Paris, o Plano Vigipirate, que estabelece o nível de alerta, foi reforçado com a mobilização de agentes para vigiar os transportes públicos, aglomerações e pontos turísticos.

No dia 24, a Embaixada da França na Líbia foi alvo de um atentado com carro-bomba que deixou dois soldados feridos. Na terça-feira, Abou Obeida Youssef al-Annabi, chefe da Al-Qaeda do Magreb Islâmico (AQMI), grupo jihadista que atua no Norte da África, voltou a ameaçar atacar alvos franceses pelo mundo. A justificativa usada foi a “agressão” da França aos radicais islâmicos no Mali.

“Estamos no pós-guerra, mas a guerra não acabou. Estamos em uma fase de transição”, respondeu ontem o ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian. “Toda a comunidade internacional deseja que o Mali promova eleições que garantam sua futura governança, mas isso passa obrigatoriamente pela liberação de seu território, o que ocorre hoje graças à ação admirável de nossas forças.”

Segundo ele, em razão da intervenção no Mali, as ameaças da AQMI precisam ser levadas a sério. Le Drian disse que o Ministério do Interior já reforçou o Plano Vigipirate, que organiza o policiamento de fronteiras, de transportes e de pontos turísticos de Paris e do interior.

Suspeitos de atividades terroristas passarão também a ser mais intensamente acompanhados pelos serviços secretos. O mesmo reforço do policiamento ocorre no exterior, onde embaixadas, consulados e escolas receberão reforço de segurança.

FONTE: O Estado de S. Paulo

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Desenhos em 3D da arma foram disponibilizados na internet. Arma foi testada pelo grupo nos Estados Unidos com sucesso.

 

vinheta-clipping-forte1Um grupo dos Estados Unidos criou a primeira arma feita inteiramente em uma impressora 3D, segundo reportagem da “BBC”. No domingo (5), o grupo, chamado “Defense Distributed”, começou a disponibilizar na internet os desenhos em 3D da arma, que foi testada com sucesso no sábado (4) na cidade de Austin, no Texas (veja o vídeo abaixo).

“Muitas pessoas não esperavam que isso poderia ser feito”, disse Cody Wilson, de 25 anos, líder do grupo, que passou um ano tentando criar a arma de fogo.

As impressoras 3D usam fios de plásticos para construir objetos camada sobre camada. Segundo a “BBC”, quando essa tecnologia se tornar mais barata, em vez de comprar os produtos nas lojas, os consumidores serão capazes de baixar os desenhos em 3D na internet e imprimi-los em casa.

Chamada “Liberator”, a arma foi feita em uma impressora 3D de US$ 8 mil e montada por meio de 16 peças de plástico ABS impressas separadamente – alguns itens, como o prego, é de metal. A arma é capaz de disparar cartuchos convencionais de pistola.

Perigos

Em entrevista à “BBC”, Wilson disse que existe uma demanda muito grande por armas de fogo. “Eu vejo um mundo onde a tecnologia diz que você será capaz de ter o que quiser. Não cabe mais aos políticos”. Perguntado se ele sente qualquer responsabilidade sobre onde essas armas podem chegar, ele disse: “Eu reconheço que a arma pode ser usada para prejudicar outras pessoas, já que é uma arma de fogo. Mas eu não acho que isso seja motivo para não fazê-la”, completou.

Para fazer a arma, Wilson recebeu uma licença de fabricação e de venda da Agência Federal de Explosivos e Armas dos EUA, a ATF. Donna Sellers, da ATF, disse à BBC que a arma feita pela impressora 3D era legal nos EUA. “Nos EUA, uma pessoa pode fabricar uma arma de fogo para uso próprio. Porém, se ela começar a fabricar armas para a venda, pode precisar de uma licença”, disse.
A Europol, polícia europeia, afirmou que atualmente os criminosos ainda buscam armas de fogo por meio dos caminhos tradicionais. “Mas, com o passar do tempo e com a tecnologia se tornando mais amigável e rentável, é possível que os riscos surjam”, disse Victoria Baines, da Europol.

FONTE: G1

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CIGS no NYT

CIGS no NYT

Centro de Instrução de Guerra na Selva no jornal New York Times. Para ver a galeria de fotos, clique aqui e para ler a matéria (em inglês) clique aqui.

CIGS no NYT 2

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Da BBC Brasil

8 de maio de 2013

vinheta-clipping-forte1Com sua vizinhança na América do Sul em paz e potenciais ameaças surgindo do outro lado do Atlântico, o Brasil vem ampliando seus esforços de defesa no oceano e estreitando os laços militares com países africanos.

