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Curso de instrução sobre Fuzil 5,56mm IA2 no CTecCFN

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Nos dias 10 e 11 de outubro, militares e funcionários civis da Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha (DSAM), do Comando do Material de Fuzileiros Navais (CMatFN), do Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais (BtlOpEspFuzNav) e do 3º Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais (Batalhão Paissandu – 3º BtlInfFuzNav) participaram do curso de instrução sobre o Fuzil 5,56mm IA2, desenvolvido pela Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL). O curso foi ministrado por técnicos da IMBEL nas dependências do Centro Tecnológico do Corpo de Fuzileiros Navais, no Rio de Janeiro (RJ).

O curso de instrução é o passo inicial para a avaliação operacional em 20 fuzis, que compõem um lote-piloto e que foram disponibilizados, com esse fim, para a Marinha do Brasil. Os testes serão realizados pelo BtlOpEspFuzNav, Batalhão de Operações Ribeirinhas e 3º BtlInfFuzNav, sob a coordenação da DSAM e do CMatFN. Eles têm por finalidade avaliar o desempenho do fuzil em condições operativas, onde será verificado, por exemplo, sua portabilidade, sua compatibilidade com os equipamentos individuais do militar e a sua resistência a impactos e ao contato com areia, água ou lama.

Os resultados dos testes operacionais, em conjunto com as avaliações técnicas que serão feitas pela DSAM, servirão como importante subsídio para que seja verificada a adequabilidade do armamento para um futuro emprego pelas tropas de fuzileiros navais e por outras Unidades da Marinha, possibilitando a sua aquisição no mercado nacional.

FONTE/FOTO: Nomar

56 COMMENTS

  1. Imaginar que o Tavor poderia ter sido adotado, o Exercito da India compra lote apos lote de Tavor, acho que a Ucrania vai adotar o Tavor, o Vietnam tambem … e acho que a Tailandia idem.

    O Iadois nao tem uma caracteristica que o destaque do resto.

  2. AFFSS pessoal o que é isso o IA2 não deve em nada pra nenhum dos quais os colegas citaram, tem trilhos Picatiny, tem um peso muito inferior ao FAL, tem uma grande facilidade de usar vários apetrechos como lanternas miras lasers e varias miras opticas, cada um tem a sua preferencia eu sou fã do G-36 mas se o exercito aprovou, eles sabem o que fazem.

  3. Gente com todo o respeito, fazer a crítica pela crítica, é jogar palavras ao vento. Se tens algo de concreto para embasar teu pensamento, faças a crítica. CT 556 melhor que IA2? Brincadeira né? Ou ele é melhor porque tem uma coronha mais ergonômica?

  4. A baioneta ainda é utilizada hoje em dia?
    Qual o uso dessa arma em um ambiente de guerra moderno?

    P.S.: estou repetindo o comentário, pois o que fiz às 8 da manhã foi barrado (por moderação) sem motivo aparente.

  5. Ter trilhos para acoplar acessórios, hoje em dia já não faz mais diferença. O que faz a diferença é a confiabilidade e a precisão. A IMBEL não tem tanto know-how quanto a Taurus, que projeta e fabrica armas pra o mercado civil americano. Todas as armas que a estatal brasileira fez foram reprojetos ruins (Mosquefal, MD97) ou foi sob licença (FN FAL) de fabricantes estrangeiros que sabem projetar.

    Tenho séria dúvidas sobre as qualidades do IA2 e do AGLC também. Nem versão 7,62×51 fizeram, preferindo apenas recauchutar o velho FAL, que ninguém mais usa.

    O EB tem mania de achar que só as armas da IMBEL que prestam. A PF e o Destacamento Antiterror da BdaOpEsp usam G36, as FE, o GRUMEC e os COMANF usam a carabina M4, o CFN usa M16A2 e a FAB usa HK G3 e 33. O PARA_SAR usa SIG 551. FAL só no EB e na MB. Não só não se tem um padrão, como insiste-se em uma arma tecnicamente ultrapassada como o FAL e usando-o como ponto de partida para projetar outro fuzil. Pra mim, é um equívoco.

  6. Luis disse:
    15 de novembro de 2012 às 10:37

    Achar que a IMBEL não faz armas que presta daí já e apelar, as armas da IMBEL como eu disse não deve em nada pra nenhuma outra fabricante, outro ponto todos leia bem todos os regimentos militares da FAB, MB e EB vão substituir as armas que vc citou pelo IA2 se ficar algum dos modelos citados ficaram para adestramento do pessoal ou em Tropas de Elite, a Imbel estudou durante anos um fuzil que viesse a substituir os FAL pensaram até em Fabricar um de outra empresa sob licença mas no final decidiu se por produzir um totalmente nacional e claro que o FAL foi a influencia, o que era logico a primeira tentativa saiu errada que foi o MD-97.

    ” Tenho séria dúvidas sobre as qualidades do IA2 e do AGLC também. Nem versão 7,62×51 fizeram, preferindo apenas recauchutar o velho FAL, que ninguém mais usa.”

    Ninguém mais usa o FAL? ainda existem cerca de 7 milhões de unidades espalhadas pelo mundo afora em 50 países ainda o tem como arma principal de seus exércitos, a Imbel pode vir a ganhar vendendo Kits de modernização.

    Tem ate matéria aqui no Forte sobre o Fal:

    http://www.forte.jor.br/2009/04/21/fn-fal/

    “Todas as armas que a estatal brasileira fez foram reprojetos ruins (Mosquefal, MD97) ou foi sob licença (FN FAL) de fabricantes estrangeiros que sabem projetar.”

    Todas as armas que a estatal brasileira fez foram reprojetos ruins (Mosquefal, MD97) ou foi sob licença (FN FAL) de fabricantes estrangeiros que sabem projetar.

    https://www.youtube.com/watch?v=WzetUWZ1aHk

    https://www.youtube.com/watch?v=UchRjxG6OQ4&playnext=1&list=PL7532016009871570&feature=results_main

  7. O fuzil IA2 (5,56) em termos de mecanismos de trancamento (ferrolho) é mais próximo do G36 que do FAL. O IA2 têm sido extensivamente testado pelo exército brasileiro, inclusive, este fez um vídeo promocional falando destes testes, o que não é comum ao EB que é sempre discreto ao extremo com relação a seus projetos. Agora quantos testes do tipo foram vistos com o fuzil da Taurus? Quantos fuzis a Taurus tinha projetado antes destes? Ela pode ter projetado boas pistolas, mas quantos fuzis ela projetou?

    Agora repito, o IA2 foi testado intensivamente e por bastante tempo, tempo o suficiente para observar possíveis problemas mecânicos e solucioná-los.

    Outra coisa, este fuzil não iria parar nas mãos dos fuzileiros navais se o EB não tivesse certeza que não iria passar vexame, pois esta arma está sendo testada para substituir fuzis M16a2, e vai ter que mostrar serviço, ou vai ser rejeitada na maior pelos fuzileiros. Além de que os testes não serão muito diferentes dos já realizados pelo EB, talvez mude um pouco algum procedimento metodológico, mas os meios serão os mesmos.

  8. Lyw disse:
    15 de novembro de 2012 às 12:10

    No meu comentário que está aguardando a liberação eu coloquei o Link desses testes do IA2, como eu disse o exercito testou e testou bastante o novo fuzil, como vc mesmo disse a Taurus nunca tinha feito um fuzil, enquanto a Imbel já tem experiencia de mais de 30 anos e difícil acreditar que em 3 décadas a Imbel não tenha aprendido nada, falar que a Imbel só faz copia e de mais, a Taurus também já fabricou sobre licença muita coisa por Ex. a FAMAE que e produzida no chile (que é baseada na carabina suíça Sig-540 produzida sobre licença no chile desde de 1980), e foi produzida aqui que deu a origem as excelentes Mt-40 e Mt-30, e do qual se baseou a nova Smt-40.

  9. Só quem ainda usa o FAL é país pobre, que não tem condição de trocá-lo, o que não é o caso do Brasil. Bélgica, África do Sul, Áustria, Austrália, Israel, Canadá, Nova Zelândia, Inglaterra…todos já trocaram o FAL por fuzis mais modernos.

    Pode ser que o IA2 seja (ou se torne) um bom fuzil, ou pelo menos bom o suficiente para as FA brasileiras, mas até se provar isso, vou ter o benefício da dúvida. O EB já testou inúmeros fuzis e sempre dá a impressão que se iludem com o FAL. Teste é o que está sendo feito nos EUA, onde cerca de 40 fuzis estão sendo testados, entre nacionais e estrangeiros, por pessoas que entendem do assunto e já estiveram em combate. O próprio EB usa outros fuzis em suas unidades especiais.

    Quanto à Taurus, nunca projetou porque dificilmente teria mercado no Brasil. É uma questão de orgulho nacional para o EB usar uma arma projetada e fabricada pela IMBEL, o que na minha opinião é frescura. O 1º projetado, que foi o MD97 era uma porcaria! Países como Suécia, Noruega, Espanha, Austrália, Holanda, Canadá e Dinamarca usam modernos fuzis importados. Quem não sabe ou quer qualidade garantida, compra de quem sabe fazer. Como disse o Vader uma vez, a IMBEL é um cabide de empregos militares.

  10. Este fuzil tem um coice danado !!! pode se ver nos videos que eles so dao 1 tiro por vez e com um belo intervalo.

    E deve custar bem mais que um M4

  11. Estive recentemente no CTEx e pude colher algumas info sobre o IA-2. Ele ainda se encontra em fase de testes mas os resultados têm sido muito positivos. Fui Info que o sistema do ferrolho do Cal 5,56 é similar ao do M16, apresentando-se melhor que esse. O regime de tiro tem apenas duas situações: tiro a tiro ou rajada. Não terá rajada curta. O peso é menor que o FAL e sua ergonomia bastante superior. O mais importante de tudo é que, possivelmente, esse fuzil, 100% nacional, irá equipar as 3 Forças com possibilidades de fornecimento para a América do Sul e África.
    Quanto a qualidade dos armamentos produzidos pela IMBEL, lembro, a título de exemplo, que o FBI utiliza as pistolas IMBEL.
    Sds

  12. Velamel! escreveu em 16 de novembro de 2012 às 9:52:

    “… Fui Info que o sistema do ferrolho do Cal 5,56 é similar ao do M16, apresentando-se melhor que esse. …”.