A estratégia, que também abarca interesses comerciais como a venda de armamentos brasileiros para a África, segue um movimento amplo da diplomacia nacional rumo ao continente que ganhou fôlego no governo Lula, quando o Itamaraty era chefiado por Celso Amorim.

Hoje ministro da Defesa, Amorim diz à BBC Brasil que a aproximação entre militares brasileiros e africanos busca ainda combater o narcotráfico e evitar que a pirataria no Golfo da Guiné, na costa atlântica da África, prejudique o Brasil.

O movimento, segundo o ministro, também visa preparar as forças brasileiras e africanas caso a crise no Mali respingue no Atlântico. Naquele país, próximo da costa ocidental africana, grupos extremistas – entre os quais a Al-Qaeda no Magreb Islâmico – se uniram a movimentos separatistas tuaregues em batalha contra o governo central, hoje apoiado por tropas francesas.

“Se (o conflito) chegar na costa ocidental africana, começa a chegar perto dos interesses brasileiros e temos que estar alertados para isso.”

Leia os principais trechos da entrevista com Amorim, concedida no Ministério da Defesa, na última quinta-feira.

BBC Brasil – Qual o objetivo da aproximação militar entre o Brasil e países africanos?

Celso Amorim - A nossa estratégia de defesa tem uma dimensão de cooperação e outra de dissuasão. Dissuasão é contra quem tiver de ser, mas, na América do Sul, tem sido tradicionalmente de cooperação. É natural que o mesmo conceito se aplique à África, que compartilha conosco o oceano, uma área até hoje pacífica, com raríssimas exceções, e que desejamos manter assim.

Por outro lado, os países africanos têm conosco um comércio crescente, há interesses crescentes do Brasil na África, e eles têm interesse também em cooperação para garantir que o Atlântico Sul continue a ser um oceano pacífico, mas também para enfrentar novas ameaças, como pirataria, contrabando e tráfico de drogas, que podem até vir mescladas com outras mais graves, o que não ocorreu até agora.

BBC Brasil – O senhor se refere ao terrorismo?

Amorim - Não podemos ignorar que existe essa questão. Quando houve o problema na Líbia, antevíamos que isso teria consequência um pouco mais para o sul da África. Um ano e meio depois, tivemos o problema no Mali. O Mali já está muito próximo da costa ocidental africana.

Espero que isso não ocorra. Se chegar na costa ocidental africana, começa a chegar perto dos interesses brasileiros e temos que estar alertados para isso. Sempre em colaboração com os principais responsáveis, que são os próprios africanos.

BBC Brasil – Em que estágio está a colaboração com essas nações?

Amorim - Essas coisas evoluem aos poucos, mas, do ponto de vista político, já há aproximação com a África há algum tempo. Ela obviamente se acentuou muito no governo Lula e agora com Dilma, mas ela é mais antiga.

Com a Namíbia, porque nos pediram já há muito tempo, o Brasil começou a cooperar ativamente na formação da Marinha. Com os países de língua portuguesa, havia alguma cooperação, e continua a haver, mas temos que acentuar, acelerar isso e desenvolver relações bilaterais com esses países, não só os de língua portuguesa.

Os países africanos veem no Brasil um país que coopera e que não traz nenhuma carga emocional negativa de outros tempos. É um país em desenvolvimento, que tem preocupações semelhantes.

Não vou esconder que também há um interesse comercial. O Brasil produz equipamentos que podem ser úteis para esses países. Aliás, já temos vendido alguns, outros estão em fase de estudo e análise, mas esse não é o objetivo principal.

Outros países estão interessados que indústrias brasileiras possam se estabelecer no seu território. Outros não têm nem condição disso, estão só interessados em adquirir, receber um equipamento, mas sempre têm interesse também em participar de exercícios.

BBC Brasil – Esse lado comercial não pode suscitar críticas da comunidade internacional se armas brasileiras forem vendidas para países com regimes contestados, como a Guiné Equatorial?

Amorim - Os países que contestam gostam muito de contestar os outros e vender eles próprios. Os grandes conflitos na África não foram alimentados com armas brasileiras, conflitos ligados a questões como diamantes, petróleo. Nossa relação é com Estados, que têm que defender sua integridade física.

Não é uma cooperação voltada à segurança interna desses países, é voltada à defesa de Estados soberanos, reconhecidos como tais pelas Nações Unidas.