    Interessante, o CTEx se baseou no sistema de acionamento mais criticado nos ultimos 50 anos!!!

    Quase todos os fabricantes de armas leves do mundo tem oferecido sistemas para modificar o M16 (e seus descendentes) de ação direta dos gazes, para acionamento por vareta, como uma solução para os persistentes problemas que vem desde a sua introdução na Guerra do Vietnam.

    Como o palhaço canta no prologo do Il Pagliacci: Non só piu chel’ che dico ne chel’ che facio (Não sei mais o que dizer nem o que fazer).

    Bacchi

  13. Luis disse:
    15 de novembro de 2012 às 15:32

    Assista o vídeo que o próprio Vader colocou, o General diz claramente “Seria o melhor fuzil do mundo: com certeza não, ele não vai nascer o melhor fuzil do mundo: Ele irá evoluir pra ser o melhor fuzil do mundo” o próprio M-16 que hoje é uma das armas mais fiáveis do mundo, teve um começo horrível no Vietnã os militares odiavam usar ele tanto que o seu apelido era Mattel-16 engasgava os estojos de munição ou simplesmente travava e não atirava mais, lembro muito bem de assistir uma reportagem no History que o veterano diz claramente que durante uma batalha o M-16 travou e ele teve que atirar com sua pistola até acabar a munição, depois disso a Colt conseguiu resolver suas limitações melhorando ao máximo o M-16 que evoluiu pro M-16A2 e a carabina M-4.

    A família IA2 está só no começo, com todas as suas versões, e desde o começo ele vem evoluindo:

    Veja a imagem de um dos primeiros protótipos do IA 7,62.

    http://1.bp.blogspot.com/-f7mOM_xi814/Tr4Zf_sbCjI/AAAAAAAAFpA/-m7rnmgRH3g/s1600/IA-2+Novo_fuzil_Imbel.jpg

    Pro protótipo atual.

    http://2.bp.blogspot.com/-TmUtZtC2Sns/Tkv9ZwWJiNI/AAAAAAAAE_E/WokM4XRT-Nw/s1600/IA-2%2B7%252C62%2B561_resize_620_380_true_false_null.jpg

  14. rsbacchi disse:
    16 de novembro de 2012 às 10:03

    O sistema do IA2 no calibre 5,56mm e um ferrolho rotativo de 8 ressaltos se não me engano o extrator teve o seu desenho modificado para melhorar o processo de ejeção dos cartuchos deflagrados e impossibilitar o travamento da culatra, problema comum no MD97 que travava sempre depois de se disparar 100 tiros até hoje não sei se foi resolvido.

    O M16 desde sempre foi problemático inicialmente pela pólvora utilizada a IMR tubular que era a mesma utilizada nos cartuchos de 7,62 um causava um grande um grande acumulo de carbono nas partes internas da arma, e depois que esfriava esse acumulo endurecia e travava a arma.

  15. Uitinã, você escreveu, escreveu, escreveu… e não explicou por que todos os problemas ocorriam (ocorrem???) no M16 e seus descendentes diretos.

    O problema todo apareceu pelo sistema novo introduzido por Eugene Stoner (seu criador): em vez de os gazes na boca do cano atuarem sobre uma haste que por suas vez atuava o ferrolho, fez com que os gazes por uma tubulação, fossem levados até ao ferrolho para atuar sobre o mesmo diretamente.

    Foi este o grande responsavel por todos os problemas que ocorreram até hoje.

    Foram introduzidas inumeras medidas paliativas, entre elas o uso de polvora selecionada para dar o minimo de residuo, tremendamente critico nesta area.

    Como ja escrevi anteriormente varias fabricas oferecem adaptação do sistema de haste para substituição em armas já existentes.

    Isto não aconteceria se não fosse reconhecido internacionalmente o problema existente nos M16 e seus descendentes diretos.

    Os soldados/fuzileiros navais estadunidenses são treinados em sua manutenção, que é critica.

    Dai eu me pergunto, se para tropa com soldados profissionais altamente treinados, o M16 é motivo de cuidado, o que não dizer de um exército de recrutas como o EB?

    Bacchi

  16. rsbacchi disse:
    16 de novembro de 2012 às 11:48

    Amigo não sei se o problema que vc tenta se referir e o Fuzil em si ou o sistema de ferrolho do M16, hoje 90% dos fuzis modernos usa o ferrolho rotativo isso e claro não significa que todos os 90% utilizem a mesma mecânica do M16.

    Do jeito que vc comentou parece mais que as Forças armadas vão e adquirir o M16 e não é e o IA2.

    Deixo o vídeo se foi capaz de passar em rodos os testes do exercito, em todas as condições climáticas e de terreno então a questão que vc colocou foi aprovada.

    https://www.youtube.com/watch?v=UchRjxG6OQ4&playnext=1&list=PL7532016009871570&feature=results_main

    Pode ver claramente no video que foi testado em baixa temperatura, altas temperaturas e umidade, então acho que está respondido.

  17. Bacchi,

    Talvez alguns aqui não tenham sabido explicar muito bem, mas o IA2 não utiliza o mesmo sistema de tomada de gases que o M16, apenas o sistema de trancamento por ferrolho rotativo, que é praticamente unânime nos projetos mais modernos e que foi um acerto do M16, diferente do sistema de tomada de gases.

  18. Lyw, interessantissimo o que você escreveu.

    Pelo visto você leu o meu comentário!!!

    Posso portanto acreditar que o sistema direto de tomada de gazes do AR-15, M-16 e descendentes não foi usado?

    Se isto é verdade (e desejo ardentemente que seja) não tenho nada a criticar no IA2.

    Bacchi

  19. Exatamente Bacchi, pra ser ainda mais exato o IA2 utiliza um “sistema de embolo de gases” diferente do sistema de tomada de gases do M16 que sempre foi o seu calcanhar de Aquiles. Neste sentido podemos até dizer que o novo fuzil da IMBEL está mais próximo do SCAR que do M16 (e família), só que o SCAR possui cabeça de trancamento rotativa com apenas dois ressaltos (como na família “AK”), enquanto o IA2 possui 7 ressaltos de trancamento (como o G36). O fuzil 556 da Taurus tem a incomum configuração de 6 ressaltos.

  20. Liw, é um prazer dialogar com alguem que entende do assunto!!!

    Muito obrigado por sua informação.

    Eu estava preparando um dossier de 9 paginas para consubstanciar o que estava querendo dizer sobre os problemas do AR15, M16 e descendentes, mas não vou precisar enviar.

    Abraços

    Bacchi

  21. O prazer é todo meu Bacchi, na verdade já dialogamos outras vezes só que no forum Defesa Brasil, lá eu utilizo o nome Lywis. Mas nunca falamos sobre fuzis, eu gosto de aprender com você sobre mecânica de veículos militares!

    Abraços

    Lywis

  22. Caros Uitinã, Bacchi e Liw:

    Amigos, vamos por ordem na casa:

    O IA2, em seus dois calibres, é um projeto derivado do FAL, ok?

    É assim porque a IMBEL/EB não quis reinventar a roda, por questões logísticas, financeiras e de engenharia mesmo: pra que mexer em time que está ganhando? 😉

    O FAL tem um sistema de recuperação de gases por êmbolo/vareta, e não por tubulação, como o M-16 e derivados.

    Outro fuzil que também tem recuperação por êmbolo/vareta, e não por tubo? Um tal de SCAR… Que não por acaso, é da mesma Fabrique Nastionale de Herstal, mítica fábrica belga criadora do… FAL!

    Ou seja: não é o IA2 que parece com o SCAR: ambos são descendentes diretos do mesmo “Fusil Automatique Léger” que já foi apelidado de “O Braço Direito do Mundo Livre”.

    Isto posto, vamos à distinção entre as duas versões do IA2.

    Primeiro o 7,62: AS DUAS fotos enviadas pelo Uitinã mostram clara e inequivocamente que o “IA2 7,62” é nada mais nada menos que um FAL melhorado. É um FAL com algumas peças de polímero, e com trilhos picatinny. TUDO, repito, TUDO nele que importa para a performance balística é idêntico ao FAL. Caixa da culatra, cano, ferrolho, tudo essencialmente igual, tudo em metal. Em essência é a mesma máquina.

    Isto posto, sou capaz de apostar com qualquer um que ele NÃO TEM sistema de travamento por ferrolho rotativo, ao contrário dos fuzis mais modernos do mundo, como o FN-SCAR “Heavy”, por exemplo.

    Isso faz dele um fuzil ruim? Ora amigos, o FAL é até hoje uma arma adorada por 9 em 10 atiradores. Sua rusticidade, simplicidade e confiabilidade são simplesmente míticas.

    De modo que não, o IA2 7,62 não será uma arma ruim.

    Mas daí a compará-lo com o FN SCAR vai uma distância muuuuuito grande.

    Agora o 5,56:

    Este é um fuzil diferente. Embora seja um claro descendente do FAL, aqui a IMBEL inovou e criou uma máquina mais ou menos nova, embora em alguns aspectos (o formato externo do ferrolho, por exemplo) seja igual o FAL.

    E isso é preocupante? Sim, é. Embora a princípio ele tenha o mesmo sistema de recuperação de gases do FAL, vale lembrar que o malsinado MD97 também tinha. E não funcionava exatamente porque a quantidade de gases no cartucho 5,56X45mm, muito menor que num 7,62X51mm, não era suficiente para travar o ferrolho à ré, dado o peso do conjunto êmbolo/vareta, somado a este. O que invariavelmente provocava falhas (dentre outros motivos).