BBC Brasil – O governo não se preocupa com o risco de que armas brasileiras vendidas a países africanos sejam usadas contra civis?

Amorim - Temos muita preocupação, mas o tipo de equipamento que vendemos é equipamento de defesa do Estado. Vendemos Super Tucanos (aviões militares da Embraer) e, se eventualmente chegarmos a vender navios-patrulha, isso não é para usar contra população civil.

O Brasil acompanha, segue resoluções da ONU, tem muita preocupação com esses fatos. Mas a nossa ótica não é necessariamente a de países desenvolvidos.

Vejo muitas situações em países específicos em que, às vezes, a visão de países desenvolvidos, ricos, sobretudo ex-potências coloniais, não é a mesma da nossa. Às vezes (eles) têm uma visão muito particular da situação e querem expurgar as próprias culpas descobrindo outros males.

BBC Brasil – Mas se, por exemplo, o Estado brasileiro financia a construção de uma fábrica de armas na Argélia por empresas brasileiras (conforme concorrência em curso naquele país disputada pelas brasileiras Odebrecht e a Atech), o Brasil não fica em situação próxima das ex-potências coloniais?

Amorim - É uma relação de Estado, com um país soberano, que não está sob sanções da ONU. Tenho uma certa experiência, não sou muito ingênuo nessa situação.

Pegue o drama da Síria: um lado fornecendo armas para o governo, o outro, direta ou indiretamente, fornecendo armas para os rebeldes. De violações os dois lados são acusados, mas, quando convém, você salienta um aspecto.

Não vou ficar aqui citando países. Mas verifique as guerras civis na África e veja quem forneceu armamentos para grupos que não respeitavam nem resoluções da ONU, nem o direito internacional. Por cima do pano e por baixo do pano. Nós não queremos vender por baixo do pano, não venderemos.

BBC Brasil – Quais os objetivos das manobras que a Marinha brasileira tem realizado em países africanos?

Amorim - Manobras, mesmo, eu diria [que se aplica] mais ao que temos feito com a África do Sul. Mas aí não é só com África, é um programa do Ibas (fórum que agrega Índia, Brasil e África do Sul), um grupo de três países em desenvolvimento, democráticos, plurirraciais.

Os outros, chamar de manobra talvez seja um pouco de exagero. Quando temos uma embarcação militar, em vez de esses navios-patrulha fazerem sua viagem inaugural para portos de países desenvolvidos, onde nós talvez não tenhamos muito a oferecer, eles têm visitado portos africanos e realizado pequenos exercícios para interceptar barcos piratas, exercícios ligados à ocupação de barcos inimigos, que são muito apreciados.

O Brasil tem a maior costa atlântica do mundo. É mais do que natural que tenhamos essa cooperação, que a gente amplie esses treinamentos que já vêm recebendo alguns países.

Tudo depende do tamanho do país. Cabo Verde, por exemplo, é um país arquipélago no meio do Atlântico. É do nosso interesse, além do lado de solidariedade com um país africano em desenvolvimento membro da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), evitar que haja problemas numa região próxima do Brasil e parte das nossas rotas marítimas.

BBC Brasil – O Brasil já foi instado por algum desses países a agir de forma mais combativa, inclusive interceptando navios piratas, como França ou EUA fazem frequentemente na costa africana?

Amorim - Cada país tem suas doutrinas e nós teremos a nossa. Em primeiro lugar, sempre respeitosa ao desejo do próprio país e sempre analisando cada situação. Eu não excluo que uma coisa dessas possa acontecer a pedido deles, mas também não creio que seja muito imediata.

Mas acho que estamos fortalecendo laços que podem servir idealmente para habilitar o próprio país a fazer sua defesa.

BBC Brasil – Ainda não houve pedidos?

Amorim - Houve pedido para nós ajudarmos, mas não muito claro se era com meios nossos ou ajudando os meios dos países.

BBC Brasil – Alguns estudos recentes apontam a pirataria no Golfo da Guiné, na costa ocidental da África, como um problema crescente, enquanto a pirataria na costa da Somália, no Chifre da África, tem diminuído. A pirataria no Golfo da Guiné pode prejudicar o Brasil?

Amorim - É claro. Boa parte do petróleo que importamos vem do Golfo da Guiné ou imediações. Já temos conversado muito com países como Angola e outros, África do Sul, Namíbia, sobre possibilidades de exercícios conjuntos mais amplos.