    De fato, se você vai usar um cartucho de 5,56X45mm faz muito mais sentido um sistema de recuperação por tubulação, que “pesa” muito menos. A menos que, como nos EUA, você utilize uma munição com pólvora mais potente, coisa que foi levada em consideração, por exemplo, no FN SCAR-L (5,56X45mm).

    Assim, e dado que não temos maiores elementos para saber até que ponto a IMBEL inovou, não temos como opinar sobre essa máquina. Para mim pessoalmente será uma decepção muito grande se ele não tiver travamento por ferrolho rotativo.

    Ambos os fuzis, entretanto, continuam com alguns dos mesmos problemas do FAL: ejeção de cartuchos para o lado direito (canhoto não tem vez, rsrs), sistema de mira do séc XX, etc…

    Só, por gentileza senhores: não comparemos baralho com outra coisa que rima com tal termo… 🙂

    O FN-SCAR é hoje possivelmente o sistema de armas mais moderno do mundo, e não precisa ser nenhum gênio para saber disso. Basta ver as fotos:

    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2b/FN_SCAR_rifle.jpg

    Só o fato de ele ser intercambiável entre seus dois calibres já é uma façanha de engenharia espetacular. Além disso ele é totalmente ambidestro e construído 90% em polímero. E com tudo isso tem custo de produção entre US$ 600 e US$ 800, conseguindo ser mais barato que uma M4 (US$ 1.000). Algo simplesmente inaudito.

    O FN-SCAR, tanto na versão “de assalto” (5,56mm) como na “de batalha” (7,62mm) é a máquina perfeita para o infante do séc. XXI combater.

  23. Se o mecanismo do IA2 se basear no do M16 ou FAL, será trabalho perdido. Se for baseado no do G36 ou SCAR, aí sim, terá qualidade. Vamos aguardar pra ver.

    O melhor e mais confiável sistema é o iniciado no AK 47, o pistão de gás. O próprio AK tinha falhas de projeto, sendo que seus descendentes foram bem melhores: Valmet M62, Galil e o SIG 550, este considerado o melhor fuzil de assalto do mundo.

    Em tempo: FBI usando pistola da IMBEL!? DU-VI-DO!!
    Lá o que não falta são ótimos fabricantes de pistola, locais e estrangeiros, inclusive a Taurus.

  24. E faltou, por parte da IMBEl, projetar o IA2 em 2 calibres (5,56×45 e 7,62×51) e com 3 tamanhos de cano (20″, 16″/14,5″ e 12″/10″). Manter o FAL só tem como vantagem a economia.

  25. Vader, concordo, deveria ter descrito que as versões 7,62 e 5,56 são completamente diferentes! E não comparei o IA2 ao SCAR em termos de qualidade, pois ainda não sabemos muito bem sobre a qualidade do primeiro, apenas que utilizava um sistema de embolo de gases parecido, como você mesmo concordou. Depois de todo este tempo sendo trabalhado eu prefiro acreditar que a IMBEL solucionou os problemas existentes no MD97.

    Agora, não posso concordar com alguns que aqui chegam, sem propriedade alguma confundem castanha e caju, e simplesmente dizem que a arma não presta.

    E Luis, o FBI utiliza sim pistolas da IMBEL. É um fato conhecido e não é novo. Pode pesquisar na internet sobre o assunto, tem uns ufanistas aí inclusive que acham que isto é motivo para dizer que a IMBEL é a rainha das cocadas. Eu discordo, reconheço os vexames desta, só separo o joio do trigo.

  26. Luis disse:
    16 de novembro de 2012 às 23:19

    Luis até onde eu sei o IA2 possui versões com comprimentos de canos diferentes.

    Quanto aos calibres, não foi apenas economia de custos, e sim visando o mercado de operadores do FAL, incluindo forças policiais brasileiras. Pra mim, foi simplesmente um erro!

  27. Luis disse:
    16 de novembro de 2012 às 23:08

    “O melhor e mais confiável sistema é o iniciado no AK 47, o pistão de gás.”

    Luis, dois equívocos:

    Primeiro: o sistema de pistão de gás não é originário do AK-47, mas sim do StG 44 (Sturmgewehr 44), arma desenvolvida na Alemanha Nazista, e que para muitos é o “pai” do AK-47.

    Segundo: pistão de gases, ou êmbolo/vareta são a mesma coisa. Todos os fuzis modernos usam o mesmo sistema com pouquíssimas diferenças, exceção feita ao sistema de cilindro livre da família M-16 (em diante).

    Sds.

  28. rsbacchi disse:
    16 de novembro de 2012 às 15:40

    Colega não fique bravo comigo não, não consegui explicar o que tentou dizer mas alguém soube, eu sou leigo em qualquer assunto militar, sou apenas curioso e perco bastante do meu tempo lendo qualquer coisa do assunto e por esse motivo que eu evito comentar, pra não gerar atritos.

  29. O FBI adquirui a Imbel algumas centenas (2 talvez), da versão tupiniquim da gloriosa M-1911, mas nem de longe isso significa que somos fornecedores exclusivos da agência americana.

  30. Já passei umas 2 semanas discutindo o mesmo assunto, com outros leitores em outro site, depois desisti de continuar discutindo se não tem logica a gente perde a razão e subsequentemente a paciência.