Fomos convidados a participar como observadores de uma reunião africana relativa à segurança do Golfo da Guiné. Mas a responsabilidade primordial é dos países ribeirinhos.

Nós poderemos ajudar por dois motivos: solidariedade, que é real na nossa política externa sobretudo em relação à África, mas também por interesse nosso: rotas marítimas, petróleo, empresas brasileiras.

BBC Brasil – O uso do Atlântico Sul para o transporte de drogas tem se tornado mais visível e gerado crescente preocupação no exterior. O que o Brasil faz para evitar que embarcações com drogas partam daqui rumo à África?

Amorim - Temos ações no nosso território, mas obviamente existe essa preocupação, ela é uma das razões que nos movem. Não é segredo para ninguém que há preocupação muito grande da comunidade internacional com a situação na Guiné-Bissau.

Trabalhamos no passado com ideia de ajudar a reformar as Forças Armadas da Guiné-Bissau, mas isso depende do próprio país. A situação hoje não facilita essa cooperação, mas (estamos) na expectativa de que país se redemocratize rapidamente e resolva ou encaminhe o problema que existe com relação ao narcotráfico.

BBC Brasil – O governo então condiciona seus acordos militares na África à situação de cada país?

Amorim - Não é que façamos distinção entre países, mas é preciso que haja um processo. Não precisamos esperar que tudo esteja perfeito. Se formos esperar que tudo esteja perfeito, você não consegue talvez até melhorar a situação do próprio país, que é o objetivo.

Esse foi um erro que se cometeu em relação à Guiné-Bissau no passado. Há quatro, cinco anos, havia uma consciência clara do que era preciso fazer, mas alguns países, sobretudo grandes doadores, de quem se dependia para levar adiante os planos, ficaram a dizer não. Acabou não se fazendo nada, e a situação se agravou tremendamente.

Mas também não posso de repente ceder, ainda que seja uma lancha-patrulha, sem ter certeza de que ela não vai parar na mão de narcotraficantes. A linha divisória é essa.

BBC Brasil – Alguns analistas veem uma militarização no Atlântico Sul. Eles citam o reforço militar da Grã-Bretanha nas ilhas Malvinas (Falklands, para os britânicos), ações da Marinha da China para assegurar seu comércio com a África e a reativação da Quarta Frota americana. Essas movimentos preocupam o Brasil?

Amorim - Não quero citar movimentos específicos, porque não tenho preocupação com esse ou aquele país. Somos contra uma militarização e, sobretudo, somos contra o desdobramento de forças no Atlântico Sul que possam ser de ataque, que usem armas de destruição em massa, nucleares ou outras.

O Brasil sempre tem combatido isso na diplomacia, e nós também na Defesa temos essa política. O Brasil não é um país que tenha inimigos, mas ele não pode descuidar de seus interesses e ninguém pode descuidar da sua própria defesa.

O Atlântico Sul é uma área natural do nosso interesse, independentemente de outros países estarem fazendo isso ou aquilo. Queremos evoluir no Atlântico Sul, enfrentando problemas como o da pirataria, mas sem transformá-lo num apêndice do Atlântico Norte.

BBC Brasil – Tem havido uma mudança no foco da Defesa brasileira do Cone Sul para o Atlântico Sul?

Amorim - Não gosto muito da expressão Cone Sul – a maior parte do Brasil não é Cone Sul. Agora, por uma série de fatores – maior política de integração, maior entendimento entre lideranças políticas, maturidade das sociedades –, a América do Sul é hoje uma área de paz.

Claro que tem que manter forças, porque existem grupos irregulares, bandos armados, o Brasil tem uma fronteira extensíssima. Mas, sendo a América do Sul uma zona de paz e havendo ameaças novas e algumas das antigas também (no Atlântico Sul), até por rivalidades entre terceiros, temos interesse em evitar eventuais conflitos que não estamos prevendo hoje.

Quando você prepara defesa, não é para os próximos dois nem três anos, mas 20, 30, 40 anos. Temos que estar preparados para nos defender e defender nossos interesses.

BBC Brasil – Existe algum cuidado especial com a defesa das reservas do pré-sal?

Amorim - Claro que existe. Essa é uma das explicações para o programa forte da Marinha brasileira, no caso dos navios-patrulha, e outros de porte menor para defesa mais local, sendo fabricados no Brasil.