  31. Mauricio R. disse:
    17 de novembro de 2012 às 11:21

    Padrão se não me engano e a Glock 17, 18, 22 e 23 em calibre .40 me corrijam se estou errado.

  32. Uma coisa que poucas pessoas conhecem é que as Colt 45 vendidas pela Springfield Armory nos Estados Unidos foram (são?) produto da INBEL.

    Quando Jose Luiz Whitaker Ribeiro fundador e maior acionista da ENGESA foi nomeado presidente da INBEL, levou consigo para trabalhar em vendas, alguns de seus funcionarios da ENGEXCO (Ramo comercial do grupo ENGESA).

    Um deles (infelizmente no momento não me lembro do nome – coisas de velho) entrou em contato com a Springield Armory e conseguiu depois de algum trabalho fechar um contrato de exportação das Colt 45 fabricadas em Itajuba para serem vendidas pela firma estadunidense sob sua marca.

    Não sei se este contrato perdura até hoje, nem qual foi o total de pistolas exportadas.

    Bacchi

  33. Vader, você escreveu; “… o sistema de pistão de gás não é originário do AK-47, mas sim do StG 44 (Sturmgewehr 44), arma desenvolvida na Alemanha Nazista, e que para muitos é o “pai” do AK-47. …”.

    Isto me deixou completamente confuso (parece que esta é minha situação constante neste assunto), já que não consigo entender o que você chama de pistão de gaz.

    O sistema de gaz não foi usado no BAR, não foi usado no Garand???

    Eu li uma declaração do Kalschnikov que o AK47 foi influenciado pelo Garand.

    Em suma, poderia me explicar?

    Bacchi

  34. “Primeiro: o sistema de pistão de gás não é originário do AK-47, mas sim do StG 44 (Sturmgewehr 44), arma desenvolvida na Alemanha Nazista, e que para muitos é o “pai” do AK-47.”

    O MP43 (que se tornou o StG44) foi o 1º fuzil de assalto. O AK-47 foi baseado no StG, mas não é uma “cópia das partes internas” deste, servindo sim de inspiração.

    “Segundo: pistão de gases, ou êmbolo/vareta são a mesma coisa. Todos os fuzis modernos usam o mesmo sistema com pouquíssimas diferenças, exceção feita ao sistema de cilindro livre da família M-16 (em diante).”

    Todos os fuzis usam o mesmo sistema, assim como todos os carros usam o motor de 4 tempos à explosão. O que faz a diferença são as suas peças internas, pequenas diferenças de projeto do ferrolho e seu trancamento, e a qualidade dos materiais e da manufatura. O AK 47 tem um projeto simples de suas partes internas, fazendo com que ele seja de fácil fabricação, montagem e resistente à sujeira. Seus defeitos são o peso, precisão e ergonomia. Seus derivado diretos são o Valmet M62, Galil e SIG550 (o melhor destes, e por muitos o melhor do mundo).

    As Colt M1911 eram da IMBEL, mas o projeto foi do John Moses Browning. Como a IMBEL começou a fabricá-las eu não sei. São cópias sob licença, como o velho FAL. Tem suas qualidades, mas nos próprios EUA existem ‘N’ fabricante (Colt, S&W, SA, Para-Ordnance, Kimber, SIG, Taurus, etc.). Já a Taurus ganhou o prêmio de ‘handgun of the year’ em 2004, 2005 e 2007, com a 24/7. O mercado civil americano é extremamente exigente quanto à qualidade das armas de fogo, principalmente as armas curtas.

  35. Uitinã disse:
    17 de novembro de 2012 às 11:12

    Parceiro, se formos aplicar o mesmo raciocínio teríamos que falar até do bacamarte e do canhão de Urbano.

    Fiquemos até a Stg 44, porque a semelhança desta e da AK-47 são visíveis.

  36. Luis disse:
    17 de novembro de 2012 às 15:22

    Prezado, veja bem, eu não disse que o AK-47 é “cópia das partes internas” do StG 44, mas sim que este é o “pai” daquele. Aliás, como o próprio Mikhail Kalashnikov declarou.

    É claro que é apenas uma inspiração. Embora seja uma inspiração muito semelhante, é bem verdade….

    “assim como todos os carros usam o motor de 4 tempos à explosão”

    Há controvérsias hein amigo: 😉

    http://pt.wikipedia.org/wiki/DKW-Vemag_Vemaguet

    Sds.

  37. Vader, eu sei muito bem o que é a BAR. Sei desde 1946 quando li o excelente “Automatic Weapons of the World” de Melvim M. Johnson Jr. e Charles T. Haven (William Morrow & Co., 1945).

    Durante toda esta discussão consultei “The World’s Assault Rifles” (2ª edição de livro que comprei na sua publicação, e que substitui por esta nova edição) de Gary P. Johnston e Thomas B. Nelson (Ironside International Publishers, Inc. 2010) e “Assault Rifle” de Maxim Popenker e Anthony G. Williams (The Crowood Press 2004).

    Do lado soviético/russo consultei:”Soviet Small Arms and Ammunition” de D. N. Bolotin (Finnish Arms Museum Foundation, 1995) e (dentro dos meus parcos conhecimentos da lingua russa:”Istoriia Russkogo Avtomata” de S.B. Monettchikov (Atlant, 2005).

    Eu considero que você criou uma tremenda confusão quando escreveu “…Primeiro: o sistema de pistão de gás não é originário do AK-47, mas sim do StG 44 (Sturmgewehr 44), arma desenvolvida na Alemanha Nazista, e que para muitos é o “pai” do AK-47. …”.

    Ou seja, você deu a entender que o sistema de tomada de gaz com acionamento por haste foi criado no StG 44, coisa que eu tentei esclarecer consigo, dando como exemplo de utilização anterior deste sistema (poderia citar outros 50, pelo menos) o BAR e o Garand.

    Em vez de me responder você me espicaçou com o fato de que o BAR era um fuzil metralhadora.

    Muito bem, voltando ao AK47.

    Acho que você está partindo de premissa errada!

    O que levou ao projeto do AK47 foi o cartucho 7,62X39 mm de menor pressão que o 7,62X54R mm em dotação no exército russo.

    O projeto deste cartucho começou antes da difusão dos Sturmgewehr no exército alemão, e foi disponibilizado para uso em 1943 (antes do StG44).

    Deve-se notar que o primeiro “Sturmgewehr” (chamemo-lo assim) soviético foi projetado por Sudaev em 1944, numa arma que não foi aceita e que foi substituída rapidamente por um novo projeto: AS-44, que foi adotado em pequena quantidade pelo exército soviético.

    Em 1947 entrou em produção em série o SKS (projeto de Simonov).

    O AK47 foi o vencedor de uma concorrência em 1946 em que entraram armas (de Kalaschnikov: o AK46, e após este, sua versão modificada: o AK47) de Degtyarov, Tokarev, Bulkin, Dementiev, Shpagin e Korobov.

    Em suma, o que quero dizer, é que considero que os Sturmgewehr não foram a causa do AK47 – eles serviram para confirmar aos soviéticos que este era o caminho certo.

    Bacchi

  38. “Há controvérsias hein amigo”

    Sim, a Vemaguete, o Trabant, entre poucos outros tinham motor de 2 tempos, mas eram minoria.

    Voltando ao assunto principal:

    Por mim a IMBEL não teria projetado nada. O MD deveria escolher um (bom) fuzil estrangeiro para ser feito aqui sob licença, como foi feito com o FAL em 1964. Modelos não faltam: HK G36, HK 416/417, FN SCAR, Beretta AR 160, IWI TAR21, Galil ACE, SA SIG 550,CZ 805, Bushmaster ACR, etc.

    Precisa-se também aumentar o nº de metralhadoras leves para substituir os FAP, pois estes, além de pesados, só dão 20 tiros com 1 carregador. Além de padronizar o fuzil de precisão com um modelo eficiente.

  39. rsbacchi disse:
    18 de novembro de 2012 às 9:46

    Bacchi, tem razão, o sistema de acionamento por pistão a gás já existia antes. A BAR usava, o M1 usava, e diversos outros armamentos já utilizavam tal sistema antes do AK-47.

    Desculpe se meu comentário causou confusão, não foi intencional. É que eu realmente estava a me referir apenas a fuzis de assalto/batalha.

    O que, penso, foi original da StG 44 foi a alternância de regimes, entre automático e semi-automático, aliado à precisão e alcance, o que criou uma arma poderosa para a infantaria alemã. Arma esta que chegou tarde, aliás (e que quase foi rejeitada por Hitler, diga-se de passagem): tivesse chegado no começo da guerra e poderia ter mudado a coisa.

    Mikhail Kalashnikov pegou o AS-44 (um dos muitos projetos derivados da StG 44), outros projetos, olhou, incorporou o cal. 7,62 X 45mm e voilá: estava criado o mais mítico fuzil da história.

    Mas de fato, não sou historiador militar e nem era esse o foco de meu comentário, de maneira que posso sim estar errado.

    Sds.

  40. Luis disse:
    18 de novembro de 2012 às 10:37

    Concordo plenamente: acho que deveríamos produzir é um fuzil sob licença, até porque meu nível de confiança na IMBEL é próximo do zero.

    Já pensou a Infa EB de FN-SCAR? 🙂

    Mas o IA2 é o que temos, dentro da genialidade de nossos patéticos líderes “nacionalistas”, que preferem ter uma arma inferior a ter de copiar um projeto de sucesso estrangeiro, então resta torcer para que evolua para uma boa arma. Passo bem longe de ilusões de que será “o melhor fuzil do mundo”…

    Quanto ao FAP é a arma mais ridícula já inventada. Só serve para dizer que o EB tem um fuzil-metralhador. Absolutamente desprezível.

    Sds.

  41. “…incorporou o cal. 7,62 X 45mm e…”

    Kalashnikov apresentou seu design, primeiro em 7,62 X 41mm e depois trocou-o pelo 7,62 X 39mm.