O próprio submarino de propulsão nuclear, o objetivo principal de termos esse submarino é termos capacidade ampla de movimentação. Algumas dessas decisões antecedem as descobertas do pré-sal, que acentuaram essa preocupação.

Há uma porção de condicionantes prévias, como [as que regem a presença de forças brasileiras] no Haiti. Mas não consideramos nossa força no Haiti de intervenção: é uma força de paz que está lá para garantir ordem enquanto se processa estabilização não só política, mas social no país.

BBC Brasil – Quando ocorrerá a retirada total das tropas brasileiras no Haiti?

Amorim - Queremos que ela seja progressiva. A última redução implicou do nosso lado em redução de 400 [militares]. Estamos levando o nível de nosso contingente para aqueles quantitativos que prevaleciam antes do terremoto. Não posso fazer um cronograma como se estivesse construindo uma estrada. Não é assim.

BBC Brasil – O Brasil poderá enviar militares à República Democrática do Congo agora que o comandante da força da ONU no país será brasileiro, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz?

Amorim - Acho que o “force commander” (comandante da força), por enquanto, está de bom tamanho. Ele não nos pediu nada.

BBC Brasil – Mas é possível?

Amorim - Temos que estar presentes onde podemos fazer diferença. No momento, temos engajamento muito forte no Haiti, que ainda vai durar um tempo, embora não seja nossa intenção de maneira alguma nos perpetuarmos.

Temos uma presença naval no Líbano muito importante. É a primeira vez que o Brasil tem uma presença no Mediterrâneo, que é um teatro tradicional militar, naval. Temos que analisar cada solicitação com muito cuidado.

Agora, se o general precisar de algum apoio do Estado Maior, vamos fazer o possível para ajudar. Não estou falando de tropas, estou falando de apoio, observadores etc.

BBC Brasil – O Brasil tem condições de manter suas Forças Armadas em todas essas frentes externas – Haiti, Líbano, crescente cooperação com países africanos e outros – tendo tantos desafios internos na área de defesa?

Amorim - Os desafios internos não são da área de Defesa, são da área de segurança e quem cuida disso são Polícia Federal e Ministério da Justiça. Nós ajudamos em fronteira e em situações excepcionais, mas essa não é a missão primordial das Forças Armadas. A missão primordial é a defesa do país.

Então não vejo que tenhamos de maneira alguma nos enfraquecido por ter mandado tropas para o Haiti ou a fragata ao Líbano, até porque essas missões também servem para colocar nossos militares em situações reais. Isso tem papel muito positivo na formação, no treinamento das nossas Forças Armadas.

BBC Brasil – O impasse quanto à compra de caças para a Aeronáutica terá um desfecho em breve?

Amorim - Espero que sim. É a única coisa que posso dizer.

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vinheta-clipping-forte1O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta terça-feira que a Coreia do Norte já não é mais capaz de criar uma crise internacional com suas provocações e assegurou que tanto os EUA quanto a Coreia do Sul são plenamente capazes de se defenderem. Segundo Obama, o fato de hoje ele ter recebido na Casa Branca a nova presidente sul-coreana, Park Geun-hye, é uma prova de que a Coreia do Norte “fracassou mais uma vez”.

“Os dias nos quais a Coreia do Norte conseguia criar uma crise e obter concessões acabaram”, disse Obama a repórteres reunidos na Casa Branca depois de uma reunião com Park no Salão Oval. Esta é a primeira viagem de Park ao exterior depois que foi eleita. A visita a Obama marca os 60 anos da aliança entre Washington e Seul.

Segundo Obama, a Coreia do Norte não conseguiu, com suas ameaças, provocar divisão entre EUA e Coreia do Sul nem obter respeito internacional.

Antes da reunião entre Obama e Park, fontes norte-americanas disseram que a Coreia do Norte deu um passo atrás em sua recente escalada de ameaças ao remover de uma plataforma de lançamento os mísseis balísticos de médico alcance que vinham sendo preparados para um teste.

Nas últimas semanas, a Coreia do Norte manteve dois mísseis Musudan em preparação para um teste, mas ambos foram removidos nos últimos dias, disseram as fontes sob a condição de anonimato O motivo do recuo não está claro, já que não houve pronunciamento oficial norte-coreano sobre o assunto.

O secretário de Imprensa do Pentágono, George Little, chegou a comentar ontem que houve uma “pausa” nas provocações da Coreia do Norte, mas não mencionou a retirada dos mísseis. As informações são da Associated Press.

FONTE: O Estado de S. Paulo

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