  42. Eu encontrei o material abaixo no sitio de Maxim Popenker (co-autor do livro “Assault Rifle”, citado por mim).

    Como desmente algumas informações minhas, e confirma algumas das minhas informações, achei interessante posta-lo.

    “…The true story of AK began late in 1942, when Soviet troops captured several specimen of the very new German MKb.42(H) machine carbine(assault rifle), along with some 7.92 Kurz ammunition. By mid-1943 the MKb.42(H) along with US-supplied M1carbine were evaluated by Soviet experts, and it was decided on top level that similar weapons, firing the intermediate power cartridge, must be developed for Soviet army as soon as possible. The task of initial development of new ammunition was accomplished in rather short time. By November 1943 technical specifications for the 7.62x41mm cartridge, having bottlenecked, rimless case and firing 8-gram pointed bullet, were sent out to all Soviet small arms design bureaus and organizations. By the spring of 1944, there were at least ten designs of automatic weapons in the works (not counting semi-automatic carbines that resulted in adoption of SKS and bolt-action carbines that went nowhere). In mid-1944, trials commission selected the AS-44 assault rifle, designed by Sudaev, as the over all best, and ordered a limited production run for troops trials. …”.

    “…Enter Mikhail Kalashnikov, the young sergeant of Soviet tank forces, who, after being wounded in combat in 1942,designed a prototype submachine gun while on medical leave. His first weapon was rejected on the grounds of complexity, but the designer himself was assigned to the Red Army’s Small Arms and Mortar Research & Proving ground (NIPSMVO) near the Moscow to continue his education and work on other weapons. Here Kalashnikov designed a semi-automatic carbine, heavily influenced by American M1Garand rifle. This carbine, while not successful by itself, served as a starting point for the first Kalashnikov’s assault rifle, provisionally known as AK No.1 or AK-46. In November of 1946 the AK-46 project was chosen for prototype manufacture along with 5 other projects (out of 16 submitted to commission), and Kalashnikov was sent to the city of Kovrov (also not far from the Moscow), to manufacture his weapon at the small arms factory there. The AK-46 was gas operated, rotary bolt weapon that utilized short-stroke gas piston above the barrel, and two-part receiver with separate trigger unit housing and dual controls (separate safety and fire selector switches on the left side of the trigger unit).
    In December 1946 new assault rifles were tested at NIPSMVO range, with AS-44 being used as a control (its development has ceased earlier in 1946 due to untimely death of the Sudaev, who was severely ill by the 1945). As an initial result of these tests, the AK-46 was selected for further development by trials commission, with two more weapons selected for further evolution being rifles from designers Dementiev and Bulkin. The second round of trials, which included three weapons (AK-46 by Kalashnikov, AB-46 by Bulkin and AD by Dementiev), resulted in rejection of the improved AK-46, which was inferior to other rivals in many aspects. Despite that failure, Kalashnikov, using his contacts and support from some member of trials commission (whom he knew from his earlier work at NIPSMVO in 1943-46) pursued the head of the trials commission to review the results, and finally got a green light to continue his development for next round of trials. Following the technical failure of the AK-46, Kalashnikov and his companion designer Zaitsev (who was a staff weapons designer at Kovrov plant) decided to completely rework the design, using successful technical solutions borrowed from various weapons, including direct competitors. For example, the long-stroke gas piston, attached to the bolt carrier, along with captive return spring assembly and receiver cover were apparently inspired by Bulkin’s AB-46 rifle; the idea of large clearances between bolt group and receiver walls, with minimum friction surfaces, was inspired by the Sudaev’s AS-44, the safety / dust cover lever was copied from Browning designed Remington model 8 hunting rifle etc. …”.

    “…After extensive tests, conducted in December 1947 – January 1948, which included slightly improved Dementiev KB-P-410, Bulkin TKB-415 and all-new Kalashnikov AK-47 rifles, results were somewhat inconclusive. The AK-47 was found to be most durable and reliable out of three contestants, but it also dragged behind the other two in the accuracy department, especially in full automatic (which was, and still is considered the primary mode of fire for assault rifle in Russia). In fact, the only weapon that fulfilled accuracy requirements was the Bulkin AB-47 / TKB-415, but it had certain problems with parts durability. After lengthy discussion, trials commission finally decided that the better is the enemy of the good, and it is advisable to have not-so accurate but reliable weapon now, rather than to wait indefinitely for accurate-and -reliable weapon in the future. This decision ultimately lead commission to recommend AK-47 for troops trials in November, 1947. It was decided that the production of the new weapon must be commenced at Izhevsk arms plant (now Izhevsk Machine building Plant or IzhMash in short). Kalashnikov has moved from Kovrov to Izhevsk to help with production of the new weapon, which commenced in mid-1948. Official adoption followed late in 1949, with standard nomenclature being ‘7.62mm avtomat Kalashnikova AK’ (7.62mm automatic carbine Kalashnikov). At the same time, a folding buttstock version was adopted for airborne units use, as ‘7.62mm avtomat Kalashnikova skladnoy AKS’ (7.62mm automatic carbine Kalashnikov, folding). …”.

    Bacchi

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